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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 483 DE 19 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 483|19 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Arroba do boi gordo segue estável em SP, aponta a Scot

Na quarta-feira, 18 de outubro, as cotações da vaca e a da novilha gordas subiram R$ 5/@ e R$ 2/@, respectivamente, nas praças paulistas, movimento que sugere que a procura por essas categorias aumentou, relata a Scot Consultoria


Com isso, o boi “comum” (destinado ao mercado doméstico) está sendo negociado em R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 215 e R$ 227/@ (preços brutos e a prazo), acrescenta a Scot. O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ no Estado de São Paulo (prazo, valor bruto) – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, os frigoríficos brasileiros trabalham hoje com escalas de abate minimamente preenchidas para os compromissos de curtíssimo prazo. Tal condição, diz a consultoria, fez muitas unidades frigoríficas se ausentarem dos negócios nesta quarta-feira, testando, até mesmo, novas efetivações a valores mais baixos para os animais prontos para abate. “Em algumas regiões específicas, houve ocorrência de compras de gado gordo a valores inferiores às máximas do dia anterior, porém na maior parte das praças monitoradas pela S&P Global as condições são de estabilidade nos preços da arroba”, resumiu a consultoria. Segundo a S&P Global, alguns frigoríficos brasileiros demonstraram baixo apetite pelas compras de boiada gorda, tendo em vista a sazonalidade de meio de mês – período marcado pelo baixo poder aquisitivo da população, devido ao maior distanciamento do recebimento dos salários. No entanto, na quarta-feira, a S&P Global apurou movimentos pontuais que pressionaram para baixo as cotações do boi gordo, como na praça de Redenção, no Pará (veja ao final deste texto as cotações atuais dos machos e fêmeas nas principais regiões brasileiras). As regiões Norte e Nordeste do Brasil também enfrentam condições climáticas extremas e, segundo os analistas da S&P Global, há relatos de impactos severos nas condições das pastagens. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 209/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 219/@ (à vista) vaca a R$ 186/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Após disparada, preço da carne pode fechar 2023 com maior queda desde início do Plano Real

Apesar do alívio, deflação de dois dígitos não será suficiente para compensar aumentos anteriores, diz economista


Os preços das carnes no Brasil podem fechar o ano de 2023 com queda acumulada de mais de 10% no IPCA, segundo economistas ouvidos pela Folha. Uma redução anual desse tamanho é incomum na série histórica do índice, mas não compensaria totalmente a disparada da inflação que encareceu o churrasco no país nos últimos anos. Até setembro de 2023, as carnes registraram deflação (queda) de 11,06% no acumulado de 12 meses do IPCA, conforme o IBGE. Pelas projeções do banco Santander Brasil, a redução deve alcançar 11,35% no ano até dezembro. Já a LCA Consultores prevê deflação de 10,75% para o mesmo período. Apesar da diferença dos números, as duas estimativas sinalizam que as carnes tendem a fechar 2023 com a maior queda no acumulado até dezembro desde o início do Plano Real. O real entrou em circulação em julho de 1994 como parte de um esforço para combater a hiperinflação no Brasil. De lá para cá, a maior deflação das carnes no acumulado de um ano cheio ocorreu em 1995. À época, a baixa foi de 10,25%, menor do que as reduções esperadas por Santander Brasil e LCA em 2023. Adriano Valladão, economista do Santander Brasil, associa a queda da carne neste ano a um cenário de ampliação da oferta no mercado interno. "O ciclo pecuário foi bem positivo e se refletiu em uma oferta de carne colossal. Fez despencar o preço do boi gordo, o preço no atacado, e teve repasse para o varejo." De acordo com o IBGE, o abate de bovinos no país chegou a 8,36 milhões de cabeças no segundo trimestre. A alta foi de 12,6% ante o mesmo período de 2022 e de 13,4% em relação ao primeiro trimestre de 2023. "Também teve baixa nos preços de insumos usados na produção. A ração caiu muito. Isso ajudou, mas a explicação primária é a oferta", afirma Valladão. Fábio Romão, economista sênior da LCA Consultores, faz avaliação semelhante. Romão chama atenção para o fato de que a queda, apesar de expressiva, devolve apenas uma parte dos avanços sentidos pelos consumidores em anos anteriores. Em 2019, por exemplo, as carnes fecharam o ano com alta acumulada de 32,4% no IPCA, sob efeito do aumento das exportações. A pressão continuou nos anos iniciais da pandemia, que elevou custos produtivos. A inflação das carnes foi de 17,97% em 2020 e de 8,45% em 2021. Em 2022, o aumento desacelerou para 1,84%. De acordo com Romão, mesmo com a deflação prevista para este ano, as carnes devem acumular uma alta de 54% de 2019 até o final de 2023. "A queda é de dois dígitos em 2023, mas se trata de uma devolução parcial das fortes altas. Não devolve tudo", pondera Romão. No IPCA, a variação das carnes é calculada a partir de 18 cortes –a maioria de gado. Até setembro, 17 acumularam queda de preços em 12 meses. O fígado (-15,83%), o filé-mignon (-15,52%) e a capa de filé (-14,9%) registraram as baixas mais intensas. A única alta foi a da carne de carneiro (5,33%).

