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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 59 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 59| 02 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Frigoríficos cadenciam o ritmo das compras de gado

Os preços do boi gordo iniciaram fevereiro com estabilidade, reflexo da posição de cautela entre as duas pontas do mercado (pecuaristas e frigoríficos)


“A oferta restrita de animais terminados dita o ritmo do jogo e, com isso, vemos frigoríficos de São Paulo aceitando pagar até R$ 345/@ para animais destinados à China (abatido mais jovens, com idade abaixo de 30 meses)”, relatam os consultores da Agrifatto. Na B3, o contrato do boi gordo com vencimento para fevereiro/22 encerrou o pregão de segunda-feira (31 de janeiro) em R$ 336/@, apresentando queda de 1,44 % no comparativo diário. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, os preços pagos pelos animais terminados ficaram estáveis na terça-feira, em relação ao dia anterior. A referência para o boi gordo está em R$ 337/@, enquanto a vaca e a novilha são negociadas em R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Para o “boi-China” ocorrem negócios no mercado paulista com ágio de até R$ 10/@ sobre o valor da boiada comum, acrescenta a Scot.

No último fim de semana, as vendas de carne bovina no mercado atacadista foram fracas, refletindo o menor poder aquisitivo da população e também a queda nos preços das carnes concorrentes (frango e suíno), segundo a IHS Markit. A IHS Markit informa que as indústrias frigoríficas brasileiras possuem bons volumes em estoques e trabalham com escalas de abate confortáveis, suficientes para até o começo da próxima semana, limitando o volume de aquisições. No Norte do País, indústrias seguem avançando as suas escalas de abate e, com isso, os preços da arroba do boi gordo registram leves variações negativas em algumas praças.

A posição mais agressiva dos importadores da China, após as festividades de feriado do ano novo chinês, também deve contribuir para a firmeza nas cotações do boi gordo. Além disso, observa a IHS, as importações de outros países compradores, como os EUA, devem continuar aquecidas e ainda impulsionadas pela paridade do dólar, que, embora tenha recuado nas últimas semanas de janeiro, ainda continua favorável quando comparado aos demais fornecedores globais de carne bovina. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 318/@ (à vista) vaca a R$ 305/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca R$ 307/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 315/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 294/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 292/@ (à vista) vaca a R$ 282/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 269/@ (à vista.

PORTAL DBO


Exportações de carne bovina in natura crescem 30,94% no volume e 50,3% na receita em janeiro, informa a Secex

A movimentação já refletiu a volta da China e atingiu 140.543 toneladas contra 107.327 toneladas em janeiro de 2021. Na comparação com dezembro, o

faturamento cresceu 18,8%, e o volume, 10,75%


De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura em janeiro de 2022 refletiram a retomada das compras por parte da China. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apesar das últimas semanas de janeiro terem tido ritmo mais enfraquecido, o aumento registrado no final das contas mostrou a importância do mercado chinês para a proteína bovina brasileira. "O que preocupa é a disparidade entre frigoríficos brasileiros que atendem somente mercado externo e aqueles que exportam. Atualmente, são as exportações que têm salvado a rendas", disse ele. A receita obtida em janeiro, US$ 727,7 milhões, superou em 50,3% do montante obtido em todo janeiro de 2021, com US$ 484,1 milhões. No volume embarcado, as 140.543 toneladas, é 30,94% superior ao total exportado em janeiro do ano passado, com 107.327 toneladas. Comparada ao resultado de dezembro do ano passado, a receita foi 18,8% maior que o mês anterior. No volume, ele é 10,75% superior ao de dezembro de 2021. Na receita por média diária, US$ 34,6 milhões, ela é 43,16% maior do que janeiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, recuo de 6,29%. Em toneladas por média diária, 6.692 toneladas, avanço de 24,71% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparada a semana anterior, queda de 6,6%. No preço pago por tonelada, US$ 5.178, ele é 14,79% superior ao praticado em janeiro passado.

AGÊNCIA SAFRAS


Mercado de carne premium cresce 20% em 2021

Das 40 milhões de cabeças abatidas em 2021, 2,5%, ou aproximadamente 1 milhão de animais, atenderam ao mercado premium


Para entender o comportamento do mercado de carne de qualidade é necessário dividi-lo em três frentes: produção, indústria e varejo. O ano de 2021 foi difícil para o pecuarista que enfrentou alto custo de produção e dos insumos (principalmente do milho), complicado para a indústria devido a interrupção inesperada das exportações para a China e o desafio de viabilizar as vendas dos cortes não nobres no mercado interno e “confortável” para o varejo “gourmet”, que realizou compras com base na demanda aquecida por mais um ano. “O varejista trabalha com um markup de 70-80% (índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço para a formação do preço de venda). É dele a posição mais confortável entre todos os participantes da cadeia atualmente”, explica o engenheiro agrônomo Roberto Barcellos, diretor da Beef&Veal Consultoria, de Botucatu, SP. Diferentemente dos açougues de “ticket médio mais barato”, que sofreram recuo de 30% nas vendas pela perda de poder de compra do brasileiro nos últimos dois anos, os pontos de venda mais sofisticados viram seu negócio avançar 20% sobre um público exigente e crescente. Das 40 milhões de cabeças abatidas em 2021, 2,5%, ou aproximadamente 1 milhão de animais, atenderam ao mercado premium, segundo Barcellos.

