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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 55 DE 27 DE JANEIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 55| 27 de janeiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços do boi gordo seguem estáveis na maioria das praças pecuárias do País

Em SP, macho terminado é negociado a R$ 337/@, informa a Scot Consultoria


A menor demanda pela vaca gorda resultou na queda de R$ 3/@ na comparação com o dia anterior, para R$ 303/@ (bruto e a prazo), informa a Scot. Segundo dados da consultoria, os preços do boi gordo e da novilha gorda ficaram estáveis nesta quarta-feira, 26 de janeiro, no interior de São Paulo. O boi gordo está sendo negociado em R$ 337/@, enquanto que a novilha segue valendo R$ 325/@ (preços brutos e a prazo). A referência para o “boi-China” (abatido mais jovem, com idade inferior a 30 meses) segue firme em R$ 345/@, nas praças paulistas. Segundo a IHS, o baixo consumo da carne bovina no mercado interno impossibilita o repasse de custos ao produto final, reduzindo as margens das indústrias, que continuam pagando valores altos pela arroba do boi gordo. Por isso, já é possível observar plantas frigoríficas que cogitam paralisar as suas operações durante este período do ano, em função do grande descompasso entre oferta e demanda. “As indústrias que atuam exclusivamente no mercado interno devem passar por momentos conturbados nos próximos meses”, alertam os analistas da IHS Markit. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 291/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca R$ 310/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 320/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 294/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); RO-Cacoal:

boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 284/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista.

PORTAL DBO


Custo de produção do boi gordo mato-grossense subiu 40,8% em 2021

Entrou para a história o custo de produção de uma arroba de carne bovina no sistema de recria/engorda em Mato Grosso; em média, o pecuarista desembolsou R$ 279,05 por arroba no ano passado. A alta foi de 40,8% em comparação com 2020


A recria/engorda foi a que registrou o maior custo operacional total (COT) entre os três sistemas de produção da pecuária de corte (cria, recria/engorda e ciclo completo). Logo atrás da recria/engorda, vem o ciclo completo com alta de 16,11% e um COT de R$ 241,02 por arroba. A cria, com alta de 15,15%, fechou o 4º trimestre de 2021 com um custo de R$ 284,77 por arroba. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de Cuiabá (MT). O fechamento das contas da pecuária de corte foi divulgado na segunda-feira, 24, com os números do 4º trimestre de 2021, que traz a consolidação do ano. “O ano de 2021 foi marcado por uma alta histórica dos custos de produção, não só no Estado de Mato Grosso, mas em todo o País, de modo geral. E quando analisamos a atividade pecuária, isso não foi diferente. Principalmente o sistema de recria e engorda, que acabou sendo impactado diretamente”, explica o engenheiro agrônomo Cleiton Gauer, Superintendente do Imea. A alta poderia ter sido até maior, se o último trimestre do ano tivesse seguido a tendência de alta dos períodos anteriores. No entanto, o que o Imea observou foi uma queda de 0,68% no sistema de cria e de 0,40% na recria/engorda na comparação entre o 3º e o 4º trimestre do ano passado. O principal componente desse recuo no custo foi a queda das cotações dos animais de reposição, iniciada no início de setembro de 2021. Outra avaliação feita pelo Imea foi a diminuição da distância entre os preços da arroba praticados em Mato Grosso com o preço base de São Paulo (Cepea), também conhecido o índice de diferencial de base (que é dado em porcentagem). Segundo o órgão mato-grossense, o indicador passou da média de -10,68%, em 2020, para -5,85% em 2021. A diferença encurtou 4,83 pontos porcentuais. Trocando em miúdos, a arroba do boi gordo mato-grossense, que em 2020 valia cerca de 11% a menos que a arroba de São Paulo, passou a ser comercializada cerca de 6% a menos das praças paulistas. A média da cotação em dezembro de 2021 fechou R$ 323,32, em São Paulo, e R$ 292,40, em Mato Grosso, ambas livres de impostos.

