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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 116 DE 28 DE ABRIL DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 116 |28 de abril de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Seca avança e oferta de boiadas gordas tende a crescer. Preços da arroba seguem firmes

A faixa Centro-Norte do País, que se estende pelo Sudeste, Centro-Oeste e por algumas regiões do Norte/Nordeste, já se encontra em período de intensa estiagem


“Há relatos de algumas áreas com mais de dez dias sem chuvas”, observa a IHS. Dessa maneira, daqui para frente, muitos pecuaristas tendem a evitar o risco da perda de peso do animal – diante da piora de qualidade das pastagens –, optando, assim, pela venda de seus lotes, o que pode reforçar a pressão baixista da arroba no curtíssimo prazo. “A oferta de boiadas deve seguir aparentemente elevada no curto prazo, sobretudo nos dez primeiros dias de maio”, acreditam os analistas da IHS. No mercado atacadista, os preços dos cortes bovinos continuam firmes. “A demanda doméstica pela carne bovina segue inconsistente e o mercado trabalha com atuações pontuais de modo a administrar os seus estoques e evitar ofertas nas câmaras frigorificas acima da quantidade atual de consumo estabelecida no mercado interno”, relata a IHS. Na visão dos analistas da IHS Markit, a atual estabilidade nas cotações reflete a morosidade dos negócios no mercado físico, marcado pela posição de cautela dos frigoríficos, que seguem com escalas de abate relativamente confortáveis. Essa ausência dos negócios, ressalta a IHS, é fundamentada pela posição de cautela que grande parte das indústrias resolveu adotar após a decisão da China em suspender, temporariamente, as compras de carne bovina oriunda de importantes unidades brasileiras exportadoras. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 327/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); MT-Colíder:

boi a R$ 287/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista) GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 275/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 253/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços em curva de alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial aumentou 5,43%/4,17%, custando R$ 9,70 o quilo/R$ 10,00 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (26), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 6,67/kg. Houve aumento de 5,45% no Paraná, chegando em R$ 5,92/kg, avanço de 3,58% em São Paulo, atingindo R$ 6,95/kg, valorização de 2,86% em Santa Catarina, alcançando R$ 5,76/kg, e de 0,5¨% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,59/kg.

Cepea/Esalq


ABCS estabelece parceria estratégica com varejo nacional para escoar a oferta de carne suína no país

A SNCS 2022 estará presente em 27 bandeiras de varejo, alcançando consumidores de norte a sul do Brasil em sua décima edição


Na décima edição dessa parceria consolidada no varejo brasileiro como uma grande criadora de oportunidades e ampliadora de vendas, a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) ocorrerá no período de 1 a 17 de junho em 27 bandeiras das maiores e melhores redes de varejo do país. A SNCS estará presente em 22 estados brasileiros, de norte a sul, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) vai impulsionar as vendas e o consumo de carne suína, auxiliando a escoar o excedente da produção, e contribuindo para desafogar os produtores que enfrentam uma das maiores crises da história do setor. Para estar à altura deste desafio, a SNCS cresceu e deu boas vindas a 2 novos grupos de varejo e 5 novas bandeiras, ao todo este ano, os grupos de varejo participantes representam 28% do faturamento do varejo nacional. Além de ampliar sua presença, estando nas principais capitais do país, nos maiores polos de consumo e em diferentes tipos de redes, desde o varejo de economia, ao premium. Com o tema “Sabor de Ofertas? Suíno na Certa!”, a campanha traz promoções, leveza, informação, diversidade de cortes populares e acessíveis, saudabilidade e muito sabor nos mais diversos formatos, on e off-line, para impactar os consumidores. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica a estratégia: “Levamos a SNCS de 2022 para 4 entre as 5 maiores redes de supermercado e hipermercado do país, não apenas em tamanho, mas em faturamento. Alcançamos a maior capilaridade de públicos até então, através do varejo estaremos nas capitais e também no interior, atendendo a todos os públicos, desde o A até o D. Uma ação estratégica em resposta ao momento que os suinocultores enfrentam”, conclui. Quer apoiar essa iniciativa, os produtores de suínos e a suinocultura brasileira? Conheça as redes participantes! O Pão de Açúcar, Mercado Extra, Compre Bem, Oba Hortifruti, Carrefour, Hortifruti, Natural da Terra, Big, Big Bompreço, Super Bompreço, nacional, Dia Supermercados, Prezunic, Super Nosso, Apoio Mineiro e a Companhia Sul Americana de Distribuição acreditam no potencial da carne suína e estão engajados no propósito de comunicar os atributos da carne suína e impulsionar sua venda no período de 1 a 17 de junho!

