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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 549 DE 31 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 549 | 31 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Cotações do boi gordo continuam estáveis

“Independentemente da forte pressão de baixa sobre a arroba, a expectativa é de que os preços do animal terminado possam permanecer estáveis ao longo da primeira quinzena do próximo mês”, afirmou a Agrifatto. No Paraná, o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abate de oito dias.

 

Na terça-feira (30/1), a cotação média do boi gordo em São Paulo continuou em R$ 240/@, de acordo com dados da Agrifatto. “Todas as 17 praças acompanhadas mantiveram preços estáveis”, ressaltou a consultoria. Na B3, porém, os contratos futuros experimentaram uma reversão de direção, iniciando um movimento de valorização no primeiro dia desta semana. Na segunda-feira (29/1), o contrato com vencimento para janeiro de 2024 encerrou valendo R$ 247/@, com ligeiro aumento de 0,20% em relação ao dia anterior. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, os preços dos animais terminados ficaram estáveis na terça-feira. Com isso, o boi gordo “comum” segue negociado em R$ 240/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 215/@ e R$ 230/@ (preços brutos e a prazo). Por sua vez, o “boi-China” está apregoado em R$ 245/@ no mercado de São Paulo (prazo, valor bruto) – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Na região Norte do Mato Grosso, porém, de acordo com a Scot, as cotações dos bois destinados ao mercado interno e à exportação caíram R$ 5/@ na terça-feira. Para as demais categorias, houve estabilidade nos preços. Com isso, o boi destinado ao mercado doméstico está sendo negociado em R$ 210/@ nas praças do Norte do MT, a vaca vale R$ 195/@ e a novilha segue vendida por R$ 202/@, informa a Scot (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está apregoado em R$ 220/@. Segundo a S&P Global Commodity Insight, na região Norte e Nordeste do País, diante das escalas de abate que adentram a segunda quinzena de fevereiro, as indústrias locais se retiram do ambiente de negócios, refletindo em recuos nos preços negociados em praças do Tocantis, Pará e Maranhão. “As chuvas aquém do esperado desde o mês passado preocupam os pecuaristas”, destacaram os analistas. Na região Sudeste, especificamente em São Paulo e Minas Gerais, o mercado do boi gordo mantém estabilidade, especialmente os negócios envolvendo lotes de maior qualidade (com padrão-exportação), acrescentou a Agrifatto. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 230@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 243/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 208/@ (prazo) vaca a R$ 190/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 228/@ (prazo) vaca a R$ 210/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 208/@ (prazo) vaca a R$ 198/@ (prazo); RO-Cacoal:

boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Preços estáveis no PR e MG para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve aumento de 0,86%, custando, em média, R$ 117,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,25%, com valor de R$ 9,10/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (29), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,27/kg) e Paraná (R$ 5,62/kg). Houve queda de 0,34% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 5,83/kg, baixa de 0,71% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,62/kg, e de 0,48% em São Paulo, fechando em R$ 6,16/kg.

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Mercado do frango: cotações estáveis ou em queda

Segundo pesquisadores do Cepea, o preço da carne de frango registrou quedas em janeiro. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional.

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. No caso do animal vivo, no Paraná o preço ficou estável em R$ 4,52/kg, enquanto em Santa Catarina houve queda de 2,84%, chegando a R$ 4,45/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (29), a ave congelada ficou com preço estável em R$ 7,28/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,22%, chegando a R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq

 

EMPRESAS

 

Esmagadora de soja da C. Vale e Maltaria Campos Gerais: cooperativas avançaram em investimentos no PR

Maltaria Campos Gerais deve operar na capacidade máxima em 2024, com produção de 240 mil toneladas de malte, o que corresponde a 14% do mercado nacional

 

