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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 70 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 70| 17 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo segue com preços firmes em SP

As plantas frigoríficas de São Paulo já pagam prêmios para o “boi-China” de até R$ 20/@ em relação aos preços do boi comum, que é direcionado ao mercado doméstico, informam as consultorias do setor pecuário


Segundo dados apurados pela Scot Consultoria na quarta-feira, a dificuldade de compra de bovinos terminados no mercado paulista resultou na alta de R$ 1/@ para o boi gordo direcionado ao mercado interno, agora negociado a R$ 338/@ (preço bruto e a prazo). A cotação da novilha gorda, dirigida ao mercado externo registrou valorização de R$ 3/@ nesta quarta-feira, e está apregoada em R$ 330/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot. Segundo informa a IHS Markit, as plantas frigoríficas de São Paulo pagam prêmios para o “boi-China” de até R$ 20/@ em relação aos preços do boi comum. Os dados levantados pela Scot Consultoria mostram que os negócios envolvendo boiada destinada para o mercado chinês giram hoje entre R$340/@ e R$ 345/@, nas regiões pecuárias de São Paulo. Ontem a IHS Markit registrou recuos diários nos preços do boi gordo nas praças de Araguaína e Gurupi, ambas no Tocantins, recuando de R$ 291/@ para R$ 287/@ e de R$ 290/@ para R$ 286/@, respectivamente. Nessas mesmas praças, os preços da vaca também registraram oscilações negativas, caindo de R$ 281/@ para R$ 278/@ e de R$ 280/@ para R$ 276/@. No mercado atacado de carne bovina, a demanda segue bastante fraca por parte das distribuidoras. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS- C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 313/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: mercado sustentou altas na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 102,00/R$ 108,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,47%/2,41%, valendo R$ 8,30 o quilo/R$ 8,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (15), houve alta de 5,74% no Paraná, alcançando R$ 5,16/kg, avanço de 4,36% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,98/kg, aumento de 6,32% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,05/kg, valorização de 2,32% em Santa Catarina, com preço de R$ 4,85/kg, e de 3,67% em São Paulo, fechando em R$ 5,65/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: quarta-feira com preços perto da estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,70/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (15), a ave congelada teve aumento de 0,33%, chegando a R$ 6,06/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,31%, fechando em R$ 6,39/kg. Cepea/Esalq


Holanda relata novo surto de gripe aviária em granja

A Holanda abaterá cerca de 77.000 galinhas em uma fazenda onde foi detectado um caso de gripe aviária altamente contagiosa, disse o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira. Cerca de 20 casos da forma altamente letal da gripe aviária foram relatados na Holanda este ano.

REUTERS


França notifica mais quatro casos da cepa HPAI de gripe aviária

Segundo o Ministério da Agricultura da França, desde o início de agosto até o momento, 29 países da Europa já notificaram casos da cepa


O Ministério da Agricultura da França confirmou, até a última terça-feira, 15, mais quatro casos de uma cepa altamente patogênica de gripe aviária (HPAI), que tem sido responsável por surtos da doença no país. Até o momento são 356 casos em plantéis comerciais de aves, 33 casos em animais selvagens e outros 15 casos em galinhas. A pasta não informou em que região esses animais foram identificados. O órgão orienta que, em caso de notificação, o produtor faça o abate preventivo dos animais em locais contaminados, a desinfecção da área e o controle da circulação de outras aves da propriedade em zonas definidas como proteção e vigilância. O consumo de carne, fígado e ovos – assim como qualquer produto alimentar feito de aves – não apresenta risco para os humanos. Segundo o ministério, desde o início de agosto até o momento, 29 países da Europa já notificaram casos da cepa. O continente europeu registra quase 400 casos em plantéis e 700 em animais selvagens. O primeiro caso na França foi detectado em 26 de novembro de 2021.

