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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 508 DE 27 DE NOVEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 508| 27 de novembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado fechou semana com firmeza

Segundo a Scot Consultoria, alguns frigoríficos que normalmente ficam fora das compras estiveram presentes no mercado na sexta-feira, buscando recompor as escalas de abate. Na região Noroeste do Paraná, com a menor oferta de vacas gordas, os frigoríficos aumentaram a cotação em R$2,00/@ na comparação diária. Segundo a Agrifatto, no Paraná o boi vale R$230,00 por arroba. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de oito dias


Pelos dados da Scot, o “boi comum” (destinado ao mercado doméstico) está valendo R$ 237 nas praças de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215 e R$ 228/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 245/@ (bruto e a prazo, base SP), com ágio de R$ 8/@ sobre o animal macho “comum”. Na previsão dos analistas da Agrifatto, o mercado do boi gordo se mostra preparado para adentrar dezembro com altas. Na sexta-feira (24/11), o preço médio do boi gordo nas praças paulistas continuou em R$ 240/@, apurou a Agrifatto. Nas demais praças, a cotação média subiu para R$ 223,10/@, puxada pela valorização em Minas Gerais – a única das 17 regiões pecuárias acompanhadas pela Agrifatto a registrar avanço no boi gordo neste último dia da semana – as demais mantiveram cotações laterais. Na contramão do mercado físico, na B3, todos os contratos futuros do boi gordo encerraram a quinta-feira (23/11) com ajustes negativos, relata a Agrifatto. O papel com vencimento em novembro/23 fechou em R$ 238,10/@, com queda diária de 0,63%. No mercado internacional da carne bovina, novidades vieram do outro lado do mundo, relatou a Agrifatto. “Após várias semanas desanimadoras no mercado chinês, houve relatos de melhora nas vendas no varejo chinês e, como o Ano Novo Chinês só ocorrerá no dia 10/02/24, ainda há janela para exportação ao país asiático”, destacou a consultoria. Diante disso houve valorização no preço do dianteiro exportado pelos frigoríficos brasileiros, que agora tem referência próximo dos US$ 4.550/tonelada. Neste mês de novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura até a terceira semana do mês chegaram a 119,0 mil toneladas embarcadas pelos frigoríficos brasileiros, com média diária 45,4% maior que a registrada em novembro/22. Cotações máximas de machos e fêmeas na sexta-feira, 24/11: PR-Maringá: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 209/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 217/@ (prazo); vaca a R$ 192/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 215/@ (à vista); vaca a R$ 190/@ (à vista) GO-Sul: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global)


SUÍNOS


Suínos: cotações na maioria estáveis

De acordo com análise do Cepea, os preços da carne suína vinham registrando valorizações desde a segunda semana de novembro


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 128,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,10/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (22), houve queda de 0,31% no Paraná, chegando a R$ 6,46/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,27/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,97/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,29/kg), e São Paulo (R$ 6,71/kg).

Cepea/Esalq


China reabastecerá reservas de carne suína para estabilizar preços

A China armazenará carne suína, a carne básica do país, em suas reservas centrais para facilitar uma recuperação razoável dos preços do suíno, disse na sexta-feira o principal planejador econômico da China


Será o terceiro lote de carne suína este ano a ser comprado e armazenado em reservas centrais, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC). A medida foi anunciada em resposta à tendência recente de queda dos preços do suíno na China. O preço do porco caiu 0,7% em meados de novembro em comparação com o início de novembro, mostraram os últimos dados do Departamento Nacional de Estatísticas na sexta-feira. Além disso, o preço médio nacional da carne de porco em comparação com os preços dos cereais, um índice monitorizado pela NDRC relativo aos preços da carne de porco, tem estado dentro do segundo nível de alerta mais elevado, de 5 para 1 a 6 para 1, durante mais de três semanas consecutivas. De acordo com um plano de trabalho para estabilizar o mercado de carne suína, a China introduziu um sistema de alerta precoce de três níveis para soar o alarme para altos e baixos excessivos nos preços do suíno. A NDRC disse que cooperará com os departamentos relevantes para iniciar o trabalho de acumulação de reservas estatais de acordo com o plano de trabalho.

