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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 78 DE 03 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 78| 03 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo abre março sem novidades

Arroba segue estável e as exportações brasileiras de carne bovina continuam aceleradas. Queda do dólar frente ao real acendeu um sinal de alerta entre os vendedores


Após o feriado de Carnaval, o mercado brasileiro do boi gordo retomou as atividades na quarta-feira (2/3) seguindo a mesma linha observada nas últimas semanas – poucos negócios efetivados e preços da arroba se mantendo estáveis na maioria absoluta das praças do País. Segundo os analistas, a oferta de boiada gorda segue bastante escassa, sobretudo nas regiões do Centro-Sul. De acordo com informações da IHS Markit, alguns frigoríficos de São Paulo estão buscando boiadas em outros Estados onde há maior oferta de animais terminados, como nas praças do Norte do País. “Há relatos de forte atuação de indústrias paulistas exportadoras que buscam comprar animais terminados no Maranhão e também no sul do Tocantins”, informa a consultoria. Em relação ao mercado externo, embora as exportações de carne bovina continuem aceleradas, a queda do dólar frente ao real acendeu um sinal de alerta entre os vendedores, já que esse movimento do câmbio reduz a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional. O conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia também merece ser acompanhado de perto pelos agentes que atuam no setor pecuário, alerta a IHS Markit. No atacado brasileiro, as vendas de carne bovina durante o feriado de Carnaval não mostraram a expressividade que o mercado esperava. Para a consultoria Agrifatto, o recebimento dos salários neste início de março traz expectativas de que a liquidez volte a aparecer no mercado atacadista e faça com que a carcaça volte a ser negociada acima dos R$ 20,50/kg. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 345/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 297/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO/IHS


SUÍNOS


Suínos: quarta-feira de cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 110,00/R$ 114,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,60 o quilo/R$ 8,80 o quilo, referência de preços da última sexta-feira (25), uma vez que os trabalhos na consultoria retornam amanhã (3)


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (25), houve aumento apenas em São Paulo, na ordem de 0,51%, chegando a R$ 5,97/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 6,07/kg, R$ 5,40/kg no Paraná, R$ 5,28/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 5,39/kg em Santa Catarina.

Cepea/Esalq


Comportamento dos preços do suíno, na granja, na 8ª semana de 2022

Os suinocultores continuaram pressionando por melhores condições de comercialização


No decorrer da semana passada (8ª semana de 2022, 20 a 26 de fevereiro) os suinocultores continuaram pressionando por melhores condições de comercialização e conseguiram novo êxito no último dia de negócios quando foram efetivados os fechamentos para esta semana. O resultado foi um preço médio semanal de R$116,40, significando evolução de 3,7%. No entanto, o preço apresenta índice negativo de 22,4% na comparação com a mesma semana de 2021. No acumulado de fevereiro, a cotação média subiu para R$108,78, significando evolução mensal de 3,25%, enquanto mostrou índice negativo de 21,5% sobre fevereiro do ano passado. A semana atual (9ª semana de 2022, 27 de fevereiro a 05 de março) marca o início de um novo mês e, também, do período religioso da quaresma. Os suinocultores, por sua vez, seguem com preços expressivamente baixos em relação ao mesmo período do ano passado.

AGROLINK


FRANGOS


Frango: Preços estáveis no Paraná e Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,69%, valendo R$ 6,00/kg, referência de preços da última sexta-feira (25), uma vez que os trabalhos na consultoria retornam amanhã (3)

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (25), a ave congelada baixou 0,33%, chegando a R$ 6,07/kg, enquanto a resfriada cadeu 0,31%, fechando em R$ 6,35/kg.

