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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 62 DE 07 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 62| 07 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços da arroba do boi gordo fecharam a semana com estabilidade

No mercado paulista, o boi gordo segue negociado por R$ 337/@; nos lotes de boiadas que se enquadram no padrão de exportação - especialmente para China - o ágio chega a R$ 15/@


Na sexta-feira, 4 de fevereiro, os preços do boi gordo continuaram estáveis nas principais praças brasileiras de pecuária, exceção feita para algumas regiões do Centro-Oeste e Norte do País. No interior de São Paulo, segundo apuração da Scot Consultoria, a arroba registrou, nesta sexta-feira, o 24º dia seguido de estabilidade. O boi, a vaca e a novilha terminados são negociados em R$ 337/@, R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), relata a Scot. O ágio para boiadas com destino à exportação (abatidos mais jovens, com idade até 30 meses) chega a R$ 15/@ (especialmente ao chamado boi-China). Alguns frigoríficos que permaneceram com as compras ativas na semana relataram que os primeiros lotes terminados a pasto que chegaram ao mercado foram oferecidos a preços mais atrativos, o que também serviu para diminuir a pressão de compra neste início de fevereiro. Ressalta a IHS que os ajustes negativos na arroba ainda são tímidos, já que as ofertas de animais prontos para abate continuam enxutas, fator que minimiza a pressão baixista das indústrias. Segundo a IHS, no interior paulista há duas condições bem claras de negócios envolvendo animais terminados. Nos lotes que se enquadram no padrão de exportação para China, há prêmios (valores diferenciados, que podem superar os R$ 15/@ em relação aos negócios envolvendo o boi comum). Outro mercado que tem pago bem pela proteína brasileira é o norte-americano. Por sua vez, as indústrias com foco no mercado interno oferecem muita resistência e trabalham com valores abaixo das máximas devido à dificuldade de repasse de custo à ponta final. Entre as praças do Centro-Oeste, boa parte das unidades de abate saíram das compras de boiadas gordas, sobretudo depois de preencherem as suas escalas até o final da próxima semana. No Mato Grosso do Sul, a seca fez alguns pecuaristas ofertarem mais gado durante a semana. A estratégia dos frigoríficos locais, dizem os analistas da IHS, é aguardar pelo melhor desempenho das vendas domésticas da carne, para só depois voltar aos negócios no mercado físico. No Norte do País, o ritmo dos negócios segue lento. “A procura por boiadas é cadenciada nessa região, visto que boa parte das plantas frigoríficas tem escalas para mais de 7 dias”. Na região Sul, o mercado do boi gordo está truncado. No mercado atacadista, apesar da inconsistência das vendas, os preços dos principais cortes bovinos continuam estáveis. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 318/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 278/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 266/@ (à vista.

PORTAL DBO


China compra menos em janeiro, mas as Exportações totais de carne bovina crescem 25,85% em volume e 46% na receita, diz Abrafrigo

O ano de 2022 começou com queda nas importações de carne bovina do maior cliente do produto brasileiro. A China, principal cliente do país, em janeiro do ano passado comprou 79.896 toneladas e, neste ano, adquiriu 66.101 toneladas


