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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 458 DE 13 DE SETEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 458 |13 de setembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Dificuldade em escoar a produção limita compras de boiadas gordas

Com saída do mercado das indústrias, preços da arroba ficam estáveis na maioria das praças brasileiras, informa a S&P Global Commodity


A terça-feira (12/9) deu continuidade ao ambiente de preços lateralizados no mercado físico do boi gordo, informa a S&P Global Commodity Insights. Apesar das escalas registrarem dificuldades em avançar devido à oferta de animais mais enxuta, as indústrias frigoríficas operam com compras cadenciadas em negociações pontuais, acrescenta a consultoria. Segundo os analistas, a menor liquidez no mercado físico anulou um movimento mais vigoroso de alta nos preços entre as regiões do País, com poucas repercussões nos indicadores referenciais e mercado futuro. Frigoríficos reportam que ainda há grande dificuldade no escoamento da produção de carne, apesar dos registros da última semana indicarem vendas mais ativas, impulsionadas pelo feriado prolongado de 7 de setembro e pelo começo de mês (marcado pela entrada da massa salarial). “O foco das unidades de abate é esgotar estoques antes de traçar a melhor estratégia de compra de boiada gorda para os próximos dias”, afirmam os analistas da S&P Global Commodity. Na avaliação da consultoria, a sazonalidade para o último trimestre deve indicar um aumento no consumo de carne bovina, estimulado pelos feriados prolongados nas próximas semanas, recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário e início das comemorações de festividades de final de ano. Ainda assim, diz a S&P Global, a recuperação da demanda pela carne bovina dependerá dos preços finais ao consumidor, tendo em vista que a competividade sobre as demais proteínas, bem como a limitação do orçamento das famílias, pode limitar este avanço. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, os preços da arroba estão estáveis na terça-feira. “Mas, com a redução da oferta de bovinos para o abate, são observadas ofertas acima da referência”, afirmam os analistas da Scot. Neste momento, o boi gordo paulista vale R$ 195/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 185/@ e R$ 192/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 200/@ (base SP), no prazo, valor bruto, com ágio de R$ 5/@, informa a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 187/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 189/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 184/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 177/@ (prazo) vaca a R$ 158/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 156/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 170/@ (à vista) vaca a R$ 156/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca R$ 167/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 167/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 170/@ (à vista) vaca a R$ 156/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 163/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: carcaça especial tem alta de 1,03%

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da carcaça especial teve alta de 1,03% e está em R$ 9,80 por kg. Os preços para o suíno CIF tiveram incremento de 3,23% e estão em R$ 128,00/@


O preço do animal vivo em Minas Gerais está em R$ 6,83/kg, alta de 1,49%, conforme o Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (11). Já no estado do Paraná ficou em R$ 6,26/kg, com avanço de 2,45%. O preço do animal vivo em São Paulo está em R$ 6,54/kg, avanço de 1,41%. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou alta de 1,66% e está em R$ 6,11/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno teve ganho de 2,15% e está cotado em R$ 6,19/kg.

Cepea/Esalq


USDA: Produção de carne suína deve crescer 7% em 2023

A produção brasileira de carne suína deverá crescer 7% em 2023 para 4,65 milhões de toneladas (eq. c.). Em 2024, o USDA espera alta de 5% para 4,87 milhões de toneladas


“O aumento estimado é motivado por alta na demanda externa, acessos a novos mercados ao longo do ano, melhora nas condições econômicas locais, safras recordes de milho e soja levando à melhora na disponibilidade e à redução nos preços de ração, e aumento na produção de suínos”, disse o USDA. As exportações de carne suína deverão crescer 8% para 1,43 milhão de toneladas em 2023, chegando a 1,53 milhão de toneladas em 2024.

CARNETEC


FRANGOS


Frango no atacado paulista tem novas altas

A Scot Consultoria informou que o valor do frango no atacado paulista está em R$ 7,00/kg, com uma valorização de 1,89%. Já os preços do frango na granja seguem estáveis e precificados em R$ 5,00/kg


A cotação do frango vivo em Santa Catarina registrou queda de 2,97% e está em R$ 4,25/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo está estável em R$ 4,42/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea da segunda-feira (11), o preço do frango congelado apresentou estabilidade e está cotado em R$ 6,97/kg. Já a cotação do frango resfriado teve ganho de 0,58% e está sendo negociado em R$ 6,96/kg.