ESTADÃO CONTEÚDO


CARNES


Custos de produção para suínos e aves começa o ano em alta, puxado pela alimentação dos animais

Problemas climáticos que reduziram a produção das safras, taxa de câmbio e aumento da demanda externa por grãos contribuíram para o avanço nos preços dos insumos desde 2019


Conforme informações da Embrapa Suínos e Aves, os custos de produção para as áreas de suínos e frangos de corte fecharam o mês de janeiro deste ano em alta, principalmente influenciados pelo custo com a nutrição dos animais. Segundo Ari Jarbas Sandi, economista e analista da Embrapa Suínos e Aves, é possível verificar que em agosto de 2019, o custo do suíno, por exemplo, era em torno de R$ 4,30/kg, R$4,50kg, e o milho era R$ 42,00, R$ 43,00 a saca de 60 quilos, farelo de soja R$ 1.500,00 a R$ 1.700,00 a tonelada, e depois disso os valores dos grãos explodiram no mercado interno. "Isso tem a ver com três fatores: problemas climáticos nas safras, principalmente na região Sul do país, taxa de câmbio e o aquecimento do mercado internacional. Hoje, dependendo do local, a saca de 60 quilos de milho chega até R$ 108,00 e o farelo de soja, R$ 2.900,00 a tonelada", explica. No caso das aves de corte, em janeiro, o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) fechou em 426,26, aumento de 5,63% em relação a dezembro de 2021. Ao estender a comparação até janeiro do ano passado, o aumento do índice foi de 20,36%. A alimentação dos frangos passou a representar na cesta de custos de produção a fatia de 76,20%, aumentando 5,13% no comparativo com dezembro do ano passado e 14,31% no acumulado de 12 meses. A título de referência, em dezembro de 2021 o investimento na nutrição das aves representava 75,36%, e havia aumentado 1,58% em relação a novembro. No Paraná, Estado brasileiro que lidera a produção de frango, o custo para produzir 1kg da ave fechou janeiro em R$ 5,51, sendo que R$ 4,20 representam gastos com a alimentação das aves. Em janeiro de 2021, o custo total no Paraná era de R$ 4,58 por quilo da ave, com R$ 3,51/kg investidos na nutrição dos bichos. Ao aproximar a comparação entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, o custo total para produzir 1kg de frango no Paraná, passou de 5,21 para R$ 5,51, uma alta de 5,75%; no caso da alimentação, passou de R$ 3,93/kg em dezembro para R$ 4,20/kg em janeiro de 2022, avanço de 6,8%. Já em relação à suinocultura, o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) encerrou janeiro em 427,69, aumento de 6,78% em relação a dezembro de 2021. Ao estender a comparação até janeiro do ano passado, o aumento do índice foi de 12,76%. A nutrição dos suínos passou a representar na cesta de custos de produção a porcentagem de 82,04%, aumentando 6,50% no comparativo com dezembro do ano passado e 10,40% no acumulado de 12 meses. Em dezembro de 2021 o investimento na nutrição das aves representava 81,10%, e havia aumentado 5,10% em relação a novembro. Tomando por exemplo Santa Catarina, top no ranking de produção de suínos no país, o custo para produzir 1kg da suínos fechou janeiro em R$ 7,48, sendo que R$ 6,13 representam gastos com a alimentação dos animais. Em janeiro de 2021, o custo total em Santa Catarina era de R$ 6,63 por quilo de suíno, com R$ 5,46/kg investidos na nutrição dos bichos. Ao aproximar a comparação entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, o custo total para produzir 1kg de frango no Paraná, passou de 7,00 para R$ 7,48, uma alta de 6,9%; no caso da alimentação, passou de R$ 5,68/kg em dezembro para R$ 6,13/kg em janeiro de 2022, avanço de 7,9%.

Embrapa Suínos e Aves


ABPA busca ampliar comércio de carnes em missão à Rússia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pediu a aceleração na emissão de licenças para exportação de carne suína à Rússia e o aumento do prazo para internalizar a carne brasileira que chega ao país, de seis para 12 meses, durante a missão à Rússia nesta semana, segundo informações divulgadas via podcast da ABPA na quarta-feira (16)


“Nós viemos aqui reforçar a parceria que já existe de uma forma muito consistente na carne de frango e na carne suína, que agora pode ser retomada através das novas cotas”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. O governo da Rússia anunciou ao governo brasileiro em novembro do ano passado que abriria uma cota de 300 mil toneladas de carnes (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) sem tarifa de importação que poderia ser utilizada pelo Brasil. Santin disse esperar que a visita à Rússia reforce a parceria comercial entre os dois países e amplie negócios. “O frango (exportações de carne para a Rússia) já cresceu 26% no ano passado, comparado com o ano anterior. O suíno, que não tinha vendido nada em 2020, vendeu 9 mil toneladas em 2021, e agora pode sim chegar próximo de 100 mil neste ano de 2022”, disse Santin.

