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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 67 DE 14 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 67| 14 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: semana se encerrou com arroba estável

Frigoríficos seguram as compras de boiadas, à espera de melhorias na oferta de animais terminados; consumo interno continua retraído, mas exportações de carne bovina avançam fortemente


Nas praças do interior de São Paulo, a cotação do macho terminado encerrou a semana no mesmo patamar da sexta-feira anterior, ou seja, negociado a R$ 337/@ (valor bruto e a prazo), de acordo com os dados levantados pela Scot Consultoria. As cotações da vaca e da novilha gordas também ficaram estáveis nesta sexta-feira, valendo R$ 303/@ e R$ 327/@, respectivamente, no mercado paulista (valores brutos e a prazo), segundo a Scot. O ágio para bovinos com destino à exportação (abatidos mais jovens, com idade inferior a 30 meses), gira em torno de R$ 15/@ em São Paulo. Na avaliação do zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, para o curto prazo, a expectativa é de uma oferta de boiadas aumentando (início da safra), que, somada à demanda interna fragilizada, ao câmbio menor (valorização do real sobre o dólar) e à entrada da segunda quinzena (período de menor consumo da proteína, devido ao maior distanciamento dos prazos de pagamento dos salários, no início do mês), abrem espaço para uma pressão de baixa maior. Porém, tal movimento de baixa da arroba, diz Fabbri, “deverá ser limitado pela expectativa de retenção de fêmeas ainda elevada nesta temporada”. Segundo os analistas da IHS Markit, as vendas de carne bovina seguem registrando fraco desempenho no atacado e varejo, frustrando a expectativa de crescimento do consumo da proteína que era esperada para a primeira quinzena deste mês, quando normalmente os brasileiros comem mais carne, motivados pelos pagamentos dos salários mensais. As exportações somaram 39,6 mil toneladas nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro, que resultou numa média diária de embarque de 9,91 mil toneladas da proteína, um aumento de 75% quando comparado com a média de fevereiro/21, e uma elevação de 48% frente ao ritmo de embarques de janeiro/22. Nesta semana, o IBGE divulgou a sua pesquisa trimestral de abate de animais, que apontou uma forte retração no número de bovinos levados ao gancho em 2021. De acordo com os dados, as indústrias frigoríficas brasileiras abateram 27,39 milhões de bovinos no ano passado, uma queda de 8,4% frente ao resultado de 2020. “Trata-se do menor patamar em mais de três décadas”, destaca a IHS Markit. Segundo o IBGE, a produção brasileira de carne bovina recuou 5,8% em 2021 frente a 2020, para 7,37 milhões de toneladas, volume mais baixo desde 2016. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 313/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); vaca a R$ 279/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 278/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços no setor mantiveram recuperação na sexta-feira

Para o Cepea/Esalq, esse recente movimento de recuperação, que vem sendo observado na maioria das regiões acompanhadas, está atrelado ao período de início de mês (recebimento dos salários por parte da população), que elevou, ainda que de forma tímida, a procura de frigoríficos por novos lotes de suínos para abate


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 93,00/R$ 103,00, enquanto a carcaça especial aumentou até 1,25%, valendo R$ 7,70 o quilo/R$ 8,10 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 5,38/kg, e em São Paulo, com preço de 5,26/kg. Houve aumento de preço no Rio Grande do Sul de 2,98%, atingindo R$ 4,49/kg, avanço de 1,38% no Paraná, custando R$ 4,40/kg, e de 1,33% em Santa Catarina, fechando em R$ 4,58/kg.

