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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 471 DE 02 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 471|02 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços do boi gordo sobem 17% em setembro no mercado paulista

Sexta-feira movimentada nas praças brasileiras; em SP, arroba do animal terminado "comum" teve alta diária de R$ 10/@ e o "boi-China" registrou valorização de R$ 5/@, informou a Scot Consultoria


“Os preços do boi gordo praticados no mercado paulista subiram, em média, 17% durante o mês passado, com altas fomentadas pela redução na disponibilidade de animais prontos para abate e, consequentemente, pelo encurtamento nas escalas de abate das indústrias frigoríficas”, disse a S&P Global. No mercado futuro, os preços da arroba negociados na B3 também registraram incrementos de 21% para os contratos de vencimento mais próximo, acrescentou a consultoria. Tais movimentos no mercado futuro, diz a S&P Global, indicam que a oferta de animais terminados deverá ser apertada nos próximos meses. Segundo a consultoria, ainda é incerto se tais movimentos terão fôlego para permanecer repetindo o desempenho verificado em setembro/23. Na avaliação da consultoria, no último trimestre do ano, a sazonalidade do período – marcado pelas festas de fim de ano – sugere um avanço no consumo de carne, e consequentemente, uma maior procura por boiadas terminadas. Analistas da Scot Consultoria identificaram uma sexta-feira movimentada no mercado do boi gordo, com destaque para os aumentos nos preços dos animais terminados negociados nas praças paulistas. As cotações da arroba do boi “comum” (destinado ao mercado interno) e do “boi-China” (abatido com até 30 meses de idade) subiram R$ 10 e R$ 5, respectivamente, no mercado de São Paulo, alcançando R$ 230/@ e R$ 235/@ (valores brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot. Por sua vez, os preços da vaca e da novilha gordas registraram valorização diária de R$ 5/@ nesta sexta-feira, em São Paulo, atingindo R$ 200/@ e R$ 220/@ (bruto, no prazo). Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 197/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 199/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 194/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 170/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 167/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 201/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Valor da carcaça suína especial segue estabilidade em São Paulo nesta 6ª feira

A Scot Consultoria reportou que o valor da carcaça suína especial apresentou estabilidade no estado de São Paulo e está cotado em R$ 9,40/kg. Os valores para o suíno CIF também seguiram com estabilidade e estão cotados em R$ 125,00/@


O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,47/kg e registrou alta de 0,15%, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última quinta-feira (28). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,27/kg e teve queda de 0,32%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,66/kg seguiu estável. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo também segue com estabilidade e está ao redor de R$ 6,26/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu com estabilidade e está cotado em torno de R $ 6,17/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: estabilidade no atacado paulista

Na sexta-feira (29), o preço do frango no atacado no estado de São Paulo seguiu com estabilidade e valor está próximo de R$ 6,83 por kg


A Scot Consultoria informou que a cotação para o frango na granja na praça paulista não teve reajuste e seguiu em R$ 5,00 por kg. A cotação do frango vivo no Paraná apresentou queda de 0,22% e está em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. A cotação do frango vivo no estado de Santa Catarina seguiu estável e está em R$ 4,28/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No último levantamento realizado pelo Cepea da quinta-feira (28), o preço do frango congelado registrou baixa de 2,26% e está cotado em R$ 6,91/kg. Já a cotação do frango resfriado também teve baixa de 2,39% e está sendo negociado em R$ 6,93/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Média do frango vivo sobe neste mês

A média de preço do frango vivo comercializado nas regiões do estado de São Paulo teve, segundo dados do Cepea, aumento de 1,4% nesta parcial de setembro em relação à verificada no mês anterior


De acordo com pesquisadores do Cepea, este movimento de alta no valor pago pelo animal vivo está atrelado sobretudo à oferta reduzida no mercado interno. Neste cenário e considerando-se que as cotações do milho também subiram, mas que os valores do farelo de soja registraram leve queda no mesmo comparativo, o poder de compra do avicultor paulista frente a esses insumos apresentou movimentos distintos.