IMEA


Programa de incentivo do Governo do Estado ajuda Mato Grosso do Sul a produzir carne de qualidade

Reformulado e premiado, o “Precoce MS”, programa estratégico do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul que estimula de forma permanente a produção pecuária ajuda a garantir o reconhecimento da qualidade da carne


Modelo de política pública, referência para todo Brasil, graças aos seus resultados positivos o Precoce MS tem sido usado como exemplo para outros Estados e para outras cadeias produtivas, como a suinocultura. “Em 2020, Mato Grosso do Sul conquistou o primeiro lugar no Prêmio de Boas Práticas do Consórcio Brasil Central”. Em 2021 o Programa abateu 1.150.189 animais e classificou 950.444 como precoce, pagando R$ 124,68 de incentivo por cabeça. Em 2022 já foram abatidos 21 mil animais precoces sendo pago R$ R$138,51 por cabeça. Mato Grosso do Sul tem 22 frigoríficos credenciados para abater animais dentro do Programa Precoce MS. São 805 profissionais habilitados como responsáveis técnicos e 2.592 propriedades rurais cadastradas. A análise dos percentuais atingidos pelos produtores em cada critério de sustentabilidade definidos pelo programa, mostram o nível das propriedades cadastradas no programa e são muito impactantes, pois demonstram o nível tecnológico da pecuária sul mato-grossense, que caminha a passos largos para a pecuária 4.0, ressalta Rogerio Beretta, Superintendente de Produção da SEMAGRO. Atualmente, além dos aspectos de produtividade, qualidade da carcaça e inserção de atributos de qualidade, buscou-se também o avanço em aspectos sociais e ambientais dos sistemas de produção utilizados. Desta forma, os incentivos oferecidos pelo Precoce/MS, passaram a ser decorrentes da avaliação que considera o animal (produto), o estabelecimento pecuário (processo) e a padronização do lote abatido. Coordenador de pecuária da Semagro, Marivaldo Miranda explica que para o cálculo do incentivo, é considerado o impacto da dimensão produto em 70% e do processo em 30%, o resultado é multiplicado pelo valor máximo da bonificação do subprograma (67%) e o total representa a bonificação gerada para um determinado animal.

Semagro/MS


SUÍNOS


Quarta-feira de recuos nos preços do suíno vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 7,35 o quilo/R$ 7,75 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (25), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,39/kg. Houve baixa de 0,58% em São Paulo, chegando a R$ 5,11/kg, recuo de 0,47% no Paraná, atingindo R$ 4,23/kg, retração de 0,45% em Santa Catarina, valendo R$ 4,44/kg, e de 0,19% em Minas Gerais, fechando em R$ 5,18/kg.

Cepea/Esalq


SUÍNOS: ACSURS solicita medidas emergenciais ao Mapa

As entidades brasileira e gaúcha, além das demais filiadas à ABCS que participavam da audiência no formato híbrido, solicitaram medidas emergenciais de apoio à suinocultura, para que o setor busque junto ao Governo fomentar estratégias que possam minimizar os efeitos deste momento no mercado.


A Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS, representada pelo presidente Valdecir Luis Folador, participou de audiência com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, na quarta-feira (26). Junto com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a entidade gaúcha solicitou atenção da Pasta para fomentar medidas que possam minimizar os efeitos ocasionados pela alta no custo de produção e baixos valores pagos aos produtores. “Trata-se de uma questão mercadológica. Temos um excesso de produção e oferta e uma demanda que, apesar do consumo do mercado interno e exportações em volumes bastante expressivos, não é suficiente para escoar a produção. O produtor independente é o que mais está sentindo os reflexos da crise”, comenta Folador. Segundo o dirigente, de 10 a 15% da produção gaúcha é oriunda de granjas independentes, que estão fora do sistema de integração, e abastece as pequenas e médias agroindústrias do RS. “Uma redução da produção desses suinocultores independentes vai comprometer e, também, prejudicar a pequena e média agroindústria gaúcha na manutenção de suas atividades”, explica. Entre os pleitos solicitados, está a reativação da linha de crédito de custeio, direcionada para a retenção de matrizes suínas, e a concessão de limite de crédito de R$2,5 milhões por beneficiário. “Houve o comprometimento do Mapa e da Ministra em buscar alternativas e soluções para aquilo que é possível. Infelizmente, estamos vivendo mais uma crise no setor. Então, é importante que o produtor tenha fôlego para aguentar esse momento difícil”, frisa o dirigente. O primeiro Vice-Presidente da ACSURS, Mauro Antonio Gobbi afirmou que a suinocultura gaúcha corre risco e que muitos produtores podem não suportar a crise. “Existe um aumento de produção absurdo que ocorreu nos últimos anos e que não se resolve a curto prazo. Há a expectativa da abertura de novos mercados, mas não há uma solução rápida. Infelizmente, o problema é sério, além do preço do suíno que está terrível e o custo de produção que sobe a cada dia mais. Realmente, o momento é delicado, todos os suinocultores estão muito apreensivos”, diz Gobbi.

