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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 566 DE 28 DE FEVEREIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 566 | 28 de fevereiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Escalas mais alongadas dos frigoríficos criam pressão baixista sobre o boi gordo

O enfraquecimento da arroba reflete a ligeira alta na oferta de boiadas e o alongamento das programações das indústrias, agora de 10 dias, na média nacional, informou a Agrifatto. No Paraná o boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de nove dias

 

Pelo menos até o final desta semana, o mercado brasileiro de carne bovina enfrentará um cenário de baixa liquidez e escoamento limitado, prevê a Agrifatto. “Atualmente, há uma quantidade considerável de produtos estacionados nos distribuidores atacadistas sem previsão de descarga”, revelou a consultoria. Na terça-feira (27/2), houve oferta de bois castrados, bois inteiros, vacas, novilhas e até dianteiros – a menor parte remanescente da semana passada e a maioria originária dos abates desta semana. “No entanto, não há demanda por nenhum dos produtos, pois os distribuidores lidam com movimento travado e já estão abastecidos até o dia 1º de março”, dizem os analistas da consultoria. Diante de um mercado de carne bovina praticamente congelado, a pressão baixista sobre o boi gordo tem aumentado, mas ainda não alcançou os objetivos desejados pelos frigoríficos, afirmou a Agrifatto. “O enfraquecimento da arroba reflete um ligeiro crescimento da oferta (de boiadas gordas) e o alongamento das programações das indústrias, agora de dez abates, na média nacional”, apurou a consultoria. Apesar escassas e pontuais variações negativas registradas nas últimas duas semanas, na segunda-feira (26/2), apenas uma das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto apresentou desvalorização no preço do gado terminado: a praça de São Paulo. Na terça-feira (27/2), o boi gordo paulista sustentou o valor de R$ 230/@. Nas demais regiões, diz a consultoria, a cotação média do macho gordo ficou em R$ 217,70/@. “Todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis nesta terça-feira”, relatou a consultoria. Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, o escoamento de carne está lento e os frigoríficos seguem esperando a definição do mercado para abrirem as compras de animais prontos abate. Com isso, de acordo com a Scot, os preços da arroba estão estáveis, com o boi gordo valendo R$ 235/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 208/@ e R$ 225/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ (base SP, no prazo, valor bruto). O contrato com vencimento para maio/24 ficou precificado em R$ 227/@, com desvalorização de 1,02% no comparativo diário e o menor valor do referido contrato desde 25/08/23, relata a consultoria paulista. Cotações: São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$230,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de doze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias; Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de treze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias; Rondônia — O boi vale R$200,00 a arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias;

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Cingapura abre mercado para extrato de carne bovina do Brasil

O anúncio foi feito pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Fávaro, o extrato é um produto processado de altíssimo valor agregado e vale mais que carnes nobres

O governo de Cingapura abriu seu mercado para o extrato de carne bovina do Brasil. Esse é o 16º mercado aberto para produtos agropecuários brasileiros em 2024. O anúncio foi feito pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (27/2). "Fevereiro nem terminou e o primeiro bimestre [do ano] é recorde de abertura de mercados. Hoje abrimos o mercado de extrato de carne para Cingapura. É um produto processado de altíssimo valor agregado, vale mais que carne de primeira, que carne nobre. Isso gera oportunidades no campo", disse Fávaro. O Ministro ainda comentou que deve organizar para abril uma missão empresarial, com representantes do agronegócio, para países da África a pedido do presidente Lula.

Valor Econômico

 

SUÍNOS

 

Mercado de suínos acumula quedas

Sinalizando o final do mês, a terça-feira (27) foi de recuos de maneira geral para as cotações no mercado de suínos

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF recuou 3,17%, custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 1,05%, com valor de R$ 9,40/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (26), houve queda de 2,68% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,53, baixa de 0,95% no Paraná, atingindo R$ 6,28/kg, recuo de 1,79% no Rio Grande do Sul, caindo para R$ 6,03/kg, desvalorização de 1,97% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,96/kg e de 1,04% em São Paulo, fechando em R$ 6,65/kg.

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Mercado do frango perto da estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,90%, valendo R$ 6,62/kg

 

Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, fixado em R$ 4,55/kg, enquanto em Santa Catarina, houve queda de 1,80%, com valor de R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (26), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,34/kg e R$ 7,40/kg. 

