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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 533 DE 09 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 533|09 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Segunda-feira apagada para o mercado brasileiro do boi gordo

Os valores da arroba do boi gordo permaneceram estáveis nas principais praças pecuárias brasileiras, informou na segunda-feira (8/1) a S&P Global Commodity Insights. “Há presença de sobras (de cortes bovinos) no atacado/varejo, o que explica a baixa demanda neste momento”, relatou a consultoria. No Paraná, o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abate de nove dias.

 

Apesar da baixa atividade de negociações, há uma pressão contínua por parte dos frigoríficos para reduzir os preços da arroba do boi, indicando que as transações devem continuar em um ritmo moderado, com um interesse de compra ainda limitado. Na avaliação dos analistas da Agrifatto, caso persista o movimento de demanda enfraquecida, pode haver uma leve pressão baixista sobre os preços do animal terminado nas próximas semanas de janeiro. Por outro lado, diz a Agrifatto, não se prevê um aumento significativo na oferta de boiadas gordas no curto prazo, o que pode impedir uma queda expressiva nas cotações da arroba. De acordo com apuração da Agrifatto, em calmaria típica de segundas-feiras, o preço médio do boi gordo nas praças paulistas seguiu em R$ 245/@. “Todas as 17 praças monitoradas mantiveram as indicações laterais”, informou a Agrifatto. No mercado futuro, contrariando o comportamento do preço, a última semana encerrou com altas de quase todos os contratos futuros. O contrato com vencimento para janeiro de 2024 fechou cotado em R$ 246,30/@, com avanço de 0,65% no comparativo diário. A Agrifatto lembrou que, no encerramento de dezembro/23, o boi gordo ficou cotado em R$ 248,63/@ no Estado de São Paulo, atingindo o maior patamar mensal desde agosto/23, e com alta de 5,86% em relação ao valor do mês anterior. Porém, continuou a consultoria, o “fator demanda” pode começar a preocupar a partir deste primeiro mês de 2024, já que a diferença entre o preço do boi gordo e do equivalente físico (carcaça remontada) voltou a ficar no campo negativo (-1,14%), o que pode denotar preocupação para as indústrias frigoríficas do País, “já que aquela ótima rentabilidade auferida no terceiro trimestre de 2023 ficou, de fato, para trás”. Numa análise de mais de longo prazo, 2023 foi um ano “desafiador” para a pecuária, pois o boi gordo fechou o ano a um preço médio de R$ 254,69/@, uma queda de 19,87% em relação ao valor médio de 2022 e o menor valor desde 2021. “Quando comparamos o preço médio de fechamento de dezembro/23 em relação ao valor médio de janeiro do mesmo ano, o animal terminado desvalorizou 13,06%, semelhante ao movimento ocorrido em 2022 (com queda de 13,70% no período)”, observou a Agrifatto. “Até o momento, essa é a maior queda acumulada em um ciclo de baixa na história”, disse. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 240@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 250/@ (prazo) vaca a R$ 235/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 235/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 190/@ (prazo) vaca a R$ 185/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 245/@ (prazo) vaca a R$ 210/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 207/@ (à vista); vaca a R$ 190/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Cotações em queda para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF baixou 0,74%, custando, em média, R$ 134,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 0,95%, com valor de R$ 10,40/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (5), o preço ficou estável somente no Paraná (R$ 6,57/kg). Houve queda de 1,07% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,39/kg, recuo de 1,39% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,37/kg, baixa de 0,15% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,49/kg, e de 0,14% em São Paulo, fechando em R$ 7,13/kg. 