Cepea/Esalq


Suíno: preço médio diário 6,7% acima do recebido na abertura de fevereiro

Semana terminou com o mercado do suíno vivo terminado apresentando sinais claros de uma próxima recuperação


A segunda semana de fevereiro encerrou com o mercado do suíno vivo terminado apresentando sinais claros de uma próxima recuperação de preços. Isso porque a oferta se mostra ajustada à demanda e o comércio varejista mostrou melhor desempenho com a recuperação de poder aquisitivo do consumidor. O acompanhamento realizado pelo SuiSite tendo como base o valor praticado no último dia de negócios do mês anterior, indica que o preço médio já evoluiu 6,7% até o momento. Bem abaixo dos 12,5% alcançados no mesmo período do ano passado. Todavia, bem melhor que o histórico dos últimos 12 anos, evolução que não supera 1%. Atingir a evolução máxima de 28,8% alcançada em fevereiro do ano passado seria comercializar o suíno por R$125,60. Mesmo assim, o preço médio diário ainda ficaria 16,3% abaixo do patamar médio máximo de comercialização alcançado naquele mês, quando atingiu R$150,00. Isso porque lá, o preço médio de abertura foi de R$116,50, enquanto neste ano o preço de abertura de fevereiro é de R$97,50.

SUIsite


FRANGOS


Frango: movimento de recuperação

Para o Cepea/Esalq, a competitividade elevada da carne de frango frente à bovina e o aquecimento na demanda típico neste período – por conta do recebimento dos salários por parte da população – elevaram a liquidez da proteína avícola


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,60/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, e o Paraná caiu 0,20%, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), a ave congelada subiu 0,17%, chegando a R$ 6,00/kg, enquanto o frango resfriado valorizou 0,33%, fechando em R$ 6,06/kg.

Cepea/Esalq


Mais de 130.000 galinhas abatidas em meio ao surto de gripe aviária na Espanha

Autoridades espanholas abateram mais de 130.000 galinhas depois que um surto de gripe aviária foi detectado em uma granja industrial na região norte de Castela e Leão, disseram autoridades locais


As autoridades impuseram uma área de isolamento de 10 quilômetros ao redor da fazenda, que fica nos arredores da vila de Iscar, na província de Valladolid, a cerca de 130 quilômetros a noroeste de Madri, mas dizem que há pouco perigo para os seres humanos. "A possibilidade de transferência para humanos é extraordinariamente rara e, portanto, não é uma questão de grande preocupação para nós", disse o porta-voz do governo regional de Castela e Leão, Carlos Fernandez Carriedo. Surtos do vírus, que muitas vezes são transmitidos por aves migratórias selvagens para animais domésticos, foram relatados na França, Alemanha, Grã-Bretanha, Holanda e Sérvia. A Espanha detectou cinco surtos menores em fazendas e uma dúzia em populações selvagens até agora este ano, segundo o Ministério da Agricultura. Um porta-voz da associação espanhola de veterinários disse que não surpreende que o vírus tenha chegado à Espanha, já que a Península Ibérica está no caminho de muitas aves migratórias. Mas o Greenpeace disse que as práticas agrícolas industriais amplificam o risco de propagação da doença, alimentando um debate em andamento na Espanha sobre os custos econômicos e sociais da agricultura intensiva. “É urgente acabar com esse modelo destrutivo que está colocando em risco a saúde do planeta e das pessoas”, afirmou.

REUTERS


México diz que restringirá produtos avícolas de Indiana (EUA) após surto de gripe aviária

O Ministério da Agricultura do México disse na quinta-feira que proibirá a entrada de produtos de aves originários ou provenientes do estado norte-americano de Indiana após um surto de gripe aviária altamente patogênica

A doença, conhecida como gripe aviária, circulou em aves selvagens ao longo da costa leste dos EUA este ano. Um surto foi relatado na quarta-feira em um rebanho de perus de Indiana, o primeiro caso do país em uma operação comercial de aves desde 2020.