Cepea/Esalq


Brasil busca abertura de mercados na África para a carne de frango

Nigéria e Senegal estão entre os poucos países ainda fechados para aves brasileiras


Após a conquista do mercado de Israel para a carne de frango brasileira, o continente africano, com seus quase 1,4 bilhão de habitantes, deve ser um dos focos da diplomacia comercial do setor, em trabalho conjunto da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Garantir uma maior presença do Brasil nos mercados africanos é um dos objetivos da recente renovação do convênio de promoção setorial da avicultura e da suinocultura entre ABPA e ApexBrasil. A expectativa das duas entidades é de mais de US$ 4 bilhões (algo próximo de R$ 20 bilhões) em projeções de negócios diretamente impactados ao longo de dois anos. Entre os países apontados como alvo para exportações, Nigéria e Senegal, que ainda são fechados para a carne de frango brasileira, são considerados prioridades para a diplomacia comercial. “O Brasil se ausentou da África nos últimos anos, mas estamos voltando com força agora”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. “É um continente que tem carência enorme de alimentos que a ABPA e esse convênio pode ser uma ferramenta para nos ajudar a conquistar esses mercados”, completa. A Nigéria é o maior mercado dentro do continente africano que ainda está fechado ao frango brasileiro. Com uma população de mais de 213 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 450 bilhões em 2022, o país desponta como a maior economia africana e, à frente inclusive da África do Sul, ocupa o ranking de 31ª maior economia do mundo. Segundo a ABPA, a população nigeriana consome em média cerca de 2,5 kg/hab/ano de carne de frango. Já a produção de carne de frango no país é de cerca de 454 mil toneladas por ano. Já o Senegal, com uma população de quase 17 milhões de habitantes, enfrenta diversos casos de Influenza Aviária, e possui um baixo consumo per capita de apenas 5 kg/hab/ano. A produção de carne de frango senegalesa é de cerca de 130 mil toneladas ano, de acordo com a ABPA. Para Santin, o Senegal é um mercado emergente que, assim como a Nigéria, tem potencial de crescimento no consumo per capita. “Os senegaleses já são parceiros da avicultura brasileira em genética avícola, e enxergamos que há potencial, também, para fortalecer os negócios em produtos acabados do setor”, avalia. Outro foco do setor é o mercado da Indonésia. O Brasil chegou a vencer um Painel de Implementação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra barreiras comerciais impostas pelo país do Sudeste Asiático à importação de carne de frango brasileira. No entanto, o governo indonésio apelou da decisão.

GLOBO RURAL


GOVERNO


Montante de crédito rural contratado na safra 2023/24 ultrapassa os R$ 103 bilhões até 31 de agosto

Levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central, revela que o montante de crédito rural contratado para a safra 2023/24 ultrapassou os R$ 103 bilhões até o dia 31 de agosto


Isso significa que mais de 23% dos recursos disponíveis para esta safra, ou seja R$ 435,8 bilhões, já foram contratados. A maior parte desses recursos teve origem em Letras de Crédito do Agronegócio (46%), seguidos de recursos obrigatórios (26%), poupança rural (13%), recursos livres (7%), BNDES (5%) e fundos constitucionais (4%). Em relação ao setor cooperativista, as cooperativas brasileiras já captaram cerca de R$ 11,82 bilhões nos dois primeiros meses do Plano Safra 2023/24. “É relevante notar que esse valor corresponde a 43% do total captado no plano safra anterior. A distribuição dos recursos foi majoritariamente destinada para atividades de industrialização e custeio, nessa ordem de importância”, ressalta o analista da Getec da área de Mercado, Salatiel Turra. As cooperativas paranaenses já conseguiram captar cerca de R$ 4,10 bilhões até o momento, o que representa aproximadamente 35% do montante total captado pelas cooperativas em todo o país. Ao analisar a evolução de recursos de crédito rural aplicados ao longo dos anos, Turra destaca ainda que os R$ 103 bilhões repassados nos dois primeiros meses da safra 2023/24 representam o maior volume captado nos últimos cinco planos safras para este período, ou seja: em 60 dias de vigência do ciclo agropecuário, que inicia no dia 1º de julho no país.

