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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 551 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 551|02 de fevereiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Boi: primeiro dia de fevereiro/24 foi de queda nos preços

Nas praças de São Paulo, a oferta de gado gordo “está boa”, mas, em contrapartida, o escoamento no mercado doméstico segue patinando, informa a Scot Consultoria. A cotação do macho terminado “comum” (destinado ao consumo interno) registrou queda de R$ 5/@ na quinta-feira (1/2), em São Paulo, ficando em R$ 235/@ (no prazo, valor bruto). No Paraná, o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abate de oito dias.

 

“Com dificuldade no escoamento da carne e uma melhora na oferta de boiadas, a pressão de baixa exercida nas outras semanas surtiu efeito”, afirma o zootecnista Felipe Fabbri, analista Scot, comentando o recuo na cotação do boi paulista. Os preços das outras categorias seguem estáveis no mercado paulista, com a vaca negociada em R$ 212/@, a novilha valendo R$ 230@ e o “boi-China” cotado em R$ 245/@ (valores a prazo, bruto), de acordo com os números da Scot. De acordo com Fabbri, com a movimentação desta quinta-feira, o ágio entre o “boi-China” e o “boi-comum” (no mercado de São Paulo) é de R$ 10/@, fato que não ocorria desde outubro/23. “A exportação está aquecida e colabora com esse quadro”, acrescenta o analista, justificando o avanço do ágio do boi padrão-exportação. No acumulado de janeiro/24, até a quarta semana do mês (dados parciais), foram exportadas 168 mil toneladas de carne bovina in natura. “Este volume já é um recorde histórico para um mês de janeiro”, antecipa Fabbri. “Desde 2019, sem exceções, o preço médio do boi gordo em fevereiro foi maior que a média obtida no mês anterior”, compara Fabbri. Em São Paulo, pelos dados da Agrifatto, o preço do boi gordo fechou janeiro cotado a R$ 249,65/@, com leve ajuste mensal de 0,41%. De acordo com a Agrifatto, o valor da carcaça bovina no atacado também passou por ligeira variação no comparativo entre dezembro/23 e janeiro/24. A carcaça casada fechou o primeiro mês do ano com valor médio de R$ 16,37/kg, com reajuste negativo de 0,12%, um reflexo da redução na procura pelos produtos bovinos, principalmente para o mercado interno. A carne bovina no varejo apresentou valorização em janeiro/22, informa a Agrifatto. O produto fechou o mês cotado a R$ 40,97/kg no mercado paulista, com alta mensal de 1%. Em 2023, relembra a Agrifatto, todos os elos da cadeia bovina passaram por reajustes negativos nos preços, estimulados principalmente pelo aumento da oferta do boi gordo e, consequentemente, da produção de carne bovina. “Esse avanço foi causado pelo momento do ciclo de maior abundância de animais”, reforçam os analistas da Agrifatto. Para 2024, acredita a consultoria, o Brasil vai registrar uma oferta de bovinos parecida com a registrada no último ano, mas tal conjuntura “não deve resultar em novas quedas expressivas nos preços do boi gordo, devido ao movimento de correção já realizado pelo mercado”. Desde outubro/23, continua a Agrifatto, o preço do boi gordo vem se recuperando da forte desvalorização registrada nos meses de agosto e setembro de 2023. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 208/@ (prazo) vaca a R$ 185/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 228/@ (prazo) vaca a R$ 210/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 208/@ (prazo) vaca a R$ 198/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Boi/Cepea: Indicador cai em janeiro

Após iniciar janeiro acima dos R$ 252/@, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/B3 encerra o mês com queda acumulada de 2,9%, fechando a quarta-feira, 31, a R$ 245

 

Segundo pesquisadores do Cepea, as escalas de abate relativamente alongadas têm pressionado as cotações da arroba, sobretudo para animais destinados ao abastecimento do mercado doméstico. De modo geral, os preços oferecidos pelos frigoríficos não têm agradado produtores e geram certo desânimo para a reposição. Sem muita possibilidade de segurar os animais no pasto ou no cocho, tendo em vista que eleva os custos, pecuaristas tradicionais e confinadores vão testando seus limites individuais de viabilidade, tentando regular a oferta.