Cepea/Esalq


Focos de gripe aviária são 114, nenhum em ave comercial

Setor produtivo segue livre da doença, reconhece OMSA


O Brasil tinha 114 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de domingo (1º), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entre os casos confirmados até agora, 111 foram em aves silvestres e três em aves domésticas, de subsistência. Nove investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 1.963 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre estas, 514 com coletas de amostras. Os focos registrados até agora foram em São Paulo (34 em aves silvestres), Espírito Santo (28 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Rio de Janeiro (19 em aves silvestres), Santa Catarina (13 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Paraná (12 em aves silvestres), Bahia (4 em aves silvestres), Rio Grande do Sul (1 em ave silvestre) e Mato Grosso do Sul (1 em ave doméstica). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Volume de investimentos reduz concorrência e desconto em lote estratégico do pedágio do PR

Leilão na Bolsa de Valores definiu concessionária que vai administrar lote 2 de rodovias no Paraná


Apesar do alívio pela realização do leilão do lote 2 do pedágio no Paraná, ocorrido na B3 na sexta-feira (29), a baixa concorrência e a falta de interesse de grandes grupos ou consórcios na administração do novo modelo de concessões no estado preocupou líderes empresariais e representantes do setor produtivo. Com previsão de investimentos de R$ 10,8 bilhões, a EPR, única concorrente, ofereceu desconto de 0,08% sobre as tarifas previstas no edital de concessão e acabou por, na avaliação de algumas instituições, não atender as expectativas. “Temos que mitigar os valores da praça que vai a Paranaguá. O valor ainda ficou muito alto. Tínhamos uma expectativa melhor, mas infelizmente não conseguimos. Ficamos satisfeitos com os investimentos que estão previstos, mas reforço que os preços (da tarifa) da praça de São José dos Pinhais seguem elevados e vão continuar subsidiando as demais praças do estado do Paraná”, afirmou o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), coronel Sérgio Malucelli. O presidente da Fetranpar destacou que neste trecho específico o desconto sobre a tarifa que vinha sendo praticada no modelo antigo foi de apenas 29%. “Ainda temos outros lotes que faltam. Aonde estão os grandes grupos brasileiros? Os grandes e importantes consórcios? Por que as rodovias no Paraná não estão atraindo mais concorrência? Todas as vezes que não há concorrência ou temos baixa concorrência o que se tem são descontos muito baixos”, seguiu Malucelli, que acompanhou o leilão em São Paulo. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, ponderou que não é preocupante o fato de apenas uma empresa ter participado da ocorrência, mas que o que precisa ser avaliado é o fato de, em média, o lote 2 ter tarifas 40% menores se comparadas às praticadas no Anel de Integração do estado. “No trecho Curitiba/Paranaguá o desconto será de 30%. Isso prova que o que a gente vinha operando era fora da realidade e agora os investimentos estão garantidos, porque as empresas têm condições de fazer isso. O nível dos investimentos não é para qualquer um, então tem que ser alguém que tenha cacife financeiro”, avaliou. Para Ricken, apesar de a redução total sobre o teto da tarifa no novo modelo ser de apenas 0,08% no lote, o pedágio, de forma geral, ficou muito melhor do que era. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, alertou que o que houve “não foi uma concorrência, porque não existe concorrência de uma empresa só” e lamentou o baixo interesse pelo trecho. Segundo ele, a expectativa para este que era o principal lote do pedágio, é que a empresa vencedora não desista e que assuma o mais rápido possível para que se iniciem as obras. “Estamos com o processo atrasado há pelo menos dois anos e as rodovias estão sem manutenção há cerca de três anos. Agora é rezar para que a empresa não desista e assuma logo.

GAZETA DO POVO


Valor-base da tarifa de pedágio que será cobrado nas estradas que compõem o lote 2

Após a homologação do processo, o Consórcio Infraestrutura PR deverá administrar 605 quilômetros de rodovias federais e estaduais entre Curitiba, Região Metropolitana, Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro pelos próximos 30 anos


Com a vitória no segundo lote de rodovias do Paraná na sexta-feira (29), o Consórcio Infraestrutura PR ficará responsável pelas rodovias paranaenses pelos próximos 30 anos. O novo contrato engloba rodovias da Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro. Ainda não há uma data definida para as novas tarifas serem cobradas, mas os valores ficarão entre R$ 6,29 e R$ 19,54, em 7 diferentes praças. De acordo com os cálculos do governo paranaense, as tarifas dos trechos vão ficar até 68% mais baratas em comparação com os valores que seriam cobrados caso o modelo antigo dos pedágios estivesse em vigor. Além das novidades nas tarifas, neste segundo lote, haverá a duplicação de 350 quilômetros, instalação de 138 quilômetros de faixas adicionais, 73 quilômetros de vias marginais e 72 quilômetros de ciclovias. Ainda serão construídos 107 novos viadutos, 52 passarelas, 35 pontos de correção de traçado e oito passa-faunas, corredores que permitem o deslocamento de animais silvestres sem o risco de atropelamento. Segundo o Governo do Paraná, levando em conta a nova tarifa-base por quilômetro rodado, a tarifa no pedágio de Jacarezinho na BR-369, que era uma das mais caras do Brasil, foi a que teve a maior redução no comparativo, com uma queda de R$ 32,30 para R$ 10,39. Já o pedágio em São José dos Pinhais, principal trajeto para o Porto de Paranaguá, vai cair de R$ 30,90 para R$ 19,54, o que representa um desconto de quase 37%. Na PR-151, na praça de Carambeí, o valor cobrado vai cair 35%, de R$ 15,20 para R$ 9,82. Na mesma PR-151, mas em Jaguariaíva, a redução vai de R$ 11,60 para R$ 6,55. No caso de Jacarezinho 2, Quatiguá e Sengés, tratam-se de novas praças. Ao longo do período, a concessionária deverá investir R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 7,9 bilhões em manutenção em trechos das BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427.

