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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 475 DE 06 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 475|06 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços da vaca gorda sobem nas praças de São Paulo e outras regiões brasileiras

Elevação nas cotações da arroba do boi gordo reforça a procura das indústrias frigoríficas por lotes de fêmeas gordas, mais baratas, relatam os analistas do setor


As cotações da vaca gorda registraram avanços em algumas praças brasileiras, enquanto os preços do boi gordo ficaram estáveis na quinta-feira (5/10), informaram as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Segundo apuração da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o preço da vaca gorda teve acréscimo diário de R$ 5/@, atingindo R$ 210/@, no prazo, valor bruto. As cotações do boi gordo e da novilha não sofreram alterações, permanecendo em R$ 230/@ e R$ 220/@ (valores brutos e a prazo), acrescenta a Scot, ainda referindo-se ao mercado de São Paulo. O “boi-China” continua valendo R$ 240/@ (base SP), com ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum” (sem prêmio-exportação). De acordo com levantamento da S&P Global Commodity Insight, assim como o boi gordo, há, neste momento, uma escassez de oferta de vacas gordas, consequência do abate elevado observado durante o primeiro semestre deste ano. Além disso, alguns frigoríficos optam pela compra de fêmeas devido à drástica redução de ofertas de boi gordo e, consequentemente, aos recentes avanços nos preços da arroba dos machos. “Com o intuito de limitar maiores aumentos nas cotações do boi gordo, os frigoríficos elevaram a procura por lotes de vacas e novilhas, que possuem preços mais baixos”, reforçam os analistas. Na visão dos analistas, o atual quadro de grande escassez de oferta de animais terminados deve continuar ditando o rumo dos preços da arroba bovina, prevalecendo a tendência altista no curto prazo. No mercado atacado, informa a S&P Global, os preços cortes bovinos de dianteiro e vaca casada subiram pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira, um reflexo dos fortes avanços nas cotações da matéria prima (boiada gorda), bem como incremento da demanda diante da formação de estoques para o feriado na semana vindoura. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 239/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 204/@ (prazo) vaca a R$ 184/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 201/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 197/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Boi/Cepea: Embarques reforçam valorização do boi gordo

As vendas externas de carne bovina in natura tiveram queda de 3,9%, abaixo do volume de setembro do ano passado, mas estão em bom ritmo nas últimas semanas – em setembro, o volume embarcado ficou próximo de 200 mil toneladas


Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário reforçou o movimento de recuperação nos preços internos da arroba do boi gordo, que já vinha sendo observado ao longo do último mês devido à diminuição na oferta de animais para abate. Assim, no acumulado de setembro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo) avançou expressivos 18,2%, encerrando o mês a R$ 236,15 – vale lembrar que, em agosto, o Indicador havia acumulado forte baixa, também de 18%. Quanto às vendas externas, em setembro, dados da Secex mostram que o Brasil exportou 195,07 mil toneladas de carne bovina in natura, alta de 5,24% na comparação com agosto/23, mas 3,9% abaixo do volume de setembro do ano passado. No entanto, o desempenho observado no mês passado foi o segundo melhor para um mês de setembro, atrás apenas do observado justamente no ano passado (quando 203,02 mil toneladas foram escoadas).

Cepea


SUÍNOS


Carcaça suína sobe 1,03% no mercado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 125,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,03%, custando R$ 9,80/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (4), houve tímida alta de 0,16% no Paraná, chegando a R$ 6,28/kg, e queda de 0,16% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,12/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,17/kg) e São Paulo (R$ 6,47/kg).

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: mercado mostra firmeza, com boa demanda por animais

Em São Paulo, o preço subiu, saindo de R$ 6,83/kg vivo para R$ 7,00/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).


