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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 85 DE 14 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 85| 14 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: semana fecha com mais uma rodada de altas nos preços da arroba

Oferta enxuta de animais terminados eleva disputa pela matéria-prima, resultando em avanços nas cotações em importantes praças pecuárias do País, informam as consultorias do setor


A IHS Markit detectou, na sexta-feira (11/3), valorização nos preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda em importantes praças pecuárias, com destaque para os avanços registrados em São Paulo e no Centro-Oeste do País. Nas praças do interior paulista, o valor macho terminado saltou de R$ 348/@ para R$ 352/@, um avanço diário de R$ 4/@. Neste momento, diz a IHS, as indústrias frigoríficas no Sudeste relatam dificuldades em comprar animais para atender a pujante demanda externa, o que motiva a busca por boiadas em regiões com melhores ofertas. No interior paulista, informa a IHS, mesmo pagando prêmios superiores a R$ 10/@ sobre o preço base balcão, o cenário de escassez de oferta de boiadas persiste. Indústrias localizadas em São Paulo e no Triângulo Mineiro também seguem recorrendo ao Centro-Oeste para realizar novas aquisições de boiada, o que acirrou a procura por animais nos Estados da região, resultando em avanço nos preços da arroba. “Em Goiás, por exemplo, os prêmios para o boi padrão-China (abatido mais jovem, geralmente com idade inferior a 30 meses) gira ao redor de R$ 15/@”, relata a IHS. Segundo a consultoria, há também relatos de plantas frigoríficas paulistas optando pela compra da carcaça bovina (com osso) em unidades no Centro-Oeste ou Norte do Brasil, com a finalidade de realizar a desossa na estrutura local e, assim, atender os compromissos firmados com os compradores externos. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, ao longo desta semana, a cotação do boi gordo subiu R$ 4/@ nas praças de São Paulo. Com isso, arroba do macho terminado destinado ao mercado interno fechou a semana cotada em R$ 342/@ (valor bruto e a prazo). “O ágio em São Paulo para bovinos com destino à exportação chega a R$ 20/@”, informa a Scot. Nas praças paulistas, acrescenta a Scot, a vaca gorda está valendo R$ 300/@ e a novilha terminada é negociada por R$ 332/@ (preços brutos e a prazo). No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos ficaram estáveis nesta sexta-feira, segundo a IHS Markit. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 352/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 294/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 308/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 288/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Busca de boiadas fora de SP resulta em alongamento nas escalas de abate

De acordo com análise da IHS Markit, as indústrias paulistas fecharam a semana com 12 dias úteis já programados; confira as escalas de outras regiões do País


“A escassez de boi gordo ainda faz com que parte das regiões pecuárias do País enfrente dificuldades em alongar as suas escalas de abate, o que ajuda a manter a média nacional estável, na casa dos 8 dias úteis”, informa a IHS Markit. Veja abaixo as escalas de abate nas principais regiões pecuárias, conforme levantamento realizado na sexta-feira (10/2) pela IHS. ão Paulo – As indústrias fecharam a semana com 12 dias úteis já programados, o que significou um avanço de 4 dias no comparativo entre as semanas. Pará – A média das escalas das indústrias paraenses encerrou a sexta-feira na casa dos 13 dias úteis, alta de 1 dia frente a programação da sexta-feira anterior (4/3). Minas Gerais – Em MG, os frigoríficos fecharam a semana com a média de 6 dias úteis escalados, uma queda de 4 dias no comparativo semanal. Rondônia – No Estado, a média das programações se encontram completas em 8 dias úteis, 1 dia de avanço sobre a semana anterior. Goiás e Mato Grosso do Sul – As indústrias goianas e sul-mato-grossenses possuem as escalas na casa de 7 dias úteis, com a média de GO se mantendo estável e a de MS avançando 3 dias no comparativo semanal. Tocantins – As programações de abate se encontram próximas dos 6 dias úteis, 1 a menos do que foi visto na média da semana passada. Mato Grosso – Entre os Estados analisados, os frigoríficos mato-grossenses são os que têm mais dificuldade em preencher as suas escalas de abate. Nesse Estado, as programações se encontram na média de 5 dias úteis, 2 dias a menos em relação ao quadro registrado na semana anterior.

