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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 138 DE 30 DE MAIO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 138 |30 de maio de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: pressão de baixa na arroba pode se estender para as primeiras semanas de junho

Na semana, o mercado brasileiro do boi gordo continuou operando sob forte pressão baixista, refletindo sobretudo a desova de animais neste início do período seco (entressafra), além dos relatos de novas paralisações de plantas frigoríficas com habilitação para China


Na avaliação da consultoria IHS, a formação de excedentes de ofertas de boiadas gordas deve permanecer até pelo menos o final da primeira quinzena de junho, sobretudo na região Centro-Sul do País. Nos últimos dois dias da semana, poucos negócios foram registrados nas praças brasileiras. Nas praças do interior de São Paulo, boa parte das indústrias esteve fora das compras de boiadas gordas, apurou a Scot Consultoria. Com isso, o valor do boi gordo comum, direcionado ao mercado interno, permaneceu estável, cotado em R$ 302/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot. A cotação da vaca também andou de lado no mercado paulista, negociada em R$ 272/@, no prazo, valor bruto. Na sexta-feira, a Scot apurou baixa de R$ 2/@ para os lotes de novilha gorda, agora vendidos a R$ 292/@ (valor bruto e a prazo), em São Paulo. Ainda assim, observam os analistas, deve-se destacar que o comportamento da demanda chinesa será determinante na formação dos preços da arroba do boi gordo no mercado doméstico. Sem prestar esclarecimentos aos exportadores, a China suspendeu a importação de unidades brasileiras de abate, controladas pela JBS e a Marfrig, os dois maiores frigoríficos do País. Tais notícias, reforçam os analistas, repercutiram de forma bastante negativa em todo mercado pecuário, intensificado os movimentos de baixa da arroba. Os avanços nas escalas de abate das indústrias e as quedas nos preços dos principais cortes bovinos no atacado também elevaram a cautela dos frigoríficos nas compras de boiada gorda. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca a R$ 262/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 263/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 260/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


Escalas de abate avançam mais nas principais regiões brasileiras

A média nacional das programações das indústrias ficou em 11 dias úteis, um dia a mais do que foi registrado na sexta-feira anterior, relata Agrifatto


Em uma semana marcada pelas suspensões, por parte da China, de quatro frigoríficos brasileiros (dois em SP, um MT e outro em Goiás), as escalas de abate das indústrias avançam mais um pouco, ainda refletindo a maior oferta de boiadas terminadas a pasto, informa a consultoria Agrifatto. Na sexta-feira, 27 de maio, a média nacional das programações de abate atingiu 11 dias úteis, 1 dia a mais do que foi registrado na sexta-feira anterior. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 12 dias úteis programados, sem mudanças frente ao que foi visto na semana passada. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 18 dias úteis, 5 dias de alta no comparativo semanal. Goiás – Os frigoríficos conseguiram alongar as suas programações de abate, que se encontram na média de 11 dias úteis, avanço de 1 dia ante a semana passada. MG/MS/TO/RO – As indústrias mineiras, sul-mato-grossenses, tocantinenses e rondonienses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis. As programações recuaram 1 dia em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, enquanto em Rondônia e Tocantins avançaram 2 dias e 1 dia, respectivamente, no comparativo entre as semanas. Mato Grosso – As escalas continuam próximas dos 8 dias úteis, sem variação ante ao registrado na sexta-feira passada.

Agrifatto


SUÍNOS


Suínos: mercado acumula perdas ao longo da semana, mas fecha sexta-feira perto da estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 98,00/R$ 108,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (26), houve recuo de 0,17% em Minas Gerais, chegando em R$ 5,76/kg, e leve alta de 0,46% em Santa Catarina, alcançando R$ 4,37/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, custando R$ 4,45/kg, R$ 4,67/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,62/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


Preço do quilo do suíno vivo no RS é de R$5,23, queda de R$ 0,20 centavos

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, nesta sexta-feira (27), o preço de R$ 5,23 para o quilo do suíno vivo pago ao produtor independente no estado. A queda é de 20 centavos se comparado a semana anterior


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 89,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.385,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.200,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). Agroindústrias e cooperativas – O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

Acsurs


Caso de peste suína africana detectado em fazenda alemã

Um caso de peste suína africana foi detectado em uma fazenda com cerca de 35 animais no estado de Baden-Wuerttemberg, na Alemanha, informou o Ministério da Agricultura e Alimentação na quinta-feira


Todos os animais da fazenda foram mortos e descartados para conter a propagação do patógeno, e uma investigação começou sobre como ele entrou na população, disse o ministério. A peste suína africana é inofensiva para os seres humanos, mas muitas vezes fatal para os porcos, levando a perdas financeiras para os agricultores. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo.

