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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 434 DE 09 DE AGOSTO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 434 |09 de agosto de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado físico segue marcado pela baixa liquidez e muita apreensão do setor

Na terça-feira, 8 de agosto, o fluxo de comercialização de boiada gorda no mercado físico seguiu esparso, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro


“A procura por animais terminados continua cadenciada, com unidades de abate limitando as suas aquisições, focadas em dar vasão aos estoques de carne”, afirmam os analistas da S&P Global Commodity Insights. Segundo a consultoria, as expectativas se voltam à recuperação dos embarques ao exterior e o efeito das altas nos preços das proteínas concorrentes na dinâmica das vendas de carne bovina no atacado. Em média, informa a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros são suficientes para atender aos compromissos de curto prazo, o que diminui a necessidade de participar mais ativamente das compras de gado. “Há unidades com as programações de abate prontas até o dia 25 de agosto e já entrando na última semana do mês”, observou a S&P Global, acrescentando: “Mesmo as unidades com escalas preenchidas para pouco mais de uma semana continuam limitando o ritmo de aquisição de animais, estratégia que visa evitar ônus da formação de estoque nas câmaras frias”. Nas praças do interior de São Paulo, as escalas de abate seguem confortáveis e boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras, informou a Scot Consultoria. Com isso, as cotações de todas as categorias de bovinos para abate estão estáveis; o boi gordo está sendo negociado em R$ 230/@, a vaca gorda em R$ 205/@ e a da novilha gorda em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 235/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. No atacado, o volume de negócios chega a esboçar tímida recuperação, afirma a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 177/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 214/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 240/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 170/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Carne bovina: abertura do mercado sul-coreano pode ocorrer em 2024, diz ministro

Carlos Fávaro confirmou que uma comitiva da Coreia do Sul virá ao Brasil em novembro de 2023 para auditoria


O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou na segunda-feira, 7 de agosto, da abertura do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo (SP). Após a cerimônia, Fávaro atendeu à imprensa em entrevista coletiva. O Ministro confirmou que uma comitiva da Coreia do Sul virá ao Brasil em novembro de 2023 para auditoria. “Existe a possibilidade da abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira no próximo ano”, afirmou. Questionado sobre o Japão, Fávaro disse que as negociações envolvendo a carne bovina brasileira “não avançaram”. “Ainda não temos uma previsão para a abertura deste mercado”, ressaltou. Segundo a CNA, a Coreia do Sul tem cerca de 52 milhões de habitantes e é o sétimo destino das exportações do agro brasileiro. Somente em 2021, os sul-coreanos consumiram 900 mil toneladas da proteína vindas de outros países e produzidas internamente.

PORTAL DBO


SUÍNOS


Cotações em alta para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de 2,56%/2,52%, chegando a R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial se elevou em 2,20%/2,13%, valendo R$ 9,30/kg/R$ 9,60/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (7), houve alta de 1,73% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,47/kg, incremento de 1,34% no Paraná, alcançando R$ 6,07/kg, avanço de 1,03% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,91/kg, elevação de 2,80% em Santa Catarina, custando R$ 5,88/kg, e de 1,14% em São Paulo, fechando em R$ 6,21/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Preços no mercado do frango sobem para a ave no atacado e na granja em SP

A ave no atacado ou na granja em São Paulo tiveram altas nas cotações na terça-feira (8) para o mercado do frango


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aumento de 2,04%, chegando em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 3,33%, valendo R$ 6,20/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preço estável, valendo, ambos, R$ 6,11/kg.

Cepea/Esalq


Argentina está livre da gripe aviária após surtos em fazendas comerciais, diz secretário da agricultura

A Argentina está livre de casos de gripe aviária após o fim do último dos 18 surtos em fazendas comerciais, disse o secretário de agricultura do país na terça-feira


O primeiro caso de gripe aviária da Argentina em aves comerciais foi detectado em fevereiro, interrompendo as exportações de aves por um mês. Os embarques foram retomados em março, depois que o governo argentino fechou acordos com países importadores. A agência estatal de saúde SENASA determinou que a Argentina estava livre de gripe aviária em um documento apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), disse o secretário de Agricultura, Juan José Bahillo, em um comunicado. No ano passado, a Argentina faturou cerca de US$ 384 milhões com a exportação de cerca de 227.247 toneladas métricas de carne de frango, segundo dados do governo.

