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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 94 DE 25 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 94| 25 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi Gordo: recuo de preços em várias praças

No mercado paulista, a pressão de baixa na arroba se intensificou na quinta-feira, refletindo sobretudo os avanços nas escalas de abate. “Os compradores (de São Paulo) têm ofertado preços menores para todas as categorias”, relata a Scot Consultoria


A maior oferta de fêmeas resultou em queda de R$1/@ de vaca gorda no comparativo diário, agora valendo R$ 295/@, informa a Scot. No entanto, os preços do boi gordo e da novilha pronta para abater seguiram estáveis na quinta-feira, nas praças paulistas, apregoados, respectivamente, em R$ 337/@ e R$ 330/@ (valores brutos e a prazo). Em Goiás, os pecuaristas locais já sentem o peso da nova decisão chinesa, que embargou a carne bovina produzida pelo frigorífico da JBS, em Mozarlândia; arroba recuou R$ 4/@ na praça de Goiânia, segundo a Scot. A partir da quinta-feira, 24 de março, entrou em vigor a suspensão temporária das importações chinesas de carne bovina oriunda de um grande frigorífico de Goiás – a unidade da JBS em Mozarlândia. O novo embargo chinês à carne produzida no frigorífico da líder mundial em proteína animal, anunciado na quarta-feira (22/3), criou um ambiente de tensão no mercado pecuário brasileiro. Segundo apurou a Scot Consultoria, a notícia de veto à unidade da JBS contribuiu para que as indústrias locais abrissem o mercado lançando preços menores. Em Goiânia, a cotação do boi gordo caiu R$ 4/@ nesta quinta-feira, e a vaca gorda sofreu retração diária de R$ 2/@, de acordo com o levantamento da Scot. Dessa maneira, a referência para boi, vaca e novilha gordos está em R$ 310/@, R$ 285/@ e R$ 305/@ (preços brutos e a prazo). Na região Sul de Goiás, as cotações da vaca e da novilha gordas registraram redução diária de R$ 3/@, para R$ 284/@ e R$ 307/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo dados da Scot. Por sua vez, o preço do boi gordo teve baixa de R$ 2/@, e agora é negociado em R$ 310/@. O carro-chefe da economia local (Mozarlândia e regiões próximas) é exatamente a pecuária de corte, principalmente em virtude da instalação do Frigorífico Bertin (atualmente JBS Friboi) no município. O mercado físico de boi gordo direcionado ao mercado interno seguiu registrando baixa liquidez de negócios. Segundo a IHS, as indústrias que atuam com maior volume de operação direcionada ao mercado doméstico passaram a dar preferencias para aquisição de fêmeas, cujos preços estão em torno de R$ 20/@ mais baixos em relação aos valores da arroba do macho. Na quinta-feira, a IHS Markit captou recuo nos preços da arroba do boi gordo na praça de Belo Horizonte (MG) – caiu de R$ 304/@ para R$ 300/@. Na mesma região, a cotação da vaca registrou queda diária de R$ 290/@, para R$ 285/@. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 352/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 293/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 308/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista) GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Preço da carne segue negociado abaixo do boi

Os preços da arroba do boi gordo no mercado paulista continuam operando acima dos da carne (carcaça casada bovina) negociada no atacado da Grande São Paulo, de acordo com informações do Cepea. Esse cenário está atrelado especialmente à demanda internacional aquecida e à baixa oferta de animais para abate

Em relação à carne, a reduzida disponibilidade de boi gordo até sustenta os preços da proteína, mas a demanda brasileira pela carne bastante fragilizada pelo contexto econômico impede que a carcaça casada bovina volte a ser comercializada acima dos patamares observados para o animal para abate.

