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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 71 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 71| 18 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: preços da arroba recuam em regiões do MT

Na maioria das praças pecuárias, as cotações seguem estáveis, como é o caso de São Paulo, onde o animal macho terminado é negociado a R$ 338, no prazo, segundo apuração da Scot Consultoria.


Em algumas praças do País os preços da arroba recuaram na quinta-feira (17 de fevereiro), refletindo a forte pressão de baixa exercida pelos frigoríficos locais. No Mato Grosso, responsável pelo maior rebanho de bovinos de corte do País, as cotações do boi gordo registraram desvalorização entre R$ 5/@ e R$ 10/@ ao longo da quinta-feira, segundo levantamento da IHS Markit. Em Cáceres, o valor do boi gordo caiu de R$ 310/@ para R$ 305/@. Em Barra do Garças o preço do macho terminado foi de R$ 315/@ para 305/@. Nas praças de Tangará da Serra e Cuiabá, as cotações oscilaram de R$ 315/@ para R$ 305/@ e de R$ 313/@ para R$ 307/@, respetivamente. Porém, nas praças do interior de São Paulo, Estado que é referência para o mercado do boi nas demais regiões pecuárias, os preços dos animais terminados seguem estáveis. Segundo dados da Scot Consultoria, o boi, a vaca e a novilha prontos para abate são negociados por R$ 338/@, R$ 303/@ e R$ 330/@ (preços brutos e a prazo), respetivamente. “O consumo interno fragilizado segue pressionando a margem da indústria no mercado interno e, por outro lado, a oferta compassada de animais terminados nos últimos dias não deu espaço para alterações nas referências de preços da arroba do boi gordo”, observa a zootecnista Thayná Drugowick, analista de mercado da Scot Consultoria. Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas seguem prejudicados pelo avanço nos custos de produção, impulsionados pelas valorizações da ração bovina, dos fertilizantes, entre outros insumos da pecuária. Na avaliação da analista Thayná, da Scot, o dólar em patamares baixos frente ao real pode prejudicar o desempenho dos embarques brasileiros de carne bovina, abrindo espaço para ajustes negativos nas cotações do boi gordo. Tal fato, continua a analista, pode acabar aliviando a disparidade de preços entre os bovinos direcionados ao mercado interno e os animais com padrão para exportação (abatidos mais jovens, geralmente com idade inferior a 30 meses). No momento, o boi-China recebe prêmios de até R$ 20/@ em São Paulo, em relação ao valor do boi comum. Segundo a analista da Scot, em médio prazo, a expectativa é de melhora na oferta de animais, impulsionada pelo avanço da safra e, com isso, quedas pontuais não estão descartadas. Além disso, continua Thayná, o mercado tem dado sinais de desinvestimento na cria, o que pode resultar em um maior volume de fêmeas indo ao gancho nos próximos meses. No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuam estáveis, refletindo a inconsistência da demanda doméstica, bem como a redução de oferta por parte dos frigoríficos. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo);

RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Boi segue negociado acima de R$ 330; abate em 2021 é o menor em 17 anos

Desde o início deste ano, os valores da arroba do boi gordo vêm operando acima da casa dos R$ 330 no estado de São Paulo

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos elevados patamares de preços da arroba bovina se deve à demanda internacional aquecida e à baixa oferta de animais para abate. De fato, dados divulgados neste mês pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o volume de animais abatido em 2021 foi o mais baixo em 17 anos. Por outro lado, o Instituto também indica que a produtividade por animal (quantidade de carne produzida por cabeça) vem crescendo nos últimos anos, atingindo recorde em 2021, resultado de investimentos em tecnologia (nutrição, sanidade, manejo de pasto e genética) realizados pelo setor pecuário nacional.