Cepea/Esalq


COMPORTAMENTO dos preços do frango vivo em fevereiro e no primeiro bimestre de 2022

O frango vivo comercializado no interior paulista atravessou todo o mês de fevereiro sem que se alterassem os fundamentos que vêm marcando o setor desde os últimos meses de 2021: baixa demanda e preços estáveis ou em queda (a última alta obtida pelo produto foi em 23 de julho de 2021, há mais de sete meses)


O preço de referência (aplicável, em geral, apenas às colocações programadas) permaneceu inalterado em R$4,90/kg, valor que completou 50 dias corridos de vigência no último dia de fevereiro. O segundo mês de 2022 foi encerrado com uma queda de, aproximadamente, meio por cento em relação ao mês anterior, enquanto em comparação ao mesmo mês de 2021 registra-se incremento de 10,22%. Essa foi, também, a menor cotação dos últimos quatro meses (queda de 18% em relação ao pico de preço no trimestre agosto/outubro) e ainda que tenha empatado com a inflação oficial, continuou distante dos custos, que aumentaram praticamente o dobro. Completados os dois primeiros meses de 2022, o frango vivo comercializado no interior paulista registra valor médio pouco superior a R$4,91/kg, resultado que se encontra 12,5% acima da média do mesmo bimestre do ano passado, mas que é 7% inferior à média anual de 2021.

AGROLINK


Holandeses vão abater cerca de 84.000 galinhas após detecção de gripe aviária

Cerca de 47.000 galinhas em uma fazenda na cidade holandesa de Wageningen serão abatidas após a detecção de uma gripe aviária altamente infecciosa, disse o governo na terça-feira.

Houve um relatório semelhante do norte do país na noite de segunda-feira, levando as autoridades a ordenar o abate de mais 37.000 frangos. Outros 20 casos da forma altamente letal da gripe aviária foram relatados na Holanda este ano.

REUTERS


EUA segue identificando gripe aviária

“Este é considerado um caso presumivelmente positivo “

A gripe aviária foi identificada em uma sexta fazenda de perus no sul de Indiana, e autoridades estaduais disseram na terça-feira que 16.500 aves na fazenda seriam mortas enquanto o estado aguarda a confirmação da doença viral, segundo o que foi informado pelo agriculture.com. Enquanto isso, o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do USDA disse que 1,6 milhão de perus, galinhas e outras aves morreram como parte dos surtos deste ano de gripe aviária altamente patogênica (HPAI). Uma granja avícola no condado de New Castle, Delaware, foi responsável por 1,2 milhão das aves abatidas, disse o USDA. Indiana tem o maior número de surtos: cinco casos confirmados de gripe aviária de “caminho alto” e o novo caso no condado de Dubois. “Este é considerado um caso presumivelmente positivo e as amostras estão sendo verificadas no Laboratório Nacional de Serviços Veterinários do USDA em Iowa”, disse o Conselho de Saúde Animal em um e-mail. “Esta é a sexta fazenda conhecida (conhecida como Dubois4) em Indiana a ser diagnosticada com gripe aviária. Esforços de despovoamento estão em andamento nas instalações, que abrigam 16.500 aves.” Cinquenta milhões de aves, principalmente galinhas poedeiras e perus, morreram em uma epidemia de HPAI em 2014 e 2015 que elevou os preços dos ovos nos supermercados. A gripe aviária é uma doença que acomete aves e é provocada pelo vírus influenza A.

AGROLINK


CARNES


Frigoríficos brasileiros temem calote da Rússia

Até que as companhias exportadoras se manifestem oficialmente, o cenário ficou complicado para os embarques à Rússia


E os frigoríficos devem ser os primeiros a sentirem o golpe. As empresas de navegação anunciam reavaliação de rotas e os bancos do país têm dificuldades de enviarem remessas ao exterior – mesmo com o sistema Swift ainda operante para eles. “Para tudo, todos estão reavaliando e até os importadores russos não devem saber o que fazer”, informa Daniel Freire, Presidente do Sindicarne do Pará, uma das origens de embarques de carne bovina para o país. No Sul, importante líder setorial da cadeia de suínos e frangos, que pede reserva do seu nome e até do estado que representa, também já foi notificado das mesmas condições. Com o agravante, segundo ele, de que “receber dos russos sempre foi um problema”, somando agora com as “dificuldades operacionais reais”, aumenta o risco de calote. Além do que estaria por vir, há a questão dos produtos que já estão a caminho. Embora haja um sinal dos importadores na maioria dos casos, lembra Freire, em até 40% pré-embarque, o restante a receber fica em suspenso. Em carne suína, a Rússia importou apenas 9 mil toneladas em 2021 (até 2017 era o maior comprador), mas abriu uma cota de 100 mil/t até junho. Em relação a bovinos, os embarques vinham crescendo, sendo o terceiro principal destino em janeiro, depois de muito tempo de embargo sobre algumas plantas pela acusação de uso de hormônios, nunca provada.