Cepea/Esalq

 

China não renovará antidumping às exportações brasileiras de carne de frango

Medida antidumping era aplicada desde 2019 sobre os produtos brasileiros. Secretário do Mdic vê como positivo fim do antidumping ao frango brasileiro

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou ontem que o Brasil foi notificado da decisão do governo da China de não renovar a medida antidumping aplicada desde 2019 às exportações brasileiras de produtos de carne de frango. A medida deixou de ser aplicada dia 17, segundo a pasta, e correspondia a uma sobretaxa ao valor do produto importado, variando entre 17,8% e 34,2% de acordo com a empresa exportadora.

Valor Econômico

 

CARNES

 

Novo processo de certificação para União Europeia gera ganhos de competitividade para exportadores, avalia ABPA

Certificação digital estabelecida com a União Europeia pelo Governo Federal reduz prazos e custos para exportadores

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) sobre a primeira efetivação de exportação do Brasil com o novo Certificado de Origem Digital, um processo que estabelece novos patamares de otimização de tempo e desburocratização para as exportações brasileiras com destino a União Europeia. O novo processo substitui os trâmites antigos, que incluíam pedidos por papel, trâmites burocráticos e o custo de R$ 166 por certificado.  Com a certificação eletrônica, não há qualquer custo na emissão do certificado, que é feita e processada quase instantaneamente, retirando a necessidade de 10 dias úteis antes necessários para a conclusão da emissão dos certificados. “Entramos em uma nova era nos processos de exportação.  Agora, além da otimização do tempo, redução de burocracia e de papel, temos uma redução de custos que vão além dos valores de certificação e alcançam todo o processo de desembaraço e exportação.  Este é um avanço sem precedentes em nossa capacidade competitiva, resultado direto da atuação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, bem como pela equipe da Secretaria de Comércio Exterior liderada por Tatiana Prazeres”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin. A nova certificação segue o mesmo modelo estabelecido com o Reino Unido há 01 ano.  De acordo com o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, a otimização dos processos deu maior capacidade de planejamento dos processos de exportação para as empresas, permitindo, também, melhor competitividade e menores custos. “Após estes 12 meses desde a implantação da certificação com o Reino Unido e a avaliação dos impactos positivos gerados diretamente, estamos certos de que teremos ganhos sólidos junto aos embarques para a União Europeia após importante conquista do MDIC para o Brasil”, avalia.

ABPA

 

EMPRESAS

 

Faturamento da cooperativa Frísia caiu 8,6% em 2023

Resultado de R$ 6,45 bilhões é responsabilidade principalmente da produção de leite e do cultivo de grãos. Cooperativa Frísia prevê ampliação de capacidade de armazenamento de grãos em 2024

 

A cooperativa Frísia registrou um faturamento de R$ 6,45 bilhões em 2023, o que representa uma queda de 8,6% em relação ao ano anterior. O resultado é responsabilidade principalmente da produção de leite e do cultivo de grãos. Segundo comunicado, foram produzidos 334,7 milhões de litros de leite, crescimento de quase 7% sobre o período anterior. A produtividade média diária dos cooperados saltou de 3.342 litros para 3.680 litros. Em relação a grãos, as unidades operacionais do Paraná e Tocantins receberam, em conjunto, mais de 1 milhão de toneladas, sendo 818,07 mil toneladas no Paraná e 186,14 mil toneladas no Tocantins. No estado do Paraná, em 22/23, a área de primeira e segunda safras de soja, cultura mais plantada pelos cooperados, permaneceu estável, com 120,9 mil hectares. Já a produtividade média de soja dos cooperados da Frísia no Paraná superou a média da região de Ponta Grossa e do estado, com 4.264 quilos por hectare. Esse número, inclusive, ultrapassou a safra passada da Frísia, que foi de 3.986 kg por hectare. Em relação ao Tocantins, a área dos cooperados em soja em 22/23 foi de 35,75 mil hectares, superando, e muito, a safra anterior que foi de 20,14 mil hectares. Em relação ao ciclo anterior, o investimento na conversão de áreas de pastagens degradadas em lavoura e a entrada de novos cooperados possibilitaram um aumento de aproximadamente 80% na área cultivada, segundo os dados do Relatório Anual de Sustentabilidade da cooperativa. O presidente da Frísia, Renato Greidanus, ressaltou que a fidelidade dos cooperados é fundamental para o sucesso da cooperativa. “O ano de 2023 foi bem desafiador no que se refere à captação de recursos e comercialização de safra. E, mesmo assim, chegamos ao fim do ano com números para nos orgulharmos”, ressaltou. A Frísia tem atualmente 1.084 cooperados e 11 unidades de recebimento de grãos nos dois Estados, com capacidade total de armazenagem estática de 667 mil toneladas a granel e 28,68 mil toneladas ensacadas. Para o ano de 2024, está prevista uma ampliação dessa capacidade em 47 mil toneladas, com a conclusão de novos investimentos em silos de armazenagem nos entrepostos de Ponta Grossa I, Teixeira Soares e Tibagi, todos no Paraná. Além do leite e dos grãos, os cooperados da Frísia geraram 73,5 mil toneladas de produção florestal e 26,6 mil toneladas de carne suína.

