Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 93 DE 24 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 93| 24 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: sinal de alerta com possível perda de ritmo das exportações de carne bovina

Preços dos animais terminados seguem estáveis no País, mas queda do dólar, bloqueio dos embarques à Rússia e a notícia sobre suspensão chinesa de unidade da JBS preocupam o setor pecuário


Na quarta-feira, nas praças de São Paulo, a cotação da vaca gorda registrou baixa diária de R$ 2/@, para R$ 296/@ (preço bruto e a prazo), segundo a Scot. Em relação à novilha gorda, o preço permaneceu estável no mercado paulista (a R$ 330/@, bruto e a prazo), mas há relatos de oferta de compra a preços abaixo dessa referência, diz a Scot. O boi gordo, também ficou estável em São Paulo (a R$ 337/@, pelos dados da Scot). “As recentes quedas da cotação do dólar podem mudar as estratégias de compra das indústrias exportadoras brasileiras”, relatam os analistas da Scot Consultoria. O mercado brasileiro do boi gordo (assim como toda a cadeia pecuária) acendeu um sinal de alerta nestes primeiros dias da semana, depois que notícias preocupantes ligadas ao setor de exportação de carne bovina circularam pelos diversos canais de informações nos últimos dias. Até este momento (23 de março), com o baixo desempenho da demanda doméstica pela proteína bovina, as exportações têm ajudado a sustentar os preços internos do boi gordo (direcionado ao mercado doméstico, portanto, sem premiações), ainda em altos patamares – nas praças do interior paulista, a arroba fechou a quarta-feira estável, valendo R$ 337, segundo dados apurados pela Scot Consultoria. Outra preocupação é o comportamento do câmbio. Na quarta-feira, o dólar fechou novamente em queda (a sexta seguida), cotado a R$ 4,84, o menor valor de fechamento desde 13 de março de 2020. No acumulado deste ano, a moeda norte-americana já recuou 13% frente ao real. Teoricamente, a valorização do real deixa as commodities brasileiras, incluindo a carne bovina, menos competitivas no mercado internacional. Segundo os analistas da IHS Markit, apesar do preço médio da tonelada de carne bovina exportada neste mês girar em torno de US$ 5.900/tonelada, valor quase 30% acima da cotação de março de 2021, “há fatores que acendem o sinal de alerta na cadeia pecuária brasileira”. Além das preocupações relacionadas ao câmbio e ao bloqueio chinês imposto a unidades frigoríficas brasileiras, a consultoria IHS Markit menciona um outro obstáculo: a interrupção das exportações de carne bovina à Rússia, devido ao conflito com a Ucrânia. No mercado atacadista da carne bovina, distribuidores e varejistas ainda aguardam uma recuperação consistente das vendas. Até o momento, diz a IHS, essa reação ainda não ocorreu e a reposição por parte da distribuição e do varejo segue lenta. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 352/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 294/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 308/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


China suspende importação de carne bovina da planta da JBS em Mozarlândia

Decisão valerá por tempo indeterminado; unidade é a maior da empresa em Goiás

A China suspendeu as importações de carne bovina da unidade da JBS em Mozarlândia (GO) por tempo indeterminado. Conforme anúncio do Ministério da Agricultura, que recebeu a informação do adido agrícola brasileiro em Pequim, a interrupção das compras entrará em vigor hoje. O motivo da suspensão não foi divulgado. A China já havia barrado as importações de carne da unidade da JBS por uma semana e, segundo uma fonte, após uma auditoria, ficou definido que a interrupção seria por tempo indeterminado. O frigorífico de Mozerlândia é o maior da JBS em Goiás, e o problema deverá ter reflexos sobre os preços do gado na região. A notícia surpreendeu alguns frigoríficos, que vinham alimentando a esperança de que a China pudesse anunciar novas habilitações para o Brasil nesta semana em um sinal positivo para a Ministra Tereza Cristina, que deixará o governo. "Com o lockdown, a possibilidade de habilitações no curto prazo ficou menor", disse outra fonte ao Valor. Em uma leitura política, essa mesma fonte avaliou que as habilitações são mais prováveis após as eleições. Por outro lado, decifrar a estratégia chinesa nunca foi o forte da indústria frigorífica brasileira.

