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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 539 DE 17 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 539|17 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Boi gordo: mercado físico em ritmo lento e estável

Na avaliação da Agrifatto, a movimentação pouco expressiva dos preços evidencia os sinais divergentes do mercado bovino no momento. No Paraná, o boi vale R$ 235,00 por arroba. Vaca a R$ 215,00. Novilha a R$ 225,00. Escalas de abate de oito dias

 

Segundo a S&P Global Commodity Insight, as referências para a arroba seguem estáveis na maioria das regiões do País, e as indústrias frigoríficas operam com escalas prolongadas, reduzindo a necessidade de grandes negócios envolvendo lotes de animais terminados. De acordo com a Agrifatto, o escoamento de carne bovina no varejo não está correspondendo às expectativas para uma primeira quinzena de mês. “Os frigoríficos, com estoques confortáveis tentam efetivar baixas, mas os pecuaristas resistem e buscam segurar a oferta”, ressalta a consultoria. As escalas de abate fecharam a última semana em 9 dias úteis, sem mudança no comparativo semanal. No mercado futuro foi notado um avanço na liquidez dos negócios, relata a Agrifatto. “Os negócios na B3 ainda estão abaixo do que vinha sido registrado ao final de 2023 e devem ganhar maior liquidez no decorrer das próximas semanas”. Na terça-feira (16/1), a cotação média do boi gordo em São Paulo seguiu em R$ 245/@, apurou a Agrifatto. Duas das 17 praças acompanhadas pela Agrifatto registraram desvalorização na terça-feira: em Goiás e Minas Gerais. As outras 15 regiões mantiveram as indicações laterais. No mercado futuro, o contrato com vencimento para janeiro de 2024 fechou o pregão de segunda-feira (15/1) em R$ 247,80/@, com valorização de 0,28% no comparativo diário. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 235@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 245/@ (prazo)vaca a R$ 225/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 230/@ (à vista) vaca a R$ 220/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 190/@ (prazo) vaca a R$ 185/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 196/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 235/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 223/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 198/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Quedas no mercado de suínos vivos na terça-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF cedeu 2,38%, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,11%, com valor de R$ 9,30/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (15), houve recuo de 0,99% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,03/kg, baixa de 1,10% no Paraná, alcançando R$ 6,30/kg, retração de 2,58% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,04/kg, desvalorização de 3,14% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,17/kg, e de 3,29% em São Paulo, fechando em R$ 6,76/kg. 

R$ 7,35/kg. 

Cepea/Esalq 

 

FRANGOS

 

Frango: cotações sustentadas para o setor

Altas sutis marcaram o preço da ave congelada ou resfriada no mercado paulista na terça-feira (16) para o mercado do frango, que teve as demais cotações inalteradas

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, não houve referência de preço, enquanto no Paraná, o valor ficou estável em R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (12), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram 0,55%, custando, respectivamente, R$ 7,29/kg e R$ 7,35/kg. 

Cepea/Esalq

 

JBS investe R$ 135 milhões no PR, NO maior e mais moderno berçário de pintinhos do país

A JBS retomará em fevereiro as operações do seu incubatório de frangos de corte localizado em Rolândia (PR), informou a companhia. Responsável por 12% dos pintos produzidos pela Seara, o “berçário” de aves recebeu investimento de R$ 135 milhões para recuperação e modernização, após incêndio ocorrido na unidade em março de 2023

 

