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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 69 DE 16 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 69| 16 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Com o consumo doméstico enfraquecido, frigoríficos evitam acumular estoques nas câmaras frias

Na terça-feira, 15 de fevereiro, o volume de negócios no mercado brasileiro de boiada gorda seguiu cadenciado na maioria das praças pecuárias, registrando mais um dia de estabilidade nos preços da arroba, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


Segundo a Scot Consultaria, nas praças do interior de São Paulo, as referências de mercado estão em R$ 337/@ para o boi gordo, R$ 303/@ para a vaca gorda e R$ 327/@ para a novilha gorda (preços brutos e a prazo). “O mercado paulista segue pouco movimentado, resultado da evolução das escalas de abate, que atendem os próximos dias”, relata a Scot. Enquanto no Centro-Sul do País, as indústrias seguem regulando o ritmo de suas aquisições de gado, realocando lotes em suas escalas de abate em função da oferta restrita, o mercado na região Norte registra ofertas mais confortáveis de animais prontos para abate, resultando em programações que já adentram o mês de março. Entre as praças da região Norte, por exemplo, as indústrias voltaram a testar aquisições ofertando preços abaixo das máximas vigentes. Foram observados movimentos de recuos no Pará (praça de Paragominas), com a arroba do boi gordo caindo de R$ 289 para R$ 287. Na terça-feira, a IHS Markit também registrou retração nos preços da arroba nas praças de Goiânia e de Rio Verde, em Goiás – as cotações recuaram de R$ 315 para R$ 312 e de R$ 317 para R$ 310, respectivamente. Muitas unidades de abate de Goiás (e também de alguns outros Estados) se ausentaram dos negócios nesta semana por possuírem escalas prontas até meados da próxima semana, reforça a consultoria.

Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 313/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Brasil é o 3º país que mais consome carne no mundo

Com a alta recente da inflação, o preço da grande maioria dos produtos aumentou significativamente. A carne foi um dos itens que tiveram um dos maiores aumentos, só nos últimos 12 meses teve um aumento de 22%


Porém, mesmo com os preços mais altos, o Brasil ainda é um dos principais consumidores de carne do mundo, em média são consumidos 24,6kg per capita num período de um ano. É que revela um estudo realizado pela plataforma CupomValido.com.br com a OCDE sobre o consumo de carne nos principais países. Foram considerados 2 tipos de proteínas: carne bovina e vitelo. Ao considerar todos os países, o Brasil fica somente atrás dos Estados Unidos e Argentina, com 26,1kg/capita e 36,9/capita, respectivamente. Nos últimos 50 anos o consumo de carne aumentou mais de cinco vezes. E segundo a projeção realizada pelo estudo, a expectativa é que na média o consumo de carne aumente ano após ano, atingindo a marca de 43,7 kg/capita em 2030. O aumento do consumo de carne está relacionado à melhora no padrão de vida e a urbanização da população – que faz com que haja uma mudança no estilo de dieta, e favoreça o aumento do consumo de proteína de origem animal. O aumento populacional, também é uma razão para o aumento do consumo de carne – em 1960 havia 3 bilhões, e hoje 7,9 bilhões de pessoas no mundo. No caso da Argentina, é um dos poucos países que o consumo tem caído significativamente ano após ano. Apesar de ainda ser o país que mais consome carne no mundo, em 1990 o país já chegou a consumir 40% a mais que os valores atuais. A crise econômica que país tem enfrentado nos últimos anos é um dos fatores pela diminuição do consumo. Na ponta oposta, a Índia é o país que menos consome carne no mundo – apenas 0,5 kg/capita no ano. Neste caso, a tradição e a religião do país são algumas das explicações pelo baixo consumo de carne.

OCDE, CupomValido.com.br


SUÍNOS


Suínos: preços melhores na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou subiu 6,25%/1,89%, chegando a R$ 102,00/R$ 108,00, enquanto a carcaça especial aumentou 3,85%/1,22%, valendo R$ 8,10 o quilo/R$ 8,30 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (14), houve alta de 10,91% no Paraná, alcançando R$ 4,88/kg, avanço de 6,51% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,73/kg, aumento de 3,94% no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,75/kg, valorização de 3,49% em Santa Catarina, com preço de R$ 4,74/kg, e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 5,45/kg.