CEPEA


Com queda no abate de bovinos, pecuária tem produtividade recorde em 2021

Produção de carne por animal subiu para 269,1 quilos, alta de 2% sobre ano anterior


A pecuária viveu cenário de contradição em 2021. Enquanto o setor teve o menor número de bovinos abatidos nos últimos 17 anos, registrou um recorde de produtividade por animal. Bons preços e mais investimentos estão colocando a pecuária em novos caminhos, seguindo os avanços obtidos nas lavouras e na produção de florestas, segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O avanço da produtividade é importante porque dá maior sustentabilidade econômica e ambiental à atividade, segundo o pesquisador. O animal mais pesado traz maior lucratividade e reduz a necessidade de aumento de áreas de pastagens. O setor está virando a chave, com redução do viés extrativista e aumento da produtividade, afirma ele. Em 2021, o abate de bovinos caiu para 27,3 milhões de cabeças, registrando o menor número desde os 25,9 milhões de 2004. A produção de carne recuou para 7,34 milhões de toneladas, conforme o peso das carcaças, o menor volume desde os 6,78 milhões de 2011, afirma o pesquisador, com base em números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já a produção de carne por animal, também com base na carcaça, subiu para 269,1 quilos em 2021, um recorde histórico. Na média dos dois últimos anos, fase em que os preços da arroba de boi aceleraram, a produtividade média anual foi de 265,5 quilos, bem acima dos 251 quilos dos dois anos imediatamente anteriores. O período de final de ano tem sido o de maior crescimento da produtividade, devido aos confinamentos. No último trimestre do ano passado, o volume médio do país foi de 276,8 quilos por animal, afirma Carvalho, com base em números do IBGE. Para ele, quando os dados do instituto estiverem disponíveis por estado, São Paulo e Mato Grosso seguramente vão superar a média de 280 quilos por animal. A produção de carne obtida nos últimos anos fica bem distante da dos anos 2000, quando cada animal rendia apenas 228 quilos. Carvalho diz que o consumidor do mercado interno não se beneficia muito do aumento de produtividade, uma vez que as exportações pressionam para cima os preços da carne bovina. Neste mês, a cotação da arroba de boi gordo é de US$ 64,55, o maior valor já registrado até hoje na moeda norte-americana, conforme o Cepea. Os números do IBGE, apontando para a queda na produção de carne, confirmam o período de retração na oferta de animais no ano passado. Ao cair para 7,34 milhões de toneladas em 2021, a produção foi 6% menor do que a de 2020 e 11% inferior à de 2019.

Folha de São Paulo


SUÍNOS


Suínos: quinta-feira com preços ESTÁVEIS

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 102,00/R$ 108,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,30 o quilo/R$ 8,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (16), houve aumento somente em Santa Catarina, na ordem de 0,41, chegando a R$ 4,87/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 5,98/kg, R$ 5,16/kg no Paraná, R$ 5,05/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,65/kg em São Paulo. A virada para a segunda quinzena de fevereiro veio reforçando o movimento de recuperação para o mercado independente de suínos, iniciado na semana anterior. As principais praças produtoras do país que comercializam os animais no mercado independente tiveram melhora nos valores, baseado em fatores como menor peso dos animais saindo das granjas e retomada do abate aos sábados nos frigoríficos.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: preços sobem nas principais praças produtoras

Redução no peso dos animais vendidos e retomada dos abates aos sábados nos frigoríficos aumentaram a demanda por lotes de animais. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 10/02/2022 a 16/02/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 10,60%, fechando a semana em R$ 5,05.

"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 5,34", informou o Lapesui. Em São Paulo, o preço subiu de R$ 5,87/kg vivo para R$ 6,30/kg vivo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). O presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, explica que no Estado, os animais estão saindo, em média, 17 kg mais leves das granjas, os abatedouros estão ampliando as escalas de abate até sábado e há novas tabelas para o preço da carcaça suína no varejo, o que seu suporte ao aumento do valor do animal vivo. No mercado mineiro, houve aumento, saindo de R$ 5,40/kg vivo para R$ 6,10/kg, conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Também na quinta-feira (17), a bolsa de suínos no mercado de Santa Catarina registrou alta, passando de R$ 5,24/kg para R$ 5,60/kg vivo. O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, lembrou que o mercado está melhorando gradativamente, mas ainda longe de ao menos "empatar" com os custos de produção na atividade. O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras também teve alta na última (11), saindo de R$ 5,30/kg vivo para R$ 5,55/kg vivo. Segundo o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, são aumentos pontuais, mas ainda assim considerados positivos, e a tendência é de que nesta sexta-feira (17) haja novo reajuste para cima.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Carne suína atinge competividade recorde frente à bovina

