Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 54 DE 26 DE JANEIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 54| 26 de janeiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: negócios seguem em fluxo lento

O mercado do boi gordo seguiu em fluxo lento de negócios na terça-feira, 25 de janeiro, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


Segundo apurou a Scot Consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos de São Paulo estão confortáveis, o que resultou em menor ímpeto de compras nos últimos dias. Com isso, as cotações dos bovinos destinados ao abate não tiveram alterações quando comparadas ao fechamento do dia anterior (24/1). O boi, vaca e novilha gordos estão precificados em R$ 337/@, R$ 306/@ e R $325/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot. Além a baixa disponibilidade de boiada pronta para abater, o ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina contribui para a estabilidade os preços da arroba nas praças pecuárias brasileiras. Nos primeiros 15 dias úteis de janeiro, o Brasil exportou 107,4 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume alcançado até agora já ultrapassou a quantidade embarcada em todo o mês de janeiro do ano passado, de 107,3 mil toneladas. Ao comparar a média diária do mês atual, de 7,1 mil toneladas, com o resultado observado no mesmo mês do ano anterior (5,3 mil toneladas/dia), o volume está 33,5% maior. Porém, o preço atual da proteína brasileira in natura é 14,4% superior ao valor pago em igual período de 2021, de acordo com dados da Secex. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 291/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 310/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca R$ 310/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 320/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 294/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 284/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista).

PORTAL DBO


Carne bovina no atacado recua e frigoríficos focados no mercado interno registram margens negativas

Férias coletivas entram nos planos de algumas empresas


O analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias fez as contas e, considerando inclusive subprodutos, o equivalente carcaça não chega a R$320/@. Algumas indústrias frigoríficas já estão pensando em dar férias coletivas aos funcionários diante das margens negativas após o recuo dos preços da carne bovina no atacado. De acordo com ele esse cenário é mais impactante para as empresas que só operam no mercado interno. “Os frigoríficos estão trabalhando para mitigar os efeitos da alta dos preços da arroba no mercado. O movimento de queda na cotação da carne começou logo na primeira semana de janeiro diante da população menos capitalizada e porque as demais proteínas estão mais acessíveis”, relatou. Atualmente, o preço do boi casado está próximo de R$ 18,50/kg no estado de São Paulo. “Com esse valor da carne as indústrias conseguem pagar por um animal de R$ 320,00/@, mas as negociações para arroba do boi estão sendo realizadas em R$ 330,00/@. Com isso, as indústrias estão tentando ganhar margens com outros subprodutos do boi gordo para melhorar a rentabilidade”, destacou. Já as indústrias que têm habilitação para exportar conseguem margens de lucro melhores com o auxílio do dólar elevado. “Com a venda do animal, as indústrias conseguem uma receita por animal de R$ 360,00/@ e pagam por um gado de R$ 330,00/@. Isso acaba levando a cenários distintos entre as indústrias do mercado interno e externo”, afirmou. Para o segundo semestre, o analista aponta que as margens devem ser apertadas com os custos da alimentação animal em patamares elevados. “Vai ser complicado manter a gestão do negócio com os custos de produção em valores mais altos”, explicou.

AGÊNCIA SAFRAS


Custos da pecuária subiram até 38% em MT em 2021, diz Imea

Aumento concentrou-se nos três primeiros trimestres do ano passado; no intervalo entre outubro e dezembro, o movimento perdeu força


No ano passado, os custos de produção da pecuária em Mato Grosso subiram até 38,2% em relação a 2020, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O Estado tem o maior rebanho bovino do país. De acordo com o Imea, de um ano a outro, o custo no sistema de cria aumentou 16,9%, o de recria-engorda, 38,2%, e o do ciclo completo, 20%. O aumento de custos concentrou-se nos três primeiros trimestres do ano passado, e, no quatro trimestre, o movimento perdeu força. Em média, no intervalo entre outubro e dezembro, os indicadores para cria ficaram em R$ 289,12 por arroba (queda de 0,7% na comparação com o terceiro trimestre), R$ 273,83 por arroba (recuou de 0,4%) para recria-engorda e em R$ 249 (alta de 0,6%) por arroba para o ciclo completo.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suínos: terça-feira de estabilidade nos preços

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF sofreu queda de, pelo menos, 2,22%, valendo R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 7,35 o quilo/R$ 7,75 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (24), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, custando R$ 5,19/kg. Houve queda de 2,97% no Paraná, atingindo R$ 4,25/kg, baixa de 0,96% em São Paulo, alcançando R$ 5,14/kg, recuo de 0,45% em Santa Catarina, valendo R$ 4,46/kg, e de 0,45% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 4,39/kg.

Cepea/Esalq


Horizonte nebuloso na área de carne suína

Aumento de custos e perspectivas menos positivas para embarques à China preocupam o segmento