Cepea/Esalq


Desaceleração na exportação e custos preocupam setor de carne suína

Os altos custos de grãos usados na nutrição de suínos e a desaceleração nas exportações da carne neste início de ano preocupam o setor produtivo, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS)


“Este cenário de grãos, agravado por uma oferta elevada de carne suína, indica pelo menos no primeiro semestre de 2022 um período de muitas dificuldades para o setor que já vem amargando prejuízos desde o início do ano passado”, disse o Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em newsletter divulgada pela entidade na terça-feira (15). “Apesar de uma boa expectativa com relação à segunda safra de milho, nada garante que teremos recuperação das margens neste ano.” O volume de exportação total de carne suína brasileira em janeiro foi 18% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Mas dados parciais do mês de fevereiro divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, mostram uma desaceleração nos embarques neste mês, segundo a ABCS. A média diária de exportações de carne suína in natura nos nove primeiros dias úteis de fevereiro foi de 3,1 mil toneladas, contra 4 mil toneladas diárias no mesmo mês do ano passado. Além disso, a China tem comprado menos carne suína brasileira, na comparação anual, desde outubro do ano passado. A ABCS disse que esses dados indicam que o setor não deverá registrar significativo crescimento das exportações ao menos neste início de ano. “Mais preocupante é a queda do valor da tonelada exportada que em fevereiro de 2021 foi de US$ 2.425 e, agora (fev/22), recuou para US$ 2.166, tornando o mercado de exportação menos atrativo, o que também contribui para a queda de preço no mercado doméstico em função de maior oferta”, disse a ABCS. O presidente da ABCS disse que entidades representativas do setor devem buscar recursos e alternativas junto ao poder público para a prorrogação das dívidas e abertura de crédito de longo prazo, para dar suporte ao segmento produtivo neste período desafiador. “A ABCS tem trabalhado junto ao governo federal, solicitando medidas emergenciais que possam amenizar este momento, além de trabalhar no incentivo ao consumo para fortalecer o mercado interno, diminuindo a dependência das exportações e escoando o excedente da produção”, disse Lopes.

CARNETEC


ABCS: oferta e custo alto determinam pior relação de troca da história a produtor

Em levantamento realizado pela entidade, em janeiro deste ano a relação de troca do suíno com o milho foi de 3,65 (com a venda de 1 quilo de suíno se compram 3,65 quilos de milho) e, com o farelo de soja, foi de 2,11


A média das duas primeiras semanas de fevereiro indicou um agravamento dessa relação de troca do suíno com o milho e o farelo de soja, chegando a 3,29 e 1,90, respectivamente. Como base de referência, de modo geral considera-se como ideal, para que se tenha margem positiva na atividade, que 1 kg de suíno vivo seja suficiente para comprar ao menos 6 kg de milho ou, no mínimo 3,5 kg de farelo de soja. "Ou seja, o prejuízo contabilizado pela atividade neste início de ano é realmente assustador." A ABCS aponta vários motivos para o setor ter chegado a esta situação. As exportações da proteína suína para a China começaram a diminuir entre outubro de 2021 até janeiro deste ano, segundo a ABCS. No primeiro mês de 2022, o país asiático se manteve na liderança das aquisições do Brasil, mas isso não representou a metade das exportações. "A Rússia que, ao anunciar cota de 100 mil toneladas para o primeiro semestre deste ano, representou uma esperança de compensar o recuo chinês, ainda se mostrou muito tímida nas compras, pelo menos em janeiro, com apenas 1.657 toneladas", observou a entidade. Em 2021 a disponibilidade interna de carne suína aumentou em mais de 284 mil toneladas, quando comparado com o ano anterior, resultando em incremento do consumo de 1,2 kg por habitante/ano, ou seja, crescimento de 7%, o maior salto da história em um ano. A combinação de baixo preço de venda e alto custo dos principais insumos determinou, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na primeira quinzena do ano, a pior relação de troca entre o suíno e o milho.

