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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 450 DE 31 DE AGOSTO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 450 |31 de agosto de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Arroba recua novamente em São Paulo e demais praças brasileiras

O macho terminado "comum" está valendo R$ 195/@ em SP, enquanto o animal com padrão exportação ("boi-China") é negociado por R$ 200/@, informou a Scot Consultoria


Nas praças de São Paulo, os frigoríficos abriram a quarta-feira (30/8) ofertando menos R$ 5/@ nas compras do “boi-China” e do animal “comum” (destinado ao mercado interno), informa a Scot Consultoria. Com isso, o boi paulista está sendo negociado em R$ 195/@, enquanto o animal com padrão exportação vale em R$ 200/@ (preços brutos e a prazo). Por sua vez, no mercado de São Paulo, a vaca gorda é vendida por R$ 185/@ e a novilha gorda está cotada em R$ 192/@, valores a prazo, bruto, acrescenta a Scot. Em âmbito nacional, segundo apurou a S&P Global Commodity Insights, a fragilidade persiste no mercado físico do boi gordo, acumulando novos ajustes negativos na arroba. “A pressão de baixa vem da fraca procura por animais terminados em algumas importantes regiões do País”, relata a S&P Global, acrescentando: “Há cada vez mais relatos de unidades frigoríficas reduzindo o nível de abate diário de animais, com o objetivo de dar vazão aos estoques de carne antes de retomar compras de gado”. Na avaliação da S&P Global, neste momento, a oferta de boiadas gordas dá sinais de redução, mas a boa cobertura de lotes em posse dos frigoríficos neutraliza a firmeza dos preços e continua abrindo espaço para ajustes. Segundo a S&P Global, atualmente, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros atentem, em média, entre 9 e 10 dias, tanto pelo efeito de realocação ou pela elevação da ociosidade das operações. “Muitas plantas frigoríficas relataram que estão com câmaras frias bem abastecidas e precisam dar maior vazão aos estoques”, reforçam os analistas. Porém, continua a consultoria, com programações de abate garantidas até para depois do feriado nacional de 7 de setembro, a necessidade de compra de animais seguirá reduzida no curtíssimo prazo. Por sua vez, os pecuaristas seguem liquidando os lotes de animais terminados (tanto de pasto como de semiconfinamento/confinamento e ou boiteis), preocupados com a trajetória de queda nos preços da arroba. “Os gastos com ração cederam bem, mas a acentuada desvalorização da arroba não permite margens tão positivas aos pecuaristas”, observa a S&P Global. As expectativas atuais sugerem que o segundo giro de confinamento deve registrar uma forte queda, influenciada pela fraca remuneração ao produtor. Na reposição, o estímulo de compras de animais magros é extremamente baixo, informa a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 192/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 182/@ (prazo); vaca a R$ 167/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 180/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 180/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca R$ 177/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 184/@ (prazo) vaca a R$ 174/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 180/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 180/@ (à vista); vaca a R$ 163/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: preços do animal vivo em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável, com preço médio de R$ 112,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,70/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (29), houve recuo de 0,95% em Minas Gerais, baixando para R$ 6,27/kg, retração de 0,84% no Paraná, atingindo R$ 5,87/kg, baixa de 0,52% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,79/kg, desvalorização de 0,51% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,82/kg, e de 0,33% em São Paulo, fechando em R$ 5,99/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Cotações estáveis mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve leve alta de 0,33%, valendo R$ 6,07/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,48/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (29), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,31%, valendo, ambos, R$ 6,34/kg.

Cepea/Esalq


Casos de gripe aviária no Brasil chegam a 86 com nova ocorrência em ave silvestre em Santa Catarina

O Brasil soma até o momento 86 casos de influenza aviária de alta patogenicidade, de acordo com a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar ocorrências da doença


Vale lembrar que, destes 86 casos, dois deles foram em aves de fundo de quintal, e o restante, em aves silvestres. O novo caso confirmado na noite de terça-feira (29) foi em um Quero-quero em Penha, no Estado de Santa Catarina. Há 86 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a noite de 29 de agosto. Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência); Rio de Janeiro: 16 (aves silvestres); Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre); São Paulo: 14 (aves silvestres); Bahia: 04 (aves silvestres); Paraná: 12 (aves silvestres); Santa Catarina: 10 (09 em ave silvestre e 01 em ave de subsistência). Ainda há oito investigações de casos suspeitos em andamento até o momento.

