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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 76 DE 25 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 76| 25 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado brasileiro mantém calmaria

A Rússia, que iniciou ataques na Ucrânia, tem pequena participação entre os compradores internacionais da carne bovina do Brasil; no setor de grãos (trigo e milho), cenário gera preocupação, diz a Scot Consultoria


O mercado brasileiro do boi gordo seguiu bastante calmo na quinta-feira, 24 de fevereiro, oficialmente, o primeiro dia da guerra iniciada na região leste da Europa. Tal comportamento reflete a pouca importância dos importadores russos no quadro atual de clientes internacionais da carne bovina brasileira. No boletim desta quinta-feira, analistas da IHS Markit destacaram os recuos nos preços da arroba da vaca em algumas praças do Mato Grosso, reflexo do aumento da oferta de matrizes após término da estação de monta, além do preço mais baixos da categoria em relação aos machos. A mesma consultoria também observou situações adversas nas praças do Rio Grande do Sul, o que resultou em queda nos preços da arroba do boi gordo. A semana segue sem grandes variações de preços também no mercado atacado de carne bovina. Em 2021, a Rússia, que já foi um grande parceiro comercial brasileiro no setor de carne bovina, respondeu por apenas 1,8% do volume total de embarques da proteína, segundo relatos da Scot Consultoria. No final do ano passado, os russos voltaram a reabilitar algumas plantas frigorificas brasileiras para exportação de carne bovina e suína. Essas unidades estavam com restrições para embarques ao mercado da Rússia desde o fim de 2017, por causa da presença do aditivo ractopamina em algumas cargas. Com a liberação, o país do leste europeu começa a reaparecer nas estatísticas brasileiras, embora ainda de maneira bastante tímida – está muito longe de atingir os altos patamares de importação registrados no passado recente; entre 2008 e 2012, os russos reinaram absolutos no topo máximo do ranking, com compras anuais acima de US$ 1 bilhão. “A Rússia tem grande importância para o Brasil e o conflito, se não for resolvido com rapidez, poderá elevar ainda mais os preços (dos grãos) no mercado interno”, observa a Scot, que ressalta: “O cenário merece atenção e deve ser acompanhado de perto, pelos impactos causados no cenário global e seus reflexos no agronegócio”. Com as escalas de abate atendendo a semana posterior ao Carnaval, as cotações do boi gordo andaram de lado na quinta-feira. Nas praças do interior de São Paulo, o boi, vaca e novilha gordos estão cotados em R$ 338/@, R$ 303/@ e R$ 330/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados apurados pela Scot. Em relação aos preços dos machos padrão China (abatidos mais jovens, geralmente abaixo dos 30 meses de idade), as negociações no mercado paulista chegam a R$ 355/@, acrescenta a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 345/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 297/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder:

boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Relação de troca melhora ao pecuarista que faz recria-engorda

Os preços do boi gordo seguem firmes no mercado brasileiro, ao passo que os dos animais para reposição estão enfraquecidos

Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto vem favorecendo pecuaristas que realizam recria-engorda, que, vale lembrar, atravessaram recentemente (em outubro de 2021) a pior relação de troca da série histórica do Cepea (iniciada em fevereiro de 2000). Dados do Cepea mostram que, nesta parcial de fevereiro (até o dia 22), o pecuarista precisa de 8,38 arrobas de boi gordo paulista para a compra de um animal de reposição em Mato Grosso do Sul, quantidade 8,73% menor que a necessária em fevereiro do ano passado (9,18 arrobas). Trata-se, também, da relação de troca mais favorável ao pecuarista que faz recria-engorda desde janeiro de 2020 (quando esteve em 8,25 arrobas). Em outubro do ano passado, quando a relação de troca atingiu o pior momento da série histórica ao produtor recriador, foram necessárias 10,27 arrobas para a aquisição de um bezerro.