GAZETA DO POVO


Cobrança do pedágio no Paraná recomeça com tarifa entre R$ 7,51 e R$ 9,90 após reativação de praças

Cobrança nas cancelas deve retornar ao antigo Anel de Integração no primeiro trimestre de 2024, provavelmente em março


O Grupo Pátria arrematou o lote 1 das novas concessões de pedágio com uma proposta de 18,25% de desconto sobre a tarifa básica de cinco praças nos 473 quilômetros de rodovias estaduais e federais no Paraná. A proposta foi a vencedora do leilão realizado na última sexta-feira (25) na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, mas a cobrança do pedágio só voltará a ocorrer nas praças desativadas, desde o final de 2021, depois de obras iniciais, sinalizações, operações necessárias e a reativação das guaritas e cancelas, processo com conclusão prevista para o final do primeiro trimestre de 2024. Nas cinco praças do lote 1, a redução ficou na faixa de 20% a 38%, quando comparado aos valores praticados pela antiga concessionária, responsável pelo trecho por 24 anos. Atualmente, as praças de pedágio estão desativadas sem cobrança aos motoristas. A cobrança do pedágio de Porto Amazonas na BR-277 foi a que teve maior impacto na comparação com os valores cobrados no contrato anterior, caindo de R$ 15,30 para R$ 9,46. Já a praça de pedágio em Imbituva, na BR-373, terá a tarifa inicial de R$ 8,67, que representa queda de 35,33% no valor cobrado pela última concessão. Na praça da Lapa, na BR-476, o valor cobrado será de R$ 9,90 com redução de 35,29% no comparativo. Na BR-277 em Irati, o preço caiu 34,11%, sendo que o valor cobrado há dois anos era de R$ 13,40 e novo valor será de R$ 8,83. A praça de São Luiz do Purunã teve o menor desconto (R$ 21,74%) no comparativo entre os modelos de concessões. A tarifa foi reduzida de R$ 9,60 para R$ 7,51. Conforme o edital da concessão e o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a vencedora da licitação deve assinar o novo contrato no dia 29 de dezembro, sendo que o Grupo Pátria assume a administração das rodovias, 30 dias depois da assinatura da concessão. “A cobrança somente terá início após a expedição, pela ANTT, de Termo de Vistoria atestando a capacidade da Concessionária para a operação do Sistema Rodoviário e de resolução autorizando a cobrança nas praças de pedágio existentes”, informa o edital.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai no dia após dados de inflação dos EUA, mas tem alta de 1,51% no mês

O dólar à vista encerrou a última sessão de setembro em leve queda ante o real, numa sessão marcada pela disputa de investidores pela formação da Ptax de fim de mês e pela pressão de baixa sobre a moeda norte-americana ante as demais divisas, após novos dados de inflação nos EUA reduzirem as apostas de que o Federal Reserve ainda subirá os juros


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0273 reais na venda, em baixa de 0,25%. Apesar do recuo, a divisa dos EUA acumulou alta de 1,51% durante o mês de setembro. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,58%, a 5,0075 reais. O Departamento do Comércio dos EUA informou que o núcleo do índice de preços PCE -- que exclui alimentos e energia -- aumentou 0,1%, depois de alta de 0,2% no mês anterior. Na base anual, o núcleo do índice subiu 3,9% em agosto, após um aumento de 4,3% em julho. O dado de núcleo, bastante observado pelo Fed, foi bem recebido pelo mercado. A avaliação foi de que, com o indicador mais favorável, diminuíram as chances de o Fed elevar mais os juros para conter a inflação. Operador ouvido pela Reuters pontuou que a marca de 5 reais, que durante semanas foi uma barreira técnica para o dólar, impedindo a moeda de subir mais, agora passou a ser um piso técnico. Na prática, quando o dólar se aproxima dos 5 reais, ordens de compra são disparadas e as cotações voltam a subir. Apesar de recuperar parte do fôlego, o dólar ainda fechou em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda ante outras divisas de emergentes ou exportadores de commodities, como o peso chileno e o peso mexicano.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta após dado dos EUA e termina setembro no azul