ABCS


Santa Catarina cria linha de crédito para apoiar suinocultores independentes

Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural lança linha de crédito emergencial para minimizar prejuízos de suinocultores independentes


O Projeto Especial de Subvenção de Juros em apoio à Suinocultura Catarinense contará com recursos do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa e vai apoiar o setor produtivo, que enfrenta prejuízos devido ao aumento nos custos de produção. Com o Projeto de Subvenção Emergencial para Suinocultura, os produtores poderão contratar financiamentos de até R$400 mil junto ao agente bancário para custeio pecuário e o Governo do Estado pagará os juros num limite de 5% ao ano. A medida é válida para produtores não integrados e enquadráveis no Pronaf ou no Pronamp. “Essa proposta foi construída numa parceria do Estado e da Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa, numa forma de atender aos produtores independentes e minimizar a situação do setor produtivo. O Projeto será na modalidade de subvenção de juros, que é comum nos programas da Secretaria da Agricultura e os suinocultores poderão acessar até R$ 400 mil para custeio pecuário", ressalta o Secretário da Agricultura, Ricardo Miotto. O crédito emergencial atende a uma demanda do setor produtivo, que sofre com a alta nos insumos, principalmente grãos. Segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos, os custos de produção chegam a R$8/kg de suíno, enquanto a comercialização gira em torno de R$ 4,70. O novo programa de apoio foi aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural) na quarta-feira, 27. Para participar do Projeto, os suinocultores deverão se inscrever na Secretaria Municipal da Agricultura. A priorização dos beneficiários será realizada com base na lista de inscrição e definida em conjunto pela Secretaria Municipal de Agricultura, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Epagri. A formalização de participação no Projeto deverá ser realizada nos Escritórios Municipais da Epagri, que efetuará o Pré-enquadramento do produtor, no qual deverá constar o valor pretendido de financiamento.

SECRETARIA DA AGRICULTURA SC


FRANGOS


No atacado paulista, frango cede 1,7%

A quarta-feira (27) foi de preços estáveis para o mercado do frango, com exceção da ave no atacado paulista, que sofreu queda


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado cedeu 1,69%, chegando a R$ 7,57/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,07/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,64/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (26), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, ambas custando R$ 8,09/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Rússia libera compra de farinha de origem animal de dez frigoríficos do Brasil

Cinco das unidades pertencem à JBS


A Rússia ampliou neste mês a lista de compras de produtos de frigoríficos brasileiros. No último dia 25, o Serviço Federal da Vigilância Veterinária e Fitossanitária russo autorizou dez unidades exportadoras do Brasil a embarcarem para seu mercado também farinha de origem animal, utilizada em rações animais. Da relação total, cinco são plantas da JBS (das unidades Seara Alimentos e JBS Aves) e duas da Alibem. Unidades de Barra Mansa, Frigorífico Floresta e Irmãos Gonçalves completam a lista. No último dia 14, a Rússia já havia habilitado uma unidade da Seara, localizada no Paraná, a exportar ao país carnes e subprodutos de aves, além de farinhas.

VALOR ECONÔMICO


ABPA: Ação no Canadá projeta US$ 25 milhões em negócios para exportadores de aves e de suínos

