top of page
Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 487 DE 25 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 487|25 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS

Mercado do boi gordo parado

O mercado interno brasileiro de carne bovina segue com grandes dificuldades em absorver os estoques atuais, um reflexo do baixo poder aquisitivo da população – sobretudo período final de mês, marcado pelo maior distanciamento do pagamento dos salários


Diante de tal cenário, as negociações envolvendo boiadas gordas seguem a conta-gotas, resultando na estabilidade nos preços da arroba nas principais praças brasileiras. “Com o escoamento da carne desacelerado, por conta do final do mês e das escalas confortáveis, boa parte dos compradores estão fora das compras”, informou a Scot Consultoria. Nas praças paulistas, segundo a Scot, o boi “comum” (direcionado ao mercado interno) segue valendo R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 227/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (com padrão exportação, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 240/@ no Estado de São Paulo (bruto, no prazo – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. “Há cerca de uma semana, o mercado brasileiro do boi gordo permanece em ritmo lento diante do fraco apetite comprador dos frigoríficos”, enfatiza a S&P Global Commodity Insights. De acordo com apuração das consultorias do setor, muitos pecuaristas brasileiros seguem resistentes ao movimento de pressão imposto pelas indústrias, não aceitando ofertas de compras em patamares inferiores. Por outro lado, os frigoríficos brasileiros trabalham com escalas de abate minimamente acomodadas, perfazendo um período de oito dias (média nacional). “O mercado físico do boi gordo têm sentido a queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas”, relata a consultoria Agrifatto. A lateralidade nos preços da arroba também é verificada no mercado futuro – os vencimentos para os próximos meses giram em torno de R$ 240/@ na B3, seguindo em linha com o mercado físico. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 229/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 223/@ (à vista) vaca a R$ 184/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 197/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Pecuária: cooperativas que produzem carnes se reúnem com grupo gestor do Programa Pecuária Moderna

Representantes das cooperativas agropecuárias paranaenses Cocamar, Cooperaliança, Frísia e Maria Macia, que trabalham com a produção de carnes, estiveram reunidos, na tarde da segunda-feira (23/10), com o grupo gestor do Programa Pecuária Moderna


O encontro foi híbrido, com a parte presencial realizada na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, com profissionais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Pela Ocepar, participaram o superintendente Robson Mafioletti, o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, e o analista técnico, Alexandre Amorim. “O objetivo da reunião foi avaliar como as cooperativas podem colaborar no desenvolvimento do programa”, informou Amorim. Atualmente há seis cooperativas registradas no Sistema Ocepar que trabalham com bovinocultura de corte, com foco maior em carnes nobres. Juntas, elas abatem 70 mil animais por ano e agregam aproximadamente 500 cooperados. O Programa Pecuária Moderna é uma iniciativa do Governo do Estado, executada em parceria com várias entidades, entre elas, o Sistema Ocepar e as cooperativas. A iniciativa tem o propósito geral de aumentar a renda dos pecuaristas e profissionalizá-los para que possam alcançar mais produtividade e qualidade, com ênfase no giro mais rápido do capital investido, terminando animais com a qualidade exigida pela indústria e mercado consumidor, tanto interno como externo, agregando valor ao produto. O programa terá duração de 10 anos e abrange todo o Paraná. A estratégia básica é trabalhar com grupos de produtores formais e informais, além de fortalecer as cooperativas de carne de qualidade do Estado e fomentar as novas. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural, da Seab, o Paraná ocupa a décima primeira colocação no ranking nacional de produção de carne bovina, com um rebanho aproximado de 6,3 milhões de cabeças. A atividade utiliza uma área de 5 milhões de hectares e envolve 56.000 produtores, sendo o quarto maior Valor Bruto da Produção Estadual. A produção atual, de 349 mil toneladas, não atende à demanda do Estado, o que oportuniza estratégias de crescimento e a expansão para a atividade.