Cepea


SUÍNOS


Suinocultura independente: excesso de oferta segue puxando preços para baixo

Na quinta-feira (24) novamente foram registradas quedas generalizadas nas principais praças comercializadoras de suínos na modalidade independente


No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 17/03/2022 a 23/03/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 0,27%, fechando a semana em R$ 5,78. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 5,31/kg", informou o Lapesui. Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), houve recuo, saindo de R$ 6,19/kg vivo para R$ 5,97 o quilo vivo. No mercado mineiro, após cinco semanas com o valor estável em R$ 6,10/kg vivo, houve queda para R$ 5,80/kg, com preço sugerido, conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Santa Catarina também registrou retração, passando de R$ 5,65/kg vivo para R$ 5,22/kg vivo. O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, afirma que da semana anterior até a quinta-feira, com a queda de preços a perda é de R$ 43,00 por animal vendido, o que preocupa ainda mais o setor, uma vez que os custos de produção seguem em alta vertiginosa.

AGROLINK


Suínos: quedas de preço diminuíram na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável, custando R$ 101,00/R$ 109,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,23%/1,19%, valendo R$ 8,00 o quilo/R$ 8,30 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), houve leve alta de 0,21% em Santa Catarina, custando R$ 4,81/kg, e baixa de 0,35% em São Paulo, atingindo R$ 5,76/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,07/kg), Paraná (R$ 5,03/kg) e Rio Grande do Sul (R$ 5,17/kg).

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Apesar de reação, poder de compra do suinocultor é o pior para o mês

O poder de compra dos suinocultores de Santa Catarina e de São Paulo frente ao milho e ao farelo de soja aumentou nesta parcial de março em relação ao mês anterior


De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dessa reação, o cenário atual ainda é o pior para um mês de março em toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2004. Dados do Cepea indicam que os preços dos suínos subiram entre o fim de fevereiro e o início de março, mas as cotações do milho e do farelo, que já estavam em patamares elevados, também avançaram, resultando em um contexto bastante desafiador ao produtor independente.

Cepea


FRANGOS


Frango congelado em alta. Vivo seguiu estável na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,45/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg, e também no Paraná, fixado em R$5,27/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), o frango congelado subiu 1,76%, cotado em R$ 7,52/kg, enquanto a ave resfriada aumentou 5,31%, fechando em R$ 7,54/kg.

Cepea/Esalq


EMPRESAS


O desgaste de BRF na Previ na última semana

Pedido de voto múltiplo na assembleia que vai eleger o novo conselho da dona da Sadia é mais um capítulo das polêmicas


