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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 616 DE 10 DE MAIO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 616 | 10 de maio de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Pressão de baixa ressurge no mercado brasileiro do boi gordo

Com as chuvas mais espaçadas, diminuindo o potencial produtivo das pastagens no Brasil Central, o mercado vivencia uma sobre oferta de boiadas, relatou a Scot Consultoria. No Paraná, o boi vale R$220,00 por arroba. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de dez dias.

 

Em São Paulo, o mercado perdeu a sustentação vigente e o preço do boi “comum” caiu R$ 2/@ na quinta-feira (9/5), apurou a Scot. Agora, o animal direcionado ao mercado doméstico (sem prêmio-exportação) é negociado a R$ 230/@ no mercado paulista. Para o “boi-China”, vaca e novilha gordas, os preços permaneceram estáveis, acrescenta a Scot, mas “há ofertas de compra abaixo da referência”. No Estado de São Paulo, a cotação do “boi-China” está em R$ 235/@, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. A vaca gorda vale R$ 205/@ e a novilha gorda está sendo negociada por R$ 220/@, segundo a Scot. Nas demais praças, continua a Scot, o mercado também está baixista desde o início de maio/24, ressalta a Scot, que acompanha diariamente os negócios em 32 praças pecuárias do País. Os eventos climáticos que continuam afetando o Rio Grande do Sul têm dificultado o contato com os agentes de mercado (pecuaristas, marchands, leiloeiros e frigoríficos) em munícipios afetados pelas enchentes, informou a Scot. Nos municípios gaúchos que não foram abalados ou que foram menos afetados, o volume de abate caiu significativamente em função da dificuldade de transporte, armazenamento, falta de energia elétrica e demais dificuldades, relata a consultoria. “Os produtores estão contabilizando os prejuízos, e os negócios não têm acontecido ou ocorrem em pequenos volumes”, acrescentou. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na quinta-feira (9/5): São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abates de doze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de dez dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de doze dias; Pará — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de treze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; 

 

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Abate de bovinos sobe 24,1% no 1º trimestre, informa IBGE

Recebimento de couro pelos curtumes e aquisição de leite cru também aumentaram no período. Brasil registrou um total de 9,237 milhões de bovinos abatidos no primeiro trimestre de 2024

 

O abate de bovinos no país registrou total de 9,237 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2024, aumento de 24,1% ante igual período de 2023. As informações constam das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o quarto trimestre de 2023, houve aumento de 0,9% no abate de bovinos. O IBGE informou ainda que houve produção de 2,38 milhões de toneladas de carcaças no período, alta de 23,6%. Frente ao quarto trimestre de 2023, houve redução de 2,1%. O IBGE divulgou também dados sobre os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro. Os curtumes declararam ter recebido 9,32 milhões de peças inteiras de couro cru no primeiro trimestre deste ano, ganho de 19,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2023; e aumento de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2023. A Pesquisa Trimestral do Couro investiga os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

Valor Econômico

 

SUÍNOS

 

Abates de suínos e frango caíram no primeiro trimestre de 2024

Peso acumulado das carcaças também teve redução na comparação anual. Nos primeiros três meses do ano, foram abatidos 13,919 milhões de suínos no Brasil

 

O abate de suínos caiu 1,8% no Brasil no primeiro trimestre de 2024, na comparação com igual trimestre em 2023, para 13,919 milhões de cabeças, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o quarto trimestre de 2023, houve recuo de 1,6%. Ainda segundo o instituto, o peso acumulado das carcaças de suínos chegou a 1,28 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2024. O montante significa também queda de 1% em relação a igual trimestre de 2023. Já o abate de frangos no país totalizou 1,591 bilhão de aves no primeiro trimestre de 2024, o que representou queda de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023. Na comparação com o quarto trimestre de 2023, o crescimento foi de 4%, segundo o IBGE. O peso acumulado das carcaças foi de 3,36 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2024, recuo de 2,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023 e alta de 5,4% frente ao resultado do trimestre imediatamente anterior.