OCEPAR


SUÍNOS


Queda geral de preços no mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 1,60%, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,03%, com valor de R$ 9,60/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (23), houve queda de 1,34% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,62/kg, recuo de 2,20% no Paraná, com preço de R$ 6,23/kg, retração de 0,48% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,19/kg, baixa de 1,45% em Santa Catarina, valendo R$ 6,11/kg, e de 1,19% em São Paulo, fechando em R$ 6,62/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Cotações estáveis para o frango na terça

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,72%, valendo R$ 6,85/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,30/kg e R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq


Embarques de genética avícola crescem 75,5% em 2023

Receita das exportações aumentam 45,1% no ano


As exportações de genética avícola (incluindo ovos férteis e pintos de 01 dia) totalizaram 1,828 mil toneladas em setembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 52,9% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 1,196 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor cresceram 29,3%, com US$ 17,8 milhões realizados no nono mês de 2023, contra US$ 13,7 milhões efetivados em 2022. No ano (janeiro a setembro), as vendas do setor acumulam alta de 75,5%, com 19,1 mil toneladas embarcadas em 2023, contra 10,8 mil toneladas exportadas em 2022. Com isto, a receita acumulada neste ano chegou a US$ 179,9 milhões em 2023, número 45,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 124 milhões. Maior importador da genética avícola do Brasil, as vendas para o México geraram receita de US$ 58,6 milhões entre janeiro e setembro deste ano, número 128% maior que o efetivado no mesmo período do ano passado. Outros destaques foram o Paraguai, com US$ 14,9 milhões (+17%), Peru, com US$ 23,5 milhões (+72%) e Venezuela, com US$ 6,5 milhões (+58%).

ABPA


Com casos de gripe aviária em SC e SP, Brasil chega a 134 ocorrências da doença

Mais dois casos de influenza aviária de alta patogenicidade foram confirmados na noite desta segunda-feira (23) pela plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar casos da doença. Com isso, o Brasil totaliza 134 focos, sendo três em aves de subsistência e quatro em mamíferos marinhos


Um dos novos casos encontrados foi em um Trinta-réis-real em Bertioga, litoral de São Paulo, e o segundo, em uma ave da espécie Trinta-réis-de-bico-vermelho em Florianópolis, litoral de Santa Catarina. Total: 134. Espírito Santo: 31 (sendo 30 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 23 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 05 (02 em ave silvestre e 03 em animais marinhos). São Paulo: 40 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 12 (aves silvestres). Santa Catarina: 18 (16 em ave silvestre, 01 em ave de subsistência e 01 em mamífero marinho). Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.

MAPA



C.Vale investe R$ 29 milhões em nova unidade no Oeste do Paraná

A C. Vale colocou em operação um novo conceito de supermercado e unidade de grãos.


A cooperativa inaugurou em Maripá, no Oeste do Paraná, no dia 20 de outubro, uma estrutura de 5.125 metros quadrados que compreende supermercado, restaurante/choperia, loja de peças, acessórios, farmácia veterinária e área administrativa da unidade de grãos e insumos, todos em um mesmo ambiente. As novas instalações do supermercado ocupam quase um quarto dos 5.124 metros de área construída do prédio principal da unidade. Os consumidores terão uma oferta superior a 10 mil itens para comprar, oito caixas no supermercado e mais duas no restaurante e choperia. A construção da nova estrutura foi concluída um ano depois do início das obras, em outubro de 2022. Toda a energia consumida no local será fornecida por placas fotovoltaicas. O presidente da C. Vale, Alfredo Lang, considera que um novo supermercado era um compromisso que a cooperativa tinha com os associados e com toda a comunidade de Maripá. “A gente tinha consciência de que precisava investir aqui e agora estamos entregando uma loja no padrão C. Vale. O consumidor vai encontrar mais produtos, mais espaço e praticidade”, afirma.

GAZETA DO POVO


GOVERNO


Agricultura abre consulta pública sobre o mal da vaca louca

O Ministério da Agricultura abriu consulta pública pelo prazo de 75 dias para aprovação das diretrizes do Programa Nacional de Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), doença conhecida popularmente como mal da vaca louca


As diretrizes do programa consistem em medidas oficiais de prevenção e vigilância para manutenção do risco insignificante de EEB no País, conforme portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira. As sugestões à minuta do programa devem ser encaminhadas à secretaria, segundo a portaria. Os objetivos do PNEEB são prevenir a entrada da EEB clássica no País, implementar um sistema de vigilância para detecção de eventuais casos e evitar a difusão (chamada de reciclagem) do agente da doença no rebanho nacional. O programa prevê uma série de controles desde o monitoramento da produção local ao controle da importação de bovinos e de ingredientes utilizados na alimentação animal.

