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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 146 DE 09 DE JUNHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 146 |09 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Futuro do boi gordo segue se distanciando dos preços físicos da arroba

Na quarta-feira, o contrato do boi gordo com vencimento em outubro/22 (pico da entressafra) foi negociado a R$ 335,25/@ (base São Paulo), com valorização de R$ 2,35/@ em relação ao valor do mesmo contrato apurado há um mês (R$ 332,90/@, em 9 de maio/22), de acordo com os dados disponíveis no site da B3


No mercado físico, o indicador Cepea (base SP, valor à vista) fechou a quarta-feira valendo R$ 315,15, ou seja, R$ 20/@ abaixo dos valores indicados pelos contratos futuros com entrega em outubro/22. Segundo os dados apurados pela Scot, o equilíbrio entre a oferta e a demanda de boiadas gordas manteve os preços da arroba estáveis nas praças do interior de São Paulo. Pelos números da Scot, a referência para o boi gordo está em R$ 297/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas em R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Segundo a IHS Markit, os preços físicos do boi gordo tendem a ganhar mais força somente a partir do início do segundo semestre, quando se intensifica o período seco no País, reduzindo drasticamente a oferta de boiadas terminada a pasto. Neste início de mês, as indústrias localizadas na região Centro-Sul já se deparam com sinais de encurtamento nas escalas de abate, motivados pela dificuldade para encontrar boas ofertas de animais gordos, informa a IHS. As regiões Norte e Nordeste ainda oferecem ofertas razoáveis de animais terminados, resultando em programações de abate mais confortáveis neste começo de mês. De toda forma, muitos frigoríficos brasileiros optam por não avançarem com maior intensidade no mercado do boi gordo, devido ao enfraquecimento da demanda interna pela carne bovina, altamente prejudicada pelo avanço da inflação no País e pelos preços altos dos cortes bovinos disponíveis nas gôndolas de supermercados e açougues, ainda muito acima dos valores de outras proteínas, como frango, carne suína, ovos e peixe. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); TO-Gurupi:

boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 250/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista).

PORTAL DBO


Alvo de divergência, projeto que muda fiscalização agropecuária será votado nesta quinta

O presidente da Comissão de Agricultura (CRA), senador Acir Gurgacz (PDT-RO), confirmou a votação na quinta-feira (9) do projeto de lei (PL) 1.293/2021. O texto flexibiliza a fiscalização agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) por meio de programas de autocontrole geridos pelas empresas do setor


Alvo de divergência entre senadores e especialistas, a matéria foi tema de audiência pública na quarta-feira (8). Segundo Gurgacz, o projeto estabelece procedimentos de fiscalização e auditoria mais ágeis e modernos para a agroindústria. O parlamentar afirma que o método de certificação proposto pelo texto será menos oneroso para o setor produtivo e mais benéfico para o consumidor. O PL 1.293/2021 foi apresentado pelo Poder Executivo e aprovado pela Câmara dos Deputados em maio deste ano. O texto promove uma ampla revisão das leis de defesa agropecuária. A principal novidade é a criação de sistemas de autocontrole nas empresas para auxiliar o poder público na avaliação da qualidade de rebanhos, lavouras e produtos. O relator da matéria é o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). “Temos que avançar. Os Estados Unidos usam esse sistema. A Austrália e a Nova Zelândia, dois países avançadíssimos na pecuária de corte e leiteira, usam esse sistema. Toda a Europa usa esse sistema. Não é uma invenção do Brasil. Não vai se inventar a roda. Isso facilita o processo. É uma evolução, não um retrocesso”, avaliou. O projeto não é unanimidade entre os parlamentares. Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que sugeriu a realização da audiência pública, o texto não deixa claro os critérios que as empresas devem adotar para promover autocontrole. Ele defende a discussão da matéria em outros colegiados do Senado, como as Comissões de Assuntos Sociais (CAS); Meio Ambiente (CMA); Constituição e Justiça (CCJ); e Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). “Estamos desvendando as entrelinhas e as consequências desse projeto. Estamos simulando cenários de um projeto que não faz pouca coisa. Se, de um lado, alega-se que o poder público continuará mantendo os mesmos poderes, o projeto revoga 11 dispositivos ou leis que estabelecem penalidades ou sanções. Mexe muito com saúde pública, meio ambiente, constitucionalidade e principalmente fiscalização. Salta aos olhos a necessidade de passar por uma ou duas dessas comissões que destaquei”, ponderou. A audiência pública contou com a presença de representantes do governo federal, de órgãos de controle e da indústria agropecuária. Para o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Tollstadius, o projeto tem sofrido uma “distorção de interpretação” por críticos que preferem “criar fantasma onde não existe”. Favorável ao texto da forma como foi aprovado na Câmara, Tollstadius argumenta que o PL 1.293/2021 “não trata de autoinspeção ou autofiscalização”.

