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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 575 DE 12 DE MARÇO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 575 | 12 de março de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: início de semana com preços da arroba estáveis

Apesar das vendas de carne bovina terem apresentado melhora na última semana, o preço do boi gordo segue enfrentando dificuldade em avançar, relata a Agrifatto, que acompanha diariamente o mercado pecuário em 17 praças brasileiras. No Paraná, o boi vale R$220,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de nove dias

 

“Os frigoríficos estão adotando uma abordagem mais cautelosa nas compras, priorizando pequenos lotes para continuar pressionando a cotação do animal”, justifica a consultoria. Com isso, as escalas de abate seguem em 10 dias úteis na média Brasil, sem mudança no comparativo semanal, enquanto os preços do boi gordo andam praticamente de lado. Na avaliação da Agrifatto, a tendência ainda aponta para um mercado sofrendo pressões negativas e, por isso, novas quedas na arroba podem ocorrer no curto prazo. “A atenção agora se volta para a segunda metade de março, período em que o consumo de carne bovina geralmente diminui (devido ao menor poder aquisitivo da população), o que pode intensificar a pressão de baixa na arroba”, afirmam os analistas da Agrifatto. Pelos dados apurados pela consultoria, na segunda-feira (11/3), em calmaria típica do primeiro dia da semana, o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo ficou estabilizado, em R$ 230. “Todas as 17 praças acompanhadas permaneceram com as cotações estáveis”, ressaltou a Agrifatto. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na segunda-feira (11/3): São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$230,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de doze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de oito dias; Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias; Goiás — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias. Rondônia — O boi vale R$200,00 a arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Carne bovina: Volume exportado apresenta bom ritmo até segunda semana de março/24, mas preço segue em queda

Volume atingiu 50,6 mil toneladas em seis dias úteis

 

Até a segunda semana de março/24, o volume embarcado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada atingiu 50,6 mil toneladas, conforme destacou a Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (11). No mês de março do ano anterior, o volume exportado da proteína animal ficou em 124,3 mil toneladas em 23 dias úteis. A média diária exportada ficou em 8,4 mil toneladas, avanço de 56% frente ao comparativo anual, em que a média diária exportada em março de 2023 ficou em 5,4 mil toneladas. O preço médio ficou com US$ 4.501 mil por tonelada, queda de 6,4% frente aos dados divulgados em março de 2023, com preços médios de US$ 4.811 mil por tonelada. O valor negociado para o produto até a segunda semana de março/24 ficou em US$ 227,8 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de março do ano anterior foi de US$ 598.494 milhões. A média diária ficou em US$ 37,9 milhões, avanço de 45,9%, frente a março do ano passado, com US$ 26 milhões.

Agência Safras


SUÍNOS

 

Preços do suíno vivo sobem na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 123,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,70/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (8), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,99/kg. Houve aumento de 0,77% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,58/kg, incremento de 1,15% no Paraná, com valor de R$ 6,17/kg, avanço de 0,68% em Santa Catarina, alcançando R$ 5,95/kg, e de 1,82% em São Paulo, fechando em R$ 6,70/kg.

Cepea/Esalq

 

Volume de carne suína exportada sobe na segunda semana de março

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura referentes à segunda semana de março (6 dias úteis), teve aumento expressivo na média embarcada em comparação ao mesmo mês de 2023

 

A receita obtida, US$ 66 milhões, representa 28,52% do total arrecadado em todo o mês de março de 2023, que foi de US$ 231,5 milhões. No volume embarcado, as 29.230 toneladas são 30,69% do total registrado em março do ano passado, com 95.225 toneladas. A receita por média diária até este momento do mês foi de US$ 11 milhões, valor 9,3% maior do que de março de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 9,6% observando os US$ 10 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 4.871 toneladas, houve incremento de 17,7% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Comparado ao resultado da semana anterior, avanço de 9,66%, comparado às 4.442 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.259, ele é 7,1% inferior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida queda de 0,06% em relação aos US$ 2.260,487 anteriores.