VALOR ECONÔMICO


Oferta de boi gordo deve crescer apenas no 2º trimestre, diz Safras

A maior entrada de animais no mercado pode gerar uma pressão de baixa nos preços


O mercado físico de boi registrou preços estáveis na quarta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda operam com escalas de abate relativamente confortáveis, atendendo entre cinco e sete dias úteis em média. “O potencial avanço da oferta de animais de safra tende a gerar um momento de pressão de queda durante o segundo trimestre, movimento que deverá ser mais intenso nas regiões do país em que as exportações não são tão relevantes”, assinalou Iglesias. Enquanto isso, o diferencial na formação de receitas entre frigoríficos exportadores e frigoríficos que operam apenas no mercado interno segue acentuado, com os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico encontrando dificuldades em repassar o adicional de custos da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva. O movimento cambial ainda é um fator determinante no comportamento dos frigoríficos na compra de gado quando se trata das negociações envolvendo animais padrão China. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 348 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 316. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 330 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, o dia foi de preços inalterados. O ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, o padrão de consumo delimitado para 2022 ainda sugere pela preferência por proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos. O quarto dianteiro apresentou queda de R$ 0,50, precificado a R$ 16,50 por quilo. O quarto traseiro foi cotado a R$ 24,00 por quilo, queda de R$ 0,20. A ponta de agulha cedeu ao patamar de R$ 15,50 por quilo, queda de R$ 0,50.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: queda forte na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável, custando R$ 101,00/R$ 109,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,10 o quilo/R$ 8,40 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (22), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 6,07/kg. Houve queda de 7,16% em Santa Catarina, atingindo R$ 4,80/kg, recuo de 1,57% no Paraná, alcançando R$ 5,03/kg, baixa de 1,37% em São Paulo, custando R$ 5,78/kg, e de 1,34% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,17/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: quarta-feira estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,45/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg, e também no Paraná, fixado em R$5,27/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (21), o frango congelado ficou estável em R$ 7,39/kg, enquanto a ave congelada teve recuo de 0,56%, fechando em R$ 7,16/kg.

Cepea/Esalq


ABPA: Exportação de genética avícola cresce 21,3% em 2022

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de genética avícola (considerando todos os produtos, entre ovos férteis e genética para reprodução) totalizaram US$ 26,079 milhões no primeiro bimestre de 2022, número 21,3% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 21,499 milhões


Do total exportado no bimestre, US$ 16,353 milhões resultaram das vendas de pinto de 01 dia, resultado 13% maior que o registrado em 2021, com US$ 14,468 milhões. A outra parte refere-se à ovos férteis, com receita de US$ 9,726 milhões, número US$ 38,3% superior ao realizado em 2021, com US$ 7,032 milhões. Apenas no mês de fevereiro, o resultado das vendas do setor chegou a US$ 13,302 milhões, número 65,5% maior que o registrado no segundo mês de 2021, com US$ 8,038. Deste total, US$ 8,162 milhões correspondem a pinto de 01 dia, saldo US$ 76,5% maior que o realizado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,625. Já o de ovos férteis foram US$ 5,141 milhões, número 50,6% maior que o realizado em fevereiro de 2021, com US$ 3,414. Entre os destinos de exportações, a Colômbia se destacou entre os importadores de pinto de 01 dia, com 24% do resultado em dólares do total exportado no bimestre, seguido por Bolívia, com 18% e Peru, com 17%. Já entre os países importadores de ovos férteis, Senegal foi o destaque com 38% da receita em dólares no bimestre, seguido por México, com 33%, e Paraguai, com 14%. “A demanda internacional por genética avícola do Brasil segue em elevação, em especial, nas nações das Américas e África. Em um momento com ocorrências de Influenza Aviária em diversos países produtores, o país ganhou competitividade por nunca ter registrado a enfermidade em seu território”, analisa o Presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA


EMPRESAS


BRF habilita nova fábrica de suínos para o Vietnã e quer dobrar exportação ao país

A brasileira BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, foi habilitada a exportar carne suína para o Vietnã a partir da unidade de Lucas do Rio Verde (MT), e prevê dobrar os embarques para o país asiático


À Reuters, o Gerente Executivo de Relações Institucionais da BRF, Luiz Tavares, disse que a nova habilitação permitirá crescimento em um mercado geograficamente estratégico, em linha com plano de ampliar a relevância da empresa em grandes centros consumidores globais. O Vietnã foi o quinto principal destino da carne suína do Brasil em 2021, recebendo cerca de 45 mil toneladas do produto, ou aproximadamente 4% de tudo o que o país exportou, conforme dados do governo. "A expectativa é que o consumo de carne no sudeste asiático apresente um crescimento significativo nos próximos anos e estamos prontos para atender a essa demanda", destacou o executivo. A BRF já exportava carne suína para o Vietnã, após a certificação da unidade em Uberlândia (MG) no ano passado. A companhia não detalhou volumes. Com a nova habilitação da unidade de Mato Grosso, uma das maiores da empresa, a companhia venderá cortes de suínos que incluem paleta, costela, sobrepaleta, lombo e pernil. A empresa acrescentou que avança ainda mais no segmento de suínos de alto valor agregado, uma das importantes vias do projeto Visão 2030, que quer levar a BRF a uma receita anual superior a 100 bilhões de reais na próxima década.

REUTERS


INTERNACIONAL


Termina greve de ferroviários no Canadá

Greve da Canadian Pacific Railway durou dois dias; a empresa é maior transportadora de fertilizantes do Canadá


Após seis meses de negociação sem resultado, a operadora de ferrovias Canadian Pacific Railway e o sindicato que representa seus condutores e engenheiros decidiram recorrer a uma solução arbitral. Com isso, a empresa pôde retomar o transporte de cargas, após uma fgreve de dois dias. A Canadian Pacific é a sexta maior ferrovia de cargas da América do Norte, e transporta mercadorias no Canadá e para Estados centrais dos Estados Unidos. É a principal transportadora de fertilizantes como potássio, que é extraído na província canadense de Saskatchewan. A oferta global de potássio diminuiu após os embarques de Rússia e Belarus, grandes produtores, terem sido efetivamente interrompidos com a guerra na Ucrânia. Por isso, a canadense Nutrien, maior produtora corporativa de potássio do mundo, disse que pretende aumentar sua produção neste ano em cerca de 7%, ou quase 1 milhão de toneladas. A maior parte da produção de suas minas de Saskatchewan é transportada pela Canadian Pacific para navios que têm como destino outros países. Detalhes do acordo entre a Canadian Pacific e a Teamsters Canada Rail Conference, que representa mais de 3 mil condutores, engenheiros e trabalhadores de pátio da empresa, não foram divulgados. A companhia está em negociação e mediação desde setembro com o sindicato, que busca aumento de salários e benefícios previdenciários e mais tempo de descanso. Num processo arbitral, as duas partes normalmente apresentam suas demandas para um árbitro independente, que pode então decidir sobre tópicos como aumentos de salário e benefícios. Em alguns casos, certos termos do contrato podem estar sujeitos a uma votação por membros do sindicato.