Seja em modernização, em novas plantas ou na ampliação das estruturas, as cooperativas paranaenses investiram alto em 2023. Segundo dados da área de monitoramento do Sistema Ocepar, os aportes de recursos somaram em R$ 6,5 bilhões no último ano. Entre os investimentos expressivos está a construção da Maltaria Campos Gerais, anunciada como a maior construída no mundo em uma única etapa e que foi projetada pensando na duplicação da capacidade de produção. Previsto para funcionar em capacidade máxima neste ano, o projeto de intercooperativismo promete fomentar a produção da cevada no eixo São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Com inauguração da terceira maior esmagadora de soja do Brasil, o investimento da C. Vale foi outro destaque no estado. A unidade foi construída em Palotina, região oeste do Paraná, com capacidade de processamento de 60 mil sacas por dia. O empreendimento recebeu mais de R$ 1 bilhão de investimento entre 2021 e 2023. Outro projeto encabeçado por uma cooperativa que está em andamento no Paraná é a instalação de uma queijaria na cidade de Ponta Grossa, pela Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. O valor do investimento é de R$ 460 milhões. Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os investimentos refletem o protagonismo das cooperativas. “O lugar que o cooperativismo deu certo foi aqui. Quase todas despertaram para uma verticalização dos seus processos. Ao invés de só produzir grãos, por exemplo, passaram a produzir proteínas animais. É obvio que o estado tem uma política que concede alguns benefícios fiscais e o Paraná vem sendo ágil na aceitação de projetos de expansão”. Segundo Ortigara, o Paraná se articula para fortalecer essa estratégia com cooperativas e empresas. “Ao invés de mandar montanhas de milho e soja baratos para o mundo, transformar isso em algo de valor agregado. Qualquer projeto novo que descobrimos, vem à mesa e nós discutimos o que pode ser feito”, diz ele.

Gazeta do Povo

 

Minerva pode virar maior fornecedora de carne da China

Empresa pode elevar suas compras se o Cade aprovar a compra de frigoríficos da Marfrig

 

A Minerva pode se tornar a maior fornecedora de carne bovina à China no mundo, caso o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a compra de frigoríficos da Marfrig. Fontes e analistas dão como certa a consolidação da companhia nesse mercado, mas ponderam se é o melhor momento para isso. “A empresa vai se tornar tão grande quanto a JBS quando a gente fala em América Latina, mas, olhando só para China, pode assumir a liderança por conta das operações de Argentina e Uruguai que está abraçando da Marfrig”, afirma fonte de um frigorífico concorrente. Nas conversas entre fontes do setor, corre a informação de que funcionários dos frigoríficos adquiridos pela Minerva começaram a procurar outras empresas com medo de perder o emprego em meio às mudanças. “A percepção no chão de fábrica é que [a venda] já deu tudo certo”, diz a fonte. Procurada, a Minerva optou por não se posicionar até a decisão do Cade. Uma questão levantada no mercado é se a Minerva, ao se tornar a principal parceira da China, teria força para negociar preços melhores pela tonelada de carne exportada. Parte do setor vê as novas inspeções do país asiático em frigoríficos brasileiros como uma sinalização de que a China terá opções na manga para contrabalancear. “Na fila [das inspeções] estão plantas enormes da JBS, como as de Campo Grande, Diamantino e Redenção. Então, o que a gente fala hoje sobre China pode mudar amanhã”, observa outra fonte da indústria. Segundo Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos, não existem dados públicos sobre todos os exportadores de carne bovina do mundo, mas, considerando os volumes que a companhia já exporta na América do Sul, há grandes chances de que a previsão esteja correta. No entanto, o analista da XP pondera que a queda dos valores pagos pela tonelada exportada ao mercado chinês já era esperada. “Sempre ficou a dúvida do porquê o mercado que levava o maior volume pagava tanto prêmio. Parecia um contrassenso”, diz. Para ele, a aprovação do Cade será decisiva para a nova Minerva. Se sair no começo do segundo trimestre do ano, a companhia conseguirá direcionar as fábricas para capturar oportunidades no Brasil, geradas pela ampla oferta, que deve começar a diminuir a partir de 2025. Uma vantagem competitiva da Minerva é “saber operar bem no mercado de commodity e em sazonalidades”, afirma Alencar. Segundo ele, a empresa já trabalha no mercado internacional para ter uma demanda maior que sua oferta — por isso, compra carne de outros players para exportar. “Então, pelo menos parte desse produto já terá um destino lá fora”. Mas Alencar avalia que o valor pago pelos ativos da Marfrig — R$ 7,5 bilhões — foi muito alto em relação ao ganho que terá com elas, mesmo capturando todas essas oportunidades. “A conta que fizeram não faz sentido para a gente”, avalia. A recomendação da XP para as ações da Minerva é de compra; para as da Marfrig, mantém a avaliação neutra. Ontem, os papéis das Minerva fecharam na B3 a R$ 6,83, com queda de 3,12% enquanto os da Marfrig recuaram 2,96%, a R$ 9,19.