PORTAL DBO


China suspende frigorífico da JBS em Mozarlândia (GO) e planta do Frialto em Matupá (MT) poruma semana

País alegou que identificou traços da covid-19 em cargas oriundas das unidades; medida é prudencial


A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) determinou na sexta-feira que as exportações de carne bovina dos frigoríficos da JBS em Mozarlândia (GO) e do Frialto em Matupá (MT) estão suspensas por uma semana. A decisão foi tomada após as cargas testarem positivo para a covid-19, medida prudencial que vem sendo adotada por Pequim desde o começo da pandemia ainda que não haja evidências da contaminação a partir da ingestão de alimentos. A expectativa é que a suspensão seja apenas uma medida rotineira e que os embarques sejam retomados normalmente em uma semana. A China é o maior cliente dos exportadores brasileiros de carne e vem ampliando as compras neste início de ano. A unidade da JBS em Mozarlândia, afetada pela suspensão temporária, é uma das maiores da companhia no Brasil.

VALOR ECONÔMICO


Escoamento da carne bovina no varejo paulista segue fragilizado em função da demanda interna retraída

O escoamento da carne bovina no varejo seguiu fragilizado nesta semana em função da renda da população brasileira ainda fragilizada


Segundo levantamento da Agrifatto Consultoria, a carcaça casada continua sendo comercializada no atacado paulista próxima dos R$ 21,25/kg, sem alterações no comparativo diário, no entanto, os preços começam a demonstrar sinais de fragilidade. Para a IHS Markit, a recuperação do consumo é aguardada e deve iniciar um processo de retomada nos preços da carne bovina no varejo. As ofertas mantêm-se aparentemente regulares, ao passo em que os estoques nas indústrias estão ajustados, haja visto que a maior parte das operações frigoríficas destinam volumes ao mercado externo. “De todo modo, o mercado segue com expectativas de que esta movimentação consolide um gatilho de pujança no consumo e desencadeia um processo de retomada na demanda doméstica”, informou a consultoria em seu relatório diário.

AGRIFATTO/IHS


SUÍNOS


Suínos: sexta-feira com preços em leve alta no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 111,00/R$ 116,00, enquanto a carcaça especial caiu, no mínimo, 1,19%, valendo R$ 8,50 o quilo/R$ 8,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), houve leve alta de 0,37% no Paraná, chegando em R$ 5,39/kg, e recuo de 1,09% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,44/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 6,07/kg, no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 5,39/kg, e em São Paulo, fechando em R$ 6,13/kg.

Cepea/Esalq


Estabilidade no preço médio do suíno independente no RS

O preço médio do suíno independente segue estável no Rio Grande do Sul. Com o aumento apontado pela Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja, a cotação é R$ 5,86


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 98,00. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.988,33 e da casquinha de soja é de R$ 1.450,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,30, vigente desde 18/01; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

ACSURS


Receita das exportações de carne suína caiu 20,6% em fevereiro

Com redução das compras da China, valor total dos embarques caiu para US$ 147,4 milhões


As exportações de carne suína (in natura e processada) do país alcançaram 71,5 mil toneladas e renderam US$ 147,4 milhões em fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o volume caiu 11,9% e a receita foi 20,6% menor. “Em um período historicamente mais contido para as exportações de carne suína, os embarques foram em linha com o esperado. Nos próximos meses, a estimativa é que os patamares de embarque aumentem, até mesmo para aliviar os altos e históricos custos de produção enfrentados pelo setor”, afirma o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. Mesmo com a queda de fevereiro, o volume dos embarques fechou o primeiro bimestre com leve aumento — de 1,3%, para 146,1 mil toneladas. Mas a receita acumulada caiu 7,2%, para US$ 308,2 milhões. A China permaneceu como o principal destino da carne suína brasileira no exterior nos primeiros dois meses do ano, embora suas compras tenham recuado 28,5%, para 53 mil toneladas. Mas a ABPA destaca que houve alta nos embarques para as Filipinas (471,6%, para 9,6 mil toneladas), Argentina (76,6%, para 8,1 mil toneladas) e Cingapura (27,1%, para 7,3 mil toneladas). “Houve uma notável e esperada desaceleração nos números consolidados de fevereiro para o mercado chinês, uma vez que as compras para o Ano Novo chinês já haviam sido realizadas em meses anteriores. Entretanto, já há indicativos de retomada das exportações que devem refletir sobre o resultado dos próximos meses”, diz Luís Rua, Diretor de Mercados da ABPA.