REUTERS


Caso de peste suína africana encontrado em fazenda de porcos na Coreia do Sul

Um caso de peste suína africana foi detectado em uma fazenda com cerca de 1.500 animais no condado de Hongcheon, no nordeste da Coreia do Sul, informou o Ministério da Agricultura e Alimentação na quinta-feira


Todos os animais da fazenda foram mortos para conter a propagação do patógeno, e uma investigação deve ser iniciada em outras fazendas de porcos da região, disse o ministério.

As autoridades emitiram uma ordem de suspensão em todas as fazendas de suínos e outras instalações relacionadas à pecuária até segunda-feira. A peste suína africana é inofensiva para os seres humanos, mas muitas vezes fatal para os porcos, levando a perdas financeiras para os agricultores. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo. O último surto marca a primeira vez em mais de sete meses que a febre é detectada em uma fazenda de suínos no país.

REUTERS


FRANGOS


Mercado do frango com baixa liquidez, após elevação de preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve queda de 0,44%, chegando em R$ 6,72/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg.

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (26), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de valor custando, ambas, R$ 7,63/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Preço médio da carne recua na parcial de maio

O valor médio da carne de frango nesta parcial de maio está inferior ao registrado em abril, segundo apontam pesquisas do Cepea


A retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez. Assim, vendedores reajustaram negativamente as cotações ao longo de maio. O preço médio da carne suína, por sua vez, está em elevação frente ao observado no mês anterior. Esse cenário ampliou a diferença entre a carne de frango e a substituta, garantindo boa competitividade frente à carne suína.

Cepea


EMPRESAS


BRF diz que mais de 50% de matrizes suínas estão em alojamento coletivo

A BRF disse na quinta-feira (26) que mais de 50% das matrizes suínas em granjas próprias e de produtores integrados estão em sistema de alojamento coletivo durante a gestação, com a meta de chegar a 100% em 2026


A BRF começou a adotar o sistema de gestação coletiva na produção de matrizes suínas em 2012. Em 2014, a empresa estabeleceu a meta de ter 100% das matrizes nesse sistema em 2026. O alojamento coletivo é uma prática de bem-estar animal adotada no lugar das baias individuais. Atualmente, a BRF tem cerca de 200 mil fêmeas em alojamento coletivo. “Além do conforto físico, há redução significativa no stress ao permitir que as fêmeas interajam entre si, circulando pelo local. Há um ganho bastante visível no comportamento das fêmeas alojadas”, disse a gerente de Bem-Estar Animal da BRF, Josiane Busatta, em comunicado. O gerente executivo de Produção Animal da área de Suínos da BRF, Edilson Caldas, disse que a adequação para gestação coletiva é a maior mudança estrutural ocorrida na suinocultura nos últimos tempos. “Uma mudança tão significativa pode trazer alguns desconfortos e dúvidas, e para mitigação destas, contamos com o apoio dos extensionistas que estão a campo. Eles atuam sempre próximos dos integrados, e passam por formação contínua para que se aprimorem nos temas de bem-estar animal, repassando novos conhecimentos aos produtores.”

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Empresas brasileiras arriscam perder R$ 24 bi ao ignorar desmatamento na cadeia de valor, diz estudo

Dado daz parte de estudo da AFi (Accountability Framework Initiative) em parceria com o CDP (Carbon Disclosure Project); mundialmente, perda pode atingir US$ 80 bilhões (R$ 386 bilhões)