ESTADÃO CONTEÚDO


FRANGOS


Frango: cotações em alta na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,79%, valendo R$ 5,70/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (14), a ave congelada teve aumento de 0,83%, chegando a R$ 6,04/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,47%, fechando em R$ 6,37/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Mapa prorroga consulta pública sobre regulamentação da alimentação animal

Interessados terão mais 60 dias para enviar manifestação a respeito do tema


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou por 60 dias o prazo da consulta pública que trata da proposta de revisão do Decreto n.º 6296/2007, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização de produtos destinados à alimentação animal. A revisão busca promover a modernização da área de alimentação animal. Entre as mudanças estão a nova classificação de estabelecimentos, novas exigências para registro, alteração de registro de estabelecimento, registro e isenção de registro para produtos, incluindo alterações relacionadas aos produtos que são de uso na alimentação humana passíveis de uso na alimentação animal, e aqueles registrados em outras áreas do Ministério. O documento ainda inclui os novos procedimentos que dividem a responsabilidade entre órgão fiscalizador e agente fiscalizado, artigos relacionados ao trânsito nacional e internacional de produtos para a alimentação animal, as diretrizes para importação e exportação, e a inclusão do conceito de programa de autocontrole. “A prorrogação do prazo para as manifestações se faz necessária para que a nova proposta de regulamentação possa ser mais bem avaliada e discutida pelo setor”, avalia a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

MAPA


EMPRESAS


Capal realiza pré-assembleias para apresentar resultados

Nas primeiras semanas de fevereiro, a Capal Cooperativa Agroindustrial convidou os seus cooperados para participarem das pré-assembleias presenciais, que foram realizadas nas unidades dos municípios de Arapoti, Ibaiti, Curiúva, Itararé, Santana do Itararé, Fartura, Taquarivaí, Taquarituba, Carlópolis, Joaquim Távora e Wenceslau Braz


Os encontros foram uma prévia da Assembleia Geral Ordinária, que será realizada no próximo sábado (19/02), em Arapoti (PR). O objetivo dos encontros foi apresentar os números do exercício de 2021 da cooperativa e abrir espaço para os associados sanarem as dúvidas e darem sugestões para tópicos diversos, como taxas, investimentos e os próximos passos da Capal. Também esteve na pauta das pré-assembleias a convocação de todos os cooperados para participarem da Assembleia Geral Ordinária (AGO), que será realizada na matriz de Arapoti, no dia 19 de fevereiro, às 10h. A AGO é um momento fundamental para a cooperativa, em que serão apresentados detalhadamente os resultados obtidos no ano passado e aberta a votação e aprovação para os assuntos do ano de 2022. Entre os temas mais aguardados pelos cooperados, está a distribuição de sobras do exercício de 2021, que somaram R$ 60,8 milhões, 35% do resultado da cooperativa. A votação será exclusivamente presencial, mas os cooperados que não estiverem presentes poderão acompanhar a Assembleia Geral Ordinária pelo canal da Capal no YouTube. A Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 750 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 153 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 31 mil toneladas de suínos vivos.

Imprensa Capal


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Colheita de soja atinge 21% das áreas no Paraná; plantio de milho chega a 29%

A colheita de soja 2021/22 alcançou 21% das áreas no Paraná, avanço de seis pontos percentuais no comparativo semanal, enquanto o plantio de milho segunda safra atingiu 29%, disse na terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral)