Globo Rural

 

Cotação da carcaça suína especial registra alta de 0,98% em São Paulo

De acordo com as informações divulgadas pela Scot Consultoria, a carcaça suína especial apresentou ganho de 0,98% e está cotada em R$ 10,30/kg, enquanto o preço médio da arroba do suíno CIF seguiu sem alteração e está próximo de R$ 125,00/@

 

De acordo com o levantamento realizado pelo Cepea na última quarta-feira (08), o Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais seguiu sem alteração e está cotado em R$ 6,87/kg. No Paraná, o preço do animal teve alta de 0,16% e está precificado em R$ 6,09/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal apresentou valorização de 0,67% e está precificado em R$ 5,97/kg. Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 6,57/kg e apresentou ganho de 0,15%. No Rio Grande do Sul, o valor do suíno registrou incremento de 0,51% e está cotado em R$ 5,88/kg. Levantamento feito pelo Cepea mostra que as enchentes no Rio Grande do Sul vêm dificultando os transportes de suíno vivo para abate, de carnes aos mercados atacadistas e de insumos utilizados pela atividade. “Como resultado da queda de pontes e destruição de estradas que interligam importantes regiões produtoras, o ritmo de negócios dentro e fora do estado está bastante lento”, destacou o Cepea em nota. Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado com o maior abate de suínos, equivalente a 19,87%, em termos percentuais, sendo 9,2 milhões de cabeças abatidas naquele período, conforme reportou o Cepea. Além disso, o estado gaúcho representou 23,1% do total exportado de carne suína no ano passado. 

CEPEA/ESALQ

 

Suinocultura independente: Mercado segue em trajetória altista com dificuldades logísticas no RS e Dia das Mães

Cotações registraram avanços significativos nesta semana

 

As bolsas de suínos que comercializam os animais no mercado independente registraram valorização dos preços na quinta-feira (09). As lideranças informaram que o aumento nas cotações da data comemorativa do Dia das Mães e as dificuldades logísticas no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram valorização de 7,14% frente à semana anterior, em que passou de 6,72/kg e está precificado em R$ 7,14/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor do animal estava cotado em R$ 6,90/kg na semana anterior e teve ganho de 5,80% e atualmente está precificado em R$7,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal apresentou ganho de 4,46% nesta a semana frente a anterior, em que passou de R$ 6,06/kg para R$ 6,33/kg vivo. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 02/05/2024 a 08/05/2024), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 0,12%, fechando a semana em R$ 5,86/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$6,07”, informou o Lapesui.

Agrolink

 

FRANGOS

 

Mercado do frango estável na 5ª feira

A Scot Consultoria reportou que o preço do frango no atacado paulista seguiu estável e está precificado em R$ 6,50/kg. Já o preço para o frango na granja paulista seguiu estável e cotado em R$ 4,80 /kg

 

As cotações permaneceram estáveis para o frango vivo, na qual a referência para o animal em Santa Catarina seguiu próximo de R$ 4,40/kg, conforme foi divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Já no estado do Paraná, o frango vivo também seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,44/kg. Com base no levantamento realizado pelo Cepea na última quarta-feira (08), o preço do frango congelado seguiu estável e cotado em R$ 7,14/kg. Já a referência para o frango resfriado não houve alteração e está sendo comercializado em torno de R$ 7,30/kg.

CEPEA/ESALQ

 

Exportações de carne de frango crescem 10,5% em abril, aponta ABPA

Embarques superam 480 mil toneladas

 

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 480,7 mil toneladas em abril, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). É o segundo melhor resultado da série histórica do setor, superando em 10,5% o total embarcado no mesmo período de 2023, com 435,1 mil toneladas. Em receita, a alta registrada em abril chega a 5%, com US$ 882,2 milhões resultantes dos embarques deste ano, contra US$ 840,3 milhões no quarto mês de 2023. No quadrimestre, as exportações totais chegaram a 1,701 milhão de toneladas, volume 2,8% menor que o total embarcado entre janeiro e abril de 2023, com 1,749 milhão de toneladas. No mesmo período comparativo, a receita deste ano totalizou US$ 3,024 bilhões, saldo 11,4% menor que o total obtido no ano anterior, com US$ 3,413 bilhões. “O desempenho das exportações de carne de frango em abril reequilibra as expectativas e mantém as projeções positivas do setor para o ano, mesmo diante de adversidades internas, como a Operação Padrão. Por outro lado, acompanharemos os efeitos decorrentes das inundações no Rio Grande do Sul no próximo mês, tendo em vista que é um estado relevante para as exportações.  As empresas manterão a resiliência em produzir, abastecer o estado e os embarques, ao mesmo tempo em que se focarão no apoio à recuperação das comunidades gaúchas”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.  Maior importadora de carne de frango do Brasil, a China importou 57,7 mil toneladas em abril, número 22,9% menor que o total exportado no mesmo período do ano passado.  Retomando o segundo posto, o Japão importou 42,2 mil toneladas, número 5,9% maior, segundo o mesmo período comparativo. Seguindo o ranking dos cinco maiores destinos estão Emirados Árabes Unidos, com 41 mil toneladas (+31,9%), Arábia Saudita, com 37,2 mil toneladas (+59%) e Filipinas, com 29,4 mil toneladas (+35,7%). Maior exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná embarcou 196,7 mil toneladas em abril, número 5,9% maior do que o total registrado no mesmo período comparativo. Em seguida estão Santa Catarina, com 103,9 mil toneladas (+19,7%), Rio Grande do Sul, com 69,2 mil toneladas (+20,4%), São Paulo, com 26 mil toneladas (-10,2%) e Goiás, com 23,2 mil toneladas (+15,5%). 