Cepea

 

China deve habilitar 20 frigoríficos brasileiros para exportação este mês

Habilitações poderão atender empresas que já exportam à China por unidades já autorizadas e outras que poderão estrear neste mercado. Habilitações de frigoríficos da China tendem a impedir um aumento de preço da carne, diz Alcides Torres 

 

A China deve habilitar até o fim deste mês cerca de 20 frigoríficos brasileiros para exportar carnes ao país, disseram três fontes graduadas da indústria. Segundo duas delas, a previsão das autoridades brasileiras é que a decisão seja tomada até sábado (3/02). A terceira fonte disse que o país deve esperar o fim do Ano Novo Chinês, festividade que vai de 10 e 17 de fevereiro.

Valor Econômico

 

SUÍNOS

 

Cotações no mercado de suínos estáveis na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 117,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,10%, com valor de R$ 9,20/kg. 

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (31), houve leve queda somente no Paraná, na ordem de 0,18%, chegando a R$ 5,60/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,84/kg), Santa Catarina (R$ 5,70/kg), e São Paulo (R$ 6,13/kg). O mês de fevereiro iniciou com novos preços, em direção positiva, para a suinocultura independente. Na quinta-feira (1) as principais Bolsas de Suínos que negociam os animais na modalidade independente tiveram alta, com animais mais leves disponíveis no mercado e demanda melhor por parte dos frigoríficos.

Cepea/Esalq

 

Suínos/Cepea: Demanda retraída pressiona cotações em janeiro

Os preços do suíno vivo e da carne caíram em janeiro. Segundo pesquisadores do Cepea, as quedas foram resultado do baixo ritmo de exportação da proteína e da demanda interna enfraquecida

 

Nos primeiros 19 dias úteis de janeiro, a média diária de carne suína embarcada foi de 3,7 mil toneladas, significativos 22,7% abaixo do desempenho apresentado em dez/23 – dados da Secex. No mercado doméstico, as vendas fracas estiveram atreladas ao menor poder de compra da população em fim de mês, ao recesso escolar e à oferta elevada de suínos.

Cepea

 

Suinocultura independente: fevereiro inicia com avanços nos preços

Oferta mais restrita de animais pesados e demanda aquecida dos frigoríficos motivou elevações

 

Em São Paulo o preço teve aumento, saindo de R$ 6,40/kg vivo para R$ 6,86/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor passou de R$ 6,30/kg vivo para R$ 6,80/kg vivo, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve alta, saindo de R$ 5,85/kg vivo para R$ 6,11/kg vivo nesta semana. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 25/01/2024 a 31/01/2024), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 9,44%, fechando a semana em R$ 5,51/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo se mantenha, podendo ser cotado a R$ 6,14/kg vivo", disse o Lapesui.

Agrolink

 

FRANGOS

 

Altas para o frango congelado e resfriado em São Paulo

As cotações para o mercado do frango encerraram a quarta-feira (31) todas estáveis

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o preço da carne de frango registrou quedas em janeiro. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional, conforme relatam agentes consultados pelo Cepea. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. Na cotação do animal vivo, no Paraná o preço ficou estável em R$ 4,52/kg, assim como Santa Catarina, valendo R$ 4,45/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (31), a ave congelada teve tímida alta de 0,27%, chegando a R$ 7,30/kg, e o frango congelado subiu 1,24%, fechando em R$ 7,35/kg.