MAPA


EMPRESAS


Frimesa é a primeira cooperativa a lançar publicamente programa com foco no ESG até 2040

“Somos a primeira cooperativa do Brasil a realizar um evento com todos os clientes e fornecedores e, de forma pública nos comprometermos com metas ousadas a serem cumpridas pela cooperativa até 2040, com foco em ESG, sigla em inglês que se refere a práticas ambientais, sociais e de governança”


Foi assim que Elias Zydek, presidente da Cooperativa Central Frimesa, apresentou aos mais de 400 convidados e autoridades que lotaram o auditório do Campus da Indústria, do Sistema Fiep, em Curitiba, na tarde da terça-feira (29/08), o Programa Frimesa ESG 2040. O dirigente afirmou que agora a responsabilidade é maior, porque o desafio é colocar em prática todas as 11 metas estipuladas em conjunto com todos os colaboradores da cooperativa. “Esse evento marca o início de uma nova fase na vida da Frimesa e, em conjunto com toda equipe de profissionais da central, das cooperativas filiadas e com nossos mais de 50 mil clientes ativos, supermercados, varejistas, atacadistas que foram também ouvidos, para que possamos continuar com esta pegada de sustentabilidade que sempre marcou a trajetória da Frimesa. O momento é agora! Os negócios devem construir um legado para o mundo, de sustentabilidade e impacto positivo. E nosso futuro depende das decisões que tomamos aqui hoje”, destacou. Durante o lançamento do programa e suas 11 metas, no final da tarde, Zydek estava acompanhado do jornalista Márcio Gomes, âncora da CNN Brasil que intermediou a conversa e da consultora em ESG e que auxiliou na construção do programa da cooperativa, Rosilene Rosado. A Frimesa é uma cooperativa central, com sede em Medianeira, município localizada na região Oeste do Paraná e tem como filiadas, as coops, Lar, C.Vale, Primato, Copacol e Copagril. Na apresentação realizada aos presentes, além de um vídeo, a Frimesa destacou como principais desafios: saúde e segurança do trabalho; saúde e segurança do consumidor; condições de trabalho e emprego; diversidade, inclusão e equidade; governança ESG; compliance socioambiental, gestão de riscos sociais, ambientais e climáticos. Até 2025: Instituir Comitê de Sustentabilidade até 2024. Implantação de biosseguridade em 80% das granjas. Reduzir 25% da gravidade dos acidentes. Alcançar 10% de reuso de água. Implementar diligência, gestão de riscos socioambientais e compliance ESG. Certificar 100% das unidades fabris em bem-estar animal. Até 2030– Alcançar 26% de logística reversa de embalagens. Reduzir em 50% ocorrências de acidentes de trabalho. Alcançar 100% de rastreabilidade na cadeia de abastecimento. Alcançar 30% de mulheres e outras minorias em cargos de gestão. Auditar 100% de fornecedores críticos em direitos humanos, questões trabalhistas e ambientais. Reduzir o consumo de água nas indústrias em 10%. Alcançar 95,7% de fontes de energia renovável nas indústrias. Até 2040- Alcançar 50% das embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis. Tornar-se carbono neutro no escopo 1. Segundo a consultora Rosilene Rosado, “foram mais de dois anos de levantamento de dados, entrevistas e abordagens com as principais lideranças, cooperados, cooperativas, clientes da Frimesa no Brasil e no exterior. Identificamos 20 temas relevantes com base em pesquisas, análise de benchmarking setorial e contribuições de gestores e partes interessadas. A busca pela sustentabilidade não moldará apenas o futuro das organizações. Também definirá o compasso de como elas irão competir”, completou ela.