REUTERS


CARNES


Demanda por carne de frango aumenta e preços sobem

Já a demanda por carne bovina no mercado doméstico está fraca, devido ao alto patamar do preço da carne em momento de elevadas exportações, e ao baixo poder de compra da maior parte da população


A demanda por carne de frango aumentou no início de fevereiro, levando a uma alta nos preços, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A competitividade elevada da carne de frango perante a bovina e o aquecimento da demanda típico neste período, impactado pelo recebimento dos salários por parte da população no final do mês passado, elevaram a liquidez da proteína avícola, informou o Cepea em nota na sexta-feira (11). O preço do frango congelado no atacado da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado subiu 1,87% no acumulado do mês de fevereiro até o dia 11, a R$ 5,99/kg. O preço do frango resfriado teve alta de 8,56% no mesmo período, a R$ 6,34/kg. As exportações de carne de frango também estão aquecidas no início de fevereiro, com uma média de 18,1 mil toneladas/dia do produto in natura exportado nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro, segundo dados do Cepea/Esalq. “A média diária está 19,6% maior que a observada em janeiro e 0,6% acima da de fevereiro de 2021”, disse o Cepea. O recebimento dos salários também colaborou para aumentar, ainda que de forma tímida, a procura de frigoríficos por novos lotes de suínos para abate. “Quanto ao mercado atacadista de carne [suína], as reações nos preços não têm sido uniformes neste começo de mês, indicando que o incremento no consumo doméstico de carne suína com o início de fevereiro não tem sido generalizado”, disse o Cepea. Já a demanda por carne bovina no mercado doméstico está fraca, devido ao alto patamar do preço da carne em momento de elevadas exportações, e ao baixo poder de compra da maior parte da população.

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Portos do Paraná e UFPR vão monitorar sedimentos que descem a Serra do Mar com a chuva

A partir de março, a Portos do Paraná vai monitorar, em oito pontos nas encostas da Serra do Mar, os sedimentos que descem com a chuva e assoreiam as baías de Antonina e Paranaguá. A parceria da empresa pública com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) é inédita e tem objetivo de fornecer dados para projetos futuros de redução de danos


Os pesquisadores farão análise da quantidade e do tipo do material que chega ao mar. Com isso, a expectativa é reduzir a necessidade da dragagem de manutenção nos portos paranaenses, preservar o meio ambiente e gerar novas fontes de renda para os proprietários de terras em áreas degradadas. O Diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana, conta que o projeto é inédito. “Foi feito um levantamento e esse trabalho de monitoramento que vai ser feito em áreas de sistemas agroflorestais é pioneiro no setor portuário em todo o mundo. O que existe hoje é a recuperação de área degrada com sistemas agroflorestais, mas nunca executado por um porto”, contou. O estudo faz parte do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas. “Nós instalaremos oito parcelas de monitoramento em diferentes estágios de agroflorestas e faremos alguns controles com solo exposto e floresta em estágio avançado. A ideia é, ao longo de 28 meses, medir quanto de sedimento sai dessas encostas e estimar a quantidade de toneladas que chegam ao estuário em Paranaguá, por ano”, explicou o professor Eduardo Vedor de Paula, coordenador geral do projeto.

Agência Estadual de Notícias


INTERNACIONAL


China prevê alta de 15% na produção de carne até 2025

A China tem como meta uma produção de 89 milhões de toneladas de carne até 2025, um crescimento médio anual de 2,8% em relação às 77,5 milhões de toneladas produzidas em 2020, mostrou um documento do gabinete na sexta-feira


A produção de carne suína permaneceria estável em cerca de 55 milhões de toneladas, acrescentou. O documento, um plano de cinco anos para modernizar a agricultura, segue um plano emitido no mês passado para o desenvolvimento do setor pecuário nos próximos cinco anos. Ele disse que o valor da produção da indústria de criação de porcos chegaria a mais de 1,5 trilhão de iuanes (236 bilhões de dólares), com esforços feitos para aliviar as flutuações na produção e estabilizar a oferta. A carne de aves atingiria 22 milhões de toneladas, a carne bovina atingiria 6,8 milhões de toneladas e de cordeiro 5 milhões de toneladas. Tanto as aves quanto a carne bovina superaram esse nível em 2021, mas a produção de carne suína foi de pouco menos de 53 milhões de toneladas. A produção de carne da China em 2020 foi significativamente afetada pelo vírus da peste suína africana que devastou fazendas durante 2018 e 2019. Alguns especialistas duvidam que a China precisará de até 55 milhões de toneladas de carne suína no futuro, à medida que mais consumidores mudarem para outras carnes, como frango e carne bovina.