Empresas de todo o mundo podem perder US$ 80 bilhões (R$ 386 bilhões) caso não atuem para combater o desmatamento em suas cadeias de valor. Considerando apenas o Brasil – país que mais derruba florestas tropicais no planeta – o risco financeiro é estimado em até US$ 5 bilhões (R$ 24 bilhões). Os dados são de um estudo publicado nesta semana pela AFi (Accountability Framework Initiative) em parceria com o CDP (Carbon Disclosure Project), organização que auxilia companhias e governos a divulgarem seus desempenhos ambientais. Segundo o relatório, ao ignorar ações para zerar o desmatamento em todos os elos do negócio, as empresas estão se sujeitando a um prejuízo bilionário, que pode ser causado por fatores como: dano reputacional, fuga de consumidores, dificuldades em acessar mercados internacionais e alterações na dinâmica dos ecossistemas. Enfrentar o risco sai mais barato O estudo ainda destaca que enfrentar esse risco sairia muito mais barato. No cenário global, o impacto de US$ 80 bilhões poderia ser evitado com investimentos da ordem de US$ 6,7 bilhões (R$ 32,3 bilhões). Já no caso brasileiro, o custo total seria de US$ 680 milhões (R$ 3,2 bilhões) –cerca de um oitavo do prejuízo projetado. As estimativas levam em conta as respostas das próprias empresas no questionário sobre florestas do CDP em 2021. Foram considerados os dados divulgados por 675 companhias que produzem ou adquirem alguma das sete principais commodities ligadas ao desmatamento: óleo de palma, produtos madeireiros, carne bovina, soja, borracha, cacau e café. No Brasil, o questionário foi respondido por 45 empresas, em sua maioria gigantes do agro como JBS, Marfrig, Minerva Foods, Amaggi e BRF. O país concentra o maior risco financeiro ligado ao desmatamento na América Latina, de acordo com o estudo. Até mesmo num cenário otimista, as perdas estimadas são altas: US$ 3 bilhões (R$ 14,5 bilhões). No Chile, por exemplo, que ocupa a segunda posição entre os países da região, as empresas reportaram riscos de até US$ 417 milhões (R$ 2 bilhões). Já no México –terceiro do ranking– os valores não ultrapassam os US$ 17 milhões (R$ 82 milhões). Para Fernanda Coletti, gerente do CDP na América Latina, o relatório deixa claro que adotar ações contra o desmatamento não é uma questão de custo adicional para as companhias, mas de mitigação de risco. De todo modo, é bastante provável que o risco brasileiro já esteja subestimado, visto que o cálculo parte da resposta de apenas 45 companhias. "Considerando todo o PIB do agro brasileiro, esses bilhões poderiam ser muito maiores", afirma Coletti. O estudo do CDP indica que as empresas têm investido em estratégias operacionais e de governança para garantir a preservação de florestas. No entanto, a maioria dos sistemas relatados não têm o rigor, a escala ou o escopo necessário para fazer frente ao desmatamento associado à produção de commodities. Apenas 36% das 675 companhias possuem políticas públicas de não-desmatamento ou não-degradação florestal. Apenas 13% incluem compromissos de restauração e/ou compensação de danos passados em suas políticas, assim como metas para proteger os direitos e meios de subsistência das comunidades locais.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Redução nas alíquotas de ICMS causará perda de R$ 6,3 bilhões ao estado, aponta Fazenda

Aprovada pela Câmara dos Deputados e iniciando tramitação no Senado, o Projeto de Lei Complementar que limita em 17% as alíquotas de ICMS de combustíveis, transportes, energia e telecomunicações vai causar uma perda de arrecadação de R$ 6,33 bilhões ao estado


A estimativa foi feita pela Secretaria de Estado da Fazenda, indicando que o impacto será de 17,4% na arrecadação anual de ICMS do Paraná. O Paraná pratica, hoje, alíquotas de 29% para gasolina, energia elétrica e telecomunicações; 25% para energia elétrica rural; 18% para álcool hidratado, querosene e GLP; e 12% para o óleo diesel – alíquota que deverá subir para 17% caso a lei seja aprovada pelo Senado, como forma de compensação na redução dos demais índices. Segundo a Fazenda, com a nova lei, o estado deixaria de arrecadar R$ 2,04 bilhões em combustível, R$ 2,07 bilhões em energia elétrica, R$ 610 milhões em telecomunicações e R$ 1,39 bilhão com a retirada do ICMS sobre as tarifas de uso de transmissão e de distribuição de energia elétrica (TUST, TUSD). “O projeto de lei que tramita no Congresso traz uma complicação gravíssima para os estados, pois não é só a perda de arrecadação, mas a incapacidade de fazer frente às demandas sociais com investimentos na área da educação, saúde e segurança pública. Sendo aprovado, provocará uma verdadeira crise que afetará todos os estados e diretamente a prestação de serviços para a população”, afirma o secretário da Fazenda, Renê Garcia Júnior. Diante do impacto do projeto, aprovado por ampla maioria na Câmara, governadores estão se articulando para intercederem junto aos senadores de seus estados para tentar reverter a tendência de aprovação da proposição também no Senado.