Money Times


ABPA vê preocupação com exportações de carnes suína e de frango para a Rússia

Segundo o presidente da entidade, a dificuldade está em encontrar novos navios; ABPA estuda novas rotas longe de conflitos


Com a elevação dos preços do milho, aumenta a preocupação do setor de proteína animal que depende dessa commodity para a produção de ração. Além disso, a guerra vai prejudicar as exportações para a Rússia. No ano passado, o Brasil exportou pouco mais de 9 mil toneladas de carne suína para os russos, com receita de quase US$ 24 milhões. Esse volume respondeu por cerca de 0,8% dos embarques da proteína em 2021. Já os embarques de carne de frango para a Rússia responderam por 2,8% do total exportado pelo Brasil no ano passado, com quase 106 mil toneladas e receita de US$ 167 milhões. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os conflitos vão impactar as exportações de carne de frango do Brasil para a Rússia, no entanto, o impacto será limitado e não vai ‘sobrar’ produto no mundo. A grande questão está no aumento dos preços, que será inevitável. “O grande efeito está no preço dos insumos. Já tivemos alta no milho, no farelo de soja e no trigo. E subindo o custo da ração, o valor do frango, do suíno e do ovo sobe no supermercado e na mesa dos brasileiros”, pontua Santin. O dirigente da ABPA também acredita que o fluxo dos embarques para a Rússia será afetado, devido à escalada no conflito. Mas os produtos brasileiros devem chegar ao seu destino. “Os produtos que estão a caminho da Rússia vão chegar ao seu destino. A grande dificuldade está em encontrar novos navios e continuar o fluxo de comércio, já que há uma desconfiança de armadores para viajar em uma zona de guerra. Estamos atuando junto às empresas no estudo de rotas alternativas, que estão longe da área do conflito”, diz.

CANAL RURAL


EMPRESAS


Coopavel: Governo concede a licença para ampliação de uma das maiores UPLs das américas

O governo acaba de entregar à Coopavel a Licença de Instalação para a ampliação da Unidade de Produção de Leitões (UPL) localizada no distrito Juvinópolis, no interior de Cascavel (PR)


Com investimento de R$ 220 milhões, as obras de ampliação devem ser concluídas até o fim de 2024, com a geração de cerca de 200 empregos indiretos durante o período. Atualmente, a Unidade de Produção de Leitões da Coopavel possui 12 mil fêmeas e, com a ampliação de capacidade de alojamento, serão 20 mil matrizes. Com isso, a produção de 400 mil leitões ao ano passará para 660 mil. Além disso, a unidade será abastecida com biogás, energia sustentável produzida por meio dos dejetos suínos. De acordo com o Secretário Márcio Nunes, como a empresa já exporta seu produto, quanto mais sustentabilidade mostrar na sua produção, maiores são as chances de ela ser vista com bons olhos. “O mundo quer consumir produtos sustentáveis e é por isso que o Paraná oferece subsídios para que o setor privado invista em tecnologias para que consiga produzir mais e melhor, pensando no cuidado com o meio ambiente”, destacou. Desde o lançamento do Paraná Energia Sustentável, em maio de 2021, o sistema online do IAT emitiu mais de 30 licenças ambientais para o biogás. Desde então, o Governo do Paraná desburocratizou a forma de solicitar a licença para diversos tipos de produção de energia através de fontes sustentáveis. De acordo com o Gerente Agropecuário da UPL da Coopavel, Marcos Jovani Sipp, a geração do biogás, transformando em energia elétrica, irá suprir a necessidade de 80% do consumo de energia elétrica da ampliação da unidade de produção. “É fundamental o apoio do governo do Estado para facilitar o investimento das empresas nesse setor, em que produzimos a nossa própria energia elétrica”, disse. O gerente destaca, ainda, que essa será uma das maiores plantas da América do Sul e, com a economia na energia elétrica, será possível investir em novas tecnologias, também com foco na sustentabilidade ambiental.