FOLHA DE SP


SUÍNOS


Mercado de suínos estável no PR, RS e MG

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 126,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 1,00%, valendo R$ 9,00/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (17), houve tímida alta de 0,16% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,18/kg, e queda de 0,30% em São Paulo, custando R$ 6,73/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,71/kg), Paraná (R$ 6,35/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,22/kg).

Cepea/Esalq


Produção de carne suína na China no terceiro trimestre atinge maior nível em uma década

A produção de carne suína da China no terceiro trimestre aumentou 4,8% em relação ao ano anterior, para 12,69 milhões de toneladas, a maior para o trimestre em pelo menos uma década, mostraram cálculos da agência internacional de notícias Reuters baseados em dados oficiais


A produção de carne suína no terceiro trimestre na China, que consome metade da carne suína do mundo, é normalmente de cerca de 12 milhões de toneladas, e chegou perto do nível deste ano pela última vez em 2014, quando atingiu 12,67 milhões de toneladas. No entanto, os criadores chineses expandiram a produção nos últimos anos, e o rebanho de fêmeas reprodutoras ainda era maior do que há um ano, até julho, quando começou a diminuir, mostram dados do Ministério da Agricultura. Os produtores mantiveram rebanhos maiores este ano, esperando que uma recuperação econômica mais forte aumente a procura de carne, mas o consumo tem sido decepcionante. A produção de carne suína da China nos primeiros nove meses do ano aumentou 3,6% em relação ao ano anterior, para 43,01 milhões de toneladas, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas na quarta-feira. O rebanho suíno nacional aumentou para 442,29 milhões de suínos no terceiro trimestre, contra 435,17 milhões no trimestre anterior, segundo os dados. Os agricultores também engordaram seus porcos durante o terceiro trimestre para ganhar mais dinheiro, aumentando a oferta de carne suína, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence Co Ltd. “A margem suína foi positiva em agosto e setembro, então os suinicultores optaram por engordar porcos ou até comprar porcos de 90kg ou 100kg e engordarem até um peso maior para ganhar dinheiro”, disse ela. Desde então, as margens caíram, juntamente com a queda dos preços. Os futuros de suínos caíram 4,5% em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, devido ao excesso de oferta.

REUTERS


FRANGOS


Frango tem cotações estáveis ou com leve queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,70%, valendo R$ 7,05/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (17) não houve mudança de preço tanto para a ave congelada, valendo R$ 7,23/kg, enquanto o frango resfriado teve tímida queda de 0,14%, fechando em R$ 7,30/kg.

Cepea/Esalq


Brasil confirma novo caso de gripe aviária em leão-marinho

País conta 128 casos da doença, sendo 125 em animais silvestres e três em aves de subsistência. Animal foi detectado com a doença no município de Garopaba, em Santa Catarina


O Ministério da Agricultura confirmou na quarta-feira (18/10) um novo caso de gripe aviária em um animal silvestre. O animal detectado com a doença é um leão-marinho-da-patagônia, que foi identificado na cidade de Garopaba (SC). Com a notificação da quarta, o Brasil contabiliza agora 128 casos de gripe aviária, desses, 125 registrados em animais silvestres e três em aves de subsistência.