Mesmo com os preços de todo o setor suinícola apresentando forte reação nesta semana, a média da parcial deste mês da carne ainda está bem inferior à de janeiro e à de fevereiro/21


Segundo pesquisadores do Cepea, essa diminuição no valor médio mensal da proteína suína, por sua vez, é mais intensa que as desvalorizações registradas para as concorrentes, a bovina e a de frango. Esse contexto levou o preço da carne suína a registrar competitividade recorde frente à bovina e uma das maiores da série na comparação com a carne de frango. Vale lembrar que a competitividade da carne suína é beneficiada quando o valor desta se distancia do da bovina e se aproxima do de frango.

CEPEA


ABPA pede aos russos alongamento de cota para carne suína brasileira

Ideia é que as 100 mil toneladas liberadas possam ser exportadas até o fim do ano, e não apenas até junho


O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, pediu um alongamento do prazo de validade da cota para venda de carne suína à Rússia. Ele integrou a comitiva brasileira na visita à Moscou nesta semana e participou da reunião do Conselho Empresarial Brasil-Rússia. Os russos garantiram fornecimentos de fertilizantes ao Brasil, inclusive em quantidades maiores para suportar o crescimento da produção brasileira de grãos. Em 2021, o Brasil vendeu 9 mil toneladas de carne suína aos russos, depois de passar 2020 em branco. Agora, a Rússia abriu uma cota de 100 mil toneladas ao Brasil para exportações até junho. A ABPA quer que o prazo seja estendido até o fim do ano. "Houve um pedido nosso para que sejam agilizadas as emissões de licenças de exportação e também prorrogado o prazo para que possa internalizar a carne na Rússia. O prazo é de seis meses e queremos um ano", afirmou Santin ao Valor. Ele retornou ao Brasil na quinta-feira. A solicitação é para dar tranquilidade e tempo aos exportadores brasileiros para produzir e enviar as cargas à Rússia. O Presidente da ABPA lembrou que, nos últimos 20 anos, o Brasil vendeu 4,2 milhões de toneladas de carne suína para a Rússia. Como diferencial, Santin ressaltou que o Brasil é livre de peste suína africana. "Estamos prontos para colaborar em complementariedade com a segurança alimentar do povo russo", disse.

VALOR ECONÔMICO


Para conter a crise, suinocultores do Paraná promovem ajustes no rebanho

Produtores têm reduzido o peso do suíno encaminhado para abate e descartado matrizes menos produtivas