Agência Safras

 

EMPRESAS

 

Superintendência do Cade aprova investimento do fundo Salic na BRF

Fundo árabe Salic já tem participação de 30,55% no capital da Minerva. Aprovação é a primeira etapa para o negócio ser aprovado pelo órgão antitruste

 

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) aprovou a aquisição pelo fundo árabe Salic de participação de 10,7% na BRF. Essa é a primeira etapa para o negócio ser aprovado pelo órgão antitruste. Se nenhum terceiro ou conselheiro questionar o parecer nos próximos 15 dias, a operação fica aprovada em definitivo. O Cade analisou a operação considerando que ela poderia afetar os mercados de produção de carne e frango in natura e fabricação de produtos de carne. A Salic atua no Brasil em alimentos processados por meio de participação minoritária de 30,55% na Minerva, e em outros segmentos do setor agrícola, principalmente grãos e oleaginosas, por meio de investimento indireto na Olam Brasil. As empresas informaram ao Cade que a Minerva se dedica predominantemente ao abate de bovinos e à produção de carne bovina in natura, e que apenas uma ínfima parcela do faturamento no país provém de vendas de produtos processados. Destacaram que a Minerva não tem marcas influentes em alimentos processados e tem só uma planta para fabricação de processados no Brasil. As empresas argumentaram ainda que a BRF não tem atividades de abate de bovinos e a comercialização de carne bovina in natura é insignificante. E que a operação não implicará a combinação de negócios da BRF e da Minerva, nem qualquer alinhamento ou coordenação entre essas duas companhias, que continuarão atuando como empresas separadas e independentes no mercado. Segundo documentos apresentados ao Cade, existem regras estatutárias que impediriam a Salic de interferir na independência das empresas e de influenciar a condução de seus negócios. Na análise, a SG observou que as participações de mercado conjuntas do Grupo BRF (BRF e Marfrig) e do Grupo Salic (Minerva) nos mercados horizontalmente sobrepostos de alimentos processados — em que os dois atuam, como hambúrgueres e pequenos moldados de frango — não são capazes de levantar maiores preocupações concorrenciais ante os limitados níveis de concentração conjunta. Foi a mesma conclusão para as integrações verticais (atuação em uma cadeia), em que a SG analisou os processados bovinos, a produção e a venda de carne de frango in natura pela BRF e em relação aos processados de frango.

Valor Econômico

 

FRANGOS

 

Cotações estáveis no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,60/kg

 

Na cotação do animal vivo, o preço ficou inalterado no Paraná, custando R$ 4,58/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo R$ 4,42/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (8), a ave congelada teve queda de 0,14%, alcançando R$ 7,33/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável, fechando em R$ 7,41/kg.

Cepea/Esalq

 

Embarques de carne de frango aceleram neste início de março

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura na segunda semana de março (6 dias úteis), mostraram aceleração em relação à última semana de fevereiro.

 

A receita obtida, US$ 263,5 milhões representa 29,23% do total arrecadado em todo o mês de março de 2023, com US$ 901,2 milhões. No volume embarcado, as 145.742 toneladas são 30,11% do total registrado em março do ano passado, com 483.886 toneladas. A receita por média diária até o momento do mês foi de US$ 43,9 milhões, valor 12,1% maior do que o registrado em março de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 30,51% em relação aos US$ 33.649,781 vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, 24.290 toneladas, houve incremento de 15,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Em relação à semana anterior, alta de 25,18% em relação às 19.402 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.808, ele é 2,9% inferior ao praticado em março do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa aumento de 4,2% no comparativo ao valor de US$ 1.734,267 visto na semana passada.