Valor Econômico

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Varejo paranaense fecha 2023 com crescimento de 0,74%

Comércio de Maringá registrou a maior elevação, com alta de 2,74%. Oeste foi a única região a ficar no negativo

 

O varejo paranaense fechou 2023 com crescimento de 0,74%, conforme mostra a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). Os setores com os melhores resultados no acumulado do ano foram concessionárias de veículos, que registraram alta de 6,56%; supermercados, com elevação de 4,71% nas vendas; lojas de departamentos, com crescimento de 4,65%; autopeças, com 4,6% e óticas, cine-foto-som, que tiveram faturamento 4,53% maior do que no ano anterior. Alguns setores, porém, tiveram um 2023 pouco favorável, sobretudo as livrarias e papelarias, com redução de 10,98% no faturamento; combustíveis, com baixa de 5,65% e farmácias, com queda de 5,41%. As festas de fim de ano foram bastante favoráveis para o varejo paranaense, que teve movimento 9,79% superior a novembro. O Natal de 2023 foi melhor do que o anterior e contabilizou crescimento 2,79% nas vendas. A região de Maringá registrou a maior elevação no acumulado do ano, com crescimento de 2,74%. Esse bom desempenho teve a colaboração de setores como materiais de construção, que tiveram expansão de 22,2%, bem como combustíveis (4,41%) e lojas de departamentos (3,49%). Também apresentaram resultados positivos no saldo de 2023, as regiões Sudoeste (2,38%), Ponta Grossa (2,3%), Curitiba e Região Metropolitana (1,07%) e Londrina (1,02%). Somente a região Oeste encerrou o ano com perdas de 2,18%, sobretudo nos segmentos de livrarias e papelarias (-9,14%), materiais de construção (-8,73%) e vestuário e tecidos (-8,47%).

Folha de Londrina

 

Plantio do milho safrinha vai à 66% no Paraná, com colheita de verão em 65%, aponta Deral

De acordo com o levantamento do Deral as lavouras da safra de verão de milho 2023/24 se dividem em 9% ainda em frutificação e 91% já em maturação. Enquanto isso, 65% da área já foi colhida até a esta segunda-feira (26)        

 

Os técnicos do Deral ainda classificaram 63% das lavouras em boas condições de desenvolvimento, 29% em médias e 8% em ruins. Ao mesmo tempo, as lavouras de milho segunda safra já plantadas chegaram à 66% do total previsto, e dividem entre germinação (17%) e desenvolvimento vegetativo (83%). As áreas avaliadas como boas são 94% e como média 6%. Detalhando as regiões paranaenses, o Deral indica que a colheita de verão está próxima do final na região Norte do estado, onde o plantio da segunda safra segue normalmente. “As chuvas mais regulares têm favorecido o plantio e o desenvolvimento inicial, com semeadura cobrindo mais da metade da área prevista”. O desenvolvimento da segunda safra de milho foi avaliado como ótimo pelos técnicos do Deral. Já nas regiões Oeste e Centro-Oeste, o milho segunda safra está semeado, mas necessita de chuva para poder se desenvolver dentro do esperado. 

