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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 541 DE 19 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 541 | 19 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Frigoríficos reforçam pressão de baixa

O mercado físico do boi gordo apresentou liquidez moderada, com leve aumento na oferta de animais prontos, o que resultou em alongamento das programações de abate dos frigoríficos brasileiros, informou a Agrifatto. Com isso, as indústrias passaram a atender dez dias de abates, em média nacional, disse a consultoria. No Paraná o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$225,00. Escalas de abate de oito dias

 

As cotações do boi gordo permaneceram inalteradas em todas as 17 regiões produtoras monitoradas pela Agrifatto. “Com escalas mais confortáveis, os frigoríficos agora têm mais liberdade e melhores chances de sucesso ao pressionar os preços da arroba”, observaram os analistas da Agrifatto. Na avaliação da consultoria, a queda no consumo interno de carne bovina (com e sem ossos) nesta segunda quinzena de janeiro pode abrir espaços para leves ajustes negativos nas cotações do animal terminado no curto prazo. Na quinta-feira (18/1), a cotação média do boi gordo em São Paulo continuou em R$ 245/@, de acordo com os dados apurados pela Agrifatto. Na B3, todos os futuros desvalorizaram na quarta-feira (17/1). O contrato com vencimento para janeiro de 2024 ficou em R$ 243,30/@, representando recuo de 0,31% no comparativo diário. Segundo levantamento da S&P Global Commodity Insights, a morosidade no mercado doméstico do boi gordo ainda persiste nas praças pesquisadas pela consultoria. “As indústrias se ausentam das compras de boiadas gordas após as aquisições da semana e as escalas seguem confortáveis com a programação para as últimas semanas de janeiro”, ressalta a S&P Global. Pelos dados da Scot Consultoria, as indústrias paulistas seguem trabalhando com escalas relativamente confortáveis, em média de 8 dias, o que resulta em lentidão nos negócios envolvendo lotes de animais terminados. Segundo a Scot, no mercado de São Paulo, a arroba do boi gordo está em R$ 240, enquanto os preços da vaca e a da novilha gordas são negociados por R$ 215/@ e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. O “boi-China” vale R$ 245/@ no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal terminado “comum”. Na avaliação da Scot, as obrigações fiscais (como pagamentos de impostos) e as compra de materiais escolares têm colaborado para a menor demanda no mercado interno. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 235@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 245/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 220/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 190/@ (prazo) vaca a R$ 185/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 235/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 198/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Mercado de suínos estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,15%, com valor de R$ 9,10/kg. 

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (17), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 1,18%, chegando a R$ 6,68/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,11/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,02/kg), e Santa Catarina (R$ 6,00/kg).

Cepea/Esalq

 

Suinocultura Independente: perdas generalizadas para os preços

Em São Paulo o preço teve queda, saindo de R$ 6,93/kg vivo para R$ 6,40/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). 

 

No mercado mineiro, o valor passou de R$ 7,00/kg vivo para R$ 6,70/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 6,25/kg vivo para R$ 6,03/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

 

FRANGOS

 

Preços estáveis para o frango no PR

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,75%, valendo R$ 6,60/kg

 

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, não houve referência de preço, enquanto no Paraná, o valor ficou estável em R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (17), houve alta de 0,69% para a ave congelada, atingindo R$ 7,32/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,41%, fechando em R$ 7,36/kg.

Cepea/Esalq

 

Frango/Cepea: Poder de compra avança em relação ao farelo e cai frente ao milho

Pesquisas do Cepea apontam que o poder de compra de avicultores paulistas vem aumentando pelo segundo mês consecutivo frente ao farelo de soja

 

Já em relação ao milho, a situação está pior. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo registram leves altas nas primeiras semanas do ano, os do derivado da oleaginosa vêm recuando e os do cereal, subindo. No mercado avícola, apesar da menor demanda por carne, o alojamento de animais vivos está menor, o que, por sua vez, sustenta os valores de negociação.

