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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 120 DE 04 DE MAIO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 120 |04 de maio de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado de olho na China e no período festivo do Dia das Mães

Enquanto o setor pecuário demonstra desconfiança em relação ao comportamento dos importadores chineses, há esperanças de elevação no consumo da carne bovina no mercado interno


Na terça-feira, o volume de negócios no mercado atacadista seguiu suficiente para garantir a estabilidade dos preços dos principais cortes bovinos, segundo apuração da IHS Markit. Para os analistas da IHS Markit, a maior oferta de animais terminados fez com que boa parte das unidades de abate brasileiras avançassem com as suas escalas para a etapa final da próxima semana. “Grande parte dos lotes ofertados eram compostos por fêmeas, ainda efeito do período de descarte de matriz”, relata a consultoria. No entanto, muitas indústrias reduziram o ritmo de aquisições de boiadas gordas, de olho nas suspensões temporárias das importações de carne bovina de unidades brasileiras adotadas pelo governo da China. O risco de novas paralisações (sem motivos mais concretos) por parte do governo chinês eleva as incertezas com relação a dinâmica de negócios no mercado físico do boi gordo. A medida de distanciamento social prolongado em Xangai, o centro financeiro da China, vem enfraquecendo o comércio de carnes do país, devido aos bloqueios logísticos em toda a indústria de alimentos. “A possibilidade de movimentos de alta nos preços do boi gordo fica cada vez menor para o curtíssimo prazo diante da incerteza gerada pelo principal mercado consumidor da proteína brasileira, a China”, relata a IHS Markit. As últimas compras de gado gordo por parte das indústrias frigoríficas foram para garantir um eventual avanço da demanda interna de carne bovina no mercado doméstico, em função da entrada da massa salarial, além das comemorações típicas do Dia das Mães (no próximo domingo, 8 de maio), o segundo maior período de consumo do ano, depois das festas de final de ano. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 327/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 271/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 274/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 273/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 335/@ (à vista) vaca a R$ 305/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 268/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 262/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 253/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suíno vivo com altas na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,70 o quilo/R$ 10,00 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (2), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, valendo R$ 5,77/kg. Houve aumento de 1,91% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,92/kg, avanço de 1,07% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,69/kg, valorização de 0,51% no Paraná, atingindo R$ 5,97/kg, e de 0,29% em São Paulo, fechando em R$ 7,03/kg.

Cepea/Esalq

FRANGOS


Altas pontuais para o mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado subiu 1,62%, chegando a R$ 7,55/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg

No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,07/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (2) tanto a ave congelada quanto a resfriada subiram 0,38%, custando ambas R$ 7,98/kg.

Cepea/Esalq


EMPRESAS


Governo do PR prorroga início da cobrança de contrapartida de empresas com benefícios fiscais

A Secretaria de Estado da Fazenda prorrogou para 1º de julho de 2022 a cobrança de uma contrapartida de empresas beneficiárias de incentivos ou benefícios fiscais no Paraná. A operação iniciaria em abril


A alteração atende um pedido do setor produtivo, que tem sido impactado pela pressão inflacionária e a crise internacional ocasionada pela guerra no Leste Europeu, desestabilizando a organização das cadeias produtivas globais. Até julho, a equipe técnica da Receita Estadual também estuda adequar a cobrança de alguns setores até que haja maior estabilidade no mercado. Entre as empresas impactadas estão as ligadas ao agronegócio e indústria. A instituição da cobrança atende a Lei Complementar nº 231/2020, que disciplina essa contrapartida dos depósitos a serem efetuados pelos beneficiários do programa de incentivos tributários. O decreto que regulamentou a decisão (9.810/2021) instituiu a referência de 12% sobre o valor do respectivo incentivo ou benefício utilizado. Essas operações são destinadas ao Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep), que tem por objetivo a promoção do planejamento de longo prazo, de política financeira preventiva e de fomento ao equilíbrio fiscal das contas públicas. Os valores tendem a atenuar os efeitos decorrentes de recessões econômicas e vão auxiliar na manutenção de programas sociais. Ele foi criado na esteira da pandemia como forma de garantia do Estado para honrar seus compromissos, o que tem impacto sobre toda a sociedade. Desde 2020, o Governo do Estado também prorroga os benefícios fiscais de ICMS para um rol expressivo de empresas. Essa manutenção manteve a competitividade das empresas paranaenses diante das dificuldades recentes.