Imprensa Coopavel


MEIO AMBIENTE


Setor de carne bovina mitiga riscos com diversificação e metas, diz Fitch

As empresas brasileiras de carne bovina têm conseguido mitigar riscos para seus ratings relacionados ao impacto da cadeia produtiva no desmatamento e na emissão de gases causadores do efeito estufa com diversificação e programas de sustentabilidade, segundo relatório divulgado pela Fitch Ratings na segunda-feira (28)


“As implicações ambientais do desmatamento e das emissões de gases causadores do efeito estufa expõem o setor de proteínas da América Latina a riscos regulatórios e reputacionais”, disse a Fitch Ratings em relatório. “Apesar de essa exposição poder ter efeito negativo nas exportações e no acesso aos mercados de capitais, programas de sustentabilidade para reduzir as emissões de gases do efeito estufa reduzem os riscos para o rating (das companhias) ao limitarem os potenciais efeitos na receita e no fluxo de caixa.” No fim do ano passado, grandes redes de varejo europeias anunciaram planos para deixar de comprar carne bovina brasileira como resultado das preocupações com o desmatamento na Amazônia. Mas a Fitch afirma que esse mercado representa menos de 10% das exportações brasileiras do produto. O Brasil é um dos mais de cem países que se comprometeram a acabar com o desmatamento até 2030 durante a Conferência da ONU COP26 no ano passado. “O efeito (desse compromisso) na oferta de gado, preços, exportações e margens ainda é incerto, mas é neutro para os ratings no curto prazo diante do tempo que levará para implementá-lo”, disse a Fitch. A estratégia de diversificação geográfica e de negócios adotada por grandes empresas de carne bovina brasileiras também contribui para mitigar riscos financeiros ou relacionados às exigências de sustentabilidade, segundo a agência. JBS, Marfrig Global Foods e Minerva Foods têm expandido a produção de carne para outros países além da América Latina e ingressado no mercado de novas proteínas por meio de aquisições. Os grandes processadores de carnes também desenvolveram programas de sustentabilidade com metas para reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa. Apesar desses programas, o setor continua sob escrutínio de investidores, grupos ambientalistas e instituições financeiras. Na semana passada, o IDB Invest, que faz parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), encerrou negociações com a Marfrig para a concessão de um financiamento de US$ 200 milhões. A Marfrig disse em nota que a suspensão do processo ocorreu por desacordo entre as partes sobre as condições financeiras propostas.

CARNETEC



NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Presidente da Compagas: tarifa vai diminuir, mas terá de bancar outorga de R$ 500 milhões

Na semana passada, o governo do Paraná apresentou, em audiência pública, o Plano Estadual do Gás e as propostas de renovação do contrato de concessão da distribuição, que valerá até 2054. A proposta do governo está sendo embasada num estudo encomendado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe, da USP)


