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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 527 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 527 | 22 de dezembro de 2023


 NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Mercado do boi gordo segue esfriando

"Com escalas fechadas para este ano, o conforto nas negociações levou à estabilidade para as referências de preço da arroba”, informou a Scot, referindo-se ao mercado de SP

 

Dessa maneira, o animal macho “comum” (destinado ao mercado doméstico) seguiu valendo R$ 245/@ no Estado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas por R$ 220/@ e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. O “boi-China” foi cotado em R$ 250/@ (bruto, prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o boi “comum”, acrescentou a Scot. Segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, as condições atuais de oferta e demanda têm mantido a lateralidade nas cotações do boi gordo nas principais praças brasileiras. “Este também deverá ser o pano de fundo esperado para o primeiro mês de 2024”, acreditam os analistas da S&P Global. Na avaliação da S&P Global, as indústrias brasileiras trabalham com cautela, evitando demandar lotes (de boiadas gordas) acima de sua necessidade, o que dificulta avanços mais significativos nos preços da arroba. Neste contexto, ressalta a consultoria, não deverá ocorrer mudanças drásticas na etapa inicial de 2024, refletindo a continuidade da estabilidade da arroba, apesar da oferta enxuta de animais prontos para abate. Paralelamente, relata a S&P Global, espera-se que os frigoríficos permaneçam cadenciando as suas compras de matéria prima (boiadas), ajustando as suas operações para nada além de seus contratos de curto prazo. Na B3, o vencimento para dezembro/23 teve valorização de 0,30% na quarta-feira (20/12), cotado a R$247,60/@. Por sua vez, após atingir os R$ 244,15/@ na mínima, o vencimento para janeiro /24 retornou e fechou o pregão de quarta-feira praticamente sem alteração em relação ao dia anterior, cotado em R$ 245,30/@. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 215/@ (prazo) vaca a R$ 1845: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 245/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO

 

SUÍNOS

 

Carcaça suína em São Paulo tem alta na quinta-feira (21) e chega a R$ 11,20/kg

De novembro a dezembro (parcial até o dia 19), a carcaça especial suína se valorizou expressivos 4,9%, com a média passando para R$ 10,34/kg; no mesmo período, o frango inteiro resfriado subiu 1%, a R$ 7,24/kg, e a carcaça casada bovina, 1,7%, a R$ 16,98/kg – todos no atacado da Grande São Paulo

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 135,00, enquanto a carcaça especial subiu 4,67%, com valor de R$ 11,20/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (20), houve tímida alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,13%, chegando a R$ 7,47/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 6,68/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,42/kg), Santa Catarina (R$ 6,51/kg) e São Paulo (R$ 7,14/kg).

Cepea/Esalq

 

Suinocultura independente: fim de ano com cotações estáveis nas principais praças produtoras

Única elevação de preço, ainda que leve, foi registrada em Santa Catarina

 

Em São Paulo o preço ficou estável em R$ 7,36/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). De acordo com informações da Associação, esta foi última Bolsa do ano, marcada por muitas vendas e peso dos animais mais baixos. No mercado mineiro, o valor permaneceu inalterado em R$ 7,50/kg vivo, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve aumento, saindo de R$ 6,78/kg vivo para R$ 6,81/kg vivo nesta semana. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 14/12/2023 a 20/12/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 2,63%, fechando a semana em R$ 6,25/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,44/kg vivo", informou o Lapesui.

AGROLINK

 

Suínos/Cepea: Carne suína perde competitividade frente às concorrentes

Levantamentos do Cepea mostram que os preços da carne suína vêm subindo com mais intensidade em relação à bovina e à de frango, resultando em perda de competitividade dessa proteína frente às concorrentes

 

De novembro a dezembro (parcial até o dia 19), a carcaça especial suína se valorizou expressivos 4,9%, com a média passando para R$ 10,34/kg; no mesmo período, o frango inteiro resfriado subiu 1%, a R$ 7,24/kg, e a carcaça casada bovina, 1,7%, a R$ 16,98/kg – todos no atacado da Grande São Paulo. Assim, a diferença entre as cotações da carcaça bovina e as da especial suína diminuiu 3%, saindo de 6,85 Reais/kg em novembro para 6,64 Reais/kg em dezembro, o que indica perda de competitividade da carne suína. Em relação à de frango, houve aumento de 15,6% na diferença de valores entre as duas proteínas.

