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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 587 DE 28 DE MARÇO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 587 | 28 de março de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo segue na mesma: arroba em estabilidade

Embora a pressão de baixa continue forte, cotações dos animais terminados seguem estáveis no Estado de São Paulo, uma das principais referências no mercado pecuário. No Noroeste do Paraná a arroba do boi gordo está em R$22,50 à vista e R$ 224,50 em 30 dias. A cotação da vaca gorda está em R$ 195,50 à vista e R$ 197 em 30 dias, segundo a Scot Consultoria

 

O mercado do boi gordo segue com dificuldade em eliminar a pressão de baixa nos preços da arroba, segundo apuração das consultorias do setor, que acompanham diariamente os negócios nas principais regiões brasileiras. Os frigoríficos seguem fora das compras de boiadas gordas, um reflexo da expectativa de redução na demanda doméstica pela carne bovina durante o feriado de Páscoa, período marcado pelo maior consumo de peixe – seguindo a tradição religiosa no País. Pelo levantamento da Agrifatto, no início da semana, Goiás foi o Estado que mais sentiu a pressão baixista, registrando desvalorização de 1% na cotação do boi gordo, que hoje vale, em média, R$ 212/@. Segundo dados da Scot, na quarta-feira (27/3), nas praças de São Paulo, todas as categorias prontas para abate fecharam o dia com estabilidade. O boi gordo segue valendo R$ 225/@, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 205/@ e R$ 217/@, (preços brutos e a prazo). O “boi-China” paulista, acrescentou a Scot, está cotado em R$ 235/@, com ágio de R$ 10/@ sobre o animal gordo “comum”. Na B3, há mais otimismo e todos os contratos futuros do boi gordo tiveram ajustes positivos na terça-feira (26/3). O vencimento para abril/23 encerrou o dia a R$ 229,55/@, com valorização de 0,33%. Enquanto o mercado interno demonstra instabilidade, as exportações de carne bovina in natura estão em bom ritmo, relatou a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “As embarcações da terceira semana de março/24 foram surpreendentemente fortes e atingiram 55,27 mil toneladas”, disse. Com isso, a média diária dos embarques na última semana ficou em 11,05 mil toneladas, com avanço de 62,26% sobre a média diária da semana anterior. “O resultado foi recorde para uma terceira semana de março”, observou a Agrifatto, acrescentando: “Nossa estimativa para o mês foi reajustada para 170 mil toneladas, o que seria um volume recorde para março”. Seguindo a tendência dos últimos meses, os importadores chineses continuaram pressionando os preços ofertados pela carne bovina brasileira, afirma a Agrifatto. “No entanto, os exportadores parecem ter afirmado que há um ‘piso’ para as cotações”, completou a consultoria. Para os analistas da Agrifatto, as últimas ofertas da China para compra de dianteiro foram em US$ 4.200/tonelada, preço pouco satisfatório para os exportadores brasileiros. “Com isso, as comercializações avançam a passos lentos”, justificou a consultoria. Apesar dos desafios nas negociações, no primeiro bimestre deste ano, a China importou 528,15 mil toneladas de carne bovina, considerando a entrega de todos os fornecedores mundiais. Desse volume, 75% tiveram origem de países do Mercosul, sendo que 44% foram comprados do Brasil, seguido por 19% da Argentina e 12% do Uruguai, informou a Agrifatto.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Preços do suíno vivo cederam na quarta-feira (27)

Segundo pesquisadores, a pressão da carne suína está atrelada sobretudo à menor liquidez interna, principalmente na primeira quinzena 

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 127,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,60/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (26), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,15/kg. Houve queda de 2,29% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,39/kg, recuo de 0,32% no Paraná, atingindo R$ 6,31/kg, retração de 0,32% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,14/kg, e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 6,67/kg.