ESTADÃO CONTEÚDO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Copel negocia parceria para leilão de transmissão

Daniel Slaviero, Presidente da Copel, prevê venda da Compagas neste ano


A Companhia Paranaense de Energia (Copel) planeja disputar o próximo leilão de linhas de transmissão, marcado para junho. A empresa tem negociado com parceiros para participar em consórcio da concorrência de três blocos, localizados no Sudeste do país. “Neste leilão, os lotes ofertados ficaram bastante grandes, com investimentos acima dos R$ 5 bilhões. Então a ideia é participar em consórcio para termos mais competitividade e sem usar muito da nossa capacidade de investimento. Vamos estudar no detalhe os lotes 1, 2 e 3, para levarmos ao menos um deles”, disse o Presidente do grupo, Daniel Slaviero. No fim do ano passado, a empresa travou uma disputa acirrada com a Taesa pelo contrato de uma linha de transmissão entre Paraná e São Paulo, mas a concorrente acabou levando o ativo. “Queremos ser competitivos, mas vamos até o limite de nossa disciplina de capital”, disse ele. No segmento de geração, a companhia também vislumbra participar do leilão de reserva de capacidade, previsto para setembro, por meio da Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA). “A térmica tem uma boa condição para participar. Porém, tudo dependerá do preço do gás natural no momento da disputa. Esperamos que até o segundo semestre a situação esteja mais estável”, afirmou. Apesar da disposição em participar dos leilões, o executivo também destaca preocupação em relação ao cenário de 2022. “Com a subida dos juros e a alta do preço das commodities, vemos um ambiente desafiador para fazer novos projetos com retornos atrativos. [Essa inflação] pressiona muito o valor do capex [investimento]. Vamos continuar olhando oportunidades de expansão, principalmente nas fontes eólica e solar, mas com uma visão cautelosa”, disse. O grupo também tem avançado com seus planos de desinvestimentos, segundo o executivo. Ele reforça a intenção de finalizar ainda em 2022 a venda da fatia de 51% na Compagas, distribuidora de gás canalizado, na qual Gaspetro e Mitsui também são sócias. Antes disso, a expectativa é concluir até o fim de abril a renovação, por mais 30 anos, da concessão da empresa de gás, que se encerraria em 2024. Nesse processo, a empresa deverá se comprometer a pagar outorga no valor de R$ 508 milhões e fazer investimentos de R$ 2,3 bilhões no período adicional. Só a partir dessa extensão será possível levar adiante a privatização - que já foi alvo de audiências públicas - e definir o preço mínimo das ações, que serão ofertadas em leilão. “O preço ainda está em discussão, precisamos da renovação para finalizar o processo”, afirmou Slaviero. Outro desinvestimento em curso na Copel é a venda do controle da Usina Foz do Areia, principal unidade geradora do grupo. A ideia é alienar 50,1% da empresa. Porém, a licitação deverá ficar para o fim de 2023. A companhia terminou 2021 com dívida líquida ajustada de R$ 7,96 bilhões, aumento de 24% na comparação com o ano anterior. Porém, a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) caiu de 1,3 vez para 1 vez no período. O objetivo é chegar a patamar próximo a 2,5 vezes. No quarto trimestre de 2021, a Copel apresentou retração nos resultados. O lucro líquido ficou em R$ 396,2 milhões, queda de 63,6% na comparação com o mesmo período de 2020. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também caiu 31,5%, para R$ 943 milhões, na comparação anual. Os resultados são os últimos reflexos da crise hídrica, segundo o Presidente. No trimestre a companhia foi impactada pelo déficit hídrico de suas geradoras, o que levou ao aumento de 142,7% nos custos com compra de energia - em um momento de preços altos. Além disso, houve redução de 55% do despacho da usina térmica de Araucária - 360 GWh (gigawatt-hora) no quarto trimestre de 2021, contra 797 GWh no ano anterior -, somada a uma margem líquida menor na venda da energia. Outro item não recorrente registrado no quarto trimestre foi um custo de R$ 125,7 milhões referente à provisão para o programa de demissão incentivada (PDI), encerrado em fevereiro deste ano, no qual houve a adesão de 461 empregados. A economia anual estimada com os cortes é de R$ 153,9 milhões.