Valor Econômico

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Contratos do novo pedágio do Paraná são assinados e cobrança deve começar a partir de março

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador paranaense Ratinho Junior (PSD) participaram na tarde desta terça-feira (30) da assinatura dos contratos de concessão das rodovias dos lotes 1 e 2 do novo pedágio no Paraná. Oficialmente, as concessionárias assumem em 30 dias as rodovias estaduais e federais que integram os lotes do novo pedágio com previsão que a cobrança nas praças seja retomada a partir do mês de março

 

Os contratos assinados passam o controle do sistema rodoviário às empresas vencedoras dos leilões realizados na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, em agosto e setembro do ano passado. O lote 1 foi arrematado pelo grupo Pátria, que passa a administrar os trechos rodoviários com a marca Via Araucária. Já o lote 2 ficou sob responsabilidade da EPR, que utilizará a marca EPR Litoral Pioneiro. A conclusão da etapa de arrolamento dos bens será realizada em 30 dias, conforme os ritos do contrato. Depois, as concessionárias assumem oficialmente a administração das rodovias no estado. “O Pátria tem outras operações em São Paulo e duas na Colômbia. O Paraná tem uma importância estratégica para economia regional do país e para o grupo, estar em um dos principais estados do país com desafio de um contrato novo, moderno, com regras claras do jogo e com investimentos significativos na ordem de R$ 8 bilhões, além de todo o serviço operacional”, afirmou o diretor-presidente do grupo Pátria, Sergio Santillán, em entrevista à Gazeta do Povo. Já a EPR passa a contar no país com quatro concessões que representam mais de 2,1 mil quilômetros de rodovias. Além do lote 2 paranaense, o grupo administra três concessões estaduais em Minas Gerais. "A modelagem bem equacionada do projeto permite à EPR contribuir efetivamente para o desenvolvimento regional sustentável”, afirma José Carlos Cassaniga, diretor-presidente da EPR. Em nota, a concessionária explicou que o atendimento aos usuários com serviços de guincho e ambulâncias com atendimento médico pré-hospitalar, bem como disponibilização de Bases de Apoio Operacional e 0800, estão previstos para o primeiro mês a partir da data de arrolamento do contrato que deve ocorrer no fim de fevereiro. Já o início da cobrança de pedágio está previsto para meados de março. No caso da EPR, a cobrança começa com a reativação das praças do antigo Anel de Integração, sendo que o contrato também prevê a construção de novas praças de pedágio. "O início da cobrança de pedágio das praças já existentes está previsto para meados de março, após finalizada a recuperação das edificações e implantações dos sistemas e comunicação", projeta a concessionária. A operação das novas praças está prevista para até o 13º mês de concessão, de acordo com o contrato. Os dois contratos assinados nesta quarta somam pouco mais de 1,1 mil km de rodovias estaduais e federais com investimentos de R$ 19 bilhões em obras. Acrescido os valores de custos operacionais, a soma chega a R$ 30,4 bilhões nos dois contratos. A concessão terá duração de 30 anos. Nos leilões na B3, o Pátria arrematou o lote 1 com um desconto de 18,5%, mas o sucesso do modelo de concessões de rodovias paranaenses "derrapou" no lote 2. Sem concorrência, a EPR venceu com um desconto mínimo de 0,08% e os valores previstos foram criticados pelo setor produtivo no estado. “Os resultados dos leilões levantaram estes recursos e desconto médio de 50% das tarifas. O povo do Paraná há muito tempo teve sua economia maltratada por tarifa elevada e falta de obra. Agora, fizemos um leilão que baixou em média 50% das tarifas e vai garantir obras muito relevantes”, repetiu Renan Filho.