A confirmação, na manhã de ontem, de que a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, pedirá a adoção de voto múltiplo na assembleia de acionistas da BRF que vai eleger o conselho de administração da companhia, na segunda-feira, é mais um capítulo nas polêmicas que, desde a semana passada, cercam a relação da fundação com a empresa de alimentos, dona das marcas Sadia e Perdigão. Há uma semana o tema BRF ocupa parte da agenda da diretoria e do conselho deliberativo da Previ, o equivalente ao conselho de administração de uma empresa na estrutura organizacional da fundação. Na quinta-feira passada, o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, informou que a Previ havia aberto uma investigação interna sobre um investimento feito em operação de aumento de capital da BRF — na qual a fundação detém 6,13% do capital social, ou cerca de R$ 1 bilhão em investimentos. O colunista informou que não houve consenso no aporte em BRF, no âmbito da diretoria da Previ, e que havia pareceres das áreas técnicas da fundação contrários à operação. A informação e suas repercussões levaram a uma apuração interna na Previ, que está em curso. O aporte da Previ no aumento de capital da BRF foi de R$ 330 milhões. Na operação, o preço da ação foi definido em R$ 20, com desconto de 7,5% sobre o fechamento do dia (1º de fevereiro), e a BRF levantou R$ 5,4 bilhões na transação, conhecida no jargão de mercado como “follow-on” (oferta subsequente de ações). Além da Previ, outros acionistas de referência da BRF, como a Kapitalo Investimentos, acompanharam o aumento de capital. Dos grandes acionistas, só a Petros, o fundo de pensão dos empregados da Petrobras, ficou de fora. A Petros ameaçou judicializar a operação caso a Marfrig, outra acionista de referência na BRF, avançasse na oferta acima da sua posição acionária atual, que é de 33,25%, uma vez que, no entender da fundação, isso dispararia o chamado “poison pill”, o pagamento de um prêmio a todos os acionistas de BRF. Fontes dizem, porém, que no estatuto de BRF há base legal para que a Marfrig, do empresário Marcos Molina, aumentasse sua fatia para além dos 33% sem ter que pagar um prêmio de 40% aos demais acionistas da BRF. Mesmo assim, a Marfrig se limitou a exercer apenas o direito de preferência correspondente à posição acionária que detém na BRF. A reunião de diretoria da Previ, para discutir o aporte em BRF, durou cerca de três horas entre a manhã e o começo da tarde do dia 28 de janeiro, uma sexta-feira. No fim da tarde daquele dia, a fundação precisava dizer se acompanharia a oferta. Fontes dizem que na reunião de diretoria da fundação houve exposição de argumentos pró e contra a operação. A posição contrária foi manifestada no voto do diretor de investimentos da Previ, Marcelo Otávio Wagner, sob o argumento de que a fundação deveria privilegiar novos aportes em renda fixa e não em renda variável. O Plano 1 da Previ, o maior e mais antigo da fundação, encerrou 2021 com R$ 212 bilhões em investimentos, sendo cerca de R$ 70 bilhões desse total aplicado em renda variável. Desde 2018, há uma estratégia na Previ de venda paulatina de ações para compra de títulos do Tesouro Nacional (NTN-B). Fontes envolvidas nas discussões dizem que não houve pareceres das áreas técnicas sobre o aporte em BRF, seja da diretoria de investimentos ou de participações, cujo diretor é Denísio Liberato. O que houve, argumentam as fontes, foi uma discussão, com os respectivos votos, na diretoria da Previ, sobre o investimento. Para participar da oferta de BRF, a fundação definiu um percentual de desconto superior ao aplicado normalmente em aumentos de capital de empresas nesse formato de “follow-on” em que o preço é estabelecido pela demanda do mercado. O resultado final da votação, na diretoria da Previ, foi 5 a 1 pelo aporte em BRF, incluindo o voto favorável do Presidente da fundação, Daniel Stieler.

VALOR ECONÔMICO


INTERNACIONAL


EUA e Japão fecham acordo sobre tarifas de carne bovina

Os Estados Unidos e o Japão anunciaram na quinta-feira um acordo que permitirá que agricultores e pecuaristas norte-americanos atendam à crescente demanda japonesa por carne bovina, medida que reduz as chances de o governo japonês impor tarifas mais altas no futuro, disseram autoridades dos EUA


O acordo inclui um novo mecanismo que exige que três condições separadas sejam alcançadas –em vez de apenas uma– para o Japão invocar um “gatilho de salvaguarda” e impor tarifas mais altas sobre a carne bovina dos EUA por 30 dias. “Este acordo é uma grande vitória para nossos dois países, que garante que os agricultores e pecuaristas americanos possam continuar atendendo à crescente demanda do Japão por carne bovina de alta qualidade dos EUA”, disse a representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, em comunicado. O acordo, alcançado após um ano de consultas entre os dois países, entrará em vigor assim que o texto for finalizado e cada país tiver concluído algumas etapas restantes, disse uma autoridade dos EUA. Em 2021, os Estados Unidos foram os maiores exportadores de carne bovina do mundo, com vendas globais da proteína e produtos do setor avaliados em mais de 10 bilhões de dólares, conforme dados oficiais.

REUTERS


Defesa Agropecuária


Mais 31 consórcios de municípios serão orientados pelo Mapa para buscar adesão ao Sisbi-POA

Objetivo é capacitar os serviços de inspeção municipais para adesão ao sistema nacional, que permite a venda de produtos de origem animal em todo o país. No Paraná foi beneficiado o Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná - Comesp


