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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 546 DE 26 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 546|26 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Cotações do boi gordo estáveis na praça paulista

Para o curto prazo, a tendência é de queda no consumo interno de carne bovina, causada por uma maior restrição financeira da população, em função do final do mês. Por outro lado, o retorno das aulas poderá estimular o consumo, contrapondo essa expectativa de retração na demanda

 

Com uma oferta equilibrada e as indústrias trabalhando com escalas bem dimensionadas, em média para 5 ou 10 dias, o mercado está moroso na quinta-feira. Em Dourados – MS, cotações estáveis para todas as categorias de bovinos. Na região Norte – TO, com a aumento nas ofertas, os frigoríficos alongaram as escalas, com isso, os preços pagos pelas arrobas de todas as categorias ficaram estáveis no fechamento de ontem.

Scot Consultoria

 

Boi/Cepea: Cauteloso, pecuarista resiste à pressão de frigoríficos

A cautela tem predominado no mercado interno de boi gordo ao longo de janeiro, segundo indicam pesquisadores do Cepea

 

Embora o foco seja comercializar animais prontos para abate nesse período de início de ano, pecuaristas não estão dispostos a aceitar preços que considerem baixos. Assim, optam por vender apenas uma pequena parte diante da necessidade de caixa. Além disso, em várias regiões acompanhadas pelo Cepea, as chuvas estão mais frequentes e as pastagens estão se recuperando, dando mais tempo para a comercialização. Como resultado, tem sido pequeno o recuo dos preços dos animais voltados para o mercado doméstico mesmo neste mês de consumo de carne bovina tradicionalmente enfraquecido, demonstrando a resistência à pressão dos frigoríficos.

Cepea

 

SUÍNOS

 

Suínos: quinta-feira com cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 116,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 8,90/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (24), houve leve alta de 0,16% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,28/kg, e recuo de 0,48% em São Paulo, atingindo R$ 6,18/kg. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 5,94/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,85/kg), e Santa Catarina (R$ 5,66/kg).

Cepea/Esalq

 

Suinocultura Independente: estabilidade em SP e queda em SC

Em São Paulo o preço ficou estável em R$ 6,40/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) 

 

No mercado mineiro, o valor passou de R$ 6,70/kg vivo para R$ 6,30/kg vivo, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Apesar da aparente queda, como nas últimas semanas a Bolsa estava operando sem acordo, com valor sugerido de R$ 6,70/kg, o preço real praticado pelos suinocultores era de R$ 6,30/kg, caracterizando estabilidade. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 6,03/kg vivo para R$ 5,85/kg vivo nesta semana.

Agrolink

 

Suínos/Cepea: Queda do vivo reduz poder de compra de suinocultor frente ao milho

O poder de compra de suinocultores paulistas vem caindo frente ao milho, mas aumentando sobre o farelo de soja, em janeiro – os dois produtos são os principais insumos utilizados na atividade suinícola

 

Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto os preços do suíno vivo acumulam expressiva queda no mercado independente, as cotações do milho se sustentam no balanço do mês, embora tenham perdido força nos últimos dias. O farelo, por sua vez, tem se desvalorizado ainda mais que o animal vivo na parcial de janeiro, o que explica a melhora na situação do suinocultor paulista. No caso do suíno, a pressão vem da oferta elevada e da demanda final enfraquecida, contexto que afastou frigoríficos da aquisição de lotes de animais – em alguns casos, unidades chegaram a cancelar carregamentos de cargas, conforme relatam colaboradores consultados pelo Cepea.

Cepea

 

FRANGOS

 

Frango: Preços sobem em SC e ficam estáveis no PR

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,75%, valendo R$ 6,70/kg

 

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, houve aumento de 0,44%, chegando a 4,58/kg, e no Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (24), a ave congelada teve queda de 1,49%, atingindo R$ 7,25/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,81%, fechando em R$ 7,32/kg. 