SEAB-PR/DERAL

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar cai quase 1% com avanço de commodities e expectativa antes de dados dos EUA

O dólar à vista fechou a terça-feira em queda firme ante o real, de quase 1%, com as cotações reagindo ao avanço das commodities no exterior, em especial o minério de ferro, e com os investidores ajustando posições antes da divulgação de dados importantes da economia norte-americana no restante da semana

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9334 reais na venda, em baixa de 0,98%. Em fevereiro, a moeda norte-americana acumula baixa de 0,10%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,01%, a 4,9345 reais. A moeda norte-americana oscilou no território negativo durante toda a sessão. Um dos fatores para o fortalecimento do real era o avanço de commodities como o petróleo e, principalmente, o minério de ferro -- produtos importantes para a pauta comercial brasileira. O minério de ferro de maio mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações com alta de 1,24%, a 897,5 iuanes (124,70 dólares) por tonelada, em meio à esperança de recuperação da demanda na China, principal mercado consumidor, e a um possível imposto de exportação sobre o produto indiano de baixa qualidade. Além da influência das commodities, o câmbio no Brasil era impactado por operações que antecedem a divulgação de dados importantes nos EUA, em especial o índice PCE de janeiro, a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve, na próxima quinta-feira. Ao longo da tarde, a moeda norte-americana à vista foi ampliando as perdas ante o real, a despeito de o dólar index -- que compara a divisa dos EUA ante uma cesta de moedas fortes -- sustentar ganhos no exterior. Por outro lado, o dólar caía ante divisas pares do real como o peso chileno e o peso mexicano. Também pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78% em fevereiro, acelerando ante a alta de 0,31% de janeiro. Com isso, a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. O IPCA-15 é considerado uma espécie de prévia para o indicador oficial de inflação no Brasil, o IPCA. Apesar da aceleração, o IPCA-15 ficou abaixo das expectativas dos economistas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses

Reuters

 

Ibovespa avança com impulso de Vale e IPCA-15 abaixo do esperado

O Ibovespa fechou com uma alta de mais de 1,5% nesta terça-feira, recuperando o patamar dos 131 mil pontos, em desempenho puxado pelo forte avanço das ações da Vale, enquanto BRF disparou cerca de 8% após reportar o primeiro lucro líquido em oito trimestres

 

O IPCA-15 abaixo das expectativas de economistas em fevereiro também repercutiu positivamente no mercado brasileiro, que descolou da hesitação de Wall Street. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,58%, a 131.652,39 pontos. O volume financeiro somava 19,6 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Taxas futuras de juros caem no Brasil após alívio com IPCA-15 de fevereiro

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa no Brasil, em especial entre os contratos com prazos mais curtos, refletindo a divulgação do IPCA-15 de fevereiro, melhor que o esperado, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries se sustentaram em níveis mais altos durante boa parte do dia

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78% em fevereiro, acelerando ante a alta de 0,31% de janeiro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. Apesar da aceleração, o IPCA-15 ficou abaixo das expectativas dos economistas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses. “Este soluço inflacionário já era meio que esperado, mas a gente teve uma boa notícia, com o IPCA-15 um pouquinho abaixo do que se imaginava. Os serviços subiram para 1,13%, mas lá dentro a gente teve uma boa notícia dos serviços subjacentes, que são aqueles que oscilam menos, recuando para 0,65%”, afirmou o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, em comentário enviado a clientes. O alívio com o IPCA-15 abriu espaço para o recuo das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), principalmente entre os contratos mais curtos, como os de janeiro 2026 e janeiro 2027, em meio à leitura de que a inflação no Brasil permitirá que o Banco Central siga cortando sua taxa básica Selic no ritmo de 50 pontos-base por reunião. Com o IPCA-15 melhor que o esperado, houve reforço das apostas de que o ritmo de corte de 50 pontos-base poderá ser mantido em junho. Para o curto prazo, a curva a termo brasileira precificava, perto do fechamento, 100% de chances de o corte da taxa básica Selic em março ser de 50 pontos-base, como vem sinalizando o BC. Atualmente a Selic está em 11,25% ao ano. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 9,98%, ante 10,032% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,815%, ante 9,912% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,015%, ante 10,107%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,28%, ante 10,359%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,71%, ante 10,767%.