GLOBO RURAL


INTERNACIONAL


Estados Unidos e União Europeia têm menos carne

Estados Unidos e União Europeia acabaram de atualizar os dados de produção e de exportações de carnes, e os números mostram perda de ritmo para ambos. Já o Brasil mantém expansão


O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), conforme estimativas divulgadas na quarta-feira (18), prevê um recuo de 4,6% na produção de carne bovina neste ano. A queda se amplia no próximo, com retração de 6,3%. Os americanos reduziram o confinamento de animais para 11,1 milhões de cabeças, conforme os dados mais recentes, o que deverá resultar em uma oferta menor da proteína. Devido à oferta mais restrita de animais para abate, o potencial de exportação dos americanos também diminui. Em 2023, vão colocar 6% a menos no mercado externo e importar 1% a mais. As exportações dos EUA para a Ásia estão com forte retração. No acumulado deste ano, os chineses e japoneses compraram 20% a menos, e os coreanos, 16%. Os mexicanos, com aumento de 16%, compensaram, em parte, a queda das exportações para os asiáticos. O Brasil está perdendo terreno no mercado dos Estados Unidos. As exportações deste ano recuaram 10%, com o país caindo para a 5ª posição no ranking dos principais fornecedores ao mercado americano. A produção de carne suína fica praticamente estável nos Estados Unidos. O país reduz a presença nos mercados da China e da Coreia, mas aumenta no do Canadá e do Japão. Produção e exportação de carne de frango não têm grandes mudanças. Os Estados Unidos são os maiores produtores dessa proteína, e o Brasil lidera as exportações. O mercado europeu também mostra mudanças neste ano. Oferta menor e inflação dos preços farão com que o consumo per capita diminua 1,5% neste ano, segundo o Eurostat. A produção de carne bovina cai 3,1% na União Europeia. As margens baixas dos produtores estão promovendo um ajuste no setor. Seguindo a mesma tendência, as importações do bloco diminuem, e as exportações perdem competitividade. O Ministério da Agricultura mudou as definições e nomenclatura para produtos do grupo do bacon, mas você sabe quais as diferenças? A produção de carne suína, afetada pela peste suína africana, que está presente nos principais produtores do continente europeu, recua 6,6%. A queda se deve, ainda, às menores compras dos chineses, que estão recompondo seu rebanho. A produção avícola, apesar da gripe aviária, deverá aumentar 3,3%. Preços mais favoráveis da carne de frango, em relação às outras proteínas, garantem demanda. A carne europeia enfrenta, porém, a concorrência dos produtos oriundos do Brasil, da Ucrânia e da Tailândia. O Brasil, principal competidor dos americanos e dos europeus, mantém a tendência de crescimento. No segundo trimestre deste ano, a produção de carne bovina aumentou 13,6%, e a suína, 2,3%, em relação a igual período do ano passado. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta, porém, uma redução de 2,7% no volume de carne de frango no período.

FOLHA DE SP


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


PDV da Copel tem adesão de 1.437 funcionários, com custo estimado de R$ 610 mi

Custo previsto apenas com indenizações soma R$ 441 milhões, acima dos R$ 300 milhões previstos


A Copel informou na quarta-feira (18) que seu programa de demissão voluntária (PDV) teve adesão de 1.437 funcionários, com custo estimado de R$ 610 milhões referentes a indenizações e despesas adicionais, conforme comunicado ao mercado. De acordo com a empresa de energia, o custo previsto apenas com as indenizações soma R$ 441 milhões. A Copel lançou o novo PDV (plano de demissão voluntária) no final de agosto, após a conclusão de oferta de ações que culminou na privatização. O PDV estava limitado ao orçamento de R$ 300 milhões em indenizações, sem considerar o valor da multa do FGTS e o subsídio por um ano de plano de saúde e vale alimentação, disse a companhia. "Adicionalmente, cada empregado contemplado também receberá o valor da multa do FGTS, além do subsídio mensal referente ao plano de saúde e do auxílio alimentação, por um período de 12 meses", disse a empresa nesta quarta (18), elevando o valor total para R$ 610 milhões, a ser reconhecido no exercício deste ano. "O desembolso de caixa da indenização e multa do FGTS será feito no momento do desligamento de cada empregado", que ocorrerá durante um período de transição até agosto de 2024, "salvo exceções", acrescentou a Copel. A companhia prevê economia anual de R$ 428 milhões a partir dos desligamentos, na base atual. O prazo de adesão era de 28 de agosto a 15 de setembro, com as adesões sendo efetivadas após 6 de outubro. A privatização da Copel por meio de oferta de ações movimentou R$ 5,2 bilhões em operação precificada a R$ 8,25 por papel, um prêmio de 5% em relação ao preço da ação na data de lançamento da oferta. De acordo com a empresa de energia, o empregado que aderisse ao PDV receberia 30 remunerações como compensação indenizatória e teria direito ao valor mínimo de R$ 150 mil, bem como o pagamento da multa do FGTS. "Após o desligamento, será concedida a manutenção por 12 meses do pagamento do subsídio mensal referente à mensalidade do plano de saúde e do auxílio alimentação", acrescentou a Copel.