ABPA e Apex Brasil lideram ação em novo mercado para a carne suína do Brasil


Terminou bem-sucedida a ação liderada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) na SIAL Canadá, feira de alimentos realizada em Montreal. Quatro agroindústrias associadas participaram da ação - BRF, Copacol, Pamplona e Seara - que gerou US$ 1,9 milhão em negócios apenas nos três dias de evento. A partir das negociações realizadas na feira, espera-se que sejam consolidados US$ 25 milhões em exportações nos próximos 12 meses. Além de encontros de negócios, o evento focou no reforço à imagem do setor produtivo junto ao mercado canadense, tradicional importador da carne de frango do Brasil que, neste ano, abriu suas portas para o setor exportador de suínos. Neste sentido, além da distribuição de materiais promocionais das marcas setoriais Brazilian Chicken e Brazilian Pork, e da realização de encontros com stakeholders locais, a ABPA promoveu um seminário com importadores e autoridades canadenses. O evento, feito em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, o Consulado-geral do Brasil em Montreal, e a Apex Brasil, abordou a renovação da parceria bilateral para complementação da produção local de carne de aves, e o reforço da posição brasileira como fornecedor de carne suína de alta qualidade.

ABPA


INTERNACIONAL


China comprará 40.000 toneladas de carne suína para reservas estatais em 29 de abril

A China comprará 40.000 toneladas de carne suína local para suas reservas estaduais em 29 de abril, de acordo com um aviso divulgado pelo centro de gerenciamento de reservas na quarta-feira, em sua sexta rodada de estocagem até agora este ano. O país está comprando carne suína para sustentar os preços no maior produtor mundial da carne.

REUTERS


EMPRESAS


Frigol aposta em novos mercados e exportação à China para elevar resultados em 2022

O Frigol, quarto maior grupo de carne bovina do país, está mais perto de acessar novos mercados para a companhia, como Estados Unidos e Malásia, o que daria impulso adicional para exportações já bastante aquecidas pela demanda chinesa, disse à Reuters o CEO da companhia, Eduardo Miron


O frigorífico, que obtém a maior parte de sua receita com exportações, iniciou o ano com expectativa de fechar 2022 com avanço de 33% no faturamento, para 4 bilhões de reais, e a confirmação de novos mercados poderia garantir um ganho extra nas projeções após um histórico primeiro trimestre. “Tivemos um primeiro trimestre com desempenho recorde para a empresa”, afirmou o executivo sem detalhar em números. A companhia já exporta para 60 países espalhados pela América do Sul, Europa, Oriente Médio, Ásia e África, e há menos de um mês recebeu habilitação do Irã, que poderá importar até 500 toneladas de carne do Frigol por mês. Mas a grande expectativa está na aprovação dos Estados Unidos, para onde o frigorífico vê potencial de exportar 2 mil toneladas mensais. “Por uma questão de situação econômica e inflação, onde os EUA precisam de uma carne mais barata de outros países para atender a demanda, é onde o Brasil entra como um importante fornecedor. Achamos que será uma resposta rápida para nossa habilitação”, disse o CEO. O processo para que a empresa seja aprovada pelos americanos está nas fases finais, aguardando visita técnica do Ministério da Agricultura à planta localizada em Lençóis Paulista (SP). Atualmente, os Estados Unidos estão em plena ascensão de compras da carne bovina brasileira e figuram na segunda colocação entre os principais importadores, atrás apenas da China. Somente no primeiro trimestre, as aquisições norte-americanas da proteína do Brasil tiveram uma disparada de 395% ante igual período do ano passado, para 69.799 toneladas, conforme dados da associação de frigoríficos Abrafrigo. Miron destacou que o frigorífico já fez sua parte nos demais mercados em negociação. Para a Malásia, o processo de habilitação está em fase final, aguardando apenas uma missão das autoridades do país que, segundo o Frigol, é esperada para meados de junho. Para a Indonésia e Cingapura, as tratativas de competência da companhia também estão todas realizadas, esperando resposta das autoridades dos respectivos países. Outro fator que o CEO julga importante para a conquista de novos mercados é a certificação internacional de segurança alimentar BRCGS Food, reconhecida pela Global Food Safety Iniative (GFSI), recebida pela companhia no início deste ano. Apesar dos esforços para diversificar os compradores, a China continua sendo um importante player para a exportação, avaliou Miron. Ele disse que, até o momento, não há preocupação sobre impactos da pandemia da Covid sobre a demanda chinesa, “porque eles precisam muito” da proteína bovina –diferentemente da procura por suínos, que está em queda. O novo CFO do Frigol, Eduardo Masson, acrescentou que um desafio relevante para os exportadores tem sido o alto custo com frete, agravado pela guerra entre Ucrânia e Rússia. “Mas a questão do frete é global, nos afeta como afeta todos os concorrentes, os exportadores de uma maneira geral”, disse ele.