Agência Senado


SUÍNOS


Mercado de suínos em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 108,00/R$ 115,00, enquanto a carcaça especial que aumentou, pelo menos, 1,19%, custando R$ 8,50 o quilo/R$ 8,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve alta de 11,04% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,23/kg, avanço de 5,43% em Santa Catarina, custando R$ 5,24/kg, aumento de 4,29% no Paraná, alcançando R$ 5,11/kg, valorização de 3,10% em Minas Gerais, cotado em R$ 6,66/kg, e de 0,67% em São Paulo, fechando em R$ 5,99/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango no atacado paulista registra alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 0,99%, chegando em R$ 7,17/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,55/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Abates de bovinos e suínos cresceram no país no 1º trimestre

Segundo o IBGE, no caso dos frangos houve queda


Os abates de bovinos somaram 6,96 milhões de cabeças no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 5,5% ante igual período de 2021 e relativa estabilidade na comparação com o total registrado de outubro a dezembro. Segundo as novas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha divulgadas na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve variações positivas na comparação interanual em janeiro, fevereiro e março. A maior delas foi em março (8%), quando os abates alcançaram 2,47 milhões de cabeças. Após dois anos de quedas na comparação com os mesmos trimestres do ano anterior, os abates de fêmeas subiram 12,9% nos primeiros meses de 2022, enquanto os abates de machos avançaram 1,1%. O abate de 361,75 mil cabeças de bovinos a mais no primeiro trimestre em relação a igual intervalo do ano passado foi impulsionado por aumentos em 18 das 27 unidades da federação. Os incrementos mais significativos ocorreram em São Paulo (92,79 mil cabeças), Mato Grosso (78,71 mil), Tocantins (61,84 mil), Pará (56,77 mil), Minas Gerais (33 mil) e Goiás (28,63 mil). Mato Grosso continuou a liderar o abate de bovinos, com 16,1% da participação nacional. Segundo o IBGE, também foram abatidos de janeiro a março 1,55 bilhão de frangos, com retrações de 0,2% sobre o quarto trimestre de 2021 e de 1,7% ante o primeiro. O abate de 27,25 milhões de cabeças de frangos a menos no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado foi determinado por reduções em 17 das 25 unidades da federação que participaram da pesquisa. As principais foram no Rio Grande do Sul (9,97 milhões de cabeças), Paraná (6,54 milhões) e Santa Catarina (4,66 milhões). E o Paraná ainda liderou amplamente a atividade, com fatia de 33,5% do total. No mercado de suínos, finalmente, os abates contrariam a lógica econômica e bateram recorde, apesar do aumento de custos que tem provocado prejuízos aos criadores desde o ano passado. Foram 13,64 milhões de cabeças no primeiro trimestre, com altas de 1,5% ante o quarto trimestre de 2021 e de 7,2% sobre o primeiro. O abate de 920,43 mil cabeças de suínos a mais na comparação interanual foi impulsionado por aumentos em 19 das 25 unidades da federação investigadas, com destaque para Paraná (229,39 mil), Santa Catarina (176,92 mil) e Rio Grande do Sul (157,81 mil). Santa Catarina continuou na liderando, com 28,1% do total.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


Marfrig investe para crescer com segmento de food service em 2022

A Marfrig está investindo em ferramentas digitais e outras estratégias para crescer com o segmento de food service em 2022, informou a companhia em comunicado na quarta-feira (08).