OCEPAR


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Faturamento das cooperativas cresce 11,8% no primeiro semestre

As 226 cooperativas do Paraná, que integram o Sistema Ocepar, faturaram R$ 101,4 bilhões no primeiro semestre de 2023. O resultado é 11,8% superior em comparação ao mesmo período do ano passado


Todos os ramos apresentaram crescimento nominal. O maior percentual de aumento foi no ramo Consumo (46,5%), seguido do Crédito (43,8%), Infraestrutura (21,4%), Transporte (19,4%), Saúde (11,7%), Agropecuário (8,7%) e Trabalho (4,2%). Os dados são da Gerência de Monitoramento e Consultoria e são resultado da análise executiva feita a partir dos balancetes fornecidos pelas cooperativas. Em relação ao desempenho econômico, o resultado consolidado até junho de 2023 totalizou R$ 4,5 bilhões, representando um crescimento de 12,9% em relação ao primeiro semestre de 2022. O cooperativismo paranaense demonstrou um crescimento expressivo em termos de tamanho, com um aumento de 20,2% no total de ativos, alcançando R$ 257,6 bilhões. Destaca-se que os ramos crédito e agropecuário representam a parcela predominante deste montante, com 48,9% e 48,8%, respectivamente. O patrimônio líquido das cooperativas registrou um avanço de 22,5%, atingindo um valor total de R$ 56,8 bilhões. Esse crescimento é justificado pela geração de sobras até junho de 2023. O mercado exterior demonstrou um impacto positivo, com as exportações acumuladas até junho de 2023 aumentando em 18,1%, comparativamente ao resultado de janeiro a junho de 2022. As vendas ao mercado externo totalizaram US$ 4,3 bilhões neste primeiro semestre de 2023. Houve aumento também no volume de impostos recolhidos pelo setor que foi 8,3% superior no período, totalizando R$ 2 bilhões. O cooperativismo paranaense cresceu também em número de cooperativas e de associados. O primeiro semestre de 2023 fechou com quatro cooperativas a mais em comparação a junho de 2022. O número de cooperados no total aumentou 8,8%, chegando a 3,4 mil em julho de 2023. Além disso, houve expansão de 4,1% no número de funcionários diretos, chegando ao total de 140.416 empregos no encerramento do primeiro semestre. “Mantendo o cenário atual e incorporando os dados até julho de 2023, as projeções apontam para um faturamento próximo a R$ 201,3 bilhões e um resultado de R$ 9 bilhões no fechamento do exercício de 2023”, destaca José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar. Segundo ele, os dados da análise evidenciam o crescimento constante e diversificado do cooperativismo paranaense, refletindo sua resiliência e contribuição para a economia regional e nacional. “Se a projeção for confirmada, estaremos alcançando, ao final deste ano, a meta estabelecida pelo Plano Paraná Cooperativo (PRC200), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense”, conclui.

OCEPAR


Paraná supera a marca de 3 milhões de pessoas com empregos formais

Dados foram divulgados na quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. É a primeira vez desde que a atual metodologia de cálculo do Caged entrou em vigor, em janeiro de 2020, que o estoque de empregos com carteira assinada atinge este número no Estado. Na comparação com os outros estados do Brasil, o Paraná foi o quarto maior gerador de empregos no ano, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.


Esta é a melhor marca registrada pelo Estado desde janeiro de 2020, quando a atual metodologia de cálculo do Caged entrou em vigor. No acumulado do ano em 2023, o estoque de empregos formais do Paraná registrou aumento de 2,4%, saltando de 2.929.998 pessoas empregadas com carteira assinada em janeiro para 3.000.791 trabalhadores formais em julho. Em janeiro de 2020, eram 2.615.227 empregados no Paraná, número que saltou para 2.804.805 em dezembro de 2021, ao fim do grande ciclo da crise da pandemia. Em janeiro de 2022 eram 2.824.637 e em julho, exatamente um ano atrás, 2.915.253. O setor de serviços é o que tem mais trabalhadores empregados no Estado, com 1,28 milhão de empregados formais, representando 42,7% do estoque total. A indústria do Estado é o segundo setor com maior número de trabalhadores com carteira assinada: são 750 mil pessoas empregadas, compondo 25% do total. A proporção está acima da média nacional. No País, a indústria representa 19,4% dos empregos formais. O comércio responde por 23,2% dos trabalhos formais, com 696 mil pessoas, a construção civil representa 5,2% dos empregos, com 155 mil contratados, e a agropecuária completa a lista, representando 3,8% do total de postos de trabalhos formais ocupados, com 114 mil pessoas. Curitiba é a cidade do Estado com maior estoque de empregos formais, com 766 mil pessoas empregadas com carteira assinada. Na sequência estão Londrina (158 mil), Maringá (155 mil), Cascavel (111 mil) e São José dos Pinhais (108 mil). Na comparação com os outros estados do Brasil, o Paraná foi o quarto maior gerador de empregos no ano, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Foram 77.674 novas vagas criadas no acumulado do ano. O saldo de empregos do Caged é a diferença entre o total de contratações e desligamentos. Foram 1.072.288 contratações e 994.614 desligamentos de janeiro a julho.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem leve alta ante real com movimentos técnicos, na contramão do exterior