No mercado mineiro, houve aumento, saindo de R$ 6,50/kg vivo para R$ R$ 6,75/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal ficou estável em R$ 6,33/kg vivo nesta semana.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Preços avançam no mercado interno em setembro

Os valores médios dos produtos suinícolas subiram em setembro, conforme levantamento do Cepea


O impulso veio do bom ritmo de exportações da carne suína in natura (apesar do leve recuo em setembro) e da demanda interna aquecida. De acordo com dados da Secretária de Comércio e Exterior (Secex), reunidos e analisados pelo Cepea, foram embarcadas 98,5 mil toneladas de carne suína in natura em setembro, pequena baixa de 1,5% frente a agosto, mas 4,4% acima do volume observado em setembro de 2022.

Cepea


FRANGOS


Frango congelado ou resfriado têm alta em SP e ultrapassam os R$ 7,00/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 7,00/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,47/kg, enquanto em Santa Catarina teve baixa de 0,23%, custando R$ 4,27/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), houve aumento de 1,15% para a ave congelada, chegando a R$ 7,02/kg, e de 1,87% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,09/kg.

Cepea/Esalq


Ministério da Agricultura vai contratar 40 funcionários para combater a gripe aviária

Edital de abertura das inscrições para o processo seletivo será publicado em até seis meses. Brasil mantém o status de país livre da gripe aviária, já que não há registro da doença em criações comerciais


O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos autorizou o Ministério da Agricultura a contratar, por tempo indeterminado, até 40 pessoas para atuarem na emergência zoossanitária da influenza aviária, declarada em maio deste ano. Serão 20 auxiliares de laboratório e 20 técnicos de laboratório. A Pasta deverá realizar um processo seletivo simplificado para recrutar os candidatos, respeitando as leis e regulamentos que tratam sobre políticas de reserva de vagas. O edital de abertura das inscrições para o processo seletivo será publicado em até seis meses. O prazo de duração dos contratos será de até um ano. Poderá haver prorrogação desde que seja devidamente justificada com base nas necessidades de conclusão das atividades previstas na portaria. Caberá ao Ministério da Agricultura definir a remuneração das pessoas a serem contratadas. Não foi informada estimativa de custo das contratações. As despesas serão custeadas com orçamento já disponível na Pasta. O Brasil mantém o status de país livre da gripe aviária, já que não há registro da doença em criações comerciais. Até o momento, foram identificados 115 focos. São 112 em aves silvestres e 3 em animais de subsistência.

GLOBO RURAL


EMPRESAS


Frimesa projeta aumento de 150% na base de clientes em São Paulo

Com distribuição de carne suína, leite e derivados bem consolidada no Paraná, a cooperativa Frimesa almeja crescimento no estado de São Paulo. A empresa está presente no mercado paulista há alguns anos e, com o aumento da capacidade de produção nas fábricas, o momento é de planejar a expansão


A sede de Assis Chateaubriand (PR), inaugurada em dezembro do ano passado, tem a proposta de se consolidar como o maior frigorífico da América Latina. Na capacidade plena, projetada para 2028, o abate chegará a 15 mil suínos por dia. “A Frimesa, que já é a 4ª em nível Brasil em abate de suínos, passa a ter uma capacidade total de abater e industrializar 23 mil suínos/dia, um grande salto. Outro fator que contribui para que a Frimesa busque o crescimento é a flexibilidade e a capacidade instalada na área leite”, afirma Carlos Roberto Martins, gerente nacional de vendas da empresa. A Frimesa conta com três centros de distribuição em São Paulo: Bebedouro, Bauru e na capital do estado. A cooperativa estuda novos locais de distribuição, se as vendas crescerem. “O desafio é ampliar o atendimento, crescendo 150% a base de clientes ativos no estado de São Paulo. Nossa meta é chegar a mais de 25 mil pontos de vendas ativos”, destaca Martins. A expectativa da cooperativa Frimesa é que o estado de São Paulo passe de 17% para 25% de representatividade no faturamento geral da companhia. “Ao longo do tempo de atuação em São Paulo, a Frimesa, através da sua ampla equipe comercial e vendas, conquistou e consolidou forte participação de ponto de venda, com muitos parceiros e clientes, mas ainda temos muito a construir, frente ao imenso potencial que o estado apresenta”, diz o gerente nacional de vendas da Frimesa. Maior frigorífico de suínos da América Latina vai investir R$ 22,4 mi em túnel de congelamento. Frimesa pretende aumentar exportação. A venda no mercado externo representa 25% do faturamento da empresa, que exporta para 19 países. “Nosso planejamento é chegar a 30%. Isso depende também das relações bilaterais entre os países, porque existem protocolos a serem seguidos pelo setor público”, explica Martins. Embasada pela execução do Plano Frimesa 2030, o intuito no curto prazo é aumentar gradativamente o processamento de suínos. “Com isso, nossa meta de crescimento sobre o faturamento de 2023 deve crescer em torno de 20%, chegando a quase R$ 8 bilhões”, destaca o gerente nacional de vendas.