ABPA


FRANGOS


Frango: preços subiram na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja subiu 1,82%, chegando a R$ 5,60/kg, enquanto a ave no atacado aumentou 1,02%, valendo R$ 6,92/kg

No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,53/kg, e o Paraná valorizou 2,02%, R$5,05/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), houve avanço de 1,32% para a ave congelada, chegando em R$ 6,92/kg, e de 0,58% para o frango resfriado, fechando em R$ 6,88/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Com demanda aquecida, preços aumentam

A demanda por carne de frango se aqueceu neste início de mês, influenciada pelo recebimento dos salários por grande parte da população brasileira


Essa melhora na liquidez, de acordo com informações do Cepea, permitiu que vendedores elevassem as cotações da proteína e também do animal vivo. No mercado do frango inteiro, os valores subiram em quase todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Para o animal vivo, a necessidade de acompanhar o custo de produção elevado, por conta sobretudo dos preços do milho e do farelo de soja, fez com que agentes aproveitassem a boa liquidez para aumentar os preços.

Cepea


EMPRESAS


Copacol inaugura unidade de produção de suínos de R$ 120 milhões em Jesuítas

A Cooperativa Copacol inaugurou na sexta-feira (11) em Jesuítas, no Oeste do Paraná, uma das mais modernas Unidade de Produção de Desmamados (UPD) de suínos do Brasil. Com investimentos de R$ 120 milhões, serão criados 85 empregos diretos e mais 90 vagas para integração de cooperados no setor de suinocultura


Eles serão os responsáveis pela terminação dos cerca de 300 mil leitões produzidos anualmente, antes de serem entregues para a indústria. O Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara disse que “a suinocultura deve crescer de 60% a 70% nos próximos cinco anos, tendo como base os investimentos já anunciados”. O Presidente da Copacol, Valter Pitol, afirmou que a Unidade de Produção de Desmamados é fruto da visão estratégica de oferecer oportunidades para o cooperado. “Nós estamos em uma região de pequenos e médios produtores, principalmente, e eles só sobrevivem se tiverem mais renda, só a agricultura é insuficiente para ter qualidade de vida com a família na propriedade, por isso a diversidade possibilita oportunidades de crescer e produzir alimentos para o mundo”, disse. A UPD tem mais de 58,7 mil metros quadrados e é formada por 10 galpões – quatro de gestação individual, dois de gestação coletiva, dois de maternidades e dois de reposição – climatizados que atendem todas as normas de bem-estar animal e biosseguridade. Dez mil matrizes passam a ser alojadas a partir de agora para produção média de 300 mil leitões por ano. Com essa expansão, a produção anual da Copacol salta para 625 mil cabeças de suínos, ou seja, o crescimento é de 76%. Esse número atende ao plano de expansão da Frimesa, que deve inaugurar nova planta industrial em Assis Chateaubriand em 2023. Cinco cooperativas vão atender as necessidades da Frimesa – Copacol, C. Vale, Copagril, Primato e Lar. À Copacol cabe 18,7% da responsabilidade de entregar suínos. Hoje há 146 suinocultores participando do projeto de criação, mas devem ser acrescidos mais 90. Eles fazem a terminação, onde os animais ficam por 100 dias, antes de serem entregues à industrialização. Além dos galpões climatizados, a UPD possui alimentadores automáticos, estruturas de maternidade com regulagem conforme o tamanho do suíno e embarcadouros por sistema hidráulico, entre outras modernidades. A unidade conta com geradores a biogás e diesel. O sistema de tratamento possui dois biodigestores e lagoas para retenção dos dejetos. A água a ser utilizada é proveniente de cinco poços artesianos com capacidade de 148 metros cúbicos por hora, além de gerenciamento moderno do uso da água.