Cepea

 

FRANGOS

 

Frango resfriado em SP sobe 3,95% na quinta-feira e alcança R$ 7,63/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, da mesma maneira que o frango no atacado, valendo R$ 6,95/kg

 

Na cotação do animal vivo, Paraná ficou estável em R$ 4,65/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,23/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (20), a ave congelada teve queda de 0,27%, alcançando R$ 7,43/kg, enquanto o frango resfriado subiu 3,95%, fechando em R$ 7,63/kg.

Cepea/Esalq

 

União Eurasiática abre nova cota para carne de frango

Medida que zera tarifa para produtos destinados ao processamento deve ser mais um impulsionador de vendas de produtos avícolas do Brasil para o Leste Europeu

 

Rússia e Belarus, nações que são parte da União Eurasiática, anunciaram esta semana a abertura de novas cotas voltadas para a importação de carne de frango destinadas para processamento, o que deve impulsionar as exportações de produtos avícolas do Brasil para os destinos localizados no Leste Europeu, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  As novas cotas abertas contemplam 140 mil toneladas de carne de frango para a Rússia, e 10,9 mil toneladas do mesmo produto para Belarus. Dentro destes montantes, as importações terão tarifa zero. Há, ainda, uma cota com tarifa zero durante o mesmo período para a importação equivalente a 1,2 bilhão de ovos para a Rússia. O mercado russo é fechado para ovos frescos do Brasil, mas já há negociações sendo iniciadas para eventual abertura. O anúncio de novas cotas ocorreu uma semana após a publicação de Decreto pelo Governo Russo, de renovação das cotas equivalentes a 364 mil toneladas de frango, entre 250 mil toneladas com carcaças, pernas e cortes não desossados e 100 mil de produtos desossados, além de 14 mil toneladas destinadas a peru inteiro e carcaças (para produtos importados extracotas, a tarifa de importação é de 65%). “Ainda que seja uma cota válida para todos os países exportadores de carne de frango, o Brasil deverá desempenhar um importante papel neste apoio adicional à segurança alimentar das duas nações, especialmente por já ter o conhecimento do perfil dos produtos demandados pelos eurasiáticos”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Vigésimo quarto principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a Rússia importou 43,6 mil toneladas entre janeiro e novembro deste ano, gerando receitas de US$ 81,2 milhões no período. “A Rússia sempre foi um importante comprador da proteína brasileira. No caso de carne de frango, produtos como peito e leg quarter historicamente foram os mais demandados. Como se trata de uma cota exclusiva para processamento, a expectativa é que bons volumes de peito de frango possam ser exportados", destacou o diretor de Mercados, Luís Rua.

ABPA

 

GOVERNO

 

Governo deve destinar R$ 964,5 milhões para o seguro rural em 2024

Orçamento prevê cerca de R$ 12 bilhões para a subvenção dos financiamentos rurais em 2024. Expectativa é de que os valores destinados ao seguro rural não sofram cortes no próximo ano

 