GAZETA DO POVO


Novo status sanitário do Paraná completa um ano e impulsiona investimentos

Os investimentos já anunciados ou previstos somam aproximadamente R$ 6,6 bilhões em pelo menos 23 municípios


Para o setor privado, o status garantiu mais segurança para investimentos, analisa o diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Consolata - Copacol, Valter Pitol. A empresa estabeleceu um projeto de crescimento e já começou a investir. Em Assis Chateaubriand, o Frigorífico da Frimesa – resultado da união das cooperativas Copacol, C. Vale, Lar, Primato e Copagril – deve iniciar as operações em 2023. O valor investido é de R$ 2,5 bilhões. “O fato de o Paraná ter se antecipado nos trouxe benefícios, permitiu acessar novos mercados na suinocultura. Então, pudemos investir com mais intensidade no aumento da produção de suínos por meio da Frimesa”, disse Pitol. Os novos projetos incluem outras proteínas. A Copacol adquiriu o frigorífico da Tilápia Pisces, de Toledo, com investimento de R$ 60 milhões. Outro exemplo é a BRF, que vai investir R$ 292 milhões em modernização e ampliação de suas unidades no Paraná. Também foi confirmada a retomada da produção de perus em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. SUÍNOS - Assis Chateaubriand – Frigorífico da Frimesa, que é resultado da união das cooperativas Copacol, C. Vale, Lar, Primato e Copagril, deve iniciar produção em 2023. O investimento é de R$ 2,5 bilhões. Cascavel – A Coopavel fez investimento de R$ 220 milhões para ampliar estruturas e aumentar a produção e abate de suínos. Castro – A Alegra Foods, empresa das cooperativas Frísia, Capal e Castrolanda, investiu cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos para ampliar de 3,2 mil para 3,9 mil abates de suínos/dia. Já a Castrolanda inaugurou em 2021 a quinta maternidade da Unidade de Produção de Leitões. Ibiporã – O RPF Group, que abate 3,1 mil cabeças diariamente, investiu R$ 20 milhões em unidade para processamento dos subprodutos suínos e em uma fábrica de banha com capacidade para 20 toneladas/dia. Jesuítas – Unidade de Produção de Desmamados (UPD) da Copacol, com investimento de R$ 120 milhões. Laranjeiras do Sul – A Agro Laranjeiras investiu R$ 377 milhões em unidade de desmamados, com produção de 980 mil leitões desmamados por ano. Paranavaí/Santo Antônio do Caiuá – A Agroceres Pic, núcleo genético e unidade de disseminação de genes de suínos, recebeu investimento superior a R$ 100 milhões com capacidade para alojar 3,6 mil fêmeas de elite com produção de até 110 mil animais por ano. Santa Helena – A Alimentos Friella constrói frigorífico, com previsão de abate de 6 mil suínos por dia. C. Vale – Constrói UPD em Palotina, visando ao fornecimento a integrados para atender o novo frigorífico da Frimesa que está sendo construído em Assis Chateaubriand. O investimento é de R$ 75 milhões. FRANGO - Cascavel – Lar Cooperativa Agroindustrial investe R$ 82 milhões. Iporã – Administrada pela PlusVal (joint venture da Pluma Alimentos, de Dois Vizinhos, e C. Vale, de Palotina), faz investimento de R$ 12 milhões na cidade. Marechal Cândido Rondon – Lar Cooperativa assumiu o comando de um frigorífico local, passando a ter quatro unidades e abate de 925 mil aves/dia. Investimento de R$ 410 milhões. Medianeira – Cooperativa Lar anunciou investimento de R$ 135 milhões para aumentar capacidade de produção. Rolândia – Lar Cooperativa Agroindustrial. Complexo com capacidade para processamento diário de 175 mil frangos, fábrica de ração com capacidade de produzir 19 mil toneladas/mês e unidade de recepção e beneficiamento de grãos com capacidade de 16,8 mil toneladas. Rondon – Foi reativado, em 2019, o frigorífico da antiga Averama, que funciona em parceria operacional com a Jaguafrangos, de Jaguapitã. Umuarama – PlusVal realiza investimentos com vista a ampliar a capacidade de abate para até 200 mil frangos/dia. BOVINOS - Piraí do Sul – Grupo Boi Barão constrói frigorífico com investimento de mais de R$ 10 milhões. Francisco Beltrão – A BRF vai investir R$ 292 milhões em modernização e ampliação de suas unidades no Paraná. Guarapuava – CooperAliança Carnes Nobres com R$ 83 milhões em investimento e geração de 219 empregos diretos. Previsão de abater 345 cabeças/dia de bovinos e ovinos para carnes nobres. Rolândia – JBS investe R$ 1,8 bilhão para construção da maior fábrica de empanados e salsichas do mundo. Toledo – A Primato tem investimento de R$ 250 milhões na cidade.