Com previsão para entrar em operação na segunda quinzena de fevereiro, o incubatório foi reconstruído em tempo recorde, com conclusão em apenas dez meses. Com a retomada das atividades, a unidade contará com 155 colaboradores. O incubatório de Rolândia atenderá municípios do norte do Paraná, mais precisamente nas cidades de Campo Mourão, Santo Inácio e Jaguapitã, mas está habilitado para atender outras unidades, se houver a necessidade. Apontado pela JBS como o maior e mais tecnológico incubatório do país, o local tem capacidade de incubação de mais de 16 milhões de ovos férteis por mês, ocupando uma área de 16.314 m². Incubados em estágio único, os ovos são colocados e retirados das máquinas todos ao mesmo tempo a cada ciclo de incubação. "Tecnicamente, esse processo é considerado um dos melhores, já que permite limpar e desinfetar todos os maquinários ao fim de cada procedimento, elevando o padrão de qualidade do processo. Seguindo os princípios do bem-estar animal, o incubatório possui um controle maior de ambiência, favorecendo o desenvolvimento dos embriões com maior eficiência e qualidade", disse a empresa em comunicado. O incubatório conta ainda com uma sala de controle de climatização, sistema de alarmes e monitoramento ambiental, com câmeras por toda a unidade. Além disso, foram instalados instrumentos para o controle de incêndio. Segundo o gerente executivo de Sustentabilidade Agropecuária da Seara, Vamiré Luiz Sens Júnior, a reconstrução foi focada em trazer uma operação totalmente modernizada. “Tudo foi projetado de modo a assegurar excelentes níveis de eficiência e otimização dos recursos naturais. Além das melhorias do processo, a incubação realizada mais próxima às granjas reduz o tempo de deslocamento de ovos e pintos, resultando em um serviço ainda melhor aos nossos parceiros integrados”, disse ele no comunicado. A JBS destacou ainda que, com a instalação do processo de osmose reversa, que realiza a filtragem da água por meio de equipamentos próprios para reter as partículas e poluentes físicos e microbiológicos, a unidade também economizará cerca de 200 mil litros de água por mês com o uso de água destilada nos processos de incubação.

CARNETEC

 

EVENTOS

 

Show Rural Coopavel espera movimentar R$ 5,5 bilhões em negócios este ano

Programada para 5 a 9 de fevereiro, feira em Cascavel (PR) espera receber 300 mil pessoas. Evento em Cascavel, no Paraná, contará com 600 expositores em sua 36ª edição

 

Primeiro evento do calendário nacional de feiras agrícolas, o Show Rural Coopavel em Cascavel, oeste do Paraná, espera movimentar R$ 5,5 bilhões em negócios este ano, segundo organizadores. Se confirmada a previsão, o resultado representará um crescimento de 10% em relação aos R$ 5 bilhões movimentados no ano passado. “Estamos muito animados. Teremos, mais uma vez, um grande evento, e todos são nossos convidados a participar e a conhecer o melhor de um setor fundamental à economia mundial, e que responde por 25% do PIB brasileiro”, destacou, em nota, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. Programado para 5 a 9 de fevereiro, o evento espera receber 300 mil pessoas e 600 expositores em sua 36ª edição. Em 2022, foram 384 mil visitantes comum crescimento de 56% no volume financeiro negociado.

GLOBO RURAL 

 

GOVERNO

 

Crédito rural: valor contratado na safra 2023/24 ultrapassa os R$ 251 bilhões até dezembro

Mais de R$ 251 bilhões em crédito rural, referentes à safra 2023/24, iniciada no dia 1º de julho de 2023, foram contratados até dezembro, de acordo com levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, com base nos dados do Banco Central do Brasil. 

 

“Isso implica dizer que mais de 57% dos recursos disponibilizados para a safra 2023/24, ou seja, R$ 435,8 bilhões, já foram captados”, destaca o analista da Getec, Salatiel Turra. Em relação às fontes, a maior parcela desses recursos provém de Recursos Livres (52%), seguida por recursos obrigatórios (22%), poupança rural (10%), fundos constitucionais (7%), BNDES (6%) e LCA (3%). As cooperativas brasileiras captaram aproximadamente R$ 27,44 bilhões de julho a dezembro de 2023. A distribuição desses recursos teve como principais destinações atividades de industrialização e custeio, investimento e comercialização, respectivamente. As cooperativas do Paraná conseguiram captar cerca de R$ 9,40 bilhões até o momento, representando aproximadamente 34% do montante total captado pelas cooperativas do país. Isso equivale ao montante captado no Plano Safra 2022/23. “Com relação à evolução dos recursos aplicados de julho a dezembro, podemos perceber que, no Plano Safra atual, o montante captado até o momento supera em 15% o volume captado no mesmo período do Plano Safra 2022/23”, frisa Turra.