Cepea/Esalq

 

ABPA: Volume e receita de exportações de carne suína crescem acima de 9% em 2023

As exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) encerraram 2023 com desempenho recorde, totalizando 1,229 milhão de toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado supera em 9,8% o volume total embarcado em 2022, com 1,120 milhão de toneladas

 

Em receita, as vendas internacionais de carne suína alcançaram US$ 2,818 bilhões no acumulado dos doze meses de 2023, número recorde que supera em 9,5% o saldo alcançado em 2022, com US$ 2,572 bilhões. “O resultado confirma as projeções estabelecidas pela ABPA para 2023, em um ano marcado pelas oscilações de custos de produção e pela busca de recuperação da rentabilidade na atividade. Frente às aberturas de novos mercados para a carne suína do Brasil e as boas expectativas sobre o comportamento dos tradicionais destinos dos produtos brasileiros, é esperado que os patamares alcançados ao longo do ano passado se mantenham neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. As exportações do setor fecharam o último mês do ano com resultado positivo. Ao todo, foram embarcadas 110,9 mil toneladas em dezembro, desempenho 7,9% superior às 102,8 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2022. Em receita, as exportações de carne suína totalizaram US$ 231,5 milhões, saldo 8,8% menor que o resultado registrado em dezembro de 2022, com US$ 253,8 milhões. Maior importadora de carne suína do Brasil, a China foi destino de 388,6 mil toneladas do produto ao longo de 2023, número 15,6% menor que o total embarcado para o país no mesmo período de 2022. Em fluxo positivo, as vendas para Hong Kong totalizaram 126,6 mil toneladas (+29,3%), sendo seguidas pelas Filipinas, com 126 mil toneladas (+58,8%), Chile, com 87,5 mil toneladas (+44,2%), Singapura, com 64,3 mil toneladas (+16,2%), Uruguai, com 49,1 mil toneladas (+11,9%), Vietnã, com 47,8 mil toneladas (+4,8%) e Japão, com 40,3 mil toneladas (+46,9%). “O ano de 2023 se encerra para as exportações de carne suína com a confirmação de um movimento notado, em especial, ao longo do segundo semestre, pela influência dos efeitos da diversificação dos destinos de exportações sobre o resultado final do ano. Isto, em especial, com relação a países da Ásia e Américas”, analisa Luís Rua, diretor de mercados da ABPA. No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina lidera os embarques do ano com 663,3 mil toneladas (+10,05%), seguida pelo Rio Grande do Sul, com 280,9 mil toneladas (+5,07%). Paraná, com 169,9 mil toneladas (7,61%), Mato Grosso, com 31,1 mil toneladas (+44,1%) e Mato Grosso do Sul, com 24,8 mil toneladas (+19,44%).

ABPA

 

FRANGOS

 

Preços da ave congelada ou resfriada em SP caem

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,83/kg

 

Na cotação do animal vivo, o Paraná não mudou de preço, custando R$ 4,67/kg, enquanto em Santa Catarina, não houve referência de valor. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (5), a ave congelada teve recuo de 0,54%, chegando a R$ 7,34/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 1,07%, fechando em R$ 7,37/kg.

Cepea/Esalq

 

Exportações de frango de dezembro crescem 20,9% e setor registra recorde no ano

Números positivos confirmam projeções da ABPA para 2023

 

As exportações brasileiras de carne de frango (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) encerraram 2023 com exportações totais de 5,138 milhões de toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número confirma as projeções traçadas pela associação para o ano, acumulando alta de 6,6% em relação ao total exportado em 2022, com 4,822 milhões de toneladas. Em receita, a alta do ano foi de 0,4%, com total de US$ 9,796 bilhões acumulados nos 12 meses do ano passado, contra US$ 9,762 bilhões no mesmo período de 2022. O bom desempenho do ano foi consolidado com o resultado alcançado em dezembro. Ao todo, foram exportadas 467,2 mil toneladas de carne de frango no período, número 20,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2022, com 386,3 mil toneladas. Foi o segundo maior volume embarcado em um único mês na história do setor, superado apenas pelas 514,6 mil toneladas exportadas no mês de março de 2023. Com isto, a receita gerada pelas exportações de dezembro totalizou US$ 818,9 milhões, número 4,3% maior que os US$ 785 milhões obtidos no mesmo período de 2022. Em dezembro, o Japão assumiu a liderança como principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, com 55,9 mil toneladas importadas, volume 53,9% maior que o total registrado no mesmo período de 2022. Em segundo lugar, a China importou 50,3 mil toneladas (+8,5%), seguida por Emirados Árabes Unidos, com 44,3 mil toneladas (+27%), Arábia Saudita, com 39,5 mil toneladas (+56,3%) e África do Sul, com 31,2 mil toneladas (+10,8%). “Houve um aumento generalizado nas importações de carne de frango pelos principais destinos dos nossos produtos, o que justifica o desempenho recorde para o mês de dezembro”, destaca o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Maior exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná embarcou 2,087 milhões de toneladas ao longo do ano de 2023, número que supera em 9,69% o total exportado no ano anterior. Em seguida estão Santa Catarina, com 1,103 milhão de toneladas (+8,48%), Rio Grande do Sul, com 739 mil toneladas (-2,13%), São Paulo, com 292,6 mil toneladas (+6,32%) e Goiás, com 236,8 mil toneladas (+21,3%).