Com os custos de produção em alta, estagnação dos preços recebidos pelos produtores e oferta excessiva, a suinocultura paranaense tem apostado em ajustes no rebanho como forma de passar pelo momento de crise. Entre as práticas adotadas nas granjas estão o descarte de matrizes com base em indicadores de produtividade e na redução do peso dos animais encaminhados para abate. Desta forma, além de reduzir a oferta de carne disponível no mercado, produtores e indústrias conseguem diminuir os gastos com alguns custos, principalmente alimentação. Esse cenário foi abordado em reunião da Comissão Técnica (CT) de Suinocultura da FAEP, realizada na quinta-feira (17), por videoconferência. O contexto de crise da suinocultura passa por um cenário em que os principais insumos da alimentação dos animais, a saca de milho e a tonelada do farelo de soja, vem sendo negociados, em média, a R$ 100 e R$ 3 mil, respectivamente. Além disso, há perspectivas de que a China reduza suas importações, em razão da recomposição de seu rebanho doméstico. No mercado interno, a expectativa é de que a demanda continue estável. Ou seja, a tendência é de que o país tenha um excesso de oferta. “Temos que procurar uma solução conjunta agora. Se esperarmos o Plano Safra, ninguém mais vai ter crédito para tocar a produção adiante. Temos que buscar soluções imediatas”, ressaltou a Presidente da CT de Suinocultura da FAEP, Debora Geus. Um dos convidados da reunião, o Diretor-Executivo da Frimesa, Elias Zydek, disse que a empresa já reduziu o peso médio dos suínos abatidos. Em dezembro do ano passado, por exemplo, os animais iam para o abate com 131 quilos. Em janeiro, o peso médio caiu para 123 quilos. Com esses ajustes, a projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) é de que, ao longo de 2022, ocorra a redução de 300 mil toneladas colocadas no mercado nacional. “A redução de peso de abate ‘retira’ volume de carne do mercado. Mas é claro que há um limite. Se baixar de 120 quilos, começamos a ter problemas de padrão de cortes e aumentamos o custo fixo da produção”, apontou Zydek. “Esse é um remédio amargo, mas nesse primeiro momento tem mais vantagens do que desvantagens. Teremos um efeito positivo na pressão da oferta”, acrescentou. De acordo com suinocultor Eduardo Dystra, de Carambeí, nos Campos Gerais, muitos suinocultores independentes da região já têm reduzido o peso dos animais terminados. Uma das integradoras da região também cogita fazer esse ajuste. “Está havendo dificuldade da integradora de alojar carnes processadas. A oferta está além”, disse. O produtor José Carlos Colombari, de São Miguel do Iguaçu, Oeste do Paraná, também reforça o discurso de ajustes de plantel. Ele, por exemplo, trabalhava com a meta de entregar os suínos ao abate com 135 quilos. Agora, os animais estão sendo enviados com 120 quilos.

FAEP


Abate trimestral de carne suína sinaliza crescimento próximo de 9% em 2021

Os primeiros resultados divulgados pelo IBGE referente ao abate trimestral de suínos e o peso das carcaças indica que o quarto trimestre do ano passado mostrou a retração própria do período


Em três dos quatro últimos anos, o último trimestre do ano apresentou retração no volume produzido. Em 2021 o resultado preliminar apontou redução de 4,7% sobre o trimestre imediatamente anterior e crescimento de 7,9% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. O peso abatido no ano passado apresenta volume de 4,881 milhões de toneladas, significando crescimento anual próximo de 9%. Contribuiu para esse incremento o bom andamento do mercado externo que apresentou aumento de 10,6% no período.

AGROLINK


FRANGOS


Frango: quinta-feira de preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,70/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (16), a ave congelada teve aumento de 1,16%, chegando a R$ 6,13/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,47%, fechando em R$ 6,42/kg.

Cepea/Esalq


Índia relata surto de gripe aviária H5N1

A Índia relatou um surto do altamente contagioso vírus da gripe aviária H5N1 em uma granja de pesquisa avícola no estado de Bihar, no nordeste do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nesta quarta-feira


O vírus matou 787 de 3.859 aves na fazenda em Patna e todas as aves restantes foram abatidas, disse a OIE com sede em Paris, citando um relatório das autoridades indianas.

O surto começou em 18 de janeiro e foi relatado em 16 de fevereiro, de acordo com o relatório.

Reuters


EMPRESAS


Lar Cooperativa planeja reduzir produção para diminuir perdas

A Lar Cooperativa planeja reduzir a produção de aves e suínos em momento de altos custos de grãos e grande oferta no mercado, disse o Presidente da cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues.

