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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 51 DE 21 DE JANEIRO DE 2022

prcarne

Atualizado: 23 de mai. de 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 51| 21 de janeiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo em banho-maria

Preços da arroba seguem estáveis na maioria absoluta das praças pecuárias; em SP, as referências do boi, vaca e novilha gordos são, respectivamente, R$ 337/@, R$ 308/@ e R$ 325/@ (prazo), informa a Scot Consultoria


Os preços da arroba no mercado físico do boi gordo seguem acomodados em grande parte do Brasil, informou na quinta-feira, 20 de janeiro, a IHS Markit. A consultoria registrou que há plantas frigoríficas testando novas compras de boiadas gordas a preços mais baixos, sobretudo na região Norte. Com o fim das fortes chuvas nas áreas de pecuária do Norte brasileiro – que vinham castigando severamente a região –, houve melhoria no fluxo de oferta de animais terminados, mas não a ponto de iniciar uma pressão baixista para os preços da arroba, observa a IHS. Segundo a consultoria, a demanda doméstica pela carne bovina segue desaquecida, o que faz a indústria reduzir a capacidade diária de abate. A Agrifatto alerta para o aumento no número de casos de Covid-19 dentro dos frigoríficos brasileiros. Segundo a consultoria, diante do avanço da doença, algumas plantas estão postergando os abates. “Com isso, as escalas ficaram em níveis mais confortáveis”, informa a Agrifatto. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, há nove dias o preço do boi gordo registra estabilidade nas praças do interior paulista. As referências do boi, vaca e novilha gordos são, respectivamente, R$ 337/@, R$ 308/@ e R$ 325/@ (preços brutos e a prazo). Os negócios com o “boi-China” (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) são fechados por até R$ 345/@, em São Paulo. Enquanto as vendas de carne bovina seguem patinando no mercado interno, as exportações vêm ganhando ritmo. As consultorias do setor estimam embarques ao redor de 140 mil toneladas para janeiro, o seria um novo recorde histórico para o mês. No mercado atacadista de carne bovina, o ritmo de venda permanece lento. A carcaça casada bovina segue cotada a R$ 20,50/kg, informa a IHS, informa a Agrifatto. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 291/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 310/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 318/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca R$ 310/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 320/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 294/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 296/@ (prazo); vaca a R$ 285/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 284/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 296/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista)

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Apesar da retomada de envios à China, EUA seguem como destino número um

Após pouco mais de três meses, os envios de carne bovina à China foram retomados na segunda quinzena de dezembro. Conforme dados da Secex, no último mês, o Brasil exportou 6,79 mil toneladas da proteína (in natura, industrializada, miúdos entre outros) ao país asiático


Aos Estados Unidos, por sua vez, os embarques de dezembro registraram novo recorde mensal, de 30,3 mil toneladas, resultado que sustentou o país norte-americano como o maior destino da proteína brasileira pelo segundo mês seguido. Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado está atrelado, entre outros fatores, ao Real desvalorizado frente ao dólar, o que torna a carne nacional bastante competitiva e atrativa aos norte-americanos. Vale ressaltar que os Estados Unidos são grandes produtores de proteína bovina, mas também são importantes demandantes – o país tipicamente exporta carne cara e importa carne barata. Em 2021, a carne brasileira foi enviada aos Estados Unidos à média de US$ 7,26/kg, avanço de 1,8% frente à de 2020 (de US$ 7,14/kg).

Cepea


Exportação de gado vivo tem pior desempenho dos últimos anos

Crescimento constante fez as empresas do setor aumentarem a infraestrutura; agora desaceleram atividade