OCEPAR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Setores de serviços e turismo do Paraná acumulam alta de 11,4% em 2023 

Os dois segmentos tiveram a mesma variação positiva entre janeiro e novembro do ano passado, segundo dados mais recentes do IBGE 

 

Dados econômicos divulgados na terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento do setor de serviços no Paraná. O segmento acumula uma alta de 11,4% entre janeiro e novembro de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, bem acima da média nacional, que foi de 2,7% neste intervalo de tempo, e que representa o terceiro melhor resultado do País, atrás apenas de Mato Grosso (17%) e Tocantins (11,6%). Todos os segmentos tiveram variação positiva no último ano, sendo a maior dos serviços profissionais, administrativos e complementares, de 16,7%, seguido por transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (12,9%), serviços prestados às famílias (5,2%) e serviços de informação e comunicação (4,4%), além de alta de 7,4% para os demais serviços. O crescimento estadual foi exatamente o mesmo registrado para o setor do turismo, que é analisado separadamente pelo IBGE. No comparativo mensal entre outubro e novembro, a alta do segmento no Estado foi de 2,4%. A variação proporcional ficou 2 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 0,4% no mesmo período entre os dois meses, além de ser a terceira maior do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso do Sul (4,8%) e do Mato Grosso (3,1%). Em relação a novembro de 2022, as atividades econômicas ligadas ao setor de serviços tiveram alta de 9,2% no Paraná. O movimento ocorreu em sentindo oposto ao cenário nacional, que registrou queda de 0,3% neste recorte. Neste quesito, o Estado foi vice-líder nacional, tendo o Mato Grosso com melhor resultado, com crescimento de 18,1%. O índice do Paraná de 2023 (11,4%) foi o melhor do Sul do País, à frente de Santa Catarina (7,7%), e do Rio Grande do Sul (2,6%). Em nível nacional, o resultado só não foi melhor do que o obtido por Minas Gerais (16,5%), Bahia (12,6%) e Rio de Janeiro (11,6%), estados com tradição no setor.

FOLHA DE LONDRINA

 

Calor e seca afetam desenvolvimento do milho no Paraná e Deral aponta queda de produtividade

De acordo com o levantamento do Deral as lavouras da safra de verão de milho 2023/24 se dividem em 1% na fase de desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 46% em frutificação e 43% já em maturação. Enquanto isso, 5% da área já foi colhida até a última segunda-feira (15) 

 

As regiões que já avançaram mais na colheita são Umuarama (100%), Irati (30%), Paranaguá (25%) e Campo Mourão (8%). Os técnicos do Deral ainda classificaram 73% das lavouras em boas condições de desenvolvimento, 23% em médias e 4% em ruins. Ao mesmo tempo, as lavouras de milho segunda safra já plantadas chegaram à 4% do total previsto, e dividem entre germinação (91%) e desenvolvimento vegetativa (9%). As áreas avaliadas como boas são 99% e como média 1%. As regiões mais adiantadas na semeadura são União da Vitória (40%), Guarapuava (35%), Irati (30%) e Pato Branco (20%). Detalhando as regiões paranaenses, o Deral indica que a colheita deverá começar nos próximos dias na região Sudoeste e a expectativa é de produtividade menor, embora ainda razoável. Ao mesmo tempo, o plantio segue travado com produtores esperando a ocorrência de chuvas. Nas regiões Oeste e Centro-Oeste, as lavouras de 1ª safra têm boas condições de desenvolvimento e tiveram ciclo acelerado pelo calor. Já o milho 2ª safra começou a ser plantado em áreas que receberam chuvas pontuais. O milho está sentindo os efeitos do calor excessivo e da falta de chuvas regulares também na região Sul. “A colheita do milho da 1ª safra começou, porém de maneira lenta. A colheita do milho para a produção de silagem também está em curso, e os produtores relatam uma diminuição na produtividade”, explica o Deral.