OCEPAR


EMPRESAS


Dezoito cooperativas agropecuárias paranaenses estão entre as mil maiores empresas do Brasil

Entre as mil maiores empresas brasileiras, 18 são cooperativas agropecuárias paranaenses. Além disso, das 14 principais cooperativas do agro do Sul do Brasil, 11 são do Paraná. O dado é do Ranking Valor1000, do jornal Valor Econômico, principal periódico de economia e negócios do país. O resultado refere-se ao ano de 2022 e leva em conta a receita líquida das empresas.

Entre as cooperativas paranaenses, a de maior destaque no ranking é a Coamo, de Campo Mourão, que aparece em 50º lugar entre as mil empresas brasileiras ranqueadas. Em seguida, vem a C. Vale (56º), Lar (63º), Cocamar (109º), Copacol (131º), Agrária (170º), Castrolanda (174º), Frísia (176º). Aparecem ainda em destaque no ranking, as cooperativas Cocari (224º), Coopavel (229º), Frimesa (247º), Coasul (253º), Capal (269º), Coopertradição (422º), Copagril (466º), Coonagro (567º), Primato (717º) e Coagru (764º). A Coamo Agroindustrial Cooperativa, que entre as paranaenses é a melhor posicionada no ranking nacional, registrou recordes em receita e resultado em 2022. A receita operacional líquida aumentou 12,6% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 26,073 bilhões. As sobras (resultado líquido) subiram 23,1%, totalizando R$ 2,258 bilhões. “Devolvemos R$ 705,73 milhões aos cooperados. Os recursos restantes foram destinados à capitalização com investimentos em fundos estruturados e em ativos fixos, e ainda para reforçar o capital de giro”, informou Airton Galinari, presidente-executivo da Coamo, em entrevista ao Valor. No ano anterior, as sobras distribuídas aos cooperados totalizaram R$ 689 milhões.

OCEPAR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Ipardes: Paraná registra deflação pelo terceiro mês consecutivo

Com a terceira deflação seguida, de -1,11%, observada no mês de agosto no Paraná, o Índice de Preços Regionais – Alimentos e Bebidas, calculado mensalmente pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) confirma a continuidade de um movimento visto em julho (-1,00%) e junho (-1,45%)