Cepea/Esalq

 

GOVERNO

 

Mapa encerra o mês com recorde de novos mercados abertos em janeiro para o agro

Até o momento, já são 87 novos mercados durante o terceiro mandato do Presidente Lula

 

O mês de janeiro foi marcado por grandes avanços em acordos comerciais, impulsionando a exportação de uma variedade ampliada de produtos do agronegócio brasileiro. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), o ano já registrou a abertura de nove novos mercados em cinco países diferentes. A expansão alcançou três continentes, beneficiando países como Botsuana na África, Estados Unidos e México na América, além de Filipinas e Paquistão na Ásia. A diversidade de produtos agora aptos à exportação inclui embriões e sêmen bovino, alevinos de tilápia, gelatina, colágeno, bovinos vivos e produtos do setor de reciclagem animal. Janeiro deste ano estabeleceu mais um recorde de aberturas de mercados nos últimos cinco anos, superando 2018 com 8 aberturas. No ano passado todo, com a marca histórica de 78 novos mercados em 39 países, o mês de janeiro havia registrado cinco. “É um pedido do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro para que possamos ampliar ainda mais a quantidade de produtos oferecidos pelo Brasil no mercado internacional, acessando inclusive destinos inéditos. Desde 2023, já alcançamos 87 mercados em 43 países”, afirmou Roberto Perosa, Secretário de Comércio e Relações Internacionais. A expansão de mercados internacionais tem sido um fator importante no crescimento das exportações brasileiras. No ano de 2023, o agronegócio desempenhou um papel primordial, representando 49% do total das exportações do país. A receita gerada pelo setor alcançou a marca de US$ 166,55 bilhões, registrando um aumento de US$ 7,68 bilhões, ou 4,8%, em comparação com o ano anterior, 2022. Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

MAPA

 

EMPRESAS

 

Cocamar faturou R$ 13 bilhões e cresceu 17% em 2023

Para o ano de 2024, a previsão é chegar a R$ 14,2 bilhões de faturamento. Ano foi marcado por expansão das atividades da Cocamar

 

A cooperativa Cocamar, com sede em Maringá (PR), anunciou ontem um faturamento de R$ 13,018 bilhões em 2023, um crescimento de 17% em comparação com 2022. Os resultados foram divulgados em assembleia geral. A sobras distribuídas aos cooperados também aumentaram 17% no comparativo anual. Foram R$ 122,6 milhões distribuídos para 19 mil associados. A movimentação de grãos foi de 4 milhões de toneladas, considerando soja, milho, trigo e sorgo. Apenas de soja, foram 2,3 milhões de toneladas, quase o dobro de 2022 (1,2 milhão). O volume de milho aumentou de 1,3 milhão para 1,7 milhão de toneladas de um ano para outro. O crescimento foi registrado em um ano considerado “complexo” pela direção da cooperativa. O Presidente-Executivo, Divanir Higino, destacou que a maior oferta de soja no Brasil pressionou as cotações no ano passado. A concentração da colheita em determinados momentos exigiu medidas de organização para garantir o recebimento dos produtos. “A reviravolta no mercado deprimiu também os preços do milho e do trigo e freou, num primeiro momento a comercialização da soja, que depois passou a avançar lentamente. Como consequência, os produtores, de uma forma geral, ficaram mais cautelosos na efetivação de negócios. Por isso, muitos deixaram de planejar, como vinham fazendo, a antecipação de insumos para o ciclo 2023/24, arriscando-se em aquisições de última hora”, disse Higino. Mesmo neste cenário, 2023 foi marcado por expansão das atividades da Cocamar. A cooperativa inaugurou instalações nos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, fechou uma parceria na operação de uma unidade frigorífica em Nova Londrina (PR), e iniciou investimentos para aumentar de 2,2 milhões para 2,5 milhões de toneladas, o que deve ocorrer neste ano. A expectativa é de manter a trajetória de crescimento. Para o ano de 2024, a previsão é chegar a R$ 14,2 bilhões de faturamento. Para 2025, a meta é atingir R$ 15 bilhões.