PORTAL DBO


Preço dos animais de reposição sobe 1,5% em janeiro

Diante do cenário de valorização, os compradores se mantêm retraídos, segundo análise da Scot Consultoria


O mercado de reposição trabalhou com preços firmes ao longo de janeiro. No entanto, o pedido por preços maiores tem retraído os compradores, resultando em um menor volume de negócios nos últimos dias. “Ao longo de janeiro, as cotações estão 1,5% maiores em comparação com a média de dezembro. Também no último mês a demanda por machos cresceu, resultando em valorização de 1,7% na média entre todos os estados monitorados”, diz Thayná Drugowick, analista da Scot Consultoria. Ainda segundo a analista, para fevereiro, a expectativa é de que a boa demanda por machos mantenha as cotações sustentadas.

SCOT CONSULTORIA


Boi ‘padrão China’ valoriza até R$ 20 em relação aos animais destinados ao mercado interno

Os animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês ainda estão muito demandados neste momento, diz analista


O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês ainda estão muito demandados neste momento, carregando ágio de até R$ 20 em relação aos animais destinados ao mercado doméstico. “O cenário é preocupante em relação aos frigoríficos que atuam apenas no mercado doméstico. Estratégias como aumento da capacidade ociosa e férias coletivas em alguns estados são novamente adotadas. Nesse ambiente, o abate em escala nacional permanece irregular. A tendência é que 2022 seja novamente pautado por abates abaixo da média histórica”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 339. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 313. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 325 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 320 para a arroba do boi gordo. Os preços da carne bovina ficaram estáveis na terça-feira. “O ambiente de negócios não oferece grande perspectiva de recuperação”, apontou Iglesias. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,50, por quilo. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 15,50, por quilo. Ponta de agulha segue cotada a R$ 14,00, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: na virada do mês, mercado de suínos fecha com preços em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 1,37%/1,32%, valendo R$ 7,20 o quilo/R$ 7,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (31), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 5,18/kg. Houve queda de 2,23% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 4,38/kg, baixa de 1,14% em Santa Catarina, atingindo R$ 4,32/kg, retração de 0,95% no Paraná, alcançando R$ 4,17/kg, e de 0,39% em São Paulo, fechando em R$ 5,09/kg.

Cepea/Esalq


Suíno vivo: em janeiro o pior valor dos últimos dezenove meses

A comercialização do suíno vivo terminado apresentou desempenho pífio em janeiro, significando expressiva retração mensal e anual, equivalendo ao pior valor dos últimos dezenove meses


No decorrer do mês os excedentes de mercadoria e o baixo giro junto ao consumidor mantiveram o ambiente de negócios extremamente fragilizado e, com isso, os preços foram retrocedendo para valores praticados pela última vez em julho de 2020. O preço médio alcançado atingiu R$105,73 por arroba, significando queda de 17,3% sobre dezembro último, enquanto na comparação com o mesmo período do ano passado, apontou índice negativo de 21,5%. O resultado é um preço médio extremamente oneroso para os suinocultores.

SUISITE


Exportação de carne suína fecha janeiro com desempenho fraco e preocupações com afastamento da China

O preço pago por tonelada, US$ 2.217 em janeiro, é 9,84% inferior ao praticado em janeiro do ano passado


De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura não tiveram bom desempenho em janeiro de 2022. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a China está cada vez menos presente no mercado internacional, e com os preços da carne suína produzida localmente no gigante asiático caindo em período de feriadão, sinaliza que importarão ainda menos. A receita de janeiro, US$ 150,3 milhões, superou em 9,5% do montante obtido em janeiro de 2021, com US$ 137,2 milhões. No volume embarcado, as 67.793 toneladas são 21,5% maiores que o total exportado em janeiro do ano passado, com 55.798 toneladas. Comparada ao resultado de dezembro do ano passado, a receita de janeiro foi 16,05% inferior. No volume. O embarque foi 15,28% menor que as 80.028 toneladas registradas em dezembro de 2021. No faturamento por média diária, US$ 7.157, ele é 4,32% maior do que janeiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, recuo de 1,8%. Em toneladas por média diária, 3.228 toneladas, alta de 15,71% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparada ao resultado da semana anterior, baixa de 1,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.217, ele é 9,84% inferior ao praticado em janeiro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa variação de 0,003%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Frango: preços estáveis ou em alta no início de fevereiro

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 2,80%, valendo R$ 5,50/kg

Na cotação do animal vivo, o Paraná teve alta de 0,40%, custando R$ 5,08/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço na terça-feira (1). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (31), tanto o frango congelado quanto o resfriado ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 5,88/kg e R$ 5,84/kg.