Agência de Notícias Paraná


Demanda por fertilizante provoca filas de navios no Porto de Paranaguá

Na sexta-feira (27), o Porto de Paranaguá tinha 7 navios com fertilizantes atracados, 16 aguardando para descarregar e 18 anunciados para os próximos 30 dias


Principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, o Porto de Paranaguá tinha, na sexta-feira (27), 7 navios com insumos atracados, 16 aguardando para descarregar e 18 anunciados para os próximos 30 dias. Segundo a Paraná Portos, empresa que administra o terminal, o porto está movimentando uma quantidade incomum de fertilizantes. De acordo com dados da Camex, no primeiro quadrimestre deste ano, o terminal movimentou 3,6 milhões de toneladas de fertilizantes, o que representa um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2021. Com isso, toda a capacidade de armazenamento de 3,5 milhões de toneladas do porto já está em uso, dificultando o trabalho de descarga. Em uma ponta, os compradores decidiram antecipar a importação de fertilizantes, com medo de faltar produto no mercado brasileiro, especialmente depois das sanções contra a Rússia e contra Belarus por conta da guerra na Ucrânia, mesmo sem espaço suficiente para armazenagem no país. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Por outro lado, os produtores ruais estão adiando as compras dos insumos, esperando preços melhores, especialmente no segundo semestre. Segundo Luiz Teixeira da Silva, diretor de operações da Portos do Paraná, os navios que atracam nos berços públicos do Porto de Paranaguá descarregam o fertilizante diretamente para os armazéns de retaguarda, fora da área do porto organizado. “Estes armazéns pertencem à iniciativa privada e vendem o espaço para o importador que deposita ali a sua mercadoria. A capacidade total dos armazéns de retaguarda gira em torno de 3,5 milhões de toneladas. Em tempos normais, a mercadoria tem um giro para o interior, evitando que o sistema fique saturado. Atualmente, o fertilizante não está saindo de Paranaguá. Então temos um grande volume chegando, resultado da antecipação das compras por parte do importador, e um volume bem menor saindo, resultante da demora da venda para o produtor rural”, explica. Silva acredita que o mercado está se adaptando às novas realidades, como pandemia e guerra, e que vai demorar um pouco para a comercialização começar a rodar normalmente. O preço dos principais fertilizantes teve um reajuste de mais de 350%, saindo de uma média de US$ 350 por tonelada, na safra passada, para US$ 1,3 mil por toneladas na safra deste ano.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai e renova mínima em 5 semanas

O dólar caiu pelo segundo pregão consecutivo e renovou a mínima de fechamento em cinco semanas nesta sexta-feira, com melhora do sentimento externo pela percepção de que os juros nos EUA não devem subir tão rapidamente quanto o temido


Com isso, o dólar emendou a terceira semana consecutiva de baixa, mais longa série do tipo desde o começo de abril. Na sexta, o dólar spot caiu 0,49%, a 4,7384 reais na venda, menor valor desde 20 de abril (4,6186 reais). Na semana, a cotação recuou 2,73%, intensificando a queda em maio para 4,15%. Em 2022, a moeda norte-americana perde 14,98%. "Globalmente o dólar ainda tem espaço para ceder, o DXY (índice do dólar) ainda está valorizado. E com isso temos espaço para o real apreciar aqui também", disse Fábio Guarda, sócio e gestor na Galápagos Capital. O DXY ainda sobe 6,3% em 2022. Do lado negativo, ele cita o que chamou de "microajustes" na economia --medidas para segurar preços da gasolina ou via ICMS para baixar a inflação, por exemplo-- e lembra o risco fiscal e a eleição presidencial de outubro. No campo benigno, a guerra na Ucrânia deixou o Brasil mais em destaque para a comunidade financeira que investe em mercados emergentes e fugiu de ativos do leste europeu. "Além disso, voltamos a exportar o melhor produto da nossa pauta de exportação: o juro alto. O BC muito provavelmente vai deixar a porta aberta para mais alta da Selic, e com esse juro elevado se mantendo por mais tempo não tem como, a gente vai atrair muito capital", afirmou. O juro mais farto teria potencial ainda de fazer exportadores internalizarem receitas das vendas externas, movimento que segundo Guarda ocorreu em pequena escala nos últimos dois anos. "Tecnicamente o mercado está muito em aberto para a gente fechar o mês com o real continuando a se valorizar e entrar junho com essa tendência", afirmou Guarda, que acredita no fortalecimento da taxa de câmbio até pelo menos meados do próximo trimestre, quando o tema eleição ocupará mais espaço nas discussões. Faltando dois pregões para o encerramento de maio, o dólar cai 4,15% no acumulado do mês, mais do que anulando a alta de 3,79% de abril, que interrompeu uma série de cinco meses consecutivos de perdas. Na semana que vem, além dos números do PIB brasileiro do primeiro trimestre, as atenções estarão voltadas para o relatório mensal do mercado de trabalho norte-americano, que pode mexer com as expectativas para os rumos do aperto monetário em curso nos EUA.

