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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 79 DE 04 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 79| 04 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


“Boi-China” com ágio de até R$ 30/@ em SP, alcançando R$ 360/@

Com demanda externa aquecida e pelo baixo volume de animais terminados, os preços do boi-China chegam a valer R$ 360/@ nos balcões de negócios do Estado de São Paulo, o que significa premiação de até R$ 30/@ em relação aos valores do animal gordo comum (direcionado ao mercado doméstico), informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


Segundo dados da Scot Consultoria, nas regiões paulistas, o boi gordo direcionado para o mercado interno vale hoje R$ 338/@, a prazo, valor bruto. Por sua vez, nas mesmas praças, a vaca e a novilha prontas para abater são negociadas a R$ 303/@ e R$ 330/@, respectivamente (também preços brutos e a prazo), de acordo com os dados levantados pela Scot. Segundo a IHS Markit, devido à enorme escassez de oferta de animais com padrão para exportação, muitos frigoríficos estão buscando animais longe de suas regiões de atuação. “Há relatos de indústrias que chegam a originar garrotes de 16 arrobas no sul do Maranhão, com o propósito em efetuar terminação na região Sudeste”, informa a IHS. No mercado atacadista de carne bovina, há indicações de aumento de procura e reposição de estoques por partes dos distribuidores e varejistas. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 345/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 297/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista);

MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Mercado doméstico é chave para desempenho da indústria de carne bovina

O consumo doméstico de carne bovina será chave para o desempenho da indústria brasileira deste setor em 2022, mesmo com as fortes exportações verificadas desde janeiro, segundo relatório do Rabobank divulgado na quinta-feira (03)


“O consumo doméstico de carne bovina tem sido fraco e resultou em menores escalas de abate por parte dos processadores, causando pressão baixista nos preços de gado vivo, especialmente nos frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico”, disse o Rabobank. Em janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina tiveram o melhor resultado já registrado para o mês, segundo o Rabobank. Mas a queda nos preços das carnes de frango e suína colaborou para reduzir a competitividade da carne bovina no mercado interno. Mesmo com a fraca demanda doméstica, os preços de gado vivo têm se recuperado desde novembro do ano passado. Em janeiro, houve alta de 17% nesse preço ante o mesmo mês de 2021, a R$ 338,46/15 kg. No quarto trimestre do ano passado, as incertezas relacionadas à retomada das importações chinesas levaram a um menor número de animais indo para a engorda em confinamento, reduzindo a oferta de gado terminado temporariamente e elevando os preços do animal. O Rabobank disse que essa tendência deve continuar até que animais a pasto estejam prontos para serem ofertados no mercado.

CARNETEC


Exportação de carne bovina in natura vai a 159,1 mil toneladas em fevereiro

Os preços médios ficaram em US$ 5.590 mil por tonelada, alta de 23,2% frente aos valores de fevereiro de 2021, com US$ 4.539,3 mil por tonelada


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, o volume embarcado de carne bovina in natura atingiu 159,1 mil toneladas em fevereiro de 2022. O volume é superior ao total exportado em fevereiro do ano passado, que ficou em 102,1 mil toneladas em 18 dias úteis. A média diária ficou em 8,3 mil toneladas, avanço de 47,6% frente à média exportada no mês de fevereiro do ano passado, com 5,6 mil toneladas. O analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destacou que o desempenho do mês de fevereiro foi muito positivo e que isso é reflexo da retomada da China às compras após ficar um longo período sem comprar devido ao embargo dos embarques. “As exportações de carne bovina estão muito positivas neste momento e isso permite melhores preços do boi no mercado físico”, comentou. O valor da exportação ficou em US$ 889,4 milhões, contra US$ 463,4 milhões no mesmo mês de 2021. A média diária ficou em US$ 46,8 milhões, registrando um crescimento de 81,8%, frente ao observado no mês de fevereiro do ano passado, que ficou em US$ 25,7 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Exportações de carne suína encerram fevereiro com China retraída

A guerra entre Rússia e Ucrânia pode agravar ainda mais a situação do suinocultor brasileiro, elevando os custos de produção


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura em fevereiro (18 dias úteis) perderam para a movimentação de fevereiro do ano passado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, fevereiro se configura como mais um mês muito fraco. "A China já vem retraindo e não é de hoje, e o Brasil é muito dependente dos chineses em matéria de carne suína. Essa cota de importação que a Rússia anunciou no ano passado pode não se concretizar devido ao que está acontecendo entre o país e a Ucrânia, e ainda pode piorar a situação dos custos de produção", disse. A receita, US$ 137,9 milhões, representou 79,6% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, com US$ 173,2 milhões. No volume embarcado, 64.061 toneladas, ele representa 89,6% em relação ao total exportado em fevereiro do ano passado, com 71.457,1 toneladas.