No mesmo período do ano anterior, a colheita da soja ainda estava em 3% das lavouras, após problemas climáticos que atrasaram os trabalhos e tornam mais lento o ritmo de retirada dos grãos do campo. Nesta temporada, além do cultivo dentro da janela da cultura, a colheita da soja está mais acelerada devido à quebra de produção em diversas regiões, que reduziu o volume a ser colhido, disse o analista do Deral Edmar Gervásio. O economista do Deral Marcelo Garrido acrescentou que a quebra de 2021/22 no Paraná, atualmente estimada pelo departamento em 39%, é “bem realista”, mas não estão descartados novos cortes na projeção. “Como temos cerca de 21% colhido, ainda se tem uma possibilidade de alteração”, disse ele. Já para o milho segunda safra, as chuvas ocorridas no Estado, apesar de irregulares, são consideradas favoráveis para a semeadura do cereal. “Creio que (a chuva) tenha contribuído com o plantio sim, porém os números da safrinha só teremos atualização no relatório mensal, na próxima semana”, afirmou Garrido. Os produtores avançaram em dez pontos percentuais o plantio do cereal na semana e a semeadura está à frente dos 8% registrados um ano antes. Na avaliação do órgão ligado ao governo estadual, as lavouras de soja em condições boas não sofreram alteração na semana, permanecendo com 36%. As áreas ruins aumentaram um ponto, para 32%, enquanto as avaliadas como médias saíram de 33% para 32%. Um ano antes, 76% das lavouras eram consideradas boas e somente 5% ruins. Para o milho safrinha, 84% das áreas estão em condição boa, queda de um ponto na semana, e 16% foram classificadas como médias. Em relação ao milho de primeira safra, a colheita chegou a 26%, ante 19% na semana passada e 21% no mesmo período do ciclo anterior.

Reuters


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha abaixo de R$5,20 pela 1ª vez em cinco meses

O dólar renovou nesta terça-feira a mínima de fechamento em cerca de cinco meses em um dia de apetite geral por ativos de risco em meio a uma trégua nas tensões geopolíticas globais


Investidores reagiram bem a notícias de que a Rússia está retornando grupos de soldados a suas bases, afastando-os da fronteira próxima da Ucrânia, o que amenizou temores de uma iminente invasão de Moscou sobre o território do país vizinho. Esse receio vinha chacoalhando os mercados globais nos últimos dias. O dólar à vista caiu 0,75%, a 5,1805 reais, menor valor desde 6 de setembro do ano passado (5,1764 reais). Em fevereiro, o dólar já cai 2,36%, aprofundando as perdas no ano para 7,05%. O Bank of America chamou a melhora das expectativas para a divisa brasileira de "conto do carry trade" --em referência ao aumento da taxa de retorno embutida em contratos de real na esteira da elevação da Selic a dois dígitos. Pesquisa do banco norte-americano mostrou que gestores de fundos na América Latina melhoraram de forma sensível em fevereiro as visões acerca da moeda brasileira. A maioria (60%) dos respondentes da sondagem deste mês agora vê o dólar entre 5,11 reais e 5,40 reais ao fim do ano. Em janeiro, cerca de 55% dos entrevistados previam que a divisa ficaria 5,41 reais e 5,70 reais. Mas com o dólar rompendo sucessivamente importantes suportes, alguns agentes começam a achar interessante recompor posições. Os não residentes, por exemplo, compraram na segunda-feira cerca de 484 milhões de dólares (em termos líquidos) no somatório de contratos de dólar futuro, swap cambial e cupom cambial registrados na B3. A movimentação no mercado de opções também mostra operadores comprando mais "calls" de dólar --contratos de opção que dão ao comprador direito de comprar a moeda a um preço pré-estabelecido. Assim, o comprador pode recorrer ao direito de exercer a opção num cenário em que o dólar recupera terreno.

REUTERS


Ibovespa avança e fecha no maior patamar em 5 meses

O principal índice da bolsa brasileira subiu na terça-feira para o maior nível de fechamento desde setembro, diante da recuperação global dos ativos, embora incertezas continuem


A queda dos preços do petróleo e do minério de ferro seguraram um avanço ainda maior do índice, que foi pressionado por Petrobras e Vale. Na outra ponta, destaque para o salto do Banco do Brasil, depois de resultado acima do esperado. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,74%, a 114.739,13 a pontos, sexta alta consecutiva e maior patamar de fechamento desde 15 de setembro. O volume financeiro foi de 27,9 bilhões de reais.