CEPEA


SUÍNOS


Suínos: mercado estável na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em em R$ 110,00/R$ 114,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,38%/1,15%, valendo R$ 8,60 o quilo/R$ 8,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), houve queda de 0,16% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,07/kg, e alta de 0,76% em Santa Catarina, chegando a R$ 5,29/kg. Ficaram estáveis os valores no Paraná (R$ 5,39/kg), no Rio Grande do Sul (R$ 5,28/kg), e em São Paulo (R$ 5,94/kg). O mercado da suinocultura independente trabalha com leves altas na quinta-feira (24) da última semana de fevereiro. Lideranças ressaltam a redução do peso médio dos animais saindo das granjas para abate, o que limita a oferta de carne.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: preços seguem com aumentos

Peso médio dos animais está em queda nas granjas, o que está limitando a oferta da proteína


No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 17/02/2022 a 23/02/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 15,45%, fechando a semana em R$ 5,83. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente estabilidade, podendo ser cotado a R$ 5,84/kg", informou o Lapesui. O mercado da suinocultura independente trabalhou com leves altas na quinta-feira (24) da última semana de fevereiro. Em São Paulo, conforme informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço do animal vivo passou de R$ 6,30/kg vivo para R$ 6,40/kg. No mercado mineiro, o preço se manteve estável em R$ 6,10/kg vivo conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Santa Catarina registrou leve alta, passando de R$ 5,60/kg vivo para R$ 5,65/kg vivo, de acordo com dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

AGROLINK


Suínos/Cepea: Valores seguem em alta em todas as praças

As cotações do suíno vivo estão em movimento de alta nesta semana em todas as praças acompanhadas pelo Cepea


Produtores consultados pelo Cepea indicam que a liquidez está elevada, ao passo que a oferta de animais para abate está baixa. Assim, os aumentos nos preços têm sido observados mesmo com as dificuldades em negociar a carne suína no atacado, sobretudo pela menor procura neste final de mês. Apesar disso, a média de preços do animal vivo na parcial de fevereiro (até o dia 22) ainda está inferior à de janeiro, devido às desvalorizações registradas no início deste mês. Dessa forma, o poder de compra de suinocultores frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, vem apresentando novo recuo na parcial de fevereiro, acumulando cinco meses de consecutivas quedas.

Cepea


Região Sul comercializou o suíno vivo por valor 22% abaixo do custo de produção em janeiro

Os preços de venda atingiram o menor valor dos últimos 16 meses


Os dados divulgados pela Embrapa Suínos e Aves na região Sul em relação ao primeiro mês de 2022 é motivo de grande preocupação para os suinocultores que viram o custo alcançar novo recorde enquanto os preços de venda atingiram o menor valor dos últimos 16 meses. No mês, enquanto o custo apresentou evolução mensal e anual, os preços de comercialização apresentaram desvalorização. Com isso, os preços recebidos pelos suinocultores permaneceram abaixo do custo de produção por treze meses consecutivos. Permanecer por período tão longo período absorvendo prejuízos tende a gerar dificuldade na reposição do plantel suíno impactando a produção futura. Infelizmente, o cenário atual permanece de custo alto e consumo interno mais retraído trazendo desalento aos suinocultores que necessitam melhorar os preços de comercialização.

SUISITE/EMBRAPA


FRANGOS


Frango: preços com poucas variações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,85%, valendo R$ 5,90/kg.

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,08/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), a ave congelada teve leve queda de 0,49%, chegando a R$ 6,09/kg, enquanto a resfriada desceu 0,31%, fechando em R$ 6,37/kg.

Cepea/Esalq


Gripe aviária letal atinge granja avícola de Delaware com 1,2 milhão de aves

Uma granja comercial em Delaware com 1,2 milhão de aves foi atingida por uma forma altamente letal de gripe aviária, disse o Estado nesta quarta-feira, expandindo significativamente um surto que matou galinhas e perus dos Estados Unidos


O surto eleva o número total de aves comerciais dos EUA afetadas pela doença para cerca de 1,65 milhão nas últimas duas semanas. O Japão bloqueou ovos de Delaware no último golpe ao setor. Todas as aves da fazenda infectada no condado de New Castle, Delaware, serão abatidas para impedir a propagação da doença e não entrarão no sistema alimentar, disseram autoridades estaduais. Eles acrescentaram que os produtos de aves ainda são seguros para comer e que os seres humanos não correm risco. A granja foi infectada com uma gripe aviária do tipo H5 altamente patogênica, que causa alta mortalidade nas aves. É a mesma cepa confirmada recentemente em operações comerciais de aves em Indiana e Kentucky e em aves selvagens. Acredita-se que as aves selvagens tenham transportado o vírus para a América do Norte. Já era difundido na Europa e afetando aves na Ásia e África. O surto de Delaware é o primeiro caso de gripe aviária altamente patogênica no estado em uma granja comercial desde 2004, disseram autoridades. Não se sabe exatamente como a fazenda foi infectada, disse o Secretário de Agricultura de Delaware, Michael Scuse, em comunicado. Enquanto isso, em Indiana, autoridades relataram na quarta-feira um surto suspeito de gripe aviária altamente patogênica em uma quinta fazenda comercial de perus. Cerca de 36.000 aves da fazenda foram abatidas, elevando o número total de perus afetados em Indiana para quase 155.000 desde 8 de fevereiro, disse o estado.

