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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 437 DE 14 DE AGOSTO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 437 |14 de agosto de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo segue pressionado para baixo, aponta Agrifatto

Os preços do boi gordo seguem sendo pressionados para baixo no mercado físico, movimento que também contaminou o mercado futuro, cujos contratos na B3 atingiram as mínimas do ano, informou a Agrifatto. Em São Paulo, o animal pronto para o abate foi cotado a R$ 225,70/@


Na B3, a quinta-feira (10/8) foi marcada por renovação de mínimas, com o vencimento para outubro/23 (pico da entressafra) cotado em R$ 218,55/@, uma desvalorização diária de 2,41%, acrescentou a consultoria. “A aproximação da segunda quinzena de agosto/23 resultou em menor fluxo de vendas no atacado”, relata a Agrifatto, que destaca a contração da demanda doméstica pela carne bovina como um dos principais fatores para o enfraquecimento nas cotações da arroba do boi gordo. A carcaça casada do boi castrado voltou para a faixa dos R$ 15/kg em São Paulo, com recuo de 3,2%. Na avaliação do zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, a perspectiva é de que a pressão baixista persista ao longo de agosto. “Em plena entressafra, o mercado do boi gordo segue largado”, relata Fabbri. No Estado de São Paulo, os preços da arroba caíram pela segunda semana consecutiva, observou o analista da Scot. Neste momento, de acordo com os dados da Fabbri, o boi gordo que atende ao mercado interno (sem prêmio-exportação) é negociado em R$ 225/@, enquanto o “boi-China” é vendido por R$ 230/@ – um ágio de R$5,00/@. O preço vigente do boi gordo atingiu a mínima desde julho de 2020; há testes abaixo da referência e a possibilidade de romper este patamar não está descartada”, alertou Fabbri. O analista da Scot aponta alguns fatores que contribuem para o ambiente de baixa no mercado do boi: “Preços menores para a carne bovina exportada; competitividade acirrada frente à outras carnes (com destaque à carne de frango), e uma boa oferta de boiadas na temporada 2023, seguindo a expectativa do ciclo pecuário”. Fabbri cita os números recentes do IBGE para comprovar a maior disponibilidade de animais terminados ao longo de 2023. Durante o segundo trimestre deste ano, o abate de bovinos cresceu 12,3% e 11% nas comparações trimestral e anual, respectivamente. O total de bovinos abatidos (no 2º trimestre deste ano) foi de 8,25 milhões. “O abate no segundo trimestre é o maior, em termos trimestrais, desde o terceiro trimestre de 2019”, compara Fabbri. Em relação ao mercado externo, diz analista da Scot, há espaço para ajustes positivos ao prêmio do boi-exportação, mas que deverão ser pontuais e não mudarão a conjuntura vigente. “O momento é desafiador e deverá persistir em curto e médio prazos. Ao produtor, será fundamental para a saúde de seu negócio levar em consideração que, ao chegarmos no fundo do poço, a única saída é para cima”, relata Fabbri. Segundo a S&P Global, muitas unidades frigoríficas brasileiras não manifestaram interesse de compra de gado gordo na sexta-feira, alegando programações de abate confortáveis, que giram, em média, em torno de 10 dias uteis. No interior paulista, diz a S&P Global, a pressão de baixa ganha intensidade devido à fraca remuneração das indústrias com as vendas externas de carne bovina (a China segue forçando a queda nos preços pagos pela commodity brasileira). Nos Estados vizinhos, acrescenta a S&P Global, boa parte dos frigoríficos também não sinalizaram preço de compra de boiadas gordas e avisam que, nos próximos dias, pretendem trabalhar com valores abaixo das máximas vigentes. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos voltaram a ceder na sexta-feira, informou a consultoria. “Todos os vencimentos para o ano de 2023 estão operando abaixo de R$230/@, fator que traz fortes impactos negativos nas margens operacionais de confinadores, mesmo diante de custos com ração mais baixos”, observa a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 202/@ (prazo); vaca a R$ 177/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 200/@ (à vista); vaca a R$ 177/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); GO-Sul: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 197/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 197/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 170/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos com poucas mudanças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,08%/1,04%, valendo R$ 9,40/kg/R$ 9,70/kg.


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (10), houve tímida alta de 0,17% em Santa Catarina, chegando a R$ 5,99/kg, e queda de 0,32% no Paraná, atingindo R$ 6,21/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,66/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,94/kg), e São Paulo (R$ 6,39/kg).