ACSURS


China suspende importações de carne suína da Itália devido a caso de peste suína africana

O Ministério da Agricultura da China disse nesta quarta-feira que suspendeu as importações de carne suína da Itália depois que a peste suína africana foi detectada em um javali no país. A peste suína africana, geralmente mortal para porcos, dizimou cerca de metade do rebanho chinês em 2019 e ainda causa surtos no país.

Reuters


FRANGOS


Frango: cotações estáveis na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,40/kg.

Na cotação do animal vivo, o Paraná ficou estável em R$ 5,06/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço na quarta-feira (26). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (25), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 5,84/kg e R$ 5,81/kg. Cepea/Esalq


CARNES


Paraná: Preços de carne bovina e de frango apresentam valorização para produtores

Os preços das carnes bovina e de frango pagos aos produtores do Paraná apresentaram valorização neste início de ano. É o que mostra análise realizada pela Companhia Nacional Abastecimento (Conab)


Segundo o acompanhamento do mercado paranaense, as cotações médias de frango vivo pagas aos avicultores apresentaram alta de cerca de 8% em relação a janeiro do ano passado, ficando em torno de R$ 5,35 o quilo. Já para as carnes bovinas o percentual de acréscimo chega a 13,5% para o mesmo período, o que resulta numa média de R$ 311,25 por arroba. Já no caso de suínos, o valor pago aos produtores está em torno de R$ 5,56 por quilo, o que representa uma retração de 11,46% em relação ao preço médio praticado em janeiro de 2021. A queda pode ser explicada pela redução das exportações brasileiras em novembro e dezembro de 2021 devido à menor demanda da China pelo produto. Os problemas climáticos enfrentados no estado paranaense devem influenciar na tendência de alta para os próximos meses, impactando no custo de produção das carnes. Com os baixos índices pluviométricos registrados no Paraná desde novembro do ano passado, as pastagens e o milho cultivado para produção de silagem, principalmente nas Mesorregiões Centro-Ocidental, Noroeste, Oeste e Sudoeste do Paraná, não têm se desenvolvido de forma adequada, o que culmina em uma menor oferta de alimentos voltados para a ração animal. As análises do mercado pecuário no Paraná começaram a ser divulgadas pela Companhia a partir deste mês. No documento, a estatal fornece informações de caráter micro e macroeconômico. O objetivo é subsidiar os agentes internos e externos à Conab na tomada de decisões.

Conab


RECEITA CAMBIAL DAS CARNES AUMENTOU 15% em 2021, aproximando-se dos US$20 bilhões

A temporária impossibilidade de acesso ao mercado chinês (que durou mais 100 dias e só foi suspensa no início da segunda quinzena de dezembro passado) deixou feridas nas exportações de carne bovina de 2021: o volume do produto in natura embarcado recuou quase 10% no ano, resultado ligeiramente minimizado pelo produto industrializado. Assim, nas exportações totais, o volume de carne bovina foi 8,26% menor que o de 2020