Pelo continente, a China reduziu sua movimentação em 15% e em Hong Kong em 26%, perfazendo queda de 17,3% no total importado pelo país. Com isso houve queda de participação daquele mercado na exportação total do país: em 2021 ela foi de 62,84% e, nos resultados de janeiro de 2022, ela caiu para 41,3%. Apesar disso, houve um grande aumento nas compras por parte dos maiores clientes do Brasil no mercado internacional e as exportações totais de carne bovina (somadas in natura e processadas) registraram uma elevação de 25,85% no volume. Em janeiro de 2021, a movimentação foi de 126.138 toneladas e em janeiro de 2022 passou para 159. 997 toneladas. Na receita, o crescimento foi ainda mais elevado: em janeiro de 2021 ela foi de US$ 549,1 milhões e, no mesmo mês de 2022, alcançou US$ 803,6 milhões. Houve um crescimento de 46% na entrada de divisas, puxado por um aumento de 25% na movimentação e pela elevação de 16% nos preços médios. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia. Segundo a Abrafrigo, entre os 20 maiores clientes do produto brasileiro, 17 aumentaram suas importações enquanto que, somente a China, comprando por Hong Kong e pelo continente e a Itália reduziram suas compras em comparação com janeiro de 2021. O crescimento mais expressivo em volume importado foi dos Estados Unidos, que elevou suas aquisições em 526,3% relação a janeiro de 2021, passando de 2.748 toneladas para 17.210 toneladas em janeiro de 2022, se transformando no terceiro maior cliente do produto brasileiro neste ano. Na segunda posição, o Egito surpreendeu e suas importações cresceram 318,7%, ultrapassando os EUA, ao passar de 4.501 toneladas no ano passado para 18.851 toneladas em janeiro de 2022. Outro significativo aumento de volume das compras foi o da Rússia, que já foi o maior cliente do Brasil no passado, e que elevou suas importações em 184,8%, passando de 1.769 toneladas em janeiro de 2021 para 5.040 toneladas, já ocupando a 10a posições entre os 20 maiores importadores. No geral, entre estes maiores clientes, também cresceram de maneira significativa, Israel, com 76,9% de aumento; Filipinas (+ 68%); Emirados Árabes (+80,8%) e Filipinas (+ 68%).

Abrafrigo


IMEA: boi deve atingir máximas em março em MT

Para meados de maio, período da safra do boi gordo, os preços apontam redução


As cotações médias da arroba futura do boi gordo apontam para um teto máximo no preço em março e queda a partir de maio em Mato Grosso, segundo a B3, considerando o diferencial de base MT-SP. O último quadrimestre de 2021 foi marcado por oscilações intensas na arroba do boi gordo, principalmente devido à saída temporária da China das compras da proteína. Com a reviravolta do mercado, o mês de dezembro fechou com valorizações no indicador e o ano de 2022 começou com novos patamares recordes, em termos nominais, na precificação da arroba (média de R$ 309,94 em jan.22). Além disso, de acordo com a B3, esse movimento de alta tende a se manter por dois meses, alcançando um novo recorde em março, com médias de R$ 317,89/@. No entanto, para meados de maio, período da safra do boi gordo, os preços apontam redução de cerca de 1,17% ante ao que foi observado em janeiro, e estima-se que a cotação fique próxima de R$ 306,30/@. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na semana passada, apesar da menor procura por carne, a menor oferta de animais resultou no avanço de apenas 0,24% no preço da arroba do boi gordo, ficando em R$ 310,40/@. As cotações da arroba da vaca gorda ficaram praticamente estáveis no comparativo semanal, e o indicador ficou na média de R$ 296,16/@ no estado e o preço do bezerro de ano apresentou queda de 1,02% ante a semana.

IMEA


SUÍNOS


Suínos: cotações em queda no Paraná e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 7,20 o quilo/R$ 7,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), houve recuo de 0,24% no Paraná, chegando em R$ 4,18/kg, e de 0,23% em Santa Catarina, atingindo R$ 4,33/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 5,18/kg, Rio Grande do Sul, com preço de R$ 4,40/kg, e de 5,03/kg em São Paulo, fechando em R$ 5,03/kg.

Cepea/Esalq


Suíno independente: um leve aumento no Rio Grande do Sul

A cotação registrada pela Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja foi de R$ 5,30


O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 97,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.811,17 e da casquinha de soja é de R$ 1.500,00 ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa também é de R$ 5,15. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,20 (base suíno gordo) e R$ 5,00 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 01/02; Cooperativa Languiru R$ 5,60, vigente desde 18/01/2022; Cooperativa Majestade R$ 5,20, vigente desde 01/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,40, vigente desde 25/01; Alibem R$ 4,20 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,25 (leitão), vigentes desde 02/02, respectivamente; BRF R$ 5,40, vigente desde 27/01; Estrela Alimentos R$ 4,20 (base creche e terminação), e R$ 5,45 (leitão), vigente desde 01/02; JBS R$ 5,30, vigente desde 18/01; e Pamplona R$ 5,20 (base terminação) e R$ 5,30 (base suíno leitão), vigentes desde 01/02.