Em relação a janeiro deste ano, a receita foi 8,24% menor. No volume, 64.061 toneladas embarcadas em fevereiro são 5,5% menor que as 67.793 toneladas registradas em janeiro de 2022. A receita por média diária foi de US$ 7,2 milhões valor 24,6% menor do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 12,8%. Em toneladas por média diária, 3.371 toneladas, recuo de 15,1% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se avanço de 13,77%. No preço pago por tonelada, US$ 2.152 neste fevereiro, ele é 11,2% inferior ao praticado em fevereiro passado. Frente a semana anterior, representa leve baixa de 0,8%.

AGÊNCIA SAFRAS


Suinocultura independente: preços em diferentes direções

Preços seguem caindo nas granjas e ainda há dificuldade em obter novos reajustes positivos


No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 24/02/2022 a 02/03/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 3,66%, fechando a semana em R$ 5,62. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente estabilidade, podendo ser cotado a R$ 5,94", informou o Lapesui. Em São Paulo, de acordo com informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o valor ficou estável em R$ 6,40/kg vivo. O Presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, aponta que a situação foi motivada pela falta de possibilidade de alta nos preços tanto para o abatido quanto para o vivo. "A expectativa é de novos realinhamentos para semana que vem", disse. No mercado mineiro, o preço também se manteve estável pela terceira semana em R$ 6,10/kg vivo conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). "A queda de pesos nas granjas é visível e fruto do descompasso entre custos e preço de venda. A oferta continuará diminuindo e as expectativas se renovam para o início efetivo do mês que trará mais dinamismo ao mercado.", disse Alvimar Jalles, consultor de mercado da entidade. Já em Santa Catarina, houve alta, saindo de R$ 5,65/kg vivo para R$ 5,75/kg vivo, conforme dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). Losivanio de Lorenzi, Presidente da associação, afirma que "o relato dos produtores é de que alguns frigoríficos queriam aumentar o volume de compras, mas mantiveram abaixo porque o peso dos animais está abaixo do normal", disse.

AGROLINK


FRANGOS


Receita com Embarques de carne de frango em fevereiro superam em 24% o total de fevereiro/21

O Brasil deve seguir se beneficiando da receptividade do produto no mercado externo devido aos surtos de influenza aviária dos Estados Unidos, Ásia e Europa


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura em fevereiro (18 dias úteis) superaram em 24% a receita obtida com o produto em fevereiro do ano passado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, "a questão da influenza aviária (com surtos na Ásia, Europa e Estados Unidos) deve favorecer o Brasil. Entretanto, há uma preocupação com o aumento dos custos de produção da atividade no Brasil devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, mas acredito em uma recuperação, até pela questão do consumo interno e formação de receita, tem uma capacidade imensa de formar receita", disse. A receita obtida, US$ 586,4 milhões, superou em 24% o montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 472,7 milhões. No volume embarcado, 339.750 toneladas, ele foi 4,9% maior do que total exportado em fevereiro do ano passado, com 323.758 toneladas. Comparada a janeiro deste ano, a receita foi 7,6%a maior. A receita por média diária foi de US$ 30,8 milhões, valor 17,5% maior do que a de fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, avanço de 9,11%. Em toneladas por média diária, 17.881 toneladas, houve leve baixa de 0,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, acréscimo de 7,12%. No preço pago por tonelada, US$ 1.726 em fevereiro, ele é 18,2% superior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor da semana anterior, avanço de 1,8%.

AGÊNCIA SAFRAS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Portos do Paraná têm fertilizantes e esperam novos navios com o insumo

Com antecipação de compras, volume em Antonina e Paranaguá é maior que a média para esta época