Xinhua


Hong Kong abaterá 1.900 suínos após relatar segundo caso de peste suína em um mês

Hong Kong ordenou o abate de quase dois mil porcos depois de confirmar um segundo caso de peste suína africana (PSA) em um mês


O Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação (AFCD) disse na quinta-feira que planejava abater cerca de 1.900 suínos de um rebanho em 25 de novembro, depois que o vírus foi descoberto em uma fazenda local. A exploração suinícola licenciada em Lau Fau Shan, na zona rural de Yuen Long, perto da fronteira com a China continental, testou positivo para o vírus da PSA depois de os funcionários terem recolhido amostras de 62 animais. “O presente caso não afeta o funcionamento dos abatedouros locais nem o fornecimento global de suínos vivos”, disse o porta-voz do departamento num comunicado, acrescentando que conduzirá rigorosamente a limpeza e manterá as granjas suínas locais sob estreita vigilância. No início deste mês, as autoridades ordenaram o abate de cerca de 5.600 suínos depois de detectarem um surto de PSA em uma granja em Yuen Long. Não ficou imediatamente claro se o segundo caso foi encontrado na mesma fazenda ou em outra.

REUTERS


FRANGOS


Preço do frango vivo subiu no Paraná e em Santa Catarina na sexta-feira

De acordo com análise do Cepea, o poder de compra do avicultor paulista frente ao farelo de soja caiu neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve às valorizações mais intensas do derivado em relação às do frango vivo.


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado subiu 10,70%, valendo R$ 7,18/kg. Na cotação do animal vivo, no Paraná, houve aumento de 0,44%, chegando a R$ 4,57/kg, e avanço de 0,48% em Santa Catarina, valendo R$ 4,22/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (23), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preços estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,38/kg e R$ 7,47/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Cai poder de compra de avicultor frente ao farelo

O poder de compra do avicultor paulista frente ao farelo de soja caiu neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve às valorizações mais intensas do derivado em relação às do frango vivo


Já frente ao milho, outro importante insumo da atividade, verifica-se sustentação no poder de compra do avicultor. Segundo agentes consultados pela Equipe de Proteína Animal do Cepea, os aumentos do vivo estão atrelados sobretudo ao menor ritmo de produção nas agroindústrias ao longo deste mês. Isso porque os feriados registrados em novembro resultaram em diminuição nos dias úteis para abate. Consequentemente, houve queda na disponibilidade interna de carne.

Cepea


EMPRESAS


Minerva crê em sobra de gado no Brasil até 2025

No final de agosto, a Minerva Foods e a Marfrig Global Foods acordaram a venda de 16 plantas frigoríficas e um centro de distribuição por R$ 7,5 bilhões. Danilo Cabrera, head de relações com investidores da Minerva, destacou em entrevista a estratégia por trás da aquisição


Segundo ele, a operação visa aumentar a capacidade de arbitragem da empresa, com o acréscimo de ativos localizados no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Cabrera ressaltou que a aquisição ampliará a participação da Minerva no mercado internacional, melhorando a eficiência no uso dos ativos e na logística. A expectativa é de que a integração desses ativos, após aprovações regulatórias, contribua para a geração de valor, aumento do EBITDA e desalavancagem da empresa. A aquisição ocorre em um contexto favorável, marcado pela alta disponibilidade de gado no Brasil, segundo Cabrera. Esta situação deverá impulsionar a operação da Minerva, aumentando o volume de produção e fortalecendo a presença no mercado internacional. Além disso, Cabrera comentou sobre os resultados do terceiro trimestre de 2023 da Minerva e as perspectivas para 2024. Ele também abordou os impactos da vitória de Javier Milei nas eleições da Argentina. Cabrera manifestou otimismo quanto à continuidade das operações da empresa no país sob a nova administração. Por fim, o executivo falou sobre a relevância dos ciclos de gado no Brasil para a Minerva. A abundante disponibilidade de animais reduziu os custos, impactando positivamente na rentabilidade da empresa. A expectativa é que essa situação continue até o final de 2025, beneficiando as operações da Minerva.

PECUARIA.COM.BR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Petrobras vai recuperar unidade de fertilizantes Araucária (PR)

O Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse na sexta-feira (24) que a nova estratégia comercial para os combustíveis, em curso, deu fim à era de subordinação dos preços dos combustíveis ao preço de paridade de importação (PPI)