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: valor médio mensal tem alta em julho em relação a junho

Mesmo diante da acentuada queda no preço do suíno vivo verificada na segunda quinzena de julho, o valor médio mensal do animal registrou forte alta em relação ao de junho


A sustentação veio do incremento sazonal na procura pela carne suína observada no início de julho, o que, por sua vez, levou frigoríficos a intensificarem a compra de lotes extras de animais para abate naquele período. Esse contexto elevou os preços de negociação do setor nas primeiras semanas do mês. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 6,64/kg em julho, alta de 10% frente à do mês anterior, mas leve baixa de 0,9% em relação à de julho de 2022, em termos reais (deflacionado pelo IGPDI de junho de 2023). Em Ponte Nova (MG), o animal foi comercializado à média de R$ 6,83/kg em julho, forte valorização de 11,2% em relação a junho e ainda 2,8% acima da média do mesmo período de 2022, em termos reais. No Sul do Brasil, também foi observado movimento de alta nas praças acompanhadas pelo Cepea. Em Arapoti (PR), o valor do suíno vivo posto avançou 10,4% de junho para julho, com a média a R$ 6,51/kg no último mês. Em valores reais, a média subiu 3,9% na comparação anual. No Oeste Catarinense, houve alta de 5% no valor do animal de junho para julho, indo para R$ 6,19 kg. Em um ano, a elevação no preço foi de 2,7%, em termos reais. Na Serra Gaúcha, o animal se valorizou 6% na comparação mensal e 1,7% na anual, com a média de negociação a R$ 6,15/kg em julho. No mercado atacadista da carne, a boa liquidez no início de julho também sustentou a média mensal, mesmo com as consecutivas desvalorizações da proteína no encerramento do mês. De junho a julho, as cotações da carcaça especial avançaram 9,8% na Grande São Paulo (SP), com a média a R$ 9,83/kg no último mês. Em relação a julho de 2022, houve avanço de 3,15%, em termos reais (deflacionado pelo IPCA de junho de 2023).

Cepea


FRANGOS


Cotações em alta para o mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,60%, valendo R$ 6,35/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, houve alta de 7,88%, atingindo R$ 4,52/kg, enquanto no Paraná, o avanço foi de 2,97%, valendo R$ 4,51/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram aumento de 3,34%, valendo, ambos, R$ 6,49/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Preços da carne frango voltam a subir

Após quedas nos preços da carne de frango desde março deste ano no mercado brasileiro, os valores voltaram a reagir neste começo de agosto


Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o movimento é resultado do “enxugamento” da oferta de carne (principal fator da pressão sobre os preços) e do tradicional aquecimento da demanda em início de mês, devido ao pagamento de salário e ao consequente aumento do poder de compra de grande parte da população. EMBARQUES – As exportações brasileiras de carne de frango (incluindo produtos in natura e processados) recuaram entre junho e julho, mas ainda estiveram acima da quantidade embarcada no mesmo mês de 2022. De acordo com dados da Secex, as vendas externas somaram 432,1 mil toneladas em julho, leve queda de 3% frente ao mês anterior, porém, volume 6,6% maior do que o escoado em julho de 2022.

Cepea


Focos de gripe aviária sobem para 79, nenhum em ave comercial

O Brasil tinha 79 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de domingo (13), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)


Os dois mais recentes focos foram confirmados em aves silvestres na sexta-feira (11) em Guaraqueçaba (PR) e Parati (RJ). Entre os casos confirmados até agora, 77 são em aves silvestres e dois em aves domésticas, de subsistência. Seis investigações de suspeitas de focos estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 1.692 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre essas, 406 com coletas de amostras. O estado com o maior número de focos é o Espírito Santo (28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência), seguido de Rio de Janeiro (16 em aves silvestres), São Paulo (10), Paraná (10), Santa Catarina (08 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência), Bahia (04) e Rio Grande do Sul (01). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Carne bovina: exportações dos EUA recuam 10% no 1º semestre, aponta USDA

As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 115.107 toneladas em junho/23, uma queda de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior e um pouco abaixo do volume de maio, informa o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)