A taxa é resultado de reduções observadas em todos os municípios onde o índice é apurado: Foz do Iguaçu (-1,55%), Ponta Grossa (-1,47%), Maringá (-1,07%), Curitiba (-1,06%), Londrina (-0,80%) e Cascavel (-0,72%). Entre bebidas e alimentos, os produtos que sofreram maior queda nos preços mensais foram batata-inglesa (-19,53%), tomate (-9,32%) e ovo de galinha (-3,72%). Os municípios que verificaram maior redução de preços em relação à batata-inglesa foram Londrina (-21,31%), acompanhada por Maringá (-20,84%), Foz do Iguaçu (-20,13%), Cascavel (-18,50%), Curitiba (-18,22%) e Ponta Grossa (-18,12%). Segundo o Ipardes, os itens que contribuíram mais para o resultado do IPR - Alimentos e Bebidas durante o mês de agosto foram a batata-inglesa, leite integral, tomate, café e ovo de galinha. O coordenador de Pesquisas Periódicas e Editoração do Ipardes, Marcelo Antonio, explica que a redução foi generalizada, com retração observada em 25 dos 35 produtos pesquisados. “As quedas de batata-inglesa e do tomate eram esperadas devido a um período de safra de inverno, ou seja, trata-se de uma sazonalidade. Com a safra em andamento, há uma elevação da oferta dos produtos, e isso vai refletir em preços menores”, explica. Em relação aos ovos de galinha, a queda nos preços é atribuída, segundo Marcelo Antonio, ao alto estoque do produto, e a tentativa de normalizá-lo teve como consequência uma maior disponibilização da proteína no mercado. Embora o índice geral mensal tenha tido resultado negativo, alguns itens apresentaram acréscimo nos preços, como a banana-caturra, arroz branco e maçã, com aumentos respectivos de 16,95%, 4,85% e 4,10%. Cascavel teve o maior reajuste para cima nos preços da banana-caturra (20,74%), seguida de 19,60% em Maringá, 18,55% em Ponta Grossa, 16,68% em Curitiba, 14,26% em Foz do Iguaçu e 12,11% em Londrina. As maiores contribuições para as altas foram verificadas em banana-caturra, arroz branco, pão francês, maçã e presunto. A sequência de variações percentuais negativas das últimas três apurações foi determinante para o comportamento do índice acumulado em 12 meses, que agora registra um declínio de -1,54% no Paraná. Nos últimos 12 meses, os itens com maiores quedas no Estado foram óleo de soja (-34,20%), peito de frango (-26,30%) e leite integral (-23,07%). Em sentido oposto, apuraram-se preços maiores em tomate (50,24%), molho e extrato de tomate (18,95%) e ovo de galinha (18,33%). Nesse período, o óleo de soja apresentou variações de -39,92% em Cascavel, de -36,31% em Ponta Grossa, de -34,78% em Maringá, de -34,25% em Londrina, de -33,83% em Curitiba e de -33,06% em Foz do Iguaçu. Entre os maiores reajustes no preço para cima ao longo desses últimos 12 meses está o tomate, com 65,24% de alta em Curitiba. Ele também teve aumentos em Cascavel (54,81%), Maringá (46,48%), Foz do Iguaçu (46,42%), Ponta Grossa (46,25%) e Londrina (43,31%).

Agência Estadual de Notícias


Exportações do Paraná aumentam 11,7% nos primeiros oito meses de 2023

As exportações paranaenses aumentaram 11,7% no acumulado de janeiro a agosto de 2023 em relação ao mesmo período de 2022. O Estado movimentou US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 82,7 bilhões) em vendas ao Exterior, contra US$ 15 bilhões (perto de R$ 74,3 bilhões) nos primeiros oito meses de 2022. Além disso, o Paraná aparece em quinto lugar como maior exportador do País


O avanço nas exportações foi puxado pelo agronegócio. Só a venda de alimentos para outros países representou 61,6% das exportações paranaenses de janeiro a agosto, totalizando US$ 10,3 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões). A venda de soja em grãos segue como carro-chefe das exportações, totalizando US$ 3,8 bilhões (R$ 18,8 bilhões, aproximadamente). O segundo produto mais vendido para fora do país é a carne de frango, com US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,3 bilhões). Na terceira colocação, o comércio de farelo de soja movimentou US$ 1,3 bilhão (perto de R$ 6,4 bilhões). A negociação de cereais ficou na quarta posição, com US$ 663,2 milhões (aproximadamente R$ 3,2 bilhões). A venda de cereais para o Exterior foi a que teve maior aumento nas exportações, com crescimento de 60,5%. Já a exportação de soja cresceu 55% em relação ao mesmo período de 2022. Entre os produtos manufaturados, a exportação de automóveis foi o destaque. Com alta de 19,9% em relação aos oito primeiros meses de 2022, o segmento contabilizou US$ 409 bilhões (perto de R$ 2 bilhões). A China segue como principal destino das exportações paranaenses, movimentando US$ 4,3 bilhões (R$ 21,3 bilhões) de janeiro a agosto. O gigante asiático também foi o país em que as exportações paranaenses mais aumentaram: crescimento de 53,8% em comparação aos oito primeiros meses de 2022. A Argentina é o segundo principal destino, totalizando US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões). As vendas ao vizinho sul-americano tiveram variação positiva de 33,5% em relação aos oito primeiros meses do ano passado. O Japão ocupa a sétima colocação entre os países compradores do Paraná. Porém, foi o país o qual as exportações paranaenses mais cresceram no período. Os US$ 466 milhões (perto de R$ 2,3 bilhões) vendidos de janeiro a agosto ao país asiático representaram aumento de 62,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O México, que ocupa a quarta colocação entre os parceiros comerciais do Paraná, também teve um aumento significativo nas exportações. O Estado vendeu ao mercado mexicano US$ 679,3 milhões (perto de R$ 3,3 bilhões), alta de 35,1% em relação aos oito primeiros meses de 2022. O Paraná teve saldo positivo na balança comercial nos oito primeiros meses de 2023. Enquanto as exportações somaram US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 82,7 bilhões) no período, as importações alcançaram US$ 12,1 bilhões (perto de R$ 60 bilhões). Com isso, o Estado teve superávit de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 22,7 bilhões). Adubos e fertilizantes lideraram a lista de produtos que o Paraná precisou comprar de outros países, com movimentação de US$ 1,4 bilhão (quase R$ 7 bilhões). Porém, esse volume representou uma queda perto de 50% em relação à importação de adubos e fertilizantes nos oito primeiros meses de 2022. Os outros produtos mais importados pelo Paraná de janeiro a agosto foram óleos combustíveis (US$ 1,1 bilhão – perto de R$ 5,4 bilhões); autopeças (US$ 846,3 milhões – cerca de R$ 4,2 bilhões) e produtos químicos (US$ 783,7 milhões – perto de R$ 3,8 bilhões).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Deral: Colheita do milho vai à 79% no Paraná. Plantio de verão 23/24 chega em 42%