SECRETARIA DA FAZENDA PR


Câmara vota autofiscalização do agronegócio

A Câmara dos Deputados deve aprovar hoje projeto de lei que transfere do Ministério da Agricultura para as próprias empresas parte dos processos de fiscalização sanitária da agroindústria, como frigoríficos e fábricas de alimentos vegetais e animais


A proposta está em fase final de votação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem mais possibilidades de alterações, e tem caráter terminativa. Deve seguir para discussão no Senado, sem passar pelo plenário. O projeto que institui “programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária” foi enviado em abril do ano passado pelo governo Jair Bolsonaro e passou por três comissões (de Agricultura, de Finanças e de Constituição). A CCJ aprovou o texto em dezembro e cabia recurso para que fosse votado pelo plenário, mas a oposição não reuniu as assinaturas necessárias. Com a volta das comissões esta semana, a redação final deve ser aprovada hoje. O texto determina que empresas, como frigoríficos e indústrias de processamento animal, criem programas de autofiscalização, contratem profissionais próprios ou terceirizados para acompanhar os processos in loco e depois os submetam, por meio de relatórios, para que os fiscais do Ministério da Agricultura avaliem. As regras sanitárias e de qualidade dos produtos estão todas mantidas, estabelecidas em outras leis, mas o acompanhamento diário sobre sua execução passaria para a empresa. Os fiscais fariam vistorias “surpresa”. Para a oposição ao governo, a mudança é um prejuízo para a sociedade. “O setor privado não pode se autofiscalizar. Com todo respeito, o setor privado busca, em primeiro lugar, o lucro. Fiscalizar em nome da sociedade, em nome da vida e do bem comum é papel do Estado”, disse o deputado e ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG). Já os governistas afirmam que a burocracia governamental não acompanhou o crescimento do setor, que hoje está travado por falta de fiscais para liberar plantas produtivas, insumos e procedimentos. “Temos plantas prontas, que a gente poderia estar entregando produto lá para a China, por exemplo, mas não conseguimos porque falta laudo”, disse o deputado Pedro Lupion (PP-PR), relator na CCJ. Para Lupion, o projeto é necessário porque em muitas regiões há insuficiência de fiscais, como o Paraná, onde há profissionais responsáveis por 30 municípios. “Os relatórios, os laudos, toda a documentação, precisará da chancela do poder público. Ninguém está eximindo o poder público de responsabilidade, só estamos buscando acelerar os processos”, afirma o deputado. O diretor de comunicação e relações públicas do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Antônio Andrade, diz que o projeto traz avanços, principalmente pela busca de uniformizar os processos administrativos, regras para fiscalização de fronteiras e combate ao agroterrorismo, mas também preocupações. Por outro lado, os deputados modificaram a tabela de multas quando o projeto passou pela Comissão de Agricultura, grupo em que a bancada ruralista é amplamente majoritária. A tabela foi redesenhada, com a multa máxima por irregularidades cometidas pelas grandes empresas reduzida de até R$ 300 mil para até R$ 150 mil. A maior pena para as médias empresas caiu de R$ 300 mil para R$ 50 mil e, para as de pequeno porte, diminuiu de R$ 220 mil para R$ 30 mil. Relator no colegiado, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) defende as mudanças. “Hoje, a maior multa que existe é de R$ 15 mil. A escala do governo estava exagerada.” O projeto ainda permite que o estabelecimento que cometer irregularidades não tenha um auto de infração inscrito contra si se corrigir a falha, mas os fiscais representados pela Anffa consideram que o texto ficou muito vago sobre qual tipo de erro poderá ter a punição aliviada desse jeito. proposta também cria um sistema de recursos administrativos para as empresas recorrerem ao próprio governo. Hoje, cabe apenas um recurso contra os autos de infração, à secretaria regional. Com o projeto, cria-se uma nova instância, em Brasília. Em todos os casos, haverá suspensão dos efeitos da autuação até que o pedido seja julgado. Além disso, no caso de autuações mais graves, em que a penalidade é a suspensão das atividades ou cancelamento do registro da empresa, será criada uma terceira instância julgadora. A princípio, o governo queria que a composição dessa “comissão especial” fosse definida por regulamento, mas a bancada ruralista pôs no texto que serão cinco integrantes: dois do Ministério da Agricultura, um do Ministério da Justiça e dois da iniciativa privada, indicados pelas confederações nacionais da Agropecuária (CNA) e da indústria (CNI). Esse comitê poderá converter as penas mais duras em multas. A nova forma de fiscalização será obrigatória para todos os produtores e agroindústrias, com exceção dos “agentes da produção primária agropecuária”, em que a adesão será opcional. O prazo de entrada em vigor será escalonado, em até 90 dias após a sanção – o que dependerá, primeiro, de uma aprovação pelos senadores.