REUTERS


CARNES


Índice global de preço de carnes cai 0,3%

O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,3% em julho, em comparação com junho, a 117,8 pontos, e ficou 5,1% abaixo do índice registrado em julho do ano passado, segundo a FAO em comunicado na sexta-feira (04)


Os preços internacionais de carne bovina caíram, impactados por maior oferta da Oceania e demanda de importação moderada de mercados asiáticos em momento de alta nos estoques e vendas domésticas lentas. A carne de frango também registrou leve queda diante de aumento na oferta por parte de grandes exportadores apesar dos impactos dos surtos de influência aviária em várias regiões produtoras. O declínio nos preços de carne ovina continuou pelo terceiro mês consecutivo, refletindo grande disponibilidade do produto na Oceania e demanda menor de grandes importadores, incluindo a China e a Europa Ocidental. No caso da carne suína, os preços aumentaram pelo sexto mês consecutivo devido à oferta apertada por parte de países na Europa Ocidental e dos Estados Unidos, em momento de alta demanda.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Smithfield Foods vai fechar 35 fazendas de criação suínos no Missouri, nos EUA

A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, está fechando permanentemente 35 fazendas de suínos no Missouri e demitindo 92 funcionários em outubro, de acordo com um aviso do Missouri Worker Adjustment and Retraining Notification Act (WARN)


A Murphy-Brown LLC, uma divisão da Smithfield Foods, está “reduzindo suas operações de criação de suínos” em todo o estado e “deve reduzir sua força de trabalho de acordo”, disse a empresa no aviso, que afeta trabalhadores assalariados e horistas. A indústria de carne dos Estados Unidos tem lutado contra lucros em queda e demanda reduzida de consumidores pressionados pela inflação e taxas de juros mais altas. Em meio aos custos crescentes de alimentação e mão-de-obra, as empresas de carne têm lutado para prever a demanda por seus produtos. O aviso ao Departamento de Educação Superior e Desenvolvimento da Força de Trabalho do estado, datado de 2 de agosto, identificou 35 locais de operação de fazendas de suínos. Eles incluíram 13 locais em Newtown, Missouri; 12 em Lucerna, Missouri; e 10 em Princeton, Missouri. As demissões são “específicas para nossas operações de produção (fazenda) de suínos no Missouri”, disse um porta-voz da Smithfield na segunda-feira. As demissões estão marcadas para 8 de outubro, de acordo com o aviso, que disse que todos os funcionários afetados tiveram a oportunidade de se mudar para outra instalação da empresa se houver uma posição disponível que não desloque outros funcionários. A Smithfield é propriedade do Grupo WH de Hong Kong. A notícia das demissões em Smithfield veio quando a Tyson Foods disse na segunda-feira que estava fechando mais quatro fábricas de frango em Arkansas, Indiana e Missouri para cortar custos, um golpe para pequenas comunidades no coração dos EUA que dependem do frigorífico para quase 3.000 empregos. A Tyson também disse que os preços médios de sua carne suína caíram 16,4% no trimestre encerrado em 1º de julho, enquanto os volumes de vendas de suínos caíram 1,8%.

REUTERS


EVENTOS


Pecuária de corte e triticultura são os temas principais do Show Rural Coopavel de Inverno

O evento acontece entre os dias 22 e 24 de agosto em Cascavel (PR)


Cultivares de trigo com produtividade de até 6 mil quilos por hectare serão a grande novidade da 4ª edição do Show Rural Coopavel de Inverno, que será realizado em Cascavel, no Paraná, do dia 22 a 24 de agosto. O evento é dedicado a triticultores, produtores rurais que desejam saber mais sobre a cultura, agricultores e profissionais ligados ao agronegócio, técnicos e acadêmicos. Dezessete empresas ligadas à triticultura, nacionais e estrangeiras, vão expor seu conhecimento e resultados da produção de trigo no evento. Os triticultores vão encontrar aqui, em um só lugar, o que há de melhor para uma cultura que abre uma grande janela de possibilidades especialmente aos produtores rurais do Paraná — afirma o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em nota divulgada à imprensa. Os visitantes do Show Rural Coopavel de Inverno também vão conferir conteúdos voltados para pecuária, como a palestra "Lavoura de carne, recria e terminação eficiente e lucrativa", que vai debater o sistema de criação intensivo a pasto, semelhante ao da agricultura de precisão, com foco na sustentabilidade, produtividade e lucratividade dos modelos agropecuários. Serviço. Data: 22 a 24 de agosto. Horário: a partir das 8h. Local: Coopavel Cooperativa Agroindustrial - BR-277, 591 - Cascavel (PR). Acesso: a entrada ao parque é gratuita, assim como a utilização do estacionamento e participação no almoço.