O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2024 deverá ser de R$ 964,5 milhões, conforme a versão final da Lei Orçamentária Anual (LOA), que poderá votada nesta quinta-feira (21/12) pelo Congresso Nacional. O valor é menor que o proposto inicialmente pelo governo, de R$ 1,06 bilhão, e fica bem abaixo do pretendido pelo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de R$ 2 bilhões. A primeira redução no valor foi feita no parecer setorial de Agricultura da LOA 2024, durante análise dos parlamentares, passando o montante para R$ 1,046 bilhão. No seu relatório final, o deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) fez outro corte, de R$ 14,1 milhões, e deixou a verba em R$ 1.032.772.245. O parecer ainda precisa ser avaliado pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e pode ter alterações. Nesta quinta-feira (21/12), o relator cortou mais R$ 68,1 milhões do PSR em uma complementação de voto apresentada na CMO. Outras áreas do Ministério da Agricultura e demais Pastas também tiveram recursos diminuídos na complementação do voto. As alterações foram feitas para recompor parte das verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que haviam sido reduzidas na primeira versão do relatório. De acordo com a peça, o valor inicial proposto pelo governo para o seguro rural, de R$ 1,06 bilhão (o mesmo aprovado para este ano, mas que sofreu cortes e foi diminuído para R$ 933 milhões), seria capaz de atender 76 mil produtores. O número é semelhante ao deste ano, porém, bastante inferior ao desempenho de 2021 e 2022. O orçamento proposto pelo executivo para a equalização de juros do crédito rural em 2024 não foi reduzido. Serão R$ 5,1 bilhões para a subvenção de financiamentos de médios e grandes produtores, como as operações de custeio (R$ 1,05 bilhão), de investimentos (R$ 3,4 bilhões) e de fomento a empresas cerealistas (R$ 4,4 milhões), e para subsidiar a comercialização de produtos agropecuários (R$ 7 milhões), o alongamento de dívidas rurais (R$ 641 milhões) e a recuperação da lavoura cacaueira baiana (R$ 39 milhões). Ao todo, o orçamento prevê cerca de R$ 12 bilhões para a subvenção dos financiamentos rurais em 2024. Em 2023, a lei orçamentária previu, inicialmente, R$ 13,5 bilhões para essas finalidades. Há redução expressiva, por exemplo, nos valores destinados a subsidiar os financiamentos de custeio. Neste ano, foram quase R$ 2,2 bilhões. O valor destinado a pesquisas, desenvolvimento e transferência de tecnologias e manutenção de unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), como investimentos nas estruturas físicas, será de R$ 367,4 milhões em 2024, acima dos R$ 345,1 milhões alocados para despesas discricionárias em 2023. Ao todo, a estatal terá R$ 3,6 bilhões, a maior parte para pagamentos de salários. O orçamento total do Ministério da Agricultura previsto no projeto de Lei Orçamentária de 2024 é de R$ 11,2 bilhões, sendo R$ 948,3 milhões para investimentos. A verba para a modernização e o fortalecimento da defesa agropecuária nacional, uma das rubricas mais importantes da Pasta, foi reduzida durante a tramitação do projeto no Congresso, de R$ 235,7 milhões sugeridos pelo governo inicialmente para R$ 226,7 milhões constantes no relatório final que será apreciado por deputados e senadores.

GLOBO RURAL

 

EMPRESAS

 

BRF vincula empréstimo de US$ 150 milhões a metas de sustentabilidade

Empréstimo com o First Abu Dhabi Bank (FAB) havia sido tomado em março deste ano. Esta é a primeira vez que a BRF utiliza um empréstimo 'verde' no Oriente Médio e Norte da África

 

A BRF anunciou na quinta-feira (21/12) que vinculou metas de sustentabilidade a um empréstimo de US$ 150 milhões com o First Abu Dhabi Bank (FAB), que havia sido tomado pela companhia em março deste ano. Esta é a primeira vez que a BRF utiliza um empréstimo "verde" no Oriente Médio e Norte da África (MENA). A expectativa da empresa é que a linha de crédito permita a expansão dos negócios da companhia na região, garantindo que esse crescimento atenda aos seus objetivos de sustentabilidade. "Na BRF, definimos os critérios de redução de emissões de escopo 1 e 2, e o aumento do consumo de energia limpa como indicadores de desempenho vinculados ao empréstimo", disse Bruno Massera, diretor financeiro de Mercados Internacionais da companhia, em nota. O crédito faz parte da proposta de financiamento sustentável do FAB, onde o banco, maior dos Emirados Árabes Unidos, é líder regional em empréstimos vinculados ao meio ambiente que criam impacto positivo na região e globalmente. Durante a conferência do clima COP 28, o banco árabe anunciou que emprestará, investirá e facilitará mais de US$ 135 bilhões em financiamento sustentável e de transição até 2030. Desde 2021, já foram disponibilizados US$ 27 bilhões em empréstimos sustentáveis, até o final de setembro de 2023. Segundo a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando, "a parceria é uma oportunidade de reforçar os compromissos de sustentabilidade em uma região estratégica para a empresa".