Cepea/Esalq

 

GOVERNO

 

Verba de R$ 100 milhões pode destravar projeto de conversão de pastagens

Recurso poderia impulsionar a contratação de quase R$ 2 bilhões em financiamentos. Projeto do governo seguiria as condições da linha de crédito para a recuperação de pastagens que já existe no Plano Safra

 

Um aporte de R$ 100 milhões do orçamento da União pode ser a chave para colocar em andamento um projeto-piloto do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). Cálculos apresentados na quinta-feira na primeira reunião do comitê gestor do programa mostram que o recurso, aplicado na forma de equalização de juros, poderia impulsionar a contratação de quase R$ 2 bilhões em financiamentos. Esse montante corresponde aos pedidos de recursos que clientes já fizeram ao Banco do Brasil para poderem investir em conversão de pastagens. As operações, com juros de 7% ao ano e prazo de pagamento de até dez anos, fomentariam a transformação de mais de 350 mil hectares com degradação moderada ou severa em lavouras produtivas. O financiamento seguiria as condições da linha de crédito para a recuperação de pastagens que já existe no Plano Safra, dentro do programa RenovAgro. Mas a ideia do presidente do comitê do PNCPD, Carlos Augustin, é vincular a contratação a compromissos socioambientais, que estarão no escopo final do programa, como a adoção de boas práticas trabalhistas, de preservação e de produção. “Estamos em outra condição, respaldados por uma política pública de governo que pode vir a ter recursos oficiais. Vamos tentar fazer um projeto-piloto porque esperar a primeira captação e a estruturação pode demorar”, disse Augustin. “Não é caro”. Ele afirmou que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para isso, mas que só fará o pedido de recurso oficial quando tiver o modelo pronto, com as regras e condicionantes para o financiamento. O comitê vai criar três grupos de trabalho — tecnologia e conhecimento, financeiro e investimentos e de comunicação — para elaborar o plano estratégico, com os detalhes do programa. “[O projeto] não vai derrubar mata, vai sequestrar carbono e dobrar a produção de alimentos com rastreabilidade e certificado trabalhista, sem onerar o produtor. Temos que comunicar bem”, disse. O Banco do Brasil apresentou um mapeamento detalhado de 101 milhões de hectares degradados no país — 63% são áreas de pastagens. O diagnóstico detalha as informações por Estado, causa da degradação, fatores que limitam os investimentos em conversão e por modelos de negócios mais recomendados para cada região. Grande parte das áreas pertencem a clientes do BB: ao todo, 188,5 mil correntistas do banco, a maioria deles do Centro-Oeste (51,4 mil produtores), são donos de 37,5 milhões hectares de áreas com degradação moderada ou severa. A meta inicial do programa é recuperar 40 milhões de hectares. Nas contas do banco, recuperar esse conjunto de terras exigirá R$ 33,7 bilhões. Com R$ 2,1 bilhões, seria possível atender os 82,4 mil pequenos agricultores da lista. Na safra 2023/24, o BB já desembolsou mais de R$ 600 milhões para recuperação de pastagens na linha do RenovAgro. Somados outros bancos, os desembolsos passam de R$ 1 bilhão. Há demanda de financiamento para a conversão de pastagens, mas ainda faltam recursos baratos para esse fim: estima-se que transformar um pasto degradado em lavoura produtiva custe de R$ 5 mil a R$ 6 mil por hectare.

Valor Econômico

 

INTERNACIONAL

 

Após recorde em 2023, exportação de carne da Argentina vive incerteza

Embarques alcançaram 682 mil toneladas, puxados sobretudo pela China. Embarques de carne foram recorde na Argentina mesmo diante de medidas para tentar controlar preço no mercado interno

 