COPACOL/SEAB-PR


MEIO AMBIENTE


Desmate tem pouca atenção de gigantes do agro, diz estudo da DOM CABRAL

Pesquisadores do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral analisaram os relatórios e políticas de sustentabilidade de 19 companhias brasileiras e estrangeiras do setor


Apesar da escalada dos índices de desmatamento no Brasil nos últimos anos e da pressão de governos para que as empresas garantam que o problema não esteja presente em suas cadeias de suprimento, a devastação de vegetações nativas ainda é o tema que menos recebe atenção, dentre os principais assuntos ambientais, das maiores empresas brasileiras do agronegócio, de acordo com análise realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC). Os pesquisadores do Núcleo de Sustentabilidade da instituição analisaram os relatórios e políticas de sustentabilidade de 19 companhias brasileiras e estrangeiras que figuram entre as maiores do ramo e atribuíram pontuações aos principais assuntos ESG (ambientais, sociais e de governança), conforme divisão temática do Conselho de Normas de Contabilidade de Sustentabilidade (SASB). Eles notaram que o desmatamento e a proteção da biodiversidade são os assuntos sobre os quais as empresas menos divulgam informações como indicadores, metas e melhorias. Das 11 empresas com atuação nacional analisadas, nenhuma obteve pontuação máxima. O desmatamento também é o assunto que, em média, menos recebe a atenção das empresas internacionais do agro. Só uma das 11 empresas com atuação internacional avaliadas obteve pontuação máxima nesse quesito, e a pontuação média foi a menor entre os cinco assuntos avaliados para cada companhia. Já o tema ambiental que mais recebe atenção nos documentos públicos das companhias brasileiras e internacionais é o relacionado a emissões e mudanças climáticas. Em seguida aparecem temas como uso de recursos hídricos, energia, e resíduos e efluentes. Esta ordem de prioridade indica que as companhias põem foco em assuntos que lhes dão vantagem competitiva, e não nos assuntos que representam desafios, já que o tema resíduos e efluentes, por exemplo, pode implicar “diminuição dos gastos com processos de eliminação e uso de matéria-prima”, observam os autores do estudo. Nos temas sociais, o assunto que menos é detalhado pelas empresas nacionais e internacionais é segurança alimentar, ainda que com diferença menor em relação a outros temas, como ética e transparência; impactos na comunidade; direitos humanos, diversidade, igualdade; e saúde e segurança ocupacional. Das empresas com atuação nacional, apenas uma não possuía um relatório anual ou de sustentabilidade, mas nenhuma tinha uma matriz de materialidade consolidada - ou seja, uma hierarquia estabelecida de temas sensíveis para a companhia e suas contrapartes. Já essa prática é um pouco mais comum entre as empresas com atuação internacional. Os pesquisadores da Fundação Dom Cabral também observaram que alguns temas “novos” nos debates sobre ESG devem ganhar mais importância nos próximos anos, como estímulo à agricultura familiar, uso de defensivos agrícolas, uso de fontes renováveis de energia, e economia circular.

VALOR ECONÔMICO


Amazônia tem recorde de alerta de desmatamento para um mês de fevereiro, aponta Inpe

Em 2022, foram 199 km², os maiores alertas já registrados para o mês desde o começo da série histórica. O início do ano também é o pior da série histórica do Inpe. Somando janeiro e fevereiro são 629 km², ultrapassando com folga o registrado em 2020: 470 km² (recorde até então)


Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal em fevereiro foram os maiores já registrados para o mês desde o começo da série histórica, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram 199 km² no mês passado, conforme medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Fevereiro seguiu a tendência de janeiro. O primeiro mês de ano também teve recorde de alertas de desmatamento desde 2016, quando começou o monitoramento. O início do ano também é o pior da série histórica do INPE. Somando janeiro e fevereiro são 629 km², ultrapassando com folga o registrado em 2020: 470 km² (recorde até então). Para Rômulo Batista, porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, os recordes batidos em janeiro e fevereiro demonstram que o desmatamento na Amazônia está fora de controle. Ele lembra que este é um período no qual o desmatamento costuma ser mais baixo por conta do período chuvoso na região. "Entre as principais causas que a gente pode ter para esse aumento contínuo é a falta de uma política ambiental do Governo Federal, que deixou de investir em ações de fiscalização e controle, e também o Congresso Nacional, que tem aprovado, ou tentado aprovar, leis que vão abrir ainda mais a floresta pra destruição", diz Batista. O Deter produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras). A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão. O Mato Grosso foi o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 78 km². Em seguida vieram Pará, com 49 km², Amazonas, com 40 km² e Rondônia, com 23 km². Roraima registrou 5 km² e Maranhão ficou com 3 km². Acre, Amapá e Tocantins não tiveram alertas de desmatamento em fevereiro.