O mercado de exportação de boi vivo, que vinha se consolidando e teve, em 2018, um dos seus melhores anos, recuou, em 2021, para um dos menores patamares da última década. As exportações de 2021 renderam apenas US$ 66 milhões ao Brasil, 70% a menos do que em 2020 e 86% abaixo dos valores de 2018, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). "Está um mercado ridículo", diz Gastão Carvalho Filho, da Boi Branco, empresa que atua neste setor. Os motivos são muitos, segundo ele. A demanda externa por carne bovina é grande, o Brasil elevou as exportações de proteína, e os preços internos do boi subiram muito. Para ele, o mercado ficou inviável, uma vez que a compra de gado e os custos de exportação do boi em pé estão bastante onerosos, apesar de o dólar favorecer as vendas. Além disso, o Brasil sofre a concorrência de outros participantes desse mercado, como o Uruguai, que tem um gado de qualidade melhor; a União Europeia, que subsidia as exportações; e a Austrália, que está mais próxima dos principais países importadores. Um dos custos que mais pesam nas exportações é o frete marítimo, que dobrou de preço, segundo Carvalho. A alimentação do gado também teve forte correção, devido à alta dos insumos que compõem a ração. A retração abrupta do mercado de exportação de gado afeta o setor. As empresas se prepararam com a ampliação de infraestrutura voltada para as vendas externas. Algumas aumentaram o plantio de grãos para reduzir os custos de alimentação do gado. Outras chegaram a investir na fabricação da própria ração. Uma esperança são exportações de vacas e bezerras para a China e para a África. No caso da China, a preferência dever ser para animais do Uruguai. O Brasil pode ganhar espaço na África. Segundo o Ministério da Agricultura, as exportações totais de animais vivos, incluindo aves e suínos, atingiram US$ 169 milhões no ano passado, 44,5% a menos do que em 2020. No ano passado, a liderança no setor esteve com as exportações provindas da avicultura, que somaram US$ 88,4 milhões. Em 2020, porém, as maiores exportações foram de animais vivos da espécie bovina, com soma de US$ 217 milhões.

FOLHA DE SP


MS: pecuaristas pagaram a conta do embargo chinês

Mesmo com o embargo da China, que suspendeu os embarques de carne para seu território por mais de três meses, os frigoríficos que atuam em Mato Grosso do Sul fecharam o ano de 2021 com faturamento 20,5% maior e com um volume de carne exportada levemente superior em relação ao ano de 2020


O faturamento dos frigoríficos de MS, em 2021, registrou US$ 153,4 milhões (R$ 834,8 milhões na cotação de 19 de janeiro) a mais do que no ano anterior. Se em 2020 as vendas para o mercado externo atingiram US$ 747 bilhões (R$ 4,06 bilhões), em 2021, os abatedouros do Estado receberam US$ 900,4 milhões (R$ 4,89 bilhões) pelos embarques de carne para outros países. Os números são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). No que diz respeito ao volume de carne embarcada para outros países, em Mato Grosso do Sul houve um leve aumento na exportação de carnes no ano passado. Em 2020, foram exportadas 189,9 mil toneladas da proteína de origem bovina e, no ano passado, foram 192,5 mil toneladas exportadas. Por causa desse desempenho – sobretudo, o financeiro – significativo, o Estado aumentou sua participação no volume exportado pelo Brasil. Antes, MS respondia por 9,4% dos embarques do Brasil e 8,8% do faturamento com as vendas externas, agora, tem uma fatia de 10,3% do volume exportado e de 9,7% de faturamento. O volume é expressivo porque, proporcionalmente, representa um aumento de faturamento maior que o do setor na média nacional. Na quantidade de carnes exportadas, mostra crescimento, enquanto os números do Brasil indicam um leve decréscimo. No ano passado, o País conseguiu vender menos carne, mas faturar mais com as vendas – e estamos falando de pagamento em dólar, antes mesmo da conversão das transações em moeda estrangeira para o real. Em 2020, o volume de carne embarcado para o exterior pelas aduanas e portos brasileiros foi de 2,01 milhões de toneladas, sendo a China a principal compradora. No ano passado, o país asiático se manteve como o principal comprador (mas reduziu sua participação no total de exportações), e o Brasil exportou 1,86 milhão de toneladas de carne. Menos carne enviada, contudo, não significa menos dinheiro na conta dos frigoríficos. Em nível nacional, o faturamento passou de R$ 8,48 bilhões (R$ 46,18 bilhões), em 2020, para US$ 9,2 bilhões (R$ 50,24 bilhões), no ano passado. O valor médio do quilo da carne para o mercado externo, passou de US$ 4,2 para US$ 4,94, uma valorização de 17,5%. Um faturamento maior dos frigoríficos, porém, não significa ganho mais significativo para os produtores. O embargo entre setembro de 2021 e dezembro de 2021, serviu apenas para reduzir a arroba do boi de um preço médio de R$ 330 para a época do embargo, para R$ 250. O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Alessandro Coelho, enfatiza que a instabilidade é prejudicial. “A maior preocupação do pecuarista é essa instabilidade no mercado. Além da oscilação no período do embargo, tivemos algo ainda pior: quando o preço da arroba se aproximou de R$ 300, em janeiro do ano passado, o preço ao consumidor foi às alturas e o mercado da ponta não voltou mais, só foi para cima, mesmo com os embargos das exportações”, analisa.