REUTERS


MEIO AMBIENTE


Indicador vai comparar esforços da cadeia da carne para evitar desmatamento na Amazônia

Novo Radar Verde conta com financiamento do governo da Noruega


Um novo indicador vai comparar os esforços de frigoríficos e redes varejistas que atuam na Amazônia para desvincular a criação de gado do desmatamento no bioma. A iniciativa, batizada de Radar Verde, será conduzida pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e pelo Instituto O Mundo Que Queremos, e pretende manter os consumidores informados sobre as ações da inciativa privada. O índice será calculado anualmente com base em questionários enviados a todos os frigoríficos com inspeção sanitária federal (SIF) ou estadual (SIE) e a varejistas da Amazônia Legal. Neste primeiro ano, serão convocados a responder o questionário cerca de 113 empresas donas das plantas frigoríficas que atuam na região e os 70 maiores supermercados, de acordo com lista da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “O índice visa diferenciar as empresas mais avançadas em transparência e governança. Vamos destacar as melhores práticas e ajudar consumidores, investidores e reguladores a diferenciar as empresas”, afirmou Alexandre Mansur, Diretor do Instituto O Mundo Que Queremos, em apresentação virtual de lançamento da iniciativa. O Radar Verde é mais uma iniciativa que tenta coibir a derrubada de florestas para dar lugar a pasto. Há 13 anos, o Ministério Público Federal (MPF) deu início ao Carne Legal, que levou diversos frigoríficos a assinarem Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a não comprar gado de áreas desmatadas. Segundo Ritaumaria Pereira, Diretora Executiva do Imazon, 56% da capacidade frigorífica instalada na Amazônia está sob o TAC da Carne, o que leva os abatedouros que não assinaram o compromisso a uma “concorrência desleal” com os que assinaram. Ela lembrou que pesquisas mostram que, desde 2009, os fornecedores diretos na região reduziram seu desmate em até 85%, mas ainda assim o desmatamento continuou crescendo a partir de 2012, em parte por causa da invisibilidade dos fornecedores indiretos. No Radar Verde, as empresas terão que responder as questões e apresentar evidências de suas ações com relação a fornecedores diretos e indiretos de gado. Serão questionados, por exemplo, o percentual de compras aderentes às políticas sustentáveis de compra e o resultado das auditorias. Serão avaliadas tanto a existência de políticas para evitar o desmate na cadeia de fornecimento quanto a execução destas políticas. A nota final de cada companhia será composta pela avaliação da existência de políticas, com peso de 20%, e pelo desempenho da efetivação dos compromissos, com peso de 80%. A nota das empresas vai variar de 0 a 100. Notas abaixo de 30 serão consideradas “muito baixas”, de 30 a 49 serão “baixas”, de 50 a 69 serão “intermediárias”, de 70 a 89 serão “altas”, e acima de 90, “muito altas”. O resultado do Radar Verde deste ano será divulgado no segundo semestre. A iniciativa é financiada pelo governo da Noruega e pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), e também contou com parceria do Reclame Aqui e do portal “O Eco”.

VALOR ECONÔMICO


Brasil foi o país que mais perdeu florestas primárias em 2021

Foram 1,5 milhão de hectares de florestas tropicais primárias perdidas, 40% de toda a perda de florestas primárias no planeta em 2021