VALOR ECONÔMICO


Projeto prevê no PR concessão inédita no país de canal marítimo à iniciativa privada

Canal da Galheta será concedido à iniciativa privada


A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) entregou na última segunda-feira (21), ao Ministério da Infraestrutura, os estudos para a concessão do acesso aquaviário ao porto de Paranaguá, no Paraná, o canal da Galheta. O trabalho é inédito. Será a primeira vez que um canal de acesso portuário será concedido à iniciativa privada. O projeto mantém as demais funções de autoridade portuária a cargo da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Segundo informações do Porto de Paranaguá, o estudo feito pela EPL mostra a viabilidade técnica do projeto. O próximo passo é a empresa pública paranaense, junto ao governo do estado, analisar a viabilidade econômica da proposta. A partir daí é que se programa o leilão para a concessão por um período de 25 anos. De acordo com estimativa do Ministério da Infraestrutura, o vencedor do leilão realizará investimentos na ordem de R$ 1,05 bilhão nos primeiros quatro anos de implantação do empreendimento. Dentre as melhorias previstas, destaca-se a ampliação da capacidade do acesso aquaviário, que se tornará apto a receber navios de maiores dimensões, a exemplo de porta-contêineres da classe New Panamax, com calado máximo operacional (distância entre a lâmina d’água e o ponto mais baixo da quilha da embarcação) previsto de 15,5 metros. Hoje, o calado máximo permitido pelas condições atuais do porto paranaense é de 12,5 metros. Será possível também atracar graneleiros Capesize, de até 125 mil TPB (toneladas por porte bruto, que é a soma de todos os pesos que um navio consegue transportar em segurança). Atualmente, a capacidade é de 103 mil TPB. O estudo prevê ainda a realização de serviços de dragagem de manutenção, balizamento náutico, sistema Vessel Traffic Service (VTS), levantamentos batimétricos e gestão ambiental. Atualmente, a exploração e gestão de acessos aquaviários de portos organizados no país são prestados pelas autoridades portuárias, sendo financiados pela cobrança da Tarifa Inframar, que é paga pelos armadores ou requisitantes. A concessão do acesso aquaviário desenvolvida pela EPL prevê o pagamento da tarifa à concessionária. Não foi informado se haverá alteração no valor.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha no menor patamar em dois anos com commodities e juro mantendo Brasil atraente

O dólar recuou pelo sexto pregão seguido ante o real e atingiu o menor patamar em dois anos, com o Brasil continuando a se beneficiar da disparada nos preços das commodities e a atrair recursos de investidores que buscam rentabilidade


