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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 568 DE 01 DE MARÇO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 568 | 01 de março de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Ladeira abaixo nos futuros de boi gordo

Pressões baixistas no mercado físico se mantém e escalas de abate seguem bastante favoráveis às indústrias, afirma a consultoria. No Paraná, o boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de dez dias.

 

No mercado físico, a pressão sobre o boi gordo segue firme em todo o País, com os frigoríficos apresentando escalas confortáveis e buscando oferecer cada vez menos no boi gordo, relata a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 praças brasileiras. Porém, neste momento, é na B3 (mercado futuro) que as cotações do boi gordo apresentam maiores desvalorizações, diz a consultoria. O vencimento para maio/24, por exemplo, fechou o pregão de quarta-feira (28/2) cotado em R$ 222,60/@, com recuo de 1,11% na comparação diária e o menor nível desde 25/8/23, segundo a Agrifatto. Na comparação semanal, todos os contratos de 2024 (de fevereiro a dezembro) registraram queda, conforme dados apurados no site da B3. Segundo a Agrifatto, o mercado varejista doméstico enfrenta um escoamento pouco expressivo de carne bovina nesta última semana de fevereiro, enquanto uma forte pressão baixista sobre os valores da arroba tem contribuído para um pequeno crescimento na oferta de animais terminados. “Apesar dos frigoríficos optarem por compras compassadas, que priorizam pequenos lotes, os abates intercalados também induzem à interpretação de escalas confortáveis, com sustentação de dez dias, na média nacional”, relata a Agrifatto. Mesmo diante desses desafios, observa a consultoria, as 17 regiões monitoradas conseguiram manter as cotações do boi gordo estáveis na quarta-feira. Nesta quinta-feira (29/2), o preço médio do animal macho terminado na praça de São Paulo seguiu valendo R$ 230/@. Nas demais regiões, a cotação ficou numa média de R$ 217,70/@ (considerando as 16 praças restantes). “Pelo terceiro dia consecutivo, todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis”, ressalta a Agrifatto. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na quinta-feira (29/2): São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$230,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de doze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de dez dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias; Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Rondônia — O boi vale R$200,00 a arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de treze dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Mercado de suínos fecha estável

Após acumular quedas nos últimos dias, as cotações no mercado de suínos encerraram esta quinta-feira (29), na maioria, estáveis 

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 122,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (28), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,45%, chegando a R$ 6,62/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,38/kg), Paraná (R$ 6,22/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,01/kg) e Santa Catarina (R$ 5,87/kg). Nesta quinta-feira (29) as principais Bolsas que comercializam suínos no mercado independente ficaram com preços estáveis. Lideranças do setor apontam para uma menor oferta de animais para abate e para a projeção de melhora na demanda com a chegada do mês de março.

Cepea/Esalq

 

Suinocultura independente: Bolsas de suínos ficam estáveis

Em São Paulo o preço ficou estável em R$ 6,77/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) 

 

No mercado mineiro, o valor ficou estável R$ 6,60/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal não mudou, valendo R$ 6,14/kg vivo nesta semana.

Agrolink

 

FRANGOS

 

Cotações estáveis para o mercado do frango no PR. Alta em SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,60/kg

 

Na cotação animal vivo, o preço não mudou no Paraná, fixado em R$ 4,55/kg, enquanto em Santa Catarina, houve alta de 1,83%, com valor de R$ 4,44/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (28), a ave congelada teve queda de 0,55%, chegando a R$ 7,26/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,41%, fechando em R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

 

EMPRESAS

 

Marfrig fará oferta de R$ 1,875 bilhão em CRA

A captação será usada para a compra de bovinos até a data de vencimento dos certificados. Conselho de administração da Marfrig aprovou oferta na quinta-feira

 

O conselho de administração da Marfrig aprovou nesta quinta-feira (29/2) a oferta de R$ 1,875 bilhão em certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) lastreados em debêntures com o mesmo valor. A captação será usada para a compra de bovinos até a data de vencimento dos certificados. Por vedação legal, não poderão ser feitas aquisições de animais de partes relacionadas, como do controlador Marcos Molina, um dos maiores pecuaristas do Brasil. A emissão dos CRAs será feita em até três séries, e o valor da primeira série será de até R$ 450 milhões. Não foram definidos valores mínimos nem máximos para as segunda e terceira séries. O valor mínimo de emissão das debêntures será de R$ 1,5 bilhão. Se a demanda pelos CRAs for menor, o valor dos CRAs será ajustado. Para a emissão de primeira série, o prazo de emissão será de cinco anos, com taxa máxima CDI+0,95%; para a segunda série, o prazo da emissão será de sete anos com taxa máxima CDI+0,85%; para a terceira série, o prazo será de dez anos, sendo que a taxa máxima deverá ser IPCA+0,95% ou 6,6%. As taxas ainda serão definidas em bookbuilding. A Ecoagro será a securitizadora da emissão de CRA, e a assessoria financeira será do J. Safra.

