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Indústrias brasileiras de reciclagem animal já podem exportar para China e Rússia

A abertura dos mercados chinês e russo é fruto de um esforço conjunto entre ABRA e ApexBrasil por meio do Projeto Setorial Brazilian Renderers, junto do Governo Federal, via MAPA e MRE


Sessenta e três indústrias brasileiras de reciclagem animal estão agora habilitadas a exportar proteína processada não-comestível de aves e suínos para a China. A Rússia também habilitou vinte e sete indústrias brasileiras do ramo. Sob a forma de farinhas e gorduras, os produtos são utilizados como ingredientes em ração para aves, suínos, pescados e pet food. Os insumos também podem ser aproveitados pelas indústrias de higiene e limpeza, de cosméticos e até de biodiesel.


Essa conquista inédita junto a autoridades russas e chinesas representa um importante marco para o setor de reciclagem animal brasileiro. Foi articulada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do Projeto Setorial Brazilian Renderers, e também pelo Governo Federal, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério de Relações Exteriores (MRE).


“Essa abertura de mercados é histórica e vai levar o Brasil ainda mais longe. Os esforços da ABRA e de seus associados para atender aos requisitos sanitários e ambientais da China vêm de longa data e são dignos de aplauso. Destaco também o papel do MAPA e de seu ministro Carlos Fávaro nessa articulação. São parcerias assim que fortalecem a nossa missão na Apex, que nos foi dada pelo presidente Lula e pelo nosso ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin”, comemorou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.


Um dos líderes mundiais do setor, o Brasil é o terceiro maior produtor de farinhas e gorduras de origem animal no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e União Europeia. Dados da ABRA de 2021, os últimos disponíveis, mostram que a indústria de reciclagem animal do Brasil produz, por ano, 5,5 milhões de toneladas em farinhas e gorduras de origem animal, gerando 54 mil empregos diretos. Os produtos são exportados para mais de 50 países e somam US$ 183,2 milhões.


Dados do UNComtrade de 2023, os últimos disponíveis, mostram que a China importou em 2021 US$ 262,5 milhões em farinha de suínos e aves, principalmente dos EUA, Austrália, Uruguai e Argentina. De acordo com a ABRA, estima-se que nos primeiros anos de exportações brasileiras para o mercado chinês seja alcançado aproximadamente 8% do market share, com 25 mil toneladas do segmento de farinhas e gorduras de origem animal. Isso representa aproximadamente 17 milhões de dólares.


Brazilian Renderers


O convênio entre ABRA e ApexBrasil para a realização do Projeto Setorial Brazilian Renderers existe desde 2012, com sucessivas e ininterruptas renovações. Por meio dele, já foram investidos pela Agência mais de R$ 8 milhões no setor de reciclagem animal brasileiro. A iniciativa busca promover as farinhas e gorduras de origem animal feitas no Brasil e ampliar a presença dessas indústrias no mercado externo. São realizadas ações para expansão, reconhecimento e qualificação do setor frente ao mercado internacional.


Fonte: Apex Brasil

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