Em receita, os embarques da proteína totalizaram US$ 909,5 milhões em junho, com recuo de 13% em relação ao mesmo mês de 2022, mas o maior desde outubro/22 e 4% acima do valor registrado em maio/23. No acumulado de janeiro a junho de 2023, as vendas externas de carne bovina dos EUA ficaram 10% abaixo do ritmo recorde registrado no primeiro semestre do ano passado, atingindo 669.176 toneladas. O faturamento no acumulado dos primeiros seis meses deste ano ficou um pouco abaixo de US$ 5 bilhões – uma queda de 19% em relação ao mesmo período de 2022, mas ainda 8% acima do primeiro semestre de 2021, informa o USDA. “Foi um primeiro semestre desafiador para as exportações de carne bovina, especialmente quando comparado ao ritmo alucinante estabelecido um ano atrás”, disse Dan Halstrom, CEO da Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos (USMEF, na sigla em inglês).

PORTAL DBO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Com 12 mil vagas de emprego abertas, maiores cooperativas do agro podem travar

A participação de trabalhadores de origem estrangeira nas indústrias do país, principalmente nas empresas do agro, foi evidenciada na explosão de um complexo de armazenagem de grãos na cooperativa C.Vale, no Paraná. Entre os dez mortos, oito eram haitianos


O extrato da defasagem profissional na região oeste do Paraná, uma das maiores produtoras de proteína animal no país, indica que plantas industriais estão travando e enfrentam dificuldades para a expansão. A condição não se aplica só ao Paraná e abrange outros estados com características industriais, principalmente no segmento agro. A avaliação é do próprio setor produtivo. No oeste do Paraná estão cinco das dez maiores cooperativas do agro brasileiro e é lá que se busca, de forma desesperada, pelo preenchimento de 12 mil vagas de empregos que, apesar dos esforços, seguem abertas ao longo dos últimos meses, impedindo o avanço de estruturas inteiras e pondo em risco, inclusive, turnos de trabalho já existentes. O industrial e presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Rainer Zielasko, afirma que uma grande indústria que abate cerca de 300 mil aves e 7,5 mil suínos por dia na cidade de Toledo, a 550 quilômetros de Curitiba, não conseguiu abrir um terceiro turno. “A empresa tentou muito. Apesar do mercado para compra do produto e a produção garantida no campo, a falta de profissionais nas fábricas fez com que a planta recuasse na decisão de mais um turno de trabalho. Temos frigoríficos que estão com mais de mil vagas abertas há meses, mas não têm conseguido preencher”, afirmou. Em busca de alternativas para atrair profissionais para a região, um Encontro de Empregabilidade deve ser realizado ainda em agosto. Originalmente programado para julho, foi cancelado após a explosão dos silos em Palotina. São cerca de 12 mil estrangeiros regularmente estabelecidos no oeste do Paraná, segundo dados da Polícia Federal. Metade deles trabalha nas indústrias, mas ainda há outro percalço a se vencer. Muitos trabalhadores demoram meses para conseguir todos os documentos necessários para trabalhar no Brasil, o atraso tem se dado na própria PF que, aos poucos, tem se estruturado para dar mais agilidade ao procedimento. A demora também exigiu adequação nas indústrias. “Antes um trabalhador precisava ir até a delegacia da PF mais próxima, as vezes ir até mais de uma vez, esperar meses pelos atendimentos, hoje já temos alguns RHs que estão habilitados a encaminhar a agilizar esses atendimentos facilitando o processo de contratação”, reforçou Rainer. Se antes a maior parte dos migrantes que chegava ao oeste do Paraná desembarcava do Haiti, hoje a condição já se mescla com a América do Sul que está nesse lugar de destaque. “Estamos recebendo muitos argentinos, cubanos, venezuelanos, tem sido frequente”, completou a coordenadora da Embaixada Solidária que desenvolve um trabalho em parceria com o POD. O CEO da Cooperativa Frimesa, Elias Zydek, responde pelo maior player para produção e comercialização de carne suína do Paraná e quarto do Brasil. A cooperativa inaugurou em dezembro de 2022 aquele que será o maior frigorífico de abate suíno da América Latina. A capacidade, quando a indústria estiver em pleno funcionamento, será de 15 mil animais por dia. Neste momento são 3 mil suínos/dia e os planos são para evoluir a 5 mil/suínos/dia até o fim do ano, mas o desafio é árduo e esbarra na falta de gente para trabalhar. Exportadora para pelo menos 12 países e com contratos de entrega batendo à porta, Zydek está procurando profissionais. “Somente nesta estrutura (frigorífico localizado no município de Assis Chateaubriand) temos no momento 1,7 mil funcionários, mas precisamos, de todo jeito, de mais mil profissionais até o fim do ano. Não temos a opção de não contratar porque precisamos cumprir contrato, a produção está no campo. Neste momento temos no complexo 500 vagas abertas e nossa capacidade de expansão depende destes profissionais. Sem dúvida esse é o nosso maior gargalo”, reforçou. Ao todo a Frimesa, que tem sede no município de Medianeira, no oeste do Paraná, tem 11 mil profissionais. A cooperativa está entre as maiores do Brasil no segmento carnes e somente em 2022 teve um faturamento de R$ 7,1 bilhões. “Queremos avançar, abrir mercado, promover desenvolvimento e renda, mas temos os fatores limitantes e a falta de profissionais é o principal deles considerado o fator mais emergencial neste momento”, reforçou. O desafio de Zydek não para por aí. Até 2030, quando sua planta estiver 100% ativa, ele vai precisar de mais 8,5 mil trabalhadores e os problemas também são analisados em médio prazo. “Conseguimos robotizar uma série de etapas, caminhamos muito com relação a isso, mas precisamos de muitos profissionais até porque nossa rotatividade é grande, gira em torno de 25% ao ano. Estamos sempre contratando, mas onde estão ou onde buscar esses trabalhadores?”, questionou. Em Toledo existem cerca de 3,5 mil estrangeiros morando e trabalhando. Além da estrutura de apoio oferecida pelo poder público, a prefeitura passou a investir em cursos para ensiná-los a falar português. Em parceria com uma universidade local, as capacitações estão em curso para diminuir barreiras e facilitar a adaptação. A secretária de Políticas para Infância, Juventude, Mulher, Família e Desenvolvimento Humano (SMDH), Rosiany Favareto alerta para a importância da iniciativa.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha a semana em alta com movimento dos Treasuries e dados de inflação no radar