ABPA

 

CARNES

 

Enchentes no RS podem espalhar alta de preços de frango e suíno pelo Brasil

Valor do suíno vivo já começou a subir na região Sul, e cotações das aves ainda mostram estabilidade. Não há dúvida de que teremos dias difíceis pela frente”, avalia Ricardo Santin, da ABPA

 

Com o risco de desabastecimento diminuindo, o efeito imediato das enchentes dos últimos dias no Rio Grande do Sul para o setor de aves e suínos é de alta nos preços. As cotações do frango seguem estáveis, mas o suíno vivo já registra altas na região Sul do país. E a avaliação de analistas e fontes do setor é que a elevação dos preços, nos dois casos, deve migrar para outras regiões do país. A exceção é a pecuária bovina. Os gaúchos são produtores de gado bovino e, assim como os frigoríficos locais, passam por diversos problemas decorrentes das chuvas. Todavia, as raças predominantes são europeias, adaptadas ao frio, e com pouca circulação fora do Rio Grande do Sul. Isso indica que os preços da arroba boi no Brasil devem continuar em queda ou estáveis, pressionados pela oferta ainda elevada. Dados apurados pela consultoria Agrifatto mostram que, nos últimos sete dias, o valor do suíno vivo subiu 4% no Paraná, para R$ 6,09 por quilo. Em Santa Catarina, o avanço foi de 6,2% no período, para R$ 5,88. No Rio Grande do Sul, a alta foi de 2,3%, para R$ 5,97 por quilo. No frango, os preços para os três Estados permaneceram estáveis, mas Yago Travagini Ferreira, head de proteína animal da Agrifatto, acredita que os avanços ocorrerão não ficarão restritos ao Sul. “Eu diria que pode subir sim, no curto prazo. O Rio Grande do Sul está entre os três maiores polos produtores de suínos e aves do Brasil e os municípios em calamidade pública correspondem a mais de 65% do rebanho avícola/suinícola do Estado”, afirmou. Além disso, boa parte das indústrias de aves e suínos está nos municípios atingidos. “A indústria já voltou a operar, no entanto, o problema está em mensurar a quantidade de granjas que foram destruídas, na logística para chegar até essas granjas e em levar nutrição para esses animais”, argumentou. Nesse cenário, Ferreira avalia que pode haver um impacto sobre a precificação em outras regiões, “principalmente nos próximos 30 a 60 dias. Mas não deve ser uma explosão nos preços”. Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, disse que o abastecimento de aves e suínos chegou a ser comprometido no período mais crítico para os frigoríficos. Ele também avalia que pode haver alta. “A gente deve ver nas próximas semanas algum avanço [de preços], e depois pode chegar a impactar outras regiões do Brasil se o gargalo da produção se mantiver por um período mais longo”, afirmou o analista. Até o momento, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e as associações de avicultura e suinocultura gaúchas estimam que o sistema produtivo do Estado pode levar 30 dias para se recompor. A estratégia é deslocar os animais a unidades industriais que estejam com operação normalizada e fazer chegar ração às granjas. No caso dos bovinos, por ora, a percepção do diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, é de que os problemas no Rio Grande do Sul não devem ter efeito sobre os preços da arroba ou da carne. “Não acredito em impacto na cotação da arroba do boi gordo. Até porque estamos, no restante do Brasil, na boca da seca e a oferta aumenta. Pioram as condições dos pastos e os pecuaristas precisam mandar gado para abate. E, com a oferta aumentando, os preços tendem a ficar, na melhor das hipóteses, estáveis”, disse.