Valor Econômico/BEEF POINT


INTERNACIONAL


Exportações de carne bovina da Austrália em abril/22 atingem pior patamar em 11 anos

Os embarques somaram 61.705 toneladas no mês passado, 26% abaixo da média de cinco anos para o mês, de 83.745 toneladas, informa o portal australiano Beef Central


As exportações de carne bovina da Austrália somaram apenas 61.705 toneladas em abril/22, o pior desempenho em 11 anos e 26% abaixo da média de cinco anos para o mês, de 83.745 toneladas, informa a reportagem do portal australiano Beef Central. Historicamente, abril é um mês ruim para as exportações australianas, devido ao excesso de feriados no país, o que reduz a produção de carne nas unidades de abate. Porém, em abril passado, o desempenho ficou muito abaixo das expectativas. Segundo a Beef Central, essa retração nas exportações é resultado da combinação de três fatores negativos: problemas de clima úmido nas áreas de pecuária, aumento de doenças relacionadas ao vírus da Covid-19 entre os funcionários dos frigoríficos e, por fim, a falta geral de mão de obra disponível nas plantas processadoras. No acumulado de janeiro a abril, as exportações de carne bovina australiana alcançaram 239.000 toneladas, uma queda de 12,5% em relação ao volume obtido no mesmo período do ano passado. Todos os principais países clientes da Austrália no setor de carne bovina foram impactados pelo fluxo lento de negociação do mês passado. Maior comprador mundial de carne bovina australiana (em volume e receita), o Japão importou 13.867 toneladas em abril/22, uma queda de 4.600 toneladas ou 25% sobre o resultado de abril do ano passado. No acumulado dos quatro meses deste ano, o volume de vendas ao Japão atingiu 60.3890 toneladas, com retração de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, informa.

Beef Central


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Lideranças do setor agropecuário reforçam exigência de atualização de cadastro de animais

Importância da iniciativa foi defendida em encontro virtual promovido pela Adapar. Atualização permite saber onde estão e como se movimentam os animais no Estado, com vistas a planejar ações de vigilância. Prazo se estende até 30 de junho