Os portos paranaenses de Paranaguá e Antonina no momento estão abarrotados com os fertilizantes que abastecerão o mercado brasileiro nos próximos meses. Segundo a APPA, que administra os portos, a capacidade estática total dos armazéns na retroárea, pertencentes a companhias privadas, é de 3 milhões de toneladas e está completamente ocupada. Além desses volumes, na quinta-feira estão atracados dois navios em Antonina e três em Paranaguá descarregando os fertilizantes. Outros 12 estão programados para atracar e descarregar nos próximos 30 dias. Todos eles, juntos, somam carregamentos de mais 1 milhão de toneladas. Há, ainda, outras seis embarcações nos mares que não entraram na programação. “Desde as ameaças de sanção a Belarus [no ano passado], a indústria tem comprado mais fertilizantes, e percebemos isso na movimentação e nessa armazenagem no porto, que não é comum”, disse Luiz Fernando Garcia da Silva, Presidente da APPA. Os portos paranaenses são a porta de entrada de quase 40% da importação total de fertilizantes importados no país. Segundo o executivo, em geral os armazéns dos portos do Paraná ficam com os insumos por um período de transição, para que as indústrias aproveitem os fretes rodoviários reversos e levem os produtos para o interior, mas agora estão sendo usados como despensas efetivas. A importação de fertilizantes por Paranaguá cresceu 30% no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2021. Foram 2,24 milhões de toneladas, sendo 884,3 mil toneladas em janeiro (alta de 18%) e 1,4 milhão em fevereiro (47,5% mais). Ao todo, 138 embarcações trouxeram os insumos agrícolas aos dois principais portos paranaenses, sendo que sete vieram de portos russos (Murmansk, St.Petersburg, Tuapse e UstLuga); seis vieram do porto de Klaipeda, na Lituânia; cinco de portos chineses e um do porto ucraniano de Odessa. Outros importantes portos de origem foram do Catar, Canadá e Estados Unidos com quatro atracações cada. Segundo a administração de Paranaguá e Antonina, no total os fertilizantes importados chegam de 20 portos do exterior. O Brasil é um dos principais importadores de adubos do mundo.

VALOR ECONÔMICO


Ministra diz que Brasil tem fertilizantes suficientes até o início da próxima safra, em outubro

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Brasil tem fertilizantes suficientes para o plantio até outubro e que o governo já trabalha desde o ano passado com alternativas para garantir o suprimento para o setor, no caso de escassez provocada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia


“A safrinha de milho já está acontecendo, então o que precisava de fertilizantes já está garantido. A safra de verão, que será no final de setembro, outubro, é uma preocupação, mas também temos do setor privado a confirmação de que há um estoque de passagem suficiente para chegar até outubro”, disse a ministra, em conversa com jornalistas. O Brasil já trabalha na busca de novos parceiros para o caso de diminuir o recebimento de fertilizantes da Rússia e da Bielorrusia. Segundo a Ministra, o Mapa tem um grupo de acompanhamento que conversa constantemente com as indústrias, com os produtores, com a parte de logística e de infraestrutura. “Temos que ter tranquilidade neste momento e estudar todos os cenários que podem acontecer”, disse. Além disso, a Embrapa estuda alternativas para aumentar a eficiência do plantio com o menor uso de fertilizantes. Também estão sendo trabalhadas estratégias de fomento e financiamento para aumento da produção de bioinsumos, fertilizantes organominerais, nanotecnologia e agricultura digital. “A agricultura brasileira é forte, vai continuar forte, e temos que dar as alternativas para ela continuar trabalhando”, ressaltou a Ministra. O governo deve lançar nos próximos dias o Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado desde o ano passado em parceria com outros ministérios e com a iniciativa privada, para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes. “O Brasil precisa tratar esse assunto como segurança nacional e segurança alimentar. Então, esse Plano, que fizemos lá atrás, há um ano, sem prever nada disso, era que o governo pensava que nós deveríamos ter para que o Brasil, que é uma potência agroalimentar, tivesse um plano de pelo menos 50% a 60% de produção própria dos seus fertilizantes”, disse a ministra sobre o plano que deve ser apresentado ainda este mês. Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor global de fertilizantes, responsável por cerca de 8% deste volume e é o maior importador mundial. O Brasil importa cerca de 80% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%. A Rússia é responsável por fornecer cerca de 25% dos fertilizantes para o Brasil. A Rússia é a maior exportadora mundial de fertilizantes, com praticamente US$ 7,0 bilhões exportados em 2020. É também a maior fornecedora do Brasil, com US$ 1,79 bilhão dos US$ 8,03 bilhões que importamos (2020). Em relação aos fertilizantes potássicos, a Rússia é responsável por cerca de 20% da produção global e é origem de 28% das importações brasileiras. Já para os nitrogenados, o país é o segundo maior produtor global. Como fornecedor para o Brasil a Rússia participa com 21% dos nitrogenados e, no caso específico do nitrato de amônio, o país é praticamente o único fornecedor para o Brasil, segundo dados da Conab.