ABPA

 

Mesmo com alta produção, avicultores fecham 2023 no vermelho

De janeiro a outubro de 2023, no mercado interno, o Paraná abateu mais de 3,5 bilhões de toneladas

 

Estado líder na produção de frangos, o Paraná é responsável por 34,5% dos abates do Brasil e vem colecionando recordes ano a ano. De janeiro a outubro de 2023, no mercado interno, o Paraná abateu mais de 3,5 bilhões de toneladas no segmento. Os bons índices do estado paranaense também têm reflexo do mercado internacional, com ampliações de vendas à China e abertura para o mercado de Israel. Somente com exportações, o setor de avicultura do estado movimentou US$ 3,2 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Porém, o lucro não tem chegado no bolso do avicultor, que sente os altos custos de produção. Segundo levantamento feito pelo Sistema Faep/Senar-PR, que representa o setor produtivo paranaense, o saldo sobre o custo total foi negativo em quase todas as regiões do estado. Os principais custos dos avicultores foram com energia elétrica e combustíveis. Os custos para os avicultores foram altos em 2023. O levantamento do Sistema Faep/Senar-PR avaliou oito comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs) dos principais polos de avicultura do Paraná: Avenorte (Cianorte), BRF (Dois Vizinhos), JBS (Campo Mourão), Vibra (Itapejara do Oeste), BRF (Toledo), JBS (Jacarezinho), JBS (Jaguapitã) e JBS (Santo Inácio). O levantamento aponta que custos com aquecimento, lenha e pellets ficaram estáveis nos últimos meses do ano. Ainda assim, foram fatores de peso para a produção. “A guerra na Ucrânia elevou o preço da lenha e encareceu o produto no Brasil. Na Europa teve muita demanda do Brasil, mas estávamos plantando menos e havia muita demanda. Dessa forma, o que aconteceu foi um aumento dos produtos derivados da lenha”, explica Fábio Mezzadri, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR. O levantamento mostra que as maiores altas nos custos foram com a energia elétrica. Das oito regiões, seis apresentaram altas. “A gente observou a maior alta na energia elétrica, em torno de 17% a 20%, na maior parte das regiões. Tarifa aumentou para o produtor rural e isso encareceu bastante. O avicultor usa muita energia elétrica para ventilação. O aviário é todo automatizado e tem um gasto grande”, pontua Mezzadri. Os produtores que têm energia fotovoltaica conseguiram ter uma redução nos custos da produção por não usarem energia elétrica. Mas não é o caso da maioria dos avicultores que não conseguiram nem cobrir os custos e, dessa forma, não têm potencial para fazer novos investimentos. “Na maior parte das regiões avaliadas, o produtor ficou no vermelho. Em muitas, só cobriu o custo variável e não cobriu os custos fixos. O produtor que quer fazer um investimento maior não consegue. Na região sudoeste, o custo não cobriu nem as variáveis”, afirma o técnico.