FOLHA DE SÃO PAULO


Comércio no Paraná cresce 3,9% em agosto, acima da média nacional

Receita também cresceu (3,2%) no oitavo mês de 2023. Resultados de vendas e receitas são positivos em todos os demais indicadores


O volume de vendas e a receita do comércio do Paraná aumentaram em agosto desse ano em comparação ao mesmo mês de 2022, ficando acima da média nacional. No volume de vendas, o Estado fechou o oitavo mês de 2023 com crescimento de 3,9% em relação a agosto do ano passado, enquanto a média nacional ficou em 3,2%. Já em relação à receita, o comércio paranaense teve crescimento de 3,2% na comparação entre agosto de 2022 e de 2023, contra aumento de 2,3% em todo o Brasil. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos oito primeiros meses, o comércio do Paraná cresceu 1% em relação ao mesmo período de 2022. O levantamento aponta ainda aumento de 0,7% no mês de agosto em relação ao mês anterior, julho, na contramão da média nacional, que teve queda de -0,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses o aumento no volume de vendas no Estado foi de 1,2%. O desempenho do Paraná nos oito primeiros meses de 2023 foi puxado pelos seguintes segmentos: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,2%), eletrodomésticos (10,2%), móveis e eletrodomésticos (4,4%), combustíveis e lubrificantes (2,1%), hipermercados e supermercados (1,4%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%). Receita Além do crescimento no comparativo entre agosto de 2023 e de 2022, a receita das vendas no comércio paranaense teve aumento, também, no acumulado de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado. O incremento foi de 2,5%. Na comparação de agosto com julho, o crescimento foi de 1,4%, índice acima da média nacional, que ficou em 0,5%. Já no acumulado dos 12 últimos meses, o crescimento da receita no Paraná foi de 5,3%. Sete segmentos apresentaram alta de receita no Paraná no acumulado dos oito primeiros meses do ano: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com 23,7%; hipermercados e supermercados junto com eletrodomésticos empatados com 8,1%; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com 8%; tecidos, vestuário e calçados com 3,6%; e comércio varejista com 2,5%. A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista do País, avaliando o volume e a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe ante real em meio a conflito no Oriente Médio e juros altos nos EUA

O dólar à vista fechou a quarta-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço generalizado da moeda norte-americana no exterior, em meio ao conflito entre Israel e Hamas no Oriente Médio e à percepção de que os juros seguirão elevados nos EUA por mais tempo


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0544 reais na venda, em alta de 0,38%. Em outubro, a moeda norte-americana acumula alta de 0,54%. Na B3, às 17:19 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,30%, a 5,0675 reais. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 4,9% no período de julho a setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas, contra expectativas de analistas ouvidos pela Reuters de aumento de 4,4%. Apesar dos números chineses, o exterior trazia um viés de alta para a moeda norte-americana, com investidores temendo a escalada do conflito entre Israel e Hamas, além do envolvimento de outros países. "O grande risco para o Brasil, bem como para a economia global, é o conflito se alastrar na região, envolvendo outras nações", disse Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama, em comentário a clientes. "Essa situação poderia provocar uma disparada nas cotações do petróleo, sobretudo se houver algum tipo de restrição à passagem de petroleiros no estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido." À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 4,078 bilhões de dólares em outubro até o dia 13. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,133 bilhão de dólares e, pelo canal comercial, entradas de 2,945 bilhões de dólares.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com tombo de Vale e tensão externa

O Ibovespa caiu na quarta-feira, pressionado pelo tombo das ações da Vale e por preocupações persistentes com os potenciais desdobramentos do conflito entre Israel e o Hamas, em meio a um clima já tenso diante da possibilidade de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos


A queda só não foi maior por causa da performance das ações da Petrobras, que renovaram máximas históricas, acompanhando a alta do petróleo no exterior. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 1,6%, a 114.059,64 pontos. O volume financeiro somou 49,2 bilhões de reais, com os negócios também marcados pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. De acordo com o analista Pedro Canto, da CM Capital, a tensão no Oriente Médio é um foco de grande preocupação e amplifica o cenário negativo que já vinha pressionando a bolsa brasileira, principalmente os sinais de resiliência da economia dos EUA e seus potenciais reflexos nas ações do Federal Reserve. Ele explicou que uma das preocupações com a eventual escalada da guerra entre Israel e o Hamas é a possibilidade de que outros países se envolvam no conflito e isso, eventualmente, resulte em novas altas dos preços do petróleo, o que adicionaria ainda mais pressão à inflação no mundo e poderia exigir mais aperto monetário nos EUA. E se os juros norte-americanos sobem, acrescentou Canto, há menos espaço para reduzir a taxa no Brasil. Na quarta-feira, o presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, reiterou a mensagem mais recente da autoridade monetária, de que o corte de 0,50 ponto percentual na Selic, adotado nas últimas duas decisões, é o ritmo apropriado. A taxa está atualmente em 12,75% ao ano.

REUTERS


Brasil tem fluxo cambial positivo de US$4,078 bi em outubro até dia 13, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 4,078 bilhões de dólares em outubro até o dia 13, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quarta-feira o Banco Central


Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,133 bilhão de dólares em outubro até o dia 13. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de outubro até o dia 13 também foi positivo, em 2,945 bilhões de dólares. Na semana passada, de 9 a 13 de outubro, o fluxo cambial total foi negativo em 1,468 bilhão de dólares. No acumulado do ano até 13 de outubro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 24,738 bilhões de dólares.

REUTERS


Vendas no varejo do Brasil caem menos do que o esperado em agosto

As vendas no varejo brasileiro recuaram em agosto, consolidando a visão de um desempenho mais fraco do setor em 2023 como um todo, ainda que a queda tenha vindo abaixo do esperado por economistas, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira


O volume de vendas varejistas caiu 0,2% em agosto ante julho, contra avanço de 0,7% no mês anterior, se saindo melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de baixa de 0,70% na comparação mensal. Sobre o mesmo período de 2022, houve alta de 2,3% nas vendas, superando com força o avanço de 1,20% previsto pelos economistas consultados pela Reuters. Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE, disse que os dados de agosto corroboram a visão de que "o ciclo do comércio (em 2023) como um todo é muito baixo; ora sobe e ora desce, mas é uma performance mais fraca que em anos anteriores". Segundo ele, o crédito baixo e a maior inadimplência são fatores que têm afetado o consumo neste ano. Em agosto, quatro dos oito segmentos do comércio varejista pesquisados registraram queda no volume de vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-3,2%); Móveis e eletrodomésticos (-2,2%) e Tecidos, vestuário e calçados (-0,4%). "Ao longo do ano, até agosto, grandes cadeias de lojas de atividades de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, Móveis e eletrodomésticos e Tecidos, vestuário e calçados vivem crises contábeis e estão passando por redução no número de lojas", explicou Santos. Na outra ponta, registraram aumento nas vendas em agosto os grupos Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%); Combustíveis e lubrificantes (0,9%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). Por outro lado, no comércio varejista ampliado -- que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo -- o volume de vendas recuou 1,3% em agosto frente a julho, após queda de 0,4% no mês anterior.

REUTERS


IPPA/Cepea: Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários segue em queda em setembro

Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) recuou 1,7% frente a agosto, em termos nominais


O resultado reflete as quedas observadas para o IPPA-Pecuária (-3,8%), para o IPPA-Hortifrutícolas (-8,1%) e para o IPPA-Cana-Café (-0,5%). O IPPA-Grãos, por sua vez, apresentou modesta alta de 0,1% na mesma comparação. No mês, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, apresentou elevação de 1,5%, indicando que, de agosto para setembro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve ligeira queda de 0,1% dos preços internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO; e aumento de 0,8% da taxa de câmbio oficial (US$/R$), divulgada pelo Bacen. Com isso, de janeiro a agosto, o IPPA/CEPEA acumula recuo de 16,2% frente ao mesmo período de 2022 – consideravelmente superior à queda observada para o IPA-OG-DI Preços Industriais, de 4,8%. Na mesma comparação, verifica-se que os preços internacionais dos alimentos também acumularam baixa importante (-14,6%), enquanto a taxa de câmbio nominal está 2,5% abaixo do patamar observado no mesmo período de 2022.

REUTERS


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