A obrigatoriedade da atualização cadastral de rebanho foi reforçada na segunda-feira (02) pelas principais lideranças do setor agropecuário do Paraná, durante evento online promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar). A campanha começou em 1o de maio e se estenderá até 30 de junho. Todos os detentores de animais de interesse econômico de qualquer espécie precisam declarar o número que possuem em suas propriedades para que a Adapar planeje todas as ações emergenciais no caso de aparecimento de alguma doença. Com a declaração pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), há quase um ano, de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, o compromisso dos setores público e privado do Paraná é pela manutenção do status. O cadastramento ou recadastramento faz parte dessa estratégia e é regulamentado. Quem não cumprir a exigência fica impedido de retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA) e movimentar o rebanho fora da propriedade, além de estar sujeito a multa. De acordo com o Presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, ao saber onde estão os animais e como eles se movimentam pelo Estado, a agência de defesa tem condições de propor uma vigilância sanitária mais ativa. “A atualização do rebanho nos permite a cada minuto estabelecermos propostas de vigilância sanitária baseada em risco. Sabendo onde estão as áreas de maiores riscos nós podemos fazer a vigilância de todas as espécies”, afirmou. Além do site da Adapar, a atualização pode ser feita nas unidades locais do órgão em 138 municípios e nos escritórios de atendimento em convênio com prefeituras e entidades representativas de produtores e trabalhadores rurais. O Presidente da Federação da Agricultura do Paraná e do Sistema Senar, Ágide Meneguette, reforçou o fato de a atualização cadastral do rebanho e sua obrigatoriedade ser uma decisão tomada em acordo entre o setor produtivo e os órgãos estatais. “A questão sanitária tem de ser permanente e eficaz, não dá para descuidar”, salientou. “Os pecuaristas fizeram grande esforço para que o Estado fosse reconhecido como área livre de aftosa sem vacinação, o que mostra espírito público e consciência, e vai continuar dando essa contribuição para nossa economia e para o bem próprio.” O mesmo compromisso foi assumido pelo Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, em nome das cooperativas paranaenses. Ele lembrou que nesta data, há alguns anos, alguma autoridade vacinava o primeiro animal, lançando a campanha anual de vacinação. “Hoje vivemos essa nova realidade e continuamos empenhados para os avanços”, afirmou. “Vamos ficar sintonizados todos nós, junto com os produtores, com as entidades, porque se a gente quer o mercado internacional, temos de merecer essa condição e credibilidade que o mercado exige.” A webinar teve como moderador o Gerente de Sanidade Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias. Ele acentuou que a obrigatoriedade de registro se estende a diversas espécies de animais, como bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Lavouras de milho têm leve piora no Paraná

De acordo com o Deral, da Secretaria de Agricultura, proporção de áreas consideradas em boas condições caiu de 96% para 92%


A avaliação do milho segunda safra 2021/22 teve uma leve piora no Paraná motivada por chuvas excessivas em abril, disse o Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira, embora a visão para a produção média do Estado ainda seja otimista diante de melhora do clima nos últimos dias. Segundo o órgão ligado ao governo estadual, 92% das áreas do cereal foram consideradas boas, ante 96% na semana anterior. As lavouras em situação média saíram de 4% para 7%, e 1% da safra passou a ser considerada ruim. Apesar da piora nas condições das lavouras, perspectiva para a safra de milho do Paraná é otimista. Até a semana passada, nenhuma lavoura estava classificada como ruim, de acordo com os dados. "De fato, a piora das condições reflete os temporais da região oeste e sudoeste que aconteceram mês passado", disse o analista do Deral Edmar Gervásio. No entanto, ele acredita que seja uma situação pontual, com impactos localizados, sem grande relevância para a média estadual de produção. "Neste momento ainda é estimada uma produção em torno de 16 milhões de toneladas, dentro da expectativa inicialmente prevista. O clima está favorável e neste momento o desenvolvimento da cultura acontece tranquilamente." Caso este volume seja confirmado, configurando um recorde, a produção paranaense de milho segunda safra quase triplicaria em relação ao ciclo anterior, quando as lavouras foram atingidas por seca e geadas, e a colheita ficou em 5,7 milhões de toneladas. Apesar do recuo na avaliação semanal de qualidade, o cenário é bem mais favorável do que o registrado na última temporada. No mesmo período do ano passado, somente 28% das áreas da safrinha estavam boas, e 27% eram consideradas ruins. O Deral também informou na terça-feira que o plantio de trigo atingiu 13%, com avanço de 10 pontos percentuais na semana e 100% das áreas foram avaliadas como boas. Os trabalhos do cereal de inverno estão adiantados em relação ao ano passado, quando marcavam semeadura de 6%. Para a soja, cuja colheita está virtualmente encerrada, houve avanço de 1% nos trabalhos para 99%, e 72% das lavouras.

REUTERS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em queda de 2,10%, a R$4,9645 na venda

O dólar caiu mais de 2% na terça-feira, acompanhando movimento internacional de depreciação e indo abaixo da marca psicológica de 5 reais antes da conclusão das reuniões de política monetária dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos


Uma nova oferta de liquidez da autoridade monetária local no mercado de câmbio também ajudou a alimentar as perdas do dólar, segundo operadores. A moeda norte-americana à vista caiu 2,10%, a 4,9645 reais na venda, sua maior depreciação diária desde 30 de dezembro do ano passado (-2,12%). Na B3, às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,37%, a 5,0085 reais.