GAZETA DO POVO

 

CARNES

 

China vai inspecionar mais 28 frigoríficos brasileiros para habilitação

São plantas de carne bovina, de aves e de carne suína. Ao todo, o Brasil tem 79 frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves no aguardo por habilitação

 

Mais 28 frigoríficos brasileiros serão auditados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) para possível habilitação para exportação de carnes bovina, suína e de aves para o país asiático. A vistoria dessa vez será virtual e começará na próxima segunda-feira (15/01). A inspeção deve durar até duas semanas. São 20 plantas de carne bovina, oito de carne de aves e uma de carne suína — a unidade da Seara em Itajaí (SC) será auditada para exportação de aves e suínos. Por isso, a lista que circula entre empresários do setor tem 29 unidades para a inspeção. A JBS lidera a lista com nove unidades, além de duas da Seara, empresa controlada pela gigante mundial do mercado de carnes. A Minerva terá uma unidade, em Janaúba (MG). Já a Marfrig terá o Frigorífico Pampeano, de Hulha Negra (RS), que pertence ao grupo. Também serão auditados os frigoríficos das cooperativas Aurora (SC), Languiru (RS) e Cotriguaçu (PR). Ao todo, fazem parte da lista unidades de Mato Grosso (5), Paraná (5), Mato Grosso do Sul (4), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2), Rondônia (3), Santa Catarina (2), Acre (1), Pará (2) e Goiás (1). Em dezembro, técnicos chineses visitaram 18 plantas brasileiras. Três delas já eram habilitadas e serviram para revalidação do sistema sanitário nacional. As outras 15 estão na lista para habilitação, sendo 11 de carne bovina e quatro de carne de aves. Fonte do setor frigorífico afirmou que os relatórios das visitas dos chineses realizadas em dezembro já estão no Brasil passando por tradução para análise. Ela considerou o processo ágil, o que aumenta a expectativa pela confirmação de novas habilitações em 2024. Anúncios de plantas habilitadas são aguardados para as celebrações dos 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China ao longo deste ano. Ao todo, o Brasil tem 79 frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves no aguardo por habilitação. São plantas que já apresentaram os requisitos necessários para acessar o mercado chinês ao governo brasileiro e foram incluídas no sistema de comunicação entre Brasília e Pequim. A decisão, a partir daí, cabe exclusivamente aos chineses. No setor empresarial brasileiro, a perspectiva é que nem todas as plantas visitadas sejam habilitadas de uma vez só. Há, porém, quem acredite em uma habilitação em massa, até mesmo de outras unidades aptas a exportar e que não foram visitadas pelos asiáticos. Veja a lista completa dos frigoríficos que serão auditados de forma virtual pela China: Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados LTDA, Várzea Grande (MT) - Carne bovina (SIF 1206). Frangos Pioneiro Indústria e Comércio de Alimentos LTDA , Joaquim Távora (PR) - Carne de aves (SIF 1372). JBS, Campo Grande (MS) - Carne bovina (SIF 1662). Pampeano Alimentos, Hulha Negra (RS) - Carne bovina (SIF 226). Minerva, Janaúba (MG) - Carne bovina (SIF 2471). Boibras Indústria e Comércio de Carnes e Subprodutos, São Gabriel D'Oeste (MS) - Carne bovina (SIF 2782). JBS, Pimenta Bueno (RO) - Carne bovina (SIF 2880); JBS, Diamantino (MT) - Carne bovina (SIF 3000). Cooperativa Central Aurora Alimentos, Itajaí (SC) - Carne de aves (SIF 31). JBS, Naviraí (MS) - Carne bovina (SIF 3181). Frisacre Frigorífico Santo Afonso do Acre LTDA, Rio Branco (AC) - Carne bovina (SIF 3297). Seara Alimentos, Itajaí (SC) - Carne de aves e carne suína (SIF 3403). JBS, Confresa (MT) - Carne bovina (SIF 3470); Frigorífico Fortefrigo LTDA, Paragominas (PA) - Carne bovina (SIF 372). Prima Foods, Santa Fé de Goiás (GO) - Carne bovina (SIF 4029). Avenorte Avícola Cianorte LTDA, Cianorte (PR) - Carne de aves (SIF 4232). Frigorífico Rio Machado Indústria e Comércio de Carnes S.A, Ji-Paraná (RO) - Carne bovina (SIF 4267). Maxi Beef Alimentos do Brasil LTDA, Carlos Chagas (MG) - Carne bovina (SIF 4293). JBS, Alta Floresta (MT) - Carne bovina (SIF 4302). JBS, Campo Grande (MS) - Carne bovina (SIF 4400). JBS, Marabá (PA) - Carne bovina (SIF 457). Distriboi Indústria, Ji-Paraná (RO) - Comércio e Transporte de Carne Bovina LTDA, Carne bovina(SIF 4695); Plusval Agroavícola LTDA, Umuarama (PR) - Carne de aves (SIF 5027). JBS, Pontes e Lacerda (MT) - Carne bovina (SIF 51). Martini Meat S/A Armazéns Gerais, Rio Grande (RS) - Carne bovina (SIF 554). Cotriguaçu Cooperativa Central, Cascavel (PR) - Carne de aves (SIF574); Cooperativa Languiru, Westfália (RS) - Carne de aves (SIF 730). Seara Alimentos, Santo Inácio (PR) - Carne de aves (SIF 777).

