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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 91 DE 22 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 91| 22 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: preços estáveis na maioria das praças

No interior de São Paulo, as cotações da arroba do boi, vaca e novilha gordos seguem valendo R$ 340/@, R$ 298/@ e R$ 332/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot Consultoria


Na maioria das praças pecuárias, os preços dos animais prontos para abater ficaram estáveis na segunda-feira. A estratégia de retenção de oferta de boiadas, relata a IHS, é mais visível nas regiões Norte e Nordeste, que receberam generosos volumes de chuvas nos últimos tempos, garantindo suporte suficiente de massa verde nos pastos e, com isso, a conservação dos pesos dos animais. Além disso, na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) divulgou uma lista com 28 novas plantas frigoríficas certificadas para operação externa, sendo 11 delas localizadas nas regiões Norte e Nordeste. No Sul de Tocantins devido às programações de abate confortáveis, atendendo, em média, 11 dias, os frigoríficos da região abriram o dia ofertando R$3,00/@ a menos pelo boi gordo e R$1,00/@ a menos para a vaca gorda. A cotação da novilha gorda ficou estável. Assim boi, vaca e novilha gordos são negociados, respectivamente, por R$292,00/@, R$283,00/@ e R$290,00/@, preços brutos e a prazo. Em Dourados - MS queda de R$4,00/@ de novilha gorda na comparação feita dia a dia. Com isso, o boi gordo segue negociado em R$312,00/@, a vaca gorda em R$292,00/@ e a novilha gorda em R$298,00/@, preços brutos e a prazo. Segundo a IHS, o incremento de demanda visando atender as exportações também deve resultar em cotações da arroba acima das máximas vigentes nessas regiões. As vendas de carne bovina no atacado durante o final de semana foram estáveis e regulares, comparadas aos resultados da semana anterior, informa a IHS. Na ponta do varejo, as compras foram mais ativas, o que deve elevar a procura por parte da cadeia de distribuição ao longo da semana, prevê a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 352/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 312/@ (prazo)vaca a R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 294/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 308/@ (à vista); vaca a R$ 290/@ (à vista) GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Embarques de carne bovina seguem fortes na segunda semana de março/22

A Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, informou que os embarques de carne bovina atingiram 121 mil toneladas em 13 dias úteis


O volume total no em março do ano passado foi de 133,8 mil toneladas em 23 dias úteis. A média diária ficou em 9,3 mil toneladas, avanço de 60% em relação a março do ano passado, com média de 5,8 mil toneladas. O analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias disse que o que tem chamado atenção é o faturamento. O valor negociado para o produto ficou em US$ 713,2 milhões, e em março do ano anterior foi de US$ 617,2 milhões. A média diária da receita ficou em US$ 54,8 milhões, elevação de 104,50%, frente ao mês de março do ano passado, que ficou em US$ 26,8 milhões. Os preços médios na segunda semana de março neste ano ficaram próximos de US$ 5.893 por tonelada, alta de 27,8% frente a março de 2021, com preços médios de US$ 4.612 por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: cotações estáveis na segunda-feira

Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, a oferta restrita vem elevando e/ou sustentando os valores do suíno, em boa parte das regiões do Paraná e de São Paulo, os preços estão enfraquecidos, influenciados pelo aumento no escoamento de suínos devido à necessidade de “caixa” dos produtores


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 109,00/R$ 116,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,30 o quilo/R$ 8,60 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (18), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,49%, chegando em R$ 6,06/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,07/kg), R$ 5,32/kg no Paraná. R$ 5,30/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,39/kg em Santa Catarina.

Cepea/Esalq


Diminui o preço pago pela carne suína exportada

O preço pago por tonelada, US$ 2.122, é 15,9% inferior ao de março do ano passado