Globo Rural

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Varejistas paranaenses iniciam 2024 mais otimistas

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), aferido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) atingiu 105,6 pontos em janeiro, com uma alta de 0,3% em relação ao mês anterior

 

A melhor percepção sobre o consumo atual, demonstrado na pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias em janeiro, contribui para o aumento do otimismo, indicando que a motivação dos consumidores está em sintonia com a confiança dos comerciantes. Embora as condições atuais do empresário do comércio (ICAEC) estejam abaixo do nível de satisfação, com 80,1 pontos, o seu crescimento de 7,9% com relação a dezembro do ano passado se destacou. O subindicador indica que os comerciantes paranaenses estão mais positivos com relação ao ambiente econômico, ao setor e às empresas comerciais. As expectativas dos empresários (IEEC) ficaram em 132,6 pontos, apresentando uma queda de 1,4% na variação mensal, mas com uma alta de 8,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Com 104,3 pontos, as intenções de investimento (IIEC) decaíram 2,9% em relação ao mês anterior e 7,1% no ano. Esta variação negativa revela a cautela dos empresários em alocar mais capital na empresa.

Gazeta do Povo

 

77% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo na geração de empregos em 2023

Assis Chateaubriand, no Oeste, e Carambeí, nos Campos Gerais, são exemplos do movimento que aconteceu nas cidades. Além de Curitiba, estão no top 10 Londrina, São José dos Pinhais, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Pinhais, Colombo e Toledo, além de Assis Chateaubriand

 

Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, com 36,8 mil habitantes, teve um salto gigantesco na geração de empregos. A instalação do maior frigorífico da América Latina, no final de 2022, propiciou um importante movimento no mercado de trabalho da cidade no ano passado. O crescimento de um ano para outro foi de 769%, com um saldo que passou de 284 vagas em 2022 para 2.464 em 2023, o que fez com que o município figurasse na oitava colocação no ranking de empregabilidade do Estado. Assis é um exemplo de um movimento que aconteceu na grande maioria dos municípios paranaenses no ano passado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, 77% das cidades do Paraná tiveram saldo positivo na geração de empregos. Entre os 399 municípios paranaenses, 306 tiveram saldo positivo na geração de empregos. O estado fechou o ano com 87.599 novas vagas, quarto melhor do País, respondendo por 6% de todos os postos formais criados no Brasil no ano passado. Curitiba liderou o ranking estadual, com 12.792 pessoas colocadas no mercado de trabalho em 2023. Mas além da Região Metropolitana, metade dos municípios no top 10 na geração de empregos fica no Interior do Estado. Na sequência da Capital vêm Londrina (6.728), São José dos Pinhais (5.886), Maringá (5.272), Ponta Grossa (3.838), Foz do Iguaçu (2.824), Pinhais (2.779), Assis Chateaubriand (2.469), Colombo (2.419) e Toledo (2.257). Entre os municípios que tiveram mais mil colocações no mercado de trabalho em 2023, também aparecem Cascavel (2.031), Guarapuava (1.696), Paranavaí (1.370), Campo Largo (1.344), Araucária (1.323), Paranaguá (1.204), Francisco Beltrão (1.074), Campo Mourão (1.064) e Rolândia (1.024). Desde que foi anunciada a construção do frigorífico da Frimesa, que recebeu investimento de R$ 1,3 bilhão e deve gerar até 8,5 mil empregos diretos e indiretos, o município de Assis Chateaubriand começou a se preparar para receber o grande contingente de trabalhadores que se deslocariam para atender essa demanda. Quem também vê a movimentação no mercado de trabalho é a cidade de Carambeí, nos Campos Gerais. O município, com 23.283 habitantes, teve um crescimento de 314% no saldo de vagas entre 2022 e 2023, passando de 241 postos formais para 999 de um ano para o outro. A confirmação de novas indústrias nos arredores da cidade, como a construção de uma fábrica de garrafas de vidro da Ambev e de uma maltaria capitaneada pela Agrária, com a participação de outras cinco cooperativas paranaenses.