O executivo destacou que o plano estratégico, que prevê investimentos totais de US$ 102 bilhões nos próximos cinco anos, foi elaborado com a participação de todas as áreas da empresa, incluindo o conselho de administração e os petroleiros. Para ele, o plano estratégico é um “revigoramento” da empresa. Prates salientou que a Petrobras não vai mais vender refinarias, que estava previsto em plano de desinvestimentos anteriormente em andamento. “Pelo contrário, estamos investindo mais [nessas unidades]”, afirmou. O presidente da Petrobras disse também na coletiva que a empresa planeja recuperar uma unidade de fertilizantes localizada em Araucária (PR). Segundo ele, a planta está hibernando e não utiliza gás natural no processo produtivo. A unidade, destacou William França, diretor de processos industriais e de produtos da companhia, está parada desde 2019, e os investimentos que serão realizados voltam-se para a manutenção. A empresa ainda avalia os caminhos para retomada da viabilidade da unidade de fertilizantes nitrogenados, antes de fazer uma licitação, nos moldes do que foi feito na Rnest, refinaria localizada em Pernambuco. A previsão é que a unidade entre em operação no segundo semestre do ano que vem. O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Sergio Caetano Leite, disse ainda que os critérios de investimentos em fertilizantes não mudaram. “Consideramos a geração e valor e margem em qualquer área”, disse ele. Prates acrescentou que a entrada no mercado de fertilizantes faz sentido, inclusive, para a fabricação de amônia verde, entre outros produtos, no âmbito da transição energética.

GLOBO RURAL


Agrária e empresa alemã vão investir R$ 500 milhões em nova maltaria no Paraná

Representantes da cooperativa Agrária confirmaram na sexta-feira (24/11), na Alemanha, em visita à Ireks, gigante global especializada em ingredientes para panificação, confeitaria e alimentos, uma parceria para a construção de uma nova fábrica para a produção de malte para a indústria cervejeira no Paraná. O investimento será de R$ 500 milhões e a planta será instalada em Guarapuava, no Centro-Sul do Estado.


O empreendimento será tocado pela Ireks do Brasil, joint venture formada pela cooperativa e pela empresa alemã, e foi incluído no programa de incentivos fiscais do Governo do Estado. A nova indústria começará a ser construída no primeiro trimestre de 2024, com previsão de iniciar a operação em 2026. A empresa vai ser a primeira no Brasil a produzir maltes especiais, produto que hoje é importado, para abastecer o mercado nacional. A previsão é gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos. Com esse novo empreendimento, o Paraná vai se consolidar ainda mais como maior produtor de cevada do País. Em 2022 foram produzidas 355 mil toneladas no Estado, um crescimento de 11% em relação a 2021 (302 mil toneladas). O setor tem Valor Bruto de Produção Agropecuária de R$ 580 milhões no Paraná. O Brasil produziu cerca de 521 mil toneladas no ano passado, de acordo com dados do IBGE. A Agrária e outras cinco cooperativas paranaenses também estão à frente Maltaria Campos Gerais, fábrica em Ponta Grossa que tem investimento previsto de R$ 3 bilhões. A planta industrial está em fase final de construção e ainda neste ano serão iniciados os testes de produção. No primeiro trimestre de 2024 a indústria já deve estar operando. Serão processadas 240 mil toneladas de malte por ano.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem leve queda em linha com exterior e repercutindo veto de Lula a desoneração da folha

O dólar fechou a sexta-feira em leve queda frente ao real, amplamente em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, ao mesmo tempo que investidores repercutiram a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar integralmente projeto que prorrogava a desoneração da folha de pagamento


A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em baixa de 0,17%, a 4,8990 reais na venda. Na semana, o dólar recuou 0,14% frente ao real, marcando a sexta baixa nessa base de comparação em sete semanas. No mês de novembro, o dólar acumula baixa de quase 3% frente ao real. Operadores afirmaram que a queda do dólar nesta sexta refletiu principalmente a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, onde seu índice frente a uma cesta de pares fortes caía 0,40% na volta do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Recentemente, dados de inflação mais baixos do que o esperado reforçou a visão de que o Federal Reserve já terminou de elevar os juros e pode começar a cortá-los no primeiro semestre do ano que vem, narrativa que têm reduzido o apelo do dólar frente a divisas mais rentáveis nas últimas semanas. Mas investidores domésticos também repercutiram positivamente o veto de Lula ao projeto que prorrogava até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, que teve sua votação concluída no Congresso no fim de outubro e poderia implicar perda de arrecadação num momento em que o governo se esforça para melhorar a situação fiscal. "Com um ambiente externo favorável e avanço nas pautas fiscais locais, os investidores aumentam suas apostas em busca de maiores prêmios, resultando na valorização do real, que, por enquanto, se mantém abaixo dos R$ 5,00", disse Diego Costa, chefe de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na sexta-feira que o veto à prorrogação da desoneração da folha salarial foi necessário porque a medida é inconstitucional, e prometeu apresentar uma alternativa ao benefício, ressaltando que o governo continuará a fazer revisões de incentivos tributários que estão comprometendo as contas da União.