As carnes suína e de frango também enfrentaram desafios, relacionados principalmente à logística de transporte. Mas a carne suína, com aumento de 10,70% no volume embarcado, sofreu desaceleração em relação a 2020, exercício em que suas exportações aumentaram mais de 35%. Já a carne de frango reverteu a queda enfrentada em 2020 (1,2% a menos), aumentando em 8,33% o volume exportado. O ano de 2021 foi marcado pela recomposição de preços dos alimentos, inclusive das carnes. Mas enquanto as carnes bovina e de frango obtiveram ganhos de preço significativos – de 18,27% a carne bovina; de 15,44% a de frango – a carne suína, como efeito do expressivo aumento da produção chinesa, obteve ganho bem menor, de apenas 4,87%. Independentemente, porém, do desempenho no volume ou no preço, as carnes geraram expressiva receita cambial para o País. No ano, ela aumentou 15,74%, aproximando-se dos US$20 bilhões - um recorde histórico. Desse total, 46,32% vieram da carne bovina, 37,71% da carne de frango e os restantes 13,18% da carne suína. Ou seja: juntas, essas três carnes geraram 97,21% da receita cambial obtida pelo Brasil com a exportação de carnes.

AGROLINK


Nos últimos 25 anos exportações brasileiras de carnes aumentaram quase 800%

Dados indicam que entre 1997 e 2021 as exportações brasileiras das carnes de frango, bovina e suína aumentaram 778%


Dados da Secex relativos ao último quarto de século – 25 anos transcorridos entre 1997 e 2021 – indicam que nesse período as exportações brasileiras das carnes de frango, bovina e suína aumentaram 778%. Foram apenas 777,3 mil toneladas em 1997; fecharam 2021 com pouco mais de 6,8 milhões de toneladas. Os resultados abrangem o produto in natura, exclusivamente. Comparativamente a 1997, a carne com maior expansão no volume foi a bovina: 2.878% a mais. Na sequência vem a carne suína com 1.699% de incremento e, por fim, a de frango, com apenas 536%. Naquele ano, o volume de carne de frango correspondeu a 86% do total então exportado, carnes bovina e suína representando 6,74% e 7,26%, respectivamente. Esses percentuais se modificaram a partir do início do corrente século, à medida que aumentaram as exportações das carnes suína e bovina. Mas o maior volume continua sendo o da carne de frango que fechou 2021 com 62% de participação. A carne bovina representou 23% do total exportado, cabendo à suína os restantes 15%.

AGROLINK


EMPRESAS


Marfrig investe US$ 7 mi em startups Quiq e Takeoff Technologies

A Marfrig informou investiu um total de 7 milhões de dólares nas startups Quiq e Takeoff Technologies, a partir da criação da Diretoria de Inovação & Novos Negócios, segundo comunicado publicado na quarta-feira


A Quiq, segundo a companhia, é uma plataforma digital brasileira que simplifica a gestão de pedidos online dos restaurantes, conectando os diversos aplicativos de delivery diretamente aos sistemas de ponto de venda. Já a norte-americana Takeoff Technologies foi fundada em 2016 e conta com mais de 250 funcionários que trabalham na criação e soluções automatizadas de atendimento e gerenciamento de estoque de alimentos para redes de supermercado e pequenos comércios.

Reuters


Capal vai investir R$ 100 milhões em 2022 para crescer 25%

Depois de faturar R$ 3,25 bilhões em 2021, 58% a mais do que em 2020, e obter R$ 173 milhões em receita líquida, valor 52% acima das sobras do ano anterior, a Capal Cooperativa Agroindustrial prevê um crescimento de 25% em seu faturamento, ultrapassando a marca de R$ 4 bilhões, e de 10% a 15% em seu resultado líquido em 2022


Para chegar a isso, a cooperativa que tem sede em Arapoti, nos Campos Gerais, vai ampliar em 8% a área plantada na safra 2021/22, além de investir em torno de R$ 100 milhões em melhorias na estrutura de suas unidades. Estão previstas, por exemplo, a implantação de duas novas lojas agropecuárias e a ampliação da capacidade de armazenagem de matéria-prima, de expedição de sementes, e de secagem e armazenagem de cereais em diferentes unidades. Conforme a Capal, as ampliações visam atender às necessidades dos seus 3.439 cooperados - número que cresceu ao longo de 2021 - e aos negócios mais recentes da cooperativa: a produção de sementes e o aumento das áreas com cultivo de cevada. Após as obras, a cooperativa deve passar a contar com uma estrutura de armazenagem de cereais 15% maior do que a atual, que tem capacidade estática para 450 mil toneladas. Em 2022, a Capal espera receber 15% mais grãos do que as 860 mil toneladas de soja, milho, trigo e cevada de 2021.