“Todos sabemos que a produção de suínos e frangos aumentou muito no Brasil em plena pandemia, nos últimos dois anos, e agora, com a escassez de grãos, com o preço muito alto dos grãos, o custo aumentou muito e há uma oferta muito grande de carnes”, disse Rodrigues em podcast da Lar Cooperativa divulgado na quinta-feira (17). “Portanto, o setor não está com bons preços e não está cobrindo os custos.” O executivo disse que a Lar buscará melhorar os preços de venda de seus produtos, elevar exportações e reduzir “um pouco” a produção de carne suína e de frango para evitar perdas. “Nós vamos, sim, ter que reduzir um pouco a produção, mas primeiro a Lar não vai aumentar a produção que estava prevista aumentar, com o abate acima de 1,1 milhão de frangos por dia a partir de abril”, disse Rodrigues. Atualmente, a Lar está abatendo 905 mil frangos por dia. O Presidente da cooperativa disse que os ajustes de produção também são necessários diante dos elevados custos de frete e embalagens. A Lar é a terceira maior cooperativa do Paraná, com atuação no segmento de abates de suínos e frangos, entre outros setores.

CARNETEC


StoneX conclui operação de CRA na cooperativa Cocari com captação de R$ 350 milhões

Negócio teve participação de 42 investidores institucionais


De acordo com Paulo Froes, Diretor da área de mercado de capitais da StoneX, essa operação de Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRA) foi estruturada em tempo recorde. "Em apenas 49 dias, a equipe da StoneX analisou cenários, traçou as melhores rotas e preparou toda a operação, contribuindo diretamente para o sucesso da captação", explicou. Froes acrescenta que operações como essa contribuem para o fortalecimento do cooperativismo e das atividades agropecuárias. "As cooperativas são emblemáticas no Brasil e oferecem todo o apoio tecnológico e financeiro para seus cooperados. Com mais recursos em caixa, poderão desempenhar essas atividades com ainda mais intensidade", destaca. Fundada em Marialva (PR) em 1962 e com 9.500 cooperados, a Cocari tem faturamento anual de cerca de R$ 5 bilhões e conta com forte atuação em fiação, psicultura, abatedouro de frango, café insumos e sementes e comercialização e armazenagem de grãos, promovendo o desenvolvimento econômico, social e cultural dos cooperados, colaboradores e seus familiares, através da agregação de valor à produção agropecuária, preservando o meio ambiente. A Cocari também tem concessionaria de máquinas e equipamentos agrícolas, com 16 revendas.

VALOR ECONÔMICO


Cooperativas paranaenses participam da Gulfood em Dubai

Copacol, C.Vale e Lar participam em Dubai, nos Emirados Unidos da Gulfood, da principal feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, que conta com cerca de 114 empresas brasileiras que atuam nos setores de bebidas, lácteos, óleos, produtos free-from, carne e frango, grãos e cereais, alimentos, incluindo de nicho e os classificados como ‘specialty’


A expectativa nesses cinco dias é de US$ 415 milhões em negócios. O evento, encerrado na quinta-feira (17/02), foi aberto no dia 13 de fevereiro. “O Brasil cada vez mais exportando alimentos e nós, parlamentares no Congresso Nacional, aprovamos leis que dão segurança jurídica para a produção de alimentos para os brasileiros e para o mundo”, ressaltou o deputado Sérgio Souza que junto com Lupion, integra da Frente Parlamentar do Cooperativismo e preside a Frente Parlamentar da Agricultura. “O Brasil está muito bem representado na Gulfood, inclusive por nossas cooperativas e nós da Frente Parlamentar Agropecuária, temos aqui uma grande oportunidade de mostrar ao mundo que produzimos com sustentabilidade um dos melhores alimentos do planeta e que podemos dar a segurança alimentar para o mundo de maneira sustentável”, frisou o Presidente da FPA. A participação do Brasil no evento é de suma importância, visto que, Dubai é um hub comercial para o Oriente Médio por sua localização estratégica e ambiente de negócios. Individualmente, os Emirados Árabes Unidos saltaram da 22ª posição entre os principais compradores do Brasil em 2017 para o 15º lugar em 2019, com 1,34% de participação no total (US$ 1,35 bilhão). “O Brasil tem um excedente de produção de alimentos que precisa de abertura de novos mercados para comercialização, gerando emprego, renda e alavancado a economia brasileira”, ressaltou.