Diante de uma possível redução no potencial da safra 2021/22 de grãos no Sul por causa da estiagem, o cenário para a suinocultura brasileira neste ano, que já era nebuloso em razão de uma tendência menos positiva para as exportações, deverá se complicar ainda mais. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) tem alertado que as crises cada vez mais frequentes e complexas no segmento podem levar muitos produtores independentes e pequenas e médias integrações à falência. “A grande preocupação é a recuperação da demanda do mercado doméstico para absorver o aumento da produção”, disse o Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em nota. A entidade considera o cenário interno “hostil”, reforça que há sinais de superoferta e lembra que, por isso, os preços estão em queda desde a segunda quinzena de dezembro. Em boa parte de novembro e no início de dezembro, o indicador Cepea/Esalq para o quilo do suíno vivo negociado em São Paulo permaneceu acima de R$ 7. O índice caiu abaixo de R$ 6,50 na segunda metade do último mês de 2021, rompeu a barreira de R$ 6 no início de janeiro e atingiu R$ 5,14 na segunda-feira. De acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, a queda de preços e o aumento de custos estão causando prejuízos entre R$ 300 e R$ 350 por animal vendido no mercado independente de Santa Catarina. “Vemos que principalmente pequenos suinocultores, que já não têm mais como aguentar o prejuízo e enfrentam dificuldade de obter crédito estão indo para a integração. É um sistema em que não se fatura muito no pico, mas também não se perde muito em crises”, diz o dirigente, em nota. “Tradicionalmente, o início do ano é de retração de demanda por carne suína no mercado doméstico e de queda da exportação, o que agrava o desequilíbrio entre oferta e procura, pressionando ainda mais os preços para baixo”, afirma a ABCS. Segundo a Safras & Mercado, essa queda nas exportações não será apenas sazonal. Com o aumento da produção na China, o Brasil deverá embarcar, nas contas da consultoria, 1,07 milhão de toneladas de carne suína neste ano, recuo de 3,8% em relação a 2021 e volume 10,8% menor que o previsto pela Associação Brasileira de Proteínas Animais (ABPA). O Bureau Nacional de Estatísticas da China informou que, no ano passado, a produção de carne suína do país cresceu 29%, para 53 milhões de toneladas, e aproximou-se dos níveis pré-peste suína africana. “Pequim trabalhou muito para recuperar sua suinicultura. Recompôs os estoques públicos, ofereceu linhas de crédito com juros diferenciados e reduziu a importação. Tanto é que vimos quedas nos embarques americanos, europeus e brasileiros no fim de 2021”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safras. “Com as exportações não indo tão bem, existe um alerta bem grande. As margens estão bem deterioradas e alguns produtores operam no vermelho há algum tempo”, observa o analista. Ele lembra que as compras para suprir os asiáticos durante o Ano Novo Chinês já foram feitas e que, assim, as exportações brasileiras já devem refletir a queda da demanda em janeiro. Neste primeiro mês do ano, estima a Safras, os embarques de carne suína tendem a crescer 46%, mas sobre um volume baixo (61,6 mil toneladas) enviado em janeiro de 2021. Em sete dos 12 meses do ano passado, os embarques ficaram próximos ou superaram 100 mil toneladas. Ricardo Santin, presidente da ABPA, diz, no entanto, que após o Ano Novo Chinês - e quando a onda de covid-19 causada pela ômicron for controlada por Pequim -, as compras deverão reagir. A ABPA acredita que, mesmo com o aumento da produção, a China ainda terá que importar 4,8 milhões de toneladas, levando em consideração projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a demanda chinesa. Além disso, diz Santin, a produção chinesa cresceu em 2021 apoiada também no abate precoce de matrizes - e que, com isso, a tendência agora é de queda. Nesse contexto, a principal preocupação da ABPA é com os custos. No fim do ano passado, a entidade projetava um cenário de custos mais “controlados”, mas a estiagem no Sul do país deve manter os gastos elevados. “As empresas e integrações estão mais alongadas [no planejamento de compra de insumos], mas os independentes sofrem um efeito mais severo”, afirma Santin.

VALOR ECONÔMICO


FRANGOS


Frango: mercado estável na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,40/kg

Na cotação do animal vivo, o Paraná ficou estável em R$ 5,06/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço na terça-feira (25). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (24), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,34%, custando, respectivamente, R$ 5,84/kg e R$ 5,81/kg.

Cepea/Esalq


Governo brasileiro tentará anular sobretaxa sulafricana sobre frango

Aumento da tarifa para cortes com osso brasileiros foi de 62% para 265%


Os ministérios da Agricultura, da Economia e das Relações Exteriores estão trabalhando juntos para tentar anular as tarifas antidumping aplicadas pela África do Sul sobre a carne de frango com osso do Brasil. Em nota, a Pasta comandada por Tereza Cristina (Agricultura) fala em medidas dentro das possibilidades estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não especifica quais. De acordo com a Comissão Administrativa do Comércio Internacional Sul-Africano (ITAC, na sigla em inglês), a decisão é preventiva e valerá até junho deste ano. Com a mudança, a tarifa sobre o frango com osso brasileiro, que era de 62%, passa a ser de 265%. A adoção da sobretaxa é resultado de um pedido feito em janeiro do ano passado pela associação que representa a indústria de carne de frango na África do Sul. A entidade alega que o Brasil e outros quatro países (Irlanda, Espanha, Polônia e Dinarmarca) praticam dumping - vendas abaixo do preço de mercado para prejudicar a concorrência - em suas exportações ao mercado sul-africano. Ontem, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) criticou o movimento sulafricano e disse que os exportadores nacionais não praticam dumping em nenhum mercado. A África do Sul é o quinto principal destino dos embarques de carne de frango do Brasil, com compras de 297 mil toneladas em 2021.