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, com Vale respondendo pela principal contribuição positiva, enquanto dados de inflação dos Estados Unidos trouxeram algum alívio em um momento de preocupação com a possibilidade de juros mais altos por mais tempo na maior economia do mundo.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,72%, a 116.565,17 pontos, acumulando um ganho de 0,48% na semana. O volume financeiro nesta sexta-feira somou 20 bilhões de reais, mais uma vez abaixo da média do ano (25,3 bilhões de reais), o que foi uma marca em setembro, com a média até o momento da ordem de 22,5 bilhões de reais. Na máxima do pregão mais cedo, o Ibovespa chegou a 116.899,02 pontos, reagindo a dados de inflação norte-americana que mostraram arrefecimento de uma das medidas. O índice PCE subiu 0,4% em agosto, após alta de 0,2% em julho, mas o núcleo aumentou 0,1%, desaceleração frente ao avanço de 0,2% registrado no mês anterior. Nos 12 meses, a alta no índice cheio passou de 3,4% para 3,5%, mas o aumento no núcleo passou de 4,3% para 3,9%. Na visão do economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, a leitura do núcleo pode ser interpretada como pressão menor para o Federal Reserve continuar a subir os juros. Mas ele ponderou que os dados que acompanharam a divulgação do PCE reforçam a percepção de que a atividade permanece resistente nos EUA. "A vida continua difícil para as autoridades monetárias e os dados de agosto serão fundamentais para definir os próximos passos do ciclo de juros e em particular para a decisão do encontro do Fomc em setembro", afirmou. Em Nova York, após avançar na primeira etapa do dia, o S&P 500 fechou em baixa de 0,27%. No mercado de dívida, contudo, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano terminaram a sessão com sinal negativo, o que endossou o alívio na curva de juros brasileira, apoiando a alta de 1,37% do índice do setor de consumo e de 1,78% do índice do setor imobiliário. Em setembro, o Ibovespa acumulou uma variação positiva de 0,71%. De acordo com o gestor de renda variável da Western Asset Naio Ino, esse resultado pode passar a impressão de que foi um mês tranquilo, mas quando se observa os componentes do Ibovespa é possível identificar que nomes mais ligados a commodities tiveram uma performance bem positiva. Apesar da alta, o terceiro trimestre teve um desempenho negativo do Ibovespa, com queda de 1,29%. No ano, porém, ainda sobe 6,23%.

REUTERS


Taxa de desemprego no Brasil cai ao menor nível desde início de 2015, mostra IBGE

A taxa de desemprego do Brasil voltou a cair no trimestre encerrado em agosto e chegou ao nível mais baixo em oito anos e meio, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente, com queda no número de desempregados para o menor nível desde 2015


A taxa de desemprego atingiu 7,8% nos três meses encerrados em agosto, a mais baixa desde o trimestre até fevereiro de 2015, quando foi de 7,5%. Nos três meses imediatamente anteriores, até maio deste ano, a taxa havia ficado em 8,3%. O dado divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda mostrou forte queda ante a taxa de 8,9% vista no mesmo período do ano anterior. O mercado de trabalho no Brasil vem se mostrando aquecido e a taxa de desemprego deve se manter em patamares baixos, em meio a uma atividade econômica que se mostrou resiliente e surpreendeu no primeiro semestre. Mas pode perder algum fôlego de forma lenta diante da esperada desaceleração da atividade econômica, em meio aos efeitos defasados da política monetária restritiva. "O mercado de trabalho segue forte e com uma composição saudável. Olhando à frente, entendemos que os efeitos defasados da política monetária contribuirão para um aumento da taxa de desemprego, que ainda resistirá em patamares historicamente baixos por mais um bom tempo", disse em nota a equipe do PicPay, calculando uma taxa média de desemprego em 2023 de 8,1%. No trimestre até agosto, o número de desempregados caiu 5,9% na comparação com os três meses até abril, chegando a 8,416 milhões de pessoas, o que representa ainda um recuo de 13,2% na comparação anual. Esse é o menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015, o que segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio, está diretamente relacionada à alta no número de pessoas trabalhando. O total de ocupados avançou 1,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, alcançando 99,653 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre até agosto de 2022, houve alta de 0,6%. “Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, disse Beringuy. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado subiram 1,1% nos três meses até agosto sobre o trimestre imediatamente anterior, atingindo 37,248 milhões, o maior contingente desde fevereiro de 2015. Os que não tinham carteira aumentaram 2,1%, passando para 13,199 milhões. Três grupamentos de atividades foram os principais responsáveis pelo desempenho do mercado de trabalho no trimestre terminado em agosto sobre o anterior. A maior variação foi de Serviços domésticos, que teve alta de 2,9%. Em seguida, o grupo de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais mostrou aumento de 2,4%, enquanto o grupo de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas registrou expansão de 2,3%. No período, o rendimento real habitual do trimestre encerrado em agosto foi de 2.947 reais, contra 2.914 reais nos três meses até maio e 2.818 no mesmo período de 2022.