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Número de trabalhadores no agro bate recorde e supera 28 milhões de pessoas

Quantidade de pessoas atuando no agronegócio no terceiro trimestre de 2023 cresceu 1,4%. Resultado se deve ao maior contingente ocupado no segmento dos agrosserviços. A população ocupada na agropecuária caiu 3,8%, ou 333,72 mil pessoas

 

A população ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,5 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2023, conforme pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O relatório divulgado na quinta-feira (21/12) indica que esse número representa um novo recorde da série histórica, iniciada em 2012. Com isso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil foi de 26,8% no terceiro trimestre de 2023. O número de pessoas atuando no agronegócio no terceiro trimestre de 2023 cresceu 1,4% (aproximadamente 396,07 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano passado. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado se deve ao maior contingente ocupado no segmento dos agrosserviços (que aumentou 8,1%, ou 744,25 mil pessoas) e ao emprego no segmento de insumos (que teve incremento de 9,4%, ou 26,5 mil pessoas). “O avanço em ambos os segmentos, por sua vez, está atrelado ao excelente desempenho da produção agrícola dentro da porteira, que estimula os segmentos a montante e a jusante no agronegócio”, diz o Cepea, em comunicado. Por outro lado, a população ocupada na agropecuária caiu 3,8%, ou 333,72 mil pessoas. De acordo com o estudo, em termos absolutos, destacam-se as retrações na horticultura, na cafeicultura, na bovinocultura, na produção florestal, nas atividades denominadas “outras lavouras” e outros animais. No segmento agroindustrial, a população ocupada diminuiu em 0,9% (ou cerca de 40,95 mil pessoas). “Este resultado é reflexo das indústrias de base agrícola e pecuária, que, por sua vez, foram influenciadas pelas quedas nas indústrias de têxteis e vestuários, de produtos e móveis de madeira, de abate de animais e de couro e calçados”. A pesquisa do Cepea/CNA aponta um aumento na formalização dos trabalhadores no agronegócio. Houve aumento de 4,9% nos profissionais com carteira assinada, ou 435,8 mil pessoas. O número de trabalhadores com ensino superior aumentou 7,5% e o índice de pessoas com ensino médio subiu 4,5% no terceiro trimestre. Em sentido contrário, a quantidade de profissionais com ensino fundamental caiu 3,2%. A pesquisa apresentou, também, uma análise sobre o rendimento salarial dos trabalhadores no setor produtivo. No terceiro trimestre de 2023, os rendimentos mensais dos empregados do agronegócio cresceram 3,4% quando comparado com o mesmo período do ano passado, levemente abaixo do observado na média do país (+3,5%). Entre os segmentos, destaque para a indústria de insumos, com avanço de 11,8% na comparação.

Com exceção da agroindústria pecuária, em que se observou redução de 2,9% na comparação entre trimestres iguais, houve melhora nos rendimentos para todos os demais.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar cai ante real com aprovação de projetos no Congresso

O dólar à vista fechou em baixa ante o real na quinta-feira, novamente abaixo dos 4,90 reais, com as cotações refletindo certo otimismo dos investidores com a economia brasileira, após avanços da pauta do governo no Congresso

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8880 reais na venda, em baixa de 0,48%. Em dezembro, a moeda norte-americana acumula queda de 0,56%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,59%, a 4,8865 reais. A moeda norte-americana oscilou em baixa ante o real durante toda a sessão. O Relatório de Inflação do BC mostrou que a instituição elevou de 2,9% para 3,0% a projeção de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, mas reduziu de 1,8% para 1,7% a projeção de avanço em 2024. O documento também trouxe uma forte revisão, para melhor, de a chance de a inflação estourar o teto da meta neste ano, com o BC passando a projetar que a probabilidade de o IPCA superar o limite superior de 4,75% da banda de tolerância está em 17%, contra 67% estimados em setembro. Além disso, a projeção de déficit nas transações correntes em 2023 foi de 36 bilhões para 26 bilhões de dólares, graças a uma melhora dos números da balança comercial. No caso de 2024, o déficit em transações correntes projetado foi de 37 bilhões para 35 bilhões de dólares. Os números do BC sugerem uma situação relativamente confortável para as contas externas, já que apenas as projeções de Investimento Direto no País (IDP) indicam, na outra ponta, entradas de 60 bilhões de dólares no Brasil em 2023 e de 70 bilhões de dólares em 2024. De acordo com Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, a baixa do dólar era justificada por certo otimismo dos investidores com a área fiscal brasileira. Na quarta-feira, o Congresso promulgou a reforma tributária, enquanto o Senado concluiu a aprovação da Medida Provisória das subvenções e dos Juros sob Capital Próprio (JCP), que promete reforçar o caixa do governo. Pela manhã, durante a apresentação do Relatório de Inflação, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, também abordou o câmbio no Brasil. Ele chamou atenção para o fato de que a volatilidade tem sido baixa e disse que o real se mostra uma moeda "bastante resiliente". "O Brasil é sério candidato a receber fluxo de investimentos mais perene", acrescentou, lembrando que, se isso de fato se materializar, o câmbio tende a ser beneficiado.