VALOR ECONÔMICO


CARNES


Exportação de carne bovina brasileira deve subir 4%-5% em 2022, diz Rabobank

As exportações de carne bovina brasileira devem subir entre 4% e 5% em volume neste ano, em relação a 2021, disse o analista do Rabobank Brasil na área de proteína animal, Wagner Yanaguizawa, em podcast divulgado pelo banco na semana passada


Já as exportações de carnes de frango e suína devem subir entre 1% e 2% em volume. “O Brasil deve se manter competitivo no mercado internacional. A queda de demanda da China tem possibilitado aumento da participação de outros mercados (nas exportações brasileiras)”, disse Yanaguizawa. O volume de produção de carne bovina brasileira deve subir de 1% a 2% em 2022. A produção de carne suína deve aumentar 2,5% e a de carne de frango, 1,5%. A oferta de grãos, eventos climáticos, variações cambiais, barreiras comerciais, situação da pandemia, peste suína africana e gripe aviária são alguns dos fatores que poderão impactar os preços e a produção. As limitações de mão de obra em outros países produtores de proteína animal também poderão gerar maior competitividade para o Brasil nos mercados de exportação, segundo Yanaguizawa. No mercado doméstico, a carne de frango deve manter-se como a mais consumida. O analista espera leve recuperação da demanda doméstica por carne bovina, após quedas no consumo interno nos anos recentes, já que o arrefecimento nos preços da arroba e a alta nos custos de grãos usados na alimentação de frangos e suínos poderão melhorar a competitividade da carne bovina em relação às concorrentes.

CARNETEC


EMPRESAS


Faturamento da Castrolanda alcançou o recorde de R$ 5,9 bi em 2021

Com 1,1 mil associados, cooperativa atua no Paraná e em São Paulo


A Cooperativa Castrolanda, com sede em Castro (PR) e atuação nos Estados do Paraná e São Paulo, informou que encerrou 2021 com faturamento recorde de R$ 5,9 bilhões, 31,1% mais que em 2020. As sobras (lucros) do grupo alcançaram R$ 145 milhões. Com 70 anos de história, cerca de 1,1 mil cooperados e 3,7 mil colaboradores, a Castrolanda atua nas áreas de produção agrícola (sobretudo soja), carnes, leite, batata, inclusive com a industrialização dos três últimos produtos.

VALOR ECONÔMICO


Ações da Marfrig sobem após corretora elevar preço-alvo

As ações do frigorífico brasileiro Marfrig (SA:MRFG3) disparam nesta segunda-feira, após analistas da Jefferies elevarem o preço-alvo das ações da empresa de 25 reais para 27 reais


A Jefferies afirmou que a nova estimativa leva em consideração o potencial de lucratividade de curto prazo da Marfrig, uma capacidade da indústria ainda apertada e a avaliação com desconto da empresa em relação aos players de proteína baseados nos EUA. "Dado o ambiente operacional positivo contínuo e o potencial de lucratividade, um balanço limpo e uma avaliação com desconto, continuamos a favorecer as ações. Reiteramos a compra", dizem os analistas da Jefferies. Eles veem o balanço da Marfrig em "posição muito melhor" se comparado a três anos atrás, enquanto sua avaliação está "consideravelmente descontada" ante os pares sediados nos EUA. As ações da Marfrig subiram 3,79% às 12h50 no pregão da manhã, a maior alta do índice Bovespa, que caía 1,43%.

REUTERS


MEIO AMBIENTE


Suspeita de irregularidade ameaça repasse bilionário da Petrobras no Paraná para proteção ambiental

A suspeita de uso irregular de recursos da Petrobras que deveriam ser usados para proteção ambiental no Paraná ameaça impedir o repasse de mais de R$ 1,3 bilhão da empresa para o Estado


O Ministério Público estadual (MP-PR) pediu a suspensão do repasse. A promotoria acusa a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD) de usar parte do valor para outros fins, como construção de estradas rurais e compra de caminhões de lixo. Em outubro, a estatal firmou um acordo e se comprometeu a fazer o pagamento bilionário como indenização por danos ambientais, depois do derramamento de 4 milhões de litros de petróleo no Rio Iguaçu em 2000. Procurado pela Coluna, o governo do Paraná informou que se manifestará na Justiça. A situação envolvendo proteção ambiental repercutiu no empresariado. “O governo tem a oportunidade única de mudar o rumo da proteção da natureza no Estado e deve fazer isso aplicando os recursos corretamente”, afirmou Roberto Klabin, da empresa de papel e celulose Klabin. Além da aplicação irregular dos recursos, o MP acusa o governo estadual de ter deixado representantes da sociedade civil de fora do Conselho de Recuperação dos Bens Ambientais Lesados (CRBAL), que aprova a destinação dos recursos. Organizações foram convidadas pelo MP para debater o caso. “Um recurso assim não se vê todos os dias. A aplicação não pode ser feita com o Estado propondo e aprovando os próprios projetos”, disse Angela Kuczach da Rede Pró Unidades de Conservação (Rede Pró-UC).