SEAB-PR/DERAL

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar sobe mais de 1% ante real com expectativa menor de corte de juros nos EUA

O dólar subiu mais de 1% ante o real na terça-feira, em um avanço firme de 6 centavos de real, em sintonia com a elevação da moeda norte-americana ante outras divisas, após declarações de autoridades de bancos centrais da Europa e dos EUA reduzirem a expectativa de cortes de juros já em março

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9268 reais na venda, em alta de 1,23%. Foi o maior avanço percentual desde 2 de janeiro, quando a divisa subiu 1,33%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 1,55%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,55%, a 4,9395 reais. Como vem ocorrendo há meses, o movimento dos títulos dos EUA foi a principal bússola para os negócios, em meio às especulações sobre quando o Federal Reserve iniciará o processo de corte de juros. Desta vez, declarações de autoridades na Europa e nos EUA levaram à redução das apostas, na curva de juros norte-americana, de que o Fed contará juros já em março. O presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel, disse na segunda-feira que é muito cedo para o BCE discutir um corte das taxas de juros. No sábado, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, havia comentado que cortar os juros muito rapidamente poderia alimentar uma nova onda de inflação. Outras autoridades europeias fizeram coro às declarações. Na terça-feira foi a vez de o Federal Reserve reduzir a expectativa dos investidores por um corte de juros. O diretor do Fed Christopher Waller afirmou que os EUA estão próximos da meta de inflação de 2%, mas o banco central norte-americano não deve se apressar em cortar sua taxa básica de juros até que esteja claro que a baixa do índice de preços será sustentada. Em reação, os rendimentos dos títulos norte-americanos tiveram ganhos firmes e o dólar disparou ante várias divisas, incluindo o real. No exterior, o cenário cambial era o mesmo: o dólar subia ante todas as demais divisas.

REUTERS

 

Ibovespa perde patamar dos 130 mil pontos com dúvidas sobre juros nos EUA

O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% na terça-feira, perdendo o patamar dos 130 mil pontos, diante de um cenário de aversão a risco nos mercados globais em meio a dúvidas sobre o início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,69 %, a 129.294,04 pontos. Na máxima do dia, chegou a 131.516,52 pontos. Na mínima, a 129.146,61 pontos. O volume financeiro somou 23,5 bilhões de reais. Durante a tarde, agentes financeiros monitoraram comentários do diretor do Fed Christopher Waller em busca de pistas sobre sua opinião a respeito do momento de flexibilização da política monetária. Waller disse que os EUA estão próximos da meta de inflação de 2% do Fed, mas o banco central norte-americano não deve se apressar em cortar sua taxa básica de juros até que esteja claro que a baixa da inflação será sustentada. As falas de Waller, na visão de Luís Moran, head da EQI Research, deram ao mercado novos motivos para uma abordagem um pouco mais conservadora. Isso fez com que a alta expressiva de fim de ano nas bolsas dos EUA, antecipando um corte de juros já em março, parecesse "otimista demais", disse Moran. Os índices acionários em Nova York fecharam no negativo, com o S&P em baixa de 0,38%. "Não é uma questão de 'se vai cair a taxa de juros', mas 'quando vai cair a taxa de juros'", disse o analista Renato Nobile, da Buena Vista Capital. "Os investidores estão reduzindo seu risco, principalmente em países emergentes, e estão indo para portos-seguros." As taxas dos DIs fecharam com forte alta, de quase 20 pontos-base em alguns vencimentos, reagindo ao avanço firme dos rendimentos dos Treasuries. As falas do dirigente do BC norte-americano também vieram em linha com comentários recentes de autoridades do Banco Central Europeu (BCE), que diminuíram expectativas de cortes antecipados nas taxas de juros.

REUTERS

 

Serviços em novembro têm maior alta para o mês desde 2021 e sinalizam acomodação, diz IBGE

Segundo o instituto, no 11º mês de 2021, a expansão atingiu 2,8% sobre outubro do mesmo ano 

 