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná registra volume recorde de exportações no ano de 2023

Dados da balança comercial do Paraná do ano de 2023, divulgados nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o estado registrou um crescimento expressivo na receita provocada pela alta nas exportações

 

Com mais de US$ 25,1 bilhões recebidos de compradores internacionais, o total de exportações foi 13,7% maior do que as cifras registradas em 2022. Descontadas as importações, o saldo da balança comercial paranaense foi positivo em US$ 7 bilhões em 2023. No mesmo período, a receita nacional de exportações em 2023 cresceu apenas 1,7%. Entre os estados do Sul e do Sudeste, o Paraná foi o que registrou maior aumento, seguido pelo Espírito Santo (4,2% de aumento), São Paulo (2%) e Rio de Janeiro (0,8%). Os paulistas, porém, seguem na liderança quando a análise leva em conta o valor total de exportações, com US$71 bilhões negociados em 2023. Além da soja em grão, que representa um a cada quatro dólares recebidos pelo Paraná (US$ 5,9 bilhões, um aumento de 96,7% em relação a 2022), aparecem com destaque entre os produtos mais exportados a carne de frango in natura (US$ 3,6 bilhões) e cereais em geral (US$1,2 bilhão, 55% a mais do que em 2022). A exceção são os automóveis, que registraram um valor total de exportações 3,6% maior em 2023 do que no ano anterior. Em números absolutos, a venda de veículos made in Paraná para outros países somou US$ 545 milhões em 2023, contra US$ 526 milhões em 2022. O maior parceiro comercial do Paraná segue sendo a China. O estado praticamente dobrou o volume de negócios fechados com os asiáticos, com um total de exportações de US$ 7 bilhões em 2023 contra pouco mais de US$ 3,6 bilhões em 2022. Mexicanos (US$ 1 bilhão, aumento de 30,7% em comparação com 2022) e japoneses (US$ 694 milhões, 27,3% a mais do que em 2022) completam o pódio dos países que aumentaram suas compras feitas no Paraná. Por outro lado, o estado diminuiu o volume de exportações para a Holanda (US$ 600 milhões, -16,7%), Índia (US$ 641, -14,6$) e Estados Unidos (US$ 1,5 bilhão, -14,4%). Do outro lado da balança comercial, o total de importações registrado em 2023 foi 18,8% menor do que no ano anterior. Enquanto em 2022 o Paraná comprou o equivalente a US$ 22,4 bilhões de outros países, no ano passado esse volume foi de US$18,2 bilhões. Contribuíram para essa queda a redução na importação de produtos químicos, mais especificamente adubos e fertilizantes (-40,1%), produtos químicos diversos (-36,1%) e produtos químicos orgânicos (-29,4%). Entre os produtos que não seguiram a tendência geral e seguem com importação em alta no estado estão as máquinas e produtos diversos (12,2%) e os produtos farmacêuticos (15,6%). Mas foram os automóveis, e em parte os veículos elétricos – que agora não estão mais isentos de IPVA – que mantiveram as importações paranaenses em alta. Enquanto em 2022 o total de veículos importados somou US$ 395 milhões, no ano passado essa quantia saltou para US$ 701 milhões.