REUTERS


Indicador de Incerteza da Economia cai 1,7 ponto em setembro

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) recuou 1,7 ponto em setembro, para 106,8 pontos. Com o resultado, o indicador manteve-se abaixo dos 110 pontos pelo quarto mês seguido, algo que não ocorria desde fevereiro de 2018.

Segundo a economista do Ibre/FGV Anna Carolina Gouveia, após interromper, em agosto, a sequência de quedas iniciada em abril, a incerteza econômica volta a cair em setembro, motivada por um recuo discreto no componente de mídia, e de maior magnitude no componente de expectativas. “No geral, a manutenção da política de afrouxamento monetário e controle da inflação têm influenciado na queda do IIE-Br e pode continuar contribuindo nos próximos meses. Apesar disso, a dinâmica insatisfatória do cenário internacional e as incertezas fiscais, levantadas recentemente, podem ocasionar alguma volatilidade futura no indicador, dificultando uma queda adicional da incerteza nos próximos meses”, afirmou Anna Carolina em nota. Em setembro, o componente de mídia caiu 0,8 ponto, para 107,7 pontos, contribuindo negativamente com 0,7 ponto para a evolução do índice agregado. O componente de expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 4,5 pontos, para 100,7 pontos, menor nível desde janeiro de 2022 (99,6 pts.), contribuindo negativamente com 1 ponto.

Agência Brasil


Dívida pública bruta fica em 74,4% do PIB em agosto, mostra BC

A dívida pública bruta do Brasil como proporção do PIB chegou a 74,4% em agosto, de 74,0% no mês anterior, informou o Banco Central na sexta-feira. No mês, o setor público consolidado registrou um déficit primário de 22,83 bilhões de reais. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um saldo negativo de 25,8 bilhões de reais

REUTERS


Déficit nominal do Brasil salta para 7,3% nos 12 meses até agosto, mostra BC

O déficit nominal do Brasil, que inclui despesas com o pagamento da dívida pública, foi a 7,3% do Produto Interno Brito nos 12 meses encerrados em agosto, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central

Esse é o pior desempenho desde maio de 2021, quando alcançou 8,8% do PIB. Em agosto somente, o déficit nominal foi de 106,561 bilhões de reais. Em agosto, os gastos do governo com juros mais do que dobraram em comparação com o ano anterior, totalizando 83,7 bilhões de reais. Contribuíram para essa alta, de acordo com o BC, uma perda de 10,5 bilhões de reais com operações de swap cambial, além do aumento da inflação. Os dados do BC mostram ainda que a dívida bruta do Brasil registrou alta em agosto, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário. A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou agosto em 74,4%, contra 74,0% no mês anterior e expectativa em pesquisa da Reuters de 74,3%. Segundo o BC, contribuíram para essa evolução, em especial, os juros nominais apropriados (aumento de 0,7 p.p.) e o efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.).

Já a dívida líquida foi a 59,9%, de 59,5% e em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. O BC informou que essa elevação refletiu sobretudo os impactos dos juros nominais apropriados (aumento de 0,8 p.p.), do déficit primário (aumento de 0,2 p.p.), da desvalorização cambial de 3,8% no mês (redução de 0,4 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.). Em agosto, o setor público consolidado registrou um déficit primário de 22,83 bilhões de reais, contra expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de 25,8 bilhões de reais. O desempenho mostra que o governo central teve saldo negativo de 26,182 bilhões de reais, enquanto Estados e municípios registraram superávit primário de 2,485 bilhões de reais e as estatais tiveram resultado positivo de 866 milhões de reais, mostraram os dados do Banco Central.

REUTERS


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