Além de um novo contrato, outra mudança será a privatização da Compagas, com a venda das ações da Copel, que hoje detém 51% da companhia. Os demais sócios são a Gaspetro e o grupo Mitsui, cada um com 24,5%. A venda das ações da Copel é prevista para o segundo semestre desse ano. Segundo o CEO da Compagas, Rafael Lamastra, a margem de distribuição do gás natural no Paraná é uma das mais caras do Brasil porque “a margem é composta por uma série de fatores, conforme o que está estabelecido no atual contrato de concessão e no sistema regulatório que temos hoje. Não adianta caracterizar isso como um problema desse momento. Isso é de 30 anos. O contrato estabelece uma taxa de retorno de 20% e uma remuneração de todos os custos de serviços que a gente presta e as despesas (também em 20%). Além disso, temos um reduzido volume de distribuição. Santa Catarina tem mais que o dobro que o nosso. Perdemos volume em 2020 com o fechamento da Petrobras, a Araucária Nitrogenados (um grande consumidor de gás natural, que respondia por 30% do volume distribuído pela Companhia). Então tudo acaba pesando. E não é a despesa da Compagas que pesa nisso. Desde que estou aqui (janeiro de 2019) promovemos três Programas de Demissão Voluntária (PDV), com uma redução de 15% no quadro de funcionários. Nossas despesas estão cada vez menores, com uma redução de 22% entre 2018 e 2020. Então, há um esforço para reduzir despesas. Somos remunerados com nosso investimento na expansão da rede. Quando o contrato foi firmado, em 1994, não tinha meta de expansão, expande para onde a Compagas quiser e do jeito que quiser e, expandindo, joga isso na margem. Pelo volume que a gente distribui hoje, entre 900 mil metros e 1 milhão de metros cúbicos ao dia, não se justificaria, por exemplo, algumas expansões que foram feitas na nossa rede. A rede é pequena, mas poderia ser menor para ser otimizada”. Segundo ele, “ a margem da Compagas é de R$ 0,80 (por metro cúbico), poderia ser maior, poderia ser acima de R$ 1,20 pelo atual contrato. Essa questão só vai se resolver com o novo contrato. O que apresentei na audiência pública está sendo encaminhado para o governo (poder concedente). Uma das premissas é a redução da margem de distribuição, com a reestruturação tarifária. O novo contrato só vai entrar em vigor em julho de 2024, vai ter nova estrutura de tarifa, fazendo redução ao longo da concessão na média e não linear (de acordo com o segmento e o volume de consumo) de 37% de redução para o setor industrial. Mas, até lá, nós estamos tentando uma antecipação desse benefício, já para os próximos meses, de pelo menos 30% na média. Tudo isso tem que ser aprovado pelo governo e pela Agepar, a agência reguladora”, disse. Sobre os recursos da outorga, ele afirmou que “é assunto do governo. O valor da outorga é transferido ao governo e deve ser direcionado a investimentos. Mas o investimento em gás natural não é do governo e sim do concessionário. O valor da outorga será, sim, repassado à tarifa ao longo dos 30 anos da concessão. É natural que seja repassado, esse valor vai compor nossa margem. O novo contrato que está sendo proposto prevê que a concessionária teria 24 meses para apresentar à Agepar um projeto de desenvolvimento do biometano. Quimicamente, gás natural e biometano são compatíveis e poderiam usar a mesma rede de gasoduto. Desde o ano passado, estamos trabalhando em ações de geração de biogás e biometano, uma solução sustentável e que o Paraná tem uma mina de ouro por conta do agronegócio, que são os resíduos que podem ser transformados em biogás e purificado para biometano. A ideia é, nas regiões que não seriam atendidas pelo gás natural, instalar redes locais para a distribuição do biometano, como no Oeste e Sudoeste, por exemplo. Lembro que a privatização é benéfica e temos o exemplo da Comgas, em São Paulo, que foi privatizada e, desde então, cresce uma Compagas por ano. Em 1999, a Comgas tinha 300 mil usuários, hoje tem 2,3 milhões. Lá, eles fazem entre 800 e 1 mil quilômetros de rede por ano. E, eu não tenho notícia de reclamação dos usuários. A Comgas é um exemplo vivo de eficiência”.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em baixa de 0,91%, a R$5,1094

Após sessão reduzida, o dólar comercial encerrou o pregão em queda, com o mercado se ajustando após o feriado de Carnaval e aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. A guerra vem causando a alta no preço de commodities globalmente favorecendo exportadores emergentes, como o Brasil


O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira, abandonando a alta de mais cedo conforme os mercados externos melhoraram o sinal no decorrer do dia apesar das tensões sobre a guerra na Europa. O dólar à vista caiu 0,91%, a 5,1094 reais.