AGROLINK


FRANGOS


Frango: mercado estável na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,47/kg.

No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,97/kg, e o Paraná teve aumento de 0,39%, chegando a R$ 5,10/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com preços estáveis, valendo, respectivamente, R$ 5,85/kg e R$ 5,87/kg.

Cepea/Esalq


Importações de carne frango pela China devem aumentar 2%, chegando 800 mil toneladas

A produção avícola chinesa deve ter declínio de 3%, segundo aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)


Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), em 2022, as importações da China de carne de frango (exceto pés) devem aumentar ligeiramente comparadas aos níveis de 2021, atingindo 800.000 toneladas. Em 2021, as importações de frango caíram devido aos menores preços domésticos de carne suína e de frango, cadeia de suprimentos interrupções e as mudanças nas medidas de teste e desinfecção da COVID-19 dacas cargas frias de importados que chegavam à China. Espera-se que as importações em 2022 melhorem em relação a 2021, enquanto a produção local da carne de frango no gigante asiático tem perspectiva de queda, conforme aponta o USDA. Em 2022, a produção de carne de frango na China deve alcançar 14,3 milhões de toneladas, queda de 3% em relação à 2021. O governo sinalizou que espera que a produção de aves a caia para os níveis anteriores a 2020. A expectativa é que os Estados Unidos e o Brasil continuem sendo os principais fornecedores de carne de frango para a China em 2022. O Brasil exporta principalmente asas de frango, pernas e patas. Os Estados Unidos também exportam esses produtos, no entanto, as exportações de pata de frango dos EUA representam a maioria do volume e valor das exportações de aves dos EUA. Em dezembro de 2021 a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2022, um consignatário de carne importada deixará de ser necessário para importar produtos à base de carne. Essa mudança oferece uma oportunidade para uma gama de novas empresas para importar produtos de carne. Grandes restaurantes com vários pontos de venda, que antes não podiam importar produtos diretamente do exterior, podem agora importar carne. Essa mudança regulatória não deve impactar o volume de importações, mas pode aumentar o número de empresas que importam produtos diretamente.

USDA


EMPRESAS


Marfrig prevê abates 20% maiores no Brasil

Com relação a investimentos, a companhia deve destinar parte do capex ao Brasil e elevar em 20% os abates


Tendo por base projeções de órgãos americanos, a Marfrig informou em conferência do Credit Suisse que a oferta de boi gordo nos Estados Unidos deve retrair 2% em base anual neste ano. Dada a queda de 2% já observada no mercado americano entre 2020 e 2021, a companhia entende já estar em ciclo negativo. Com oferta restrita, a Marfrig calcula aumento de 10% a 15% no preço do gado americano, tendo por base derivativos de commodities negociados na bolsa de Chicago, o que deve se traduzir em perda de margem nas operações do país, lideradas pela marca National Beef. “A Marfrig não dá projeções, mas devemos ver queda de margens. Recentemente uma concorrente tornou pública suas projeções, o que nos leva estimar uma margem Ebitda [lucro operacional] de 12% para esta empresa. E historicamente, entregamos um prêmio maior de margem Ebitda do que a concorrente em questão”, disse o Diretor de Relações com Investidores do frigorífico, Eduardo Puzziello. Apesar disso, a companhia entende que os números devem caminhar para uma estabilização, com o ciclo norte-americano sendo amenizado “pela forte demanda interna e aumento das exportações, especialmente para a China”, ressaltou o Diretor-Presidente da Marfrig, Miguel Gularte. Já para o Brasil, o momento do ciclo é oposto. “A oferta de gado em 2022 certamente será maior que nos últimos três anos e já começamos a ver o início desta reversão do ciclo”, informou o Presidente da Marfrig. Com relação a investimentos, a companhia deve destinar parte do capex ao Brasil e elevar em 20% os abates. Além disso, é prevista a inauguração de uma nova fábrica no Paraguai, que deve ficar pronta de 16 a 24 meses após o início das obras, no segundo semestre deste ano.