Globo Rural

 

EMPRESAS

 

Minerva vê ciclo do gado favorável até meados de 2025

CFO da companhia disse que o primeiro trimestre deste ano poderia ter sido de lucro para a empresa, não fosse o impacto do câmbio. Continuidade do descarte de fêmeas indica que disponibilidade de animais para abate segue elevada

 

Apoiado pela tese de que a retenção de fêmeas na pecuária bovina ainda não começou, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, disse na quinta-feira (9/5) que o ciclo de ampla oferta do gado deve permanecer no Brasil até a metade do ano que vem. “Vamos ter o resto de 2024 e até a entrada da entressafra (de 2025) com ciclo positivo”, afirmou o executivo durante teleconferência com analistas. Segundo ele, outro fator que leva a crer que a disponibilidade de animais continuará elevada é a “força da produção de bezerros lá atrás, quando houve o último período de retenção de fêmeas”. O presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz, acrescentou que o movimento de descarte de fêmeas que acontece no mercado brasileiro é diferente do que ocorre nos Estados Unidos, em função da idade das vacas. “Nos Estados Unidos tem um descarte enorme de novilhas, que são de produtores que estão saindo da atividade. No Brasil, o descarte é de fêmeas menos produtivas, o que mostra que, apesar do ciclo, o Brasil vai continuar ocupando mais espaço no mercado internacional [em produção de gado]”, explicou. Desta forma, à medida que se restringe a produção pecuária americana e na Europa, aumentam as possibilidades de que os países do hemisfério Sul crescerão enquanto fornecedores da proteína bovina no mundo. “É natural ocuparmos esse espaço, aí não importa muito se é Brasil, Argentina, Paraguai, porque a tese da Minerva é de diversificação geográfica”, disse o presidente da empresa que é a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com 20% de market share no continente. Pensando no curto prazo, Ticle avalia que o mercado internacional está comprador e a perspectiva é positiva para as exportações durante os próximos trimestres deste ano. A companhia teve, durante o primeiro trimestre, a habilitação de duas unidades brasileiras para embarque à China, de Janaúba (MG) e Araguaína (TO). “A exposição para o mercado chinês atingiu 14,6 mil cabeças por dia, o que potencializa as nossas oportunidades naquele mercado”, acrescentou Queiroz. No mesmo período, duas plantas da empresa na Colômbia também receberam a aprovação chinesa, de Bucaramanga e Ciénaga de Oro. Outra via importante é o crescimento da participação da América do Norte na receita da companhia, diante da escassez de carne nos Estados Unidos. O presidente da Minerva acredita, inclusive, ser possível a elevação das cotas de embarque da proteína aos americanos com tarifa diferenciada.

Valor Econômico 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Vendas do varejo avançam 5% no primeiro trimestre de 2024 no Paraná

Resultado foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas de artigos de uso pessoal e doméstico; móveis e eletrodomésticos; e mercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE

 

O volume de vendas do comércio varejista do Paraná aumentou 5% entre janeiro e março de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado positivo foi puxado, principalmente, pelo aumento nas vendas no varejo de artigos de uso pessoal e doméstico, com aumento de 11,7% no trimestre; móveis e eletrodomésticos, que registraram alta de 9,1%; e mercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceram 8,6%. A alta no volume de vendas levou a um crescimento na receita nominal do varejo de 7,7% no Paraná no trimestre em relação ao mesmo período de 2023. Nos dados referentes ao varejo ampliado, recorte do IBGE que inclui vendas de materiais de construção, automóveis, peças de veículos e produtos alimentícios no atacado, o aumento nas vendas entre janeiro e março de 2024 no Paraná foi de 3,3%. Considerando os setores incluídos na pesquisa de varejo ampliado, a receita nominal do comércio paranaense registrou crescimento de 5,2% no trimestre, segundo a pesquisa. Na variação mensal do volume de vendas, que compara os resultados do varejo de março de 2024 com o do mês imediatamente anterior, o Paraná registrou crescimento de 0,9%, acima da média nacional, que ficou em 0%, e de estados vizinhos, como Santa Catarina (0,3%) e São Paulo (0,8%). Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, o comércio paranaense registrou alta de 2,2% no volume de vendas em relação ao resultado de março de 2023. No índice nacional, o comércio do Brasil se manteve estável, sem variação positiva ou negativa, na comparação entre as vendas do varejo de março de 2024 com fevereiro. Na comparação com março de 2023, o comércio em âmbito nacional registrou aumento de 2,5%, segundo o IBGE. No acumulado do ano (primeiro trimestre), a alta no volume de vendas do varejo foi de 5,9%. Setorialmente, três atividades tiveram resultados no campo positivo no Brasil no primeiro trimestre: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (12,2%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,6%).