Cepea/Esalq


Embarques de carne de frango em janeiro superam em mais de 39% a receita obtida em janeiro/21

Boa demanda interna e externa tem feito com que a atividade se mantenha em alta

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportação de carne de aves in natura em janeiro de 2022 teve desempenho muito superior ao registrado em janeiro de 2021. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “há uma perspectiva de recuperação mais ampla para o mercado do frango em relação aos altos custos de produção, porque tem demanda doméstica e boas exportações, além, da lógica do ciclo curto proporcionando a possibilidade de se adequar à demanda.” A receita, US$ 545,1 milhões, superou em 39,25% do montante obtido em todo janeiro de 2021, que foi de US$ 391,4 milhões. No volume embarcado, 317.727 toneladas, ele é 18,25% superior ao total exportado em janeiro do ano passado, com 268.688 toneladas. Comparada ao resultado de dezembro do ano passado, a receita de janeiro foi 17,8% menor. No volume, as 317.727 toneladas de janeiro são 17,15% menores que as de dezembro de 2021. A receita por média diária foi de US$ 25,9 milhões, valor 32,63% maior do que janeiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, recuo de 1,9%. Em toneladas por média diária, 15.129 toneladas, houve avanço de 12,62% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparada ao resultado da semana anterior, baixa de 4,00%. No preço pago por tonelada, US$ 1.715, ele é 17,76% superior ao praticado em janeiro passado.

AGÊNCIA SAFRAS


Gripe aviária descoberta em fazenda holandesa; mais de 160.000 frangos devem ser abatidos

Autoridades descobriram um surto do que suspeitam ser a cepa altamente contagiosa da gripe aviária em uma fazenda na Holanda e cerca de 168 mil frangos serão abatidos, disse o Ministério da Agricultura em comunicado na terça-feira


Não há outras granjas nas imediações, mas aquelas dentro de um raio de 10 quilômetros (seis milhas) foram proibidas de transportar aves, ovos e resíduos de aves para evitar a propagação do vírus H5N1, disse o ministério. Centenas de milhares de galinhas, patos, perus e dezenas de aves selvagens foram abatidos na Holanda desde que os surtos da doença começaram em 2021.

REUTERS


CARNES


Autocontrole visa proporcionar celeridade à fiscalização agropecuária

Projeto de lei traz mudanças no conceito do processo de inspeção federal das cadeias produtivas


A Câmara dos Deputados aprovou em 2021 o Projeto de Lei 1.293/21 que dispõe sobre o autocontrole nas atividades agropecuária e agroindustrial. A proposta, que tem o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), prevê a obrigação dos agentes privados de atender critérios mínimos na ampliação das responsabilidades na cadeia produtiva. Na prática, a proposta possibilita que o Estado concentre suas ações no controle e na fiscalização de atividades de maior risco, além de permitir maior dinamismo e liberdade às atividades econômicas agropecuárias. O projeto aguarda redação final para ser encaminhado ao Senado Federal. Ao defender a aprovação da medida, o relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, deputado Pedro Lupion (DEM-PR), disse que a intenção é dar celeridade à fiscalização agropecuária brasileira. “É um processo que, infelizmente, por falta de capital humano, o Estado não tem como manter. E, por isso, estamos perdendo mercado”, explica. Membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o parlamentar citou como exemplo o que acontece com a atividade de produção de frangos no norte do estado do Paraná. “Lá, o Ministério da Agricultura tem uma fiscal para cuidar de 60 municípios, algo em torno de 400 a 500 granjas. É humanamente impossível”, completou.

Também membro da Frencoop, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), relator na Comissão de Agricultura (CAPADR) e um dos articuladores para a aprovação da proposta na Câmara, explica que o projeto de lei traz mudanças no conceito do processo de inspeção federal e permite que seja aplicado nos estados e nos municípios. “Buscamos a simplificação para que o pequeno agricultor encontre menos burocracia sem descuidar da saúde e da defesa sanitária, apenas facilitando o processo e diminuindo custos elevados”. A proposta atende um pedido antigo do setor agropecuário, pois permite o credenciamento de pessoas jurídicas ou habilitação de pessoas físicas para a prestação de serviços técnicos ou operacionais relacionados às atividades de defesa agropecuária, ou seja, possibilita a inserção de profissionais privados no acompanhamento diário dos processos. No entanto, de acordo com o projeto de lei, não será permitido a esses profissionais privados desempenhar atividades típicas dos auditores fiscais como a inspeção ante e post mortem. Os requisitos básicos necessários ao desenvolvimento dos programas de autocontrole e elaboração dos manuais de orientação para o setor produtivo deverão ser estabelecidos pelo Ministério da Agricultura. Os produtores vão poder aderir voluntariamente aos programas de autocontrole, por um protocolo privado de produção, com registros auditáveis de toda a cadeia – da matéria-prima ao produto final.

Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)

EMPRESAS


BRF: com ação a R$ 20, follow-on levanta R$ 5,4 bilhões

Papel saiu com desconto de 7,5% sobre tela em operação que sentiu "efeito Petros"


A BRF acaba de emplacar sua oferta primária de ações, definindo a ação a R$ 20, apurou o Pipeline. A companhia topou um desconto de 7,5% sobre o preço de fechamento de ontem para levantar R$ 5,4 bilhões. O lote adicional não foi vendido, disseram as fontes. No fim da tarde, as ordens já se concentravam entre R$ 20 e R$ 20,50, mas a companhia não conseguiu puxar para a banda maior. O valor por ação é quase 20% inferior aos R$ 24,75 que o papel negociava na véspera do lançamento do follow-on. Pessoas próximas à operação consideraram que houve um baque do chamado "efeito Petros", com o aceno do fundo de pensão sobre uma potencial judicialização em caso de um avanço da Marfrig na oferta acima da proporção de sua posição atual - o que, no argumento da Petros, dispararia a poison pill. Para evitar a briga e um eventual pagamento bilionário de prêmio, a Mafrig não testou. Exerceu apenas seu direito de preferência correspondente aos seus 31,66% do capital da companhia. A Previ, que se absteve na assembleia que votou o aumento de capital, também acompanhou. Dos grandes acionistas, só a Petros ficou de fora. Sem o cheque extra da Marfrig, com o qual a administração da BRF contava ao colocar uma operação que estimava levantar quase R$ 7 bilhões para o caixa, a dona da Sadia e da Perdigão precisou achar mais investidores interessados e topar o desconto. A oferta foi coordenada pelo Citi, líder da operação, com Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Safra, Santander, Bank of America, Credit Suisse e UBS BB.

VALOR ECONÔMICO


Frimesa: entre as melhores empresas para se trabalhar

No início desse ano, a Frimesa conquistou o selo da Great Place To Work (GPTW) que reconhece a empresa como um bom local para trabalhar


Essa certificação é válida por um ano, e aconteceu após uma pesquisa de clima organizacional envolvendo mais de 2.500 colaboradores. Os participantes responderam 60 perguntas relacionadas às suas necessidades, preocupações e percepções em relação à cooperativa central. O selo e o reconhecimento refletem na cultura da cooperativa e principalmente na estratégia da empresa. A pesquisa foi executada, pela primeira vez, por uma organização externa, a Great Place to Work, uma consultoria global que apoia organizações a obter melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação. A empresa precisa ter uma média acima de 7 para ser considerada boa para trabalhar. Segundo a Gerente da Área de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo, a certificação é legítima. “Foram os colaboradores que certificaram a empresa. Agora com o selo, podem sentir orgulho e enxergar o lugar que trabalham com outro olhar. Além disso, quem está fora da empresa tem a certeza que trabalhar aqui é bom e procurarão por vagas de trabalho”, comemora.

FRIMESA


MEIO AMBIENTE


Remuneração por metas ESG segue como exceção no agro

Setor se destaca em combate a emissões, diz pesquisa da PwC


A meta de redução das emissões de gases do efeito estufa já aparece com mais frequência nas estratégias de longo prazo das companhias do agro brasileiras do que no conjunto de empresas de todos os setores, segundo pesquisa da consultoria PwC. Nesse aspecto dos esforços de sustentabilidade ambiental, social e de boa governança (ESG, na sigla em inglês), o agro mostra-se em estágio mais avançado do que a média das empresas do Brasil e do exterior, a julgar pela pesquisa, ainda que as nuances das respostas sejam igualmente relevantes. Entre os executivos do agro, 43% disseram que as metas de corte nas emissões de gases do efeito estufa compõem o planejamento estratégico de suas empresas. Em termos proporcionais, esse contingente é maior do que o que se detectou no universo total de empresas do país (31%) e também que a média global (37%). A PwC fez perguntas sobre outros esforços de sustentabilidade - e, nessas, o agro não apareceu em destaque tão evidente. No setor, 33% disseram ter metas de representação de gênero em sua estratégia de longo prazo, fatia menor que a do total nacional (42%) e inferior também à média global (38%). Em outra das perguntas, também 33% das companhias do agro disseram ter metas representação de raça e etnia, fatia menor que média nacional, de 36%. O agro do Brasil apareceu com destaque nas iniciativas de combate a emissões, mas os casos de remuneração dos executivos atreladas a metas de sustentabilidade continuam a ser exceção. Dos líderes empresariais do setor que a PwC ouviu, apenas 13% disseram que o cálculo de sua remuneração variável (bônus anual ou plano de incentivos de longo prazo) inclui também o cumprimento de objetivos de corte de emissões. A fatia é idêntica à das empresas globais que adotam esse item em seus pacotes de remuneração e quase igual à média no país, de 12%. Esse dado não é mero detalhe estatístico, já que a remuneração variável muitas vezes representa a maior parte do pagamento que os executivos de alto escalão recebem. Além do mais, não incluir as metas de sustentabilidade não deixa de ser, de algum modo, uma sutil confissão de prioridades. Apenas para efeito de comparação, dos executivos do agro consultados, 33% afirmaram ter métricas de satisfação do cliente - um indicador de negócios - como parte de sua remuneração variável. Nenhum dos itens de sustentabilidade apareceu no levantamento com tanto prestígio. Maurício Moraes, sócio da PwC, ressalva que a simples ausência das metas de sustentabilidade do cálculo da remuneração variável não significa que os executivos não perseguirão esses objetivos. “Mas, como para todo profissional, isso (pagamento) não deixa de ser um estímulo”, afirma. A respostas de executivos do agro brasileiro foram um dos recortes da nova CEO Survey, pesquisa global da PwC que está em sua 25ª edição. No mundo, a consultoria ouviu 4,4 mil líderes empresariais, de todos os setores, sendo mais de 150 no Brasil.