GAZETA DO POVO


Castrolanda: em novo recorde, cooperativa atinge R$ 5,9 bilhões de faturamento anual

A Castrolanda fechou 2021 com um novo recorde financeiro. O faturamento anual atingiu a marca de R$ 5,9 bilhões – o maior valor registrado em 70 anos de história. O marco é um reflexo das ações praticadas ao longo do ano por cooperados, colaboradores e toda a comunidade que envolve o sistema produtivo e social da cooperativa


O valor é 31,1% mais alto que o acumulado de 2020, quando a Castrolanda fechou o ano com R$ 4,5 bilhões faturados. Além disso, o resultado líquido também apresentou números expressivos: as sobras fecharam o período em R$ 145 milhões. Para o Diretor Executivo da cooperativa, Seung Lee, os números refletem os caminhos de sustentabilidade e estabilidade dos negócios, construídos com base no Horizonte – nome dado ao planejamento estratégico da Castrolanda – que preparou a companhia para se tornar ainda mais competitiva em várias áreas de atuação. As ações apostaram no redesenho de alguns processos e na consolidação da diversificação dos negócios, que trouxeram mais agilidade, assertividade e segurança nas ações. “Trabalhamos dentro de casa para atingir a excelência operacional, já que é impossível controlar o mercado. Não conseguimos definir os preços da soja, ou segurar o valor do glifosato, por exemplo. O que podemos fazer é construir uma cooperativa mais sólida possível para que o cooperado se sinta seguro diante das oscilações naturais do mercado”, destaca. Diretor-presidente da Castrolanda, Willem Bouwman caracteriza 2021 como um ano bastante desafiador, mas que trouxe um saldo positivo para os negócios. “A economia de maneira geral seguiu com as incertezas causadas pela pandemia, mas conseguimos atuar de uma forma bastante eficiente mesmo com essas dificuldades. Isso sem dúvidas é mérito do trabalho de cooperados, colaboradores e parceiros, que não deixaram de lado nossos valores e seguiram diretrizes bem definidas em meio aos momentos difíceis”, aponta. O planejamento estratégico da Castrolanda aponta para um ano de 2022 ainda mais desafiador. A expectativa é seguir construindo a solidez da cooperativa, para que ela cresça de forma sustentável. Como principais diretrizes para a sequência de trabalho estão a intensificação no processo de transformação digital e o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de produção, além de mais assertividade no atendimento a cooperados e clientes.

Imprensa Castrolanda


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paranaguá encerra 2021 com a maior movimentação de contêineres de sua história

Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimentou mais de 1 milhão de TEUs no ano


A TCP - empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá - encerrou 2021 com uma movimentação de 1,1 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). O balanço final é resultado dos investimentos em infraestrutura e capacidade logística, e representa um crescimento de 12% frente 2020, quando a empresa movimentou 983 mil TEUs. Em meio a uma maré desafiadora para o setor portuário, o crescimento das operações realizadas pela TCP foi impulsionado principalmente pelo aumento no número de importações, 20% superior ao ano de 2020. Os segmentos de mercado nessa frente foram bens de consumo e eletrônicos, e o setor automotivo, que apresentou recuperação considerável e movimentou 20.227 TEUs a mais do que no ano anterior no terminal paranaense. As exportações de contêineres seguiram em linha com 2020, com 401.166 TEUs movimentados no ano, e a principal base foram “commodities” -- com destaque para carnes e congelados, segmento em que o terminal é líder. “Somos o maior terminal de congelados do país, com 3.624 tomadas para contêineres refrigerados. Essa estrutura nos permite escoar o grande volume de carnes produzidas pelos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, sendo Paranaguá o maior corredor de exportação de aves congeladas do mundo.” afirma Thomas Lima, Diretor Comercial e Institucional do Terminal. Em dezembro, a TCP anunciou uma nova expansão do seu portfólio, com mais um serviço marítimo partindo do leste asiático. Navios da Hyundai chegam no final deste mês ao Porto e, com a nova parceria, a empresa passa a contar com sete serviços regulares para o Extremo Oriente - o maior número em oferta na costa brasileira, potencializando a atuação de Paranaguá no comércio exterior. Além disso, também está prevista uma ampliação do calado operacional em um metro de profundidade durante 2022, ampliando a capacidade em aproximadamente 400 contêineres adicionais por escala ou 280.000 por ano. “Apesar da crise de falta de contêineres que atingiu todos os principais portos do mundo, a TCP continua aumentando sua capacidade de movimentação, investindo em pessoas e em equipamentos. Também viabilizamos mais rotas marítimas em Paranaguá, oferecendo opções competitivas para importadores e exportadores”, explica Lima.