O Brasil liderou, em 2021, o ranking mundial de perda de florestas primárias, caracterizadas por ter uma vegetação sem interferência humana, conservada desde os seus primórdios. Ao todo, o país perdeu 1,5 milhão de hectares de florestas tropicais primárias no ano passado, o que corresponde a 40% de toda a cobertura florestal perdida no planeta em 2021. Os dados foram divulgados hoje pelo Global Forest Watch (GFW), plataforma de monitoramento de florestas a partir de análises geoespaciais desenvolvidas pela Universidade de Maryland. “A perda de floresta primária no Brasil é especialmente preocupante, pois novas evidências revelam que a floresta amazônica está perdendo resiliência, estando mais perto de um ponto de inflexão do que se pensava anteriormente”, afirmou, em nota, a diretora de Florestas, Agricultura e Uso do Solo do WRI Brasil, Fabíola Zerbini. Segundo a análise dos dados obtidos pelo GFW, as perdas não relacionadas ao fogo – que no Brasil são mais frequentemente associadas à expansão agrícola – aumentaram 9% entre 2020 e 2021 concentrando-se em regiões ao longo de estradas existentes, como a BR-319. Essas características, segundo o WRI, indicam que essas áreas tenham provavelmente sido convertidas em pastagens. Ao todo, o GFW identificou a perda de 3,75 milhões de hectares de florestas tropicais primárias no mundo. Para além do Brasil, o órgão chamou a atenção a perda de florestas em países como Bolívia e República Democrática do Congo, que registraram aumento com relação a 2020. Já a Indonésia registrou redução das taxas de perda florestal pelo quinto ano consecutivo, indicando que políticas públicas do governo da Indonésia e comprometimentos do setor privado no país.

GLOBO RURAL


Consumidor quer carne sem desmatamento, mostra pesquisa

Empresa Reclame Aqui ouviu quase 10 mil pessoas no levantamento


Uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui revela que 73,41% dos consumidores brasileiros deixariam de comprar se o estabelecimento não garantir que a carne que vende é livre de desmate na Amazônia. A pesquisa foi realizada no site da empresa ao longo de três dias e recebeu 9,8 mil respostas. Para 79,68% dos consumidores que responderam, quem vende a carne para o consumidor tem a responsabilidade de verificar a procedência da carne. A pesquisa também mostra que os consumidores podem deixar de comprar a carne de uma empresa associada a desmatamento ou violações ambientais, mas que eles ainda não estão dispostos a ir atrás dessa informação. No levantamento, 57,9% dos participantes disseram ser importante para suas decisões de compra saber se a carne causou desmate, mas 56,1% não se interessam em se informar sobre a política de responsabilidade ambiental do varejista para decidir se compram ou não a carne. Além disso, 59,24% dos consumidores admitiram que ainda não deixaram de comprar carne de fabricantes associados a desmate ou violação de leis ambientais. Segundo o levantamento, consumidores entendem que o esforço de conseguir a informação sobre a origem da carne é responsabilidade do varejo. “É uma informação importante para o consumidor não comprar produto de origem de desmate, mas ele entende que o esforço de conseguir a informação é responsabilidade do varejo, e não dele. O que deveria ser garantido é que não chegasse ao ponto de venda o produto que não tivesse controle de origem”, disse Patricia Cansi, Diretora de Operações do Reclame Aqui, em debate virtual. A empresa participou ontem de lançamento do Radar Verde, indicador que vai comparar os esforços de frigoríficos e varejistas para desvencilhar suas cadeias do desmatamento na Amazônia. Mas as informações parecem ainda não estar chegando aos consumidores. De acordo com a pesquisa, 88,2% dos participantes não se recordavam de nenhuma marca que estivesse associada a alguma denúncia de desmatamento ou violação de leis ambientais. Dos 12% que afirmaram ter alguma lembrança, 63,4% disseram ter se informado sobre o caso pela imprensa. A grande maioria dos consumidores disse que confiaria em informações apresentadas no ponto de venda, como selos oficiais ou não. Segundo a pesquisa, 99,59% confiariam em um selo do governo que garantisse o desmatamento zero do produto e 98,66% confiariam na certificação de desmate zero atestada por organizações independentes. Além disso, 92,07% dos consumidores disseram que teriam segurança em comprar carne se o fabricante apresentasse compromisso de desmate zero, e 84,25% teriam segurança no compromisso de varejistas.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Fertilizantes: portos do Paraná registram alta de 28% em desembarques no 1° trimestre

Terminais do estado, que são principal porta de entrada de adubos no país, ainda não estão no limite da capacidade de armazenagem do insumo