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado


De acordo com o levantamento, a colheita da segunda safra de milho saiu dos 79% registrados na semana passada para 89% do total. Do restante ainda em campo, 100% das lavouras estão em maturação. As atividades já se encerram nas regionais de Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória. Enquanto isso, as mais atrasadas são Ivaiporã (70%), Cornélio Procópio (71%), Paranavaí (75%) e Londrina (76%). Os técnicos do Deral ainda classificam 78% das lavouras como em boas condições, 21% das lavouras em médias e 1% em ruins. Ao mesmo tempo, o levantamento indica que o plantio da safra de verão de milho 2023/24 saltou dos 26% da semana passada para 42% das lavouras já semeadas, sendo 50% em germinação e 50% já em desenvolvimento vegetativo. O plantio já avançou mais em Francisco Beltrão (90%), Ponta Grossa (85%), Pato Branco (62%), Laranjeiras do Sul (60%), Toledo (55%) e Cascavel (35%). Detalhando as regiões paranaenses, o Deral indica que a perspectiva é de bom andamento da colheita, com média de produtividade dentro do estimado para a segunda safra nas regiões Norte e Noroeste. A colheita da safrinha também segue com produtividade dentro da estimativa nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Oeste. “Os trabalhos de retirada do grão do campo estão se intensificando, liberando a área de milho para o plantio de soja”.