Terminal de Contêineres de Parana


Além da Nova Ferroeste: setor produtivo está de olho em investimentos na Malha Sul

Em paralelo aos investimentos na Nova Ferroeste, a Malha Sul também tem sido considerada estratégica para melhorar o cenário comercial e industrial do Paraná, tornando o estado mais competitivo, com menor custo para o produtor e agilidade no transporte para escoamento


A empresa Rumo Malha Sul, que gerencia a Malha Sul, já propôs ao governo federal a antecipação da prorrogação da concessão no trecho ferroviário, que iria até 2027, por mais 30 anos. Em contrapartida, a empresa oferece um investimento privado de R$ 10 bilhões. Hoje são 7.223 quilômetros de ferrovias que vão de São Paulo aos estados do sul. A Malha Sul interliga o norte e o noroeste do Paraná (Londrina, Maringá e Apucarana) até Ponta Grossa, Lapa, Curitiba e o Porto de Paranaguá. Outro trecho também faz a relação de Guarapuava com o porto. A ferrovia ainda segue, passando pelo Porto de São Francisco do Sul, e vai até o Rio Grande do Sul, alcançando outras importantes cidades, como Rio Negro, Lages, Vacaria e proximidades de Caxias do Sul. Para João Arthur Mohr, Gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o grande desafio será fazer uma ferrovia moderna, de baixo custo operacional e que tenha um frete baixo. Dos mais de 7 mil quilômetros de ferrovia, metade hoje se encontra sem utilização ou abandonada. O investimento de R$ 10 bilhões proposto pela empresa que gerencia a Malha Sul deve ser aplicado a um percurso menor: de cerca de 3 mil quilômetros. Segundo a empresa, isso vai contribuir para que haja um maior retorno financeiro no trecho com alto grau de utilização. O cronograma de estudos de viabilidade dessa modernização da Malha Sul deve acontecer ao longo de 2022. O Secretário nacional de Transporte Terrestre do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, informou, no final do ano passado, que até o início de 2023 o governo federal dará uma resposta sobre a renovação antecipada do contrato com a Rumo ou a escolha de outra operadora.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sai de mínimas após falas de Powell indicarem iminência de altas de juros nos EUA

O dólar à vista fechou quase estável nesta quarta-feira, especialmente após falas do chefe do banco central norte-americano que chacoalharam os mercados globais por terem sido vistas como mais abertas a altas mais fortes dos juros nos EUA


O dólar à vista registrou variação positiva de 0,06%, a 5,4387 reais, no fechamento. Às 16h (de Brasília), o banco central norte-americano (Fed) divulgou seu comunicado de política monetária. O chair do Fed, Jerome Powell, começou a responder perguntas em coletiva de imprensa. Powell disse haver bastante espaço para altas de juros, destacou a força do mercado de trabalho e por várias vezes citou riscos de a inflação permanecer mais elevada por mais tempo, o que por sua vez exigiria reação mais forte da política monetária. Após as falas de Powell, ativos das mais variadas classes pioraram o sinal: as bolsas de Nova York chegaram a mostrar firmes quedas antes de alguma recuperação, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA saltaram e o dólar disparou às máximas da sessão contra uma cesta de moedas. O Fed deixou "em aberto cenários mais agressivos de altas a depender da evolução do cenário econômico. Portanto, embora a decisão tenha sido aproximadamente em linha com o esperado, a mensagem geral foi significativamente mais 'hawk' (dura)", disse Marcos Mollica, gestor no Opportunity. "O real teve uma apreciação forte, mas com certeza grande parte desse movimento já ficou para trás, falando de semanas, talvez um ou dois meses", disse, citando problemas idiossincráticos e o cenário ainda sensível em torno da política monetária norte-americana. O dólar perdeu 5,17% entre a máxima recente --5,7128 reais, alcançada no dia 5 de janeiro-- e a mínima da quinta-feira passada --5,4172 reais.