Gazeta do Povo

 

Com 87,6 mil novos postos em 2023, Paraná se consolida como quarto maior empregador do país

Dados são do Caged, divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo de vagas do Paraná só foi menor que São Paulo (390.719), Rio de Janeiro (160.570) e Minas Gerais (140.836). No Sul, ficou à frente de Santa Catarina (62.665) e do Rio Grande do Sul (47.395)

 

O saldo de vagas do Paraná, que mostra a diferença entre as 1.781.284 admissões e as 1.693.685 demissões no período respondeu por 6% de todos os postos de trabalho abertos em 2023 no Brasil, que fechou o ano com um saldo de 1.483.598 novas vagas. Com exceção de dezembro, quando todos os estados têm saldo de negativo de empregos, em razão dos desligamentos que ocorrem ao fim das festas de final de ano, o Paraná teve resultados positivos em todos os meses do ano de 2023. O resultado de dezembro, porém, foi melhor do que no ano anterior, com saldo negativo de 34.894 em dezembro de 2023, contra -36.911 no mesmo mês de 2022. Ao longo do ano, o Estado abriu 7.147 novos postos em janeiro, 24.066 em fevereiro, 13.438 em março, 10.342 em abril, 8.023 em maio, 7.817 em junho, 7.230 em julho, 13.398 em agosto, 8.820 em setembro, 14.811 em outubro, 7.401 em novembro e 34.894 em dezembro. Com o resultado do ano, o Paraná mantém a marca de mais de 3 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada. O estoque de empregos chegou, no ano passado, a 3.010.716 trabalhadores presentes no mercado formal paranaense. Todos os setores da economia tiveram resultados positivos na geração de empregos do ano passado, com destaque para o de serviços, que respondeu por 59% de todas as vagas criadas no ano, com 51.824 novos postos. O comércio vem na sequência, com saldo de 16.684 vagas, seguido pela construção (8.568), indústria (7.162) e agropecuária (3.363). Curitiba liderou as contratações em 2023, com 12.792 novos postos formais no ano. No top 10 das cidades paranaenses, também aparecem Londrina (6.728), São José dos Pinhais (5.886), Maringá (5.272), Ponta Grossa (3.838), Foz do Iguaçu (2.824), Pinhais (2.779), Assis Chateaubriand (2.469), Colombo (2.419) e Toledo (2.257). Ao todo 306 cidades tiveram saldo positivo, o que representa 76,6% do Estado.

Agência Estadual de Notícias

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar perde força e fecha perto da estabilidade

O dólar à vista chegou a sustentar ganhos firmes ante o real na tarde da terça-feira, mas a moeda encerrou a sessão muito próxima da estabilidade, com investidores à espera da “superquarta”, quando os bancos centrais de Brasil e EUA decidirão sobre juros

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9462 reais na venda, em leve baixa de 0,11%. Em janeiro, porém, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,95%. Na B3, às 17:17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,12%, a 4,9480 reais. O principal dado do dia saiu às 12h, quando o Departamento do Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego disponíveis -- uma medida da demanda por mão de obra -- aumentaram em 101.000, chegando a 9,026 milhões no último dia de dezembro, conforme o relatório Jolts. Economistas consultados pela Reuters previam 8,75 milhões de vagas de emprego em aberto em dezembro. Os dados de novembro foram revisados para cima, de 8,79 milhões para 8,925 milhões de vagas não preenchidas. Os números sugerem, na prática, que o mercado de trabalho norte-americano provavelmente continua forte demais para que o Federal Reserve comece a cortar os juros no primeiro trimestre. Operador ouvido pela Reuters pontuou que o exterior conduziu os negócios: quando o dólar acelerou lá fora, ele também ganhou força no Brasil; quando perdeu fôlego lá fora, também se acomodou ante o real, se reaproximando da estabilidade no fim da sessão. Os negócios tanto no Brasil quanto no exterior também foram marcados pela expectativa antes das decisões sobre juros do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira -- apelidada de “superquarta”. A expectativa consolidada no mercado é de que o Fed manterá sua taxa básica na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, mas investidores estarão atentos a pistas sobre quando a instituição iniciará o ciclo de cortes -- em março ou em maio. No caso do Copom, a projeção é de novo corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica Selic, hoje em 11,75% ao ano, e de nova indicação de manutenção do ritmo de baixa de meio ponto percentual no próximo encontro. Internamente, a quarta-feira também será de definição da Ptax -- a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Reuters

 