Agência Safras

 

Em fluxo pré-Ramadã, árabes compram mais frango do Brasil

Os Emirados Árabes Unidos aumentaram em 27,7% as compras de carne avícola brasileira no primeiro bimestre

 

Os mercados árabes se destacaram como destino das exportações brasileiras de carne de frango no primeiro bimestre do ano, de acordo com dados divulgados a quinta-feira (7/3) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A instituição explicou o desempenho pela aproximação do Ramadã, mês sagrado do Islã em que os muçulmanos jejuam de dia, mas fazem refeições coletivas ao anoitecer, encorpando a demanda por alimentos nos seus países. O Ramadã segue o calendário lunar e neste ano começou no último domingo, dia 10 de março.  “O início do ano é um período que é fortemente influenciado pelo fluxo de importação pré-Ramadã, o período sagrado para a religião islâmica. Neste contexto, além de Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, vimos o notável crescimento das exportações para o Iraque, Catar, Kuwait e outros destinos da região, especialmente em um contexto de certas incertezas em razão de conflitos na região”, disse o diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua. No total, as exportações brasileiras de carne de frango somaram 397,7 mil toneladas em fevereiro, volume 4,7% maior que no mesmo mês de 2023. A receita de exportações chegou a US$ 707 milhões, número 4% menor que no mesmo período do ano anterior. No primeiro bimestre deste ano, as exportações somaram 802,2 mil toneladas, com receita de US$ 1,39 bilhão, com avanço de 0,3% no volume e queda de 12,7% na receita. Os Emirados Árabes Unidos fizeram compras de 78,2 mil toneladas no primeiro bimestre, 27,7% maiores do que em igual mês de 2023, e a Arábia Saudita avançou 8,4% nas importações para 67,6 mil toneladas. Esses são os dois países árabes que figuraram entre os cinco principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango no primeiro bimestre. Também estão no ranking a China, o Japão e a África do Sul.

Agência de Notícias Brasil-Árabe 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Usina que usa dejetos de suínos para produzir biometano é inaugurada em Carambeí (PR)

Previsão é de que sejam produzidos até 60 metros cúbicos de biogás por hora. Serão utilizados na usina de biometano os dejetos de 6,5 mil suínos

 

Foi inaugurada na sexta-feira (8/3) em Carambeí, no Paraná, uma usina de produção de biometano. O projeto foi realizado com apoio dos programas RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense. O investimento no sistema supera R$ 1 milhão e permite a filtragem do biogás e produção de biometano, que irá abastecer a frota de caminhões da Coopercarga - empresa de operação logística de atuação nacional e internacional. Serão utilizados na usina os dejetos de 6,5 mil suínos do produtor Eduardo Dykstra, que já produzia biogás para geração de energia elétrica. O sistema implantado agora adequa a produção de biogás para geração de energia elétrica e promove a filtragem para biometano, que será vendido, dando mais uma opção de renda ao suinocultor. A previsão é produzir até 60 metros cúbicos de biometano por hora, suficiente para abastecer, inicialmente, quatro caminhões que atuam na rota São Paulo - Rio Grande do Sul. A capacidade da planta é de 35 mil metros cúbicos de biometano por mês. De acordo com o coordenador do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o projeto em Carambeí é o início de um processo que deve avançar. Ele revelou que “para garantir o abastecimento com biometano da frota, a empresa transportadora deve investir em pontos de abastecimento também em Santa Catarina e Rio Grande do Sul”. O diretor da Energee Energia Renovável, empresa responsável pelo projeto, Marco Henrique Galhardo Cardoso, explicou que a iniciativa envolve um mapeamento do trajeto dos caminhões para montar rotas ecológicas, que são pontos onde poderão abastecer com biometano sem precisar ir até a propriedade. Segundo ele, o interesse dos produtores rurais em energias sustentáveis está em crescimento. ‌O biometano é o resultado da filtragem do biogás com a obtenção de metano em alta concentração – mais de 93% – que, pela legislação brasileira, na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), adquire a equivalência ao Gás Natural Veicular (GNV), que é fóssil. Porém o biometano, por ser de origem de decomposição de materiais orgânicos, é considerado uma energia renovável.

Globo Rural

 

Boletim de Conjuntura agropecuária

Milho e soja - A colheita da soja avançou no Estado na última semana, alcançando dois terços da área estimada de 5,8 milhões de hectares. É um dos patamares mais altos da história da oleaginosa no Estado. Do que permanece no campo, 66% estão em boas condições, 29% em condição mediana e 5%, ruim.