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na terceira semana de março (13 dias úteis) teve queda nos resultados, após uma leve reação na semana anterior. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que está ocorrendo é o que já se sabia: que em algum momento a China recuperaria seu plantel de suínos e ficaria mais ausente no mercado. "O que não se esperava é que isso acontecesse tão rápido. Como resultado, não só o Brasil, mas outros players exportadores estão sofrendo com a queda não só dos volumes, mas também do preço médio pago pelo produto", informa. A receita, neste março, US$ 118,7 milhões, representa 48,7% do montante obtido em todo março de 2021, que foi de US$ 244,2 milhões. No volume, 55.962 toneladas, ele é 57,8% do total exportado em março do ano passado, com 96.795 toneladas. Na receita por média diária, US$ 9.135, o valor é 14,0% menor do que março de 2021. No comparativo com a semana anterior, baixa de 9,38%. Em toneladas por média diária, 4.304 toneladas, aumento de 2,3% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparado ao resultado da semana anterior, recuo de 8,57%. No preço pago por tonelada, US$ 2.122, ele é 15,9% inferior ao praticado em março passado. Frente ao valor da semana anterior, leve queda de 0,88%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Frango: preços estáveis no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,20/kg, assim como a ave na granja, valendo R$ 6,20/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg, e também no Paraná, fixado em R$5,27/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (18), houve alta de 2,78% para a ave congelada, chegando a R$ 7,39/kg, e recuo de 0,28% no frango resfriado, fechando em R$ 7,20/kg.

Cepea/Esalq


Cresce a Exportação de Carne de frango

Neste primeiro trimestre, os Emirados Árabes estão quase ultrapassando o volume comprado pela China


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura na segunda semana de março (13 dias úteis) estão com uma faixa de crescimento de 25% no volume. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em termos de volume, mas principalmente de receita, a carne de frango está indo muito bem no mercado externo. "O Brasil segue crescendo, principalmente no mercado halal, e vemos que neste primeiro trimestre os Emirados Árabes Unidos estão quase superando a China em volume. É uma situação importante quando você já é líder em um segmento e consegue ampliar", disse. A receita com as exportações neste mês de março, US$ 464,8 milhões, representa 84,7% do montante obtido em todo março de 2021, com US$ 549 milhões. No volume, 259.567 toneladas, ele é 70,8% do total exportado em março do ano passado, com 366.505 toneladas. Por média diária, a receita neste mês foi de US$ 3.576, valor 49,8%maior do que o de março de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve avanço de 5,9%. Em toneladas por média diária, 19.966, crescimento de 25,3% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 3,8%. No preço pago por tonelada, US$ 1.790, ele é 19,6% superior ao praticado em março passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 2,03%.

AGÊNCIA SAFRAS


EMPRESAS


BRF expande a oferta de peru em francisco Beltrão

Empresa vai iniciar a produção em sua unidade de Francisco Beltrão (PR); capacidade de abates será de 7,5 mil aves por dia


A BRF iniciará em abril a produção de perus em sua unidade localizada em Francisco Beltrão (PR). A capacidade de abates na planta será de 7,5 mil aves por dia, e a nova operação abrirá 350 postos de trabalho. O valor dos investimentos não foi divulgado. Segundo a empresa, uma das primeiras ações para a diversificação na planta, que já produz frango, foi integrar 200 aviários a partir de novembro. O abate de aves natalinas costuma começar no início do ano. “A nova linha também recebe investimentos em ampliação e modernização, assim como o incubatório e a fábrica de rações da unidade, fruto de investimento de R$ 292 milhões anunciado em 2021 nas unidades no Paraná, e que já traz reflexos positivos neste início de 2022”, diz a BRF em nota enviada ao Valor. A empresa já é líder no mercado brasileiro de perus. Até agora, a produção é concentrada na unidade de Chapecó (SC), onde a capacidade de abate chega a 30 mil aves por dia.