O ESTADO DE SÃO PAULO


OCDE impõe redução no desmate como condição em convite ao Brasil

Entidade diz que metas climáticas serão prioridade na análise durante processo de acessão


A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) incluiu nos documentos que formalizam o início das negociações para o ingresso do Brasil na entidade obrigações de redução de desmatamento e medidas de mitigação de mudanças climáticas previstas no acordo de Paris. Na terça-feira (25), os membros do conselho da entidade aprovaram que o Brasil inicie formalmente as negociações para ingresso, solicitado formalmente pelo país em 2017. Na carta-convite aos países e no comunicado, obtidos pela Folha, os membros do conselho da OCDE enfatizam que deve ser considerado o comprometimento dos países com metas de redução de desmatamento e perda de biodiversidade na avaliação para autorizar a entrada na entidade. Além do Brasil, foram convidados para iniciar o processo de acessão Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia, que também são destinatários dos documentos. Segundo Daniel Wilkinson, Diretor da área de Meio Ambiente e Direitos Humanos da Human Rights Watch, trata-se de uma mensagem clara ao Brasil. "Eles passam um recado ao Brasil: estamos prontos para iniciar o processo, mas desde que vocês se comprometam com ações concretas", diz Wilkinson. "É fato conhecido que o desmatamento no Brasil está no maior nível, e os conselheiros deixam claro que o meio ambiente será fator determinante para autorizar a entrada do Brasil na OCDE." A Human Rights Watch tem enviado cartas aos conselheiros da OCDE com questionamentos sobre a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro. Na resolução, os membros do conselho pedem que, na avaliação de cada candidato, sejam observados, em particular, fatores como o comprometimento de "estruturar a agenda de reformas estruturais" como base para "crescimento forte, sustentável, verde e inclusivo" e de "assegurar uma efetiva proteção do meio ambiente e da biodiversidade, e ações ligadas a mudanças climáticas para atingir os objetivos do acordo do clima de Paris". Também enfatizam a necessidade de comércio e investimento livres, medidas para reduzir desigualdade e fortalecimento de governança e ações anticorrupção. Agora, todos os seis candidatos receberam cartas-convites para iniciar seu processo de adesão. A confirmação da entrada depende de um consenso dos 38 países que integram o grupo.

FOLHA DE SP


INTERNACIONAL


Carne bovina: Argentina define cota de exportação aos EUA

Ministério da Agricultura da Argentina distribuiu cotas para exportar 20 mil toneladas de carne bovina com preferência tarifária para os Estados Unidos


O Ministério da Agricultura da Argentina distribuiu cotas para exportar 20.000 toneladas de carne bovina com preferência tarifária para os Estados Unidos, em esquema semelhante ao que rege a Cota Hilton, destinada à União Europeia. De acordo com resolução publicada no Diário Oficial, foram distribuídas cotas para 18.871 toneladas de cortes bovinos desossados in natura, refrigerados ou congelados, no período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2022. O saldo de pouco mais de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina que resta para completar as 20 mil toneladas concedidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) passará a fazer parte do denominado ‘Fondo de Libre Disponibilidad’.

AGÊNCIA SAFRAS


Câmara dos EUA pede informações de empresas de carnes sobre preços crescentes

O presidente do subcomitê de política econômica e de consumo da Câmara dos Deputados dos EUA enviou uma carta na terça-feira às principais empresas de produtoras de carne dos EUA, em busca de informações sobre o aumento dos preços e lucros


O grupo de empresas inclui Tyson Foods, JBS Foods e National Beef and Seaboard. Raja Krishnamoorthi, Presidente do subcomitê, pediu informações sobre aumentos de preços de produtos de carne bovina, suína e de frango, disse o subcomitê na terça-feira. “Embora algumas empresas possam alegar que os altos preços que alimentam esses lucros descomunais são explicados por custos mais altos de insumos, os dados de lucros contam uma história diferente”, disse Krishnamoorthi na terça-feira. “Estou profundamente preocupado que os conglomerados de processamento de carne possam ter se engajado em práticas comerciais predatórias, em detrimento dos consumidores, durante a pandemia”, acrescentou. Krishnamoorthi pediu informações e documentos de cada uma das empresas até 8 de fevereiro, com explicações sobre a decisão de aumentar os preços de seus produtos apesar do aumento dos lucros. Ele também pediu que as empresas expliquem o que planejam fazer para baixar os preços no próximo ano. Ele disse que as margens de lucro líquido das quatro maiores empresas frigoríficas dispararam mais de 300% desde o início do surto de coronavírus e acusou as empresas de aumentar seus lucros “às custas das famílias americanas”. Assessores econômicos da Casa Branca disseram no mês passado que as maiores empresas de carnes, usando seu poder de mercado no altamente consolidado mercado dos EUA para aumentar os preços da carne, triplicaram suas próprias margens de lucro líquido desde o início da pandemia de Covid-19. A Casa Branca, pressionada pelos republicanos pelo aumento da inflação, está lutando para combater o aumento dos preços eliminando os bloqueios da cadeia de suprimentos e enfrentando o que considera práticas não competitivas das grandes empresas, que estão reportando grandes ganhos enquanto os consumidores sofrem.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Importações paranaenses crescem 43% em 2021; aumento nas exportações foi menor, 17%

O Paraná importou US$ 17 bilhões em 2021. O valor é 43% superior ao ano de 2020, quando a soma das importações totalizou US$ 11,9 bilhões. As exportações do estado também cresceram, porém bem menos. Foram US$ 19 bilhões exportados em 2021 ante US$ 16,3 bilhões em 2020, com aumento de 17,1%


Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e foram analisados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O aumento maior nas importações não é necessariamente uma má notícia. Está relacionado à retomada da produção pós-pandemia. “A importação maior se deve ao ritmo de recuperação da atividade industrial. Muitas das importações são insumos e matérias-primas usados pelas indústrias, que aumentaram a produção para atender a demanda do mercado”, explica o economista da Fiep Evânio Felippe. Para o economista da Fiep, a estratégia é correta porque, neste momento, o avanço da variante ômicron, mesmo sendo menos grave, pode determinar a necessidade de isolamento das pessoas contaminadas, o que resultaria em falta de mão de obra nas linhas de produção, impactando o fornecimento de produtos. Com as importações maiores do que as exportações, o saldo da balança comercial paranaense caiu 53% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, ficou positivo, com superávit de US$ 2,1 bilhões (na comparação de 2021 com 2020). No período anterior (2020 comparado com 2019) o superávit chegou a US$ 4,4 bilhões. Os países dos quais o Paraná mais importou foram China, Estados Unidos, Argentina e Paraguai. Só da China, as importações cresceram 62,4% em relação ao período anterior. Em relação às exportações, os principais destinos dos produtos paranaenses foram China, Estados Unidos, Argentina e México. O carro-chefe das exportações foram produtos do complexo soja, seguido de carnes, madeira e veículos. Chama a atenção o aumento das exportações para o México, que cresceram 80% de 2020 para 2021. E, também, o grande volume de exportação de madeira para os Estados Unidos. O mercado norte-americano absorveu 50% de tudo o que o Paraná exportou de madeira no ano passado. Outro destaque foi o crescimento das exportações de móveis. O segmento é pouco expressivo no total, representa apenas 1% de tudo o que o Paraná exporta, mas o aumento foi significativo. O estado exportou, em 2021, US$ 179,7 milhões em móveis. Em 2020, as exportações desses produtos somaram US$ 99,6 milhões. Ou seja, o crescimento de um ano para outro foi de 80,5%. As exportações de móveis tiveram como destino principalmente os Estados Unidos.

GAZETA DO POVO


General que chefia Itaipu pede demissão

João Francisco Ferreira assumiu o comando da Binacional em abril de 2021 no lugar do também general Joaquim Silva e Luna


O Diretor-Geral da usina hidrelétrica de Itaipu Binacional, general da reserva João Francisco Ferreira, pediu demissão na terça-feira (25). A informação antecipada pelo Valor no início da tarde foi posteriormente confirmada por Itaipu. Fontes do setor elétrico ouvidas pela reportagem informaram que o cargo dele estaria sendo negociado pelo “centrão” e Ferreira se antecipou para evitar desgaste. O nome do substituto ainda tem que ser avaliado pelo Conselho da Eletrobras. O Ministério de Minas e Energia não se manifestou até o momento. O anúncio foi feito hoje aos assessores, assistentes e diretores. Ferreira está reticente e prefere não ficar durante o período de transição porque, segundo ele, não vê mais sentido em despachar e tomar decisões sabendo que não vai ficar. Ele anunciou também a saída dos três assessores que vieram com ele: o coronel Robson Rodrigues de Oliveira, o coronel Aloisio Lamim e o major Washington Vasconcelos Santana. Ferreira assumiu o comando da Binacional em abril de 2021 no lugar do também general Joaquim Silva e Luna, que ocupou o cargo por dois anos e hoje está na presidência da Petrobras por indicação do Presidente Jair Bolsonaro. Em 2023, quando o Tratado de Itaipu completar 50 anos, está prevista a revisão do Anexo C, que estabelece as bases financeiras e de prestação de serviços de eletricidade de Itaipu. A negociação entre brasileiros e paraguaios ocorrerá no mesmo ano em que a empresa quitará todas as dívidas contraídas para a construção da usina.

VALOR ECONÔMICO


Ministério de Minas e Energia indica almirante ​​Anatalício Risden Jr. para dirigir Itaipu

O Ministério de Minas e Energia confirmou, na terça-feira (25), a indicação do nome do vice-almirante da reserva Anatalício Risden Júnior para o posto de Diretor-Geral brasileiro de Itaipu. Ele é, atualmente, Diretor Financeiro da usina


Risden Júnior tem 62 anos, dos quais 40 anos dedicados à carreira na Marinha. Ele é bacharel em Ciências Navais, com mestrado na mesma área e doutorado em Altos Estudos de Política e Estratégia – Marítimas. Ele substituirá na função João Francisco Ferreira, que pediu desligamento do posto também nesta terça. Ferreira é general da reserva e alegou motivos pessoais para solicitar o desligamento.

GAZETA DO POVO


Deral informa colheita da soja concluída em 8% da área no Paraná e 31% das lavouras em condições ruins

O Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná trouxe informação atualizada na terça-feira (25) mostrando 8% da área cultivada com soja já tendo sido colhida


O boletim aponta ainda que 31% das lavouras do estado estão em condições ruins, 33% em situação regular e 36% em bom estado. São ainda 3% dos campos em estágio desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 60% em frutificação e 25% em estágio de maturação. O Paraná é o estado que deverá registrar a quebra mais severa na soja 2021/22 dadas as adversidades climáticas. A estiagem no país foi uma das mais severas das últimas décadas e, no início de janeiro, o departamento estimou a safra de soja do Paraná em 13,1 milhões de toneladas, contra projeções iniciais de 21 milhões.

