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Suinocultura independente: preços reagem em semana de entrada de salários e feriadão de Páscoa

De acordo com lideranças da área, a diminuição dos custos de produção, ainda que estes sigam altos, dá mais tempo ao suinocultor para decidir segurar o animal na granja ou não


Nesta quinta-feira (14), os preços do suíno comercializado no mercado independente tiveram alta na maior parte das praças produtoras. Lideranças da área pontuam que houve uma conjunção de fatores, como a semana de entrada da massa salarial, feriadão de Páscoa com fim da Quaresma e também a queda das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste, o que anima o consumo.


Em São Paulo, de acordo com informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço saiu de R$ 6,13/kg vivo para R$ 6,67/ kg vivo. O presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, aponta que "este aumento é motivado pela redução na oferta, pela redução no custo que faz com que o criador tenha um pouco mais de tempo para tomar as decisões de segurar ou não o animal na granja. Na outra ponta, o consumo está numa semana promissora, tanto que houve alta também no preço da carcaça", disse.


Na Bolsa de Santa Catarina o preço também se elevou, saindo de R$ 5,27/kg para R$ 5,66/kg vivo. De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, "a carcaça também subiu, as negociações têm melhorado, embora o preço ainda não traga margem de lucro. Mas esse é o caminho, vamos esperar que passando a quaresma as coisas melhorem para o mercado", pontuou.


Minas Gerais também registrou alta, saindo de R$ 5,80/ kg para R$ 6,80/kg, de acordo com dados fornecidos pela Associação de suinocultores do Estado de Minas Gerais.


A explicação do consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, é de que "o mercado brasileiro viveu uma semana de demanda eufórica e oferta reduzida".


"É o que tipicamente acontece na inversão do ciclo de baixa para alta. Além disso há a competitividade da carne suína em relação às demais. Bovina já faz muito tempo e recentemente de frango também. Paralelo já temos na prática os efeitos da destruição de oferta de animais causada pelos prejuízos significativos desde início de 2022" afirmou.


No estado do Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 07/04/2022 a 13/04/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 1,72%, fechando a semana em R$ 5,07/kg vivo.


"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 5,05/kg", informou o reporte do Lapesui.


Conforme dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), a Pesquisa Semanal do Preço do Suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul apontou aumento de 30 centavos no preço do suíno independente. Nesta sexta-feira (14), a cotação registrada foi de R$ 5,92.


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 89,00. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.588,33 e da casquinha de soja é de R$ 1.112,50, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB).


Fonte: Notícias Agrícolas - Letícia Guimarães

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