G1/O GLOBO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Quase 30% dos paranaenses estão com dívidas atrasadas, aponta Serasa

Inadimplência cresceu devido ao aumento da inflação e à perda do poder aquisitivo do paranaense


O número de inadimplentes no Paraná cresceu 10,29% entre os meses de janeiro de 2021 e 2022, segundo a Serasa. Quase 30% da população do estado tem algum tipo de pendência relacionada a dívidas. É um dos maiores números desde o início da crise da Covid-19, iniciada em março de 2020. O movimento coincide com a alta na taxa de juros, o aumento da inflação e a perda de poder aquisitivo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no quarto trimestre do ano passado, o rendimento médio de todos os trabalhos realizados pelos paranaenses era de R$ 2.690, 11,98% a menos do que no início de 2021. “O início de 2022 se mostrou muito mais desafiador do que o esperado”, diz a Gerente do Serasa Limpa Nome, Aline Maciel. O Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil, elaborado pela empresa, revela que o valor total das dívidas no país é de R$ 260,7 bilhões – R$ 2 bilhões a mais do que em abril de 2020. Entre os paranaenses, a inadimplência está mais relacionada a atrasos em contas mensais, como luz, água, gás, TV a cabo e internet. Elas respondem por 28,4% das dívidas. Na sequência vem as dívidas com bancos e cartão (23,7%) e varejo (12,4%). São 3,42 milhões de inadimplentes com 11,67 milhões de dívidas em aberto. O valor médio devido por cada inadimplente é de R$ 4.704,15 e o valor médio da dívida é de R$ 1.379. Em Curitiba, o número de inadimplentes cresceu menos do que no estado. A alta foi de 8,73%. São 609,5 mil pessoas com algum tipo de pendência. O número de dívidas chega a 1,92 milhão e o valor médio devido é de R$ 1.773.

GAZETA DO POVO


Guerra entre Rússia e Ucrânia deixa agro paranaense em alerta

O Sistema FAEP/SENAR-PR elaborou dados para auxiliar na compreensão dos reflexos da guerra no agronegócio estadual. Nas exportações, produtos como carne, café e do complexo sucroalcooleiro são os mais afetados. Já nas importações, a preocupação maior diz respeito aos fertilizantes da Rússia, responsável, em 2021, por suprir 20% do adubo comprado pelo Paraná


“Para a Ucrânia, exportamos principalmente açúcar e café. Os valores chegam a US$ 27 milhões, o que coloca o país na 58ª posição no ranking de principais parceiros comerciais. Já no caso da Rússia, a conversa muda de figura. O país é o 16º em termos gerais de exportações do agro, mas está na 8ª posição no ranking dos maiores compradores da pecuária paranaense”, aponta Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR. Já pelo lado das importações, o Paraná sofre com a dependência da Rússia para a compra de fertilizantes. O técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR aponta que, mesmo o Brasil não impondo embargos à Rússia e à Ucrânia, uma guerra como a que está em curso promove desafios para a circulação de bens e até mesmo de recursos financeiros. “Os navios não estão podendo acessar o mar que cerca a Rússia, principalmente o Mar Negro, em função das seguradoras internacionais, que não estão assegurando as cargas por conta de uma cláusula de guerra. Há também o aspecto da segurança pelo risco do conflito em si”, enumera. A pandemia e problemas logísticos, políticos, climáticos e energéticos influenciam uma combinação que joga contra quem precisa comprar o composto NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Para se ter ideia da variação desses insumos, em setembro de 2020, o gasto com fertilizantes em uma lavoura de soja na região de Londrina era de R$ 620 por hectare. No mesmo mês deste ano, esse custo mais do que dobrou, passando para R$ 1.323. Cada elemento químico da fórmula passou por um problema específico nos últimos meses. O preço do potássio teve a pressão de uma crise diplomática entre União Europeia e a ditadura de Bielorrússia (responsável por 20% do fornecimento mundial do produto). Já os nitrogenados passaram a outro patamar de preço por aumentos nos custos de geração de energia elétrica na China (maior fornecedor desse insumo). Os fosfatados, no entanto, tiveram pressão direta da Rússia, que reduziu a exportação do chamado MAP (fosfato monoamônico).