O dólar à vista fechou em leve alta ante o real na quarta-feira, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedia ante divisas fortes, com investidores no Brasil antecipando na sessão parte da disputa pela formação da Ptax de fim de mês


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8697 reais na venda, com alta de 0,29%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,34%, a 4,8755 reais. No início do dia, a moeda norte-americana à vista chegou a oscilar no território negativo no Brasil, em sintonia com o exterior. A divulgação de novos dados econômicos nos EUA pela manhã reforçou a pressão baixista para o dólar no exterior. O relatório de Emprego Nacional da ADP indicou que foram abertas 177.000 vagas de emprego no setor privado norte-americano no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 195.000 postos. Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre foi revisado de 2,4% para 2,1%, em taxa anualizada. Os números elevaram as apostas de que o Federal Reserve, por conta da desaceleração econômica, não subirá os juros novamente em 2023, o que pesou sobre o dólar ante várias divisas. No Brasil, porém, a moeda norte-americana migrou para o território positivo, a despeito do que era visto lá fora. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que investidores comprados no mercado futuro -- o mais líquido e, no limite, o que determina os preços no segmento à vista -- atuaram para sustentar as cotações, de olho na Ptax de fim de mês, a ser definida na quinta-feira. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). “A volatilidade que a gente vê no Brasil é um pouco em função de interesses técnicos pela definição da Ptax. Será exacerbado amanhã (quinta-feira), mas hoje já houve uma disputa”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. “Se não fosse a Ptax, hoje era dólar para baixo.”

REUTERS


Ibovespa descola de NY e fecha em queda

No setor de proteínas, MINERVA ON perdeu 3,48%, a 8,6 reais, revertendo a tentativa de recuperação vista mais cedo e ainda sendo penalizada pelo acordo envolvendo a compra de ativos da Marfrig, em meio a receios sobre o nível de endividamento da companhia. Na véspera, a ação já havia desabado cerca de 18%. MARFRIG ON caiu 1,07%, a 7,37 reais, após disparar na véspera depois do anúncio das empresas feito na noite de segunda-feira.


O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, tendo renovado mínimas à tarde em meio à divulgação de detalhes do Orçamento de 2024, que prevê aumento de 129 bilhões de reais na despesa primária em relação a 2023. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,73%, a 117.535,1 pontos, em movimento descolado de Wall Street, onde o foco esteve voltado para dados de emprego e PIB dos Estados Unidos. A queda nesta sessão ocorre após dois dias consecutivos de alta, em que acumulou um ganho de mais de 2%. Com tal desempenho, acumula até o momento perda de 3,6% no mês. O volume financeiro no penúltimo pregão de agosto somou 16,72 bilhões de reais. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento, a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 será apresentado com meta de déficit zero e, para isso, o governo precisa ampliar a arrecadação em 168 bilhões de reais. Ela acrescentou que a PLOA trará todas as projeções de receitas para atingir esse objetivo, incluindo medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso. E acrescentou que eventual fracasso em medidas inviabilizará o cumprimento do déficit zero. Conforme observou o analista da CM Capital Pedro Canto, falas de Tebet causaram um pouco de mau humor nos negócios, elevando as taxas futuras de juros com prazos mais longos, o que respingou na bolsa, pressionando ações do setor de consumo. Mais cedo, o Tesouro Nacional havia reportado que o governo central registrou déficit fiscal primário de 35,9 bilhões de reais em julho, forte deterioração ante o saldo positivo de 18,9 bilhões de reais um ano antes e pior do que as expectativas. No exterior, a desaceleração no ritmo de criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos em agosto e revisão para baixo do crescimento do PIB norte-americano no segundo trimestre corroboraram apostas de que o Fed deve parar, ao menos por ora, com novas altas dos juros. Canto ressaltou que ambas as divulgações sinalizaram desaquecimento da economia, o que é visto como uma boa notícia, pois indica que a política monetária do Fed está fazendo efeito. "Tira um pouco a pressão por novos aumentos ou juros mantidos nesse patamar elevado por mais tempo", disse. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,38%.