Tradersclub


MEIO AMBIENTE


Conselho de Recuperação de Bens Ambientais convida ONGs para apresentação de projetos

O objetivo é discutir o melhor formato para os chamamentos públicos no âmbito do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). A reunião será online, às 10 horas desta terça-feira (08)


O Conselho de Recuperação de Bens Ambientais Lesados (CRBAL) do Estado convidou as organizações da área ambiental para apresentar o Manual Básico para projetos destinados à promoção da recuperação, conservação e preservação do meio ambiente. O objetivo é discutir o melhor formato para os chamamentos públicos no âmbito do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). A reunião será online, às 10 horas da próxima terça-feira (08). O convite para participação foi encaminhado por e-mail às instituições. Caso alguma organização não tenha recebido, pode solicitar o link pelo endereço comunicacao@sedest.pr.gov.br. O processo visa dar transparência e acesso à informação para sociedade paranaense na discussão do uso e aplicação de R$ 120 milhões já aprovados pelo Conselho para chamamento público, dentro do acordo judicial firmado com a Petrobras, referente à compensação dos danos sofridos em razão de acidente ocorrido na refinaria de Araucária, em 2000. Conforme estipulado pelos conselheiros, ficou a cargo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e do Instituto Água e Terra (IAT) a elaboração do manual, que regulamentará os convênios, termos de cooperação e termos de parceria celebrados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual com órgãos ou entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, para a execução de programas, projetos e atividades de interesse recíproco que envolva a transferência de recursos oriundos do Fundo Estadual do Meio Ambiente por meio do CRBAL. O manual será apresentado às organizações, que poderão trazer apontamentos e sugestões de melhorias. Dentre os vários projetos que podem ser apoiados pelo Fema/CRBAL, sugeridos pela sociedade civil, estão a implementação de espaços territoriais especialmente protegidos relacionados à conectividade; projetos que contribuam para a conservação, restauração, recuperação e uso sustentável dos recursos florestais e hídricos, além da recuperação de áreas degradadas. Também fazem parte dos projetos a promoção do consumo sustentável e da educação ambiental voltada para sustentabilidade; e projetos que incentivem o gerenciamento dos resíduos sólidos em áreas urbanas e rurais, contribuam para a implantação de políticas municipais ambientalmente corretas ou que promovam ações de redução, reutilização e reciclagem do lixo – dentre outros.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


INTERNACIONAL


Carne bovina: vendas da Austrália têm um dos piores desempenhos da história no 1º mês de 2022

As indústrias frigoríficas australianas foram atingidas por uma onda de infecções da variante Ômicron da Covid-19 entre os funcionários