Mercado volta a reduzir projeção para inflação em 2024, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela terceira semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano, deixando inalterado o cenário para a política monetária, mostrou a pesquisa Focus divulgada na terça-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2024 foi reduzida em 0,05 ponto percentual, a 3,86%. A projeção segue acima do centro da meta oficial, que é de 3,0%, mas abaixo do teto, de 4,50%. Para 2025, 2026 e 2027 a pesquisa continua apontando expectativa de alta de 3,50% para o IPCA. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa é de crescimento de 1,60% este ano e 2,00% no próximo, sem alterações. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que os especialistas consultados continuam enxergando a taxa básica de juros Selic a 9,0% ao final de 2024 e a 8,50% em 2025. O BC inicia nesta terça-feira sua primeira reunião de política monetária do ano, e a expectativa é de que adote novo corte de 0,5 ponto percentual quando anunciar sua decisão na quarta, levando a Selic a 11,25%

Reuters

 

Confiança de serviços no Brasil inicia 2024 com alta em janeiro, mostra FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil voltou a subir no início de 2024 e foi ao melhor nível em pouco mais de um ano com a melhora das expectativas, mostraram dados divulgados na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

 

No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,9 ponto, para 95,7 pontos, chegando ao patamar mais elevado desde outubro de 2022 (97,6 pontos), depois de ter recuado em dezembro. O Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, sustentou a melhora, com alta de 6,4 pontos, para 95,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (97,3 pontos). Isso compensou a queda de 2,7 pontos do Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, a 96,4 pontos. "A percepção sobre a situação atual ratifica a perda de fôlego do setor observada desde o segundo semestre de 2023. Em compensação, melhores avaliações na demanda para o primeiro trimestre do ano e redução do pessimismo sobre o ambiente de negócios podem refletir na volta do crescimento do setor, ainda mais pela disseminação entre os principais setores", avaliou Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE. Segundo ele, a melhora das expectativas pode estar relacionada à expectativa do empresário de manutenção da queda na taxa de juros e de redução do endividamento das famílias, bem como melhora da confiança dos consumidores e do mercado de trabalho. A Banco Central iniciou um ciclo de cortes de juros no ano passado que já tirou a taxa básica de juros Selic do pico de 13,75% para os atuais 11,75%. A autoridade monetária volta a se reunir a partir desta terça, e a expectativa é de que adote novo corte de 0,5 ponto percentual quando anunciar sua decisão na quarta-feira.

Reuters

 

Brasil fecha mais empregos do que o esperado em dezembro, mas encerra ano com saldo positivo de 1,5 mi

O Brasil fechou 430.159 vagas formais de trabalho em dezembro, mais do que o esperado pelos mercados, mas encerrou 2023 com saldo acumulado positivo de quase 1,5 milhão de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego

 

O resultado negativo do mês passado foi mais intenso que a expectativa em pesquisa da Reuters, de fechamento líquido de 372.341 empregos, e representou forte piora frente ao saldo positivo de 125.027 de novembro -- dado revisado ante 130.097 informados anteriormente. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o rombo do mês passado reflete ajustes sazonais realizado todos os anos no mês de dezembro. De fato, o Caged também registrou grande número de fechamento de vagas em dezembro de 2022: 431.011. Apesar do rombo visto em dezembro, em 2023 como um todo o país ainda abriu 1,484 milhão de vagas formais. Essa leitura, por outro lado, ficou abaixo dos 2,013 milhões de empregos criados em 2022 e dos 2,780 milhões abertos em 2021 -- anos em que o mercado de trabalho estava se recuperando do impacto da pandemia. O dado do ano completo é resultado de 23,258 milhões de admissões e 21,774 milhões de desligamentos ao longo de 2023. Entre os cinco grandes setores econômicos, todos tiveram criação líquida de vagas no acumulado do ano passado, e o maior crescimento do emprego formal ocorreu nos Serviços, com saldo positivo de 886.256 postos de trabalho. Entre os destaques desse segmento, ao longo do ano surgiram 55.846 oportunidades formais em serviços de escritório e apoio administrativo e 30.093 em limpeza em prédios e domicílios. O setor de Comércio teve abertura de 276.528 postos de trabalho, enquanto a Construção Civil viu a criação de 158.940 empregos. A Indústria gerou 127.145 vagas, enquanto a Agropecuária ficou em último lugar com 34.762. Todas as unidades federativas registraram saldo positivo de vagas formais no acumulado de 2023, com São Paulo na liderança com 390.719 postos. O Acre foi o Estado com menor criação de empregos, de apenas 4.562. Entre as regiões do país, o Sudeste criou 726.327 empregos no ano passado, seguido por Nordeste (+298.188), Sul (+197.659), Centro-Oeste (+155.956) e Norte (+106.375). O salário médio real de admissão no último mês de 2023 foi de 2.026,33 reais, apresentando redução de 6,52 reais frente ao valor corrigido de novembro, de 2.032,85.