Estadão


Coreia do Sul deve abrir mercado ao Brasil

Até 2024, o Brasil poderá exportar proteínas bovinas e suínas para a Coreia do Sul


A informação foi confirmada pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em evento em São Paulo na terça-feira (24/10). Na segunda-feira, Fávaro se encontrou com diretores comerciais e representantes do Ministério da Agricultura sul-coreano. A comitiva sul-coreana está no Brasil para verificar o sistema de segurança alimentar e de sanidade animal e vegetal. Fávaro também mencionou que a comitiva sul-coreana retornará ao Brasil no próximo mês para realizar inspeções em plantas frigoríficas. Atualmente, o Brasil exporta carne de frango para a Coreia do Sul e busca expandir as exportações de carnes bovina e suína.

PECUARIA.COM.BR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Terminal de Contêineres de Paranaguá investe em ampliação de produtividade

Compra de novos RTGs pela TCP faz parte de um pacote de investimento de R$ 370 milhões. Guindastes devem chegar a Paranaguá até o final de novembro, um mês antes da data prevista.

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, receberá 11 novos RTGs (Rubber Tyred Gantry). Os equipamentos, comprados em agosto de 2022, saíram da China no dia 8 de outubro deste ano e devem chegar a Paranaguá até o final de novembro, um mês antes da data prevista. Fabricados pela empresa chinesa ZPMC, os 11 guindastes possuem altura de elevação de 21,2 metros, permitindo uma capacidade de empilhamento de 6+1, e conseguem içar 41 toneladas. “Com os novos equipamentos, o número de RTGs da TCP sobe de 29 para 40, um aumento substancial de 38% no nosso parque de transtêineres, o que vai assegurar uma ampliação na produtividade e uma maior confiabilidade da retaguarda de operação de navio”, explica o gerente de manutenção da TCP, Fernando Henrique Carneiro Reis. Os RTGs estão equipados com novas tecnologias de segurança, como o mapeamento de pilha a laser e um sistema anti-levantamento de carreta, o que evita acidentes nos casos em que o contêiner fica travado na carroceria de um caminhão. A compra dos novos RTGs pela TCP faz parte de um pacote de investimento de R$ 370 milhões, que deve ser realizado até o final deste ano. Entre os projetos já concluídos estão a aquisição de 17 novos Terminal Tractors (TTs), a eletrificação de dois RTGs que operam na linha férrea, a construção de uma nova subestação de energia modelo GIS (subestações isoladas a gás), entre outros. Ainda para 2023 está prevista a expansão do número de tomadas do pátio reefer de 3.572 para 5.126, um aumento de 43%. O espaço é destinado ao armazenamento de contêineres com controle de temperatura, como os usados para o transporte de carnes congeladas, principal commodity movimentada pelo terminal, que é considerado o maior corredor de exportação de frango congelado do mundo. Em agosto, a TCP assinou a compra de 17 Terminal Tractors (TTs) do modelo KT2i 4×2, fabricado na Polônia pela Kalmar, considerado o mais moderno disponível no mercado. Os novos caminhões têm capacidade para transportar até 85 toneladas de carga e possuem uma autonomia de três dias de operações ininterruptas, o dobro do período de trabalho dos veículos em uso no terminal. A chegada dos equipamentos, usados para transportar contêineres entre navio, pátio, armazém e ferrovia, também está prevista para o mês de novembro e aumentará em 33% a frota do terminal. A TCP pretende ainda adquirir mais 27 terminal trailers (semirreboques do caminhão) para complementar a frota.

GLOBO RURAL


Semeadura de soja no Paraná avança para 58% da área

Plantio de milho de verão caminha para o fim no Estado, informa Deral. Plantios da soja e do milho estão avançado no Paraná, segundo o Deral


O plantio de soja no Paraná da safra 2023/24 chegou a 58% da área projetada até a terça-feira (17/10), segundo dados do Departamento de Economia Rural do Estado (Deral). Uma semana antes, os produtores haviam semeado 46%, enquanto o percentual em igual período do ano passado era de 44%. A semeadura de milho de verão caminha para o fim no Estado. O índice chegou a 91% da área, avanço de dois pontos percentuais em uma semana, e que também está acima dos 82% cultivados um ano antes. Em relação à colheita de trigo da safra 2022/23, os trabalhos em campo avançaram quatro pontos percentuais em uma semana, e atingiram 84% da área, bem à frente dos 63% colhidos em igual momento de 2022.