“Ao longo do ano de 2022 estamos investindo em transformação digital, treinamentos e qualificação do nosso time de vendas, além da ampliação do nosso portfólio. Tudo isso tem como objetivo elevar o nível de atendimento e oferecer uma solução cada vez mais completa de produtos para o canal de food service”, disse o Diretor Comercial de Food Service e Varejo da Marfrig, Gecsan Franceschi. Segundo ele, a Marfrig identificou um movimento “muito intenso” de preparação de estoques por parte dos clientes de food service para atender à demanda adicional de datas comemorativas neste ano, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, as duas principais datas comerciais depois do Natal. O segmento de food service, que inclui bares, restaurantes e padarias, foi um dos mais impactados pela pandemia em 2020 e 2021. Para 2022, o segmento tem expectativas de retomada do crescimento e recuperação e a Marfrig, como a líder global na produção de hambúrgueres, tende a se beneficiar desta expansão, segundo a empresa. Durante a pandemia, o segmento de entregas dos restaurantes (delivery) já registrou crescimento. A Marfrig anunciou neste ano o investimento na plataforma Quiq, que permite aos restaurantes gerenciarem todos os pedidos de forma prática e única, reunindo em apenas um dispositivo as demandas que chegam de diferentes aplicativos de delivery. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) estima que 2022 será um ano de recuperação total do setor de food service brasileiro. A Marfrig disse que, com suas marcas Bassi, Montana e Montana Steakhouse, busca oferecer opções de alimentos variados e prontos para o consumo, trazendo maior praticidade, aliada a uma solução completa de itens para o food service.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


ANTT atualiza custos do lote 2 do novo pedágio e tarifa da descida ao litoral vai a R$ 20,98

Tarifa entre Curitiba e Paranaguá no novo leilão já se aproxima do valor do antigo pedágio


A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entregou na quarta-feira (8) ao Tribunal de Contas da União (TCU) a nota técnica com a atualização das projeções de tráfego, investimentos, custo de operação e tarifa de pedágio do lote 2 das rodovias paranaenses, que serão concedidas à iniciativa privada em seis diferentes lotes. Para os trechos que compreendem rodovias do Norte Pioneiro do estado e a ligação entre Curitiba e Paranaguá, a ANTT previu um aumento de 23,3% na tarifa base de pedágio que vai a leilão em relação às tarifas apresentadas em novembro do ano passado. “A versão atualizada do MEF [Modelo Econômico Financeiro] trouxe como resultado uma tarifa quilométrica simples máxima de referência de R$ 0,11791, aumento de 23,3%, representando um aumento real de 14,20% [IPCA variou 7,97% no período de janeiro a outubro/2021]”, destaca a nota técnica da ANTT. A agência também promoveu atualização nos Trechos de Cobertura de Pedágio (TCPs) de três das sete praças do lote, reduzindo em 32% o trecho de cobertura da praça de Jaguariaíva e aumentando os das praças de Quatiguá em 16% e de São José dos Pinhais em 12%. Como o valor do pedágio em cada praça é definido pela quilometragem de cobertura, a mudança também provocou alteração nas tarifas destas praças. Com o reajuste e a mudança no trecho de cobertura, a tarifa da praça de pedágio de São José dos Pinhais, na ligação entre Curitiba e o litoral paranaense, que iria a leilão por R$ 14,33, agora, tem a previsão de R$ 19,77. Após o degrau tarifário (aplicado quando concluídas as obras de duplicação), esse pedágio subiria para R$ 20,98. O contrato com a Ecovia, que administrava o trecho até novembro do ano passado, foi encerrado com R$ 23,30 sendo cobrado de pedágio naquela praça. Os reajustes apresentados pela ANTT têm como data de referência o mês de outubro de 2021. Como os leilões só devem ocorrer no final do ano, ou até mesmo apenas em 2023, mais uma correção nos valores deverá ser aplicada antes da licitação. Na nota técnica, a ANTT especifica que houve aumento de 27% na necessidade de investimentos (Capex), saltando de R$ 8,4 bilhões para R$ 10,7 bilhões no lote. O custo de operação (Opex) subiu 14%, de R$ 5,6 bilhões para R$ 6,4 bilhões. No documento, a agência ainda informa a retirada de obras que já estão sendo realizadas pela antiga concessionária por força do acordo de leniência firmado com o Mistério Público Federal.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 0,34%, a R$4,8906