Correio do Estado


Contratos futuros de boi gordo movimentam R$ 65 bilhões em 2021

O resultado é o maior na última década e foi impulsionado pela valorização da arroba, que no ano passado registrou cotação média de R$ 306,87/@ na B3


Em ano de arroba histórica, o volume financeiro de contratos futuros do boi gordo na bolsa de valores B3 movimentou R$ 65,1 bilhões em 2021 com opções de compra e venda. O valor é 56,5% maior em comparação a 2020 e o maior na última década. Os dados de negociações fazem parte da consolidação da movimentação de ativos da B3 no ano passado. O Portal DBO analisou a evolução do mercado futuro do boi gordo de 2012 a 2021. Em comparação com 2012, o resultado foi 166,8% maior. O principal item que provocou este salto histórico foi a valorização da arroba do boi. A média do valor da arroba por contratos negociados (compra e venda) ficou em R$ 306,9/@ em 2021, o que representou um crescimento de 32,7% em comparação com 2020 e 3,1 vezes mais diante da média da arroba em 2012. Apesar de ter sido um ano histórico em termos de volume financeiro, 2021 não teve um registro recorde de contratos negociados. Segundo os dados da B3, foram 643,2 mil. O número é de fato o maior dos últimos sete anos, mas inferior ao total registrado no ano de 2013, com 863,1 mil contratos negociados. O volume financeiro foi de R$ 29,5 bilhões. De fato, na última década, de 2012 a 2014, foram os anos em que mais o pecuarista acessou o mercado de capitais, efetuando travas do boi gordo. Em 2012 foram 758,7 mil contratos negociados, totalizando R$ 24,4 bilhões. Em 2014, o total chegou a 813,3 mil contratos com uma movimentação de R$ 34 bilhões. Para se ter uma ideia qual seria o rateio do boi travado e do total de bovinos abatidos, o Portal DBO, com a ajuda de especialistas, transformou os contratos de boi gordo em animais, e comparou a informação com o total de abates do IBGE. Cada contrato de boi gordo na B3 equivale a 330 arrobas. Em média, cada bovino pode representar 20 arrobas, portanto, a cada contrato são de 16,5 bovinos. No final das contas, 643,2 mil contratos equivaleriam a 10,6 milhões de bovinos com travas na B3, no ano passado. Considerando o abate de 20,6 milhões de animais apenas nos três trimestres de 2021, o número de boi travado chegou a um pouco mais da metade, com 51,5% do total. O porcentual deve ser menor com a informação integral de abates, ainda a ser divulgada pelo IBGE. Considerando a média da última década, o porcentual de contratos futuros chega a 31,1% do total de bovinos abatidos. O ano que esse rateio foi maior, também foi em 2013. Dos 34,4 milhões de bovinos abatidos naquele ano, 14,2 milhões, o que representou 41,4% do total. O pior resultado da década foi o de 2018, no qual foram travados 13,3% dos animais abatidos.

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços caindo para o animal vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável, valendo R$ 90,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,50 o quilo/R$ 7,90 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (19), ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,55/kg, e em Santa Catarina, valendo R$ 4,50/kg. Houve queda de 1,82% em Minas Gerais, baixando para R$ 5,39/kg, recuo de 1,11% em São Paulo, alcançando R$ 5,36/kg, e de 0,67% no Paraná, fechando em R$ 4,43/kg.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: excesso de oferta pressionou preços na quinta-feira

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 13/01/2022 a 19/01/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,92%, fechando a semana em R$ 4,89. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 4,81", informou o Lapesui.