Valor Econômico

 

GOVERNO

 

Mapa encerra bimestre com mais um recorde histórico na abertura de mercados

Já são 94 novos mercados em 47 países desde 2023

 

Fechando fevereiro em alta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebra mais um marco histórico no setor agroexportador brasileiro. Somente nos dois primeiros meses do ano, o Brasil superou 16 barreiras comerciais em 11 países, marcando um bimestre histórico na abertura de novos mercados para os produtos do agro brasileiro. A expansão, a mais alta já registrada em um bimestre na série histórica, estabelece um novo recorde ao superar o ano de 2021, que teve 13 novas aberturas em sete países. As aberturas, fruto da relevância e retomada do Brasil no âmbito mundial, também contribuem para o aumento do fluxo comercial e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil. Desde o início de 2024, novos mercados foram abertos para exportação em todos os cinco continentes, sendo embriões e sêmen bovinos para Botsuana; gelatina e colágeno para os Estados Unidos; alevinos de tilápia e produtos de reciclagem animal para as Filipinas; bovinos vivos, embriões de bovinos e sêmen bovino para o Paquistão; animais de reprodução para o México; açaí em pó para Índia; pescados para Austrália; produtos à base de células-tronco mesenquimais (cães, gatos e equinos) com fins terapêuticos na Costa Rica; café verde na Zâmbia; bovinos vivos em Omã; e extrato de carne bovina e carne e produtos cárneos de ovinos para Singapura. Em 2023, superando os anos anteriores, o Brasil atingiu a marca histórica de 78 novos mercados em 39 países. As exportações brasileiras do agronegócio também bateram recorde, atingindo US$ 166,49 bilhões, cifra 4,8% superior em comparação a 2022, o que representa um aumento de US$ 7,62 bilhões. Dessa forma, o agro foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira em 2023. “A pedido do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, seguimos com nossas missões pelos continentes, em especial na África e na Ásia, dialogando com os países para ampliar o comércio agrícola brasileiro, conquistar novos mercados e obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais)”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa. O bimestre também foi marcado por outras importantes conquistas para a ampliação da exportação de produtos agrícolas brasileiros, entre elas o fim da medida antidumping da China sobre a carne de frango brasileira; o "Protocolo de Equivalência dos Sistemas de Inspeção de Carnes", conhecido como "pre-listing", uma medida que promete facilitar as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de aves para o Egito; a habilitação de mais cinco plantas para a exportação de carnes bovinas e de aves para a Rússia; o reconhecimento, pelas autoridades sanitárias de Omã, da regionalização conforme as regras da OMSA em casos de gripe aviária; e a ampliação da área de exportação de carne bovina brasileira, incluindo novos estados, para o Canadá.

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

China: fim da tarifa antidumping sobre a carne de frango beneficia cooperativas do paraná

A extinção da tarifa antidumping na importação de carne de frango do Brasil pela China, formalizada este mês, beneficia as cooperativas paranaenses, que vinham pagando entre 17,8% e 34,2% de imposto, e pode, inclusive, representar um aumento nas exportações do setor para o mercado chinês

 