Cepea

 

Embarques de carne de pato crescem 18,9% em 2023

Receita do setor aumentou 24,4% no ano

 

As exportações de carne de pato do Brasil cresceram em 2023, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No ano, foram embarcadas 3.507 toneladas do produto, volume que supera em 18,9% o total exportado no mesmo período de 2022, com 2.950 toneladas. A receita gerada pelas exportações nos 12 meses de 2023 chegou a US$ 13,7 milhões, desempenho 24,4% maior que os US$ 11 milhões obtidos no ano anterior. Apenas no mês de dezembro foram embarcadas 484 toneladas, número 171,7% maior que o total exportado no mesmo período de 2022, com 178 toneladas. A receita obtida no mês chegou a US$ 1,7 milhão, desempenho 115,6% maior que o saldo do décimo segundo mês de 2022, com US$ 791 mil toneladas. Maior importadora dos produtos brasileiros, a Arábia Saudita foi destino de 986 toneladas em 2023, volume 2% inferior em relação a 2022. Por outro lado, os Emirados Árabes Unidos importaram 916 toneladas, número 32% maior, segundo o mesmo período comparativo. Outros destaques foram o Catar, com 422 toneladas (+38%), México, com 266 toneladas (+11%) e Japão, com 238 toneladas (+54%). “A estratégia de difusão internacional da marca brasileira seguirá forte em 2024, especialmente em ações em feiras internacionais. Isto, especialmente no Oriente Médio, que é o nosso principal mercado. Já para fevereiro, realizaremos degustações de shawarma (sanduíche típico árabe) de pato e promoção da imagem durante a Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio”, detalhou Luís Rua, diretor de mercados.

ABPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Cobrança de pedágio no Paraná pode ser retomada já em fevereiro no Lote 1

Liberação da cobrança depende da conclusão das obras de revitalização das praças de pedágio, que não são utilizadas desde 2021

 

A cobrança de pedágio nas praças de São Luiz do Purunã, na BR-277; Lapa, na BR-476; Porto Amazonas, na BR-277; Imbituva, na BR-373; e Irati, na BR-277, pode ser retomada já em fevereiro de 2024. Isto porque a Via Araucária, concessionária responsável pelo Lote 1 do novo pedágio no Paraná, deve assinar o contrato de concessão no próximo dia 26 de janeiro – de acordo com o edital de concessão, a cobrança pode ser iniciada 30 dias após a assinatura. A data da assinatura do contrato do Lote 1 foi divulgada no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Mas para poder iniciar a cobrança de pedágio, a concessionária precisa concluir as obras pré-operacionais para revitalização das praças desativadas após o fim das antigas concessões. Já para as praças de pedágio em São José dos Pinhais, na BR-277; Carambeí, na PR-151; Jaguariaíva, na PR-151; e Jacarezinho, na BR-369, a cobrança de pedágio pode começar em março. Isto porque a data prevista pela ANTT para a assinatura dos novos contratos do Lote 2 com a EPR, única proponente no leilão do trecho que engloba a descida da Serra do Mar pela BR-277, é no dia 2 de fevereiro. As condições para o início da cobrança são os mesmos do Lote 1. Dentro deste lote, além das quatro praças de cobrança já existentes, a concessionária deve instalar três novos pontos de cobrança. São as praças de Sengés, na PR-151; Quatiguá, na PR-092; e mais uma em Jacarezinho, na BR-153. Esta segunda praça na mesma região foi prevista pela ANTT para evitar a “evasão ao pagamento de pedágio”, informou a agência. Nas antigas concessões, a praça de Jacarezinho na BR-369 cobrava uma tarifa de mais de R$ 32, uma das mais altas do país.

GAZETA DO POVO

 

Sucesso nas granjas, Sul domina mercado bilionário dos suínos no Brasil

Juntos, os estados da Região Sul respondem por 52% da produção nacional e quase a totalidade das exportações de suínos

 