Em São Paulo, segundo o Presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, o preço cedeu de R$ 5,60/kg vivo para R$ 5,33/kg vivo. Ele explica que as bolsas que negociam no mercado independente não conseguiram sustentar manutenção, ainda em cima do excesso oferta pressionando e da "grande especulação". No mercado mineiro, caiu de R$ 5,60/kg vivo para R$ 5,20/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, o mercado está chegando ao limite. "A possível sensação de mercado pior com certeza veio da maior concorrência e oferta. Em resumo, não há problema de demanda, há excesso de oferta", disse. Santa Catarina também sofreu queda brusca na quinta-feira (20), de acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio de Lorenzi, passando de R$ 5,08/kg vivo para R$ 4,91/kg vivo. "A realidade do mercado é de R$ 4,30/kg em Santa Catarina, que é o que muitos estão negociando. Temos uma sobra de animais que não se sabe o que fazer, e comprar milho e farelo está insustentável", lamenta.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Relação de troca por milho é a pior da história

O preço do suíno vivo tem registrado queda intensa neste mês, causada pela combinação de vendas lentas e oferta elevada de animais para abate


A desvalorização expressiva se aliou à forte alta dos preços dos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, reduzindo drasticamente o poder de compra de suinocultores – a relação de troca por milho, especificamente, é a pior da história. Considerando-se o suíno comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho em Campinas (SP), é possível ao suinocultor paulista a compra de 3,65 quilos do cereal com a venda de um quilo de suíno na média parcial de janeiro (até o dia 18), baixa de 22,3% frente a dezembro e a menor quantidade para a região na série mensal histórica do Cepea. Em Chapecó (SC), é possível ao produtor a compra de 3,24 quilos de milho, recuo de 22,7%, no mesmo comparativo, e também o menor patamar já observado na região.

Cepea


FRANGOS


Frango: preços estáveis na quinta-feira (20)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,36%, valendo R$ 5,48/kg

No caso do animal vivo, o Paraná ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço nesta quinta-feira (20). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (19), a ave congelada teve queda de 0,17%, chegando a R$ 6,04/kg, enquanto a resfriada subiu 0,85%, fechando em R$ 5,93/kg.

Cepea/Esalq


Autoridades francesas ordenam abate de 2,5 milhões de aves por gripe aviária

O Ministério da Agricultura da França disse na quinta-feira que um total de 2,5 milhões de aves precisam ser mortos, já que o sudoeste do país enfrenta vários surtos de gripe aviária


Cerca de 1,2 milhão de animais já foram abatidos, disse o ministério, acrescentando que mais 1,3 milhão ainda precisam ser mortos como medida de precaução para combater o vírus. A disseminação da gripe aviária altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, na Ásia e na Europa, levantou preocupação entre os governos e a indústria avícola depois que surtos anteriores levaram ao abate de dezenas de milhões de aves e restrições comerciais.

Reuters


Brasil se consolida como plataforma de exportação de genética de ponta na avicultura, diz ABPA

As receitas das exportações de material genético e ovos férteis do Brasil cresceram 26,7% em 2021, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira (20). Ao todo, foram efetuadas vendas que geraram receitas totais de US$ 147,7 milhões no ano passado, contra US$ 116,5 milhões em 2020.


Em ovos férteis, os embarques totais do ano chegaram a 14,518 toneladas, volume 60,9% maior que o efetivado em 2020, com 9.024 toneladas. Em receita, o acréscimo foi de 53,3%, com US$ 59,319 milhões em 2021, contra US$ 38,691 milhões no ano anterior. De materiais genéticos, foram exportados, ao todo, 1.173 toneladas, número 4,6% menor em relação ao mesmo período de 2020, quando foram embarcadas 1.230 toneladas. Já a receita das exportações do segmento alcançou US$ 88,441 milhões ao longo de 2021, resultado 13,5% superior ao realizado em 2020, com US$ 77,904 milhões. “O Brasil se consolidou como plataforma de exportação de genética de ponta, alta qualidade de produtos e status sanitário ímpar, livre de enfermidades que acometem outros grandes produtores, como influenza aviária. O país conta com grandes empresas que vêm expandindo fronteiras e possuem estratégia internacional pautada por iniciativas como a Brazilian Breeders, marca internacional do setor. A expectativa é que o bom desempenho visto em 2021 se repita ao longo deste ano”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná se mantém na liderança nacional da produção de mel