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fecha perto da estabilidade em dia de queda do petróleo e liquidez baixa

O dólar à vista fechou a segunda-feira muito próximo da estabilidade ante o real, numa sessão em que as cotações chegaram a ser impulsionadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional, mas perderam força em meio à baixa liquidez de início de ano no Brasil

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8700 reais na venda, em baixa de 0,04%. Em janeiro, a moeda norte-americana acumula alta de 0,38%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,08%, a 4,8895 reais. Pela manhã, os ativos globais repercutiam o corte pela Arábia Saudita do preço oficial de venda de seu principal petróleo bruto Arab Light para a Ásia, atingindo o nível mais baixo em 27 meses. Com isso, as cotações do petróleo chegaram a cair mais de 4%, o que também penalizava as moedas de países exportadores da commodity. Além disso, os contratos futuros de minério de ferro cederam pela terceira sessão consecutiva. O minério de ferro para maio mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o dia com queda de 1,1%, a 992,5 iuanes (138,65 dólares) a tonelada, o menor valor desde 2 de janeiro. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção para a liquidez reduzida neste início de ano no mercado futuro brasileiro -- o mais movimentado e, no limite, o que serve de referência para as cotações no segmento à vista. Perto das 16h, menos de 130 mil contratos do dólar futuro para fevereiro -- o mais líquido -- haviam sido negociados, um montante bem abaixo do normal. Em meio à baixa liquidez, as cotações se mantiveram travadas em margens estreitas até o fechamento, com investidores guardando posições para o restante da semana. Na agenda estão o índice de preços ao consumidor dos EUA e o IPCA brasileiro, ambos na quinta-feira. Também estão no foco os desdobramentos dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o pacote de reoneração da folha apresentado pelo governo no fim do ano passado. A possibilidade de derrubada de ambos pelo Congresso trouxe certo mal-estar ao mercado de juros futuros na segunda-feira.

REUTERS

 

Ibovespa sobe com alta em Wall Street compensando recuo de ações ligadas a commodities

O Ibovespa fechou em terreno positivo na segunda-feira, após um pregão em que operou praticamente estável, com cenário positivo em Wall Street contrabalanceando a queda em papéis ligados a commodities, enquanto investidores aguardam divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos nesta semana

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,33%, a 132.460,2 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a mínima de 131.014,77 pontos e a máxima de 132.498,05 pontos durante a sessão. O volume financeiro somava 17,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais, abaixo da média diária de 20,7 bilhões de reais na primeira semana do ano.

REUTERS

 

Poupança fecha 2023 com saque líquido de R$87,8 bi

A caderneta de poupança recebeu um depósito líquido de 13,772 bilhões de reais em dezembro, mas encerrou 2023 com um resgate de 87,819 bilhões de reais, mostraram números do Banco Central atualizados na segunda-feira

 

O ano passado teve apenas dois meses com ingressos líquidos --além de dezembro, somente junho teve depósitos. Mas ainda assim os saques totais em 2023 ficaram abaixo do resgate recorde registrado em 2022, de 103,237 bilhões de reais. Os recorrentes saques na poupança no ano passado aconteceram em um cenário de juros ainda elevados, que reduzem a competitividade da poupança. Embora o Banco Central tenha dado início a um ciclo de cortes que já reduziu a Selic em 2,0 pontos percentual, a 11,75%, a taxa segue em patamar muito favorável a outros investimentos no mercado de renda fixa. No ano passado, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um saque líquido no valor de 72,394 bilhões de reais, enquanto a poupança rural acumulou uma retirada de 15,425 bilhões de reais. Somente em dezembro, houve depósitos de 10,524 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto a poupança rural registrou entrada de 3,248 bilhões de reais.