Reuters

 

Dívida pública federal cresce 9,6% em 2023 e Tesouro vê estoque de até R$7,4 tri em 2024

A dívida pública federal subiu 9,6% em 2023 em relação ao ano anterior, a 6,520 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na terça-feira, prevendo que ao final de 2024 o estoque poderá subir a até 7,4 trilhões de reais

 

Em valores absolutos, o crescimento no ano passado foi de 568,9 bilhões de reais, impulsionado pela alta de 3,09% registrada em dezembro. O dado final ficou dentro do intervalo de 6,4 trilhões a 6,8 trilhões de reais estabelecido como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro para 2023. No fechamento do ano, a reserva de liquidez -- colchão de segurança para gestão da dívida pública -- ficou em 982 bilhões de reais, abaixo do patamar de 1,176 trilhão de reais de 2022. O valor é suficiente para bancar 7,6 meses de vencimentos à frente, patamar considerado confortável pelo Tesouro. "A gente conseguiu entregar no final do ano todos os indicadores dentro da banda estabelecida pelo Tesouro, mantendo o colchão de liquidez, é inegável que o reconhecimento técnico tem que ser feito à gestão", disse o Secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em entrevista à imprensa. Em relação ao custo médio do estoque da dívida, o nível subiu para 10,51% ao ano, ante 10,21% no encerramento do ano anterior. O custo médio das emissões da dívida interna, por sua vez, recuou para 11,62%, ante 12,08% em dezembro de 2022. O prazo médio da dívida subiu de 3,90 anos em 2022 para 3,95 anos no fim de 2023. O dado ficou dentro do intervalo de 3,8 anos a 4,2 anos definido no PAF. No fechamento do ano passado, o volume de títulos a vencer em 12 meses cumpriu o que havia sido estabelecido como meta pelo Tesouro no PAF. O patamar ficou em 20,14%, dentro da meta de 19% a 23%. Com relação à composição da dívida pública, a participação dos papéis prefixados caiu a 26,5% do total no ano, frente a 27,0% em dezembro de 2022. O patamar ficou dentro da meta de 23% a 27% para o ano. Os títulos atrelados à Selic, por sua vez, passaram de 38,3% no final de 2022 para 39,7%, dentro da meta de 38% a 42%. Os papeis indexados à inflação fecharam 2023 em 29,8% da dívida, abaixo do patamar de 30,3% registrado um ano antes, sendo que a referência para o ano era de 29% a 33%. Já os títulos remunerados pelo câmbio tiveram participação de 4,1% da dívida total, ante 4,5% em dezembro de 2022, também dentro da faixa de 3% a 7% fixada como meta. A participação de não residentes na dívida pública interna subiu ligeiramente de 9,36% para 9,48% no fim de 2023. De acordo com Ceron, o Tesouro terá em 2024 a possibilidade de estar mais pressente no mercado externo, já que além de suas emissões tradicionais de títulos no mercado internacional, o governo brasileiro lançou títulos sustentáveis no ano passado e pretende manter a estratégia de usar essas captações para balizar emissões do setor privado. Para 2024, a meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche este ano no intervalo de 7,0 trilhões de reais a 7,4 trilhões de reais, bem acima dos 6,520 trilhões de reais do encerramento do ano passado. Na entrevista, Ceron destacou que há expectativa de incremento dos títulos atrelados à Selic no portfólio do Tesouro neste ano como forma de alongar o prazo médio de vencimento da dívida pública.

