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Como otimizar o desempenho dos leitões na creche

A atenção aos manejos próprios desta etapa é primordial para garantir um bom começo de lote com animais saudáveis e com seu bem−estar atendido


Por Bruna Larissa Portela, Serviços Técnicos da Agroceres PIC


O período inicial de produção dos suínos requer atenção especial. Fisiologicamente imaturos, os leitões necessitam de um acompanhamento cuidadoso para que possam expressar todo o seu potencial genético. Ao mesmo tempo, a fase de creche envolve uma série de eventos estressantes aos leitões, como a separação da mãe, mudança de ambiente e transição para uma dieta sólida, e que podem afetar seu bem-estar e prejudicar seu desenvolvimento, quando mal realizados. A atenção aos manejos próprios desta etapa é primordial para garantir um bom começo de lote com animais saudáveis e com seu bem−estar atendido. Confira, a seguir, orientações técnicas para otimizar o manejo dos suínos na fase de creche.


Priorize o preparo das instalações


A preparação das instalações é o primeiro ponto a ser observado para que os leitões possam expressar todo seu potencial produtivo. Além da manutenção e do ajuste dos equipamentos, como comedouros e bebedouros, o foco deve estar voltado à biossegurança interna. Mantenha um bom programa de limpeza e desinfecção dos galpões de creche. Promova o vazio sanitário (“todos dentro, todos fora”) e remova todo e qualquer material orgânico presente nas instalações. Para maior abrangência de área de limpeza e de imersão do desinfetante, retire o maior número possível de equipamentos, lembrando que eles também devem ser descontaminados. Utilize equipamento de alta pressão e volume de água e sempre aplique uma combinação de detergentes. Após o término do processo de descontaminação, já com as instalações totalmente secas, aplique o desinfetante para completa sanitização das salas e aguarde a secagem novamente, para ingressar os animais. Nunca aloje leitões em galpões úmidos.


Dê atenção especial à origem dos leitões


Procure receber, preferencialmente, leitões de apenas uma origem. Cada unidade de produção é exposta a diferentes patógenos e quando se faz a mistura de animais de várias origens a pressão de infecção aumenta. A variabilidade de subtipos de patógenos e a taxa de infecções de animais no alojamento (prevalência ao desmame) podem levar à manifestação de doenças, após a mistura dos animais. E o objetivo deve ser justamente o oposto: ter o mínimo de animais susceptíveis aos diferentes subtipos de agentes infecciosos, que podem vir através de subpopulações contaminadas, buscando, assim, a estabilidade sanitária no galpão o mais rápido possível.


Garanta condições adequadas de alojamento


Os leitões devem ser alojados em grupos, de acordo com a idade e o sexo. A densidade para a fase de creche deve ser de, no mínimo, 0,27 m² para leitões de até 30 kg. Porém, se o peso dos animais na creche estiver entre 27 kg e 34 kg, é necessário ajustar a densidade para 0,34 m²/suíno, conforme as indicações da Instrução Normativa n°113/2020 MAPA. Promova a triagem dos animais durante o alojamento. Priorize os leitões que necessitam de atenção: classifique e aloje entre 10 e 20% dos suínos menores, separadamente, em baias de cuidados especiais, que devem estar alocadas no centro de cada galpão e possuir condições diferenciadas, como maior disponibilidade de cochos e fontes de calor. Reforce a inspeção diária nesse grupo de animais, pois eles necessitam de maior atenção.


Fonte: Suinocultura Industrial


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