Agência Estadual de Notícias

 

Com US$ 7,47 bilhões, Paraná bate recorde de exportações para um 1º quadrimestre

Soja em grão, carne de frango e farelo de soja foram as três mercadorias mais vendidas pelo Paraná a outros países. A soja em grão lidera as vendas com US$ 1,8 bilhão movimentado nos quatro primeiros meses de 2024. O produto teve variação positiva de 47,8% em relação ao mesmo período de 2023

 

As exportações do Paraná no primeiro quadrimestre de 2024 bateram recorde para o período, somando US$ 7,47 bilhões. Melhor resultado da série histórica, o volume de mercadorias enviado ao Exterior de janeiro a abril superou em 1,6% as receitas registradas no mesmo período de 2023, quando o valor movimentado foi de US$ 7,35 bilhões. No cenário nacional, o Estado ocupa a quinta colocação, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso. Abril encerrou como o melhor mês das exportações paranaenses até aqui no ano, com envio de US$ 1,97 bilhão para fora do País. A receita de US$ 7,47 bilhões do quadrimestre fecha com a soma do US$ 1,91 bilhão alcançado em janeiro, US$ 1,72 bilhão em fevereiro e US$ 1,87 bilhão em março. O balanço foi levantado e tabulado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Soja em grão, carne de frango e farelo de soja foram as três mercadorias mais vendidas pelo Paraná a outros países no primeiro quadrimestre. A soja em grão lidera as vendas com US$ 1,8 bilhão movimentado nos quatro primeiros meses de 2024. O produto teve variação positiva de 47,8% em relação ao mesmo período de 2023. Na sequência, a venda de carne de frango movimentou US$ 1,1 bilhão, ocupando a segunda colocação. Na terceira, o farelo de soja movimentou de janeiro a abril US$ 516,4 milhões. As exportações de açúcar bruto e óleos e combustíveis chamam a atenção pelo aumento nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. O açúcar bruto, que ficou na quarta colocação dos produtos mais vendidos ao Exterior, somou US$ 367,8 milhões, aumento de 120,5% em relação aos quatro primeiros meses de 2023. No caso dos óleos e combustíveis, o volume movimentado foi de US$ 138,6 milhões, com variação positiva de 43,1% em relação aos quatro primeiros meses de 2023. A China segue com folga como principal destino das exportações paranaenses. O volume de vendas ao gigante asiático no primeiro quadrimestre quase alcançou a marca de US$ 2 bilhões, batendo em US$ 1,95 bilhão. O volume representou crescimento de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As aquisições chinesas representaram 26,2% de tudo que o Paraná enviou ao Exterior de janeiro a abril. Os Estados Unidos vêm na segunda colocação como principal destino das exportações paranaenses no primeiro quadrimestre. Foram enviados para o país US$ 477 milhões, crescimento de 7,9% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. A Argentina foi o terceiro principal destino no quadrimestre. O país vizinho comprou do Paraná US$ 309,3 milhões nos quatro primeiros meses desse ano. O Irã foi destaque como maior aumento nas aquisições do Estado. O país do Oriente Médio adquiriu, de janeiro a abril, US$ 196,1 milhões. Esse volume representou uma variação de 453,7% em relação ao mesmo período de 2023. Já as importações do Paraná movimentaram US$ 5,73 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. O que resultou em um saldo comercial – diferença entre o volume exportado e o volume importado – de US$ 1,72 bilhão. Os principais produtos importados pelo Paraná no período foram óleos combustíveis (US$ 475,6 milhões), adubos e fertilizantes (US$ 471,9 milhões) e autopeças (US$ 401 milhões).

Agência Estadual de Notícias

 

Copel coloca à venda 13 usinas de geração de energia de pequeno porte

Expectativa da companhia é concluir a venda dos ativos até o primeiro trimestre de 2025; medida visa melhorar eficiência operacional, focando em ativos de médio e grande porte, diz empresa

 