FAEP


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 0,74%, a R$5,054

O dólar fechou em alta na sexta-feira, depois de furar o suporte de 5 reais e novamente não se sustentar abaixo dessa marca, num dia de força da moeda norte-americana contra a maioria de seus rivais e novas quedas nos mercados de ações, reflexo do sentimento ainda frágil do investidor em meio à guerra na Ucrânia


A ansiedade de investidores antes de uma semana carregada de decisões de política monetária lá fora --os BCs de EUA e Inglaterra decidem juros-- e aqui colaborou para a postura mais defensiva do mercado nesta sessão. O dólar à vista subiu 0,74%, a 5,054 reais na venda. A moeda bateu a mínima do dia ainda no começo dos negócios, em queda de 0,68%, a 4,983 reais. Mas logo na sequência as compras apareceram, e de forma gradual e estável o dólar foi ganhando força ao longo do pregão, até fechar perto da máxima intradiária, de 5,0605 reais, alta de 0,87%. Na semana, o dólar amenizou as perdas para 0,48%. Em março, a cotação recua 1,98% e em 2022 cede 9,32%.

REUTERS


Com inflação doméstica e guerra, Ibovespa cai e tem pior semana em quase 4 meses

O principal índice da bolsa paulista teve queda firme nesta sexta-feira, após alta acima do esperado da inflação no Brasil.


As perdas cresceram no fim da tarde, acompanhando a piora em Wall Street, com incertezas ligadas à guerra na Ucrânia. Petrobras, Vale e bancos estiveram entre as maiores pressões sobre o índice. O Ibovespa caiu 1,72%, a 111.713,07 pontos e teve queda de 2,4% na semana, a pior desde meados de novembro. O volume financeiro da sessão foi de 28,3 bilhões de reais. Após declaração de Putin de que "há certas mudanças positivas" nas negociações com a Ucrânia houve alívio nos mercados pela manhã, mas as incertezas sobre a guerra voltaram a pesar no final do dia. Enquanto isso, investidores preparam-se para decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, a expectativa é de alta de 1 ponto percentual da Selic pelo Banco Central, mostrou uma pesquisa da Reuters, enquanto nos EUA a alta deve ser de 0,25 ponto percentual. Os principais índices de ações em Nova York caíram, com destaque para queda de 2,2% do Nasdaq. No Brasil, a notícia mais importante foi a de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a 1,01% em fevereiro frente a janeiro, ante expectativa de alta de 0,95% em pesquisa da Reuters. O número reitera temores com relação às perspectivas para os próximos meses, já que veio após a Petrobras anunciar na véspera a elevação dos preços do diesel e da gasolina. "Tivemos uma sessão um pouco volátil", disse Fabrício Gonçalvez, Presidente-Executivo da Box Asset Management, que espera manutenção dessa volatilidade, já que há "muita indecisão pairando no mercado", citando inflação, juros e a guerra. A partir de segunda-feira, o mercado à vista de ações da B3 passa a operar das 10h às 17h (e não mais até 18h), acompanhando o fim do horário de verão dos Estados Unidos.