A divisa norte-americana à vista perdeu 1,44%, a 4,8446 reais na venda, menor valor para encerramento desde 13 de março de 2020 (4,8128). Perdendo terreno pelo sexto dia consecutivo, o dólar marcou sua maior sequência de desvalorizações diárias desde uma série de sete baixas finda em 22 de abril de 2021, acumulando queda de 6,1% no período. Os contratos futuros de produtos como petróleo e commodities agrícolas voltaram a avançar na quarta-feira, dando sequência à tendência desencadeada pela guerra na Ucrânia, que levantou temores generalizados de disrupção da oferta global. Nesse contexto, a América Latina "de modo geral está muito bem estruturada para atender à demanda global em decorrência da falta de oferta gerada pelo conflito", o que tem impulsionado várias divisas regionais --como pesos colombiano e chileno-- neste início de ano, disse à Reuters Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital. O Brasil tem surgido como opção especialmente atraente para agentes estrangeiros, dizem especialistas, uma vez que o patamar elevado da taxa Selic torna investimentos locais atrelados aos juros básicos mais rentáveis. A taxa está atualmente em 11,75%, depois que o banco central iniciou, há um ano, um ciclo de aperto monetário que tirou os custos dos empréstimos de uma mínima histórica de 2%. A desvalorização sucessiva do dólar vem mesmo em meio a acenos de autoridades do banco central norte-americano a um endurecimento de seu recém-iniciado ciclo de aumento de juros. Depois de na semana passada o Federal Reserve elevar os custos dos empréstimos em 0,25 ponto percentual, algumas autoridades disseram que podem optar por ajuste de 0,5 ponto já em maio, caso a inflação assim exija. Da mesma forma que uma Selic mais alta no Brasil tende a beneficiar o real, aumentos de juros nos EUA são vistos como fator de apoio para o dólar, já que elevam a atratividade da extremamente segura dívida norte-americana. Em projeções econômicas divulgadas na semana passada, as autoridades do Fed previram que os juros acabarão o ano em 1,9%. Desde então, alguns formuladores de política monetária estimaram taxas mais altas, com James Bullard, do Fed de St. Louis, defendendo patamar acima de 3%. "No Brasil, a gente está oferecendo taxa de dois dígitos", ponderou Argenta. Em 2022, o dólar acumula queda de mais de 13% frente à moeda brasileira. De acordo com Argenta, é difícil prever um piso para a tendência de desvalorização do dólar, já que a moeda vem cruzando suportes importantes --5,00 reais, 4,90 reais, 4,85 reais-- de forma sucessiva. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,47%, a 4,8525 reais.

REUTERS


Ibovespa sustenta alta com petróleo e varejo apesar de queda em NY

A bolsa brasileira teve sua sexta sessão de ganhos na quarta-feira, na contramão de Wall Street, ainda que tenha fechado longe das máximas


As ações de petrolíferas e dos setores varejista e imobiliário avançaram, enquanto papéis de frigoríficos cederam na ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,15%, a 117.452,58 pontos, renovando o maior nível de fechamento desde 6 de setembro. Na máxima da sessão, chegou a ultrapassar os 118 mil pontos pela primeira vez desde 2 de setembro. O volume financeiro foi de 23,5 bilhões de reais.

REUTERS


Confiança da indústria cai em 22 dos 29 setores, diz CNI

Indústria de transformação teve maior recuo, de 58,7 para 53,3 pontos


A confiança da indústria caiu em 22 dos 29 setores em março, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), na comparação com o mês de fevereiro, teve como motivo principal a piora na percepção do empresariado do momento atual da economia e do setor industrial. Apesar da queda, o índice de todos os setores permaneceu acima da marca 50 pontos que separa a confiança da falta de confiança. O maior recuo da confiança ocorreu na indústria de transformação, no segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. O Icei do setor passou de 58,7 pontos em fevereiro para 53,3 pontos em março. Além desse segmento, outras reduções expressivas de confiança foram registradas, entre fevereiro e março, nos segmentos automotivo (59,8 pontos para 55,8 pontos), metalurgia (57,5 pontos para 53,8 pontos), biocombustíveis (59,3 pontos para 55,9 pontos) e produtos de metal (59,9 pontos para 56,5 pontos). O levantamento apontou ainda que, em março, os setores menos confiantes foram o de obras de infraestrutura e móveis, ambos com o Icei ficando em 52,6 pontos; produtos têxteis (53,0); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (53,3) e produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (HPPC), cujo Icei ficou em 53,4. Já os setores cuja confiança se mostrou mais forte foram o de produto diversos, cujo Icei ficou em 60,7 pontos; calçados e suas partes (58,8); produtos farmoquímicos e farmacêuticos 58,8; confecção de artigos do vestuário e acessórios (58,2) e produtos de madeira (58,1). A CNI disse ainda que apenas 6 de 29 setores avaliam positivamente as condições atuais das empresas e da economia brasileira na comparação com os últimos seis meses: couro, produtos farmacêuticos, máquinas e equipamentos, outros equipamentos de transportes, produtos diversos e biocombustíveis.

Agência Brasil


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

imprensa@sindicarne.com.br


0 visualização0 comentário