As exportações de carne bovina da Argentina bateram recorde em 2023, a despeito das retenciones (taxas sobre vendas internacionais) e outras medidas do governo local para tentar frear os preços no mercado interno. Este ano, no entanto, é possível que os ventos da incerteza forcem a pecuária argentina a dar um passo atrás. Os embarques de carne bovina (com osso e desossada) da Argentina somaram 682 mil toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina compilados pela consultoria Safras & Mercado. O volume é 7,7% maior que as 633 mil toneladas exportadas em 2022. “Esse crescimento está muito atrelado à China, que comprou 73% da carne sem osso e praticamente toda a carne com osso vendida pela Argentina”, afirmou o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, à reportagem. Atualmente, a Argentina atende uma demanda chinesa diferente da que chega ao Brasil: os animais exportados são, em sua maioria, fêmeas de descarte, com idade acima de 40 meses. Aos pecuaristas brasileiros, o mercado chinês pede animais jovens, de até 30 meses. Um dos fatores que permitiram que os argentinos exportassem mais em meio à crise foi um “discreto” aumento da produção local, segundo o analista. Em seu último relatório, de 12 de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou aumento de 5,1% na produção de carne bovina e de bezerro na Argentina, para 3,3 milhões de toneladas. E uma alta de 4,7% no consumo interno, para 2,43 milhões de toneladas. “A deterioração do poder de compra da população argentina diminui a capacidade de manter essa carne no mercado doméstico”, disse o diretor da consultoria HN Agro, Hyberville Neto. Segundo Yago Travagini, líder de proteína animal da Agrifatto, as medidas do governo para limitar as exportações foram mais da boca para fora, pois nem todos os nove cortes de carne que tiveram exportação suspensa eram, de fato, demandados pelo mercado interno. A aposta dos analistas é que as exportações do país fiquem estáveis ou caiam este ano, com a oferta sentindo os reflexos da interferência estatal na pecuária e do La Niña em 2023. “É difícil prever como esse mercado vai se comportar. Temos que acompanhar o desenrolar do cenário macroeconômico”, disse Hyberville Neto. Para Travagini, da Agrifatto, há duas forças opostas: uma tendência de oferta de gado menor na Argentina, com o início do período de retenção de matrizes, e a liberação total das exportações. “Acredito em estagnação, até porque a China não está muito bem das pernas para aumentar importações.

Globo Rural

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná deve perder R$ 5 bilhões com redução da safra de soja

Após calor intenso, Deral reduz projeções para safras de grãos no Estado. Em um mês, estimativa para a colheita de soja no Paraná caiu quase 12%, para 12,9 milhões de toneladas

 

No Paraná, o aumento das temperaturas e a falta de chuvas regulares prejudicaram o desenvolvimento da safra de soja no Estado. O milho de verão também foi impactado. Diante desse cenário, o governo paranaense já contabiliza as perdas para a economia local. Segundo a secretaria estadual da Agricultura, levando-se em conta somente as reduções de safra estimadas para a soja até o momento, o valor que deixaria de ser transacionado no Paraná está em torno de R$ 5 bilhões. O Departamento de Economia Rural (Deral), reduziu para 19,2 milhões de toneladas a projeção para colheita de soja estadual. O número é 11,9% menor que o previsto no mês passado. Também houve ajuste para área plantada com a oleaginosa, revista para 5,7 milhões de hectares, levemente abaixo das 5,8 milhões projetadas inicialmente. “Era uma situação que infelizmente já estávamos prevendo”, disse, em nota, Norberto Ortigara, secretário da Agricultura. Mas, apesar das perdas paranaenses e brasileiras, a expectativa de produção mundial ainda é boa. Em seu último relatório de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou produção de 399 milhões de toneladas. “Se ficar em torno disso, o preço deve continuar pressionado”, disse o analista de soja do Deral, Edmar Gervásio. Ainda segundo ele, o andamento da colheita de soja no Paraná, que chegou a 12% da área, pode apresentar novas perdas. “O viés é negativo e à medida que a colheita avança é possível que novas perdas sejam observadas”, afirmou Gervásio. Sobre a produção de milho primeira safra, o Deral reduziu sua projeção de 2,9 milhões de toneladas para 2,6 milhões de toneladas. A área plantada caiu 5,6%, prevista em 291,5 mil hectares.