REUTERS


Bolsa avança 1,8%, apesar da guerra na Ucrânia

Na volta do feriado do carnaval, mercado nacional acompanhou o bom desempenho do exterior; investidores ainda esperam uma saída diplomática para guerra entre Rússia e Ucrânia


Apoiados na recuperação dos mercados internacionais, os ativos nacionais tiveram um bom desempenho na quarta-feira, 2, na volta do feriado do carnaval. A Bolsa brasileira seguiu o comportamento do exterior e subiu 1,80%, aos 115.173,61, enquanto no câmbio, o dólar teve queda de 0,94%, a R$ 5,1073. Apesar do bom desempenho de ontem, Edward Moya, analista da Oanda, diz que as ações se recuperaram na esperança de que as sanções aplicadas pelo Ocidente possam estar surtindo efeito na Rússia. No entanto, o "apetite ao risco terá dificuldades para se recuperar completamente até que um verdadeiro fim da guerra na Ucrânia esteja à vista". “A situação que se tem hoje é muito complexa e o mercado talvez esteja sendo um pouco negligente. O conflito é sério e pode se tornar ainda mais sério. Há muito otimismo quanto à chance de uma conversa sobre cessar-fogo. Mesmo as sanções anunciadas, especialmente a exclusão de bancos russos do Swift, têm algum grau de dificuldade na implementação - fala-se em até 10 dias para que seja operacionalizada. Há impressão de que Putin já desejaria um cessar-fogo por não aguentar a asfixia financeira. Mas ele não parece ter atingido seus objetivos, ainda”, diz Rodrigo Natali, Diretor de estratégia da Inversa. Por aqui, a interrupção do fluxo de exportação de fertilizantes russos ao Brasil, assim como para a grande maioria de outros países do mundo, é uma "questão de tempo", avalia a consultoria StoneX. Segundo Luciano Costa, economista-chefe da Kilima Asset, a pressão sobre commodities como o petróleo e o minério beneficiam a B3, mantendo o interesse e o fluxo estrangeiro. Em relatório, a XP destacou que os "setores financeiro e (de) commodities respondem por 80% dos lucros do Ibovespa em 2022, e, atualmente, têm um peso de 62% dentro do índice”. No ano, o Ibovespa sobe 9,87%.

O ESTADO DE SÃO PAULO


Mercado passa a ver inflação de 5,60% neste ano, mostra Focus

O mercado voltou a elevar a expectativa para a inflação neste ano e passou a ver alta do IPCA de 5,60%, indo ainda mais além do teto da meta, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira


Foi a sétima semana seguida de alta da projeção, que na semana passada era de 5,56%. Para 2023, a estimativa aumentou 0,01 ponto percentual, a 3,51%. A meta de inflação para 2022 é de ​3,50%, e o objetivo para 2023 está em 3,25% --ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A piora do cenário para 2022 se deu apesar do leve recuo de 0,03 ponto percentual na perspectiva para a alta dos preços administrados, calculada agora em 4,77%. Para 2023, a taxa prevista de avanço dos preços regulados é de 4,18%, de 4,17% antes. O levantamento semanal mostrou ainda que os especialistas consultados continuam vendo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,30% neste ano, indo a 1,50% no ano que vem. A pesquisa com dezenas de economistas mostrou manutenção do cenário para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 12,25% e 8,00% ao fim de 2022 e 2023, respectivamente.

REUTERS


Brasil tem maior proporção de famílias inadimplentes em 12 anos

O Brasil registrou em fevereiro o maior número de consumidores inadimplentes em 12 anos, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)


A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu a 27%, nível mais elevado desde março de 2010, de acordo com os dados apurados pela Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência (Peic), da CNC. O resultado é 0,6 ponto porcentual maior que o de janeiro. Na comparação com fevereiro de 2021, houve um aumento de 2,5 pontos porcentuais no total de inadimplentes. A pesquisa também captou aumento no número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, ou seja, que permaneceriam inadimplentes. Houve uma alta de 0,4 ponto porcentual no número de consumidores nessa situação em fevereiro ante janeiro, o equivalente a 10,5% das famílias. Em fevereiro, 76,6% das famílias brasileiras informaram que estavam endividadas, 9,9 pontos porcentuais acima do resultado de fevereiro de 2021, quando a proporção de consumidores com dívidas e contas a pagar era de 66,7%. Segundo a CNC, a alta dos juros vem dificultando a renegociação de dívidas. A entidade prevê que o encarecimento do crédito permaneça afetando tanto a trajetória de endividamento quanto a da inadimplência dos brasileiros. A pesquisa considera como dívidas as contas a pagar em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação de casa.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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