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Preços estáveis no mercado do frango

A quarta-feira (27) não trouxe mudanças nos preços para o mercado do frango. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,00/kg, da mesma maneira que o frango no atacado, valendo R$ 6,40/kg

 

Na cotação do animal vivo, Santa Catarina ficou estável em R$ 4,45/kg, assim como no Paraná, com valor de R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (26) tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,28/kg e R$ 7,18/kg.

Cepea/Esalq

 

EMPRESAS

 

Marfrig lucrou no quarto trimestre, mas fechou 2023 com prejuízo de R$ 1,5 bilhão

Operação na América do Norte afetou resultado anual da empresa. Avaliação de que demanda positiva por carne foi insuficiente para compensar a alta no peço do gado. Em 2022, a Marfrig lucrou mais de R$ 4 bilhões. Em 2023, teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão

 

A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 12 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma recuperação em relação ao prejuízo líquido de R$ 628 milhões obtido no mesmo período de 2022, conforme balanço divulgado ontem. No ano, porém, a empresa terminou no vermelho, com prejuízo de R$ 1,52 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 2,94 bilhões no quarto trimestre, avanço de 32,1%. Já a receita líquida caiu 2,2%, para R$ 36,56 bilhões no período. A companhia de alimentos BRF, controlada pela Marfrig, contribuiu com 64% do Ebitda do período. Um ano antes, esse percentual era de 44%, destacou o diretor financeiro e de relações com investidores da Marfrig, Tang David, em videoconferência com jornalistas. Apesar dos resultados positivos do fim do ano, a companhia fechou 2023 com prejuízo líquido consolidado de R$ 1,52 bilhão, depois de ter lucrado R$ 4,17 bilhões no ano anterior. O desempenho foi pressionado pela operação norte-americana, onde o ciclo do gado é de baixa oferta e os custos com a matéria-prima estão em nível recorde. “A demanda por carne tem sido boa, mas não foi o suficiente para compensar o preço do gado maior”, disse o CEO da Operação América do Norte, Tim Klein. O Ebitda ajustado consolidado da Marfrig recuou 27%, para R$ 9,29 bilhões. A receita líquida, por sua vez, aumentou 4,5% em 2023, para R$ 136,48 bilhões. Somente na operação americana, entre outubro e dezembro, o indicador caiu 44,5% para US$ 79 milhões, comparado ao mesmo período de 2022. No ano passado, a queda consolidada foi de 63,4%, para US$ 484 milhões. Para este ano, porém, a sinalização é de margens no azul. “Em 2024, a nossa expectativa é de que a margem Ebitda fique em um único dígito, mas ainda positiva”, afirmou Klein. A margem da operação saiu de 14,2% em 2022 para 6,6% no ano passado. Klein lembrou que os valores da carne bovina aumentaram nos Estados Unidos durante a pandemia da Covid-19, e os varejistas não reduziram muito os preços desde então, enquanto a demanda também segue firme. Esse seria um fator favorável para 2024, assim como os resultados de investimentos da ordem de US$ 800 milhões feitos nos últimos anos, que devem permitir que a empresa trabalhe mais com produtos de valor agregado. Se na América do Norte o cenário tem seus desafios, “a gente acredita que teremos bons resultados vindo para a Operação América do Sul”, disse o CEO da unidade sul-americana da Marfrig, Rui Mendonça. Segundo ele, o momento é “altamente positivo” para essa unidade na composição dos resultados da empresa, e a controlada BRF tem sua contribuição nisso. “No ano (de 2023), a BRF contribuiu com 51% do Ebitda ajustado da Marfrig, contra 30% no ano anterior”, afirmou David, o diretor-financeiro. “A BRF tem recuperado sua rentabilidade, acreditamos que ela vai continuar entregando resultados fortes em 2024”, acrescentou. O Ebitda ajustado da Operação América do Sul da Marfrig cresceu 38,4% no quarto trimestre do ano passado, para R$ 732 milhões. No ano, o desempenho ficou quase estável, com leve avanço de 0,7%, para R$ 2,34 bilhões. A receita líquida da unidade subiu 7% no trimestre, para R$ 7,07 bilhões, mas caiu 15% no ano, para R$ 23,49 bilhões, pressionada pelo recuo nos preços externos da carne bovina, de acordo com Mendonça. O CEO afirmou que as exportações estão em alta, não só para a China, que é o principal comprador da proteína, mas também para outros players.