VALOR ECONÔMICO


INTERNACIONAL


Rebanho bovino dos EUA registra declínio de 2% em 2021

O rebanho bovino dos Estados Unidos encolheu 2% no ano passado, de acordo com o relatório anual de gado emitido pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O número total de bovinos e bezerros nas fazendas e nos confinamentos foi estimado em 91,9 milhões de cabeças


O rebanho bovino de corte também caiu 2%, para 30,1 milhões, e as novilhas destinadas à reposição caíram cerca de 3% tanto para laticínios quanto para carne bovina. O número de animais em confinamento totalizou 14,7 milhões de cabeças. O estoque total e os números de vacas de corte foram menores do que os analistas do setor esperavam. O número de gago para engorda foi maior do que o esperado. Todas as vacas e novilhas que pariram, com 39,5 milhões de cabeças, ficaram 2% abaixo das 40,3 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2021. A safra de bezerros dos EUA em 2021 foi estimada em 35,1 milhões de cabeças, uma queda de 1% em relação à safra de bezerros do ano anterior. Todas as novilhas com peso igual ou superior a 500 libras (cerca de 227 kg) em 1º de janeiro de 2022 totalizaram 19,8 milhões de cabeças, 2% abaixo dos 20,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2021. As novilhas de reposição de carne bovina, com 5,61 milhões de cabeças, caíram 3% em relação ao ano anterior. As novilhas de reposição, com 4,45 milhões de cabeças, tiveram queda de 3% em relação ao ano anterior. Outras novilhas, com 9,71 milhões de cabeças, estavam 1% abaixo de um ano atrás. O USDA fez revisões nas estimativas de estoque anteriores para a safra de bezerros, aumentando o número de 2021 em 360.000 cabeças. O número de todos os bovinos e bezerros teve um ajuste de cerca de 200.000 cabeças. Montana atingida pela seca viu a maior mudança percentual no total de gado e bezerros, uma queda de 10,2% em relação ao ano passado, ou 250.000. Vários estados perderam mais de 5%, incluindo Dakota do Norte, Dakota do Sul, Novo México, Arkansas, Missouri, Pensilvânia e Carolina do Sul. Dois estados registraram um novo recorde de estoque de gado – Idaho com 2,55 milhões de cabeças e Alasca com 5.900 cabeças. Embora o número total de novilhas de reposição tenha sido 3% menor, vários estados aumentaram a retenção de novilhas. Os estados que aumentaram a retenção de novilhas em 5.000 cabeças cada em relação ao ano passado foram: Colorado, Iowa, Minnesota, Dakota do Sul, Washington e Wisconsin. Kansas e Nebraska aumentaram 20.000 cabeças de novilhas cada. Um punhado de outros estados subiu menos de 5.000 cabeças. O NASS revisou sua estimativa de safra de bezerros de 2020 com um aumento de 360.000 cabeças, e o número deste ano foi reduzido para 35,135 milhões de cabeças, uma queda de 1%.

Drovers


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Projeto de ponte entre PR e MS avança

O governo do Paraná e a Itaipu Binacional deram um novo passo para que uma nova ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná esteja mais perto de sair do papel. A ligação rodoviária entre São Pedro do Paraná (PR) e Porto São João (MS) sobre o Rio Paraná poderia cortar 130 km do caminho de escoamento de produção agrícola que vem do Mato Grosso Sul para o Porto de Paranaguá


Hoje, caminhões do Mato Grosso do Sul em direção ao Paraná precisam passar pela barragem Primavera, entrar no estado de São Paulo, atravessar a barragem de Rosana para, aí sim, entrar no Paraná via Nova Londrina e acessar a BR-376. Esse caminho, com duas barragens, tem trânsito lento e restrição de peso de caminhões. Na segunda-feira (31), o governo paranaense decidiu atuar mais próximo desse projeto e apoiar um novo levantamento sobre tráfego de veículos entre Paranavaí e Nova Londrina, para que a duplicação do trecho seja justificada (o ponto é aliviar o tráfego daquela região). De acordo com a Socipar (Sociedade Civil de Paranavaí e Região Noroeste), grupo que encabeça a proposta, a referência de tráfego que o Tribunal de Contas da União (TCU) tem está, no mínimo, duas vezes menor do que a realidade. Mais um apoio deve vir da Itaipu Binacional, que pode disponibilizar R$ 3 milhões para realizar Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica Ambiental (EVTEA) da nova ponte. Em resposta à Gazeta do Povo, a Itaipu pontuou que a aprovação do financiamento do estudo de viabilidade ainda está tramitando internamente. E que a formalização só acontecerá após essa aprovação, sem data prevista para acontecer. A construção da ponte tem custo previsto de R$350 milhões e esse investimento terá que vir de recursos federais. O projeto está sendo discutido há mais de 4 anos. Quem protagoniza as negociações para viabilização da ponte é a Socipar, que envolve cerca de 200 lideranças, entre a classe política, a sociedade civil, grandes empresários e ministros. “Isso serve de exemplo. A administração pública tem que ser compartilhada com a sociedade, tem que ouvir a sociedade”, disse o presidente Demerval Silvestre. “A ponte vai mudar o perfil político da nossa região”. O técnico de infraestrutura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, destacou que o encurtamento das distâncias reduz o frete. “Os dois estados têm a economia baseada no agronegócio. Para os insumos como fertilizantes que vão do Paraná para o Mato Grosso do Sul, por exemplo, o custo do transporte vai ser menor”. Para o Gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr, existe uma grande vantagem para a agroindústria com essa construção. “Essa ponte vai favorecer a logística local e diminuir o custo do agronegócio como um todo. Muito da safra do Mato Grosso do Sul vem para o Noroeste do Paraná e é industrializada lá”. Duplicação da BR-376 está incluída em projeto da ponte. A ligação entre os municípios faz parte de um projeto ainda maior, que inclui a duplicação da BR-376. Pela importância no setor, a estrada está sendo chamada de Rodovia do Agronegócio Brasileiro. Toda a obra pode custar até 850 milhões de reais.