Valor Econômico

 

Estrada que dá acesso ao Porto de Paranaguá é liberada parcialmente após 12 horas de bloqueio

Só em 2023, interrupções do tráfego na BR-277 causaram prejuízos R$ 600 milhões ao agronegócio paranaense, informa Faep

 

Bloqueio da BR-277 ocorreu devido a um deslizamento de pedras na altura do km 39. Após 12 horas de interdição total, a BR-277, entre Curitiba e o Porto de Paranaguá, foi liberada parcialmente por volta das 16 horas da quinta-feira (25/01). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que, em conjunto a Polícia Rodoviária Federal (PRF), abriu duas pistas para o tráfego: uma no sentido litoral e outra no sentido oposto. O trecho encontra-se devidamente sinalizado. A interrupção do tráfego aconteceu em um trecho entre Curitiba e o litoral do Paraná. O bloqueio, devido a um deslizamento de pedras causado por chuvas constantes na altura do km 39, teve início às 03h da madrugada desta quinta, nos dois sentidos da rodovia. Na quinta-feira, técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estiveram no local para realizar análises e só então a reabertura do trecho foi determinada. No sentido litoral, a interdição ocorreu no km 60, na unidade da PRF, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No sentido Curitiba, a interdição foi no km 32. A Estrada da Graciosa foi indicada como alternativa para veículos menores que pretendiam seguir para o litoral do Estado. “Todo esse problema era previsível. Se a nossa produção não chega ao porto, complica toda a cadeia do agronegócio. Esperamos agilidade da administração pública para corrigir de maneira emergencial esses problemas nas estradas paranaenses”, afirmou Ágide Meneguette, presidente da Faep, em entrevista à Globo Rural. Meneguette lembra que a federação contratou um especialista para fazer uma análise geológica na BR-277 que apontou que os incidentes registrados na rodovia poderiam ter sido evitados, assim como seus impactos minimizados, se houvesse um serviço de monitoramento geológico, análise dos riscos e planejamento. “A conta do que não foi feito está aparecendo e os principais prejudicados são os produtores rurais e a sociedade”, ressalta.

Globo Rural

 

Leilão da Ferroeste é adiado por exigência da Funai e TCE-PR

O leilão da Nova Ferroeste, projeto ferroviário do Paraná que ligará Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá (PR), foi adiado para 2025

 

O adiamento se deve a exigências de estudos adicionais pela Funai e pelo TCE-PR. O projeto, com 1.567 quilômetros de extensão, impactará 18 comunidades indígenas, requerendo avaliações especiais de viabilidade, já que os indígenas precisam ser ouvidos sobre a construção. Luiz Henrique Fagundes, coordenador do projeto, mencionou que parte significativa do processo de licenciamento já foi concluída, incluindo sete audiências públicas. Novos estudos sociais estão planejados para começar em janeiro. Além disso, análises serão realizadas em terras indígenas no Paraná e em Mato Grosso do Sul. A Nova Ferroeste, expandindo a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A, conectará também Foz do Iguaçu a Cascavel e Chapecó (SC) a Cascavel, formando o segundo maior corredor de grãos e contêineres do país. O leilão permitirá a construção e exploração do projeto por 99 anos, com lance mínimo de R$ 110 milhões.

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar cai pelo 3º dia no Brasil com indicadores de inflação e PIB dos EUA

O dólar emplacou na quinta-feira a terceira sessão consecutiva de baixa ante o real, em sintonia com a queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores avaliando positivamente os indicadores de inflação divulgados juntamente com o relatório do PIB dos EUA no quarto trimestre de 2023