Valor Econômico

 

JBS diz que margens da Seara estão melhorando, vê desafios em divisão de carne dos EUA

A JBS disse esperar que as margens de sua unidade de alimentos processados ​​Seara no Brasil atinjam dois dígitos no início de 2024, citando melhorias operacionais implementadas pela gestão para fortalecer a unidade

 

A JBS, que divulgou resultados financeiros na terça-feira abaixo do previsto por analistas, disse que a Seara e a divisão de carne bovina dos EUA apresentaram os maiores desafios para a empresa no ano passado, quando registrou prejuízo de cerca de 1 bilhão de reais, em comparação com lucro real de 15,457 bilhões de reais em 2022. Os resultados da JBS também foram afetados negativamente pelo excesso de oferta global de aves e pelos altos preços dos grãos, especialmente no primeiro semestre de 2023. Nos EUA, a falta de fornecimento de gado tornou negativo o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa no último trimestre de 2023, segundo demonstrativo de resultados. Em teleconferência para discutir resultados trimestrais, a administração da JBS disse que o segmento de carne bovina dos EUA continuará enfrentando dificuldades este ano. Em relação à Seara, o CEO Gilberto Tomazoni disse que a divisão está preparada para reportar margens de dois dígitos no primeiro trimestre, à medida que a empresa identifica problemas e está executando um plano para tornar os processos industriais mais eficientes.

Reuters

 

INTERNACIONAL

 

Tamanho do rebanho suíno da China permanecerá excedente este ano, apesar da meta de reduzir número de matrizes

Os rebanhos suínos da China permanecerão superavitários este ano, apesar das novas metas do governo para controlar o excesso de oferta, disseram autoridades da indústria, enquanto o maior criador de suínos do mundo luta para tentar uma recuperação devido aos baixos preços dos suínos há vários anos

 

As empresas suinícolas na China venderam fazendas e participações no ano passado para angariar dinheiro, depois de um impulso agressivo de expansão ter levado à queda dos preços dos suínos, ao aumento da dívida e às perdas crescentes quando a procura diminuiu. Em resposta, Pequim reduziu a meta nacional para a retenção normal de matrizes reprodutoras de 41 milhões para 39 milhões, para controlar a expansão da capacidade de produção do país. Mas fêmeas cada vez mais produtivas e a relutância das empresas em reduzir os planteis manterão o tamanho do rebanho em níveis elevados e os preços baixos. "Teremos que continuar a reduzir ainda mais o rebanho de matrizes... Objetivamente, 39 milhões de fêmeas ainda levarão a um excedente, a taxa de declínio ainda não é suficiente", disse à Reuters um funcionário de uma grande empresa pecuária. Ele não quis ser identificado devido à sensibilidade do assunto. O responsável disse que a sua empresa venderá mais granjas este ano, especialmente aquelas propensas a surtos de peste suína africana, como parte de medidas contínuas de redução de custos. “Temos um excesso de fazendas de suínos para o número de porcos que precisamos criar”, disse ele. O ritmo de redução da capacidade da indústria também deverá ser lento, à medida que as empresas se esforçam e aguardam a queda dos preços depois de fazerem investimentos pesados. “A capacidade geral de produção é relativamente frouxa e o mercado suíno enfrentará o risco de flutuações em fases no processo de recuperação”, disse Alice Xuan, vice-diretora do departamento de gado e ração da consultoria agrícola JCI, com sede em Xangai, em uma conferência. Ela disse que o número alvo de matrizes reprodutoras precisa ser ainda mais reduzido, idealmente para 35 milhões de cabeças. A JCI estimou a produção suína da China em 2024 em 717 milhões de suínos, uma redução em relação aos 727 milhões de suínos do ano passado. Os futuros de suínos mais ativos de Dalian, DLHcv1, que têm caído desde que começaram a ser negociados em 2021, despencaram 37% em 2023. Subiram 4,7% até agora este ano. O mercado de suínos está em transição de um mercado em baixa para um mercado em alta, com o consumo e os preços aumentando lentamente, mas a situação só ficará clara no final de junho, disse Xuan.