OCEPAR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Transporte de cargas por trem aos portos paranaenses aumenta 63%

A participação do modal ferroviário no transporte de cargas pelos portos do Paraná foi maior no último mês de janeiro. Em comparação com os 31 dias do mesmo mês no ano passado, o aumento foi de 63%. No primeiro mês deste ano, 569.559 toneladas chegaram ou saíram em vagões. O volume equivale a 13,7% do total movimentado no período

Em janeiro de 2021, 301.434 toneladas – o equivalente a 8,4% do total movimentado naquele mês – foram transportadas pelos trilhos. Os custos desse transporte até os portos – ou dos portos até o destino, no país, no caso das importações – é determinante na escolha do modal. Porém, segundo Garcia, a infraestrutura que o porto oferece para a recepção ou carregamento é também é fundamental para que os custos do transporte ferroviário sejam mais atrativos. “É por isso que estamos investindo em projetos como da moega exclusiva para descarga ferroviária de granéis sólidos de exportação, o Moegão”, afirma Garcia. A empresa pública também tem incentivado os terminais privados a ampliarem a capacidade para os vagões, nos últimos anos. Apesar de 83,8% da movimentação de janeiro ainda ser embarcada ou desembarcada de caminhões – o equivalente a 3.483.843 toneladas – a participação do modal rodoviário caiu quase 5%. Em 2021, nos mesmos 31 dias, 3.173.899 toneladas de carga – o equivalente a 88,2% - foram transportadas pelas rodovias do país, com sentido aos portos paranaenses, ou partindo dos terminais. Além disso, 2,5% da movimentação (104.953 toneladas) foram líquidos, transportados pelo oleoduto. No primeiro mês deste ano, quase 26 mil caminhões passaram pelo Pátio de Triagem, antes de descarregar soja, farelo e milho no Porto de Paranaguá. A quantidade é mais que o dobro dos 11.096 recebidos em janeiro de 2021. Das 655.883 toneladas de soja em grão que vieram em caminhões, do Interior para descarregar nos terminais do Porto de Paranaguá, antes de seguirem para exportação, 50% (329.058 toneladas) têm origem no próprio Paraná. Na sequência, os principais estados de origem da carga são Mato Grosso do Sul (16%) e Mato Grosso (10%). De farelo de soja, transportado de caminhão da origem ao porto, foram 225.976 toneladas. Desse volume, 55% são do Paraná (123.509 toneladas), 21% de Goiás e 18% do Mato Grosso do Sul. Das 177.392 toneladas de milho que chegaram para descarga pelo transporte rodoviário, 75% (133.151 toneladas) tem origem do Paraná, 14% no Mato Grosso e 6%, Mato Grosso do Sul.

Portos do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe e fecha a R$ 5,1670, com piora de tensão entre Rússia e Ucrânia

Entre as principais moedas internacionais, o real foi a segunda mais desvalorizada no dia, ficando atrás apenas do rublo russo


O dólar comercial encerrou a sessão da quinta-feira em alta, acompanhando o clima de tensão nos mercados externos, com o receio de recrudescimento da tensão entre Rússia e Ucrânia, após sinalizações dos Estados Unidos. Falas de dirigentes do Federal Reserve (o Fed, banco central americano) também pesaram nas mesas. A moeda americana subiu 0,76%, fechando a R$ 5,1670. Entre as principais moedas internacionais, o real foi a segunda mais desvalorizada, ficando atrás apenas do rublo russo, que caía 1,65% por volta das 18h20. “O recrudescimento das tensões geopolíticas pesou”, aponta Cleber Alessie Machado operador de câmbio da Commcor DTVM. Ontem cedo, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que há um "alto risco” de que a Rússia invada a Ucrânia. Ele também afirmou que há “todas as indicações de que a Rússia está preparada para entrar na Ucrânia”. Também na parte da manhã, o governo russo ordenou a expulsão do diplomata americano Bart Gorman, Vice-Chefe da embaixada dos EUA em Moscou. A decisão foi confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA, alegando que a Rússia não informou o motivo pelo qual decidiu expulsar Gorman do país.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa interrompe sequência positiva com risco geopolítico