 

O milho de primeira safra chegou a 73% de colheita nos 296 mil hectares plantados. O plantio da segunda safra está em 82% da área prevista de 2,4 milhões de hectares, bastante superior à média de 50% das últimas safras para o período. No varejo do Estado, os principais derivados de leite seguiram a alta da indústria. O leite longa vida (+5,2%), o leite em pó (+6,4%) e o queijo muçarela (+6,7%), todos tiveram seus preços reajustados para cima nas gôndolas dos supermercados. O boletim também destaca que levantamento realizado pelo Deral mostrou que o preço nominal médio do frango vivo ao produtor no Paraná foi de R$ 4,55 o quilo em fevereiro. O valor representa queda de 0,9% se comparado com o mês anterior (R$ 4,59 o quilo), e redução de 8,6% em comparação com fevereiro de 2023 – R$ 4,98 o quilo. Em relação aos ovos, o documento registra que o Paraná ficou em terceiro lugar entre os estados exportadores no ano passado. Foram enviadas 8.815 toneladas ao Exterior, com receita cambial de US$ 40,3 milhões. Em 2022 tinham sido exportadas 5.700 toneladas, ou 54,6% a menos, enquanto a receita cambial ficou em US$ 27,1 milhões, ou 48,9% a menos. O Paraná encerrou a colheita da batata de primeira safra, com 392,2 mil toneladas extraídas da terra. O volume foi 15% menor que a previsão inicial de 462,2 toneladas feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), devido às condições climáticas desfavoráveis. A segunda safra já está a campo e, se o clima continuar ajudando, pode garantir safra cheia. No caso da batata primeira safra, o Estado cultivou 14,7 mil hectares, dos quais 50 hectares foram perdidos. As 392,9 toneladas colhidas já foram beneficiadas, classificadas e comercializadas. “O excesso de chuvas e as altas temperaturas durante o período influenciaram na qualidade, oferta e preços do tubérculo”, informa o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista da cultura no Deral. Os preços médios nominais mensais recebidos pelos produtores para a batata lisa praticamente dobraram entre novembro e o mês passado. A saca de 25 quilos passou de R$ 52,08 para R$ 100,64.

Agência Estadual de Notícias 

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fecha em leve queda às vésperas de divulgação de CPI dos EUA 

Ao longo da sessão, falas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticando o mercado financeiro acabaram por neutralizar parte da força do real

 

O dólar comercial exibiu leve queda, em um dia de agenda fraca tanto no Brasil quanto no exterior e às vésperas da divulgação dos índices de inflação aqui e nos Estados Unidos. O real chegou a abrir penalizado na sessão, mas inverteu o sinal e conseguiu mostrar alguma resiliência diante de rumores sobre uma possível reversão no pagamento de dividendos extraordinários da Petrobras. Ao longo da sessão, falas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista, criticando o mercado financeiro, acabaram por neutralizar parte da força do real. Terminadas as negociações, o dólar comercial terminou em queda de 0,06%, cotado a R$ 4,9784, depois de ter tocado a mínima de R$ 4,9609. Perto das 17h10, o contrato para abril da moeda americana recuava 0,13%, a R$ 4,9855. No exterior, o índice DXY registrava avanço de 0,14%, a 102,855 pontos.

Valor Econômico

 

Ibovespa fecha em queda com Vale e receios sobre Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, enfraquecido principalmente pelo declínio das ações da Vale, acompanhando o tombo dos preços do minério de ferro no exterior, enquanto Petrobras continuou no radar, com investidores ainda reavaliando os riscos envolvendo a estatal após decisão da companhia sobre dividendos extraordinários

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,74%, a 126.131,46 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 127.067,97 pontos. Na mínima, a 126.065,16 pontos. O volume financeiro somava 23,4 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Itaú melhora projeções para PIB e fiscal em 2024 e 2025, mas vê Selic terminal mais alta

O Itaú melhorou na segunda-feira suas projeções para o crescimento econômico e o resultado primário do Brasil em 2024 e 2025, mas passou a ver uma dinâmica inflacionária menos benigna e uma taxa Selic mais alta ao final deste ano

 