Reuters

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná cria 33 mil postos de trabalho em fevereiro, melhor resultado em três anos

Esse é o melhor resultado do Paraná no Caged desde fevereiro de 2021, na época com saldo de 40.938. No acumulado de 12 meses, o Paraná alcançou a marca de 107.805 novos empregos, quarto melhor resultado nacional. Setor de serviços se destacou.

 

O Paraná criou 33.043 novos postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro deste ano, fruto da diferença entre 190.995 admissões e 157.952 desligamentos. Foi o terceiro melhor resultado do período, atrás apenas de São Paulo (101.163), Minas Gerais (35.980), e à frente de Santa Catarina (26.367), Rio Grande do Sul (25.452) e Rio de Janeiro (17.672). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Com esse resultado, o Paraná chega a 52.091 novos empregos apenas nos dois primeiros meses do ano, também terceiro melhor resultado, atrás de São Paulo (137.498) e Santa Catarina (52.193). Em janeiro foram 19.048 com o ajuste. O resultado do Paraná é superior à soma dos estados do Norte (20.715) e Nordeste (19.536) no primeiro bimestre. O Estado chegou a 3.143.492 trabalhadores com carteira assinada, número inferior apenas a estados mais populosos. Esse é o melhor resultado do Paraná no Caged desde fevereiro de 2021, na época com saldo de 40.938. Com exceção de dezembro, quando todos os estados têm saldo negativo em razão dos desligamentos que ocorrem ao fim das festas de final de ano, o Paraná teve resultados positivos em todos os meses de 2023. Em comparação fevereiro de 2023, o saldo de empregos no Paraná praticamente triplicou, de 13.480 novas vagas para as atuais 33.043 (aumento de 145%). No acumulado de 12 meses, o Paraná alcançou a marca de 107.805 novos empregos, quarto melhor resultado nacional, atrás de São Paulo (435.164), Rio de Janeiro (164.185) e Minas Gerais (160.738). Entre os setores, Serviços liderou a criação de empregos em fevereiro, com 19.279 novas vagas no Paraná. Em seguida vieram a Indústria, com 6.824 vagas, o Comércio, com 4.077, a Construção Civil, com 2.592, e a Agricultura, aproveitando o movimento de colheita da safra de soja, com 273 vagas. Os municípios que mais geraram novas vagas de empregos foram, respectivamente, Curitiba, com saldo de 9.567, Londrina, com 1.535, Maringá, com 1.448, Araucária, com 1.229, São José dos Pinhais, com 1.133, Cascavel, com 1.106, Toledo, com 965, Ponta Grossa, com 865, Foz do Iguaçu, com 707, Francisco Beltrão, com 477, Pato Branco, com 443, Colombo, com 432, Apucarana, com 412, Ibiporã, com 398, e Guarapuava, com 387. No acumulado do bimestre, os destaques são Curitiba (17.768), Londrina (3.081), Maringá (2.706), Cascavel (2.001), Araucária (1.557), Ponta Grossa (1.428), Toledo (1.418), São José dos Pinhais (1.312), Foz do Iguaçu (689), Apucarana e Francisco Beltrão (624) e Arapongas (610). O mercado formal de trabalho brasileiro gerou 306.111 postos de trabalho, resultante de 2.249.070 admissões e 1.942.959 desligamentos, em fevereiro. Houve crescimento em relação a janeiro (137.608 postos). Com isso, o total de empregos acumulados no ano tem um saldo de 474.614 postos de trabalho. Os dados positivos foram registrados em 24 das 27 unidades da Federação. 