GAZETA DO POVO


BRF obtém certificação de bem-estar animal para todos os frigoríficos no país

Todas as unidades de abate de aves e suínos da companhia foram auditadas. Companhia quer cumprir sua meta de certificar todas as suas unidades até 2025


A BRF obteve certificação em bem-estar animal em todas as suas unidades de abate de aves e suínos no país, conforme protocolos globais do Instituto Norte-Americano da Carne e do Conselho Nacional do Frango (dos EUA). A auditoria foi realizada por profissionais treinados pela Organização Profissional de Certificação de Auditores Animais (PAACO, na sigla em inglês), especializada no tema. Raquel Ogando, diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, realçou a importância dos parceiros e produtores integrados para que a companhia cumpra sua meta de certificar todas as suas unidades até 2025. Além disso, a empresa reforça que os fornecedores e funcionários recebem treinamentos e capacitações sobre as melhores práticas de criação e abate. “No campo, nossos processos produtivos são verificados continuamente e auditados tanto pelos nossos clientes quanto por entidades internacionais”, afirma Ivomar Oldoni, diretor da área de agropecuária do Centro de Inovação e Excelência (Ciex) da BRF.

VALOR ECONÔMICO


Sócios de frigorífico são condenados por fraude

Seis responsáveis pelo antigo Frigorífico Mondelli, localizado em Bauru (SP), foram condenados pela Justiça por fraudes financeiras e realização de "caixa dois" durante seis anos de administração da empresa


A investigação teve início em 2017 após uma denúncia. Durante o período de 2005 a 2011, os réus teriam utilizado um sistema de informática de terceiros para movimentar recursos não declarados do frigorífico, totalizando mais de R$ 100 milhões em transações não registradas. Além disso, teriam fornecido informações financeiras inexatas aos órgãos públicos. A sentença, proferida no último domingo (1), impôs penas de 5 anos, 1 mês e 8 dias de prisão a Braz Mondelli, Constantino Mondelli e Antônio Mondelli; 4 anos, 9 meses e 5 dias de prisão a José Mondelli; e as maiores penas de 5 anos, 8 meses e 18 dias de prisão a Vangélio Mondelli e Constantino Mondelli Filho. Todos os acusados têm o direito de recorrer da decisão em liberdade. A defesa dos acusados, em nota, alegou que a sentença não considerou as provas apresentadas e questionou a legalidade do processo, citando a falta de uma perícia contábil adequada e o suposto desrespeito à Lei de Falência e Recuperação. O frigorífico pediu recuperação judicial em 2012. Em 2013, acionistas e diretores da empresa foram afastados pela Justiça.

PECUARIA.COM.BR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Queda de preços das carnes no Paraná

Comparativamente, nesses 12 meses, o quilo da paleta bovina baixou 10%, passando de R$ 26,70 para R$ 24,08, enquanto o frango resfriado recuou de R$ 12,04 para R$ 10,44 o quilo. A paleta suína manteve preço estável em R$ 13,58.