No fim dos negócios no mercado à vista nesta sexta (11), o dólar fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 4,9035; na semana, a moeda americana acumulou ganho de 0,59% contra a moeda brasileira


O dólar à vista anotou alta contra o real na sessão da sexta-feira (11), com o desempenho do câmbio doméstico influenciado por dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e pela nova rodada de incorporação de prêmios nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Durante a manhã, a divisa americana chegou a exibir leve depreciação frente ao real, mas, após a divulgação da inflação no atacado nos EUA, houve uma reversão do sinal e o dólar sustentou os ganhos até o fim do dia. Na mínima da sessão, a moeda americana chegou a R$ 4,8624. Na semana, o dólar acumulou ganho de 0,59% contra a moeda brasileira. Além disso, perto das 17h05, o contrato futuro do dólar para setembro avançava 0,16%, a R$ 4,9225. O comportamento das taxas dos Treasuries de longo prazo tem sido um dos principais guias para a dinâmica do câmbio nas últimas semanas. E, na sexta-feira, não foi diferente. Pela manhã, o dólar até chegou a exibir leve queda contra o real, alinhado a um movimento global de depreciação. No entanto, após a divulgação de dados de preços ao produtor nos EUA referentes a julho, houve reversão da dinâmica observada nos primeiros negócios do dia: o rendimento da Tnote de dez anos passou a impulsionou o dólar, ao retirar parte do otimismo dos mercados com a desinflação nos EUA. A moeda americana, assim, se manteve em alta firme ao redor do globo. Nesse sentido, os estrategistas do J.P. Morgan apontam que os juros reais elevados no Brasil “provavelmente irão limitar as correções técnicas no real”. Eles apontam que o mercado precifica uma Selic ligeiramente abaixo de 9% no fim de 2024. “Ainda assim, levando em conta as expectativas de inflação de 3,6% dos nossos economistas até dezembro de 2024, a taxa terminal implica um juro real de cerca de 5,5% até o fim do próximo ano, o que deixa o real em vantagem ante pares como o Chile, a Colômbia e o Peru, onde os juros reais caem abaixo de 2% no mesmo período”. O J.P. Morgan mantém uma recomendação “overweight” (desempenho acima da média do mercado) em real em seu portfólio “e vamos procurar oportunidades táticas para novas posições compradas em real assim que a poeira baixar”.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha em queda

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira pelo nono pregão consecutivo, mais uma vez perdendo o fôlego na segunda etapa do pregão e novamente por causa principalmente da piora das ações da mineradora Vale