Agência Estadual de Notícias

 

OCB defende Plano Safra com R$ 557,5 bilhões e juros menores

Propostas foram entregues ao Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Para os investimentos na safra 2024/25, a OCB propõe corte de juros em todas as linhas

 

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) apresentou na quarta-feira (27/3) suas propostas para a elaboração do Plano Safras 2024/25 ao Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A entidade sugere que o plano disponibilize R$ 557,5 bilhões em crédito rural a partir de julho e garanta uma forte redução nas taxas de juros. A sugestão da OCB é que as alíquotas para operações de custeio e comercialização caiam de 12% para 8% para grandes produtores e cooperativas, de 8% para 6% no caso de agricultores e pecuaristas de médio porte, e de 5% para 4,5% para os pequenos. A OCB também pediu ampliação significativa nos recursos orçamentários destinados à equalização das taxas de juros, dos atuais R$ 13,6 bilhões para R$ 21,5 bilhões. A entidade indicou ainda a necessidade de o governo alocar R$ 3 bilhões de verba para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), ante os R$ 947,5 milhões previstos para 2024. Para os investimentos na safra 2024/25, a OCB propõe corte de juros em todas as linhas. No Moderfrota, por exemplo, a sugestão é que os juros saiam dos 12,5% para uma faixa entre 8,5% e 9%. Em programas como PCA (armazéns), RenovAgro (agricultura de baixo carbono) e Inovagro (inovações), a proposta é que as taxas sejam ainda mais baixas: 6%, 5,5% e 7,5%, respectivamente. A OCB sugeriu ao governo que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tenha R$ 92 bilhões em crédito rural, sendo R$ 45 bilhões para custeio e comercialização, com juros de 0,5% a 4,5% e limite de R$ 400 mil por produtor, e outros R$ 42 bilhões para investimentos, com taxas de 3% a 5%. Para médios e grandes agricultores, a sugestão é disponibilizar R$ 470,5 bilhões em crédito, sendo R$ 334 bilhões para custeio e comercialização e R$ 136,5 bilhões para investimentos. Para o Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores (Pronamp), o pedido é de R$ 78 bilhões, com limite de R$ 2 milhões por produtor no custeio e comercialização. Para os grandes produtores, a sugestão de teto de contratos é de R$ 4 milhões. Para atender à demanda, a OCB sugere ao governo o aumento das exigibilidades para aplicação de recursos pelos bancos e cooperativas de crédito das fontes de depósitos à vista – que deveria passar de 30% para 34% — e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que deveria sair de 50% para 60%. A entidade também defende a manutenção do índice de direcionamento da poupança rural em 65%. Para cooperativas com 60% a 70% dos seus associados registrados no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAF) ativa, a sugestão é de limite de R$ 40 milhões, e R$ 55 mil por cooperado. Conforme esse percentual aumenta, crescem também os limites da cooperativa e dos cooperados. Quem tiver mais de 80% dos associados com CAF/DAF, o teto de contratação da cooperativa singular passaria a R$ 60 milhões e para R$ 75 mil por cooperado. No caso das cooperativas centrais, os limites podem variar entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões, defende a OCB.