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9228 reais na venda, em baixa de 0,19%. Em três dias, a moeda acumulou queda de 1,30%. Em janeiro, porém, o dólar acumula elevação de 1,47%. Na B3, às 17:26 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,16%, a 4,9290 reais. Pela manhã, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o Produto Interno Bruto no último trimestre do ano passado aumentou a uma taxa anualizada de 3,3%, bem acima da mediana das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, de alta de 2,0%. Ainda que o PIB tenha crescido acima do esperado, dados de inflação vinculados a ele sugeriram um cenário positivo para os índices de preços nos EUA. O índice PCE aumentou apenas 1,7% no quarto trimestre, ante 2,6% no terceiro trimestre. Já o deflator do PIB teve alta de 1,5%, abaixo dos 2,3% esperados pelo mercado conforme pesquisa da Reuters. Em relatório separado na quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 25 mil, para um ajuste sazonal de 214 mil, na semana encerrada em 20 de janeiro. Os economistas previam 200 mil pedidos na última semana. Neste cenário, os rendimentos dos Treasuries se mantiveram em baixa, o que também pesou na relação do dólar ante outras divisas, como o real. “Os dados do quarto trimestre dos EUA trouxeram algum conforto para o mercado. A percepção de ‘soft landing’ (pouso suave) da economia norte-americana está ganhando força”, afirmou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “(Rendimento dos) Treasuries caindo, dólar em linha no Brasil”, acrescentou. Apesar do feriado municipal em São Paulo na quinta-feira, a liquidez no mercado de câmbio brasileiro pouco destoou do verificado em dias normais. No caso do dólar futuro para fevereiro, por exemplo, o mais líquido do mercado, foram negociados mais de 230 mil contratos até as 17h.

Reuters

 

Ibovespa fecha em alta entre ganhos da Petrobras e recuo da  Vale

Mercado funcionou normalmente pela primeira vez apesar de feriado em São Paulo 

 

O Ibovespa acompanhou o viés positivo dos mercados globais hoje, após dados mostrarem atividade resiliente e inflação comportada nos Estados Unidos, cenário benigno para cortes de juros. Ademais, o índice se equilibrou entre o avanço das ações da Petrobras, em linha com a alta do petróleo, e o recuo dos papéis da Vale, em meio a ruídos políticos e condenação na Justiça Federal. No fim do dia, o índice subiu 0,28%, aos 128.169 pontos. Nas mínimas intradiárias, tocou os 127.803 pontos, e, nas máximas, os 128.697 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 18h15) foi de R$ 15,43 bilhões no Ibovespa e R$ 19,78 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,53%, aos 4.894 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,64%, aos 38.049 pontos e Nasdaq subiu 0,18%, aos 15.510 pontos.

Valor Econômico

 

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$4,846 bi em janeiro até dia 19, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 4,846 bilhões de dólares em janeiro até o dia 19, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quinta-feira o Banco Central

 

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 2,402 bilhões de dólares em janeiro até o dia 19. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de janeiro até o dia 19 foi positivo em 2,444 bilhões de dólares. Na semana passada, de 15 a 19 de janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em 1,272 bilhão de dólares.

Reuters

 

Confiança do consumidor no Brasil cai em janeiro para menor nível desde maio, diz FGV

A satisfação dos consumidores brasileiros em relação à situação atual piorou em janeiro e a confiança caiu para o nível mais baixo desde maio do ano passado, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados na quinta-feira

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve queda 2,4 pontos em janeiro, para 90,8 pontos, seu menor patamar desde maio de 2023 (89,5 pontos). "O resultado é motivado pela piora das perspectivas sobre a situação atual e das expectativas para os próximos meses, assim como disseminada entre as faixas de renda, com exceção da confiança dos consumidores de renda mais alta que subiu no mês", explicou em nota a economista da FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia. "Apesar do controle da inflação e da resiliência do mercado de trabalho, os juros e o endividamento elevados continuam a exercer pressão sobre a situação financeira e o consumo das famílias, contribuindo para a manutenção do indicador em patamar pessimista-moderado", completou. Os dados da FGV mostraram que o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,7 pontos, para 77,6 pontos, seu segundo mês consecutivo de queda, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,3 pontos, alcançando 100,2 pontos.

Reuters

 

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