Mais 31 consórcios públicos municipais, abrangendo 520 municípios, vão receber orientações técnicas do Projeto de Ampliação de Municípios Integrados ao Sisbi-Poa por Meio de Consórcios Públicos Municipais (Consim). A segunda etapa do projeto foi lançada na quinta-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os consórcios estão localizados em nove estados e foram selecionados por meio de Edital de Chamamento Público. O Projeto Consim tem como objetivo orientar tecnicamente os consórcios públicos de municípios que buscam desenvolver seus serviços de inspeção de produtos de origem animal, visando a inclusão no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Após a adesão, as agroindústrias de carnes, leite, pescados, ovos, mel e respectivos derivados podem comercializar seus produtos em todo o território nacional. O Projeto Consim está estruturado em cinco fases: inscrição, qualificação, capacitação, preparação para adesão e avaliação da equivalência. Os consórcios selecionados receberão capacitação, orientação técnica e transferências voluntárias para financiamento de veículos e equipamentos de informática. A primeira edição do Projeto Consim foi realizada entre 2020 e 2021 e contou com a participação de 12 consórcios públicos. Desses, dez conseguiram obter adesão ao Sisbi-POA, beneficiando uma área de abrangência de 175 municípios em seis estados. Com isto, o Sisbi-POA passou a contar com 22 Estados, o Distrito Federal, 31 Municípios individualmente, 14 Consórcios Públicos de Municípios (contemplando 260 municípios). Atualmente, existem quase 10 mil produtos com o Selo Sisbi circulando no país. O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, disse que o Sisbi-POA dobrou de tamanho nos últimos três anos. "Isso é resultado de decisão política, mas também de foco na gestão para a implementação desse sistema", disse. O Sisbi-POA faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (Suasa) e busca padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. Para obter a equivalência dos seus serviços de inspeção junto ao Mapa, é preciso comprovar que as medidas de inspeção higiênico-sanitária e tecnológica praticadas permitem avaliar a qualidade e inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Ministério da Agricultura.

MAPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná reduz dependência de fertilizantes da Rússia

Segundo análise da secretaria da Agricultura, a diversificação de países importadores reduziu o ritmo da demanda do produto russo


O total importado em fertilizantes pelo Paraná totalizou 2,67 milhões de toneladas, com um investimento de US$ 908 milhões, segundo dados da secretaria da Agricultura. Nos dois primeiros meses deste ano, o estado importou 475 mil toneladas do insumo. A participação da Rússia até agora é de 22% do total desembarcado, com 105 mil toneladas e compras que totalizaram US$ 256 milhões. O Cloreto de potássio é a principal matéria prima. Segundo a secretaria, a participação russa na importação desse insumo vem apresentando tendência de queda. A diversificação de países importadores reduziu o ritmo da demanda. Em 2019, a Rússia exportou para o Paraná 27% (677 mil toneladas) de todo o volume de fertilizantes que chegaram nos portos do Paraná (2,28 milhões de toneladas). Em 2020, o estado importou 2,35 milhões de toneladas, sendo 645 mil vindas da Rússia, mantendo o percentual de 27%. No ano passado, a participação caiu para 20%, para 640 mil toneladas do volume total de 2,67 milhões embarcados da Rússia diretamente para o Paraná. Ainda em 2020, o Canadá e a China participaram com 17% cada um, e Belarus contribuiu com 15%. As culturas dependentes destes insumos são a soja, trigo, feijão e milho. Os principais fertilizantes minerais são aqueles à base de nitrogênio, fósforo e potássio. O Brasil produz os dois primeiros, mas ainda em quantidade insuficiente. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), o custo com fertilizantes ocupou a primeira posição dos gastos totais. A variação começou com 16% na segunda safra da soja e depois foi até 31% na primeira safra do milho. O produtor rural desembolsou na primeira safra do milho e nas duas safras da soja cerca de R$16,00 com fertilizantes para uma saca de 60Kg dos grãos. Na segunda safra do milho, a despesa foi de R$6,85. Já na cultura do trigo a aplicação do insumo custou R$29,57 por saca. Na primeira safra do feijão o produtor pagou R$37,89 pelo produto e na segunda o preço saltou para R$41,74. A preocupação com os altos custos, a escassez do insumo e a possibilidade de cancelamento de fertilizantes enviados pela Rússia, podendo trazer consequências trágicas tanto no aumento de preços dos fertilizantes quanto na implantação da lavoura, vem se tornando cada vez mais presente no dia a dia da secretaria de estado, entidades ligadas ao campo e produtores rurais. Por isso, o Departamento de Economia Rural emitiu na quarta-feira (23) uma nota técnica com o objetivo de orientar e alertar produtores sobre os impactos econômicos, e as consequências na rentabilidade da produção agrícola que a situação pode trazer. O Deral também apresentou na nota alternativas inovadoras e tradicionais que podem ser aplicadas para aumentar a eficiência da fertilidade do solo, assim como o planejamento das próximas safras focando no balanço de nutrientes para economizar na aplicação do produto e evitar riscos financeiros. O documento traz uma análise técnica do tema, com recomendações de manejo das alternativas disponíveis para racionalizar o uso do produto no campo. Por fim, a secretaria também enfatizou a urgência em investimentos com projetos de pesquisa e desenvolvimento na indústria de transformação de matéria-prima mineral em fertilizantes, com o objetivo emergencial de fortalecer a produção nacional.