A produção e exportação de carne de frango estão entre as principais atividades do setor cooperativista do Paraná. De acordo com dados do Ipardes, da Associação Brasileira de Proteína Animal, da Secretaria da Agricultura do Paraná, do Sindivavipar e da Ocepar, em 2023, o estado exportou 2,08 milhões de toneladas de carne de frango. Desse total, 1,27 milhão de toneladas foram exportadas pelas cooperativas, o que representa 61% do total, e cerca de 18% desse volume teve como destino a China.  Uma das cooperativas que vinha sendo mais prejudicada pela tarifa antidumping é a Coasul, de São João, no sudoeste do Paraná, pagando imposto de 22% na exportação do produto. O acordo antidumping entre Brasil e China foi firmado no começo de 2019. Naquele momento, as cooperativas paranaenses tiveram a imposição de um preço mínimo para exportar e as que seguissem as regras do governo chinês não teriam a incidência do imposto. Mas a Coasul ainda estava em processo de habilitação, faltando ainda uma inspeção do governo chinês para poder exportar para aquele país. “Por isso, quando conseguimos a habilitação, no final de 2019, a norma já estava em vigor e fomos mais penalizados que as demais cooperativas. Mesmo praticando o preço mínimo, tínhamos que pagar 22% de imposto”, conta o vice-presidente da cooperativa, Paulo Roberto Fachin. Por conta da incidência da tarifa antidumping, só no ano de 2023 a Coasul pagou R$ 20 milhões em imposto para o governo chinês. “Isso impactava o nosso resultado, tirando boa parte da nossa rentabilidade”, observa o vice-presidente. “Para a Coasul, o fim da tarifa foi uma boa notícia. Além de garantir uma melhor remuneração pelo que já exportamos, há possibilidade de ampliar a exportação com mais cortes, como coxa e sobrecoxa que não vinham sendo exportadas para o mercado chinês porque a taxação inviabilizava”, observa. Mesmo com a prática do antidumping, a exportação de frango para a China era interessante para a cooperativa, especialmente porque o país consome alguns cortes específicos que outros mercados não compram, como é o caso dos pés e patas do frango, consideradas iguarias pelo consumidor chinês, conforme explica Fachin. Na Coasul, são 174 avicultores cooperados que mantêm 284 aviários. A produção é de 165 mil aves por dia. Do total produzido, 50% são comercializados no mercado externo. A China é o principal destino, mas a cooperativa exporta também para o México, Chile, União Europeia, Oriente Médio, Japão, Coreia e Singapura. 

OCEPAR


Deral reduz previsão de colheita de soja do Paraná; eleva 2ª safra de milho

A safra de soja do Paraná 2023/24 foi estimada na quinta-feira em 18,2 milhões de toneladas, redução de cerca de 1 milhão de toneladas na comparação com a previsão do levantamento do mês anterior, apontou o Departamento de Economia Rural (Deral)

 

Já com a colheita tendo sido realizada em mais da metade da área, o Deral agora estima que a safra do Paraná, um dos principais produtores da oleaginosa do Brasil, terá queda de 19% ante o recorde de 22,47 milhões de toneladas do ciclo anterior. Considerando a expectativa inicial de produção, a perda ocorrida por conta do clima quente e seco para a soja do Paraná, até este momento, é estimada em 3,6 milhões de toneladas, disse o especialista do Deral Edmar Gervásio. "Inicialmente, em condições normais, era esperado uma produção de 21,8 milhões de toneladas, contudo o clima adverso, especialmente o calor intenso e estiagem, reduziram a produção no campo", afirmou ele. Mesmo com as perdas, esta safra é ainda uma das maiores que o Paraná vai colher, ficando na sétima posição, acrescentou. Com a colheita em estágio avançado, ele disse que a partir de agora não deve haver "mudanças tão significativas" nos números de safra. "Entretanto, o viés é negativo, ou seja, a tendência é que o número seja revisado para baixo e não para cima." Segundo o especialista, a partir da segunda quinzena de janeiro o clima se tornou mais regular no Paraná, "e podemos dizer que estancou as perdas". Gervásio destacou que a previsão para a segunda safra de milho do Paraná, a principal colheita do cereal do Estado, foi revisada ligeiramente para cima, a 14,63 milhões de toneladas. Segundo ele, o plantio está se desenvolvendo bem e o clima está favorável. "A expectativa aumentou para 14,6 milhões, pela revisão a mais de área", disse. Agora o Deral projeta aumento de 1% na área plantada com a segunda safra, para 2,4 milhões de hectares, em relação à temporada passada. Já a produção, se os números se confirmarem, deverá crescer 3% na comparação anual. No caso do milho primeira safra, a estimativa ficou praticamente estável, a 2,59 milhões de toneladas, o que significa uma queda de 33% na comparação anual. O Deral deverá divulgar sua primeira estimativa para a safra de trigo de 2024 no próximo mês.