A Copel deu um novo passo em seu programa de rotação de ativos e colocou à venda 13 usinas de pequeno porte, que somadas totalizam 118,7 megawatts (MW) de capacidade instalada. A expectativa da companhia é concluir a venda dos ativos até o primeiro trimestre de 2025. Segundo o diretor-presidente da empresa, Daniel Slaviero, a medida faz parte da estratégia de melhorar a eficiência operacional, focando em ativos de médio e grande porte.  Ao Estadão/Broadcast ele afirmou que as usinas têm energia incentivada e podem interessar a autoprodutores ou a investidores que focam em ativos de geração de energia com até 30 megawatts (MW) de potência. Neste processo, a empresa espera receber propostas ao longo dos próximos meses e tem a intenção de buscar a melhor rentabilidade possível pelas usinas, a exemplo da estratégia adotada na Compagás. “Não vamos liquidar ativos, vamos desinvestir desde que tenha geração de valor”, comentou. Em relação à distribuidora de gás natural, Slaviero afirmou que tem recebido propostas pelo ativo, mas evitou cravar um tempo específico para concluir o desinvestimento. “Estamos mais focados em maximizar valor do ativo do que cumprir qualquer prazo”, concluiu. Outro foco da empresa nos próximos meses será o leilão de reserva de capacidade, previsto para acontecer em agosto. A empresa tem a intenção de participar do certame com a usina Foz do Areia. “Pretendemos participar de forma bastante competitiva do leilão”, diz.

O Estado de São Paulo

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar sobe mais de 1% com receio de BC mais brando com inflação em 2025

O receio de que o Banco Central possa se tornar mais brando no combate à inflação a partir de 2025, quando os dirigentes indicados pelo governo Lula se tornarão maioria na instituição, fez o dólar à vista subir mais de 1% na quinta-feira, com as cotações refletindo uma percepção de aumento do risco no Brasil, após a decisão do BC na véspera sobre a Selic

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1432 reais na venda, em alta de 1,02%. Em maio, porém, a divisa ainda acumula baixa de 0,95%. Às 17h03, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,12%, a 5,153.5 reais na venda. Na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu por 5 votos a 4 cortar a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 10,50% ao ano. Foi justamente a divisão de votos que mais chamou a atenção: todos os cinco dirigentes que votaram por corte de 25 pontos-base na quarta-feira foram indicados pelo governo anterior, enquanto os quatro diretores que defenderam corte de 50 pontos-base foram indicados pela administração Lula. A divisão de votos ampliou as discussões no mercado sobre o perfil do Copom a partir de 2025, quando o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e outros dois diretores serão substituídos por nomeações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deste modo, a partir de janeiro os indicados por Lula serão finalmente maioria no colegiado, o que para parte do mercado significa que o BC poderá se tornar mais dovish (brando) no controle da inflação. “O mercado está com medo de que, em 2025, o Brasil deixe de ter um Banco Central autônomo e passe a ter um BC mais sujeito à influência política”, resumiu Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Obviamente, quando surgem notícias impactantes como a da decisão do Copom, ocorre um primeiro baque: todo mundo faz operações de proteção, ainda que depois haja uma correção”, acrescentou. Também ficou em segundo plano nas mesas de operação o anúncio do governo brasileiro de ajuda de 50,9 bilhões de reais ao Rio Grande do Sul, em função da tragédia provocada pelas chuvas, com impacto no resultado primário de 7,7 bilhões de reais.

Reuters

 

Ibovespa fecha em queda após corte menor da Selic e repercussão de balanços

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio ao noticiário corporativo movimentado, com Banco do Brasil caindo mais de 4% após divulgar resultado do primeiro trimestre

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1%, a 128.188,34 pontos. O volume financeiro somou 25,67 bilhões de reais. Investidores também reagiram à decisão do Banco Central na véspera de reduzir o ritmo de corte da taxa básica de juros, promovendo um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,50% ao ano, em decisão dividida, além de abandonar sua indicação sobre o futuro dos juros básicos. A decisão foi apoiada pelo presidente Roberto Campos Neto e os diretores Carolina Barros, Diogo Guillen, Otávio Damaso e Renato Gomes. Indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os diretores Ailton de Aquino, Gabriel Galípolo, Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira votaram por uma redução de 0,50 ponto. "Isto pode reforçar o debate que já existe no mercado sobre uma possível mudança no perfil do Bacen após o fim do mandato de Roberto Campos Neto", destacaram economistas da Galapagos Capital, ponderando, contudo, que veem os votos dos diretores guiados "estritamente por avaliações técnicas". "Logo a decisão de política monetária continuará sendo definida com base na evolução dos cenários local e internacional", afirmaram em relatório a clientes. O movimento do Comitê de Política Monetária (Copom), principalmente o fato de os dissidentes serem todos os diretores nomeados no governo Lula, adicionou prêmio ao longo de toda a curva de DI, o que pressionou as ações, principalmente aquelas de empresas sensíveis a juros.