SEAB-PR/DERAL


ECONOMIA/INDICADORES


IPCA sobe 0,23% em agosto, abaixo do esperado; taxa em 12 meses vai a 4,61%

Maior impacto positivo no mês veio do Grupo Habitação, influenciado pelos preços da energia elétrica, com alta de 4,59%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, teve variação de 0,23% em agosto, após subir 0,12% em julho, informou na terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, a alta acumulada do IPCA está em 3,23%. Já nos últimos 12 meses, o índice alcançou 4,61%. Em agosto de 2022, a variação da inflação tinha ficado negativa em 0,36%. A variação do mês foi menor que a esperada pelos analistas de mercado. O consenso estimava inflação de 0,28% no mês e variação de +4,67% na comparação anual. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta no mês de julho. O maior impacto positivo (0,17 p.p) e a maior variação (1,11%) vieram do grupo Habitação. Destacam-se, ainda, as altas de Saúde e cuidados pessoais (0,58% e 0,08 p.p.) e Transportes (0,34% e 0,07 p.p.). No lado das quedas, o grupo Alimentação e bebidas recuu pelo terceiro mês consecutivo (-0,85% e -0,18 p.p.). Os resultados dos demais grupos foram: 0,69% de Educação (0,04 p.p.), 0,54% em Vestuário (0,02 p.p.), 0,38% em Despesas Pessoais (0,04 p.p.), -0,09% em Comunicação (-0,01 p.p.) e -0,04% em Artigos de residência (0,00 p.p.). A principal influência no resultado do mês veio de Habitação, com destaque para o subitem energia elétrica residencial, com um aumento de 4,59% e impacto de 0,18 p.p. no índice geral. “O aumento na energia elétrica foi influenciado, principalmente, pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu, referente a um saldo positivo na conta de comercialização de energia elétrica de Itaipu em 2022, que foi incorporado nas contas de luz de todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional em julho e que não está mais presente em agosto”, explicou em nota, André Almeida, gerente do IPCA/INPC. O grupo Saúde e cuidados pessoais teve o segundo maior impacto positivo, contribuindo 0,08 p.p. no índice geral. “O que contribuiu para a aceleração foi a alta em higiene pessoal, passando de -0,37% em julho para 0,81% em agosto. Também houve alta nos preços dos produtos para pele (4,50%) e dos perfumes (1,57%)”, apontou Almeida. Já no grupo de Transportes (0,34%), o gerente explicou que a gasolina continuou sendo a maior influência, com alta de 1,24% e impacto de 0,06 p.p. no índice geral, mas que também foi destacada a alta do automóvel novo (1,71% e 0,05 p.p.). Por outro lado, o grupo de Alimentação e bebidas (-0,85%) apresentou queda pelo terceiro mês consecutivo, em grande parte devido ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,26%). Os itens mais destacados foram as quedas da batata-inglesa (-12,92%), do feijão-carioca (-8,27%), do tomate (-7,91%), do leite longa vida (-3,35%), do frango em pedaços (-2,57%) e das carnes (-1,90%). No lado das altas, o arroz (1,14%) e as frutas (0,49%) subiram de preço, com destaque para o limão (51,11%) e para a banana-d’água (4,90%). “Temos observado quedas ao longo dos últimos meses em alguns itens importantes no consumo das famílias como, por exemplo, a carne bovina e o frango, que está relacionado à questão de oferta. A disponibilidade de carne no mercado interno está mais alta, o que tem contribuído para a queda nos últimos meses”, destaca o gerente.

MONEY TIMES


Dólar sobe no Brasil em dia de realização e com mercado à espera de dados dos EUA

Após cair 1% na véspera, o dólar à vista fechou a terça-feira em alta ante o real, em sintonia com o exterior, onde a moeda norte-americana também subia ante outras divisas de emergentes, e com investidores posicionados à espera dos dados de inflação nos EUA, que saem na quarta-feira


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9543 reais na venda, com alta de 0,48%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,37%, a 4,9650 reais. A moeda norte-americana oscilou em alta ante o real durante todo o dia, com alguns investidores realizando lucros, após a forte queda da véspera, e recompondo posições compradas no mercado futuro, à espera do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, a ser divulgado na quarta. “O mercado está em modo de cautela antes dos dados de inflação dos EUA amanhã (quarta-feira). Os investidores preferem esperar o relatório antes de definir uma tendência”, comentou Eduardo Moutinho, analista de mercado da Ebury. “Nossa expectativa é de que o índice principal (de inflação) deva continuar subindo, mas que o núcleo continue caindo em agosto, o que deve fazer com que os mercados abracem a narrativa de que as taxas de juros nos EUA atingiram o pico. Neste caso, o dólar tenderia a ficar mais fraco”, acrescentou Moutinho. A realização de lucros e a expectativa em torno dos dados norte-americanos acabaram por se sobrepor à influência do IPCA. A inflação oficial do Brasil disparou ajustes na curva de juros, mas ficou em segundo plano no mercado de câmbio. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,23% em agosto, depois de alta de 0,12% em julho, resultado abaixo da expectativa apontada em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,28%. A inflação de serviços, acompanhada de perto pelo BC, mostrou um cenário mais benigno ao desacelerar para 0,08% em agosto, ante 0,25% em julho. O grupo de Alimentação e Bebidas mostrou queda pelo terceiro mês consecutivo, de 0,85%. No exterior, em meio à expectativa pelos dados da inflação norte-americana, o dólar subia ante a maior parte das divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. A moeda também apresentava ganhos ante divisas fortes.