As exportações do país da Oceania atingiram apenas 43,4 mil toneladas no mês passado, uma queda de 13% em relação a um valor já muito baixo registrado em janeiro de 2021 e 33% menor na comparação com a média de janeiro de quatro anos anteriores, segundo informa o portal da Beef Central. As indústrias de processamento de carne bovina do leste da Austrália foram atingidas por uma onda de infecções da variante Ômicron do coronavírus entre os membros da equipe, depois que as empresas voltaram ao trabalho em janeiro. Como resultado, houve uma queda drástica no rendimento dos frigoríficos, com algumas fábricas relatando reduções de 30% a 50% nas operações no início do mês passado. Todos os principais mercados de exportação foram impactados no mês passado. O Japão, o maior cliente da carne da Austrália em volume e faturamento, levou apenas 10,2 mil toneladas no último mês. Tal resultado representou, em quantidade, uma baixa de 39% sobre dezembro e queda de 19% sobre as negociações de janeiro de 2021. Por sua vez, os Estados Unidos importaram apenas 6,7 mil toneladas da proteína australiana. Essa quantidade foi menos da metade do comércio registrado em dezembro (15,3 mil toneladas), e 4% abaixo do volume de janeiro do ano passado. Apesar da alta demanda que antecedeu o período de Ano Novo Chinês, as exportações de carne bovina da Austrália ao gigante asiático atingiram apenas 8,8 mil toneladas em janeiro/22, queda de 36% sobre dezembro, e 5% abaixo dos números de janeiro do ano passado. Em relação ao mercado da Coreia do Sul, os embarques australianos subiram 10% em janeiro último, em relação ao mesmo mês de 2021, para 9,3 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada. Porém, na comparação com o resultado obtido em dezembro/21(15,2 mil toneladas), as vendas do último mês para o mercado sul-coreano recuaram 39%. Já a Indonésia comprou 1,5 mil toneladas de carne bovina australiana em janeiro/22, menos da metade do volume visto na mesma época do ano passado. Os dez países que compõem a região do Oriente Médio responderam pela compra de 1,1 mil toneladas de carne bovina australiana no último mês – menos da metade do comércio registrado em dezembro e 45% abaixo do observado em janeiro do ano passado. O volume total enviado ao Reino Unido atingiu apenas 40 toneladas, enquanto o bloco da União Europeia (EU) respondeu por apenas 440 toneladas em janeiro/22, uma queda de 18% sobre igual mês de 2021. Impulsionadas pelo processo de reconstrução do rebanho bovino, as exportações de carne bovina da Austrália devem crescer 11% este ano (ou quase 100 mil toneladas), para cerca de 1 milhão de toneladas, em relação ao volume computado em 2021, prevê a Meat & Livestock Australia (MLA). O recorde de pesos de carcaça previstos para este ano também contribuirá para o aumento da disponibilidade de carne para exportação, acrescenta a MLA. A entidade prevê que o peso médio das carcaças de gado adulto atingirá 311 kg este ano, impulsionado pela maior dependência da alimentação de grãos e pela redução nos abates de fêmeas. Esse número é superior aos 283 kg registrados em 2019, ano prejudicado pela seca nas regiões australianas, o que resultou em liquidação do plantel de vacas.

Beef Central


Pecuaristas dos EUA poderão denunciar frigoríficos

Os Departamentos de Agricultura (USDA) e de Justiça dos Estados Unidos lançaram na quinta-feira (3) uma ferramenta online para que criadores denunciem, de forma anônima, práticas injustas e anticompetitivas no setor de animais de produção


“Essa nova ferramenta online ajudará o USDA e o Departamento de Justiça a abordar ações anticompetitivas e criar mercados de gado e aves mais justos para os produtores de nosso país”, disse em comunicado o Secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack. “Encorajo os criadores que estão cientes de possíveis violações das leis de concorrência a enviarem informações ao portal para que possamos tomar as medidas adequadas para criar mercados mais competitivos no setor agrícola.” O governo do Presidente Joe Biden vem criticando fortemente a indústria de carnes dos EUA, alegando que o setor é controlado por um pequeno número de empresas e que a falta de concorrência prejudica consumidores, produtores e a economia.

Portal Estadão


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Sindiavipar e Ocepar discutem medidas de apoio ao setor avícola do Paraná

O Presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), Irineo da Costa Rodrigues, visitou, na tarde de quinta-feira (03/02), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba


O dirigente, que também preside a Lar Cooperativa Agroindustrial, estava acompanhado do Diretor-Executivo do Sindicato, Inácio Afonso Kroetz. Ambos foram recebidos pelos Superintendentes da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná), respectivamente, Robson Mafioletti e Nelson Costa. Na pauta da reunião, um conjunto de sugestões e medidas de apoio ao setor avícola paranaense. Rodrigues apresentou documento em que o Sindiavipar lista os problemas que estão prejudicando a avicultura do estado, com sugestões para mitigar os danos, provocados por fatores climáticos, aumento de custos de combustível e energia, frete, tributação, entre outros. “A situação está crítica e a avicultura, assim como outros setores da proteína animal, não conseguem mais suportar a atividade e pede apoio aos órgãos do Governo Estadual e Federal”, afirma o documento da entidade. O Sindicato elencou uma série de medidas que considera “prioritárias”. O Sindiavipar considera importante o impulso aos projetos de adequação das ferrovias existentes, bem como da expansão da malha, em especial o projeto da Ferroeste a Maracaju (MS), considerado estratégico para ampliar a competitividade do setor produtivo. Também pede a desoneração e não penalização da importação de grãos procedentes do Centro-Oeste, a prorrogação por mais dois anos da vigência da Tarifa Rural Noturna, a criação de um programa de incentivo à produção e reservas de água (cisternas), continuidade do Programa de Recuperação das Estradas Rurais, e o incentivo ao cultivo de cereais de inverno, para diminuir a dependência e ampliar o plantio de milho, em épocas e áreas tecnicamente recomendadas. Segundo o Superintendente da Ocepar, a visita dos representantes do Sindiavipar foi importante e o setor cooperativista está alinhado com os pleitos do segmento pecuário, com um intercâmbio contínuo também com o Sindicarnes e o Sindileite. “Apoiamos as iniciativas do setor de carnes e leites e esperamos que as medidas avancem e sejam implementadas, pois são do interesse das cooperativas do Paraná, que têm forte atuação na avicultura”, disse Robson Mafioletti.

OCEPAR


Alimentos podem ficar mais caros com seca no Sul

A estiagem que vem castigando lavouras no Sul ameaça elevar ainda mais os preços de alimentos no Brasil na largada de 2022


Os preços de alimentação e bebidas subiram em janeiro pelo 18º mês consecutivo no Brasil, apontam dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além da sequência de altas, o que causa preocupação é o cenário de riscos que pesa sobre parte da agropecuária neste começo de ano. Conforme analistas, a estiagem que vem castigando lavouras no Sul ameaça elevar ainda mais os preços de alimentos no Brasil na largada de 2022. Novas pressões inflacionárias podem ocorrer nos próximos meses devido às perdas em culturas como milho, soja, frutas e hortaliças. Também há impactos negativos da escassez de chuva sobre a produção de leite e carnes. A estiagem ocorre no Sul enquanto estados como Minas Gerais e Bahia vivem os reflexos de fortes chuvas no começo do ano. "A questão dos alimentos preocupa pela seca que acontece no Sul, uma região responsável por grande parte do plantio de grãos", afirma o economista André Braz, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Em janeiro, a prévia da inflação do grupo alimentação e bebidas acelerou para 0,97% no país, após avanço de 0,35% em dezembro. De acordo com o IBGE, o grupo puxou a alta de 0,58% registrada pelo IPCA-15 no primeiro mês de 2022. Segundo Braz, a alta de alimentação e bebidas neste mês está relacionada, em parte, a efeitos sazonais. Porém, o impacto da estiagem pode ampliar a carestia nos próximos meses, indica o pesquisador. Os dados do IPCA-15 mostram que o recuo mais recente nos preços de alimentação e bebidas ocorreu em julho de 2020 (-0,13%). Logo em seguida, em agosto daquele ano, o grupo iniciou a sequência de 18 avanços. Ou seja, a série de aumentos já se estende por um ano e meio. De agosto de 2020 a janeiro de 2022, o grupo de alimentação e bebidas acumulou alta de 19,05%, conforme o IBGE. No mesmo período, o avanço do IPCA-15 foi de 14,99%. "Não dá para condenar ainda o ano do agronegócio como um todo no Brasil, mas, pontualmente, o primeiro trimestre tende a ser complicado. A expectativa de queda de preços, por conta de uma boa entrada da primeira safra, não vai existir mais", diz o especialista em agronegócio César Castro, do Itaú BBA. Segundo ele, as perdas de milho e soja na região Sul devem pressionar os custos produtivos para o setor de carnes, já que os grãos servem como insumos para alimentação animal. O consumidor tende a sentir os reflexos nos supermercados. "Isso gera uma pressão enorme para setores intensivos em rações", relata Castro.