REUTERS


Orçamento de 2024 ampliará gasto em R$129 bi, diz Tebet

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 será enviado na quinta-feira ao Congresso com uma previsão de que a despesa primária crescerá 129 bilhões de reais em relação a este ano, disse na quarta-feira a Ministra do Planejamento, Simone Tebet


Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Tebet afirmou que a maior parte dessa alta será consumida por gastos obrigatórios, e apenas 9 bilhões de reais dizem respeito a despesas discricionárias. O aumento de gasto proposto, segundo a ministra, já considera 32 bilhões de reais que ficarão condicionados à aprovação posterior do Congresso. O dispositivo, derrubado na votação do arcabouço fiscal e que ainda consta em outro projeto em tramitação, permite que o governo amplie gastos em 2024 caso a inflação suba entre o meio e o fim deste ano. A apresentação da Ministra indicou que o limite total de gastos primários do governo federal em 2024 será de 2,093 trilhões de reais. De acordo com a Ministra, o Orçamento será apresentado com meta de déficit zero e, para isso, o governo precisa ampliar a arrecadação em 168 bilhões de reais. Tebet afirmou que a peça orçamentária trará todas as projeções de receitas para atingir esse objetivo, incluindo medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso. Ela ponderou que eventual fracasso em medidas -- como a que muda regras do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) ou a regulamentação de vitórias tributárias na Justiça -- inviabilizará o cumprimento do déficit zero. Na apresentação, a ministra ainda afirmou que o Orçamento de 2024 vai prever um estoque de 100 bilhões de reais de precatórios não pagos que estão sendo empurrados pelo governo por conta de norma aprovada no governo anterior.

REUTERS


Governo central tem déficit primário de R$35,9 bi em julho

O governo central registrou déficit primário de 35,933 bilhões de reais em julho, ante um saldo positivo de 18,949 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, com as contas impactadas por uma forte alta dos gastos públicos


O déficit do governo central, que compreende as contas do Tesouro, Banco Central e Previdência Social, no mês passado veio pior do que o rombo de 32 bilhões de reais projetado por analistas em pesquisa da Reuters. resultado foi o segundo pior para o mês na série histórica corrigida pela inflação do Tesouro, iniciada em 1997, melhor apenas que o rombo de 109,6 bilhões de reais registrado em julho de 2020, quando o gasto do governo estava fortemente impactado pelo enfrentamento da pandemia de Covid-19. As receitas líquidas, já descontados os repasses a Estados e municípios, tiveram uma queda real de 5,3% em julho sobre o mesmo mês do ano passado, para 160,4 bilhões de reais. Essa conta foi afetada por recuos na arrecadação de Imposto de Renda, Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e queda nos ganhos com dividendos e exploração de recursos naturais. Já as despesas totais aumentaram 31,3%, para 196,3 bilhões de reais, sob o impulso de uma alta nos gastos com benefícios previdenciários, abono salarial e seguro desemprego, além de repasses a governos regionais. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as contas federais registraram déficit de 78,246 bilhões de reais, ante um superávit de 73,242 bilhões de reais no mesmo período de 2022. Em 12 meses até julho, o saldo ficou negativo em 97 bilhões de reais. Em dados corrigidos pela inflação, o déficit corresponde a 0,95% do PIB. Isso significa que o governo praticamente não poderá ter déficit no acumulado nessa conta entre agosto a dezembro deste ano se quiser cumprir a promessa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de fechar 2023 com um rombo de até 100 bilhões de reais.