Reuters


Ibovespa fecha em alta após IPCA e com reforço de Petrobras

O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo na terça-feira, em desempenho favorecido pelo alívio da curva de DI após o IPCA acelerar um pouco menos do que previsto em agosto, enquanto o avanço dos preços do petróleo no exterior forneceu suporte às ações da Petrobras.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,93%, a 117.968,12 pontos, chegando na máxima 118.153,67 pontos. O volume financeiro totalizou 17,2 bilhões de reais nesta sessão, véspera de vencimento de opções sobre o Ibovespa na B3. Para a sócia e especialista da Blue3 Investimentos Fernanda Bandeira, a bolsa refletiu o resultado do IPCA de agosto, que ficou abaixo do esperado, e deve servir como "combustível" para que o Banco Central continue cortando os juros. O IPCA subiu 0,23% no mês passado, depois de avançar 0,12% em julho, segundo dados do IBGE, resultado um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de aumento de 0,28%. Em 12 meses até agosto, o índice acumulou alta de 4,61%, de 3,99% em julho. As projeções apontavam 4,67%. Na visão do economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, os números divulgados pelo IBGE indicam que o processo de desinflação continua em andamento, incluindo melhorias no comportamento da inflação dos serviços, uma das preocupações do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele ressaltou que, como o próprio Copom tem explicitado, a barra para acelerar o ritmo de cortes de juros está bem alta e, portanto, o IPCA de agosto não é suficiente para promover a aceleração dos cortes da taxa Selic pelo Banco Central (BC). Atualmente, a taxa está em 13,25% ao ano. "Porém, é claro que o resultado divulgado deve dar mais conforto ao Copom para continuar com a estratégia traçada de cortes de 50 pontos-base por reunião", reforçou ele em comentário enviado a clientes na terça-feira. No mercado de DI, as taxas caíram precificando chances maiores de o BC acelerar o ritmo de cortes da Selic, embora não em setembro. A perspectiva de corte de 0,5 ponto percentual em setembro segue largamente majoritária, mas para novembro e dezembro aumentaram as apostas de corte de 0,75 ponto.

Reuters


Vendas no varejo recuam em agosto, diz Cielo

As vendas no varejo em agosto caíram 1,9% sobre o mesmo mês do ano passado, excluindo efeitos da inflação, segundo dados da empresa de meios de pagamento Cielo, divulgados na terça-feira


Em termos nominais, as vendas de agosto subiram 0,9% na mesma comparação, segundo o índice ICVA, calculado pela companhia mensalmente com base em dados reunidos entre cerca de 1 milhão de varejistas credenciados à empresa. "No geral, o desempenho do varejo só não foi mais negativo por causa das companhias aéreas. Ao desconsiderar sua participação, a queda geral no mês foi de 2,6%", afirmou Carlos Alves, vice-presidente de produtos e tecnologia da Cielo. Segundo a medição da empresa, o segmento que mais puxou o resultado de agosto para baixo foi o de bares e restaurantes, cuja queda nas vendas ocorreu provavelmente pela alta da inflação, que ficou acima da média no setor, afirmou Alves. As vendas no varejo caíram em termos deflacionados em todas às regiões do país, com o maior recuo ocorrendo no Nordeste (4%). No Norte, as vendas caíram 2,9%, no Centro-Oeste a queda foi de 2,4%; no Sul, caíram 1,6%, e no Sudeste, 0,9%. O levantamento da empresa apontou que pelo sexto mês seguido, os macrossetores de bens duráveis e semiduráveis e serviços tiveram queda de vendas. No caso de bens duráveis, o segmento com o pior desempenho em agosto foi o de materiais para construção, segundo a Cielo.

Reuters


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