REUTERS

 

Mercado melhora projeção para PIB em 2024 e vê inflação abaixo do teto da meta em 2023

O mercado melhorou sua perspectiva para a economia este ano e confirmou a expectativa de que a inflação encerrou 2023 abaixo do teto da meta, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo Banco Central

 

De acordo com o levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, o IPCA deve ter encerrado 2023 com alta de 4,47%, 0,01 ponto percentual a mais do que o esperado na semana anterior. Com isso, a inflação ficaria dentro da faixa estipulada como objetivo para o ano passado. O IBGE divulga na quinta-feira o dado de dezembro e de 2023 do IPCA. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2024 a inflação seguiu sendo calculada em 3,90%, com as projeções de alta de 3,50% para o IPCA em 2025 e 2026 também mantidas. Para o Produto Interno Bruto (PIB), os especialistas consultados seguem prevendo um crescimento de 2,92% em 2023, mas melhoraram sua conta para este ano em 0,07 ponto, a 1,59%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar 2024 em 9,0%, sem alterações em relação ao levantamento anterior. Depois de cortar a Selic quatro vezes em 0,5 ponto percentual, levando-a ao patamar atual de 11,75%, o Comitê de Política Monetária do BC volta a se reunir no final deste mês para deliberar sobre a política monetária.

REUTERS

 

Indicador Antecedente de Emprego do Brasil avança em dezembro

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil avançou em dezembro e chegou ao maior patamar em cinco meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

 

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,3 pontos em dezembro, para 77,3 pontos, maior nível desde julho de 2023 (78,0 pontos). Seis de sete componentes do indicador avançaram no mês passado, com a maior influência positiva vindo de Tendência dos Negócios da Indústria, que contribuiu com 1,3 ponto para o resultado geral. Outros destaques positivos foram os indicadores Emprego Local Futuro do Consumidor, Situação Atual dos Negócios da Indústria e o item Serviços. No entanto, "ainda é cedo para comemorar o resultado, principalmente pelo patamar que o indicador se encontra", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre. "O ritmo para 2024 ainda está em aberto e vai depender muito de como a atividade econômica vai reagir ao longo do ano. Para manter a trajetória positiva e aumentar as expectativas sobre contratação, são necessários sinais claros de retomada e redução de incerteza no país." Os dados mais recentes do IBGE, referentes a novembro, mostraram que a taxa de desemprego no Brasil caiu nos três meses encerrados no mês retrasado para 7,5%, marcando o patamar mais baixo para qualquer trimestre móvel desde o início de 2015, com novo recorde no número de pessoas ocupadas. Condições monetárias mais frouxas tendem a reduzir o aperto do crédito para a população e, consequentemente, impulsionar a economia e o emprego. No entanto, há uma defasagem temporal entre as decisões de política monetária e seu efeito prático. A taxa Selic está atualmente em 11,75%, após quatro reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual nos juros pelo Banco Central.

REUTERS

 

Exportações brasileiras do agro cresceram 9% em 2023, mesmo com queda nos preços médios

Vendas externas do setor agropecuário somaram US$ 81,5 bilhões no ano passado. Resultado foi causado por um aumento de 23,4% no volume comercializado, apesar da queda de 10,3% nos preços médios dos produtos

 

As exportações brasileiras do setor agropecuário cresceram 9% em 2023, na comparação com 2022, e somaram US$ 81,5 bilhões. O valor representou 24% da receita total obtida pelo país com as vendas externas. Em 2022, essa fatia havia sido de 22%, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O resultado refletiu um aumento de 23,4% no volume comercializado, apesar da queda de 10,3% nos preços médios dos produtos. O avanço das exportações foi influenciado pelo crescimento das vendas dos seguintes produtos agropecuários: animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (102,9%); milho não moído, exceto milho doce (11,8%) e soja (14,4%); açúcares e melaços (42,9%), farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (11,6%). Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, houve diminuição nos seguintes produtos: trigo e centeio, não moídos (-25%); café não torrado (-14,1%) e algodão em bruto (-16,4%) e carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-19,6%). No que diz respeito à importação, os gastos da agropecuária caíram 21% na comparação anual, para US$ 4,50 bilhões. Houve queda nas compras de trigo e centeio não moídos (-37%); milho não moído, exceto milho doce (-54,9%) e adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-40,8%). Conforme a Secex, ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (4%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (20,5%) e cacau em bruto ou torrado (299,9%) na Agropecuária.

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