VALOR ECONÔMICO


Com lucro de R$ 20,5 bi, JBS fez o melhor ano da história em 2021

Receita líquida da companhia alcançou o patamar de R$ 350 bilhões


Depois de distribuir mais de R$ 7 bilhões em dividendos e investir US$ 2,1 bilhões (R$ 11 bilhões) em aquisições, a JBS divulgou ontem seus resultados consolidados de 2021, que confirmaram que o ano foi o melhor da história da companhia em várias métricas — desde o crescimento, com faturamento e Ebitda recorde, até a remuneração aos acionistas, que conseguiram um retorno superior a 70%. Puxada pela forte demanda pela carne bovina dos Estados Unidos – nos mercados doméstico e internacional –, a JBS reportou um lucro líquido de R$ 20,5 bilhões em 2021, mais que o triplo que no ano anterior (R$ 4,6 bilhões). Sozinho, o resultado do quarto trimestre já foi superior ao acumulado de 2020. De outubro a dezembro, a JBS lucrou R$ 6,4 bilhões, aumento de 61%. Segunda maior empresa não financeira do país, atrás da Petrobras, a JBS atingiu a marca de R$ 350 bilhões em receita líquida no ano passado, crescimento 29,8%. No quarto trimestre, a receita aumentou 27,8% e somou R$ 97,2 bilhões. Grande parte da receita é gerada nos EUA. Graças ao excepcional momento nas operações no exterior – especialmente nos EUA —, a pressão de custos que prejudicou os negócios no mercado brasileiro (Seara, sobretudo) não foi capaz de derrubar o resultado da JBS. No ano, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado aumentou 54,5%, para R$ 45,6 bilhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada subiu 2,1 pontos, para 13% em 2021. No quarto trimestre, o Ebitda ajustado chegou a R$ 13,1 bilhões, incremento de 86,9%. Assim, a margem subiu 4,3 pontos, para 13,5%. Em entrevista ao Valor, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, comemorou a capacidade que a JBS teve em 2021, aliando investimentos bilionários em aquisições e expansões orgânicas – foram mais de R$ 20 bilhões no ano passado – com um retorno ao acionista. “A JBS é a melhor opção no mercado. Não só pelo que entrega no curto prazo, mas pelo potencial que ainda tem”. Com dividendos de R$ 7,4 bilhões, a JBS fez um "dividend yield" de 8,2% em 2021, afirmou Guilherme Cavalcanti, CFO da companhia. Acrescentando a recompra de ações (R$ 10,6 bilhões), o yield total chega a 20%. Quando se soma a valorização das ações da JBS na bolsa (o papel subiu 60,4% no ano passado, contra uma queda de 11,9% do Ibovespa) e o retorno ao acionista na forma de dividendos, o retorno total ao acionista da JBS atingiu 73,4%, disse Cavalcanti. Além disso, os investimentos que a JBS vem fazendo estão remunerando bem o capital dos acionistas. Em 2021, a métrica de retorno sobre capital investido (ROIC, na sigla em inglês) atingiu 24,1%, acima dos 20,4% de 2020. Essa métrica vem em evolução pelo menos desde 2018, quando foi de 11,6%. “Nosso custo médio de capital é de 7,5%. Isso mostra a criação de valor da JBS”, acrescentou. No ano passado, a estrutura de capital da JBS também melhorou, o que ajudou a companhia a conquistar o grau de investimento — reduzindo o custo das dívidas. Em dezembro, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) em dólar estava em 1,46 vez, o menor da história. Em setembro, o indicador marcava 1,49 vez. Com as emissões de dívidas mais baratas — o grupo emitiu US$ 1,5 bilhão em notes em janeiro —, a JBS alongou o prazo médio de vencimento de 5,9 anos em 2020 para 8,1 anos. O custo médio da dívida caiu para 4,3% ao ano. “Nossa capacidade de cobrir o serviço da dívida ficou mais forte”, destacou Cavalcanti. A relação entre o Ebitda e as despesas financeiras da JBS subiu de 7,8 vezes para 11,6 vezes. “O que gera de fluxo de caixa livre é maior que qualquer amortização anual de dívida. O risco de refinanciamento é zero” , reforçou o executivo. No ano passado, a geração de caixa livre totalizou R$ 11,9 bilhões. Para 2022, a JBS mantém a expectativa positiva. Nos Estados Unidos, a demanda por carne segue firme, com a Ásia comprando cada vez mais. A margem do negócio de carne bovina nos EUA não deve ser tão alta como foi nos últimos dois anos (um ponto fora da curva), mas é possível dizer que ela é estruturalmente mais alta que na década passada. Na leitura de Tomazoni, mesmo uma oferta ligeiramente menor de gado nos EUA, as margens devem ficar em “um dígito alto”. No passado, os frigoríficos dos Estados Unidos comemoravam quando tinham margens de 6%.