REUTERS


EMPRESAS


Frigorífico Frispar realiza primeiro abate certificado pelo Programa Carne Hereford

A parceria entre o Programa Carne Hereford e o Frigorífico Frispar, localizado em Marmeleiro (PR), foi firmada durante a Expointer 2021


Foi realizado na terça-feira, 22 de fevereiro, o primeiro abate certificado pelo Programa Carne Hereford, no Frigorífico Frispar, localizado em Marmeleiro (PR). O processo, que foi acompanhado pelo Gerente do Programa, Felipe Azambuja, pelo Coordenador Técnico do Programa, Raoni Lopes, e pelo Técnico Certificador da unidade, Ewerton Bett, reuniu 30 animais das raças Hereford e Braford. “É um momento especial e um passo muito importante tanto para o Programa Carne Hereford, quanto para o frigorífico. Também vejo como uma grande oportunidade para o mercado consumidor que está cada vez mais exigente e em busca de uma carne de melhor qualidade”, destacou Giovani Tolotti, sócio e proprietário do Frigorífico Frispar. “Foi um importante passo para o Programa Carne Hereford e para o mercado da carne. Com certeza, essa nova parceria irá trazer muito benefícios para os produtores”, afirmou o Gerente de Operações e da Carne Hereford, Felipe Azambuja. De acordo com o Coordenador Técnico do Programa, Raoni Lopes, os animais que participaram do primeiro abate apresentaram um excelente padrão de carcaça. “Ótimo padrão racial, animais bem conformados, com ótimo acabamento de gordura e jovens, que com certeza irão atender as exigências do mercado consumidor”. A parceria entre o Programa Carne Hereford e o Frigorífico Frispar foi firmada durante a Expointer 2021 com o objetivo de ampliar a atuação da Carne Hereford para outros estados, buscando fomentar, ainda mais, a cadeia da carne bovina e estreitar as relações com os produtores. Conforme a tabela de bonificação, os produtores, inicialmente, receberão 2% sob o preço base utilizado pela indústria, podendo agregar valor aos seus animais padrão Hereford e Braford. Para que o produtor receba a bonificação, seus animais devem atender aos seguintes critérios: padrão racial de no mínimo 50% de sangue Hereford, machos castrados, machos inteiros (somente até zero dentes) e fêmeas, cronologia dentária (0,2 e 4 dentes); e acabamento de gordura (3,4 e 5). A bonificação pode variar em porcentagem de acordo com o sexo, cronologia dentária, e peso de carcaça.

Ascom ABHB


Marfrig celebra conquista do Selo Mais Integridade do Ministério da Agricultura

A Marfrig recebeu na quarta-feira (23) o Selo Mais Integridade 2021/2022 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sendo a única companhia do setor de carne bovina a ser certificada com o selo, que reconheceu 17 empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade focadas em responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética, informou a Marfrig na quinta-feira (24)


O Selo Mais Integridade considera também o empenho das empresas para a mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção. A cerimônia de premiação foi realizada no auditório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em Brasília (DF), com a participação da ministra Tereza Cristina. A Marfrig foi representada por Heraldo Geres, Vice-Presidente Jurídico da companhia; Maurício Manfredini, Diretor de Compliance; e Isabella Veneroso, Analista de Compliance. “Toda a atuação da Marfrig é permeada por boas práticas sustentáveis, éticas, sociais, de governança. A empresa se orgulha muito por ser a única do setor de carne bovina reconhecida com o Selo Mais Integridade, que ajuda a disseminar e divulgar iniciativas essenciais para todo o agronegócio. O Brasil já é uma potência agrícola mundial e vai se fortalecer ainda mais a partir dos exemplos das empresas e cooperativas contempladas pelo selo”, disse Heraldo Geres em nota. Criado em dezembro de 2018 pela Portaria Mapa nº 2.462, o Selo Mais Integridade tem um comitê gestor composto por um membro titular e um membro suplente de instituições privadas e públicas. As entidades privadas são: Alliance for Integrity, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (Ethos), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Instituto Rede Brasil do Pacto Global (Pacto Global). Já as públicas são: Mapa, Apex-Brasil, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Controladoria-Geral da União (CGU).