Reuters


Ibovespa sobe com suporte de Petrobras, mas perde fôlego após Fed

O principal índice da bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira, reduzindo ganhos no final após as bolsas em Wall Street virarem para queda após sinais do Federal Reserve (Fed) quanto à inflação, com perspectivas de alta de juros nos próximos meses


Os papéis de Petrobras foram destaques positivos, enquanto as ações de JBS ficaram na ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,24%, a 111.573,60 pontos, mantendo patamares mais altos desde de meados de outubro.

Reuters


Brasil tem déficit em transações correntes de US$5,9 bi em dezembro e rombo é de 1,75% do PIB em 2021

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 5,891 bilhões de dólares em dezembro, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira


Com isso, o déficit em 12 meses passou a 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,69% em 2020. O resultado veio melhor que o déficit de 6,5 bilhões de dólares esperado por analistas em pesquisa da Reuters. Por sua vez, os investimentos diretos no país no mês (IDP) ficaram negativos em 3,935 bilhões de dólares, ante expectativa no mercado de um número positivo de 3,1 bilhões de dólares. Para o mês de janeiro, o BC projetou um déficit em transações correntes de 8,4 bilhões de dólares e IDP de 3,2 bilhões de dólares. Até o dia 21 deste mês, o fluxo cambial ficou negativo em 1,179 bilhão de dólares, disse ainda o BC.

Reuters


IPCA-15 desacelera alta a 0,58% em janeiro, mas alimentos sobem

O IPCA-15 iniciou 2022 mostrando desaceleração da alta diante da queda nos preços da gasolina e passagens aéreas, depois de a inflação ter disparado no ano passado, com o Banco Central pressionado para conter o avanço dos preços no país


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação brasileira, teve alta de 0,58% em janeiro, abaixo da taxa de 0,78% de dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Mas o resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas apontando um avanço de 0,43% no mês, embora a leitura marque o nível mais baixo desde maio do ano passado (+0,44%). Em 12 meses até janeiro, a alta acumulada do IPCA-15 passou a 10,20%, depois de ter encerrado o ano passado a 10,42%. A meta de inflação para 2022 é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. No ano passado, a inflação medida pelo IPCA sofreu sob o peso de combustíveis, alimentos e energia elétrica, terminando com avanço acumulado de 10,06% e bem acima do teto do objetivo, que era de 5,25%. Já 2022 começou com quedas de 1,78% nos preços da gasolina e de 18,21% das passagens aéreas, segundo o IBGE. Também recuaram os custos de etanol (-3,89%) e gás veicular (-0,26%) no período, levando o grupo Transportes a registrar deflação de 0,41%, depois de uma disparada de 2,31% em dezembro. Mas a cautela com os aumentos de preços se mantém, já que os outros oito grupos pesquisados tiveram alta em janeiro. O item Alimentação e bebidas, que tem forte peso no orçamento das famílias, subiu 0,97%, acelerando com força em relação à taxa de 0,35% de dezembro. A alta de alimentação no domicílio passou de 0,46% em dezembro para 1,03% em janeiro, com os maiores impactos vindo de cebola (17,09%), frutas (7,10%), café moído (6,50%) e carnes (1,15%). A alimentação fora do domicílio também acelerou o avanço a 0,81%, de 0,08% no mês anterior, com o lanche passando de queda de 3,47% em dezembro para alta de 1,25% no IPCA-15 de janeiro. O aumento dos custos de Habitação, por sua vez, desacelerou a 0,62% em janeiro de 0,90% antes, com o maior peso vindo da alta de 1,55% do aluguel residencial. Já a energia elétrica, subitem de maior peso dentro do grupo, teve variação positiva de 0,03% em janeiro. A pesquisa Focus mostra que os especialistas consultados pela autoridade monetária veem a Selic a 11,75% ao final deste ano, com a inflação em 5,5%.

