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Doença da ‘vaca louca’: entenda o caso e como evitar a contaminação


Saiba como evitar casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), como o constatado em propriedade no Pará, que causou a suspensão das exportações para a China


Apesar de não ser identificada como um caso clássico da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como doença da vaca louca, a contaminação anunciada pelas autoridades brasileiras no dia 22 de fevereiro provocou a suspensão das exportações para a China e um consequente prejuízo para o setor pecuário brasileiro e as indústrias ao seu entorno.


Produtores de carne, frigoríficos e demais entes do setor tem como preocupações principais neste momento afastar qualquer possibilidade de contaminação e retomar o comércio com a China, maior comprador de proteína animal brasileira.



Para tanto, os agentes desse mercado devem, primeiramente, entender o que é exatamente a Encefalopatia Espongiforme Bovina.


O que é a doença e como combatê-la


Os especialistas afirmam que a doença surgiu, há algumas décadas, a partir da oferta de restos de animais contaminados pelo agente infeccioso príon, que causam a doença degenerativa do cérebro em animais, incluindo o homem.


A doença não possui cura, por isso, os animais contaminados precisam ser sacrificados. Assim como aconteceu no caso registrado esta semana em Marabá, município do Pará, onde a doença foi identificada em um animal macho de 9 anos.


Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o animal contaminado pertencia a uma pequena propriedade. Ainda que a cura não exista, os pecuaristas podem agir de maneira simples para evitar contaminações. Uma das maneiras é não utilizar proteínas de origem animal na ração do gado. Por isso, o uso de farinha de carne e ossos na ração dos animais deve ser expressamente proibido nos criadouros.


Em caso de contaminação, o animal precisa ser rapidamente afastado dos demais, abatido e sua carcaça incinerada para evitar que o agente biológico contamine outros animais que se alimentam dos restos do gado.


Medidas tomadas pelas autoridades


Em comunicado, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou “todas as medidas estão sendo adotadas pelos governos” para identificar a gravidade e amplitude da contaminação. O caso submetido a análise laboratorial para a confirmação, e, a partir do resultado, foram “aplicadas imediatamente as ações cabíveis”, disse o ministério.


Na quinta-feira, 23 de fevereiro, horas depois do anúncio da constatação da contaminação em uma propriedade no Pará, o ministro da pasta, Carlos Fávaro recebeu o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, em reunião para prestar todos os esclarecimentos sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo brasileiro para monitoramento do caso.


"O governo do Brasil preza muito pelo respeito aos países parceiros. Queremos continuar garantindo o suprimento de produtos de alta qualidade e sabemos das nossas obrigações e deveres, fazendo isso com total transparência, determinação e agilidade", disse o ministro.


Carne brasileira respeita rigor sanitário, diz especialista


Mariane Passadore, gerente de assuntos regulatórios e formulação na Archer Daniels Midland Company, empresa que fornece suprimentos para a indústria de carnes, explica que, o acordo comercial com a China exige que, “mesmo sob toda a chance de não ser um caso clássico”, o Brasil suspenda as exportações “até a comunicação entre os países dirimir quaisquer dúvidas que possa haver sobre a segurança da carne brasileira (que nunca, jamais apresentou um caso clássico da doença)”, explica


A gerente lamenta que as decisões de suspensão não levem em consideração a real situação da produção pecuária no Brasil e seu rigor sanitário. “Uma pena para a nossa produção pecuária que isso se repita indefinidamente”, diz a especialista ao falar sobre a interrupção das exportações que, segundo ela, leva em conta “informações imprecisas e não verificadas sobre a produção”, completa.


Fonte: www.foodconnection.com.br - TecnoCarne

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