REUTERS


Ibovespa tem queda em dia de menor liquidez, mas marca 5ª alta semanal seguida

O Ibovespa caiu na sexta-feira, em sessão marcada por menor liquidez em função de pregão reduzido em Nova York, enquanto investidores repercutiram o novo plano estratégico da Petrobras e avaliaram os cenários político e fiscal após o veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos


Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em queda de 0,84%, a 125.517,27 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,1 bilhões de reais, bem abaixo da média de 27,4 bilhões de reais em novembro até quinta-feira. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 0,6%, na quinta semana consecutiva de ganho. Para Victor Luiz Martins, analista sênior da Planner Corretora, os principais fatores de influência ao Ibovespa na sexta-feira foram o volume baixo e certa realização de lucros após semanas de ganhos. "O mercado está buscando um gatilho, mas que hoje está não aparecendo", disse. O Ibovespa acumula em novembro avanço de 10,9%, que, se confirmado ao final do mês, será a maior alta mensal em três anos. Localmente, agentes financeiros repercutiram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a ação de Lula e prometeu apresentar uma alternativa ao benefício, mas parlamentares afirmaram que vão trabalhar pela derrubada do veto. Luis Novaes, analista da Terra Investimentos, disse que a decisão do veto, embora possa ser revertida pelos parlamentares, tem potencial de agravar a relação entre governo e Congresso, comprometendo a aprovação de futuras matérias para elevar a arrecadação federal. A declaração de Haddad, segundo ele, "buscou evitar uma reação negativa com a decisão do veto, demonstrando que havia um racional por trás, mas ainda assim, agora existe um novo fator de incerteza na perspectiva de aprovação dos projetos."

REUTERS


Confiança do consumidor do Brasil cai em novembro para menor nível desde junho, diz FGV

A satisfação dos consumidores brasileiros em relação a situação atual piorou em novembro e a confiança caiu para o nível mais baixo em cinco meses, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas divulgados na sexta-feira


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 0,2 ponto e foi a 93,0 pontos, menor nível desde junho deste ano (92,3 pontos). "O resultado foi influenciado por uma ligeira piora da satisfação em relação à situação atual e manutenção das expectativas", explicou em nota a economista da FGV IBRE Anna Carolina Gouveia. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,4 ponto em novembro, para 82,1 pontos, marcando o segundo mês seguido de baixa. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,1 ponto, para 100,8 pontos. "Há uma queda intensa na confiança dos consumidores de classes de renda baixa, recuperação das faixas intermediárias e estabilidade na classe mais alta. Essas diferenças parecem estar relacionadas a uma maior dificuldade financeira dessas famílias, perspectivas mais pessimistas em relação ao emprego, com forte impacto na situação financeira futura e na sua capacidade de comprar bens duráveis", ressaltou Gouveia.

REUTERS


Lula veta na íntegra prorrogação da desoneração da folha de pagamentos

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, mostrou edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite de quinta-feira


A decisão de Lula de vetar a prorrogação da desoneração, que ocorre em meio aos esforços de ajustes nas contas públicas lideradas pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi antecipada à Reuters por duas fontes com conhecimento do assunto. O projeto, que teve sua votação concluída no Congresso no fim de outubro, poderia implicar em perda de arrecadação em um momento em que o governo se esforça para melhorar a situação fiscal. Em mensagem de veto publicada no DOU, Lula argumentou que a prorrogação da desoneração, que deixa de valer originalmente em 31 de dezembro deste ano, é inconstitucional e contraria o interesse público. "Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa padece de vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público tendo em vista que cria renúncia de receita sem apresentar demonstrativo de impacto orçamentário financeiro para o ano corrente e os dois seguintes, com memória de cálculo, e sem indicar as medidas de compensação", afirma a mensagem, endereçada ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A negativa presidencial não confere a última palavra à proposta, já que o Congresso Nacional pode derrubar o veto, em sessão conjunta com a Câmara dos Deputados e o Senado. Para que o veto seja derrubado, são necessários a maioria absoluta dos votos na Câmara e no Senado, ou seja, 257 votos de deputados e 41 de senadores contabilizados separadamente. Se este número de votos não for atingido em uma das Casas, o veto é mantido.

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