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná vive pior crise, e produtividade da soja é a menor em 30 anos

Produtores do estado deverão obter apenas 2.026 kg por hectare, o menor nível desde 1992, segundo o Deral


Há muito tempo os paranaenses não vivenciavam uma crise tão aguda na agricultura. Após a quebra de milho safrinha no ano passado, o Paraná deverá ter a pior produtividade de soja em 30 anos. Nesta safra, que foi afetada por forte calor e ausência de chuvas nas lavouras, a oleaginosa vai render apenas 2.062 kg por hectare, segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural). Esse dado ainda é provisório e se refere à primeira safra, mas já indica o menor volume desde os 1.900 kg de 1992, um período em que o estado ainda não tinha toda a tecnologia atual de produção. Os dados históricos do Deral consideram a produtividade média da primeira e da segunda safras. Esta última, no entanto, é de menor importância. Na safra 2019/20, a produtividade chegou a 3.794 kg. A queda de produtividade deverá reduzir a produção total do estado para 11,6 milhões de toneladas na primeira safra, o menor volume desde 2012, quando uma forte seca derrubou a produção para 10,9 milhões de toneladas. O volume deste ano fica bem distante do de 2019/20, safra que o estado atingiu 20,8 milhões de toneladas de soja. A produção de milho recua para 2,76 milhões e toneladas, 11% a menos do que na safra anterior. Essa queda complica o abastecimento do cereal no estado, que é um dos principias produtores de proteína. A produtividade do milho, após ter atingido 8.372 kg na safra passada, recua para 6.367 nesta. As estimativas para a segunda safra de milho são de 15,5 milhões de toneladas, 171% acima da do ano anterior, prejudicada por secas e geadas.

FOLHA DE SÃO PAULO


Paraná deve produzir 14,74 milhões de toneladas de grãos

Estimativas atualizadas pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, indicam que o Paraná vai produzir 14,74 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2021/22, em uma área de 6,24 milhões de hectares. O volume é 42% menor do que o esperado no início da safra, que era de aproximadamente 25,5 milhões de toneladas.


As informações são do relatório mensal da safra, divulgado nesta quinta-feira (24/02). A queda acentuada se deve principalmente à redução no potencial da soja, que ocupa 90% da área plantada de grãos no Paraná. O volume previsto atualmente para essa cultura é 45% menor do que a estimativa inicial. Espera-se que o Estado produza 11,63 milhões de toneladas de soja na safra 21/22, quase 10 milhões a menos do que se estimava inicialmente. O Chefe do Deral, Salatiel Turra, explica que a estiagem prolongada é a principal responsável pelos efeitos negativos na produção agrícola paranaense. “Esses índices impactam diretamente a nossa economia, que tem expressiva participação do agronegócio”. A preços atuais, as perdas financeiras com a quebra podem ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 33 bilhões. O relatório mostra ainda perdas na primeira safra de milho. A expectativa do Deral é que sejam produzidas 2,76 milhões de toneladas, número 35% inferior à expectativa inicial, que era de 4,26 milhões de toneladas. No caso do feijão, a variação negativa chega a 33%, na comparação com o potencial no início da primeira safra – de 279 mil toneladas para 185,75 mil toneladas. O levantamento do Deral confirma que as adversidades climáticas afetaram de forma significativa a produção da primeira safra de soja, que será de aproximadamente 11,63 milhões de toneladas. Se a estimativa se confirmar, a redução será de 44,8% comparativamente ao volume estimado no início da safra, de 21,06 milhões de toneladas. “É a menor produção dos últimos 10 anos”, diz o economista do Deral Marcelo Garrido. Segundo ele, todas as regiões do Estado tiveram quebra na produção, mas as maiores perdas se concentraram nas regiões Oeste – uma das principais produtoras no Estado – com redução de 2,9 milhões de toneladas; Norte, com quase 1,8 milhão de toneladas a menos; e Centro-Oeste, com redução de quase 1,5 milhão de toneladas. Cerca de 19% do total previsto para a safra já foi comercializado pelos produtores, totalizando 2,2 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, quando o Paraná tinha uma produção mais expressiva, os agricultores já tinham comercializado 45% do volume. Na semana passada, a saca de 60 kg de soja foi comercializada, em média, por R$ 186,00, preço 22% superior ao do mesmo período do ano passado. A produção esperada para a primeira safra de milho é de 2,76 milhões de toneladas, cerca de 1,5 milhão a menos em relação à expectativa inicial, de 4,26 milhões de toneladas. A segunda safra de milho apresenta um cenário mais favorável e o plantio avançou nesta semana para 38% da área prevista. Neste momento, a expectativa é de que sejam produzidas 15,54 milhões de toneladas em uma área de 2,63 milhões de hectares. O preço recebido pelo produtor pela saca de 60 kg neste mês está em torno de R$ 91,00, valor que remunera bem os agricultores. Comparativamente a fevereiro de 2021, a alta é de 26%.