GAZETA DO POVO


Colheita da soja no PR atinge 11% da área; plantio da safrinha de milho vai a 10%

Das lavouras ainda no campo, o porcentual de plantações em boa situação se manteve em 36%


A colheita de soja da safra 2021/22 atingia 11% da área plantada no Paraná até a segunda-feira, 31, conforme relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado, divulgado na manhã de terça-feira, (01/02). A retirada da oleaginosa avançou 3 pontos porcentuais na semana e está 11 pontos porcentuais adiantada em relação a igual período do ano anterior. Das lavouras ainda no campo, o porcentual de plantações em boa situação se manteve em 36%; a área em condição média também ficou estável em 33%, e em situação ruim continuou em 31%. Das lavouras da oleaginosa no Paraná, 58% estão em frutificação, 32% em maturação; 8% em floração e 2% em desenvolvimento vegetativo. Em relação ao milho verão, a colheita avançou 6 pontos porcentuais na semana e alcançou 14% da área. A retirada do cereal está 12 pontos porcentuais adiantada em relação a igual período do ano anterior. As áreas em condições boas representam agora 39% do total, ante 38% há uma semana; em situação média, são 37% atualmente, ante 38% do período anterior; e em condição ruim, 24%, estável ante à semana anterior. O Deral informou, também, que 44% das plantações de milho se encontram na fase de frutificação, 50% em maturação, 5% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo. Quanto ao plantio de milho de segunda safra, chamada de safrinha, ou de inverno, 10% da área prevista foi semeada até o dia 31, avanço de 5 pontos porcentuais na semana e de 9 pontos porcentuais em relação a igual período do ano anterior. As plantações encontram-se 85% em boa condição, enquanto na semana passada estava em 87%, e 15% em condição média ante 13% há uma semana. Do total, 59% encontram-se em germinação e 41%, em desenvolvimento vegetativo.

Estadão Conteúdo


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar rompe os R$ 5,30 com ajuda do exterior e à espera do Copom

É o menor patamar de fechamento desde 16 de setembro de 2021, quando a moeda americana terminou o pregão em R$ 5,2650


A manutenção de um ambiente externo mais positivo para ativos de risco há algumas semanas e a expectativa de que o Copom conceda uma nova alta de 150 pontos-base amanhã deram suporte a um novo dia de recuperação do real. Em nova queda, o dólar fechou abaixo da barreira dos R$ 5,30, renovando a mínima em quatro meses. No encerramento do dia, o dólar foi negociado a R$ 5,2709, baixa de 0,65%. Este é o menor patamar de fechamento desde 16 de setembro de 2021, quando a moeda americana terminou o pregão em R$ 5,2650. Para Luciano Rostagno, estrategista chefe do Mizuho no Brasil, a continuidade do rali do real é ajudada pela proximidade com a decisão de juros do Copom amanhã, uma postura mais diplomática da Rússia nas negociações sobre a Ucrânia e também discursos mais apaziguadores de dirigentes do Federal Reserve desde ontem. “Eles têm expressado uma preocupação com potencial exagero na precificação de juros nos EUA, que poderia ter repercussões negativas na economia”, nota. A sequência de bons resultados do real, por outro lado, tem levado alguns indicadores e modelos a apontar para uma reversão do movimento, mesmo que pontual. “Quando esse bom humor do mercado virar, a tendência é que real sofra mais que pares por conta de moeda estar um pouco mais esticada considerando os fatores de risco presentes, como perspectiva de eleição polarizada, dúvida em relação à política fiscal tanto do atual governo quanto do próximo e as dificuldades da economia”, diz Rostagno, do Mizuho. Em seus cálculos, mesmo uma alta da produção industrial em dezembro - dado que sai amanhã - não deve impedir que o setor termine o quarto trimestre em contração. Ao mesmo tempo, o setor de serviços deve acusar o impacto da variante ômicron sobre a circulação das pessoas. Outro fator que contribui positivamente com o câmbio, mas tem data para acabar, é a relativa calma em relação ao noticiário político.