Reuters


Dívida pública federal cresce 12% em 2021, a R$ 5,614 tri

A dívida pública federal subiu 12,06% em 2021 em relação ao ano anterior, para 5,614 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira


Em valores absolutos, o crescimento no ano passado foi de 604 bilhões de reais. Com isso, o estoque ficou dentro do intervalo de 5,5 trilhões a 5,8 trilhões de reais estabelecido como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro para 2021. Em dezembro sobre novembro, a dívida pública federal aumentou 2,09%. Na mesma base de comparação, a dívida interna subiu 2,22% em dezembro, somando 5,349 trilhões de reais.

Reuters


Tesouro espera que dívida pública federal ultrapasse R$6 trilhões em 2022

O Tesouro Nacional prevê que o estoque da dívida pública federal passará a barreira de 6 trilhões de reais em 2022, com possível estabilidade na parcela do débito a vencer em até 12 meses


As informações constam do Plano Anual de Financiamento de 2022, divulgado nesta quarta-feira. A meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche este ano no intervalo de 6,0 trilhões de reais a 6,4 trilhões de reais, depois de encerrar dezembro de 2021 em 5,614 trilhões de reais. A meta é que parcela da dívida vencendo em 12 meses fique no intervalo de 19% a 23% em 2022, depois de ter fechado o ano passado em 21%. Já a meta para prazo médio da dívida passará para a faixa entre 3,8 anos e 4,2 anos, depois de a proporção fechar 2021 em 3,8 anos. A participação dos papéis prefixados, que fechou o ano passado em 28,9%, deverá ficar no intervalo entre 24% e 28%. Já os papéis atrelados à Selic ficarão entre 38% e 42%, após encerrar 2021 em 36,8% projeta o Tesouro. Os papeis vinculados a índices de preços ficarão entre 27% e 31% de participação (29,3% em 2021), enquanto os títulos vinculados a câmbio ficarão entre 3% e 7% (5% em 2021).

Reuters


Remessa de lucros: estrangeiro tirou US$ 3,9 bi do país em um mês, maior saída em 27 anos

Em dezembro, investidor estrangeiro retirou quase US$ 4 bilhões do setor produtivo brasileiro. Segundo BC, resultado se deve a forte aumento nas remessas de lucros


O investimento estrangeiro no setor produtivo brasileiro registrou saldo negativo de quase US$ 4 bilhões em dezembro. Foi a maior saída líquida de recursos desse tipo em pelo menos 27 anos. Em entrevista coletiva, o Chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, atribuiu o resultado a um forte aumento nas remessas de lucros para o exterior. Segundo o Banco Central, no mês passado as saídas de Investimento Direto no País (IDP) superaram as entradas em US$ 3,935 bilhões. Conforme o BC, as operações de participação no capital ficaram negativas em US$ 2,3 bilhões, e houve saídas líquidas de US$ 1,6 bilhão nas transações intercompanhia. O resultado de dezembro piorou as estatísticas acumuladas de 2021. O país, que até novembro exibia crescimento de 30% no investimento estrangeiro em 12 meses, fechou o ano com alta mais tímida, de 23%. Em 2020, primeiro ano da pandemia, esse tipo de desembolso havia encolhido 45%. Saídas líquidas de IDP são muito raras. Dos 324 meses da série histórica do BC, iniciada em 1995, apenas três tiveram saldo negativo no investimento produtivo estrangeiro: março de 1995, com saída líquida de US$ 24 milhões; julho de 2016, com saldo negativo de US$ 103 milhões; e agora dezembro de 2021. O fluxo parece ter se normalizado neste início de 2022. Dados preliminares do BC indicam que, de 1.º a 21 de janeiro, o saldo do IDP ficou positivo em US$ 2,3 bilhões. O investimento direto abrange os recursos destinados por estrangeiros à compra de empresas, desenvolvimento de produtos, construção ou ampliação de fábricas e outras operações. Por outro lado, as saídas de capital produtivo ocorrem, por exemplo, quando filiais remetem lucros às matrizes no exterior. Não entram na conta do IDP os recursos destinados ao mercado financeiro.

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