Com a queda brusca nos preços das commodities e uma realização de lucros nas ações do setor financeiro, o principal índice da bolsa local não teve forças para enfileirar seu oitavo pregão consecutivo de ganhos, recuando novamente à faixa dos 113 mil pontos


Após ajustes, o Ibovespa terminou a sessão em desvalorização de 1,43%, aos 113.528,48 pontos. Negociado em baixa durante todo o pregão, o índice marcou 113.389 pontos, nas mínimas do dia e teve um volume total de negócios de R$ 21,57 bilhões, abaixo da média anual diária de 2022, de R$ 22,97 bilhões. A longa sequência positiva do Ibovespa chegou ao fim hoje, em um movimento de realização de lucros disparado pelo acirramento das tensões entre a Rússia e a Ucrânia. Gestores também apontam que os mercados emergentes têm se beneficiado no cenário atual de receios com a normalização da política monetária nos Estados Unidos. Neste sentido, os recursos estrangeiros que deveriam migrar para a Rússia acabam tendo o Brasil como destino, em uma rota de fuga do risco geopolítico. Segundo dados da B3, o saldo líquido de entrada de estrangeiros, apenas em 2022, já se aproxima de R$ 50 bilhões, com 41 dias consecutivos de ingresso de recursos no mercado secundário da bolsa local. Mesmo após ganhos superiores a 8% em 2022, o BTG Pactual continua acreditando no potencial de valorização das ações locais, perspectiva embasada pelos valuations atrativos dos papéis. "Mesmo após o forte desempenho do Brasil em janeiro, as ações locais (ex-Petrobras e Vale) estão sendo negociadas a 10,7x seus lucros projetados para os próximos 12 meses, um desvio padrão abaixo da média", afirma a equipe de pesquisa de ações da instituição financeira. Segundo eles, embora os cenários macroeconômicos e políticos sejam desafiadores, "estamos mantendo o Brasil em 'overweight' [exposição acima da média de mercado] devido aos valuations atraentes que parecem precificar a maioria, se não todos, os fundamentos econômicos deteriorados do país.

VALOR ECONÔMICO


Banco Central fecha 2021 com lucro de R$ 85,9 bilhões

Uma parcela de R$ 71,7 bilhões será transferida ao Tesouro Nacional


O Banco Central (BC) registrou lucro de R$ 85,9 bilhões em 2021, segundo divulgado em balanço aprovado ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com nova regra de fevereiro do ano passado, a autarquia não precisa mais publicar ganhos e perdas por semestre, apenas o resultado anual. Em operações cambiais, a autoridade monetária teve ganho de R$ 14,2 bilhões. O montante será transferido para a reserva de resultados, que serve para cobrir eventuais prejuízos no futuro. De acordo com a autoridade monetária, o lucro do BC com demais operações, de R$ 71,7 bilhões, será transferido ao Tesouro Nacional até 7 de março. O BC ressaltou ainda que em 2021, "estabeleceu novas operações junto às instituições financeiras, alinhadas às modernas práticas internacionais". Os depósitos voluntários remunerados a prazo, instrumentos complementares de execução da política monetária, tinham saldo de R$ 7 bilhões em 31 de dezembro. Já as Linhas Financeiras de Liquidez (LFL) somavam R$ 1 bilhão na operação a termo no mesmo período. Os empréstimos são garantidos por cestas de ativos financeiros disponibilizados com a finalidade de atender às necessidades de liquidez das instituições financeiras. As linhas envolvem tanto operações de liquidez imediata (com prazo até 5 dias úteis) quanto de liquidez a termo (com prazo até 359 dias corridos). "A empresa de auditoria independente se manifestou, sem ressalva, com parecer sobre as demonstrações financeiras de 2021", afirmou o BC.

VALOR ECONÔMICO


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