REUTERS


Ibovespa fecha estável com alta em NY e peso de Petrobras, mas engata 3ª semana de ganhos

A BRF ON cresceu 4,8%, a quinta sessão de ganhos nas últimas seis. A companhia de alimentos decidiu cortar 25% dos cargos de diretoria, como parte de uma reestruturação, disse uma fonte à Reuters na quinta-feira


O principal índice da bolsa brasileira terminou praticamente estável na sexta-feira, à medida que ruídos políticos em torno da Petrobras derrubaram as ações da estatal, o que limitou os efeitos locais de disparada em Wall Street. O Ibovespa teve variação positiva de 0,05%, a 111.941,68 pontos. Na semana, a alta foi de 3,18%, a maior desde o final de março e a terceira consecutiva no azul. O volume financeiro foi de 23,8 bilhões de reais. "Se não fosse o efeito da Petrobras...o Ibovespa não estaria tão descolado do exterior", diz Cesar Mikail, gestor de renda variável da Western Asset. A ação preferencial da petrolífera estatal é a segunda de maior peso no índice, atrás apenas do papel ordinário de Vale. As ações da petrolífera caíram diante de declarações de autoridades e notícias nos jornais sobre potenciais trocas na diretoria e no conselho de administração da companhia, além de críticas de autoridades à estatal. "O mercado não gosta de intervenção de governo. Quando você vê muito barulho de governo, a ação recua”, afirma Mikail. Os principais índices em Wall Street deram tom positivo do dia para as bolsas globais, após desaceleração em 12 meses de indicador de inflação de abril sinalizar para parte do mercado que o pico nos preços nos Estados Unidos pode ter chegado, enquanto dado de gastos ao consumidor mais forte do que o esperado reduziu temores com a economia norte-americana. O Nasdaq saltou 3,3%, o S&P 500 avançou 2,5% e o Dow Jones teve alta de 1,8%. Os três índices encerraram suas maiores sequências semanais de baixas em décadas - no caso do Dow, a liquidação de oito semanas foi a maior desde 1932. Os mercados nos EUA estarão fechados na segunda-feira para feriado "Memorial Day". Investidores ainda repercutiram a nova pesquisa Datafolha, divulgada na véspera, na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro nas intenções de voto para a o Palácio do Planalto.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil vai a máxima em 5 meses em maio, diz FGV

Dados divulgados no início deste mês pelo IBGE mostraram que produção industrial do Brasil avançou 0,3% em março, segunda alta seguida, mas terminou o primeiro trimestre com perda de força, dando novos sinais de dificuldades de retomada em meio ao aperto das condições financeiras e monetárias, além do aumento de custos


A confiança da indústria no Brasil avançou ao maior patamar em cinco meses em maio diante de melhora tanto na percepção sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira. Os dados mostraram que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 2,3 pontos na comparação com o mês passado, para 99,7, máxima desde dezembro de 2021 (100,1 pontos). "Houve aumento da satisfação em relação à situação corrente dos negócios, com avaliações bastante favoráveis quanto ao nível atual da demanda externa", explicou o economista da FGV IBRE Aloisio Campelo Jr. em nota. "O Índice de Expectativas cresceu de forma disseminada entre os setores, mas a magnitude da alta foi influenciada pela recuperação expressiva do otimismo entre os produtores de (bens) não duráveis." De acordo com Campelo, a única categoria de uso que registrou aumento do pessimismo em maio foi a de bens duráveis, o que está diretamente relacionado ao aumento gradual dos juros. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, subiu 1,6 ponto em maio, para 100,4 pontos, segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, ganhou 3,0 pontos, a 99,0. Ambos retornam ao maior nível desde dezembro de 2021.

REUTERS


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