Agência Estadual de Notícias 

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar cai ante real na esteira da baixa dos rendimentos dos Treasuries

O dólar à vista emplacou na quinta-feira a terceira sessão consecutiva de baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda ante boa parte das demais divisas no exterior, na esteira da queda dos rendimentos dos Treasuries, após novos dados do mercado de trabalho dos EUA e em meio a preocupações em torno dos bancos regionais norte-americanos

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9150 reais na venda, em baixa de 0,47%. Em três sessões, a moeda acumulou queda de 0,74%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,69%, a 4,9270 reais. O mercado de câmbio abriu a sessão com investidores ainda digerindo a decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, na qual a instituição anunciou a manutenção de sua taxa de juros de referência na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano -- como esperado -- e descartou a possibilidade de novos aumentos de juros. Ao mesmo tempo, o Fed adotou uma postura cautelosa em relação ao início do ciclo de cortes de juros, o que elevou a percepção no mercado de que a primeira redução ocorrerá em maio -- e não em março, como vinha sendo largamente precificado. Durante a manhã, porém, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 9 mil, para 224 mil, ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 27 de janeiro. Os economistas haviam previsto 212 mil pedidos para a última semana. Os números sugerem que o mercado de trabalho dos EUA pode estar esfriando, o que abriria espaço para a queda dos juros, trazendo um viés de baixa para o rendimento dos Treasuries na quinta-feira. Isso acabou por pesar também na relação do dólar ante outras divisas, incluindo o real. “Eu mencionaria também alguma preocupação do mercado com o sistema bancário americano. Tem banco regional lá de novo inspirando atenção”, pontuou durante a tarde o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “O balanço de um dos bancos trouxe apreensão, impulsionando então a compra de títulos e botando pressão nas taxas dos Treasuries, que respondem para baixo diante do aumento de demanda.” À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 6,355 bilhões de dólares em janeiro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 3,766 bilhões de dólares e, pela via comercial, entradas de 2,589 bilhões de dólares.

Reuters

 

Ibovespa avança com expectativa de dividendos da Petrobras

Investidores também analisam as decisões de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve (Fed) e a potencial nova crise bancária nos EUA

 

O Ibovespa avançou na sessão de hoje, mesmo após queda firme do petróleo, sustentado pelas ações da Petrobras, conforme agentes esperam que a empresa siga distribuindo dividendos robustos. Durante a sessão, investidores também analisaram as decisões de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve (Fed) e a potencial nova crise bancária nos EUA. Após ajustes, o Ibovespa subiu 0,57%, aos 128.481 pontos, na máxima intradiária. A mínima intradiária foi de 127.284 pontos. O volume financeiro do índice no dia (até as 18h15) foi de R$ 18,24 bilhões e de R$ 23,68 bilhões na B3. Em Nova York, S&P 500 subiu 1,25%, aos 4.906 pontos, Dow Jones teve alta de 0,97%, para 38.519 pontos, e Nasdaq registrou ganhos de 1,30%, aos 15.361 pontos.

Valor Econômico

 

Preços ao produtor no Brasil caem em dezembro e fecham 2023 com maior deflação desde 2014

Os preços ao produtor no Brasil recuaram 0,18% em dezembro e fecharam 2023 com deflação acumulada de 4,98%, taxa mais baixa para um ano desde o início da série histórica em 2014.

Em 2022, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia acumulado alta de 3,16%

 

O dado mensal do IPP divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) marcou o segundo resultado negativo em sequência, após recuo de 0,34% em novembro. Ao longo do ano passado, os preços ao produtor registraram queda durante a maior parte do primeiro semestre, passando a subir entre agosto e outubro e voltando a cair nos últimos dois meses do ano. "Ao analisar o resultado de 2023, é preciso lançar luz também sobre a apreciação cambial acumulada no ano, que amenizou o custo de importação de insumos, tornou os bens finais produzidos no exterior mais competitivos e reduziu o montante recebido em reais pelo exportador brasileiro”, explicou Felipe Câmara, analista do IPP no IBGE. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que no acumulado do ano as que tiveram as maiores variações foram produtos químicos (-17,25%), refino de petróleo e biocombustíveis (-15,45%), papel e celulose (-15,23%) e metalurgia (-9,77%). Já as principais influências no acumulado da indústria geral vieram de refino de petróleo e biocombustíveis (-1,85 ponto percential), outros produtos químicos (-1,51 p.p.), metalurgia (-0,60 p.p.) e alimentos (-0,60 p.p.). Já o resultado de dezembro foi puxado pelos preços 4,05% menores do refino, particularmente do óleo diesel. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Reuters