GLOBO RURAL


Fiep empossa diretoria para o quadriênio 2023-2027

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) realizou, na segunda-feira (23), a solenidade de posse da diretoria que vai comandar a entidade no quadriênio 2023-2027, liderada pelo presidente Edson Vasconcelos


O evento no Campus da Indústria do Sistema Fiep, em Curitiba, reuniu mais de 1 mil pessoas, integrantes do governo estadual, deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos e lideranças de diversas entidades da indústria e do setor produtivo paranaenses. A nova diretoria da Fiep é composta por 53 empresários de diversos setores da indústria, representando todas as regiões do Paraná. Em seu discurso, Vasconcelos destacou que o principal foco da gestão será a defesa de uma política industrial que aprimore o ambiente de negócios do Estado e permita que a indústria paranaense, que já é a quarta principal do país, desenvolva-se ainda mais. Atualmente, o setor industrial responde por 26% do PIB do Paraná. Sob representação institucional da Fiep estão mais de 71 mil empresas. Juntas, elas geram quase 1 milhão de empregos diretos.

FIEP


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em baixa de 0,45%, a R$4,9936 na venda

O dólar à vista emplacou na terça-feira a terceira sessão consecutiva de perdas ante o real e encerrou abaixo dos 5 reais, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subia ante divisas fortes, com profissionais do mercado citando um fluxo positivo de divisas para o Brasil e a expectativa por novos estímulos econômicos na China

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9936 reais na venda, em queda de 0,45%. No acumulado das últimas três sessões, a divisa dos EUA recuou 1,20%. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,46%, a 4,9975 reais. No início da sessão, o dólar oscilou brevemente no território positivo no Brasil, mas rapidamente migrou para o negativo. Alguns agentes do mercado citaram um fluxo positivo de divisas para o país, por parte de exportadores, para justificar o recuo da moeda norte-americana. Além disso, havia a influência do noticiário vindo da China, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters.

Reuters


Ibovespa fecha em alta com apoio de Vale e quebra série de quedas

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, quebrando uma série de cinco pregões de baixa, com as ações da Vale respondendo pelo principal suporte na esteira do avanço dos futuros do minério de ferro na China


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87%, a 113.761,90 pontos, após cair mais de 3% nas últimas cinco sessões. O volume financeiro somou 20,5 bilhões de reais, ante uma média diária do ano de 25,1 bilhões. Apenas em outubro, a média diária está em 23,3 bilhões de reais. Na visão do sócio e gestor de ações da Ace Capital Tiago Cunha, ainda falta convicção aos investidores na bolsa paulista para aumentar as posições diante das incertezas no cenário, principalmente no exterior. "Os efeitos da política monetária dos Estados Unidos, e mais recentemente as dúvidas sobre a taxa de juros de equilíbrio naquela economia, têm efeitos relevantes nos mercados, em especial nos emergentes", afirmou. O Federal Reserve anuncia decisão de juros na próxima semana, e o mercado aguarda sinais sobre os próximos passos do banco central dos EUA, uma vez que a maioria das apostas segue de manutenção do juro no intervalo de 5,25% e 5,5% ao ano. No Brasil, o assessor da Blue3 Investimentos Rafael Gamba chamou a atenção para aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado da prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia o final de 2027. A proposta, que desagrada o governo, será agora analisada pelo plenário da Casa. Estrategistas do Safra estimaram o Ibovespa em 142 mil pontos no final de 2024, argumentando entre outros pontos que a disciplina fiscal é fundamental para garantir uma perspectiva favorável diante de um quadro ainda desafiador no exterior.

REUTERS


IPPA/CEPEA: Preço ao produtor agropecuário nacional cai com mais força do que índice da FAO

Os preços pagos aos produtores agropecuários seguem em queda no Brasil. E o movimento de baixa ao longo deste ano tem sido mais intenso do que o observado aos preços internacionais dos alimentos.


Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) acumulou expressiva queda nominal de 16,2% de janeiro a setembro de 2023 em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Na mesma comparação, os preços internacionais dos alimentos (Índice da FAO) recuaram 14,7%, e os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais), 4,8%. A taxa de câmbio (R$/US$), por sua vez, caiu 2,5%. No último trimestre (de julho a setembro de 2023) frente ao anterior (de abril a junho de 2023), o cenário é o mesmo: o IPPA/Cepea apresentou queda nominal de 4,4%, os preços internacionais dos alimentos, 1,82%, e os industriais, 1,76%. A taxa de câmbio recuou 1,41% no período. De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa do IPPA/Cepea de janeiro a setembro deste ano está atrelada sobretudo à significativa queda observada para IPPA-Grãos/Cepea, de 22,5%, mas também aos recuos observados ao IPPA-Pecuária/Cepea, de 10%, e ao IPPA-Cana e Café/Cepea, de 9,9%. Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, houve alta nominal nos nove primeiros meses de 2023, de 9,2%. De um modo geral, a retração observada no Índice formado por grãos se deve às desvalorizações observadas para o algodão, milho, soja e trigo. As quedas nos preços do boi, do frango e do leite influenciaram o resultado negativo do IPPA-Pecuária/Cepea, enquanto foram as intensas desvalorizações do café que resultaram na queda IPPA-Cana e Café/Cepea. Na comparação entre os trimestres, os movimentos dos Índices foram os mesmos dos observados no ano, com quedas para o IPPA-Grãos/Cepea (de 1,1%), para o IPPA-Pecuária/Cepea (de 9,5%) e para o IPPA-Cana e Café/Cepea (de 5,8%), ao passo que o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea avançou 3,7%.

CEPEA


Arrecadação federal cai pelo quarto mês seguido e recua para R$ 174,3 bilhões em setembro

Segundo a Receita, queda na arrecadação com royalties de petróleo influenciou desempenho da arrecadação federal no mês


Seguindo a trajetória de desaceleração dos últimos meses, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 174,316 bilhões em setembro. É o quarto mês consecutivo de queda. O resultado representa uma queda real (descontada a inflação) de 0,34% na comparação com o resultado de setembro do ano passado, quando o recolhimento de tributos somou R$ 166,287 bilhões, em termos nominais. Em relação a agosto deste ano, a arrecadação cresceu 0,62%. De acordo com a série histórica da Receita, esse é o pior resultado para setembro desde 2021, quando a arrecadação somou R$ 168,076 bilhões, em termos reais. O Fisco apontou que houve em setembro um crescimento real de 1,97% na arrecadação da Contribuição Previdenciária, reflexo do crescimento da massa salarial. Também houve um avanço real de 7,71% da arrecadação da Cofins/PIS-Pasep, por causa do crescimento do volume de vendas e de serviços e também pelas alterações nas regras da tributação sobre os combustíveis, coincidindo com o fim da vigência da desoneração da gasolina. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou que a queda na arrecadação com royalties de petróleo influenciou o desempenho da arrecadação federal em setembro. Ele apontou que as receitas administradas por outros órgãos, principalmente com royalties do petróleo, tiveram queda de 13,09% em setembro, já descontada a inflação. Em setembro, as receitas administradas pelo Fisco tiveram aumento real de 0,19%. Em contrapartida, as receitas administradas por outros órgãos caíram 13,09%. “As receitas administradas por outros órgãos majoritariamente se referem a royalties de petróleo”, explicou. A Receita também destacou a redução real de 15,68% nos recolhimentos da estimativa mensal do IRPJ/CSLL, ressalvando que em setembro de 2022 houve registro de arrecadações atípicas que somaram R$ 2 bilhões. “A grande diferença se concentra na estimativa mensal, que tem apresentado retração, principalmente por conta de algumas empresas que no ano passado apresentaram arrecadações extraordinárias. No caso do mês de setembro do ano passado, tivemos arrecadações bastante elevadas por parte de empresas ligadas ao setor de combustível, tanto extração quanto refino”, explicou o coordenador de previsão e análise da Receita Federal, Marcelo Gomide. O Fisco ainda recolheu aproximadamente R$ 322 milhões no programa de redução de litigiosidade em setembro de 2023. De janeiro a setembro de 2023, a arrecadação federal somou R$ 1,691 trilhão. O volume acumulado no ano é o pior para o período desde 2021, em valores corrigidos pelo IPCA, na série histórica iniciada em 1995. O montante representa um recuo real de 0,78% na comparação com os primeiros nove meses de 2022.

O ESTADO DE SÃO PAULO


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 99697 8868


3 visualizações0 comentário

Yorumlar


bottom of page