SEAB-PR


Portos do Paraná apresenta concessão de área de granéis sólidos vegetais em audiência

Seguindo o programa estabelecido junto ao governo federal e as diretrizes do Governo do Estado, a audiência dá início a um processo de licitação de uma área importante para o escoamento de granéis sólidos vegetais pelo Porto de Paranaguá


“É uma área existente, já operacional, mas com um instrumento de exploração precário, que não permite longos e grandes investimentos, por não dar segurança para o porto nem para o usuário”, afirmou o Diretor-Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Buscar essa regularização é o objetivo da licitação dessa área. “Além da regularidade jurídica, esse novo contrato de arrendamento vai possibilitar novos investimentos, em terra e em mar”, completou. Denominada PAR 09, a área de 24 mil metros quadrados – classificada como brownfield (já construída) – está localizada a oeste do porto organizado de Paranaguá. Os investimentos totais esperados para a área são de cerca de R$ 492,6 milhões. Pelas plataformas virtuais, participaram e assistiram a audiência cerca de 60 pessoas, representantes de usuários, agentes dos serviços portuários e demais interessados na atividade portuária paranaense. O período da consulta pública segue até o próximo dia 06 de abril. Para saber como enviar as contribuições, basta acessar o site da Portos do Paraná. Para o Diretor-Presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Arthur Luis Pinho de Lima, os projetos que vêm sendo desenvolvidos em parceria com a Portos do Paraná – como o Programa de Arrendamentos – são fundamentais para o desenvolvimento da região. “Juntas, as empresas públicas estadual e federal são mais fortes, agindo pelo desenvolvimento portuário no Estado do Paraná”, afirmou. O processo para a licitação da PAR 09 é o quarto conduzido pela Portos do Paraná após receber a delegação do governo federal. A autoridade portuária paranaense foi a primeira do Brasil a ter autonomia, ainda em 2019, para realizar a licitação e outros atos de gestão, que antes estavam concentrados no Ministério de Infraestrutura.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar marca 7ª queda seguida ante real

O dólar encerrou a quinta-feira em queda, com os participantes do mercado sem enxergar perspectivas de um final para o fluxo contínuo de recursos estrangeiros que tem entrado no Brasil desde o início do ano atraídos pelos juros altos