Boletim de Conjuntura Agropecuária relativo à semana de 29 de setembro a 5 de outubro, elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), destacou também o recuo dos preços dos ovos e a grande safra da cana-de-açúcar. A redução foi percebida entre os meses de agosto e setembro. No mês passado a média do preço da dúzia de ovos ficou em R$ 8,38, o que representa queda de 8,8% sobre os R$ 9,19 de agosto. Entretanto, nos últimos 12 meses o preço do ovo no varejo ainda acumula alta de 12%, visto que há um ano a dúzia saia por R$ 7,51. O boletim registrou também que a produção de cana-de-açúcar deve ultrapassar 34 milhões de toneladas no Paraná. O documento relata ainda o pacote de medidas anunciado pelo governo federal para a cadeia do leite, com vistas a estabilizar os preços e melhorar a renda dos produtores. Até o momento, a ação concreta foi o investimento de R$ 100 milhões para a compra de leite em pó em todo o País, visando mitigar a disparidade entre a compra do produto interno e do importado do Mercosul. Atualmente o produtor paranaense recebe em média R$ 2,34 por litro de leite posto na indústria, valor que muitos consideram insuficiente para cobrir os custos de produção. O boletim registra que, dos 498,6 mil hectares de cana-de-açúcar que se espera colher neste ano no Paraná, mais de 80% já foram retiradas do campo. Os trabalhos acelerados se devem ao tempo quente e seco das últimas semanas. A produção deve ultrapassar 34 milhões de toneladas, com produtividade superior à safra de 2022, quando foram colhidas 31,7 milhões de toneladas. Para a próxima safra a perspectiva também é favorável, com uma área levemente maior (500,9 mil hectares), ainda que abaixo das extensões colhidas em meados da década de 2010, quando superavam 650 mil hectares. O Paraná é o quinto produtor nacional, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. O plantio da safra de soja 2023/24 chegou a 1,18 milhão de hectares nesta semana, o que corresponde a 20% do total estimado de 5,8 milhões de hectares. As lavouras desenvolvem-se bem em 94% da área plantada, enquanto 6% têm condições medianas. A maior parte da área da primeira safra de milho 2023/24 já está plantada no Estado. Nesta semana o índice chegou a 82% dos 314 mil hectares estimados para a safra. No campo as lavouras têm condição boa para 95% da área e mediana para o restante. Em relação ao trigo, o preço pago aos triticultores no mês passado foi de R$ 50,92 a saca do produto, segundo pesquisa realizada pelo Deral. Esse valor é 45% inferior aos R$ 93,31 de setembro de 2022, quando havia muita incerteza em relação ao abastecimento mundial devido à guerra no Leste Europeu. Em razão desse recuo de preço, a comercialização segue em ritmo mais lento do que no ano passado. Até agora os produtores venderam aproximadamente um terço do volume colhido, enquanto na safra passada, neste período, metade do produto já tinha sido comercializado.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar atinge maior valor desde março, com investidores à espera de dados dos EUA

O dólar à vista voltou a subir ante o real na quinta-feira, na contramão do recuo visto no exterior, com investidores adotando certa cautela antes da divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano na sexta-feira e ainda precificando juros mais altos nos EUA


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1690 reais na venda, em alta de 0,31%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 27 de março deste ano, quando a moeda atingiu 5,2075 reais. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,26%, a 5,1865 reais. “É bem na toada do que vimos nesta semana. A precificação nos EUA é de que os juros ficarão mais altos, o que contribui para tirar capital do Brasil”, comentou Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “No começo do ano, com a Selic a 13,75% ao ano, o Brasil atraiu muito capital estrangeiro. Agora os recursos tendem a começar a sair”, acrescentou. Na tarde da quinta-feira, porém, com os rendimentos dos Treasuries passando para o negativo, o dólar se enfraqueceu no exterior ante divisas fortes e ante a maior parte das moedas de emergentes ou exportadores de commodities. No Brasil, a moeda norte-americana seguia em alta. “Estamos descolando das moedas fortes, algo que não temos visto ultimamente”, comentou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM. “Mas mesmo com os yields dos Treasuries caindo um pouco (durante a tarde), eles ainda estão em níveis elevados”, acrescentou, ao analisar a tendência de alta do dólar ante o real. No mercado de moedas, a avaliação geral é de que o relatório de empregos payroll, a ser divulgado na sexta-feira nos EUA, pode trazer indicações mais claras sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve, com impactos no câmbio. Na manhã desta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 2.000 na semana encerrada em 30 de setembro, para 207.000, em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana. O resultado -- muito próximo do esperado -- manteve a expectativa pelo payroll.