REUTERS


Caged: Brasil abre 142.702 vagas com carteira assinada em julho

O resultado ficou acima da estimativa mediana de instituições financeiras, gestoras de recursos e consultorias, de abertura líquida de 139 mil vagas, segundo o Valor Data


O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida de 142.702 vagas com carteira assinada em julho. Os dados fazem parte do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As projeções, todas positivas, iam de 110 mil a 155 mil. Foram registradas 1.883.198 admissões contra 1.740.496 desligamentos no sétimo mês de 2023. O resultado líquido foi pior do que o de julho de 2022, quando houve a abertura de 225.016 vagas. No ano até julho, por sua vez, foi registada por sua vez a abertura líquida de 1.166.125 vagas, resultado de 13.817.285 admissões e 12.651.160 desligamentos. No mesmo período de 2022, a criação líquida foi de 1.613.048, resultado de 13.690.761 admissões e 12.077.713 desligamentos. Ao comentar os números do Caged, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal continua projetando crescimento líquido de 2 milhões de vagas formais para este ano. “Crédito e juros ainda altos atrapalham o encadeamento da economia brasileira”, disse em entrevista coletiva. Mas anúncios do governo federal, como retomada de obras paradas, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa Minha Vida (MCMV), “apontam para cenário de investimentos” na economia brasileira, segundo ele. Os cinco setores da economia tiveram abertura líquida de postos formais de trabalho em julho: serviços (56.303); agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (12.978); indústria geral (21.254); construção (25.423); comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (26.744). No ano, os cinco setores também alcançaram abertura líquida de vagas: serviços (656.014); construção (194.471); indústria geral (156.264); agropecuária (100.142); comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (59.244). Também houve abertura líquida de vagas com carteira assinada nas cinco regiões do país: no Sudeste (70.205), no Sul (7.275), no Centro-Oeste (18.310), no Nordeste (32.055) e no Norte (14.756). O mesmo resultado foi observado no ano: Sudeste (594.647), Sul (191.735), Centro- Oeste (162.764), Nordeste (133.448) e Norte (77.838). Intermitente O Brasil gerou liquidamente em julho 12.065 novos postos de trabalho intermitente, de aprendizes, temporários, contratados por Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com carga de até 30 horas. O número foi resultado de 252.712 admissões e 240.647 desligamentos. Até 2022, o governo federal divulgava de maneira mais detalhada algumas dessas modalidades, como trabalho intermitente e temporário, que foram criadas pela reforma trabalhista. Neste ano, o governo federal consolidou todos os dados em uma única categoria de “regimes não típicos de trabalho”. No acumulado deste ano, houve abertura líquida de 249.110 postos não típicos de trabalho, resultado de 1.952.332 admissões e 1.703.222 fechamentos. Salário O salário médio de admissão de novos empregados com carteira assinada ficou em R$ 2.032,56 em julho. No mês anterior, estava em R$ 2.013,23. Já o salário médio de demissão ficou em R$ 2.116,18, contra R$ 2.143,43 um mês antes.

VALOR ECONÔMICO


IGP-M desacelera queda em agosto com pressão de produtos agropecuários e industriais, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a queda a 0,14% em agosto, após recuo de 0,72% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira


O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de avanço de 0,15% e levou o índice a mostrar queda de 7,20% em 12 meses, menos intensa que o recuo de 7,72% acumulado no ano findo em julho. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, reduziu a baixa para 0,17% em agosto, ante queda de 1,05% em julho. "Os produtos agropecuários (de -1,87% para 0,02%) e industriais (de -0,75% para -0,24%) contribuíram para a taxa menos negativa do índice ao produtor", explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. "Na parte agrícola, a maior influência veio da soja (de 0,03% para 5,63%) e, do lado industrial, do óleo Diesel (de 0,00% para 4,15%)." Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, caiu 0,19% em agosto, abandonando alta anterior de 0,11%. A maior contribuição para esse resultado partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou a cair 1,19% no período, contra alta de 1,15% em julho. Entre os componentes do grupo, o destaque ficou para o item passagem aérea, que despencou 8,72%, frente a alta de 5,88% no mês anterior. Enquanto isso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,24% em agosto, ante variação positiva de 0,06% em julho. "A taxa do INCC acelerou e foi outro destaque importante a contribuir para a queda menos intensa do IGP-M, sendo a mão de obra (de 0,38% para 0,71%) a principal contribuição para a aceleração deste índice", explicou Braz. Os dados do IGP-M foram divulgados após a leitura do IPCA-15 mais alta do que o esperado da semana passada ter indicado que a inflação brasileira já atingiu seu ponto mais baixo do ano, como era esperado.

REUTERS


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