Globo Rural

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fica estável ante real em mais um dia de cotações travadas

Em mais uma sessão de cotações travadas, o dólar à vista fechou a terça-feira perto da estabilidade ante o real, com investidores à espera de indicadores ou notícias que possam alterar, de forma substancial, posições no mercado futuro, às vésperas do fechamento do primeiro trimestre

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9805 reais na venda, em leve baixa de 0,07%. Em março, a moeda norte-americana acumula alta de 0,18%. No mercado futuro, a divisa para abril -- a mais líquida -- oscilou perto da estabilidade por praticamente todo o dia. Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 4,9815 reais na venda. Em um dia de agenda relativamente esvaziada no Brasil e no exterior, o dólar voltou a oscilar em margens bastante estreitas. Na cotação mínima do dia, às 9h01, a moeda à vista marcou 4,9719 reais (-0,24%) e, na máxima, às 10h16, atingiu 4,9949 reais (+0,22%). Da mínima para a máxima, a variação foi de apenas +0,46%, o que dá a ideia do quanto as cotações seguiram engessadas ao longo do dia. Operador ouvido pela Reuters afirmou que os investidores continuam à espera de notícias que possam, de fato, servir de motivo para alterar posições na moeda norte-americana. Segundo ele, estão todos “esperando cair um raio”. Como a quinta-feira é o último dia útil de março, a próxima sessão será a da disputa pela Ptax do fim de mês -- e de trimestre. Normalmente, a volatilidade tende a aumentar em sessões assim, mas profissionais do mercado reforçaram que, sem notícias de impacto, a disputa entre comprados e vendidos pode não ser tão intensa. Como pano de fundo para a disputa na quinta-feira, serão divulgados uma série de indicadores no Brasil: a taxa de desemprego do IBGE em fevereiro e as projeções de PIB e balanço de pagamentos do Banco Central no Relatório de Inflação, entre outros. Destaque ainda para a entrevista coletiva do Presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre o Relatório de Inflação.

Reuters

 

Ibovespa fecha em alta com Vale e Petrobras

JBS ON cedeu 2,19%, a 21,90 reais, após reportar lucro líquido de 82,6 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, recuo de 96,5% ano a ano. No pior momento do dia, a ação chegou a 21,48 reais, mas reduziu as perdas após executivos da companhia afirmarem esperar que as margens de sua unidade de alimentos processados ​​Seara no Brasil atinjam dois dígitos no início de 2024

 

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, após quatro quedas seguidas, apoiado principalmente na melhora das ações da Vale e da Petrobras durante o pregão, enquanto o noticiário corporativo direcionou as atenções para papéis de empresas como CVC Brasil, JBS e Arezzo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,65%, a 127.690,62 pontos. O volume financeiro somou 20,1 bilhões de reais, de uma média diária de 24,2 bilhões de reais em março. Apesar da alta nesta sessão, o chefe da EQI Research, Luís Moran, vê um mercado ainda sem tendência e volume fraco, em uma semana marcada por feriado na sexta-feira, quando está previsto um dado de inflação nos Estados Unidos que o Federal Reserve gosta de olhar, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE). Em Wall Street avalizou o fechamento positivo do Ibovespa nesta sessão, com o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subindo 0,86%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos marcava 4,1884% no final o dia, de 4,234% na véspera. "O intervalo para o Ibovespa está muito bem definido: suporte nos 124.800 pontos e resistência em 131.700 pontos. O que poderia ter sido um impulso por aqui, no caso do cenário global renovando máximas, não foi", afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório de análise técnica Diário do Grafista.

Reuters

 

Brasil abre mais de 300 mil vagas em fevereiro, acima do esperado, pelo Caged

O Brasil fechou o mês de fevereiro com saldo positivo de 306.111 empregos com carteira assinada, resultado de 2.249.070 admissões e de 1.942.959 desligamentos. O balanço é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado na quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego

 

Os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em fevereiro. Serviços lidera com 193.127 novos postos de trabalho; seguido pela indústria, 54.448 postos; construção, 35.053 postos; comércio. 19.724 postos; e agropecuária que fechou o mês com saldo de 3.759 postos de trabalho. No mês passado, 24 unidades da Federação registraram saldos positivos de postos de trabalho. Os estados com maior saldo foram São Paulo (101.163 postos), Minas Gerais (35.980 postos) e Paraná (33.043 postos). Os estados com saldo negativo foram Alagoas (-2.886); Maranhão (-1.220) e Paraíba (-9 postos). O salário médio de admissão em fevereiro/2024 foi R$ 2.082,79. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 50,42 no salário médio de admissão, uma variação negativa de menos 2,36%. No acumulado do ano (janeiro/2024 a fevereiro/2024), o saldo de empregos foi positivo em 474.614 empregos, resultado de 4.342.227 admissões e 3.867.613 desligamentos. Nos últimos 12 meses (março/2023 a fevereiro/2024), foi registrado saldo positivo de 1.602.965 empregos, decorrente de 23.714.985 admissões e de 22.112.020 desligamentos.