VALOR ECONÔMICO


Frigorífico fecha e deixa dívida com pecuaristas no MS

O frigorífico Golden Imex, em Paranaíba, a 408 quilômetros da Campo Grande (MS), anunciou o fechamento definitivo e já deu aviso prévio para demissão de 350 funcionários. O anúncio pegou a todos de surpresa, porque há poucos meses, a empresa havia firmado convênio com o Governo do Estado para receber incentivos. O Golden Imex abatia aproximadamente 300 cabeças de gado ao dia


A Golden Imex alega que por questões de mercado terá prejuízo se continuar com o frigorífico aberto e não pretende reabrir, mas estuda a possibilidade de buscar um arrendatário. A empresa começou a operar em 2020, em 2021, demitiu cerca de 400 funcionários e paralisou as atividades, mas reabriu no mesmo ano. A empresa deixa uma dívida em torno de R$ 20 milhões com produtores rurais, conforme dados apurados pelo Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, junto ao Sindicato Rural da cidade e o Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). A obra de pavimentação e recapeamento será cancelada, segundo o Secretário. A preocupação maior do secretário é com o pagamento integral dos funcionários e dos produtores rurais. “Era o cenário adequado, acordado por todas as partes. Na quarta-feira, fomos surpreendidos com o comunicado de fechamento, inclusive, com a terminologia que usaram de que será definitivo. Agora, teremos novas reuniões, porque estamos preocupados com os pagamentos aos funcionários e produtores”, comentou Verruck. O frigorífico foi adquirido pelo grupo recentemente em um leilão e, nesse período, houve uma grande negociação com a Prefeitura de Paranaíba e com o Governo do Estado para investimentos. “Ele se comprometeu com investimentos na ordem de R$ 20 milhões e também o compromisso de criar em torno de 350 empregos para que tivesse esse conjunto de benefícios. Isso foi negociado nos últimos meses, tem termo de incentivo assinado. Não usou esse incentivo ainda porque foi assinado recentemente e também esse apoio através do programa Pró Desenvolve, nós fizemos a melhoria do acesso ao frigorífico”, detalhou o secretário. A empresa informou ao governo que o fechamento ocorre por “uma questão de mercado”. “O proprietário não vai retomar a atividade, porque não tem margem suficiente para operar o frigorífico e, consequentemente, a operação significa prejuízo”, disse Verruck.

Campo Grande News


INTERNACIONAL


Gripe aviária mata mais 5 milhões de aves nos EUA

A confirmação da gripe aviária em outra fazenda de postura de ovos de Iowa forçará a morte de mais de 5 milhões de galinhas, disseram autoridades estaduais na sexta-feira (18). É o segundo caso confirmado de gripe aviária no condado de Buena Vista, cerca de 257 quilômetros a noroeste de Des Moines, mas o último surto está em uma operação com 5,3 milhões de frangos


O caso anterior foi em uma fazenda com cerca de 50 mil perus. O último caso confirmado pelo Departamento de Agricultura do estado significa que quase 12,6 milhões de frangos e perus em pelo menos oito estados foram mortos ou serão destruídos em breve. À disseminação da doença é atribuída em grande parte aos excrementos ou secreção nasal de aves selvagens infectadas, como patos e gansos, que podem contaminar a poeira e o solo. Aves selvagens infectadas foram encontradas em pelo menos 24 estados, e o vírus está circulando em aves aquáticas migratórias na Europa e na Ásia há quase um ano. O primeiro caso de Iowa foi identificado em 1º de março em um bando de 42 patos e gansos no condado de Pottawattamie, no oeste de Iowa. Outra fazenda de galinhas poedeiras com quase 916.000 aves foi relatada com o vírus em 10 de março no condado de Taylor, no sudoeste de Iowa. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças disseram que os casos em aves não representam uma preocupação imediata de saúde pública. Nenhum caso humano do vírus da gripe aviária foi detectado nos Estados Unidos. Permanece seguro comer produtos de aves. O cozimento de aves e ovos a uma temperatura interna de 165 °F mata bactérias e vírus.