CARNETEC


EMPRESAS


BNDES levanta quase R$ 1,9 bi com block trade de JBS

Banco estatal vendeu 50 milhões de ações, em uma operação coordenada pelo BTG Pactual


O BNDES embolsou ontem pela manhã quase R$ 1,9 bilhão com a venda de mais uma fatia de suas ações da JBS. Em um block trade coordenado pelo BTG Pactual, o banco estatal se desfez de 50 milhões de papéis. Desde dezembro, a BNDESPar levantou mais de R$ 4,5 bilhões com a venda de ações da JBS. O block trade de hoje saiu a R$ 37,52, no preço da garantia firme dada pelo BTG. De acordo uma fonte que acompanhou a operação, a tesouraria da JBS voltou a comprar os papéis, o que sinaliza que a gigante das carnes ainda vê um desconto grande sobre seu valor de mercado. Em dezembro, quando o BNDES começou a desembarque de JBS com a venda de 70 milhões de ações, a firma dos irmãos Batista levou praticamente todas as ações por R$ 38,01, desembolsando mais de R$ 2,5 bilhões. O BofA foi o coordenador do block trade de 16 de dezembro. Com a venda da quarta-feira, o BNDES reduz a posição da JBS para menos de 20%. A aposta do banco na companhia foi bastante lucrativa. Desde 2007, a BNDESPar colocou R$ 8,1 bilhões na JBS, com um retorno que bateu Ibovespa, CDI e a meta atuarial do fundo de pensão do BNDES. À medida em que o BNDES continue reduzindo sua posição na companhia ao longo dos próximos meses, a JBS poderá se livrar do overhang que pesa sobre os papéis. Na leitura de analistas, a JBS está descontada quando se considera o momento positivo, especialmente nos Estados Unidos. Na semana passada, os analistas do BTG Pactual Thiago Duarte e Henrique Brustolin, revisaram o preço-alvo para o papel, de R$ 50 para R$ 55, o que embute um potencial de valorização de mais de 45% sobre as atuais cotações. Pelas contas dos dois analistas, as ações da JBS negociam a um múltiplo de 3,7 vezes para o Ebitda projetado para 2022 e 4,6 vezes para 2023, o que está 20% abaixo do nível histórico. Atualmente, a JBS está avaliada em R$ 88 bilhões na bolsa. A posição do BNDES vale R$ 17 bilhões.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná pede que Plano Safra 2022/23 tenha R$ 333,8 bilhões em crédito rural

Governo e produtores também querem manutenção da taxa de juros e aumento de subvenção


A Secretaria de Agricultura do Paraná, a Federação da Agricultura (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (Fetaep) e Organização das Cooperativas (Ocepar) querem que o Plano Safra 2022/23, que entrará em vigência em julho, disponibilize R$ 333,8 bilhões em crédito rural. Um documento com as propostas foi encaminhado na quarta-feira, 16, ao Ministério da Agricultura. Os paranaenses também pediram a manutenção das taxas de juros praticadas no atual ciclo, de 3% a 4,5% no Pronaf, entre 5,5% e 6,5% no Pronamp e até 8,5% para os demais produtores. A sugestão é que o governo aumente de R$ 13 bilhões para R$ 17,3 bilhões o orçamento destinado à equalização das taxas de juros, especialmente para os segmentos de agricultura familiar e médios produtores, para evitar o fechamento das linhas subvencionadas, como ocorreu nas últimas duas safras. O documento propõe a destinação de R$ 234 bilhões para linhas de custeio e comercialização e de R$ 99,8 bilhões para investimentos no próximo Plano Safra. Na atual temporada, o montante total é de R$ 251,2 bilhões. As entidades do Paraná também reforçaram o pedido para que sejam aplicados R$ 1,5 bilhão na subvenção ao seguro rural e que o limite do Proagro seja ampliado de R$ 335 mil para R$ 500 mil por produtor e por safra. Ao contrário das pretensões do governo, as entidades do Paraná pediram para elevar as exigibilidades na aplicação de recursos no crédito rural, de 25% para 30% nos recursos obrigatórios dos depósitos à vista, de 59% para 63% na poupança rural, e de 35% para 50% nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que compõem as fontes de juros livres. Em ofício encaminhado ao Secretário de Política Agrícola, Guilherme Bastos, as entidades argumentaram que as projeções de prejuízo superior a R$ 55 bilhões (cerca de US$ 10 bilhões), devido à redução na oferta de milho e soja na Região Sul e em Mato Grosso do Sul provocada pela estiagem, pode levar o país a não repetir o resultado superavitário da balança comercial do agro, em 2021, que foi de US$ 105 bilhões. As entidades destacam que 133 mil pequenos produtores do Paraná não têm acesso ao crédito rural. Por isso, a proposta é de aumento nos recursos do Pronaf para custeio e comercialização, passando dos R$ 21,7 bilhões ofertados agora para R$ 33 bilhões no Plano Safra 2022/23, além de incremento no volume de investimentos, de R$ 17,6 bilhões para R$ 28 bilhões. A sugestão é que, para o enquadramento do produtor no Pronaf, a renda bruta seja ajustada de R$ 500 mil para R$ 600 mil. O documento também propõe a criação de um estrato com renda bruta inferior a R$ 200 mil, com políticas públicas diferenciadas. A proposta ainda sugere aumento do volume de recursos em todos os programas de investimentos, como Proirriga, ABC, Moderagro, Inovagro, Moderfrota e PCA.