O dólar se acomodou no fechamento das operações do mercado à vista na quarta-feira, depois da forte alta da véspera, mas ainda teve ganho moderado e suficiente para marcar uma nova máxima em quase três semanas, em dia de pouco apetite por risco nos mercados externos


O dólar interbancário subiu 0,34%, a 4,8906 reais na venda. A variação no fechamento foi moderada, mas antes houve oscilações mais amplas. Na máxima, a cotação apreciou 0,72%, a 4,909 reais, e na mínima caiu 0,54%, a 4,8478 reais. Na terça, o dólar saltou 1,63%. Lá fora, um índice da moeda dos EUA contra uma cesta de rivais de países desenvolvidos tinha alta de 0,14% no fim da tarde, deixando para trás quedas de mais cedo.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda preocupação fiscal

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, quase perdendo o patamar de 108 mil pontos no pior momento, pressionado pelo recuo das bolsas nos Estados Unidos na esteira do movimento dos Treasuries, além de preocupações com o cenário fiscal do Brasil


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,55%, a 108.367,67 pontos, em meio ao forte ajuste de baixa em ações de commodities, que vinham fornecendo suporte nos últimos pregões. O volume financeiro totalizou 22,3 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do ano (30,2 bilhões de reais). Wall Street fechou no vermelho, com o S&P 500 cedendo cerca de 1%, em meio ao aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e declínio de ações de tecnologia, com destaque para Intel, que caiu mais de 5%. A Meta Asset Management destacou a clientes que o grande problema do mundo se chama inflação e que o grande risco para os mercados é uma não contenção da alta dos preços, que obrigaria bancos centrais a subirem juros além do gradualismo que o mercado precifica. No Brasil, as discussões sobre a desoneração de combustíveis continuam no foco de atenções, uma vez que, apesar de um esperado alívio na inflação, devem provocar um aumento importante nos gastos federais. "Um dos pontos desfavoráveis para o Ibovespa caso haja um aumento do risco fiscal, ou a simples percepção de aumento disso, é o efeito no fluxo de capital externo", disse o sócio-fundador e gestor da Charles River Capital, Camilo Marcantonio. "Isso acaba afetando potencialmente ações com maior liquidez e mais peso no Ibovespa", acrescentou. Até o momento, contudo, as entradas de estrangeiros superam as saídas no mercado secundário de ações brasileiro em junho, com saldo de 1,66 bilhão de reais até o dia 6.

REUTERS


IBGE prevê safra recorde de 263 milhões de toneladas para 2022

Espera-se que a safra de soja totalize 118,6 milhões de toneladas, redução de 12,1% em comparação com o ciclo anterior


Em maio, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 263 milhões de toneladas, 3,8% acima (9,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas). As informações são do IBGE, e foram divulgadas na quarta-feira (8). A estimativa de maio cresceu 0,6% em relação à anterior (261,5 milhões de toneladas). O levantamento aponta que a área a ser colhida é de 72,3 milhões de hectares, 5,5% (3,8 milhões de hectares) maior que a área colhida em 2021 e 0,5% (371,0 mil hectares) maior do que o previsto no mês anterior. O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 8,5% na área do milho (7,3% na primeira safra e 8,9% na segunda), de 18,0% na área do algodão herbáceo, de 4,3% na área da soja e de 2,1% na do trigo. Por outro lado, houve declínio de 2,2% na área do arroz. Espera-se que a produção de soja totalize 118,6 milhões de toneladas, com alta de 0,1% em relação ao previsto no mês anterior, e redução de 12,1% ante a produção do ano anterior. A produção do milho foi estimada em 112 milhões de toneladas, com crescimento de 0,1% frente ao mês anterior e 27,6% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz (10,6 milhões de toneladas) recuou 8,4% frente a 2021.