AGROLINK


Romênia relata surto de gripe aviária em fazenda perto da fronteira com a Bulgária

A Romênia relatou um novo surto de gripe aviária H5N1 altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, em uma fazenda no sul do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na segunda-feira (21)


O surto na cidade de Oinacu, perto da fronteira com a Bulgária, matou 6.770 aves e levou ao abate do resto do rebanho de quase 34.000 animais, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde da Romênia.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Juiz marca audiência de conciliação para discutir destino de dinheiro da Petrobras

O juiz federal substituto Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara de Curitiba, está convocando uma audiência de conciliação para quinta-feira (24) sobre o destino da verba que a Petrobras está repassando ao governo do Paraná a título de indenização por grave dano ambiental ocorrido em 2000 na região metropolitana de Curitiba – a contaminação do Rio Iguaçu após vazamento de 4 milhões de litros de óleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária


A audiência de conciliação ocorre porque o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) está contestando o destino do dinheiro, que foi definido pelo Conselho de Recuperação de Bens Ambientais Lesados, grupo que é presidido pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Marcio Nunes. O MP sustenta que as deliberações do grupo estão em desacordo com o Termo de Acordo Judicial que gerou o pagamento da Petrobras – o MP cita, por exemplo, o fato de o dinheiro estar sendo destinado a projetos já existentes na área ambiental (Paraná Mais Verde; Rio Vivo; Água no Campo; Paraná Sem Lixões; Patrulha Ambiental). Em recente entrevista à imprensa, Nunes justificou que “estamos adequando esse acordo às necessidades do povo”: "São ações simples, vamos fazer este dinheiro chegar onde tem que chegar". Pelo Acordo Judicial, a indenização da Petrobras é de R$ 1,4 bilhão (sendo R$ 930 milhões destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente; o restante fica reservado a um fundo federal). A decisão do magistrado, convocando a conversa entre as partes, foi assinada na noite de sexta-feira (18). Na quinta-feira (24), devem comparecer representantes do governo do Paraná e do MP, além de interessados no processo, como entidades ligadas ao meio ambiente. A audiência de conciliação está marcada para as 14 horas e será presencial, em Curitiba, no prédio da Justiça Federal no bairro Cabral.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai abaixo de R$ 5 no dia, com juro alto e commodities

A moeda norte-americana à vista caiu 1,47%, a 4,9435 reais na venda, menor patamar para encerramento desde 29 de junho de 2021 (4,9431) e primeira vez desde 30 de junho passado que fecha um pregão abaixo de 5 reais


Essa foi sua maior baixa diária desde o dia 3 de março deste ano (-1,617%). Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,56%, a 4,9665 reais. A moeda norte-americana fechou em baixa em nove das 11 semanas completas do ano até agora, e, no acumulado de 2022, perde mais de 11% contra o real. A referência são as estratégias de "carry trade", que tentam lucrar com a compra de divisas que oferecem retornos elevados. Com a alta sucessiva da taxa Selic ao longo do último ano, ao patamar atual de 11,75%, o rendimento oferecido pela moeda brasileira é atraente para investidores estrangeiros. E há expectativas de que os juros básicos subirão ainda mais. A mais recente pesquisa semanal Focus, do Banco Central, mostrou que a projeção de economistas para o patamar da Selic ao fim deste ano chegou a 13%, diante de novos saltos nos prognósticos de inflação. Ao mesmo tempo, várias commodities --do milho ao petróleo-- dispararam desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, conflito que ainda não parece perto de acabar. Especialistas explicam que a valorização desse tipo de produto tende a aumentar o ingresso de dólares em países exportadores, principalmente da América Latina, região vista como menos vulnerável aos riscos geopolíticos. Estrategistas do Citi em relatório da segunda-feira, disseram acreditar "que os fluxos (para o mercado de câmbio local) podem continuar no curto prazo à medida que os investidores estrangeiros continuam a olhar favoravelmente para o real como uma moeda de commodity com 'carry' alto, e à medida que os exportadores internalizam parte de seus dólares mantidos no exterior". Para Bergallo, da FB Capital, nem mesmo o burburinho político doméstico que deve chegar com as eleições presidenciais deste ano deve minar completamente a atratividade da divisa brasileira, já que "o juro (local) é preponderante nessa análise". "A gente continua acreditando que esse dólar pode sim ir um pouco mais para baixo", disse.