Reuters                

 

Brasil bate recorde da exportação de janeiro a abril: US$ 108 bi

As exportações brasileiras bateram o recorde para o primeiro quadrimestre do ano, segundo os dados da Balança Comercial de abril divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)

 

Em abril, as exportações somaram US$ 31bilhões e as importações US$ 22 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,04 bilhões e corrente de comércio de US$ 52,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 108 bilhões, 5,7% acima do mesmo período de 2023, que havia alcançado a marca recorde de US$ 103 bilhões. Já as importações totalizaram US$ 81,1 bilhões, crescimento de 2,2% no período. O saldo positivo foi de US$ 27,7 bilhões e a corrente de comércio somou US$ 189,9 bilhões, aumento de 4,2%. Nas exportações, comparados ao mês de abril/2024 (US$ 30,92 bi) com abril/2023 (US$ 27 bi), houve crescimento de 14,1%. Em relação às importações, houve crescimento de 14,3%: US$ 21 bi agora, contra US$ 19 bi em 2023. Assim, no mês a corrente de comércio totalizou US$ 52,8 bilhões e o saldo foi de US$ 9,04 bilhões. Em relação a abril de 2023, houve crescimento de 14,2% na corrente de comércio. Por setores, na comparação mensal, o desempenho das exportações foi o seguinte: queda de US$ 0,7 bi (-7,9%) em Agropecuária; crescimento de US$ 2,47 bi (48,6%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 2,15 bi (16,6%) em produtos da Indústria de Transformação. Importações - Nas importações, houve crescimento de US$ 0,2 bi (58,1%) em Agropecuária; queda de US$ 0,05 bilhões (-3,1%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 2,59 bi (15,3%) em produtos da Indústria de Transformação. Na comparação quadrimestral, houve queda de US$ 1,43 bi (-5,5%) em Agropecuária; crescimento de US$ 5,72 bi (25,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 1,76 bi (3,3%) em produtos da Indústria de Transformação. Já as importações, nesse período tiveram crescimento de US$ 0,27 bi (16,5%) em Agropecuária; queda de US$ 0,6 bilhões (-10,1%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 2,08 bi (2,9%) em produtos da Indústria de Transformação. Entre os produtos tradicionais que apresentaram recorde de exportação, destacam-se: Petróleo bruto (US$ 15,8 bilhões). Açúcar (US$ 5,7 bilhões). Óleos combustíveis (US$ 4,2 bilhões). Farelo de soja (US$ 3,6 bilhões). Café em grão (US$ 3,1 bilhões). Celulose (US$ 3 bilhões)

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

 

Produção industrial avança em cinco dos 15 locais pesquisados em março

Cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) regional avançaram na passagem de fevereiro para março, quando a produção industrial do país cresceu 0,9%

 