SEAB-PR


Governo inclui Porto de Paranaguá no Programa de Parcerias de Investimentos

O Porto de Paranaguá está entre os três incluídos no decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (24), e que qualifica os terminais portuários dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)


Foram qualificados também o Porto Organizado de São Francisco do Sul (SC) e o Porto Organizado de Rio Grande (RS). Com isso, os empreendimentos portuários receberão o tratamento prioritário previsto na legislação nacional. No caso do Porto de Paranaguá, a inclusão no novo decreto significa que uma nova área, a PAR03, fica habilitada para licitação. Esta área se soma a outras cinco, já disponibilizadas no ano passado (três destinadas a granéis sólidos vegetais, um para granéis líquidos e um para carga geral). “Sendo qualificado dentro do PPI, esse projeto ganha prioridade e deve tramitar de forma mais ágil nos órgãos federais”, disse o Diretor-Presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Fernando Garcia da Silva. “Vamos transformar o que hoje é um pátio num armazém para movimentação de fertilizantes", informou. Segundo Garcia, a previsão é licitar a área ainda este ano. O leilão será na Bolsa de Valores do Brasil (B3), em São Paulo. A construção deve ser concluída em 2025. O investimento previsto é de R$ 170 milhões. A área será concedida por um período de 35 anos. O PPI foi criado em 2016 pelo governo federal para reforçar a coordenação das políticas de investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com o setor privado. Os projetos serão executados por meio de concessões, parcerias público-privadas e privatizações.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai 1,3% e fecha abaixo de R$5,50 com fluxo estrangeiro e na véspera de decisão do Fed

O dólar fechou em queda na terça-feira, ficando novamente abaixo de 5,50 reais, com as operações locais acompanhando a perda de fôlego da moeda norte-americana no exterior, em meio a contínuo fluxo de estrangeiro para emergentes, mas com as atenções voltadas para a decisão de política monetária nos EUA na quarta-feira


O dólar à vista caiu 1,29%, a 5,4357 reais na venda. Na B3, às 17:00 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,96%, a 5,4415 reais. Numa evidência da recuperação das divisas emergentes em geral, um índice do JPMorgan para essa classe de ativos chegou ao fim da tarde em alta de 0,3%, nas máximas da sessão, após mais cedo recuar ao menor patamar em duas semanas. "Está tendo um fluxo interminável de gringo para emergentes em geral", disse um gestor de uma grande asset em São Paulo. "Acho que o gringo está nesse 'call' de migrar de mercado desenvolvido para emergente mesmo, mas acho que não é sustentável", ponderou. Mas o foco principal do mercado era o banco central dos Estados Unidos (Fed), cuja reunião de política monetária se encerra na quarta e ao fim da qual o Fed deverá confirmar planos de elevar os juros em março e poderá dar sinais sobre o que pretende fazer com seu balanço patrimonial. Altas de juros nos EUA costumam minar ativos emergentes, caso do real, mas alguns analistas têm dito que muito está no preço da taxa de câmbio. O Fed anuncia sua decisão de política monetária às 16h (de Brasília) da quarta-feira. O Citi está mais cauteloso sobre o cenário global e os impactos do aperto monetário nos EUA nos mercados emergentes. Para estrategistas do banco, ventos contrários --que incluem ainda uma situação incerta da pandemia no mundo, a qual levaria a potenciais riscos de manutenção de problemas nas cadeias de suprimentos que deixem a inflação elevada-- vão pressionar o real, o que respalda a visão da casa de taxa de câmbio de 5,60 reais por dólar ao fim de 2022. E o FMI piorou de forma expressiva suas projeções para a economia brasileira e passou a ver crescimento de apenas 0,3% neste ano, citando consequências sobre a demanda decorrentes do aperto monetário em curso pelo Banco Central.

REUTERS


Ibovespa fecha acima dos 110 mil pontos pela primeira vez desde outubro

Apesar do feriado em comemoração ao aniversário de São Paulo na capital paulista, o ritmo dos negócios na bolsa esteve acima da média diária observada em 2022


Na véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), os investidores globais voltaram a comprar ativos brasileiros no pregão de terça-feira, em um novo dia de demanda elevada por ações de setores mais ligados à velha economia, como bancos e empresas de commodities. Assim, o Ibovespa fechou acima do patamar dos 110 mil pontos pela primeira vez desde outubro, encerrando o dia em alta de 2,10%, aos 110.203,77 pontos. O volume negociado dentro do índice ontem foi de R$ 24,66 bilhões, contra giro de R$ 21,9 bilhões na média dos pregões deste ano. Em Wall Street, o dia foi marcado por novos solavancos nos principais índices acionários americanos. O S&P 500 chegou a cair 2,78% nos menores patamares do dia, mas se afastou das mínimas e fechou em queda de 1,22%. O Dow Jones recuou 0,19% e o Nasdaq caiu 2,28%. Tal volatilidade nas ações americanas é atribuída à iminência do processo de alta de juros nos Estados Unidos. Na visão dos investidores, os membros do Comitê Federal Finanças de Mercado Aberto (Fomc) devem sinalizar amanhã que a primeira elevação nas taxas do país deve ocorrer já na reunião de março. "Uma provável alta na taxa dos Fed Funds em março já foi bem comunicada, portanto, um sinal [dos membros do Fed] de ‘preparem-se para a decolagem’ não deve movimentar o mercado. Mais importante será qualquer orientação sobre o provável ritmo de aperto, via redução do balanço de ativos, bem como para as taxas de juros no próximo ano e além", afirmam os estrategistas do banco canadense TD Securities. Com a queda expressiva observada em 2021, um câmbio em patamar bastante depreciado e uma representação expressiva dos setores de commodities e bancos, o índice tem atraído fluxos estrangeiros neste início de ano. Nos 15 primeiros pregões de janeiro, o montante já supera os R$ 20 bilhões.