O último pregão da semana ainda foi marcado por dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do anúncio do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com a previsão de investimentos de 1,7 trilhão de reais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 118.065,14 pontos, segundo números preliminares. O volume financeiro somou 25,9 bilhões de reais. A última vez em que o Ibovespa recuou por nove sessões foi em fevereiro de 1995. Mais do que isso, apenas entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 1984, quando fechou em baixa por 11 pregões, segundo dados da Refinitiv. O Ibovespa ainda não fechou em alta em agosto, acumulando no mês um declínio de 3,18%. Na semana, caiu 1,21%. O ajuste negativo ocorre após quatro meses de alta, em que o Ibovespa contabilizou um ganho de quase 17%. E acompanha o movimento de saída de investidores estrangeiros de ações brasileiras. Até o dia 9, o saldo de capital externo estava negativo em 6,28 bilhões de reais em agosto, sem considerar dados de ofertas de ações. Na visão do diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, ainda há uma preocupação sobre o nível da inflação global, enquanto dados da China continuam mostrando um desempenho ainda preocupante sobre o ritmo daquela economia. Ao mesmo tempo, no Brasil, acrescentou, "o governo continua a insistir em bater a meta de déficit primário zero no ano que vem, o que deve vir à custa da cobrança de mais impostos das empresas, decisões do Carf e brigas no STF". "Depois de um rali recente, com o Ibovespa acumulando quatro meses de alta, é um cenário que abre espaço para correções", avaliou Campos.

REUTERS


Reoneração de combustíveis compensa queda de alimentos e IPCA volta a subir em julho

O IPCA voltou a subir em julho uma vez que a reoneração de combustíveis compensou a queda nos custos de alimentos e habitação, com a inflação em 12 meses voltando a acelerar no momento em que o Banco Central dá início ao processo de corte de juros


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,12% em julho, contra recuo de 0,08% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. O resultado ficou um pouco acima da expectativa em pesquisa da Reuters de variação positiva de 0,07% do índice no mês. Com isso, o índice agora acumula em 12 meses até julho alta de 3,99%, subindo ante taxa 3,16% em junho, e voltando a ficar acima do centro da meta para a inflação este ano, que é de 3,25% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. A reaceleração já era esperada uma vez que começam a sair do cálculo do IPCA em 12 meses as deflações de julho, agosto e setembro do ano passado, provocadas pela desoneração de impostos. A taxa em 12 meses do IPCA também ficou um pouco acima da expectativa na pesquisa da Reuters, de alta de 3,93%. Apesar dessa aceleração, o quadro inflacionário no país vem se mostrando benigno, o que levou o Banco Central a iniciar na semana passada um ciclo de afrouxamento da política monetária, com corte da taxa de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano. Mas o BC avaliou ser pouco provável intensificar os cortes na Selic à frente, defendendo postura conservadora na flexibilização monetária e firme compromisso com a reancoragem das expectativas. Em julho, o maior impacto entre os grupos foi exercido pela alta de 1,50% de Transportes, devido ao avanço de 4,75% nos preços da gasolina, subitem de maior peso individual no índice. “A alta de julho capta a reoneração de impostos, com a volta da cobrança da alíquota cheia de PIS/COFINS”, explicou André Almeida, analista da pesquisa no IBGE. Os combustíveis em geral subiram 4,15% no mês, com altas em gás veicular (3,84%) e etanol (1,57%), enquanto o óleo diesel caiu 1,37%. Os aumentos nos preços da passagem aérea (4,97%) e do automóvel novo (1,65%) também contribuíram para o resultado do grupo Transportes. Por outro lado, Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,46% em julho, graças principalmente à queda de 0,72% nos preços da alimentação no domicílio. Destacam-se as reduções nos preços do feijão-carioca (-9,24%), do óleo de soja (-4,77%), do frango em pedaços (-2,64%), das carnes (-2,14%) e do leite longa vida (-1,86%). Habitação também teve recuo nos preços, de 1,01%, com a maior contribuição vindo da energia elétrica residencial (-3,89%) devido à incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de julho. A inflação de serviços, acompanhada de perto pelo Banco Central, registrou alta de 0,25% em julho, depois de subir 0,62% em junho, acumulando em 12 meses avanço de 5,63%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, caiu a 46% em julho, de 50% no mês anterior.

REUTERS


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