REUTERS


Ibovespa retoma 116 mil pontos com impulso de commodities e bancos

O principal índice da bolsa brasileira avançou na segunda-feira pela quarta sessão consecutiva e voltou a fechar acima dos 116 mil pontos depois de seis meses, apesar da queda das ações em Wall Street por postura mais dura do presidente do banco central norte-americano contra inflação


Vale, Petrobras e Itaú Unibanco puxaram a alta do Ibovespa, enquanto Suzano e B3 ficaram na ponta oposta. O Ibovespa avançou 0,73%, a 116.154,53 pontos, o primeiro fechamento acima dos 116 mil pontos desde 14 de setembro. O volume financeiro foi 25,7 de bilhões de reais. "Vamos ter uma comprovação daqui alguns dias (quando saem os dados oficiais), mas acredito que seja um fluxo estrangeiro puxando Ibovespa, semelhante ao que vimos no começo do ano", diz Adriano Yamamoto, Diretor Comercial da corretora do C6 Bank. Ele observou que o investidor de fora do país costuma procurar ações de commodities e de bancos. "Quem vai ditar o fluxo da bolsa é o estrangeiro", acrescenta ele. "Não vejo fluxo local que saiu da bolsa voltando", dada a atual incerteza com a atividade econômica e os níveis altos dos juros. O Ibovespa chegou a reduzir boa parte dos ganhos no início da tarde, após o Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, adotar postura lida como mais dura contra a inflação. Ele disse que o banco central norte-americano deve agir "rapidamente" para combater alta dos preços e afirmou que podem ocorrer elevações de juros maiores do que 0,25 ponto percentual. A declaração pesou sobre as bolsas norte-americanas, cujos principais índices fecharam no vermelho. O Nasdaq Composite e o Dow Jones caíram 0,4% e 0,6%, respectivamente, e foram destaques negativos. No Brasil, a afirmação pressionou as ações de tecnologia e consumo, segundo Bruna Marcelino, estrategista-chefe da Necton Investimentos. Os setores são vistos como de "crescimento" e, portanto, mais sensíveis aos juros. A guerra na Ucrânia também segue no radar do mercado, diante da manutenção dos conflitos e avanço lento nas negociações de paz.

REUTERS


Projeção do mercado para Selic em 2022 chega a 13% com nova alta em expectativas de inflação

A expectativa de economistas para o patamar da taxa básica de juros ao fim deste ano chegou a 13%, mostrou a pesquisa semanal Focus do Banco Central nesta segunda-feira, com as projeções de inflação voltando a subir tanto para 2022 quanto para 2023


A alta na previsão para a Selic ao final deste foi a segunda consecutiva, ante taxa de 12,75% estimada na semana passada. A conta para 2023, por sua vez, subiu pela terceira vez seguida, a 9,0%, de 8,75% na leitura anterior. Esse avanço refletiu o décimo ajuste seguido para cima no prognóstico para a alta do IPCA em 2022, a 6,59%, de 6,45% na semana passada. Nesse patamar, as projeções indicam que a inflação superará com força a meta oficial deste ano, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Também há expectativa de que a alta dos preços extrapole o centro do objetivo do ano que vem --de 3,25%, também com margem de 1,5 ponto--, com os economistas projetando avanço de 3,75% do IPCA em 2023. Na semana passada, a estimativa estava em 3,70%. O ano que vem é considerado de maior peso no horizonte relevante do Banco Central. Os ajustes nas projeções do mercado vêm num contexto de preocupação global cada vez mais forte com a inflação, já que a guerra da Ucrânia tem impulsionado o preço de várias commodities, do petróleo ao trigo, levando a expectativas de maior dureza dos bancos centrais ao redor do mundo. Diante das crescentes expectativas de inflação, que deve pesar no bolso do consumidor brasileiro neste ano e no próximo, e da alta da Selic, que tende a reduzir os gastos, houve ajuste para baixo no prognóstico dos economistas para o crescimento do PIB em 2023, a 1,30%, ante taxa de 1,43% prevista na semana passada. Para este ano, a expectativa de crescimento econômico teve alta de 0,01 ponto percentual, a 0,50%.