FOLHA DE LONDRINA


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe e fica acima de R$5,30 com exterior e ruídos domésticos

O mercado de câmbio no Brasil mais uma vez sentiu o peso dos movimentos externos, e o dólar terminou o pregão da sexta-feira em alta, voltando a superar 5,30 reais, em dia de força global da moeda norte-americana ainda por expectativas quanto a elevações de juros nos Estados Unidos


O ruidoso noticiário doméstico indicativo de mais pressões de gastos tampouco amenizou a pressão sobre a taxa de câmbio, que fez par com o mercado de juros no dia mais negativo. O dólar à vista subiu 0,51%, a 5,3249 reais na venda. Também desestimulou qualquer venda de dólar o noticiário de Brasília, centrado em discussões sobre corte em preços de combustíveis. Com a volta dos trabalhos legislativos, o Senado colocou na pauta de votações do próximo dia 15 dois projetos de lei que visam reduzir o preço dos combustíveis, informou o líder da minoria, Jean Paul Prates (PT-RN), após conversa com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo a Renascença Política, o deputado Christino Aureo (PP-RJ) protocolaria nas próximas horas uma PEC que trata da redução dos impostos dos combustíveis, que teria citado uma PEC em estudo como "nossa PEC", referindo-se ao apoio do governo. "Ou seja, a ideia de Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes) de restringir a redução apenas ao diesel não prevaleceu. Estamos diante de mais uma vitória da ala política do governo tendo em vista que a PEC estende a possibilidade de redução para os demais combustíveis e energia elétrica", comentou a Renascença Política. Na semana, o dólar ainda caiu 1,24% --quarta semana de baixa, mais longa série do tipo desde maio de 2021. Nos primeiros dias de fevereiro, a moeda acumulou ganho de 0,36%, reduzindo a queda no ano para 4,46%. de real está bem acima de 11% para o contrato de um ano, nos picos em vários anos.

Reuters


Ibovespa sobe com Wall Street e petróleo e fecha semana em leve alta

O principal índice da bolsa brasileira subiu na sexta-feira, com suporte das ações de Petrobras e Vale e diante de ganhos em Wall Street, e fechou a semana em alta graças a uma valorização adicional no final da sessão


O efeito de resultados positivos da Amazon impulsionou uma recuperação parcial da queda das bolsas norte-americanas na véspera e se contrapôs a temores com inflação, após dado de emprego daquele país vir acima do esperado. No Brasil, potenciais propostas para tentar reduzir preços dos combustíveis foram avaliadas como negativas pelo mercado. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,50%, a 112.252,45 pontos. O volume financeiro na sessão foi de 23,7 bilhões de reais. No acumulado da semana, ainda segundo dados preliminares, o Ibovespa teve alta de 0,3% a quarta seguida.

Reuters


Poupança tem saque líquido recorde de R$ 19,666 bi em janeiro

A caderneta de poupança registrou saque líquido de 19,666 bilhões de reais em janeiro, maior resgate já observado para todos os meses da série histórica iniciada em 1995, mostraram dados do Banco Central na sexta-feira


Desse total, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no valor de 15,668 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas foram de 3,988 bilhões de reais. O fluxo de recursos na poupança apresentou uma reversão de sentido em 2021, passando a acumular retiradas significativas. Em 2020, havia sido registrada uma captação recorde de mais de 166 bilhões de reais, impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial e pelo baixo nível da taxa básica de juros, o que aumentou a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Em 2021, com a retirada do auxílio emergencial e o agressivo aperto monetário implementado pelo Banco Central, houve um saque líquido de 35,5 bilhões de reais. Com os juros básicos da economia acima de 8,5% ao ano (a Selic está agora em 10,75%), os depósitos na poupança voltaram a ter rendimento fixo de 0,5%, ou 6,17% ao ano, acrescido da taxa referencial (TR), o que deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa.

Reuters


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