VALOR ECONÔMICO


FMI rebaixa previsão para crescimento da América Latina, com fortes ajustes sobre o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu na terça-feira suas previsões de crescimento econômico em 2022 para a América Latina citando inflação, política monetária mais apertada e uma estimativa de crescimento mais baixa para os Estados Unidos como determinantes para os rebaixamentos


O FMI cortou suas expectativas de crescimento para o Brasil em 1,2 ponto percentual ficando o crescimento do PIB a 0,3%, enquanto a estimativa para a América Latina e o Caribe foi diminuída em 0,6 ponto percentual, a 2,4%. "A luta contra a inflação levou a uma forte resposta da política monetária, que pesará sobre a demanda doméstica", disse o FMI sobre o Brasil em uma atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Mundial. A primeira Vice-Diretora-Gerente Gita Gopinath afirmou em entrevista coletiva que outro motivo para o corte na previsão do Brasil é a moderação dos preços das commodities de pauta de exportações do país, como os de minério de ferro, que haviam subido no ano passado. O relatório do Fundo disse que o México também será afetado por inflação e juros altos, agravadas por uma queda esperada no crescimento da produção nos Estados Unidos, seu parceiro comercial mais importante. "O rebaixamento (do crescimento econômico) dos EUA traz consigo a perspectiva de uma demanda externa mais fraca do que o esperado para o México em 2022", disse o FMI. A Argentina deve crescer 3,0% este ano, um aumento de 0,5 ponto percentual ante às estimativas do FMI de outubro, e o crescimento estimado de 2,5% em 2023 também é 0,5 ponto percentual maior. O país sul-americano e o FMI negociam um programa de refinanciamento de cerca de 41 bilhões de dólares que a Argentina disse não poder pagar conforme o planejado. "Estamos adotando uma abordagem flexível e pragmática e esperamos progredir ainda mais nos próximos dias", afirmou Gopinath. Para 2023, o Fundo prevê que a América Latina e o Caribe cresçam 2,6%. A expansão do Brasil deve ser de 1,6% e o crescimento do México deve chegar a 2,7%.

REUTERS


Confiança do consumidor brasileiro começa ano em queda para mínima em 9 meses, mostra FGV

A confiança do consumidor brasileiro voltou a cair e bateu uma mínima em nove meses em janeiro, afetada pela percepção incerta sobre a situação econômica geral e as finanças familiares, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE caiu 1,4 ponto em janeiro, para 74,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice cedeu 0,7 ponto, para 74,8 pontos, após ter se mantido relativamente estável no mês anterior. O número de janeiro é o menor desde abril passado (72,5), em dado dessazonalizado. "A confiança dos consumidores inicia 2022 em queda, influenciada pelo aumento do pessimismo em relação aos próximos meses", disse Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens. Segundo ela, a retomada do auxílio emergencial e uma percepção mais favorável sobre o mercado de trabalho parecem ter contribuído para a redução da distância entre a confiança dos consumidores de alta e baixa renda. A piora das expectativas com relação à situação econômica geral e às finanças familiares, no entanto, sugerem que a relativa satisfação com a situação corrente em janeiro pode ser temporária, havendo ainda muita incerteza quanto à evolução do endividamento das famílias de baixa renda. "A mudança desse cenário continuará dependendo da recuperação do mercado de trabalho, controle da inflação, e redução da incerteza, num ano que se inicia com surto de Ômicron e Influenza e termina com as eleições", afirmou Bittencourt.

REUTERS


Citi vê cinco trimestres de PIB em queda no Brasil e revisa projeção de 2022 para -0,3%

O recuo esperado de 2,8% nos investimentos deve ser o principal fator para a contração do PIB em 2022


O Citi revisou sua projeção para o PIB do Brasil em 2022 de uma alta de 0,3% para queda de 0,3%, citando condições monetárias mais apertadas tanto global quanto internamente, além da propagação da variante ômicron. A economia brasileira deve continuar em recessão na primeira metade de 2022, de acordo com relatório do banco. Com a perspectiva de queda de 0,2% no PIB do quarto trimestre de 2021, a “herança estatística” para 2022 deve ser negativa, diz o Citi. Isso, combinado à taxa de juros real mais alta e aos potenciais impactos negativos da ômicron sobre a atividade, leva o banco a estimar agora cinco trimestres consecutivos de contração do PIB brasileiro (do segundo trimestre de 2021 ao segundo trimestre de 2022). “Esses cinco trimestres de declínio configurariam uma das recessões mais longas de todos os tempos, embora ainda pouco profunda (0,8 ponto percentual)", escrevem Leonardo Porto, Paulo Lopes e Thais Ortega. O recuo esperado de 2,8% nos investimentos deve ser o principal fator para a contração do PIB em 2022, observam. "Condições monetárias globais mais apertadas em meio à escalada da ômicron impõem mais pressão sobre a inflação e as taxas de juros. As perspectivas globais vêm se deteriorando ainda mais para os emergentes à medida que a decolagem da política monetária dos EUA se aproxima. Além disso, a situação ainda não totalmente controlada da covid-19 em todo o mundo sugere que as interrupções na cadeia de suprimentos devem durar mais do que se pensava anteriormente, contribuindo para sustentar a inflação global em níveis mais altos por mais tempo", acrescentam os economistas. Essa combinação, no geral, aponta para um real fraco por mais tempo, diz o Citi, o que dá suporte à projeção do banco de um dólar acima de R$ 5,60 ao fim do ano. Na melhor das hipóteses, o Brasil deve enfrentar estagflação em 2022, afirmam os economistas. O Citi manteve sua projeção de IPCA em 4,7% ao fim de 2022, mas agora vê uma Selic atingindo um pico de 12,25% em maio. "A alta dos preços das commodities observada desde meados de dezembro (preços do petróleo acima de US$ 80/barril) aliada às perspectivas de desvalorização cambial devem pressionar os preços ‘tradables’ no curto prazo. No médio prazo, os impactos da ômicron em todo o mundo devem estender as interrupções na cadeia de suprimentos por mais tempo, restringindo o processo desinflacionário em andamento no Brasil após o pico em 21 de novembro (10,7%)", aponta o Citi. Após ser favorecida por crescimento e inflação temporários em 2021, afirma o relatório, a dívida pública brasileira deve retomar a tendência de alta em 2022, passando de 80,2% do PIB no fim de 2021 para 84,9% neste ano. "O resultado fiscal primário deve deslocar-se para território negativo em -1% do PIB, já que o aumento da arrecadação, que surpreendeu para cima em 2021, deve se estabilizar sob um crescimento mais fraco do PIB (de 4,4% para -0,3%) e menor inflação (10% para 4,7%)", dizem Porto, Lopes e Ortega. "As taxas de juros reais mais altas (cerca de 6%) devem levar a um resultado fiscal global nominal ainda pior (para -8,2% em 2022, de -4,5% do PIB em 2021), o que deverá afetar a dívida bruta", acrescentam. “Sob essa perspectiva de atividade desanimadora, a taxa de desemprego deve permanecer em níveis de dois dígitos ao longo deste horizonte de dois anos”, afirmam.