CANAL RURAL


Conab: Brasil pode colher safra recorde de grãos em 2021/22, acima de 271 milhões de toneladas

A safra brasileira de grãos 2021/22 se encaminha para a conclusão e a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de um novo recorde, com uma produção estimada em 271,3 milhões de toneladas


O volume representa um incremento de 6,2% sobre a temporada anterior, o que significa cerca de 15,8 milhões de toneladas, como aponta o 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quarta-feira (8) pela estatal. “A estimativa inicial da Companhia era de uma safra ainda maior quando, no primeiro levantamento, era esperada uma produção de 288,6 milhões de toneladas. Mesmo com a redução na expectativa em 6,4%, os agricultores brasileiros serão responsáveis pela maior safra da série histórica. O bom desempenho ocorre mesmo em um ano em que as culturas de primeira safra, principalmente soja e milho, foram afetadas pelas condições climáticas adversas registradas na região sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul”, destaca o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro. Na atual temporada destaque para a recuperação de 32,3% na produção de milho. Com uma produção estável na 1ª safra do cereal, próximo a 24,8 milhões de toneladas, a 2ª safra do grão tende a registrar uma elevação de aproximadamente 45% se comparada com o ciclo anterior, passando de 60,7 milhões de toneladas para 88 milhões de toneladas. “No entanto, ainda precisamos acompanhar o desenvolvimento das lavouras, principalmente nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesses locais, a cultura se encontra em estágios de desenvolvimento em que o clima exerce grande influência no resultado final. Considerando a segunda safra, cerca de 25,5% do milho do país ainda está sob influência do clima”, explica o Diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen. De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela estatal, a colheita do cereal de 2ª safra está em fase inicial, sendo Mato Grosso o estado com a maior área colhida registrada.

CONAB


IGP-DI acelera alta a 0,69% em maio com impulso de commodities, diz FGV

Os preços de commodities agrícolas e combustíveis pressionaram e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 0,69% em maio, depois de subir 0,41% em abril, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,55% em maio, acima da taxa de 0,19% no mês anterior. "Grandes commodities agrícolas e combustíveis responderam por parcela importante do resultado do IPA, sendo os destaques: diesel (de 6,87% para 6,38%), soja (de -8,02% para 2,76%) e cana-de-açúcar (de 0,66% para 3,65%)", disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Já o avanço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) --que responde por 30% do IGP-DI-- enfraqueceu a 0,50% no período, de 1,08% em abril. De acordo com a FGV, seis das oito classes de despesa componentes do IPC registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (de 1,58% para 0,45%), Transportes (2,13% para 1,02%) e Habitação (-0,69% para -1,37%). A alta do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, acelerou a 2,28% em maio, de 0,95% em abril. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS


OCDE revisa para baixo a projeção do PIB do Brasil para 2022 de 1,4% para 0,6%

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, de 1,4% para 0,6%. Para 2023, a previsão caiu de 2,1% para 1,2%


As mudanças desde as estimativas de dezembro passado foram informadas através do relatório de perspectivas econômicas da OCDE, publicado na quarta-feira, 8. Depois da forte recuperação vista em 2021, o crescimento econômico do Brasil deve desacelerar significativamente em 2022 até se recuperar no próximo ano, observa a OCDE. "O aumento da inflação, a guerra na Ucrânia e as condições financeiras mais apertadas corroeram o sentimento econômico e o poder de compra, o que deve afetar fortemente a demanda doméstica no primeiro semestre de 2022", prevê a organização. A corrida presidencial ao fim do ano também adiciona incertezas ao cenário e ajuda a manter o investimento moderado até 2023, nota a OCDE. A instituição observa que a recuperação do mercado de trabalho brasileiro tem sido lenta, com a taxa de participação e de rendas reais abaixo dos níveis pré-pandemia. Com o aumento de preços de alimentos e energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia, a OCDE defende programas sociais para proteger a população mais vulnerável. Além disso, o relatório afirma ser necessário esforços adicionais para melhorar o direcionamento e eficácia dos gastos públicos, "para permanecer consistente com uma gestão fiscal sólida". Se as pressões inflacionárias persistirem, o Banco Central deve continuar elevando a taxa básica de juros, diz a organização. A instituição observa que é esperado que a taxa Selic suba dos atuais 12,75% para 13,25% ao ano na próxima reunião monetária. "A taxa Selic deve permanecer em 13,25% até o início de 2023 e então diminuir lentamente ao longo do ano, à medida que os efeitos defasados dos aumentos recentes são finalmente sentidos". Ainda, a OCDE incentiva que o Brasil continue com suas reformas "ambiciosas" para garantir sustentabilidade fiscal e evitar que taxas de pobreza subam. A organização também recomenda maior exploração das fontes de energia eólica e solar para complementar a hidrelétrica.

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