REUTERS

 

Ibovespa tem alta firme com apoio de Vale e Wall Street

O Ibovespa avançou nesta quinta-feira, tendo como suporte a disparada das ações de Vale, em função da alta dos futuros do minério de ferro na Ásia, e um pregão positivo em Wall Street

 

Índice acionário de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,91%, a 131.993,69 pontos, segundo dados preliminares, o que seria um novo recorde de fechamento. Na máxima, o índice foi a 132.276,93 pontos, e, na mínima, a 130.822,35 pontos. O volume financeiro da sessão somava 17,3 bilhões de reais, bem abaixo da média diária de 27,2 bilhões neste mês até a véspera.

REUTERS

 

BC melhora previsão de crescimento do PIB em 2023 para 3,0%, vê alta de 1,7% em 2024

O Banco Central melhorou sua estimativa de crescimento para a economia brasileira em 2023 a 3,0%, de 2,9% estimados em setembro, mostrou o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira, que também apresentou projeção de alta de 1,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, de 1,8% antes

 

O Ministério da Fazenda divulgou em novembro que espera um crescimento de 3,0% neste ano e de 2,2% no ano que vem. A pesquisa Focus mais recente, por sua vez, apontou que o mercado prevê uma expansão do PIB de 2,92% em 2023 e 1,51% em 2024. Dados da atividade econômica surpreenderam positivamente neste ano, mas já começam a indicar uma desaceleração diante dos efeitos da política monetária contracionista promovida pelo Banco Central com o objetivo de controlar a inflação.

REUTERS

 

Queda nos preços afetou desempenho do PIB agro no terceiro trimestre, diz Cepea

Queda foi de 1,37%; resultado só não foi pior devido à safra recorde e ao crescimento da pecuária. Desempenho do agronegócio no terceiro trimestre foi afetado pelo recuo dos preços em todos os segmentos

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro caiu 1,37% no terceiro trimestre de 2023, acumulando queda de 0,91% nos primeiros nove meses do ano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21/12), a partir de um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o levantamento das duas entidades, com base nesse desempenho parcial, o PIB do setor pode alcançar R$ 2,62 trilhões em 2023, o que corresponderia a 24,1% de todo o produto interno do país.

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do agronegócio no terceiro trimestre foi afetado pelo recuo dos preços em todos os segmentos. O resultado só não foi mais desfavorável devido ao desempenho de safra recorde no campo e ao crescimento na produção pecuária, laticínios e volume de abates. “Esses fatores, por sua vez, resultaram em um aumento na demanda tanto para os segmentos de insumos quanto para os agrosserviços”, destaca o Cepea, em comunicado. Entre os segmentos do setor, quando se compara o segundo e o terceiro trimestres de 2023, o PIB registrou quedas para os insumos (-7,12%), para o segmento primário (-1,84%), para as agroindústrias (-0,61%) e para os agrosserviços (-0,61%). Segundo o Cepea, o desempenho dos insumos agrícolas e pecuários foi afetado pela queda do valor bruto da produção das indústrias do segmento. “Isso ocorreu, principalmente, devido à redução nos preços de fertilizantes, defensivos e rações ao longo do terceiro trimestre do ano, somadas à menor produção para defensivos e máquinas agrícolas”, frisa o centro de estudos. Dentro do segmento primário, o levantamento do Cepea e CNA aponta um crescimento de 0,79% no terceiro trimestre. O aumento foi puxado pela expectativa de uma safra recorde de grãos, com destaque principalmente para a soja e milho. Já no ramo pecuário, o PIB encolheu 6,22% no terceiro trimestre. Isso porque as cotações mais baixas impactaram principalmente as indústrias de laticínios e de abate e preparação de carnes e pescados. “A perspectiva é de um aumento na produção e oferta pecuária, entretanto, os preços mais baixos de bovinos e aves para corte e do leite estão exercendo pressão sobre a expectativa do valor bruto da produção”, destaca o estudo.