REUTERS


Preço da carne vermelha dispara nos EUA

A inflação aumentou 7,5% em doze meses em janeiro, algo sem precedentes desde 1982. Para as carnes, aves e ovos, o aumento foi ainda mais impressionante: 12,2%


O preço da carne vermelha registrou um aumento igualmente vertiginoso, até 19,2%. No entanto, foi um ritmo mais lento que em 2021 (até 23%). Os compradores americanos viram os preços de carnes, aves, peixes e ovos saltarem 12,5% no ano passado, enquanto a carne bovina subiu 23%, de acordo com o corte. Jayson Lusk, professor da Purdue University, no estado de Indiana, explica que os preços da carne dispararam “como resultado de uma combinação de vários fatores”. “Os compradores estrangeiros de carne bovina dos EUA, particularmente a China, mostraram forte demanda, assim como os consumidores domésticos”, aponta Lusk. Ao mesmo tempo, observa, os salários no setor de frigoríficos aumentaram quase 20% desde o início da pandemia, em meio a uma escassez de trabalhadores em todo o país que também afetou a fabricação e o transporte. No ano passado, os americanos continuaram a comer carne bovina com entusiasmo graças à ajuda do governo, que aumentou suas economias e poder de compra. Mas agora comer um bife está fora de questão para muitas famílias de baixa renda. Na semana passada, a Tyson Foods, maior processadora de carnes dos Estados Unidos, justificou esses aumentos de preços pelo fato de a demanda continuar superando sua capacidade de produção por falta de mão de obra. Também destacou o aumento de salários e benefícios para recrutar e reter funcionários. Durante os últimos três meses de 2021, a Tyson registrou um aumento médio de preço da carne bovina de cerca de 33% em relação ao mesmo período de 2020 e de cerca de 20% para o frango. O Presidente Joe Biden culpa a falta de concorrência no setor. Nesta indústria de cerca de 213 bilhões de dólares, apenas quatro empresas controlam 85% do processamento de carne bovina e 54% de aves, lamentou a Casa Branca em janeiro, prometendo resolver o problema. Por enquanto, os americanos permanecem entre os maiores consumidores de carne bovina do mundo. Comeram 59,1 libras (26,81 quilos) por pessoa no ano passado, depois de 58,4 libras em 2020.

UOL Economia


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


G7 pede revogação de decreto que institui taxa de 12% para o fundo de recuperação fiscal do Paraná

Entidades alegam que recolhimento de 12% ao Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná onera as empresas neste momento de crise.


O G7, grupo formado por sete grandes entidades representantes do setor produtivo do Estado, está solicitando ao governador do Estado, Ratinho Júnior, a revogação do Decreto 9810, de 14 de dezembro de 2021, que regulamentou a cobrança dos depósitos para o Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep), criado para atenuar os efeitos da crise econômica (para o Estado), acentuada em função da pandemia. Com base no Decreto, que entra em vigor no dia 1º de abril, o Estado passa a cobrar taxa de 12% das empresas que recebem benefícios fiscais. Ou seja, todas as empresas que utilizam crédito presumido deverão realizar a apuração do Funrep a partir de 1º de abril, aplicando 12% sobre o valor do benefício ou incentivo utilizado. Em ofício encaminhado ao governador, o G7 alega que a exigência de depósito sobre os créditos presumidos do ICMS concedidos pelo Estado desencadeará significativos prejuízos ao setor produtivo paranaense, que perderá competitividade frente às indústrias concorrentes localizadas em outros Estados. De acordo com o Coordenador do G7 e presidente da Faciap, Fernando Moraes (foto), “não é o momento para esta cobrança. Está todo mundo sofrendo com essa crise, trabalhando pela retomada econômica e sem caixa para recolher novas taxas. Além disso, as contas do Estado não evidenciam essa necessidade de um fundo de emergência no momento”, afirma.