Agora, o banco espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça 2,0% tanto em 2024 quanto em 2025, ante projeção anterior de 1,8% para cada ano. Em relatório, o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, disse que essa revisão reflete perspectiva mais positiva para as concessões de crédito. Ele também ressaltou que segue esperando "alguma recuperação dos gastos ao longo dos próximos meses dado o aumento real do salário-mínimo concedido no início desse ano e a resiliência do mercado de trabalho". Com a perspectiva melhor para a atividade, o banco também melhorou sua perspectiva para o resultado primário do Brasil neste ano e no próximo, vendo agora déficits de 0,7% do PIB em 2024 (de 0,8% no cenário anterior) e 0,9% do PIB em 2025 (ante 1,0%). "A atividade melhor reduz marginalmente o déficit primário, mas as incertezas fiscais continuam elevadas, considerando as dúvidas sobre a disposição do governo em contingenciar despesas e o efetivo impacto arrecadatório das medidas aprovadas em 2023", ponderou Mesquita. O Itaú manteve sua projeção de inflação em 3,6% para 2024, mas destacou uma composição pior devido a uma dinâmica mais pressionada de serviços subjacentes, cujos preços são menos voláteis. "Para 2025, tendo em vista a desencoragem de expectativas longas e um mercado de trabalho ainda apertado, projetamos inflação acima da meta, em 3,5%, disse Mesquita. Com o cenário de preocupação com a inflação de serviços doméstica se somando a temores sobre um possível ciclo de afrouxamento monetário menos intenso e mais tardio do que se esperava nos Estados Unidos, o Itaú elevou sua estimativa para o patamar da Selic ao fim de 2024 a 9,25%, ante 9,00% antes. O banco espera que os juros locais permaneçam nesse patamar ao longo de 2025.

Reuters

 

BID projeta expansão de 1,5% para PIB do Brasil neste ano, 2% em 2025 e 2,1% em 2026

Se confirmado, o desempenho econômico projetado para o Brasil durante os três próximos anos será ligeiramente inferior ao calculado para América Latina e Caribe como um todo 

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,5% em 2024, com a expansão ganhando força nos anos seguintes, para 2% em 2025 e 2,1% em 2026. As projeções foram divulgadas na segunda-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em relatório sobre as perspectivas econômicas para América Latina e Caribe. As projeções anteriores, de março de 2023, eram de expansão de 1,8% em 2024 e 2% em 2025. A estimativa mais recente para o crescimento da economia brasileira para este ano é menor do que as projeções mais atuais do mercado (1,77%), segundo a mediana do Boletim Focus), Ministério da Fazenda (2,2%) e Banco Central (1,7%). Para a região, o BID calcula expansão do PIB de 1,6% para 2024 e 2,3% para os dois anos seguintes. A instituição alerta, no entanto, que “esse cenário de referência [para América Latina e Caribe] apresenta riscos substanciais, particularmente se as taxas de crescimento” dos Estados Unidos “ficarem abaixo das expectativas”. Além disso, “a dinâmica de crescimento da China e dos mercados de commodities também pode afetar a região”. Por isso, o BID também traça um cenário negativo, em que o Brasil perderia anualmente 1,6 ponto percentual de crescimento do PIB entre 2024 e 2026. Ainda assim, por ser “uma economia maior e mais diversificada em termos de ligações externas”, o desempenho brasileiro seria melhor do que o de outros países da região, como o México. Para 2024, o BID também chama atenção positivamente para a estimativa de “produção recorde” de petróleo no Brasil. Mas, em prazos mais longos, o banco de fomento destaca negativamente que “a regulamentação pesada tem mostrado afetar negativamente o crescimento das empresas no Brasil, mantendo-as aquém do seu porte ideal”. Essa regulamentação pesada aparece na forma de tributação elevada “e vários custos de fazer negócios no setor formal”, como aqueles ligados à folha de pagamento e a demissões. Tudo isso se reflete em um “grande setor informal”, que por sua vez é “um setor de menor produtividade”. Em sentido oposto, o Brasil está entre os países da região que “despontam como líderes nos setores de energias renováveis, veículos automotivos e semicondutores”. No caso de América Latina e Caribe como um todo, o BID afirma que a região “terá atingido um possível ponto de inflexão” positivo se “aprovar reformas”. Isso porque a maioria desses países “enfrenta um desafio de produtividade premente, com um crescimento de longo prazo ao redor de 2%” – número “insuficiente para atender às demandas cada vez maiores da crescente população”. “Preencher essa lacuna requer esforços urgentes para aumentar o crescimento da produtividade e melhorar o capital humano, áreas em que a região está defasada em relação a outras economias emergentes”, afirma, destacando que “a abordagem dessas questões requer reformas abrangentes, concebidas para mitigar vários riscos e promover um ambiente seguro para o investimento privado a longo prazo.” Entre as reformas defendidas pelo BID, estão o desenvolvimento de mercado financeiros “mais profundos”; mercados de trabalhos “mais formais e competitivos”; forças de trabalho “mais qualificadas”; direitos de propriedade com “proteção mais forte”; “concorrência maior” para mercados-chave; Estado de Direito com “aplicação mais rigorosa”. Ao mesmo tempo, “oportunidades abundantes estão ao alcance da América Latina e Caribe”, já que “os países estão prontos para contribuir significativamente para desafios globais como mudanças climáticas, segurança alimentar e transição para energias limpas”.