GLOBO RURAL

 

Superávit da balança atinge US$ 89,5 bi no ano e é o maior da série

O superávit da balança comercial de novembro foi de US$ 8,8 bilhões, o que leva a um saldo de US$ 89,5 bilhões no acumulado do ano, puxado pela agropecuária e a indústria extrativista, informou o relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado na quinta-feira, 21, pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

 

Independentemente do resultado de dezembro, já é o maior superávit na série histórica anual da balança comercial. A variação mensal do volume exportado foi de 4,7% e a das importações ficou negativa, com recuo de 3,2%. No acumulado do ano, o volume avançou 8,7% e as importações recuaram 2,4%. A China explicou 52,3% do superávit da balança comercial do Brasil no acumulado do ano. As vendas para o gigante asiático avançaram 30,1% em novembro ante o mesmo mês de 2022 e 29,3% de janeiro a novembro ante igual período do ano passado. Os Estados Unidos contribuíram com a redução do déficit de US$ 13,6 bilhões para US$ 1,6 bilhões. No acumulado do ano, os embarques cresceram 6,4% ante igual período de 2022 e, no mês, o avanço foi de 27,5% novembro de 2022. A Argentina contribuiu com o aumento do superávit de US$ 2,3 bilhões para US$ 4,8 bilhões, com avanço de 9,4% no acumulado ante o período de janeiro a novembro de 2022. Na comparação de novembro deste ano com o do ano passado, as vendas brasileiras caíram 18,3%. Para todos os outros mercados selecionados, houve redução de superávit. Nas importações, o relatório chama a atenção para a queda do volume importado dos Estados Unidos, de 21,1% na comparação do acumulado do ano. Na mesma comparação, as compras da China ficaram estáveis, enquanto as da Argentina recuaram 6,7% e as da União Europeia, 2,9%. Já as compras de países asiáticos excluindo a China tiveram avanço em novembro ante o mesmo mês do ano passado, de 15,6%, e de 9,5% no acumulado. O volume exportado da agropecuária – com aumento de 25% na comparação interanual no acumulado até novembro – e o crescimento em volume das vendas externas da indústria extrativa (18,8%) contribuíram para o superávit recorde. No mês de novembro, a indústria agropecuária liderou o volume exportado, com variação de 51,9% em relação a igual período de 2022. A indústria extrativa elevou o volume exportado em 5,2% e o da transformação recuou em 6,1%. O aumento das exportações é resultado do desempenho das commodities de maneira geral. Em volume, as vendas externas de commodities aumentaram 21,2% na comparação interanual de novembro e recuaram em 5,8% para as exportações de não commodities. No acumulado do ano, ante igual período de 2022, a variação do volume exportado das commodities foi de 13,5% e das não commodities, uma queda de 1,7%. Os preços das commodities caem no acumulado do ano em 9,5% e das não commodities aumentam 0,5%. Os preços caem para todas as commodities, exceto para o grupo de outros agrícolas. A variação interanual dos preços foi negativa ao longo do ano, exceto em janeiro e fevereiro para as exportações. Para as importações, as exceções foram janeiro e março. Na comparação interanual do mês de novembro, os preços exportados recuaram 4,2% e os importados, 8,3%. No acumulado do ano, a queda de preços das exportações foi de 7% e a das importações, de 9,5%. Os preços caem para todos os setores. Com o recuo nos preços, a variação em valor das exportações foi avanço de apenas 1% no acumulado do ano. No caso das importações, o recuo em valor foi de 11,8%, explicado pela queda de preços e de volume.

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