A alta de 0,4% no volume de serviços em novembro de 2023, sobre outubro, foi a mais forte para o mês desde 2021, quando a expansão atingiu 2,8%. A informação é do gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rodrigo Lobo. Na terça-feira (16), o IBGE anunciou a edição de novembro de 2023 da PMS. Em coletiva para detalhar os dados, Lobo foi questionado se o aumento, após três recuos consecutivos, representa algum tipo de oscilação, no desempenho do setor – que representa, sozinho, quase 70% do PIB, pelo lado da oferta. O técnico pontuou que, de maneira geral, a trajetória da economia de serviços ao longo de 2023 difere muito do que aconteceu com o setor em 2022. No ano passado, os meses foram comparados com bases elevadas, de mesmos meses em ano anterior, referentes a 2022. Lobo lembrou que a pandemia, em 2020, levou a uma queda brusca de acesso aos serviços, notadamente presenciais, naquele ano do começo do advento da covid-19. Mas também foi o que gerou uma “demanda reprimida”, em 2022, quando a crise sanitária começou a diminuir de intensidade, e os consumidores brasileiros começaram a acessar serviços presenciais sem muito temor de pegar a doença. Isso fez com que vários meses, em 2023, fossem comparados com base de comparação elevada, referentes a 2022. Na prática, isso favoreceu algumas quedas no ano passado, pontuou o técnico. Outro aspecto notado por ele é o fato de que, por conta da pandemia em 2020, nos meses posteriores, houve forte acesso a serviços de tecnologia, na PMS. Isso foi influenciado por necessidade de “home office”, tendo em vista a necessidade de isolamento social para prevenir contágio por covid-19. Mas, conforme o passar do tempo, com volta do trabalho presencial, esse acesso aos serviços de tecnologia diminuiu em comparação com auge da pandemia. Também lembrou que, em começo de ano, os serviços de transporte voltados para o setor agrícola são mais demandados. Isso porque o principal produto na safra de grãos brasileira, que é a soja, é colhido e transportado no começo de cada ano. Conforme os meses passam, notou ele, e esse acesso diminuiu, o volume de serviços voltado para esse segmento tem demanda reduzida – e isso impacta o resultado total da PMS.

VALOR ECONÔMICO

 

Exportações do agronegócio fecham 2023 com US$ 166,55 bilhões em vendas

O agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira durante o ano

As exportações brasileiras do agronegócio bateram recorde em 2023, atingindo US$ 166,55 bilhões. A cifra foi 4,8% superior em comparação a 2022, o que representa um aumento de US$ 7,68 bilhões

 

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o desempenho foi influenciado principalmente pela quantidade embarcada. Dessa forma, o agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira em 2023. No ano anterior, a participação foi de 47,5%. "O ano de 2023 marcou um ponto de virada histórico para o agro brasileiro, com grandes avanços em exportações e expansão de mercados, resultando em um recorde no saldo da balança comercial de quase US$ 99 bilhões, um aumento de 62% em relação a 2022. Sob a liderança do presidente Lula e do Ministro Carlos Fávaro, o Brasil abriu 78 novos mercados, fortaleceu laços e liderou a exportação mundial em vários produtos”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa. O Brasil exportou diretamente 193,02 milhões de toneladas na forma de grãos. Uma quantidade 24,3% superior na comparação com os 155,30 milhões de toneladas de grãos exportados em 2022. Esta quantidade de grãos exportados em 2023 equivale a 60,3% da safra recorde de grãos 2022/23, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento em 319,86 milhões de toneladas. Além do aumento na quantidade exportada de grãos em quase 40 milhões de toneladas, também houve expansão no volume exportado de outros produtos que registraram mais de US$ 1 bilhão em vendas externas: carnes (+5,4%), açúcar (+15,1%), sucos (+6,0%), frutas (+5,9%), couros e seus produtos (+19,7%). Os setores exportadores que mais contribuíram nas vendas do agronegócio foram: complexo soja (+US$ 6,49 bilhões); complexo sucroalcooleiro (+US$ 4,60 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (+US$ 1,18 bilhão) e sucos (+US$ 447,41 milhões). Em relação ao valor exportado os cinco principais setores foram: complexo soja (40,4% do total exportado); carnes (14,1%); complexo sucroalcooleiro (10,4%); cereais, farinhas e preparações (9,3%) e produtos florestais (8,6%). Em conjunto, esses setores destacados representaram 82,9% das vendas do setor em 2023. Quanto às importações, o agronegócio brasileiro importou US$ 16,61 bilhões.

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