Os portos paranaenses são as principais portas de entrada de fertilizantes no país. A confirmação é do Ministério da Economia com base nos dados do primeiro trimestre do ano: cerca de 31,5% dos insumos importados pelo Brasil entraram pelo país por Paranaguá e Antonina. De janeiro a março do ano passado, 149 navios descarregaram quase 2,4 milhões toneladas de fertilizantes. Já no primeiro trimestre deste ano, 191 navios descarregaram mais de 3 milhões de toneladas de adubo, um aumento de 28%. Com o aquecimento na importação do produto, grande parte ocasionada pela antecipação de compra, o terminal paranaense aumentou a produtividade em 30%. A medida segue em vigência e a administração do porto informou também que está em permanente diálogo com o segmento para manter a fluidez e produtividade na descarga dos fertilizantes. De acordo com a assessoria da Portos do Paraná, a capacidade de armazenamento ainda não está no limite, mas perto disso. Porém o movimento é dinâmico; com as chegadas e saídas constantes de embarcações, o volume vai diminuindo e abrindo mais espaço no estoque. Hoje há 14 embarcações aguardando para descarregar cerca de 468 mil toneladas de fertilizantes. Há uma semana, eram 19 embarcações, com 614 mil toneladas aguardando. No mesmo dia em 2021 eram apenas 3 navios no line up.

CANAL RURAL


Plantio de trigo alcança 3% da área no Paraná; colheita de soja vai a 98%

O plantio de trigo alcançou 3% das áreas no Paraná, com ligeiro atraso em relação aos 5% registrados em igual período do ano anterior, informou o Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira em seu primeiro registro significativo de semeadura para o cereal desta temporada


Alguns produtores vinham plantando trigo desde o início de abril, com a largada na região norte do Estado, em Maringá, mas as lavouras ainda eram insuficientes para alcançar 1% da área paranaense. Embora nos últimos anos o Deral tenha apontado um índice de plantio maior nesta época, o agrônomo Carlos Hugo Godinho não considera que existam problemas para a semeadura evoluir. “Muito provavelmente isso é mais um jogo de números, pelo fato de a área prevista para o sul (do Estado) ter crescido (em 2022) e a área (de trigo) do norte ter diminuído, e o norte planta antes (que o sul)”, explicou ele. Segundo ele, as condições de umidade devem permitir que o plantio deslanche em breve. “A chuva dos últimos dias gerou umidade para os produtores poderem evoluir bem o plantio”, afirmou ele. De acordo com números publicados no mês passado pelo Deral, a área plantada com trigo no Paraná deverá apresentar um recuo para 1,17 milhão de hectares, com o milho segunda safra ganhando área do outro cereal, apesar dos bons preços. A expectativa é de que a previsão de área seja atualizada na quinta-feira. Até o momento, 100% das áreas plantadas com trigo são consideradas boas. Um ano antes, este percentual estava em 92% e havia 8% das lavouras em condição média. Ainda de acordo com o órgão estadual, a colheita de soja está na reta final e atingiu 98% das áreas, avanço de dois pontos percentuais na semana. No final de abril do ano passado, os trabalhos já haviam sido encerrados nos campos da oleaginosa. Com a maior parte das lavouras de soja afetadas pela seca colhidas, o Deral identificou uma nova melhora na qualidade da safra, com as áreas boas passando de 67% para 72%. O plantio de milho segunda safra está encerrado, com 96% das áreas avaliadas como boas e o restante em condição média.

REUTERS


ECONOMIA/INDICADORES


IPCA-15 tem maior alta para abril em quase 30 anos sob peso de combustíveis

Os preços dos combustíveis seguiram em forte alta em abril e levaram o IPCA-15 a registrar o maior avanço para o mês em quase 30 anos, ultrapassando os 12% no acumulado de 12 meses