Reuters

 

Alta do IPCA-15 acelera a 0,78% em fevereiro com impacto sazonal de educação

A alta do IPCA-15 acelerou com força em fevereiro devido ao peso sazonal dos custos de educação, embora o resultado tenha ficado abaixo do esperado com a alta dos preços de alimentos perdendo força

 

Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78%, contra alta de 0,31% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Com isso a taxa nos 12 meses até fevereiro passou a uma alta de 4,49%, pouco acima dos 4,47% do primeiro mês do ano. A meta para a inflação em 2024 é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Os resultados do indicador considerado prévia da inflação oficial ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de 0,82% no dado mensal e de 4,52% em 12 meses. A inflação ao consumidor brasileiro iniciou 2024 sob pressão dos preços de Alimentação e Bebidas, que têm forte peso no orçamento das famílias, com atenção também às altas dos custos de serviços, embora ainda não o suficiente para mudar a perspectiva para a trajetória de cortes de juros pelo Banco Central. Em fevereiro ainda pesaram os reajustes escolares, como é normal em todo começo de ano. O grupo Educação registrou a maior variação em fevereiro com alta de 5,07%, de 0,39% no mês anterior, exercendo o maior impacto no resultado do mês. A maior contribuição foi exercida pelos cursos regulares, com aumento nos custos de 6,13%, devido aos reajustes praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram registradas por ensino médio (8,58%), ensino fundamental (8,23%), pré-escola (8,14%) e creche (5,91%). O grupo Alimentação e Bebidas exerceu o segundo maior impacto no resultado do IPCA-15 de fevereiro com alta de 0,97%, mas registrou desaceleração frente ao avanço de 1,53% de janeiro. A alimentação no domicílio subiu 1,16% em fevereiro, com altas da cenoura (36,21%), da batata-inglesa (22,58%), do feijão-carioca (7,21%), do arroz (5,85%) e das frutas (2,24%). Os custos da alimentação fora do domicílio aceleraram a 0,48%, de 0,24% em janeiro. Os preços de Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, subiram 0,76% em fevereiro, influenciado por plano de saúde (+0,77%), produtos farmacêuticos (+0,61%) e itens de higiene pessoal (0,70%). A pesquisa Focus divulgada na terça-feira pelo Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de que o IPCA encerre este ano com alta acumulada de 3,80%, com a Selic a 9,00%.

Reuters

 

Mercado melhora perspectiva de crescimento em 2024 e reduz projeções para inflação

Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar a perspectiva para o crescimento econômico do Brasil este ano, ao mesmo tempo em que rebaixaram as previsões para inflação em 2024 e 2025, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na terça-feira

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 melhorou em 0,07 ponto percentual, a 1,75%, na segunda semana seguida de alta na estimativa. Para 2025 segue a estimativa de um crescimento de 2,0%. Ao mesmo tempo, a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou expectativas de inflação mais baixa. A alta do IPCA agora é estimada em 3,80% e 3,51% respectivamente em 2024 e 2025, de 3,82% e 3,52% na semana anterior. Para os dois anos seguintes a conta permanece em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Não houve alterações nas estimativas para a taxa básica de juros, com a Selic ainda calculada em 9,0% e 8,50% em 2024 e 2025.

Reuters

 

Confiança da indústria no Brasil tem estabilidade em fevereiro após série de altas, diz FGV

A confiança da indústria no Brasil registrou estabilidade em fevereiro, apresentando acomodação após uma série de quatro meses consecutivos de ganhos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

 

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) permaneceu em 97,4 pontos neste mês. No período, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,2 ponto, para 98,0 pontos, maior patamar desde setembro de 2022 (100,3), mas esse movimento foi compensado pelo Índice de Expectativas (IE), que recuou 0,2 ponto, para 96,8 pontos. "O resultado sinaliza uma acomodação após um período de melhora da demanda e normalização dos estoques", disse Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. De acordo com ele, há uma perspectiva mais favorável para as contratações nos próximos meses, embora, no geral, haja cautela no que diz respeito à produção e ao ambiente de negócios no futuro. "Aparentemente, a nova política industrial ainda não teve um impacto forte nas expectativas do setor, que parece estar aguardando seu desdobramento e ações relacionadas, mas o maior otimismo em relação ao emprego parece ser um sinal positivo", explicou Pacini. Em janeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um plano de desenvolvimento para a indústria até 2033 e previu, entre os instrumentos para estimular o setor, 300 bilhões de reais em linhas de crédito, subsídios a empresas e exigências de conteúdo local nos produtos. O plano está entre as ações planejadas pelo governo na tentativa de dar tração à indústria e estimular o crescimento em meio a sinais de desaceleração econômica.

Reuters

 

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