Reuters

 

Copel lucra R$ 942,8 mi no 4º tri, alta anual de 51% e acima do consenso

Receita líquida somou R$ 5,567 bilhões no quarto trimestre do ano passado, crescimento de 5,8%

 

A Copel reportou lucro líquido de R$ 942,8 milhões no quarto trimestre de 2023 (4T23), montante 51,2% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2022 e acima dos R$ 539,6 milhões previstos pelo consenso LSEG. A empresa disse que “contribuiu para o crescimento do resultado a reversão de impairment na UEGA no montante de R$ 258,6 milhões”. O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 1,482 bilhão no 4T23, um crescimento de 10,1% em relação ao 4T22. A receita líquida somou R$ 5,567 bilhões no quarto trimestre do ano passado, crescimento de 5,8% na comparação com igual etapa de 2022. De acordo com a Copel, o resultado é reflexo, principalmente, do acréscimo de R$ 429,4 milhões na receita de fornecimento de energia elétrica, em função, essencialmente, do crescimento de 9,0% no mercado cativo faturado e do reajuste tarifário aplicado na componente de Tarifa de Energia (TE) da distribuidora em junho de 2023, com efeito médio de 17,4%. Os custos e despesas operacionais das operações continuadas totalizaram R$ 4,445 bilhões, redução de 6,7% em comparação aos R$ 4,765 milhões registrados em 4T22. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 305,7 milhões no quarto trimestre de 2023, uma elevação de 9,3% sobre as perdas financeiras da mesma etapa de 2022. Em 31 de dezembro de 2023, a dívida líquida ajustada da Copel era de R$ 8,922 bilhões. O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 1,9 vez em dezembro/23, queda de 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação ao mesmo período de 2022.

Infomoney

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fecha estável ante real em dia de Ptax e inflação dentro do esperado nos EUA

O dólar à vista terminou a quinta-feira praticamente estável ante o real, numa sessão marcada pela disputa entre investidores para formação da Ptax de fim de mês e por dados de inflação dentro do esperado nos Estados Unidos, que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve pode começar a cortar juros em junho

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9717 reais na venda, em leve alta de 0,01%. Em fevereiro, a moeda norte-americana acumulou elevação de 0,67%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,37%, a 4,9835 reais. O dólar apresentou maior volatilidade na primeira metade da sessão, com a disputa pela Ptax -- uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). O Departamento de Comércio dos EUA informou que o índice PCE subiu 0,3% em janeiro e que o número de dezembro foi revisado para baixo, mostrando aumento de 0,1%, em vez do 0,2% informado anteriormente. Nos 12 meses até janeiro, a inflação do PCE foi de 2,4%. Esse foi o menor aumento anual desde fevereiro de 2021 e seguiu-se a um avanço de 2,6% em dezembro. Os números foram bem recebidos por estarem dentro das projeções dos economistas. Como não houve surpresas inflacionárias no PCE, o mercado avaliou que aumentaram as chances de o Fed iniciar o processo de corte de juros em junho, o que imediatamente pesou sobre as taxas dos títulos norte-americanos e, em paralelo, sobre o dólar ante as demais divisas. “O dólar se manteve em alta até sair o PCE, que veio em linha com o esperado. O dado mostrou que a inflação está dentro do que se espera nos EUA e que pode não haver um novo adiamento do corte de juros pelo Fed”, comentou Matheus Massote, especialista de câmbio da One Investimentos. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 2,317 bilhões de dólares em fevereiro até o dia 23. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 4,231 bilhões de dólares e, pelo comercial, entradas de 1,914 bilhão de dólares.

Reuters

 

Ibovespa fecha em queda com Ambev entre maiores perdas após balanço desapontar

O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão seguido na quinta-feira, com Ambev entre as maiores perdas após resultado pior do que o esperado no quarto trimestre, enquanto dados dos Estados Unidos reforçaram apostas de que um corte de juros pelo Federal Reserve deve ficar para o final do primeiro semestre

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,85%, a 129.044,46 pontos, mas ainda acumulou um ganho de 1,01% em fevereiro, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 130.154,84 pontos. Na mínima, a 128.669,29 pontos. O volume financeiro somava 20,97 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$2,317 bi em fevereiro até dia 23, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 2,317 bilhões de dólares em fevereiro até o dia 23, em movimento puxado pela via financeira, informou na quinta-feira o Banco Central

 

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 4,231 bilhões de dólares em fevereiro até dia 23. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de fevereiro até o dia 23 foi positivo em 1,914 bilhão de dólares. Na semana passada, de 19 a 23 de fevereiro, o fluxo cambial total foi negativo em 2,534 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 23 de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 2,886 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 7,914 bilhões de dólares.