VALOR ECONÔMICO


Vale e Petrobras garantem novo dia de alta para o Ibovespa

Bolsa local fechou o dia acima dos 113 mil pontos, dando sequência à alta expressiva de janeiro


A estratégia global de busca por ações ligadas a commodities teve continuidade no pregão de hoje e voltou a empurrar os principais papéis da bolsa local, levando o Ibovespa a um novo encerramento positivo. Com ganhos expressivos da Vale e da Petrobras, a principal referência da bolsa local fechou o dia acima dos 113 mil pontos, dando sequência à alta expressiva de janeiro. Após ajustes, o Ibovespa terminou o pregão aos 113.228,31 pontos, anotando valorização de 0,97%. O volume negociado dentro do Ibovespa ontem foi de R$ 20,77 bilhões, abaixo da diária deste ano, de R$ 22,96 bilhões. O dia nos mercados acionários globais foi de menor tensão nesta terça-feira. Na Europa, o Stoxx 600 encerrou a sessão em alta de 1,28%. Já em Nova York, o Dow Jones subiu 0,78%, o S&P 500 avançou 0,69% e o Nasdaq teve baixa de 0,75%. No recorte setorial do S&P 500, no entanto, ganhos expressivos foram observados nos setores de energia, materiais básicos e financeiro, que subiram 3,54%, 1,67% e 1,43%, respectivamente. A dinâmica foi semelhante na Europa, onde o segmento de recursos básicos do Stoxx 600 subiu 3,53%, o de óleo e gás avançou 1,95% e o financeiro teve alta de 2,40%. Com grande representatividade desses setores em sua composição, o Ibovespa, que já acumulou alta de 6,98% em janeiro, deu sequência a seus ganhos no primeiro pregão de fevereiro. As ações da Vale, que têm peso de aproximadamente 15% dentro do índice, subiram 5,49%. Petrobras ON e PN, que, somadas, representam aproximadamente 11% do Ibovespa, fecharam em alta de 2,95% e 2,01%, respectivamente. Itaú PN e Bradesco PN subiram 0,69% e 0,35%, nesta ordem. Os investidores estrangeiros seguem demandando ações no mercado brasileiro. Apenas na sexta-feira, mais R$ 2,46 bilhões em recursos externos ingressaram no mercado secundário à vista da B3, e o total no mês de janeiro já ultrapassa os R$ 30 bilhões. "A retomada das commodities neste início de ano, com destaque para celulose e minério de ferro em razão do movimento de estocagem pré feriado do Ano Novo Chinês, e petróleo, com dúvidas sobre oferta em meio às tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, com demanda em franca expansão, contribuíram fortemente para a alta do índice no mês [de janeiro]. A valorização das ações do setor financeiro, beneficiadas pela escalada dos juros, foi outro fator que pesou positivamente para o índice nas últimas semanas", afirma a chefe de pesquisa do Banco Inter, Gabriela Joubert.

VALOR ECONÔMICO


Balança comercial registra déficit de US$ 176 milhões em janeiro

A balança comercial registrou déficit de US$ 176 milhões em janeiro, pressionada pelos custos internacionais da energia. Esse é o terceiro ano seguido em que as importações superaram as exportações no primeiro mês do ano, tradicionalmente marcado por déficits comerciais


Apesar do resultado negativo, o déficit comercial caiu 20% em relação a janeiro de 2021, quando o país tinha importado R$ 220 milhões a mais do que tinha exportado. A última vez em que o país tinha registrado superávit comercial em janeiro foi em 2018, com resultado positivo de US$ 1,656 bilhão. O saldo ficou negativo, apesar de as vendas externas terem batido recorde para o mês, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, as exportações somaram US$ 19,673 bilhões, com alta de 25,3% em relação a janeiro de 2021 pelo critério da média diária. O recorde anterior havia sido registrado em janeiro de 2018 (US$ 16,769 bilhões). As importações totalizaram US$ 19,849 bilhões, crescimento de 24,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, também pela média diária. O valor foi o terceiro mais alto registrado para meses de janeiro desde 1989, perdendo apenas para janeiro de 2014 (US$ 20,238 bilhões) e de 2013 (US$ 20,157 bilhões). O valor das exportações agropecuárias subiu 97,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas da indústria de transformação subiram 36,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2020. Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O Boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 57,2 bilhões neste ano.

Agência Brasil


IPC-S desacelera alta a 0,49% em janeiro com arrefecimento da Habitação, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) iniciou 2022 com desaceleração da alta a 0,49%, depois de avançar 0,57% em dezembro, mostraram dados divulgados na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


O índice encerrou 2021 com alta acumulada de 9,34%. Nos 12 meses até janeiro, o avanço é de 9,58%. Segundo os dados da FGV, a alta dos preços de Habitação registrou desaceleração expressiva no mês passado, a 0,13%, ante taxa de 1,10% em dezembro. Os preços do grupo Transportes também tiveram decréscimo em sua taxa de variação em janeiro, a alta de 0,04%, contra 0,28% no mês anterior. Já o grupo formado por Educação, Leitura e Recreação acelerou a alta a 1,64% em janeiro, ante 0,56% em dezembro. A Alimentação também pesou mais no bolso do consumidor, ampliando os ganhos a 1,15%, de 0,72% no mês anterior.