Reuters

 

IGP-M desacelera alta para 0,07% em janeiro com alívio de matérias-primas brutas, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta para 0,07% em janeiro, de 0,74% em dezembro, começando o ano sob efeito do arrefecimento dos preços das matérias-primas brutas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

 

O resultado de janeiro ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24%, e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 3,32%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, recuou 0,09% no mês, bem distante da alta de 0,97% vista em dezembro. “Nesta edição, o Índice de Preços ao Produtor mostra arrefecimento dos preços das Matérias-Primas Brutas (de 3,06% para 0,49%), o que se mantido nas próximas apurações, pode antecipar a desaceleração dos preços de alimentos industrializados", disse o coordenador dos índices de preço da FGV, André Braz. A desaceleração do grupo de Matérias-Primas Brutas foi influenciada por itens chave como a soja em grão, que passou de uma alta de 2,03% para uma queda de 5,98%, o minério de ferro, que reduziu seu aumento de 4,63% para 2,87%, e o milho em grão, cuja taxa diminuiu de 11,30% para 6,22%. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral acelerou sua alta para 0,59% em janeiro, ante taxa de 0,14% no mês passado. No âmbito do consumidor, a inflação segue muito concentrada nos grupos Alimentação (de 0,55% para 1,62%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,65% para 2,11%). Esse resultado reflete os preços mais altos dos alimentos in natura, em meio a problemas de ofertas típicos da estação, e cursos formais mais caros, informou a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, desacelerou a alta a 0,23%, de 0,26% em dezembro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Reuters

 

FMI vê o Brasil ‘resiliente’ e eleva projeção de alta do PIB em 2024, de 1,5% a 1,7%

Instituição está mais otimista com o Brasil, segundo relatório divulgado na terça-feira, 30; economia nacional deve, no entanto, desacelerar frente a 2023

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais otimista com o Brasil e vê o País crescendo 1,7% neste ano, ante projeção anterior de 1,5%, conforme a atualização do seu relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicada na terça-feira. Ainda assim, a economia brasileira deve desacelerar frente a 2023, quando deve ter avançado 3,1%, prevê o organismo com sede em Washington, nos Estados Unidos. À frente, o FMI espera que o Brasil volte a acelerar o passo. O Fundo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresça 1,9% em 2025, projeção inalterada frente às estimativas divulgadas pelo organismo em outubro do ano passado. “Muitas economias continuam a demonstrar grande resiliência, com o crescimento a acelerar no Brasil, na Índia e nas principais economias do Sudeste Asiático”, diz o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em comentário sobre as novas projeções econômicas do Fundo. Apesar disso, o Brasil deve crescer em ritmo aquém ao estimado para a América Latina em 2024, a despeito do corte na projeção do organismo para a região. O Fundo vê a economia latina crescendo 1,9% neste ano, 0,4 ponto porcentual abaixo da sua estimativa anterior. Para 2025, o FMI espera que a América Latina retome o fôlego e cresça 2,5%, mesmo avanço projetado para o PIB do ano passado. Segundo o Fundo, a revisão regional é justificada pela expectativa de mais um ano de recessão na Argentina, devido ao “ajuste político significativo para restaurar a estabilidade macroeconômica” do país. Sob o governo de Javier Milei, o país deve amargar uma queda de 2,8% neste ano, projeção piorada em 5,6 pontos porcentuais. No ano passado, a Argentina já havia encolhido 1,1%, conforme as projeções do organismo. Para 2025, porém, o Fundo vê recuperação, com crescimento de 5,0%, uma melhora de 1,7 p.p. frente às projeções de outubro. Por outro lado, o FMI destaca a melhora das projeções para grandes economias como a do Brasil e do México em 2024. No caso da economia mexicana, o Fundo melhorou a sua projeção em 0,6 p.p., para uma alta de 2,7% neste ano. O país tem se beneficiado de maiores volumes de negócios com países vizinhos, o chamado ‘nearshoring’, na esteira da pandemia e das tensões geopolíticas agravadas pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, no Oriente Médio. “A melhoria nas projeções para o Brasil e O México reflete, em grande parte, os efeitos de transferência de uma demanda interna mais forte do que o esperado e de um crescimento superior ao previsto nas grandes economias parceiras comerciais em 2023″, diz o FMI, no relatório.

O Estado de São Paulo


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