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Projeto com zebu consegue 38 @/ha na recria

O experimento foi realizado em sistema de pastagem com um lote de 105 bezerros


O projeto “Zebu, carne de qualidade” encerrou mais uma etapa de avaliações. Um experimento com um lote de 105 bezerros Nelore, com idade média de 8 meses e 246 kg de peso médio, doados por criadores de 11 estados brasileiros, avaliou o potencial da raça na recria.


A observação foi realizada em sistema de pastagem na Fazenda Experimental da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), localizada no município de Uberaba (MG), em parceria com a empresa Premix. O projeto tem como objetivo avaliar o potencial da raça Nelore quanto ao desempenho técnico, econômico e de qualidade da carne dentro de um sistema de produção eficiente, cuja premissa é a sustentabilidade. O trabalho é desenvolvido em três etapas: pastagem, confinamento e abate técnico.


Na fase de recria, nos períodos de seca e águas, foram produzidas 38,22 arrobas por hectare, em 10 meses. De acordo com o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e membro da equipe técnica do projeto, Leonardo de Oliveira Fernandes, foi possível verificar o potencial genético dos animais através do ganho de peso médio nas avaliações. “Resultado fantástico, superando as médias de ganho anual verificados na pecuária brasileira. O resultado é fruto de uma genética adequada, da forrageira utilizada, do manejo de pastagens e da suplementação estratégica com produtos de qualidade”, salienta.


Para o gerente de Melhoramento Pró Genética da ABCZ, Lauro Fraga Almeida, o ganho médio de peso nos períodos de seca e águas também garantiu uma previsibilidade por conta da genética de qualidade, da mineralização e da boa alimentação. “Com tudo isso, foi possível prever o potencial de ganho e ter segurança no investimento. O Protocolo R30 nos permitiu prever o que queríamos e alcançamos este objetivo, uma vez que vamos abater esses animais entre 21 e 22 meses com 22 arrobas de peso de carcaça. Essa é a grande vitória que teremos no final”, ressalta.


André Pastori D’Aurea, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovaçao (P,D&I) da Premix, destaca outro princípio importante do Protocolo R30: a utilização de unidades produtivas. “Cada uma dessas unidades representa um animal, sendo o foco de produção arrobas por hectare por ano. Assim, os ganhos por hectare são a consequência dos ganhos individuais somados”, comenta.


O Protocolo R30 foi adotado no experimento. Ele parte do princípio de se manter a produtividade do rebanho no período seco, produzindo pelo menos 30@/ha/ano durante o período de recria. Na etapa de suplementação a pasto, no período de seca, encerrada no final de outubro de 2020, os animais foram suplementados durante 140 dias com o proteico energético. O resultado foi um aumento do peso médio corporal de 246 kg para 340 kg, evolução corporal relativa ao peso inicial de 38,2%, acumulando 16,21 @/ha e ganho médio diário por animal de 667 gramas.


Já na fase das águas o rebanho foi suplementado com o aditivo Fator P. Como resultado, os animais alcançaram 424 kg de peso médio corporal, uma evolução de 178 kg (evolução relativa de 72,3%) desde o início do projeto, há 10 meses. No mesmo período, foram produzidas 38,22 arrobas por hectare, considerando a área utilizada para produção de silagem.


Os animais do projeto foram recriados no sistema de pastejo rotacionado, em área de 20,3 hectares dividida em 8 piquetes formados com capim Brachiaria brizantha cv. BRS Paiaguás. Nas áreas de pastagem estavam disponíveis 5 m² de sombra, além de praça de alimentação, cochos para suplementação e bebedouro.


Além da forragem oriunda da pastagem, no periodo de seca, os animais receberam silagem de milho (1% do peso corporal) para garantir a lotação por área e suplementação proteico energética feita com o PSAI Seca (0,5% do peso corporal). Durante o período das águas os bovinos tiveram acesso a pastagem e suplementação proteico energética PSAI Águas Com Fator P (0,4% do peso corporal).


No dia 17 de março, os animais entraram em confinamento, onde ficarão por 84 dias participando de um teste de ganho de peso para a medição do consumo alimentar residual (CAR). Foram 28 dias de adaptação da dieta e mais 56 dias de prova efetiva. Ao final, serão mensurados o ganho de peso, o consumo alimentar residual e a ultrassonografia de carcaça, para medir a área de olho de lombo e o acabamento, tanto na 13ª costela quanto na picanha, finalizando com o abate técnico para ratificar a carne de qualidade.


Fonte: AGROLINK - Eliza Maliszewski

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