Reuters


Contração da indústria se acentua no Brasil em janeiro com encomendas e produção menores, mostra PMI

A retração da indústria brasileira se acentuou em janeiro, e o setor iniciou 2022 com novas encomendas e produção nas quedas mais fortes em quase dois anos, além de cortes de empregos, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit


Em janeiro, o índice caiu a 47,8, depois de ter marcado 49,8 em dezembro, segundo dados divulgados na terça-feira, indo ainda mais abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração. Essa é a leitura mais fraca desde maio de 2020 (38,3). "O ambiente econômico difícil para a indústria brasileira nos últimos meses foi intensificado pela escalada da pandemia", destacou a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

As tendências foram divergentes entre os subsetores. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital tiveram crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da Covid-19, marcada pela variante Ômicron. Diante desse cenário, os empresários registraram em janeiro redução dos volumes de produção e o quarto mês consecutivo de queda nos novos negócios, com ambos no ritmo mais intenso de contração desde maio de 2020. A queda nas vendas, medidas de cortes de custos e a piora da pandemia levaram a uma redução de empregos em janeiro, a primeira em dez meses e a mais intensa desde meados de 2020. As empresas relataram ainda que a escassez de matérias-primas, a disponibilidade restrita de frete e a fraqueza cambial continuaram a elevar os custos. Mas mesmo assim a inflação de insumos foi a uma mínima de 19 meses em janeiro. Da mesma maneira, os custos nos portões das fábricas subiram no ritmo mais lento desde junho de 2020, embora a taxas ainda acima das vistas antes do início da pandemia.

Reuters


Confiança empresarial recua pelo quarto mês consecutivo, diz FGV

ICE caiu 2,5 pontos para 91,6 pontos, em escala que vai de 0 a 200


A confiança dos empresários recuou 2,5 pontos em janeiro e atingiu 91,6 pontos, em uma escala que vai de 0 a 200. Os resultados acima de 100 indicam confiança. O resultado é o menor nível desde abril de 2021, quando o Índice de Confiança Empresarial (ICE) alcançou 89,6 pontos.De acordo com os dados divulgados ontem (1°) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador caiu pela quarta vez consecutiva, agora em 3 pontos. O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores abordados pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: indústria, serviços, comércio e construção. O indicador mostrou ainda uma piora expressiva, em janeiro, nas avaliações sobre a situação atual e nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) registrou queda de 4,5 pontos, passando para 91,3 pontos. Trata-se do menor nível desde abril de 2021, quando atingiu 87,8 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) recuou 3 pontos, e chegou 91,4 pontos. O resultado é o menor desde março de 2021, quando atingiu 85,2 pontos. Com estes resultados, os dois índices registram recuos pela terceira vez consecutiva, além de acumularem perda de mais de 8 pontos nesse período e se afastarem do nível de neutralidade de 100 pontos. Segundo o Superintendente de Estatísticas do Ibre, Aloisio Campelo Jr, o ICE acumula perdas de 10,9 pontos desde setembro de 2021, em um movimento de queda que começou com a indústria e aos poucos se estendeu a todos os segmentos. “A confiança do setor de serviços, mais resiliente até o final do ano, foi a que mais caiu em janeiro, sob influência da piora do quadro pandêmico com a chegada da variante Ômicron ao Brasil. Nota-se neste segmento uma queda mais expressiva dos índices que medem a percepção das empresas quanto à situação corrente na comparação com os índices que medem as expectativas, uma tendência típica dos choques provocados pelas ondas da covid-19”, observou. “Este resultado preocupa já que os segmentos mais dependentes de consumo presencial empregam muito e somente agora estavam conseguindo retornar a níveis de confiança comparáveis com os do período pré-pandemia”, disse.

AGÊNCIA BRASIL


Preços ao produtor no Brasil fecham 2021 com alta recorde de 28,39%

Os preços ao produtor no Brasil tiveram em dezembro a primeira queda em mais de dois anos, mas ainda assim fecharam 2021 com avanço recorde na série histórica iniciada em 2014 pressionados por fatores como câmbio, alta de matérias-primas e o clima


Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou recuo de 0,12% na comparação com novembro, quando houve alta de 1,46%. Foi o primeiro resultado negativo depois de 28 meses, de acordo com os dados da terça-feira do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, os preços na indústria fecharam o ano de 2021 com alta acumulada de 28,39%, taxa recorde, depois de avanço de 19,38% em 2020. "Podemos enumerar, o câmbio (como fator para o resultado de 2021), cuja depreciação chegou a quase 10%; o comportamento do mercado ao longo do ano, com aumentos consideráveis no preço do minério de ferro, do óleo bruto de petróleo, de alimentos como açúcar e carne", explicou o Gerente do IBGE, Alexandre Brandão. Ele ainda destacou o impacto da pandemia nas cadeias produtivas, bem como o clima, explicando que o inverno foi rigoroso e causou problemas nas safras do açúcar e do café, por exemplo. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que as duas maiores quedas em dezembro ocorreram nas indústrias extrativas (-12,77%) e de metalurgia (-3,27%). No ano, os destaques ficaram para refino de petróleo e biocombustíveis (69,72%), outros produtos químicos (64,09%), metalurgia (41,79%) e madeira (40,76%). O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Reuters


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