REUTERS


IGP-10 tem alta de 1,98% em fevereiro com commodities e combustíveis no atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou a alta a 1,98% em fevereiro, depois de ter avançado 1,79% no mês anterior, sob o peso de commodities e combustíveis no atacado, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira


O resultado levou o índice a acumular alta de 16,69% em 12 meses. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, saltou 2,51%, contra alta de 2,27% em janeiro. “Os grandes destaques para a aceleração da taxa do IGP são importantes commodities e combustíveis: minério de ferro (8,06%), soja (7,32%), milho (9,22%) e óleo diesel (7,71%). A contribuição desses quatro principais responde por 65% do resultado do IPA”, explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,39% em fevereiro, contra 0,40% em janeiro. Os destaques foram o arrefecimento da alta dos preços de Habitação (0,74% para 0,11%), Vestuário (1,31% para 0,51%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,15% para 0,05%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,61% no período, depois de avançar 0,50% em janeiro.

REUTERS


Atividade industrial mantém tendência de queda em 2022, aponta CNI

Com índices baixos na produção, na utilização da capacidade industrial e nos empregos, expectativa dos empresários estão mais moderadas


A utilização da capacidade instalada das indústrias brasileiras, a produção e os níveis de emprego recuaram na passagem de dezembro de 2021 para janeiro de 2022, indicando a continuidade da tendência de desaceleração no setor, observada ao longo do segundo semestre do ano passado. Os dados da evolução da atividade industrial foram apresentados na terça-feira (15), na Sondagem Industrial, pesquisa mensal realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O estudo aponta que a produção industrial caiu em janeiro de 2022 na comparação com dezembro de 2021. Diante desse cenário, as expectativas do setor para fevereiro de 2022 seguem positivas, embora mais moderadas do que em anos anteriores. As projeções dos empresários indicam resultados acima da linha de 50 pontos em todos os resultados, o que demonstra uma aposta no crescimento nos próximos seis meses. Mas as mesmas projeções calculam os menores índices em relação aos meses de fevereiro de anos recentes. O índice de evolução da produção manteve-se em 43,1 pontos, abaixo da linha divisória entre queda e crescimento da produção. Em janeiro, o índice foi praticamente o mesmo observado em dezembro de 2021, reforçando a tendência de queda da produção industrial. O nível de empregos no setor também recuou no primeiro mês de 2022 ante o mês imediatamente anterior. A evolução do número de empregados na indústria alcançou 48,8 pontos no mês passado, o que representa queda do número de trabalhadores, uma vez que o índice ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos que separa o recuo da alta do emprego. Houve diminuição ainda no indicador de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual, que ficou em 41,4 pontos, 2,2 abaixo do resultado da medição feita em dezembro de 2021. Essa pontuação também foi a menor para o mês nos últimos cinco anos. O índice do nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 49,9 pontos em janeiro, o que significa que o estoque efetivo se encontra praticamente no nível planejado pelas empresas. Desde outubro de 2021, os resultados desse índice vêm ficando próximos aos 50 pontos, ou seja, há quatro meses que o nível de estoques se encontra próximo do planejado pelo empresário. A evolução do nível de estoques foi de 49,4 pontos, pouco abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que aponta uma pequena queda dos estoques em relação a dezembro de 2021. O Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo destacou que os indicadores da sondagem mostram a continuidade da tendência de recuo que havia sido observada no início de 2021 e que havia se intensificado no final do ano passado. “Produção, número de empregados e utilização da capacidade industrial, tudo caiu na passagem de dezembro para janeiro. Mas teve estabilidade nos estoques, o que é muito importante, pois as indústrias haviam enfrentado um longo período de estoques muito baixos e é uma estabilidade que já vem de alguns meses e continuou em janeiro”, avaliou ele, reforçando que embora as expectativas estejam mais modestas do que no início de outros anos, os empresários do setor acreditam no aumento de investimentos, no crescimento da demanda, das contratações e também das exportações. A pesquisa da CNI foi realizada entre os dias 1 e 10 de fevereiro e foram ouvidas, no total, 1.806 empresas, sendo 760 de pequeno porte, 625 de médio porte e 421 de grande porte.

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