O Paraná se manteve como o principal produtor nacional de mel, com 7.844 toneladas produzidas pela espécie Apis mellifera em 2020, o que representa 15,2% de toda produção nacional


A atividade é importante na geração de emprego e renda, na diversificação da propriedade rural e nos benefícios sociais, econômicos e ecológicos que proporciona. Esse é um dos assuntos do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de janeiro O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A apicultura caracteriza-se pela exploração econômica e racional da abelha do gênero Apis e espécie Apis mellifera, que possui ferrão. A atividade é realizada em todo o território brasileiro. De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020 elas produziram 51.508 toneladas de mel, volume 12,5% maior que no ano anterior, resultando em R$ 621,447 milhões em Valor Bruto de Produção (VBP). A pesquisa aponta que o Paraná teve aumento de 8,9% sobre a safra de 2019, fechando 2020 com 7.844 toneladas e deixando novamente em segundo lugar o Rio Grande do Sul, que tradicionalmente liderava o setor. Em 2020, o Estado gaúcho atingiu 7.467 toneladas, com Valor Bruto de Produção de R$ 97,043 milhões. No Paraná, o VBP foi de R$ 98,619 milhões, aumento de 15,9% em relação a 2019. O município de Arapoti é o principal produtor estadual e nacional, com 810 toneladas produzidas em 2020, o que rendeu VBP de R$ 8,6 milhões. No Paraná, é seguido por Ortigueira, com 720 toneladas; e Prudentópolis, com 440 toneladas. O boletim do Deral registra dados preliminares da Ceasa/PR mostrando que, em 2021, nas cinco unidades do Estado, foram comercializadas 1,3 milhão de toneladas de 200 itens diversos, com participação de 99,1% de produtos nacionais. O montante financeiro alcançou R$ 3,7 bilhões, com preço médio de R$ 2,82 por quilo. Para os produtores de mandioca, as condições climáticas dos últimos dias, com chuvas mais constantes, favoreceram sobretudo a colheita nas regiões de Paranavaí, Umuarama e Toledo, que respondem por 70% da produção estadual. As indústrias de fécula e de farinha também estão retomando o trabalho após o recesso de final de ano. A soja avançou dois pontos percentuais na colheita em relação à semana passada, totalizando 4% dos 5,6 milhões de hectares estimados. No campo, 67% da área a colher estão em condições medianas ou ruins, enquanto 33% são consideradas boas e podem atingir o potencial produtivo esperado. No caso do milho, a colheita da primeira safra segue bastante lenta no Paraná, com previsão de acelerar a partir da primeira semana de fevereiro. A segunda safra está sendo plantada e atingiu nesta semana 2% da área estimada de 2,56 milhões de hectares.

Agência de Notícias do Paraná


Municípios precisam declarar situação de emergência, alerta Ocepar

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, alerta os prefeitos dos municípios afetados pela seca para que declarem situação de emergência. “Até agora, cerca de 40 declararam, mas pelo menos 160 municípios do Oeste e Sudoeste estão nessa situação e devem tomar as providências necessárias”, observa Ricken