Reuters


IPCA tem maior alta para fevereiro em 7 anos; combustíveis pesam em 12 meses

Os custos de educação e alimentos pesaram em fevereiro e a inflação ao consumidor brasileiro acelerou com força para o nível mais elevado para o mês em sete anos, com a taxa em 12 meses acima de 10,5% em meio ao fantasma da elevação dos preços dos combustíveis


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta a 1,01% em fevereiro, de 0,54% no primeiro mês do ano, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado divulgado na sexta-feira é o mais elevado para um mês de fevereiro desde 2015 (1,22%), contra expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,95%. A leitura levou a taxa acumulada em 12 meses a uma elevação de 10,54%, contra 10,38% em janeiro e expectativa de 10,5%. Isso representa mais do que o dobro do teto da meta de inflação para 2022 --3,50%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, no momento em que o Banco Central se prepara para voltar a discutir a taxa básica de juros no país nesta semana. Em sua tentativa de combater a inflação elevada, o BC já elevou a taxa Selic a 10,75% ao ano, e deve promover nova elevação na quarta-feira, ao fim de seu encontro de política monetária. Fevereiro teve como maiores impactos as altas de 5,61% nos custos de Educação e de 1,28% da Alimentação e Bebidas --os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA do mês. “Em fevereiro, Alimentação sofreu impactos dos excessos de chuvas e também de estiagens que prejudicaram a produção em diversas regiões de cultivo no Brasil", explicou o Gerente da Pesquisa, Pedro Kislanov, lembrando que a alta de educação é sazonal. Mas em 12 meses o maior peso para o resultado partiu dos combustíveis, que acumulam avanço de 33,33%, embora em fevereiro eles tenham registrado queda de 0,92%. O preço da gasolina recuou 0,47% em fevereiro, mas acumula em 12 meses avanço de 32,62%. Por outro lado, o óleo diesel subiu 1,65% no mês, chegando a avanço de 40,54% em 12 meses. A deterioração das expectativas inflacionárias na esteira do choque de preços das commodities com a guerra na Ucrânia tem forçado analistas a promover uma revisão generalizada dos cenários para os preços e taxas de juros, que deverão subir mais e por mais tempo, com impactos colaterais sobre a atividade econômica. E a decisão da Petrobras já levou agentes financeiros a preparar novas revisões nas perspectivas para o IPCA.

Reuters


FAO alerta que guerra pode provocar aumento de até 20% nos preços de alimentos

Os preços de alimentos e matérias-primas para rações podem subir entre 8% e 20% como resultado do conflito na Ucrânia, provocando um salto no número de pessoas desnutridas em todo o mundo, disse a FAO, a agência de alimentos e agricultura das Nações Unidas, na sexta-feira


Em uma avaliação preliminar sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, a FAO disse que não estava claro se a Ucrânia seria capaz de realizar colheitas durante um conflito prolongado, e que há também incertezas em torno das exportações de alimentos russos. A FAO disse que a Rússia é o maior exportador mundial de trigo, enquanto a Ucrânia foi o quinto maior. Juntos, eles fornecem 19% da oferta mundial de cevada, 14% do trigo e 4% do milho, representando mais de um terço das exportações globais de cereais. A Rússia também é líder mundial nas exportações de fertilizantes. "As prováveis ​​interrupções nas atividades agrícolas desses dois principais exportadores de commodities básicas podem aumentar seriamente a insegurança alimentar globalmente", disse o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, em comunicado. O índice de preços de alimentos da FAO atingiu um recorde em fevereiro, e parece caminhar para uma subida ainda maior nos próximos meses, à medida que as consequências do conflito repercutem em todo o mundo. A FAO disse que apenas parte do déficit esperado nas exportações da Rússia e da Ucrânia pode ser atendido por outros países. "Preocupantemente, a lacuna de oferta global resultante pode aumentar os preços internacionais de alimentos e rações em 8% a 22% acima de seus níveis já elevados", afirmou. Entre 20% e 30% dos campos usados ​​para cultivar cereais de inverno, milho e girassol na Ucrânia não serão plantados ou permanecerão sem colheita durante a temporada 2022/23, previu a FAO. A FAO disse que 50 países, incluindo muitas das nações menos desenvolvidas, dependem da Rússia e da Ucrânia para 30% ou mais de seus suprimentos de trigo, deixando-os especialmente vulneráveis. "O número global de pessoas subnutridas pode aumentar de 8 a 13 milhões de pessoas em 2022/23", disse a FAO. Os aumentos mais pronunciados seriam observados na região da Ásia-Pacífico, seguida pela África Subsaariana, Oriente e Norte da África.

Reuters


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