A região Sul do país é líder isolada na produção e exportação da carne suína do Brasil, com números consolidados no desempenho 2023. Segundo a Pesquisa Pecuária Municipal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná concentram um plantel de 23,02 milhões de cabeças, número que corresponde a 52% do que se produz no Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) evidenciam que o ano passado foi o melhor da série histórica para o segmento. Do Sul saiu o maior volume produtivo que abasteceu o mercado interno e, principalmente, o mercado bilionário das exportações. O Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas diante de uma produção de mais de 5,2 milhões de toneladas. Quando o assunto é produção, Santa Catarina se manteve como a maior produtora do país com plantel estático de 9,82 milhões de cabeças. O Paraná, que até o levantamento de 2022 do IBGE ocupava a terceira colocação, voltou à vice-liderança, ultrapassando o Rio Grande do Sul, com 7,02 milhões de animais. Rio Grande do Sul tem um rebanho de 6,17 milhões de animais. Líder nacional na produção de suínos, Santa Catarina também foi o estado que mais exportou em 2023, respondendo por mais da metade dos embarques. Das 1,2 milhão de toneladas vendidas a outros países, o estado catarinense comercializou 663,3 mil toneladas. O estado é o único do país a vender a carne para nações com exigências sanitárias mais rígidas e específicas. Santa Catarina é área livre de aftosa sem vacinação desde 2007 e esta é uma das exigências de mercados como Japão e Coreia do Sul, importantes consumidores. Mirando na ampliação comercial no cenário internacional, o Paraná espera, já para 2024, conquistar novos mercados e expandir a comercialização. Isso se dá após o estado receber, no último ano, comitivas de países que desejam fazer negócios, mas ainda não compram a carne do estado por questões sanitárias. Apenas no ano de 2021 o estado teve o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de aftosa sem vacinação, depois de permanecer 16 anos amargando prejuízos pelo registro da doença em 2005. O presidente do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), José Roberto Ricken, reconhece o potencial para crescimento na cadeia de carne suína no estado. “A suinocultura tem muito espaço para expansão no estado, principalmente com abertura de novos mercados. Uma das provas disso é a planta na Frimesa, a maior da América Latina. A suinocultura é o setor com maior potencial de crescimento na pecuária do Paraná. Para isso, claro, precisa ser diluída em vários municípios”, avalia Ricken. No que depender da Frimesa, maior player do segmento no estado e quarto do país, o estado vai avançar na cadeia. O CEO da cooperativa, Elias Zydek, lembra que a planta inaugurada no município de Assis Chateaubriand (PR) se consolida como o maior frigorífico de abate suíno da América Latina. Quando a indústria estiver em pleno funcionamento, em 2030, vai abater 15 mil animais por dia. Por enquanto, o abate varia de 3 a 5 mil suínos ao dia. “Além de ampliar a produção, nosso desafio é encontrar gente para trabalhar. Temos centenas de vagas abertas que não conseguem ser preenchidas. Sem funcionários a expansão também fica comprometida”, alerta. No oeste do Paraná, onde a Frimesa está implantada, há cerca de 12 mil vagas abertas e sofre com a falta de trabalhadores. A maior parte das oportunidades está em plantas industriais, como nas cinco (entre dez) maiores cooperativas do agro no Brasil. “Não temos dúvidas que um dos desafios é o de conseguir profissionais para trabalhar”, considera Ricken. O mercado bilionário da suinocultura está entre as atividades de importante impacto ambiental, caso não haja destinação e tratamento dos dejetos. Em algumas regiões produtoras, lembra o presidente da Ocepar, o licenciamento para a atividade passa a ser um desafio junto aos órgãos ambientais. O CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis) considera que “os suinocultores são responsáveis pela produção geral de 14% do biogás nacional”. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava no fim de 2023 a existência de ao menos 40 usinas movidas a biomassa no país: 14 trabalham com resíduo animal, enquanto 22 se voltam aos resíduos sólidos urbanos e três de resíduos agrícolas. A avaliação de autoridades do setor é que a energia elétrica de biomassa já some 8,5% de toda a geração nacional. A origem agroindustrial representa grande parte deste percentual.

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar à vista fecha em alta de 0,03%, a R$4,9321 na venda

O dólar à vista fechou a quinta-feira novamente perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana se manteve no positivo ante várias divisas, após dados fortes sobre o mercado de trabalho norte-americano impulsionarem por mais um dia os rendimentos dos Treasuries

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9321 reais na venda, em leve alta de 0,03%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 1,66%. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 4,9395 reais.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com alta em rendimentos dos Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira pelo terceiro pregão seguido, descolado das bolsas norte-americanas e da alta de commodities como minério de ferro e petróleo, em nova sessão de avanço nos rendimentos dos Treasuries diante de revisões em perspectivas sobre cortes de juros nos Estados Unidos

 

A cena corporativa brasileira também ocupou os holofotes, com 3R Petroleum e PetroReconcavo disparando com a sugestão de fusão de seus ativos onshore, enquanto Energisa figurou entre as maiores quedas após anunciar que estuda follow on de cerca de 2 bilhões de reais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,77%, a 127.530,32 pontos., de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 129.046,63 pontos. Na mínima, a 127.354,04 pontos. O volume financeiro somava 19,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,575 bi em janeiro até dia 12, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 3,575 bilhões de dólares em janeiro até o dia 12, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quinta-feira o Banco Central

 

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,476 bilhão de dólares em janeiro até o dia 12. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que leva em conta exportações e importações, o saldo de janeiro até o dia 15 foi positivo em 2,099 bilhões de dólares. Na semana passada, de 8 a 12 de janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em 5,637 bilhões de dólares.

REUTERS

 

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