OCEPAR/MAPA


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 1,62%, a R$5,0268

O dólar fechou em firme queda contra o real na quinta-feira, com a moeda brasileira por mais um dia se beneficiando da demanda por ativos correlacionados a commodities, movimento que beneficiou divisas de perfil semelhante e por ora blindava o mercado de ações na B3


O dólar à vista fechou em baixa de 1,62%, a 5,0268 reais, bem perto da mínima do dia, de 5,0203 reais (-1,74%). Na máxima, a cotação registrou leve alta de 0,14%, a 5,1164 reais. A moeda norte-americana, assim, apagou muito dos ganhos contabilizados no fim da semana passada, quando a guerra na Ucrânia foi iniciada. O real teve neste pregão o segundo melhor desempenho entre as principais moedas globais, perdendo apenas para o vizinho peso colombiano, que no fim da tarde ganhava 2% ante o dólar.

REUTERS


Ibovespa não sai do lugar em nova sessão marcada por aversão ao risco

Em sessão marcada por uma fraqueza generalizada dos ativos de risco internacionais, com investidores monitorando o avanço do conflito entre Rússia e Ucrânia e mapeando os próximos passos do Federal Reserve no seu ciclo de aperto monetário, o Ibovespa acabou ficando próximo do zero a zero no final do dia


Após ajustes, o índice local terminou a sessão com queda de 0,01%, aos 115.165 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,53% e o Stoxx 600 tombou 2,01%. Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre os 115.010 pontos nas mínimas intradiárias e os 115.948 pontos nas máximas, tendo giro financeiro de R$ 25,2 bilhões ao final do dia. No oitavo dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse a seu colega francês, Emmanuel Macron, que a “recusa de Kiev em aceitar as condições da Rússia” significa que ele continuará sua guerra na Ucrânia “até o fim”, informou um alto funcionário do governo da França, citada por jornais europeus. A fornecedora global de índices MSCI também anunciou que irá retirar a Rússia da composição de seu índice referencial de mercados emergentes, o que, para analistas, pode beneficiar o mercado local. Segundo estimativa do Itaú BBA, mantida a fatia de 9,33% da região no índice geral de emergentes, a América Latina poderia ter um fluxo de US$ 2,12 bilhões com a exclusão russa. Só para o Brasil, o fluxo seria de US$ 1,34 bilhão. Atualmente, a Rússia tem uma fatia de 1,47% no MSCI Emergentes, ante 4,97% do Brasil, 2,02% do México, 0,43% do Chile, 0,25% do Peru e 0,19% da Colômbia. A exclusão dos russos valerá a partir do próximo dia 9. Com a derrocada dos ativos russos nos últimos dias, a participação do país já vem caindo fortemente. Na última revisão trimestral, em 22 de fevereiro, a fatia russa era de 3,41%. “A exclusão da Rússia resultará em saídas de US$ 5,9 bilhões de investidores passivos e US$ 21,2 bilhões de investidores ativos. Normalmente, analisamos apenas os fluxos de investimentos passivos, pois eles devem seguir os pesos atuais do índice, enquanto os investimentos ativos não precisam - mas dado que a Rússia será praticamente removida do índice, acreditamos que é importante mostrar também os fluxos potenciais ativos”, diz o Itaú BBA. Ainda no vermelho, as ações de frigoríficos também caíam em bloco: Marfrig ON recuou 3,12%, BRF ON cedeu 3,03%, Minerva ON teve queda de 2,07% e JBS ON piorou 1,67%. Com a confirmação da remoção dos primeiros bancos russos do sistema global de pagamentos interbancários Swift, os frigoríficos de carne bovina que atuam no Paraguai entraram em acordo com importadores e suspenderam as exportações de carne bovina para a Rússia. Por meio da controlada Athena Foods, a brasileira Minerva lidera os embarques paraguaios da proteína.

VALOR ECONÔMICO


Brasil tem em fevereiro maior entrada líquida de capital em 3 anos, aponta BC

O Brasil registrou em fevereiro entrada líquida de capital de 6,340 bilhões de dólares, maior valor em três anos, com o desempenho na última semana puxado por uma forte recuperação do saldo do câmbio comercial, mostrou dados do Banco Central na quinta-feira


Apenas na semana passada houve ingresso líquido de 1,141 bilhão de dólares, depois do parco saldo de 123 milhões de dólares da semana anterior. O crescimento foi ditado pelo aumento a 2,451 bilhões de dólares no superávit do câmbio contratado comercial, ante resultado positivo de apenas 13 milhões de dólares da semana anterior. As exportações saltaram 88%, enquanto o câmbio contratado para importação subiu 30%. Ainda na semana passada, as operações financeiras registraram déficit de 1,310 bilhão de dólares (contra saldo de 110 milhões de dólares da semana anterior), com aumento de 30% no volume que deixou o país, acima da alta de 18% nos ingressos. A perda de vigor no fluxo financeiro é percebida também no cômputo do mês passado. Ainda houve superávit de 3,347 bilhões de dólares, mas abaixo do valor de 5,611 bilhões de dólares de janeiro. Já a contratação de câmbio comercial mostrou sobra de 2,993 bilhões de dólares, uma reviravolta ante o déficit de 4,118 bilhões de dólares em janeiro. O balanço de fevereiro foi o melhor desde fevereiro de 2019, quando houve superávit de 8,626 bilhões de dólares no fluxo cambial geral.