VALOR ECONÔMICO


Fila com 3,5 mil caminhões permanece na fronteira de Foz do Iguaçu

Segundo Sindifoz, cenário logístico pode piorar caso não haja negociação por parte do governo com fiscais da Receita; outras alfândegas também são impactadas no país


A fila de caminhões na fronteira de Foz do Iguaçu tinha cerca de 3,5 mil veículos no início da tarde da quarta-feira (16), segundo o Sindifoz (Sindicato Patronal do Transporte Rodoviário Internacional de Carga), ainda em meio operação-padrão de fiscais da Receita Federal. O caos logístico na região ocorre desde a virada do ano, mas tem gerado cada vez mais preocupações com impactos para diversas cadeias, inclusive do agronegócio. No início da semana, a fila chegou a ser de 4 mil caminhões na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O Sindifoz calcula um prejuízo para as transportadoras e motoristas autônomos de R$ 3,8 milhões/dia. "A Receita e o Mapa, individualmente, estão usando de todas as maneiras para retardar a velocidade dos processos. Criam situações que acabam atrapalhando o fluxo", destacou o Presidente do Sindifoz, Rodrigo Ghellere. O fluxo mais ativo de caminhões na alfândega, segundo o Sindifoz, ocorre apenas em partes do dia. A maioria das cargas é de alimentos industrializados e cereais, segundo a entidade. Com a paralisação, os produtores de frangos e suínos, que trazem cargas do Paraguai para a produção de ração para alimentar os animais, já buscam alternativas em estados da região central do país. Também há relato de impacto no transporte de cargas vivas, perda de janelas de embarques em navios, custos adicionados logísticos com demurrage e outros pontos, problema com estocagem direta e terceirizada e redução de produção, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Outras alfândegas do país também estão enfrentando problemas com a paralisação dos auditores, mas o reflexo em Foz do Iguaçu é maior por conta do grande fluxo de caminhões que o local recebe diariamente. Para o Sindifoz, o cenário logístico pode piorar caso não haja uma negociação por parte do governo com os fiscais. "A situação tende a piorar mais, pois fim de março fecha a janela de gastos do governo. Isso ficaria somente para 2023 criando um caos total", disse Ghellere.

SINDIFOZ


Entrave logístico em Foz do Iguaçu pode baixar preço das carnes no BR e elevar custos de produção

Consequências são de curto prazo, mas preocupam devido ao atual cenário de custos de produção já elevados