Em queda pela sétima sessão seguida, a divisa norte-americana marcou sua maior sequência de desvalorizações diárias desde uma série de mesma duração finda em 22 de abril de 2021, caindo 6,34% no período. Com a taxa Selic em dois dígitos, os juros básicos brasileiros são apontados por especialistas como o principal fator de impulso para o real neste início de ano. A taxa básica de juros saiu de uma mínima histórica de 2%, atingida durante a pandemia, para os atuais 11,75%. E a taxa deve continuar a subir, atingindo 12,75%, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em maio, segundo sinalização do Banco Central. Embora algumas instituições financeiras e participantes do mercado projetem a Selic acima de 13% ao fim do atual ciclo de aperto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apontou um cenário de ajuste final de 1 ponto percentual em maio como o mais provável. Seus comentários, feitos na quinta-feira, derrubaram as taxas dos principais DIs ao longo de toda curva de juros brasileira. Mas, independentemente de qual será o patamar terminal da Selic, o fato é que o Brasil tem atualmente uma das maiores taxas de juros nominais do mundo, atrás apenas de Rússia, Turquia e Argentina, países considerados muito arriscados, com os dois últimos assolados ainda por taxas de inflação galopantes. Isso torna o Brasil uma opção atraente para investidores que buscam retornos elevados com estratégias de "carry trade", que consistem na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo (como o dólar) e aplicação desses recursos numa divisa que oferece rendimento maior. Nos Estados Unidos, país de referência global para investimentos, a taxa básica de juros está numa faixa entre 0,25% e 0,50%, após o Federal Reserve ter promovido aperto de 0,25 ponto percentual na semana passada. O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,28%, a 4,8311 reais na venda, menor cotação desde 13 de março de 2020 (4,8128). Com o desempenho da quinta-feira, o dólar agora recua 13,3% no acumulado de 2022 frente ao real. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,27%, a 4,8485 reais.

REUTERS


Ibovespa acompanha alta em Wall Street com juros em foco

A bolsa de valores de São Paulo acumulou uma sétima alta seguida na quinta-feira, impulsionada por desempenho positivo em Wall Street e em meio a alívio na curva de juros local


Mais cedo, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou sinais de que a instituição pretende encerrar o ciclo de alta dos juros em maio. Vale e Magazine Luiza foram as principais contribuições positivas ao índice, enquanto a operadora de saúde Hapvida ficou na ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,25%, a 118.928,17 pontos, o que seria o maior patamar de fechamento desde 1º de setembro. O volume financeiro da sessão foi de 27,9 bilhões de reais.

REUTERS


IPPA/Cepea: Altas de grãos, pecuária e HF influenciam avanço do IPPA/Cepea

Em fevereiro, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou 3,7%, em termos nominais, frente a janeiro


O resultado reflete as altas nominais observadas para os grupos de grãos, de pecuária e de hortifrutícolas, cujas variações mensais foram de 5,5%, 2,5% e 1,8%, respectivamente. O índice composto por cana-de-açúcar e café, por sua vez, permaneceu praticamente estável, apresentando inexpressiva variação negativa de 0,1%. Em relação aos grãos, em termos nominais, com exceção do algodão em pluma, que apresentou ligeira desvalorização na comparação mensal, os demais itens (arroz em casca, soja, trigo em grão e milho) registraram alta. Os casos do arroz em casca e da soja ganharam destaque devido à expressividade das suas variações, o que se deve ao descompasso entre oferta e demanda. Já na pecuária, houve avanço nos preços nominais do boi gordo, do leite e, principalmente, dos ovos, cuja média mensal nominal registrou novo recorde da série histórica do Cepea. Entre os hortifrutícolas, com exceção da média de valores da banana, todos os itens apresentaram avanços nos preços mensais. Chamam atenção as altas dos valores da batata e do tomate, atribuídas à redução da oferta decorrente do excesso de chuvas nas principais regiões produtoras. No caso da cana-de-açúcar e do café, que compõem um grupo específico, o resultado reflete a ligeira queda de preço nominal da cana, que prevaleceu sobre o sutil avanço observado para o café. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, registrou alta de 0,98% – logo, de janeiro para fevereiro, os preços agropecuários subiram frente aos preços industriais da economia.

Cepea


BC mantém projeção de crescimento do PIB em 1,0% para 2022

O Banco Central manteve sua projeção de crescimento econômico em 2022 a 1,0%, mesmo patamar estimado em dezembro, conforme Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira


O Ministério da Economia, por sua vez, prevê expansão de 1,5% para o PIB este ano, enquanto o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 0,5% em 2022. Em relação à política monetária, o BC reiterou mensagem da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a intenção de subir a Selic novamente em 1,0 ponto na reunião de maio, em continuidade ao ciclo de alta para levar a taxa básica de juros a território ainda mais "significativamente contracionista" para conter a inflação.

REUTERS


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