REUTERS


Ibovespa tem recuo com mercado em compasso de espera por BCs

O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa marginal na terça-feira, uma vez que os investidores adotaram postura de cautela antes de decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil previstas para esta semana


Petrobras e bancos foram os principais impulsos ao índice, enquanto B3, Vale e WEG fizeram pressão no lado oposto. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,14%, a 106.486,06 pontos, a terceira baixa seguida. O volume da sessão foi de 21,1 bilhões de reais.

REUTERS


Estrangeiro tira R$1,7 bi da B3 dia 29 e abril tem 1º saldo negativo mensal em 2022

Investidores estrangeiros retiraram 1,74 bilhão de reais da bolsa brasileira em 29 de abril, de acordo com saldo do pregão divulgado na terça-feira pela B3, o que elevou a saída de recursos no mês a 7,68 bilhões de reais


O resultado em abril representa o primeiro saldo negativo mensal de 2022, ainda que no acumulado do ano o indicador exiba entrada de 60,68 bilhões de reais. Os dados mensais de entrada e retirada de recursos por estrangeiros em 2021 estão em revisão pela B3, após a operadora da bolsa brasileira ter descoberto um erro de metodologia, divulgado em abril. Na sexta-feira, o Ibovespa cedeu 1,86%, tendo acelerado perdas no final do pregão. Alguns analistas citaram forte fluxo como uma das influências ao movimento do índice na sessão. A entrada de recursos estrangeiros foi vista como um motivo importante para a forte alta que o Ibovespa chegou a acumular em 2022, antes de apagar grande parte dos ganhos no mês passado. O Ibovespa registra avanço de cerca de 2% no ano, após ter disparado até 16% mais cedo em 2022.

REUTERS


Indústria do Brasil perde força em março

A produção industrial do Brasil avançou pelo segundo mês seguido em março, mas terminou o primeiro trimestre com perda de força e sem recuperar as perdas do início do ano, dando novos sinais de dificuldades de retomada em meio ao aperto das condições financeiras e monetárias, além do aumento de custos


A produção teve em março alta de 0,3% em relação ao mês anterior, informou na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois de ganho de 0,7% em fevereiro. Os ganhos seguidos, no entanto, não recuperam a perda de 2% registrada em janeiro, e a indústria ficou em março 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, segundo o IBGE. Mas ainda assim, o setor encerra o primeiro trimestre com ganho de 0,3% sobre os três últimos meses de 2021, na primeira alta trimestral depois de um ano inteiro de perdas. "São perdas muitos grandes do setor industrial ao longo dos últimos anos. Ainda há muito espaço a recuperar", disse o Gerente da Pesquisa, André Macedo. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial registrou queda de 2,1%. O ambiente de inflação e juros altos traz dificuldades para a indústria brasileira, que a partir do final de fevereiro ainda passou a enfrentar os desafios apresentados pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que afetou os preços de energia e petróleo, elevando os custos. Analistas avaliam que o setor não deve apresentar uma recuperação consistente nos próximos meses, com o conflito na Ucrânia postergando a esperada normalização das cadeias de oferta. "Questões complicadoras na oferta, que é algo mais global, afetado pelo mercado internacional, e na demanda doméstica" são exemplos de fatores que ainda dificultam a retomada da indústria, de acordo com Macedo. "Além disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e encarecem o crédito. Também o mercado de trabalho, que apresenta alguma melhora, ainda mostra índices como uma massa de rendimentos que não avança", completou. Em março, a maior influência positiva partiu da alta de 6,9% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, no segundo mês de expansão, embora não recupere o recuo de janeiro. Também contribuíram de forma positiva outros produtos químicos (7,8%), bebidas (6,4%) e máquinas e equipamentos (4,9%), entre outros. Já entre os desempenhos negativos, o destaque foi a contração de 1,7% na fabricação de produtos alimentícios, interrompendo quatro meses consecutivos de alta. Entre as grandes categorias econômicas, tiveram alta bens de capital (8%), bens de consumo duráveis (2,5%) e bens intermediários (0,6%), enquanto bens de consumo semi e não-duráveis apresentaram queda de 3,3%.

REUTERS


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