REUTERS


Ibovespa tem queda modesta com Itaú contrabalançando cautela antes de dados dos EUA

O Ibovespa fechou com um declínio discreto e volume novamente fraco na quinta-feira, refletindo cautela antes de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos na sexta-feira, conforme permanecem as preocupações com a possibilidade de juros mais elevados por mais tempo na maior economia do mundo


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,16%, a 113.423,65 pontos, segundo dados preliminares, com o avanço de 1,87% de Itaú Unibanco ajudando a atenuar a pressão de baixa. Na máxima, o Ibovespa marcou 114.359,33 pontos. Na mínima, foi a 112.704,87 pontos. O volume financeiro somava 15,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais, de uma média diária no ano de 25,17 bilhões de reais. Em outubro, até a véspera, essa média está em 18,63 bilhões de reais.

REUTERS


PEC da reforma tributária deve ser promulgada em novembro, diz deputado Reginaldo Lopes

Coordenador do grupo de trabalho da reforma disse que, após a promulgação da emenda constitucional, trabalhará para concluir até maio do ano que vem as leis complementares


A proposta de emenda constitucional (PEC) que trata da reforma tributária deve ser votada pelo Senado em outubro, aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional em meados de novembro, de acordo com estimativa do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária. O deputado disse que, após a promulgação da emenda constitucional, trabalhará para concluir até maio do ano que vem as leis complementares que tratarão de detalhes da reforma tributária - como aplicação do Fundo de Desenvolvimento Regional, definição do público que terá direito ao cashback e qual o limite de devolução de imposto. "O novo sistema tributário vai trazer fortes impactos para a economia brasileira. Acho que só por causa da reforma tributária a economia brasileira vai crescer de 12% a 20% nos próximos dez anos. A renda per capita vai aumentar em R$ 6 mil por ano. Haverá melhora na justiça federativa, com a cobrança e a destinação do imposto no destino. Vamos descentralizar mais a riqueza para os municípios e Estados mais pobres", afirmou Lopes. O deputado considerou positiva a emenda do emprego, que prevê a adoção de um redutor da alíquota nominal do IVA (imposto sobre o valor agregado) atrelado ao grau de empregabilidade, para atividades que são altamente empregadoras. Mas defende que o assunto seja discutido após a aprovação da PEC no Congresso Nacional, na fase de elaboração das leis complementares. "O mundo cobra imposto sobre renda, patrimônio e consumo. O Brasil inventou de tributar folha de pagamento e empréstimo de dinheiro. A emenda do emprego é importante, tudo que for para gerar empregos é importante. No futuro poderemos discutir todas essas questões", afirmou Lopes. Nadim Donato, presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, também considerou que as discussões sobre o redutor da alíquota para atividades altamente empregadoras devem ser feitas em outro momento. "Temos preocupação, principalmente em relação ao setor de serviços, mas são preocupações que vamos deixar para a lei complementar. O fundamental hoje é que o Senado aprove a PEC, entregue para a Câmara dos Deputados e a Câmara consiga fazer até o fim do ano a reforma tributária", afirmou Donato. "A reforma tributária já garantiu abatimento para capital e tecnologia. Por que para o trabalho não? Não é justo que o empresário que mais emprega no país não possa usar isso para abater o imposto. É o que a gente tem defendido na segunda fase de discussão da reforma tributária", afirmou Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio e Serviços (CNC).

VALOR ECONÔMICO


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