REUTERS


Paralisação em ferrovia canadense pode afetar ainda mais mercado de adubos

Disputa trabalhista afeta operações da Canadian Pacific Railway, informou a agência Reuters


Uma disputa trabalhista no Canadá afetou as operações da Canadian Pacific Railway no fim de semana. A empresa é uma das companhias que fazem o transporte de commodities e fertilizantes por ferrovia naquele país e, se prolongado, o problema poderá agravar a escassez de produtos provocada pela guerra na Ucrânia, informou na segunda-feira a agência Reuters. Segundo a agência, a CP, uma das principais companhias ferroviárias daquele país, interrompeu as operações depois que as negociações com o sindicato dos trabalhadores falharam no sábado, com ambos os lados se culpando pelo resultado. A Fertilizer Canada, que representa a indústria, disse que o agronegócio sentirá o impacto, já que 75% do volume de fertilizantes é transportado por ferrovia. “A questão principal é a janela curta para abastecer os agricultores com os insumos necessários. Estamos a 4 ou 6 semanas de semear no Canadá e ainda mais cedo nos EUA", disse Karen Proud, Presidente da Fertilizer Canada. “Uma paralisação do trabalho da CP trará incerteza adicional aos mercados de fertilizantes nos Estados Unidos”, acrescentou Corey Rosenbusch, Presidente do Fertilizer Institute, dos EUA. Os americanos importam 86% de seu potássio do Canadá, grande parte por ferrovia, informou a agência. A Nutrien, maior produtora de fertilizantes do mundo, pode resistir a mais alguns dias de paralisação porque transferiu potássio de suas minas canadenses para lojas nos EUA antes do plantio da primavera, informou à Reuters o Presidente-Executivo interino da companhia, Ken Seitz. Uma paralisação mais longa, no entanto, forçaria a companhia a considerar diminuir a produção de potássio. A Nutrien informou que planeja aumentar a produção do nutriente em quase 7% em 2022, para cerca de 15 milhões de toneladas devido à incerteza do fornecimento.

VALOR ECONÔMICO


Ipea: indicador registra queda de 0,4% nos investimentos em janeiro

O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na segunda-feira (21/03), registrou queda de 0,4% na comparação entre janeiro de 2022 e dezembro de 2021, na série com ajuste sazonal


Com esse resultado, o trimestre móvel finalizado em janeiro deste ano fechou com alta de 1,4%. Em relação ao mesmo período de 2020, em janeiro, verificou-se queda de 5,5% nos investimentos totais, enquanto o trimestre móvel fechou com queda de 1,8%. A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. O consumo aparente de máquinas e equipamentos apresentou recuo de 4,7% em janeiro e encerrou o trimestre com alta de 0,4%. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos destinados ao mercado interno caiu 4,9% em janeiro, as importações diminuíram 12,5% no mesmo período. Com isso, as importações cresceram 5,5%% no trimestre móvel, enquanto a produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 0,5%. No acumulado em 12 meses, o investimento em máquinas e equipamentos teve aumento de 22,4%. Os investimentos em construção civil avançaram em janeiro na série dessazonalizada, com alta de 2,9%. Com esse resultado, o setor fechou o trimestre móvel com queda de 1,4% e no resultado acumulado em 12 meses o crescimento foi de 12,3%. Em comparação com o mesmo período de 2020, verificou-se um desempenho heterogêneo em seus componentes. Enquanto o componente máquinas e equipamentos recuou para um patamar 19,1%, inferior a janeiro de 2021, a construção cresceu 3,3%. Na comparação trimestral, os resultados foram similares.

Assessoria de Imprensa Ipea


Superávit da balança comercial na 3ª semana de março é de US$ 2,427 bilhões

A média diária das exportações registrou nas três primeiras semanas de março aumento de 36,5%, com alta de 41,5% em agropecuária


A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,427 bilhões na terceira semana de março (14 a 20). De acordo com dados divulgados na segunda-feira, 21, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,923 bilhões e importações de US$ 4,495 bilhões. Em março, o resultado comercial acumula superávit de US$ 6,178 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 10,108 bilhões. A média diária das exportações registrou nas três primeiras semanas de março aumento de 36,5%, com alta de 41,5% em agropecuária, crescimento de 44,1% em Indústria da transformação e de 19,7% em produtos da indústria extrativa. Já as importações subiram 24,7%, com alta de 6,7% em agropecuária, crescimento de 72,5% em indústria extrativa e de 24,7% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.

Estadão Conteúdo


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