Reuters

 

Dados mostram mercado de trabalho mais aquecido na virada para 2024, diz IBGE

Inícios de ano, em geral, são épocas de dispensa de trabalhadores temporários contratados no Natal, o que pressiona os números, mas desemprego ficou estável e houve aumento da ocupação 

 

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostram um mercado de trabalho mais aquecido na virada para 2024, afirmou na quinta-feira (29) a coordenadora de Pesquisas Domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy. Tradicionalmente, o início do ano é uma época de dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim do ano, o que pressiona os números. Desta vez, o desemprego ficou estável no trimestre encerrado em janeiro, ante outubro, em 7,6% – interrompendo o recuo que vinha sendo observado em anos anteriores –, e houve aumento de ocupação. O contingente de pessoas ocupadas avançou 0,4%, para 100,593 milhões de pessoas, uma diferença de 387 mil pessoas. Foi o maior indicador já alcançado na série histórica da pesquisa para os chamados trimestres comparáveis. Com exceção de 2021 e 2022 – anos em que houve aumento como reflexo da recuperação da pandemia –, historicamente não costuma ocorrer crescimento de ocupação neste trimestre. “O dado está indicando [um mercado mais aquecido]. Agora, à medida que for divulgando os resultados de fevereiro e março, vamos ter condições de avaliar o primeiro trimestre como um todo”, disse ela. O resultado da PNAD Contínua referente a janeiro é trimestral e engloba, na verdade, os meses de novembro, dezembro e janeiro. Portanto, ao comentar o desempenho no período, Beringuy lembrou que ainda há impacto de dois meses de 2023 (novembro e dezembro). “O crescimento de 0,4% [da ocupação] foi interessante, mas talvez seja melhor esperar para ver o efeito mais claro do início de ano [nos dados do mercado de trabalho”, afirmou.

Valor Econômico

 

Desemprego deve ficar perto de 8% em 2024 com desaquecimento da economia, diz FGV Ibre 

A taxa de desemprego no país foi de 7,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro 

 

Os dados do mercado de trabalho divulgados ontem pelo IBGE confirmam a expectativa de leve redução para o emprego em 2024 em função da economia em ritmo mais lento, segundo o economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que aposta numa taxa de desemprego em torno de 8% no ano. Desemprego deve ficar perto de 8% em 2024 com desaquecimento da economia, diz FGV Ibre “Acho que é entender os fatos. O ritmo da população empregada deve diminuir um pouco este ano, muito porque a economia deve girar em um ritmo mais fraco em 2024”, explica. A taxa de desemprego no país foi de 7,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro, segundo a Pnad Contínua. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa estava em 7,4%. A taxa mais recente não preocupa, segundo Tobler, mas é preciso olhar de perto o crescimento. “Esses dados já eram esperados, porque há uma expectativa de que a taxa de desemprego suba um pouco neste início de ano até por questões sazonais. Se continuar subindo muito, é preocupante”, diz.

Valor Econômico

 

Agropecuária registra menor número de trabalhadores desde 2012

No período de três meses encerrado em janeiro, a força de trabalho no setor diminuiu 6%. Trabalho em colheita de lavoura. Empregos no agro caíram entre novembro de 2023 e janeiro de 2024

 

O número de trabalhadores na agropecuária caiu 6% no trimestre encerrado em janeiro, na comparação como anterior, concluído em outubro, e atingiu 7,865 milhões de pessoas. É o menor contingente da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Nesta comparação trimestral, o setor perdeu 503 mil trabalhadores. Em relação à igual trimestre encerrado em 2023, a queda foi de 6,9%. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) englobam o grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com peso maior dos dois primeiros segmentos. Este é o terceiro ano seguido em que há recuo do número de trabalhadores do setor entre novembro e janeiro na comparação com o período imediatamente anterior (agosto a outubro), mas é o mais intenso de toda a série. As taxas foram de -1,3% em 2022 e de -3,1% em 2023. “Em um trimestre, a queda foi de meio milhão de trabalhadores na agropecuária. Quando vemos por lavouras, há recuo de pessoal ocupado este ano principalmente nas lavouras de milho e de café. Mas não dá para saber como foi nos outros anos”, disse a coordenadora das pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy. O número de trabalhadores na agropecuária caiu de 10,147 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2012, para 7,865 milhões no trimestre encerrado em janeiro de 2024, uma queda de 22,5%. Na mesma base de comparação, o pessoal ocupado no mercado de trabalho brasileiro como um todo subiu de 88,011 milhões para 100,593 milhões de pessoas, uma expansão de 14,3%.

Globo Rural

 

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