SEAB-PR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar salta 2% na maior alta em cinco meses

O dólar deu um salto nesta quinta-feira, na maior alta percentual diária em mais de cinco meses, com investidores repercutindo a disparada da aversão a risco após a Rússia invadir a Ucrânia, mas a turbulência amenizou no decorrer da tarde, o que permitiu que a moeda norte-americana fechasse a alguma distância das máximas da sessão


A relativa melhora ocorreu após o presidente dos EUA, Joe Biden, dizer que o ataque militar da Rússia à Ucrânia está se desenrolando em grande parte como as autoridades dos EUA haviam previsto. "É o início do choque Rússia-Ucrânia, mas, em termos de reação de preços e funcionamento do mercado, os mercados financeiros têm lidado relativamente bem com o que muitos consideram um 'risco de cauda'", comentou em postagem Mohamed El-Erian, conselheiro na Allianz com passagem pela PIMCO, uma das maiores gestoras globais de recursos. De toda forma, o dólar ainda registrou forte alta. A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário subiu 2,03%, a 5,1049 reais na venda. É a maior valorização desde o rali de 2,84% de 8 de setembro do ano passado. Uma medida da percepção de incerteza sobre os rumos da taxa de câmbio teve forte elevação, com a volatilidade implícita nas opções de dólar/real para um mês indo a um pico de 17,21% ao ano, de 15,017% do fechamento anterior, na máxima desde novembro do ano passado, antes de deixar os maiores patamares do dia. A forte volatilidade obrigou investidores a rever posições em massa, o que empurrou o volume de contratos negociados no mercado de dólar futuro ao maior número em cinco meses. A alta do dólar no Brasil espelhou os ganhos da moeda ante todo o complexo de divisas emergentes. Um índice do JPMorgan para esse grupo de ativos caía 1,8% no fim da tarde, maior queda desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020. O UBS ponderou, contudo, que as commodities, que estão em alta, podem servir como "hedge" (proteção) geopolítico. A alta das matérias-primas tem sido citada como fator preponderante para o bom desempenho dos mercados brasileiros neste começo de ano. O principal índice das ações brasileiras, com forte peso de empresas de commodities, reduzia as perdas no dia para 0,7%, longe da queda de 2,57% de mais cedo.

REUTERS


Ibovespa cai com ataque da Rússia à Ucrânia, mas fecha longe das mínimas

O principal índice da bolsa brasileira recuou na quinta-feira, mas longe das mínimas do dia, acompanhando parcialmente a melhora em Wall Street após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre o ataque russo à Ucrânia


As praças acionárias norte-americanas tiveram retomada mais robusta e fecharam em forte alta. Por aqui, o setor financeiro e Petrobras, que reverteu ganhos, foram as principais pressões negativas sobre o índice. Sul América escalou após acerto para venda à Rede D'Or.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,51%, a 111.436,86 pontos, depois de recuar a 109.125,24 na mínima. Ainda assim, se confirmado, será o menor fechamento desde 26 de janeiro. O volume financeiro da sessão foi de 37,9 bilhões de reais.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil vai em fevereiro à mínima desde meados de 2020

A confiança da indústria no Brasil recuou pelo sétimo mês seguido e atingiu em fevereiro o nível mais baixo desde meados de 2020, com piora generalizada das avaliações, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira


Os dados da FGV mostraram que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve no mês recuo de 1,7 ponto, para 96,7 pontos, menor nível desde julho de 2020 (89,8 pontos). "O mês de fevereiro manteve a tendência de queda disseminada na indústria, sendo a maior sequência de quedas desde 2014, quando foram registrados 8 meses consecutivos de retração", explicou a economista da FGV IBRE Claudia Perdigão em nota. "A indústria enfrenta desaceleração da demanda acompanhada ainda de persistência dos gargalos produtivos que pressionam os custos", completou. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, perdeu 1,3 ponto e foi a 98,5 pontos, menor valor desde agosto de 2020 (97,8 pontos), segundo a FGV. O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, caiu 2,2 pontos para 94,9 pontos, menor patamar desde julho de 2020 (90,5 pontos). "A redução do IPI programada pelo governo poderá ser um fator a impulsionar a indústria, atuando sobre a inflação industrial e estimulando da demanda”, disse ainda Perdigão, depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter reforçado esta semana que o governo pretende cortar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 25% para ajudar a indústria local.

REUTERS


Taxa de desemprego fecha o ano em 11,1%, aponta IBGE

Segundo dados da Pnad Contínua, taxa de desemprego média foi de 13,2% no ano passado. O mercado de trabalho mostrou geração de vagas ao fim de 2021, mas os salários voltaram a cair. Embora o número de pessoas trabalhando tenha alcançado um ápice de 95,747 milhões no quarto trimestre, a massa de salários em circulação na economia diminuiu, revelando um emprego mais precário


A taxa de desemprego no Brasil desceu de 12,6% no terceiro trimestre para 11,1% no quarto trimestre de 2021, a mais baixa em dois anos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira, 24, pelo IBGE. Na média do ano de 2021, a taxa de desemprego foi de 13,2%, atrás apenas do recorde de 13,8% visto em 2020. "Quando a gente olha para a população ocupada e o desemprego, já retomamos o nível pré-pandemia. Mas, olhando para a renda real, ainda está abaixo, e o poder de compra do trabalhador caiu", resumiu o Economista-Chefe do C6 Bank, Felipe Salles. No último trimestre do ano passado, ainda havia 12 milhões de desempregados, mas outros 2,771 milhões passaram a trabalhar. A queda na taxa de desocupação no País já estava em curso desde meados de 2021, mas foi ajudada no último trimestre pelas contratações sazonais de trabalhadores temporários, características desse período do ano, afirmou Adriana Beringuy, Coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em um ano, mais 8,522 milhões de pessoas encontraram uma ocupação, mas 4,892 milhões delas na informalidade. O mercado de trabalho registrou um recorde de 38,944 milhões de trabalhadores informais ao fim de 2021. “O emprego sem carteira e conta própria contribuem para o pico na ocupação”, explicou a Coordenadora do IBGE. O trabalho sem carteira assinada no setor privado e o trabalho por conta própria subiram a patamares também inéditos (12,443 milhões e 25,944 milhões de pessoas, respectivamente). A alta na informalidade, a inflação elevada e abertura de vagas com salários menores derrubaram a renda média do trabalho ao piso da série histórica iniciada em 2012: o rendimento médio dos trabalhadores encolheu 3,6% em apenas um trimestre, para R$ 2.447 no quarto trimestre de 2021. Em relação a um ano antes, os trabalhadores receberam, em média, R$ 295 a menos. Por esse motivo, embora haja mais pessoas trabalhando, a massa de salários em circulação na economia encolheu mais de R$ 4 bilhões no período de um ano, para um total de R$ 229,394 bilhões ao fim de 2021. Na comparação com o trimestre terminado em setembro, a massa de renda real caiu 0,6%, com R$ 1,306 bilhão a menos, embora o mercado de trabalho tenha absorvido mais 2,8 milhões de trabalhadores no período. Apesar de ter melhorado em termos quantitativos ao longo de 2021, o mercado de trabalho piorou em critérios qualitativos durante a pandemia, o que é evidenciado pela queda na renda real média da população, ressaltou o economista da LCA Consultores Bruno Imaizumi. Para ele, a perda no rendimento real nas últimas leituras da pesquisa do IBGE se deve, em boa parte, à volta dos trabalhadores informais à ativa, mas também à necessidade de recomposição de renda gerada pela escalada de preços em itens básicos, como alimentação, energia e combustíveis, o que faz parte da população aceitar uma ocupação de qualificação e remuneração mais baixas.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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