Agência Brasil

 

Banco Central registra prejuízo de R$114 bi em 2023

O Banco Central registrou em 2023 um resultado negativo de 114,152 bilhões de reais, abaixo do prejuízo de 298,494 bilhões de reais observado no ano anterior, conforme relatório publicado pela autoridade monetária

 

Do resultado obtido no ano, um prejuízo de 123 bilhões de reais reflete o impacto da valorização do câmbio no período sobre as reservas internacionais, parcialmente compensado por ganhos com operações com derivativos cambiais (swaps). O saldo das operações não relacionadas ao câmbio ficou positivo em 8,848 bilhões de reais. De acordo com o BC, a demonstração financeira será submetida para apreciação do Conselho Monetário Nacional em reunião prevista para quinta-feira. A legislação define que eventual prejuízo da autarquia deve ser coberto pelo Tesouro Nacional, após utilização das reservas e do patrimônio institucional da autarquia, observado o limite mínimo para o patrimônio líquido de 1,5% do ativo total.

Reuters

 

IGP-M tem queda de 0,47% em março, mais intensa do que o esperado

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,47% em março, informou na quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerando ligeiramente a deflação após recuo de 0,52% em fevereiro

 

A queda, no entanto, foi mais intensa do que a prevista em pesquisa da Reuters com economistas, que apontava baixa de apenas 0,22% do índice neste mês. Com esse resultado, o IGP-M acumula agora queda de 4,26% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 0,77% neste mês, desacelerando ante a baixa de 0,90% vista em fevereiro. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, uma tendência ascendente nos preços de alimentos in natura foi compensada em março pelo desempenho de commodities chave no IPA, como minério de ferro, café e arroz em casca, que apresentaram variações menos expressivas. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta para 0,29% no período, ante 0,53% no mês passado. O maior impacto veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou a cair 1,85% em março, ante alta de 0,11% em fevereiro, com o item passagem aérea acelerando a queda de 4,78% para 10,53%. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,24% neste mês, contra avanço de 0,20% em fevereiro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Reuters

 

Confiança de serviços no Brasil tem recuperação em março ao maior nível em quase 1 ano e meio, diz FGV

A confiança do setor de serviços brasileiro se recuperou em março e atingiu o maior patamar em quase um ano e meio, informou na quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), citando ambiente de otimismo em relação ao futuro

 

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da FGV avançou 1,6 ponto neste mês, a 95,8 pontos, revertendo as perdas de fevereiro e atingindo o maior nível desde outubro de 2022 (97,6). Em março, o Índice de Expectativas (IE-S), que mede o sentimento em relação aos próximos meses, avançou 3,9 pontos, para 96,0 pontos, maior nível também desde outubro de 2022. "Os resultados positivos em relação ao futuro demonstram otimismo, na maior parte dos segmentos, em relação à demanda e ao ambiente de negócios para os próximos trimestres", disse Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. "O empresário enfrenta um ambiente macroeconômico de manutenção da queda na taxa de juros, controle de inflação e bons resultados no mercado de trabalho, fatores que podem estar influenciando as perspectivas futuras para o setor de serviços." Na semana passada, o Banco Central cortou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual pela sexta vez seguida, a 10,75%, afastando os juros mais ainda do nível extremamente restritivo de 13,75% em que permaneceram por cerca de um ano.

Reuters

 

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