Segundo ele, ao declarar situação de emergência os municípios afetados reforçam o pleito que está sendo feito pelo governo do estado e pelas entidades junto ao governo federal. “Alguns municípios não estão atentos a isso e a medida é muito importante nesse momento”, reforça. Para o presidente da Ocepar, o socorro tem que vir agora para garantir o plantio da segunda safra de milho e minimizar a perda que ocorreu na primeira safra. “Temos que plantar essa segunda safra o quanto antes para fugir da geada no desenvolvimento da planta, o que acarretaria uma nova quebra de produção”, alerta. A importância de se garantir uma boa produção de milho se deve principalmente à necessidade de fornecimento do insumo para as fábricas de ração que abastecem as granjas de frangos e suínos e a criação de gado, garantindo a produção de carnes. “Sem milho suficiente, essa produção ficará comprometida”, observa Ricken. Além da situação de crise hídrica e escassez de chuvas que persiste desde meados de 2019, a situação se agravou na atual safra de verão com temperaturas tanto ambiente quanto do solo muito elevadas, o que tem ocasionado as grandes perdas, segundo os técnicos. Perdas são cada vez maiores, especialmente no Oeste. Nos 23 municípios da área de abrangência da Cooperativa Coopavel, no Oeste e Sudoeste do Paraná, o prejuízo com a seca que nos primeiros dias do ano estava em R$ 2,6 bilhões, já chega agora a R$ 6 bilhões, sendo R$ 5 bilhões na soja e R$ 1 bilhão no milho. Nas duas lavouras, a quebra na produção é de 60%. Segundo a cooperativa, os sojicultores estão colhendo, em média, 25 sacas por hectare. O normal seria colher 65 sacas. No caso do milho, em condições normais seriam colhidas 180 sacas por hectare e esse ano a lavoura está rendendo apenas 80 sacas. “A falta de chuva, principalmente em dezembro, foi a maior responsável pelo cenário de quebra no campo”, informa a cooperativa. A C. Vale Cooperativa Agroindustrial, de Palotina, também contabiliza 60% de perdas nas lavouras em sua região de abrangência. O vice-presidente da cooperativa, Ademar Pedron, aproveitou a visita da ministra à região para entregar também um documento com reivindicações. Entre os pedidos estão a prorrogação das parcelas de custeio e investimento e a liberação de crédito para as cooperativas poderem prorrogar as contas dos associados.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar volta a cair com ajuste a exterior; cenário eleitoral ganha mais peso

O dólar voltou a mostrar expressiva queda nesta quinta-feira, chegando a romper a linha dos 5,40 reais, em meio a um novo rali de moedas de risco patrocinado por otimismo sobre a China e acomodação nas taxas de juros nos EUA, enquanto o mercado local aproveitou para seguir desmontando posições contra a divisa brasileira atento ao cenário político


O dólar à vista caiu 0,92%, a 5,4172 reais, menor valor para um fechamento desde 11 de novembro do ano passado (5,4031 reais). É o segundo dia seguido de forte queda do dólar. Na véspera, a cotação já havia perdido 1,68%, a 5,4673 reais, quebrando, assim, o suporte técnico representado por sua média móvel linear de 100 dias. Na B3, às 17:42 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a 5,4485 reais. Na mínima, o dólar futuro desceu a 5,3905 reais, menor patamar intradiário desde 1º de outubro passado. A queda do dólar futuro é menor do que no à vista porque na quarta-feira a cotação na B3 já havia recuado mais que a taxa spot, que nesta quinta ampliou as perdas. O dólar futuro caiu 2,28% na quarta, contra declínio de 1,68% na moeda no interbancário. Na véspera, quando o dólar à vista registrou a maior baixa percentual diária desde o fim de dezembro, os não residentes se desfizeram, em termos líquidos, de 611 milhões de dólares entre contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial, conforme dados da B3, perto da metade da venda líquida de 1,463 bilhão de dólares no ano até quarta-feira (dado mais recente). A tônica do ajuste a excessos nos preços do dólar prosseguiu, mas analistas ainda preveem um ano conturbado para o câmbio. "O amplo intervalo no qual a taxa de câmbio flutuou no início de 2022 reforça nossa visão de que a moeda deverá seguir trajetória volátil neste ano", disse o Santander Brasil em relatório de cenário macro. "Ademais, seguimos avaliando que o real irá se desvalorizar ao longo de 2022, já que as incertezas quanto à trajetória de longo prazo da dívida pública e as decisões de política econômica para tratar do problema fiscal deverão permanecer elevadas", completou.