OCEPAR


Operação padrão da Receita causa fila de caminhões em Foz

Ato de fiscais da Receita Federal provoca lentidão na liberação de cargas agrícolas; mais de três mil caminhões estão parados no Porto Seco


Uma operação-padrão realizada por servidores públicos responsáveis pela fiscalização de cargas agrícolas na fronteira do Brasil com o Paraguai provocou uma fila de mais de três mil caminhões. Eles aguardam a liberação do carregamento no Porto Seco de Foz do Iguaçu (Oeste). A mobilização dos funcionários da Receita Federal começou em dezembro de 2021 e os efeitos do ato vêm se avolumando. A operação-padrão foi deliberada em assembleia nacional e tem a adesão dos auditores fiscais nas alfândegas de todo o país. A ação integra a mobilização nacional da categoria pela reestruturação da carreira e o reforço no quadro de funcionários. Eles reivindicam a regulamentação do bônus da eficiência, a realização de concurso público e protestam contra os cortes orçamentários na Receita Federal, segundo o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal). Uma medida definida pela União reduziu em 51% a verba operacional destinada para 2022. No Paraná, o G7 – grupo que reúne as principais lideranças empresariais no Estado – encaminhou um ofício ao Ministério da Economia e à Receita Federal no Paraná externando a preocupação com a situação, mas ainda não obteve resposta. As entidades estimam em R$ 4 milhões o prejuízo diário com a mobilização dos fiscais da Receita Federal, que elas classificam como “operação tartaruga”. “Fora todo esse contexto econômico, que está prejudicando muito, há a preocupação com o que estão fazendo com os caminhoneiros, que estão parados na estrada, no calor de 40 graus de Foz do Iguaçu, sem alimentação, sem higiene, uma situação difícil”, disse o Presidente da Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná) e Coordenador do G7, Fernando Moraes.

FOLHA DE LONDRINA


Paraná lidera abertura de sinistros de seguro rural

Mais da metade dos produtores solicitaram indenização após perdas da safra de verão de soja e milho


O Paraná foi o Estado que mais acionou o Seguro Rural PSR, subsidiado pelo Ministério da Agricultura, para a safra de verão de soja e milho em todo o país, até 20 de janeiro. Das 59.608 apólices contratadas no Estado, 30.916 entraram com aviso de sinistro, o que representa 51,9% das apólices sinistradas. O valor total chega a R$ 1,6 bilhão. O levantamento feito pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura mostra a dimensão dos comunicados de perdas e avisos de sinistros pelos produtores afetados pela seca. Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep/Senar-PR, explica que os produtores rurais paranaenses vêm enfrentando um severo e prolongado período de seca, com chuvas abaixo da média histórica desde 2018. “Os reflexos negativos na agricultura vêm, desde então, sendo observados, pois é preciso haver água no solo para o plantio e depois regularidade de chuvas para o desenvolvimento das culturas”, pontua. O Paraná registra, até o momento, uma quebra de 38% na safra de verão em relação à estimativa inicial do Deral (Departamento de Economia Rural), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecim “A perda já atingiu 9,6 milhões de toneladas de grãos, sendo as culturas mais afetadas a soja, o milho 1ª safra e o feijão de 1ª safra, e há possibilidade concreta de agravamento deste cenário”, destaca. Segundo a técnica, todas as regiões do Paraná foram afetadas pela seca em maior ou menor proporção. “Como agravante, várias das regiões mais afetadas são importantes polos produtores, como o Oeste, Norte Central, Sudoeste, Centro-Ocidental e Centro-Sul. Ainda temos o Noroeste do Estado que, apesar de concentrar menor produção de soja e milho 1ª safra, sofreu perdas severas”, destaca. O diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola, destaca que essa foi a safra de verão com maior número histórico de acionamentos de seguro rural no Paraná até o momento. “O seguro rural cresceu muito em 2020 e 2021. No histórico do PSR, desde 2006, esta é a safra de verão com maior número de acionamentos, lembrando que, além do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina também estão sofrendo com a seca, o que é algo inédito pela severidade das perdas”, pontua.