As maiores altas foram registradas no Pará (3,8%), Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%), enquanto Amazonas (-13,9%) e Paraná (-13,0%) mostraram recuos de dois dígitos e os mais elevados nesse mês. No acumulado no ano de 2024, a alta de 1,9% da indústria nacional foi acompanhada por resultados positivos em 16 dos 18 locais pesquisados. Os dados foram divulgados na quinta-feira (09/05) pelo IBGE. “Observamos que, mesmo com uma política monetária um tanto expansionista, com corte na taxa de juros e número de contratações aumentando um pouco, ainda temos um cenário de conjuntura que se reflete na cadeia produtiva. Por mais que a taxa de juros tenha sofrido cortes, observamos ainda patamares elevados, o que relativamente nos dá uma linha de crédito menos encarecida, mas ainda estreita, devido a juros em patamares elevados, o que acarreta certa cautela na produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. A indústria paraense, com alta de 3,8%, se destacou entre as cinco localidades que apresentaram crescimento na passagem de fevereiro para março, tanto com a maior taxa positiva em termos absolutos quanto com a maior influência positiva nos resultados. “O setor que mais influenciou para esse desempenho foi o extrativo, que possui muita influência na indústria local. Esse resultado vem após dois meses de resultados negativos, que, por sua vez, aconteceram após um final de 2023 com resultados positivos, indicando também que, em alguns momentos, pode se arrefecer a produção conforme a estratégia de produção dentro do próprio setor”, esclarece Almeida. No mesmo sentido explicado pelo analista, Mato Grosso (2,5%) e Santa Catarina (2,3%) assinalaram os outros avanços mais acentuados na passagem de fevereiro para março, com o primeiro eliminando parte da queda de 3,6% verificada no mês anterior e o segundo voltando a crescer após acumular perda de 3,6% nos dois primeiros meses do ano. Por outro lado, Amazonas (-13,9%) mostrou um dos recuos de dois dígitos e o mais elevado nesse mês, interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção. O outro recuo mais intenso, também de dois dígitos, veio da indústria paranaense, que apresentou queda de 13,0%. “Temos dois setores influenciando essa queda: o de derivados de petróleo e biocombustíveis e o de produtos químicos. Também é importante salientar que a indústria paranaense apresenta essa queda em março após dois meses de resultados positivos, quando acumulou ganhos de 3,9%”, diz Almeida. A produção industrial do país caiu 2,8% na comparação com março do ano passado, com resultados negativos em 11 dos 18 locais analisados pela PIM Regional. Paraná (-12,6%) e Amazonas (-10,9%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais acentuados nesse mês. No Paraná, a queda foi influenciada, principalmente, pelo comportamento negativo observado nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, querosenes de aviação e gasolina automotiva), veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, autopeças, caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, bombons e chocolates em barras, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de aves e rações), máquinas e equipamentos (máquinas para colheita, tratores agrícolas, máquinas para perfuração e sondagem – usadas na prospecção de petróleo, carregadoras-transportadoras e máquinas ou aparelhos para agricultura, silvicultura e pecuária) e produtos químicos (fertilizantes minerais ou químicos das fórmulas NPK, fungicidas para uso na agricultura, ureia e desodorantes).

Agência IBGE de Notícias

 

Executivo e Legislativo chegam a acordo e reoneração da folha será escalonada, diz Haddad 

Ministro anunciou acordo com a cúpula do Congresso Nacional sobre a prorrogação até 2027 da desoneração da folha de salários de 17 setores intensivos em mão de obra 

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na quinta-feira (9) que chegou a um acordo com a cúpula do Congresso Nacional sobre a prorrogação até 2027 da desoneração da folha de salários de 17 setores intensivos em mão de obra e de municípios com até 156 mil habitantes. A questão gerou atritos nos últimos meses entre o Executivo e o Legislativo, que divergiam sobre a melhor solução para o tema. Em meio ao impasse, o benefício foi suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Nova proposta para folha de pagamentos envolverá reoneração gradual. Haddad falou à imprensa ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). Eles tiveram uma reunião no final do dia para bater o martelo sobre a decisão, que já contava com aval dos setores. Na próxima semana, devem ocorrer novas conversas com os municípios para acertar os detalhes finais desse caso, que será encaminhado separadamente. As tratativas para os setores, agora, envolvem a manutenção da desoneração neste ano e do aumento progressivo da cobrança a partir de 2025. Atualmente, o modelo de desoneração da folha permite o pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Pelo acordo, a alíquota dos setores contemplados passará a ser de 5% sobre a folha de salários em 2025; 10% em 2026; 15% em 2027; e 20% (valor cobrado hoje das demais empresas que não são beneficiadas pela desoneração) em 2028. A desoneração da folha sobre o pagamento do décimo terceiro, por sua vez, deverá continuar completamente desonerada durante os próximos quatro anos. Ao falar sobre o entendimento, Haddad ressaltou inicialmente o esforço que tem feito para "equilibrar as contas públicas". "Não é fácil essa tarefa, é uma tarefa difícil. Nós estamos procurando fazer isso, incorporando o mínimo possível e tratando de temas específicos que já deveriam ter sido equacionados há mais tempo", disse. "Nós vamos respeitar o prazo da desoneração até 2027, que foi objeto de deliberação do Congresso Nacional, com a diferença de que, a partir do ano que vem, começa o que a gente chama de 'fade out'. A cada ano, você tem uma reoneração gradual até que, em 2028, todo o sistema de folha de pagamento fica no mesmo patamar, sem nenhum tipo de diferença de setor para setor", acrescentou o ministro. Mesmo com o acordo, Haddad e Pacheco frisaram que é possível, a partir do próximo ano, buscar uma solução mais definitiva para a situação. "Eu tenho segurança em afirmar, pela maturidade desse tema no Ministério da Fazenda, que em 2025 vai ser o ano de deliberar uma alternativa a isso. Portanto, antes do prazo de reoneração", destacou o ministro da Fazenda. 

Valor Econômico

 

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