Reuters


Ibovespa volta a subir e fecha no maior patamar desde outubro

Índice foi impulsionado pela melhora na demanda global por ativos de risco e pelo novo dia de alívio nas curvas de juros ao redor do mundo


O Ibovespa deu sequência ao rali observado nos últimos dias e fechou a quinta-feira em alta. Com destaque para os papéis mais ligados ao cenário doméstico, que são mais sensíveis à renda fixa, a referência da bolsa brasileira registrou seu maior nível de fechamento desde outubro. Negociado em alta durante toda a sessão, o Ibovespa terminou o dia com ganho de 1,01%, a 109.101 pontos. O fechamento foi o maior desde o pregão do dia 20 de outubro, quando o índice encerrou aos 110.786 pontos. O volume financeiro negociado dentro do Ibovespa hoje foi de R$ 23,97 bilhões, acima da média diária de 2022, de R$ 21,50 bilhões. Em mais um dia de tranquilidade nos juros globais, as taxas locais se ajustaram em baixa e, novamente, abriram espaço para uma recuperação expressiva de papéis sensíveis ao mercado de renda fixa. Ações de tecnologia, bancos digitais, construtoras, setores intensivos em capital e papéis com múltiplos esticados conseguiram amenizar boa parte das perdas acumuladas no ano. Os últimos dias têm sido marcados por um desempenho superior do Ibovespa em comparação com os índices de mercados desenvolvidos. Enquanto a principal referência do mercado brasileiro de ações sobe 4,08% em 2022, o S&P 500 acumula baixa de 5,95%. O principal motor da recuperação observada para as ações locais tem sido o investidor estrangeiro. Segundo dados compilados pela B3, nos doze primeiros pregões de 2022, os fluxos externos para o mercado secundário à vista da bolsa local totalizaram R$ 14 bilhões. De acordo com Lucas Tambellini, sócio e gestor da Sumauma Capital, o investidor estrangeiro está em um momento de compras táticas em commodities e o Brasil, por ser um mercado líquido e de elevada exposição ao tema, é beneficiado. "Não parece uma alocação estrutural. Os dados da China não foram tão ruins como o esperado, as commodities estão subindo bastante e, no ano passado, o real foi uma das piores moedas do mundo. A Petrobras e Vale têm múltiplos atrativos e devem pagar bons dividendos no ano. Dá para o gringo comprar R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões de reais, fazer uma operação de curto prazo e sair rápido", afirma. Ele vê com desconfiança a perspectiva de que o Ibovespa esteja retomando uma trajetória de alta mais consistente e ainda crê que o índice pode retornar para o nível próximo dos 100 mil pontos nos próximos meses. Na contramão da entrada dos recursos estrangeiros, os investidores institucionais sacaram R$ 13,703 bilhões do mercado secundário da bolsa em 2022 e as pessoas físicas retiraram R$ 1,806 bilhão, de acordo com dados da B3.

VALOR ECONÔMICO


Produção industrial teve forte queda em dezembro de 2021, indica sondagem da CNI

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o mês foi o único do ano passado que registrou retração no número de empregados no setor industrial


A produção nas fábricas apresentou forte queda em dezembro na comparação com novembro, de acordo com dados da Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos significam retração, o indicador registrou 43,3 pontos no último mês de 2021. Em novembro, o índice estava em 50,4 pontos. “A queda de 7,1 pontos é expressiva, mas o mês de dezembro normalmente é marcado pela desaceleração da produção industrial. Não obstante, a queda na passagem de novembro para dezembro de 2021 foi mais intensa que em 2020, quando o índice ficou em 46,8 pontos”, destacou a entidade. Da mesma forma, a utilização da capacidade instalada no setor ficou em 68% em dezembro, abaixo dos 72% registrados no mês anterior. O emprego industrial também recuou em dezembro, com o indicador em 48,6 pontos. Esse foi o único mês de 2021 que registrou retração no número de empregados na indústria. “O emprego industrial registrou queda, comportamento que usual para o mês de dezembro de cada ano. No entanto, o resultado está acima da média de dezembro para anos anteriores (46,7 pontos)”, acrescentou a CNI. A sondagem mostra ainda que o setor segue listando a falta ou o alto custo das matérias-primas como o principal problema para as empresas, sendo citado por 60,6% dos empresários. Esse foi o sexto trimestre consecutivo em que as dificuldades na aquisição de insumos ocuparam a liderança entre os gargalos da indústria. A CNI destacou ainda que os índices de expectativa de demanda, de exportação, de compras de matérias-primas e de número de empregados melhoraram em janeiro, indicando maior otimismo dos empresários para 2022. “Todos os resultados continuam acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses. No entanto, o otimismo é menor que em 2021”, reconheceu a entidade.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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