FOLHA DE LONDRINA


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha com ligeira alta de 0,07%, a R$5,2428

Investidores vêm há semanas repercutindo tensões entre Rússia e Ocidente a respeito dos riscos de uma invasão por Moscou sobre o território ucraniano. Mas desta vez as manchetes foram mais explosivas


A Rússia reuniu tropas suficientes perto da Ucrânia para lançar uma grande invasão, disse o governo dos EUA na sexta-feira, ao pedir a todos os cidadãos norte-americanos que deixem o país dentro de 48 horas depois de Moscou endurecer ainda mais sua resposta à diplomacia ocidental. "Isso ainda pode pressionar bastante o mercado. Essa tensão sempre prejudica", disse Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, baseado no Estado da Flórida, EUA. Ele ponderou, no entanto, que o real segurou bem o baque externo. "Mesmo com a pressão geopolítica e do Fed, o real evoluiu nos últimos dias, assim como a bolsa brasileira. [...] O mercado brasileiro aparenta estar se saindo melhor, e o grande ponto é que você tem a combinação entre fluxos para emergentes e um Brasil visto como atrativo depois de ter o câmbio que mais se desvalorizou", acrescentou. Nesta semana, o dólar no Brasil acumulou queda de 1,54% --quinta consecutiva de perdas, na mais longa sequência do tipo desde maio de 2021. No atual período, o dólar registrou baixa de 6,91%. Em fevereiro, a moeda cedia 1,19%, estendendo a desvalorização no ano para 5,93%. Estrategistas do Barclays mantêm apostas otimistas na taxa de câmbio brasileira, vendo resiliência na classe de moedas emergentes de forma geral pelo histórico favorável em outros momentos de alta de juros nos EUA.

REUTERS


Ibovespa fecha no azul com bancos e Petrobras

O principal índice da bolsa brasileira encerrou em alta leve na sexta-feira, reduzindo boa parte do avanço visto mais cedo, após temores de potencial invasão russa à Ucrânia derrubarem as bolsas norte-americanas


A piora do cenário externo ocorreu após o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, dizer que a Rússia tem tropas suficientes para conduzir uma operação contra a Ucrânia e um ataque pode vir a qualquer momento. O índice local, entretanto, foi beneficiado pelo petróleo, que estendeu alta com a escalada das tensões geopolíticas, e por ações do setor financeiro, que subiram após o resultado do Itaú Unibanco. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,18%, a 113.572,11 pontos, quarta alta consecutiva. Com isso, o índice local fechou sua quinta semana seguida de ganhos. O volume financeiro foi de 37,4 bilhões de reais.

REUTERS


IBC-Br indica expansão da atividade de 4,5% em 2021, diz BC

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 4,5% em 2021, segundo dados divulgados pelo BC na sexta-feira


Em dezembro, o índice apresentou avanço de 0,33% na comparação com novembro, em dados dessazonalizados. Com isso, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com variação positiva de 0,01% sobre os três meses anteriores, também em dados dessazonalizados.

REUTERS


Exportações do agronegócio bateram recorde em janeiro, confirma ministério

Receita alcançou US$ 8,82 bilhões, 57,5% mais que no mesmo mês de 2021


As exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 8,82 bilhões em janeiro, um recorde para o primeiro mês do ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 57,5%. De acordo com a Pasta, os preços médios dos produtos embarcados subiram 19% na comparação entre os meses de janeiro de 2022 e do ano passado. O volume das exportações, por sua vez, aumentou 32,3%. Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) continuaram a liderar as exportações do agro do país. Em janeiro, os embarques do segmento alcançaram US$ 2,12 bilhões, 338,3% mais que no mesmo mês de 2021, quando as vendas atrasaram porque a colheita do grão demorou mais que o normal. Apenas os embarques de soja em grão atingiram US$ 1,24 bilhão. Foram 2,45 milhões de toneladas, e 80,1% desse total teve como destino a China. Já as vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango), que só perdem para soja e derivados no ranking de produtos do agro mais embarcados, somaram US$ 604,9 milhões, com avanço de 42,8% ante janeiro de 2021.

VALOR ECONÔMICO


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