REUTERS


Brasil tem saldo comercial de US$4 bi em fevereiro, melhor resultado em cinco anos

A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,050 bilhões de dólares em fevereiro, melhor resultado para o mês em cinco anos, informou o Ministério da Economia na quinta-feira


O resultado do mês veio 108,9% acima do observado em fevereiro de 2021, quando houve superávit comercial de 1,8 bilhão de dólares. O dado do mês passado é resultado de 22,913 bilhões de dólares em exportações, que subiram 32,6% na comparação com o ano anterior, e 18,864 bilhões de dólares em importações, com alta menos acentuada, de 22,9% na média diária. Os dois indicadores são os maiores para meses de fevereiro da série histórica iniciada em 1997. No mês, a variação dos volumes exportados e importados apresentaram diferença significativa. Enquanto a quantidade exportada subiu 22,6%, a importada caiu 2,5%. Em relação ao índice médio de preços, houve alta de 13,5% no valor dos produtos vendidos pelo Brasil ao exterior, na comparação com fevereiro de 2021, ao mesmo tempo em que o valor dos importados subiu 30,9%. No recorte por setor, o maior crescimento no mês foi observado na agropecuária, com alta de 114,2% na média diária das exportações. Houve crescimento de 29,0% nas vendas da indústria de transformação e de 3,7% na indústria extrativa. Em 2021, o Brasil teve um superávit comercial de 61,2 bilhões de dólares, maior valor da série histórica iniciada em 1989. Para este ano, segundo estimativa apresentada em janeiro, o governo projeta novo recorde, de 79,4 bilhões de dólares.

REUTERS


Índice de confiança do agro calculado por Fiesp e CropLife Brasil caiu no 4º tri de 2021

Problemas que se aprofundaram com a guerra já geravam preocupação no campo no fim do ano passado


A forte alta dos insumos e a piora das perspectivas para a economia brasileira determinaram a queda do Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro) calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela CropLife Brasil no quarto trimestre do ano passado, e a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia certamente tornaram o cenário ainda mais nebuloso no campo neste primeiro trimestre. Segundo dados divulgados na quinta-feira, o indicador fechou o período entre outubro de dezembro de 2021 em 109,6 pontos, 11,5 pontos abaixo do resultado do terceiro trimestre. A escala do IC Agro vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o país. Cerca de 50 indústrias também são ouvidas. O braço do indicador que mede especificamente a confiança das indústrias que atuam antes e depois da porteira atingiu 109,3 pontos no quarto trimestre, com baixa de 12,7 pontos ante o período anterior. Gargalos logísticos e alta de preços como petróleo e gás natural já eram apontados como pontos de preocupação, e nessas frentes a guerra na Ucrânia motivou flagrante piora no cenário. Já o índice que mede a confiança dos produtores agropecuários voltou a recuar, mas com mais força do que no terceiro trimestre de 2021. A retração entre outubro e dezembro foi de 9,8 pontos, para 110 pontos, pressionado pela piora do humor de agricultores e pecuaristas. Com os atuais riscos de escassez de fertilizantes e disparadas dos preços desses insumos, é de se esperar uma nova queda forte no primeiro trimestre deste ano. "Estamos diante de um cenário de grandes incertezas para os próximos meses, potencializado pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Observamos os preços de um grupo de commodities agrícolas disparando desde a invasão da Ucrânia, o que pressiona os custos de produção da pecuária e das agroindústrias. Além disso, há muitas dúvidas quanto ao abastecimento de fertilizantes para a próxima safra 2022/23", diz, em nota enviada ao Valor, Antônio Carlos Costa, Superintendente de Departamentos da Fiesp, incluindo o de Agronegócio, o de Relações Internacionais e Comércio Exterior e de Desenvolvimento Sustentável. "Nesse cenário, é esperado que a confiança do setor passe por muitas oscilações, sendo que, neste momento, a tendência é claramente de queda", completa.

VALOR ECONÔMICO


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