 

Emissões externas chegam a US$ 6,85 bilhões em janeiro e ganham fôlego

A expectativa ainda é de que mais duas empresas lancem operações em meados de fevereiro 

 

Em janeiro, historicamente uma janela aquecida para captações no mercado externo, o Brasil emitiu US$ 6,85 bilhões em títulos de dívida nos Estados Unidos (“bonds”), trazendo de volta otimismo para os volumes no ano. A expectativa ainda é de que mais duas empresas lancem operações em meados de fevereiro. O volume até agora alcançou praticamente a metade todo o ano de 2023, quando os 'bonds' somaram quase US$ 15 bilhões. O impulso, em termos de volume, veio da emissão soberana de US$ 4,5 bilhões junto a investidores estrangeiros, a maior emissão do país desde 2005. O valor foi ainda o dobro de 2023, quando o governo brasileiro acessou o mercado externo com US$ 2,25 bilhões com títulos verdes. E esse não foi o único marco do primeiro mês de 2024. O período contou ainda com duas estreias de companhias brasileiras no mercado de dívida em dólar, com a chegada da petroleira independente 3R Petroleum, com uma emissão de US$ 500 milhões, para o refinanciamento de dívida bancária feita para bancar a aquisição do Polo Potiguar, e da Ambipar, especializada em gestão de resíduos, que levantou US$ 750 milhões. O debute de uma brasileira no mercado de bonds não ocorria há dois anos. O gestor de renda fixa da Legacy Capital, Leonardo Ono, aponta que outra prova da boa janela foi a demanda dos investidores por todas operações. Nas duas emissões que fecharam o mês, por exemplo, FS registrou uma procura de US$ 1,3 bilhão e a Ambipar, de US$ 1,75 bilhão. “As demandas foram fortes. E as empresas conseguiram fugir de eventual volatilidade que poderia ter no mercado por conta do Fed (Fed, o banco central dos EUA)”, lembra. Essa demanda garantiu em algumas operações a redução das taxas e até mesmo o aumento do volume. A Ambipar, por exemplo, buscava cerca de US$ 500 milhões e captou US$ 750 milhões. A taxa inicial sinalizada era de 10% e ficou em 9,875%. “Conseguimos comprimir o preço e os papéis continuam sendo bem negociados no secundário, o que é uma ótima sinalização”, diz Caio de Luca Simões, chefe do mercado de capitais de dívida do Bank of America (BofA) no Brasil, que atuou na operação ao lado de Morgan Stanley, BTG Pactual e Itaú BBA. Na oferta da Cosan, que puxou a fila das emissões corporativas, a remuneração foi reduzida dos 7,75% ao ano indicados inicialmente para 7,375% ao ano. A companhia que atua em áreas como energia, álcool, açúcar e lubrificante, captou US$ 600 milhões. O dinheiro deve ser usado para amortizar parte dos empréstimos feitos para a compra de uma participação na Vale em 2022. Um dos motivos para esse início de ano agitado é a expectativa pelo início do ciclo de corte de juros dos Estados Unidos, que fez com que investidores se apressassem para garantir títulos prefixados com as taxas atuais. Além disso, também contribuiu o fato de os últimos anos terem sido mais fracos em termos de emissões, afirma Simões, do BofA.

Valor Econômico

 

Fluxo cambial fica positivo em US$ 1,5 bilhão na semana até 26 de janeiro 

A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 144 milhões no período, enquanto a conta financeira anotou entrada de US$ 1,364 bilhão 

 

O Banco Central (BC) informou na quinta-feira que o fluxo cambial anotou entrada líquida de US$ 1,509 bilhão entre os dias 22 e 26 de janeiro. A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 144 milhões no período, enquanto a conta financeira anotou entrada de US$ 1,364 bilhão. No mês de janeiro, o fluxo cambial fica positivo em US$ 6,355 bilhões: o fluxo financeiro anotou entrada líquida de US$ 3,766 bilhões, enquanto o fluxo comercial registra entrada de US$ 2,589 bilhões.

Valor Econômico

 

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