VALOR ECONÔMICO


Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 1,878 tri em 2021, alta real de 17,36%

Segundo a Receita Federal, o recolhimento em dezembro atingiu R$ 193,902 bilhões, alta de 10,76%


A arrecadação federal de impostos registrou alta real de 10,76% em dezembro do ano passado, na comparação com o mesmo mês de 2020, e chegou a R$ 193,902 bilhões. Com isso, o recolhimento no ano passado atingiu R$ 1,878 trilhão, elevação real de 17,36% contra 2020. Os números foram divulgados na terça-feira (25) pela Receita Federal. Na série atualizada pela inflação, o resultado de dezembro é o melhor da série histórica, com início em 1995. Já no ano também é o melhor resultado da série histórica. Sem correção inflacionária, a arrecadação de dezembro mostrou alta de 21,90%, contra o mesmo mês de 2020, quando a arrecadação total somou R$ 159,065 bilhões (valor corrente). Considerando somente as receitas administradas pela Receita, houve elevação real de 9,82% no mês, somando R$ 188,996 bilhões. A alta nominal ficaria em 20,87%. No ano passado, as receitas administradas somaram R$ 1,792 trilhão, acréscimo real de 16,11% e nominal de 25,63% em relação a 2020. Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 4,906 bilhões no mês passado, aumento real de 65,34% na comparação com o mesmo mês de 2020. Em termos nominais, essas receitas subiriam 81,98% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2020. No ano, a receita própria de outros órgãos somou R$ 86,789 bilhões, o que corresponde a aumento real de 50,94% contra 2020. Na série atualizada pela inflação, o resultado de dezembro é o melhor da série histórica, com início em 1995. O governo deixou de arrecadar R$ 93,746 bilhões em 2021 devido a desonerações tributárias, conforme divulgado pela Receita. Em 2020, por sua vez, o governo abriu mão de R$ 101,741 bilhões. Em dezembro do ano passado, as desonerações somaram R$ 9,470 bilhões. Por fim, a desoneração da cesta básica levou a redução de R$ 562 milhões na arrecadação em 2021.

VALOR ECONÔMICO


Estiagem no Rio Grande do Sul gera perdas econômicas de R$ 36,14 bilhões ao produtor

Estimativa da FecoAgro/RS mostra que o impacto na soja é de R$ 29,51 bilhões e no milho é de R$ 6,62 bilhões


As perdas financeiras que os produtores do Rio Grande do Sul deverão alcançar devido à estiagem que assola o Estado já chegam a R$ 36,14 bilhões. É o que informa o segundo levantamento realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), considerando os números que foram divulgados até o momento. O impacto na soja é de R$ 29,51 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), enquanto que no milho este valor já é de R$ 6,62 bilhões. O estudo ainda considera que o efeito dominó na economia gaúcha, considerando que a matriz insumo-produto, para cada R$ 1,00 gerado da porteira para dentro, outros R$ 3,29 serão gerados nos demais setores que atuam fora da porteira devido a este ganho de safra, pode chegar a R$ 115,67 bilhões só considerando a quebra nas duas culturas. A metodologia de cálculo utilizada pela FecoAgro/RS considerou a expectativa inicial de produção do IBGE e foi aplicado o percentual de perdas divulgado nesta semana pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), que consultou 23 cooperativas parceiras da rede até o dia 22 de janeiro, considerando também o preço médio recebido pelo produtor em janeiro de 2022. Segundo os dados da Rede Técnica Cooperativa (RTC), a quebra de safra de soja é de 48,7% sendo que em algumas regiões as perdas ultrapassam os 70%. Já no milho, as estimativas apontam para uma perda de 70% das lavouras segundo a FecoAgro/RS. No levantamento anterior, de 4 de janeiro, os números eram de 59,2% no milho e 24% na soja, com impacto financeiro de R$ 5,41 bilhões e R$ 14,36 bilhões respectivamente, totalizando R$ 19,77 bilhões. A produção inicial estimada pelo IBGE, contabilizada nos cálculos, era de 20,95 milhões de toneladas na soja e 6,09 milhões de toneladas no milho.

FecoAgro/RS


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

imprensa@sindicarne.com.br


1 visualização0 comentário