Os resultados ficaram abaixo do esperado, mas somam-se à disparada recente do dólar ante o real para formar o pano de fundo para a reunião de maio do Banco Central, em que a autoridade monetária irá reavaliar seus esforços para controlar o aumento de preços no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação brasileira, teve em abril alta de 1,73%, contra 0,95% em março, mas apesar da forte aceleração ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de uma taxa de 1,85%. O dado divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o mais elevado para um mês de abril desde 1995 (1,95%), e também representa a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%). O resultado levou o avanço acumulado do IPCA-15 a 12,03% nos 12 meses até abril, de 10,79% em março e contra projeção de 12,16%. Isso representa quase 2,5 vezes o teto da meta oficial para a inflação este ano, que é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Depois de o Banco Central ter chegado a prever que o pico da inflação aconteceria em abril, com uma taxa de 11% em 12 meses que já ficou para trás, o cenário para os preços pode levar o BC a repensar a estratégia já sinalizada de encerrar seu ciclo de aperto monetário em maio. Em abril, os custos de Transportes aceleraram com força a 3,43%, de 0,68% em março. Isso se deu principalmente pelo aumento de 7,51% no preço da gasolina, reflexo do reajuste no preço médio nas refinarias que fez do combustível o maior impacto individual no IPCA-15 do mês. Também subiram os preços do óleo diesel (13,11%), do etanol (6,60%) e do gás veicular (2,28%), destacou o IBGE. A segunda maior alta entre os grupos foi de Alimentação e bebidas, de 2,25%. Os preços dos itens consumidos no domicílio avançaram 3%, pressionados principalmente por tomate (26,17%) e leite longa vida (12,21%). Por sua vez, a alta de 8,09% do gás de botijão exerceu o maior impacto em Habitação, cujos custos avançaram 1,73%. O BC elevou os juros a 11,75% e indicou que encerraria o aperto monetário com nova elevação de 1 ponto percentual da Selic no início de maio.

Reuters


Dólar fecha em queda de 0,45%, a R$ 4,9675

Após passar praticamente metade da sessão em alta, o dólar comercial inverteu o sinal e firmou queda, encerrando o dia abaixo dos R$ 5


A mudança de rumo veio com a melhora do clima no exterior e, segundo analistas, também foi impulsionada por fortes fluxos de capital no início da tarde. Assim, o dólar comercial fechou o dia sendo negociado a R$ 4,9675, em queda de 0,45% no mercado à vista. Na mínima, chegou a R$ 4,9280. Por volta das 17h, o dólar futuro para maio caía 0,95%, para R$ 4,9595. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis divisas fortes no exterior, operava em alta de 0,66%, aos 102,97 pontos.

Reuters


Ibovespa interrompe série de baixas

O principal índice da bolsa brasileira voltou a subir após sete sessões na quarta-feira, diante do salto de ações ligadas a commodities metálicas e sessão marginalmente positiva em Nova York


Um dado de inflação no Brasil em patamares elevados, também influenciou. Vale disparou antes de balanço e após alta do minério de ferro, que ainda impulsionou siderúrgicas. A Hapvida foi a principal influência negativa ao índice, em meio a expectativas pela divulgação dos resultados do primeiro trimestre. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,88%, a 109.165,81 pontos, após maior sequência de quedas desde 2016. O volume financeiro foi de 24,7 bilhões de reais.

Reuters


Confiança da indústria no Brasil tem 1ª alta em 9 meses em abril, mostra FGV

A confiança da indústria no Brasil subiu em abril pela primeira vez desde julho do ano passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, sinal que pode indicar normalização das atividades no setor


Os dados da FGV mostraram que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve no mês alta de 2,4 pontos, para 97,4 pontos, interrompendo sequência de 8 perdas mensais consecutivas. "Influenciada pela redução dos problemas com o fornecimento de insumos e pelas passagens do surto da variante da Ômicron e do momento de maior pessimismo com os potenciais impactos da Guerra Rússia-Ucrânia, a alta da confiança industrial em abril pode ser interpretada como um movimento no sentido da normalização das atividades no setor", disse em nota Aloisio Campelo Jr., economista da FGV Ibre. "Os indicadores relacionados ao momento presente caminham para níveis de neutralidade e as expectativas tornaram-se menos pessimistas, com destaque para as avaliações favoráveis em relação à demanda externa", acrescentou. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, subiu 1,4 ponto em abril, para 98,4 pontos, segundo a FGV. O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, indicador da percepção sobre os próximos meses, avançou 3,2 pontos, para leitura de 96,0. Ambos os índices subiram pela primeira vez em nove meses. Dados divulgados pelo IBGE no início deste mês mostraram que a indústria brasileira voltou a crescer em fevereiro, subindo 0,7% sobre janeiro, embora ainda estivesse abaixo do patamar pré-pandemia.

Reuters


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