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Exportação de carne: como habilitar a sua empresa

Para atender o mercado internacional, a exportação de carne exige que o frigorífico tenha conhecimento de medidas burocráticas e logísticas.


De suma importância para a economia brasileira, a exportação de carne bovina enfrentou alguns problemas em 2021, caso do embargo chinês. No entanto, mesmo diante dessa situação preocupante, os embarques dessa proteína animal atingiram novo recorde.


Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a exportação de carne brasileira atingiu um novo recorde de faturamento, com mais de 9 bilhões de dólares em embarques no último ano.


Para todo o ano de 2022, a expectativa é bastante positiva, principalmente com o retorno da China às compras e a possibilidade de abertura de novos mercados, como o Canadá, Coreia do Sul e Japão. Com isso, a tendência é que a receita chegue pela primeira vez à casa dos 10 bilhões de dólares.


Para participar deste mercado, que gera renda à pecuaristas e frigoríficos, é preciso se preparar e buscar a habilitação. Para melhor entender o cenário, o Food Connection conversou com Ianina Rolinski, diretora comercial da Domani Consultoria e especialista em estruturação de projetos de exportação, que explicou quais as medidas exigidas para participar deste convidativo mercado.


Carne bovina brasileira: Produto em alta no mercado internacional


Ano após ano, o Brasil apresenta números recordes na exportação de carne bovina. Nos dois primeiros meses de 2022, por exemplo, a carne ocupou a quinta colocação entre todos os produtos exportador pelo país.


“Quando comparado com o mesmo período de 2021, os números são bastante expressivos. Por exemplo, nos 2 primeiros meses de 2022 foram exportados 43,1% a mais que o mesmo período de 2021. Já quanto aos valores, a exportação foi 70% maior que o ano passado”, explica Ianina.


De suma importância para a economia brasileira, a exportação de carne bovina enfrentou alguns problemas em 2021, caso do embargo chinês. No entanto, mesmo diante dessa situação preocupante, os embarques dessa proteína animal atingiram novo recorde.


Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a exportação de carne brasileira atingiu um novo recorde de faturamento, com mais de 9 bilhões de dólares em embarques no último ano.


Para todo o ano de 2022, a expectativa é bastante positiva, principalmente com o retorno da China às compras e a possibilidade de abertura de novos mercados, como o Canadá, Coreia do Sul e Japão. Com isso, a tendência é que a receita chegue pela primeira vez à casa dos 10 bilhões de dólares.


Para participar deste mercado, que gera renda à pecuaristas e frigoríficos, é preciso se preparar e buscar a habilitação. Para melhor entender o cenário, o Food Connection conversou com Ianina Rolinski, diretora comercial da Domani Consultoria e especialista em estruturação de projetos de exportação, que explicou quais as medidas exigidas para participar deste convidativo mercado.


A questão logística é essencial


Como mostram os números, o mercado de exportação de carne é um ótimo negócio, e isso estimula os frigoríficos a buscarem o mercado internacional. Mas, para promover a exportação de carne há a exigência que o frigorífico esteja devidamente habilitado.


Segundo Ianina Rolinski essa habilitação ocorre por estado. “Para exportar para a União Europeia, por exemplo, alguns estados brasileiros são habilitados e outros não. Frigoríficos da Bahia, por exemplo, não podem exportar para a União Europeia, já frigoríficos do Mato Grosso conseguem alcançar este mercado”.


Além do mais, a diretora da Domani Consultoria explica que a habilitação de frigoríficos brasileiros está intimamente relacionada às questões sanitárias. “Se há algum caso de febre aftosa, por exemplo, todo o estado pode ser impedido de exportar. Por isso a questão sanitária é bastante delicada”, diz.


Exatamente por essa questão, o passo a passo para exportar é algo bem mais complexo e depende de muitos detalhes que precisam ser planejados e gerenciados com extrema atenção.


Segundo Ianina, a questão do transporte e da logística representa um ponto de grande importância. O mais vantajoso é promover a exportação através do modal marítimo. Mas isso envolve várias questões que exigem uma boa gestão.


Neste aspecto, a Domani Consultoria, por exemplo, consegue ajudar bastante o frigorífico no processo de exportação de carne. “Fazemos toda a consultoria na contratação de um contêiner refrigerado para carnes congeladas”, afirma a especialista.


É fundamental ter habilitação Siscomex


A questão logística é fundamental para uma eficiente exportação de carne para o mercado internacional. Mas, antes de começar a exportar, é fundamental conseguir a habilitação Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

O Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, sendo essa uma responsabilidade do exportador.


Mas além disso, o frigorífico também precisa estar habilitado por cada país no qual ele pretende exportar. “Cada país tem seus pré-requisitos impostos aos frigoríficos para que eles consigam realizar a exportação”, dia Ianina.


Sendo assim, as certificações para promover a habilitação de frigoríficos são variadas e dependem principalmente das exigências de cada país. Por essas questões, Rolinski salienta que é preciso ter uma consultoria especializada como o ponto de partida para promover a exportação de carne, realizando o levantamento das certificações e requisitos que frigoríficos irá precisar em cada caso.


“Além das questões burocráticas e logísticas, é preciso também entender toda a questão de custos e previsão de lucros com a exportação de carne”, finaliza a diretora comercial da Domani Consultoria.


Assim, em resumo, os seguintes passos são fundamentais para que a exportação de carne ocorra:


1. Conhecer e se adequar a todos os pré-requisitos do mercado importador quanto ao Siscomex;


2. Definir a questão logística e as regras burocráticas quanto ao transporte;


3. Acompanhar a questão de lucratividade.


Diante de tudo isso, vale reforçar a importância de uma orientação profissional e personalizada na conferência das leis e convenções aplicáveis às regras de exportação de carne.


Fonte: Food Connection - TecnoCarne

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