Valor Econômico


IPEA:  renda habitual média dos trabalhadores brasileiros cresceu 3,1% de 2022 para 2023

Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na sexta-feira (08/03), com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), aponta um crescimento de 3,1% na renda habitual média do trabalho em 2023, frente a 2022 

 

As estimativas mensalizadas mostram que o rendimento habitual médio real em dezembro de 2023 (R$ 3.100) foi 0,7% maior que o observado no mês anterior (R$ 3.078) e 3,9% superior ao valor de dezembro de 2022 (R$ 2.985). Em janeiro de 2024, a estimativa mensal avançou para R$ 3.118. No segundo trimestre de 2023, a renda média ficou acima da observada no mesmo trimestre de 2019 pela primeira vez desde a pandemia (0,6%). Já no quarto trimestre de 2023, a renda média superou o mesmo trimestre de 2019 em 2,1%. O rendimento habitual refere-se à remuneração recebida por empregados, empregadores e trabalhadores por conta própria, mensalmente, sem acréscimos extraordinários ou descontos esporádicos, ou seja, sem parcelas que não tenham caráter contínuo. Os maiores aumentos na renda em comparação ao quarto trimestre de 2022 foram registrados nas regiões Norte (4,1%) e Nordeste (4%), entre os trabalhadores de 40 a 59 anos (4,1%), com ensino médio completo (3,2%). Apenas os trabalhadores que têm no máximo o ensino fundamental completo apresentaram queda na renda. O crescimento foi menor para os que habitam no Sul e Centro-Oeste, os maiores de 60 anos, homens e chefes de família. Os rendimentos habituais recebidos pelas mulheres registraram crescimento interanual maior que os dos homens ao longo de todos os trimestres de 2023 – revertendo o desempenho de anos anteriores. No quarto trimestre, o aumento entre as mulheres foi de 4,2%, contra 2,5% de alta na renda média habitual dos homens. Na análise por tipo de vínculo, excluindo os empregadores, os empregados do setor privado sem carteira foram aqueles que apresentaram um maior crescimento interanual da renda no quarto trimestre de 2023 (6,9%). Depois de alguns trimestres com forte elevação nos rendimentos, os trabalhadores autônomos obtiveram um aumento de 0,3% em relação ao mesmo trimestre de 2022. Já os trabalhadores do setor público e os empregados com carteira assinada registraram altas de 3,9% e 2,1%, respectivamente. No recorte por setor, no quarto trimestre de 2023, houve queda da renda no transporte (-1,7%) e na construção (-3,8%), em relação ao mesmo período de 2022. Já os trabalhadores da indústria (5,7%), do comércio (5,9%) e da administração pública (4,6%) obtiveram as maiores altas no último trimestre do ano passado. Outro ponto positivo foi a recuperação da renda na agricultura (0,9%), após uma forte queda de 4,6% no trimestre anterior.

Assessoria de Imprensa Ipea

 

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