A paralisação dos fiscais da Receita Federal, iniciada ainda no final do ano passado, mas agravada nas últimas semanas, está travando o trânsito de caminhões na fronteira de Foz do Iguaçu. Segundo o analista de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, no caso das proteínas animais, a paralisação na fronteira pode gerar problemas no curto prazo em duas pontas: no preço da carne e nos custos de produção. Ele explica que houve acréscimo nas importações de milho no ano passado por conta da quebra da segunda safra no Brasil, além dos estoques de passagem baixos, e o Governo Federal atuou na facilitação da entrada do milho importado no país. Os principais importadores foram os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tendo essa região de Foz do Iguaçu como principal ponto de entrada da mercadoria no país. "O que podemos ver é um risco no abastecimento. Sabendo da nossa menor oferta do milho na primeira safra, estoques de passagem baixos, isso tudo tende a impactar os preços ainda mais na questão dos custos de produção, e aí a gente passa a ter um risco no curto prazo de um aumento na procura destes insumos em outras regiões no mercado interno, elevando preços de milho e outras fontes de alimentação dos animais, como farelo de trigo, por exemplo", informa. Há também o trânsito no sentido oposto, de saída do país, com entrega de carne suína e de aves para a América do Sul. A carne suína o Brasil exporta principalmente para Argentina, Chile, Uruguai, e essa carga também passa diretamente pelo transporte rodoviário pelo Paraná. "Podemos ter dificuldade de escoamento da carne por essa rota, e no curto prazo pode haver uma elevação na oferta de carne suína no mercado interno e pressão de baixa nos preços, já que a entrega para esses países ficaria comprometida. Para a carne de aves, temos maior pulverização nas exportações, o que teria menor problema. Então o principal problema seria o redirecionamento desta carne que sairia do país", afirma.

Scot Consultoria


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 0,99%, a R$5,129

O dólar seguiu perdendo valor e fechou numa mínima em seis meses e meio, na terceira queda seguida, com operadores reagindo a uma melhora global de ativos de risco após o banco central norte-americano evitar nova surpresa altista para os juros na ata de sua última reunião de política monetária na quarta-feira


A manutenção do tom do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) deu mais fôlego a um movimento já em curso de fluxos de capital ao Brasil e que mais cedo já havia deixado o real entre as divisas com melhor performance no dia, mesmo quando pares emergentes perdiam valor. O dólar à vista caiu 0,99%, a 5,129 reais na venda. É o menor patamar desde 29 de julho do ano passado (5,0795 reais). A moeda ficou em baixa ao longo de todo o dia, oscilando entre 5,179 reais (-0,03%) e 5,128 reais (-1,01%). Em três sessões consecutivas de baixa, o dólar perdeu 2,17%. Em fevereiro, a queda é de 3,33%, enquanto em 2022 já atinge 7,98%.

REUTERS


Ibovespa volta aos 115 mil pontos após 5 meses com ajuda de Petrobras e Fed

O principal índice da bolsa brasileira retornou aos 115 mil pontos nesta quarta-feira, após cinco meses, com avanço da Petrobras e após o Federal Reserve adotar um tom menos duro do que o esperado em sua ata de política monetária


Petrobras teve forte alta com petróleo e deu suporte ao índice, ainda que tenha diminuído os ganhos no fim do pregão após notícias de avanços nas conversas Irã-Estados Unidos. WEG cedeu na outra ponta após divulgar balanço trimestral. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,44%, a 115.334,90 pontos, acima dos 115 mil pontos pela primeira vez desde 15 de setembro. O giro financeiro foi de 28,1 bilhões de reais, em dia de vencimento de opções sobre índice.

REUTERS


Moody´s vê gastos do Brasil com juros em maior patamar em 7 anos em 2022

A alta da Selic deve elevar as despesas do governo brasileiro com juros ao maior patamar desde 2015 neste ano, apontou a agência de classificação de risco Moody´s, destacando que o movimento representa um risco ao esforço de consolidação fiscal do país


Em relatório divulgado na quarta-feira, a Moody´s destacou como outros obstáculos as propostas em tramitação no Congresso para reduzir a tributação de combustíveis e incertezas macroeconômicas no ano eleitoral. A Moody´s calcula que as despesas com juros fecharão o ano entre 600 bilhões de reais e 700 bilhões de reais, em torno de 7% do PIB, maior nível em sete anos. Em 2021, essas despesas ficaram em 449 bilhões de reais, o equivalente a 5,2% do PIB, segundo dados do Banco Central. "A elevada participação no Brasil da dívida atrelada a taxas flutuantes contribui para a suscetibilidade da carga da dívida a aumentos de taxas", disse a Moody´s, destacando que essa parcela está hoje em 39% do total da dívida mobiliária interna, ante 29% em 2016. Ao comentar as propostas para redução da tributação sobre combustíveis, a Moody´s afirmou que a aprovação de uma medida nesse sentido sem a devida compensação vai prejudicar o ímpeto recente de alta da arrecadação.

REUTERS


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