GLOBO RURAL


Agroleite espera registrar R$ 150 milhões em negócios

Evento começou na terça-feira (8/8), em Castro, no Paraná. Mais de 100 mil visitantes são esperados para conferir o que está sendo chamado de "vitrine da tecnologia do leite"


Castro, no interior do Paraná, se transforma a partir desta terça-feira (8/8) na capital nacional do leite. O município sedia, até a próxima sexta-feira (11/8), o Agroleite - evento técnico voltado a todas as fases da produção. Com expectativa de gerar R$ 150 milhões em negócios e receber mais de 100 mil visitantes, o evento propõe disseminar conhecimento e tecnologia para ganhar produtividade e qualidade na produção leiteira. E de alta eficiência, pode-se dizer que a região entende: em apenas uma única fazenda, a captação diária chega a 100 mil litros. Promovido pela cooperativa Castrolanda, o evento tem sido o centro de lançamento de inovações da cadeia do leite, oportunidade em que são apresentados os melhores animais e a genética que irá construir a cadeia do futuro. “Pelo que temos visto de evolução tecnológica, muita novidade deve ser apresentada por aqui”, comentou o presidente da cooperativa Castrolanda, Willem Berend Bouwman, em entrevista à Globo Rural. Bouwman revelou ainda a expectativa de que o volume negociado durante o evento supere os R$ 149 milhões movimentados na edição de 2022. “Temos certeza de que serão feitas muitas prospecções de negócios, pois entendemos que o momento exige que o produtor invista sempre na atividade e renove seu maquinário”, analisa. Ele destaca que fomentar a melhoria da qualidade do leite produzido na região é compromisso há mais de 30 anos. “Produzimos o melhor leite do Brasil e temos reconhecimento nacional por causa disso”, ressalta. Com faturamento bruto de R$ 7,2 bilhões em 2022 e 1.198 cooperados - dos quais 450 são produtores de leite -, a cooperativa atinge uma produção diária de aproximadamente 1,4 milhão de litros de leite. Entre os cooperados estão alguns dos maiores pecuaristas de leite do Brasil, mas também médios e pequenos. Segundo Bouwman, a captação média por produtor é de 2,2 mil litros por dia. Alguns dos produtores mais expressivos da região irão abrir as porteiras para receber visitantes durante o Agroleite. O gerente da área de Negócios Leite da Castrolanda, Eduardo Ribas, comenta que as propriedades a serem visitadas são de vários portes, umas de grande produção diária, outras de produção menor, mas todas de alto desempenho dentro dos sistemas de produção que adotaram. “As propriedades são de produtores cooperados da Castrolanda, com produções diárias que variam de 1.500 litros até 45 mil litros, mas todos com alta eficiência. É uma ótima oportunidade para benchmarking e conhecimento de como o leite é produzido na região”, destaca. O Agroleite será realizado na Cidade do Leite, no Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro. Em 350 mil m² de área total, reunirá 279 empresas e startups, além de 77 patrocinadores. Willem Berend Bouwman destaca que a Castrolanda investiu na infraestrutura. “O parque se tornou um grande canteiro de obras e o público irá se surpreender. Temos uma nova área para expositores de máquinas, vestiário para os expositores e cuidadores dos animais”, comentou. O espaço também abriga, no Pavilhão Agroleite, 490 animais inscritos para os julgamentos, sendo, 420 das raças Holandesa e Jersey. Também haverá fóruns, seminários e painéis para debater inovação e tecnologia da produção leiteira. O tema da 23ª edição do Agroleite é “Conectando o Futuro do Leite”, campanha pautada em inovação, tecnologia, negócios e transformação.

GLOBO RURAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Copel fixa ação em R$ 8,25 e estatal paranaense é privatizada

A oferta de ações movimentou R$ 5,2 bilhões, informaram fontes


As ações da companhia paranaense do setor elétrico Copel foram precificadas em R$ 8,25 na oferta que tem como objetivo privatizar a empresa, apurou o Valor. No total, a operação movimentou R$ 5,21 bilhões. Trata-se, até o momento, da maior operação de oferta de ações do ano e, com ela, o governo do Paraná deixa o controle da empresa. A transação registrou alta demanda, com mais de R$ 15 bilhões de reservas de investidores, segundo fontes, o que permitiu um baixo desconto do preço do papel, de apenas 0,5%, no âmbito da oferta em relação ao fechamento da ação de hoje. A distribuição primária e secundária de ações da Copel pegou ainda a percepção de melhora do Brasil, com aprovação de arcabouço fiscal e upgrade da agência de classificação de risco Fitch, além do início de corte de juros pelo Banco Central (BC). A elevada procura por parte de investidores permitiu que todas as ações do lote suplementar fossem vendidas, além da tranche principal. Com isso, o Estado do Paraná embolsou R$ 3,16 bilhões com a oferta, na qual vendeu parte de suas ações, ainda segundo fontes. Já a Copel aproveitou a operação para reforçar seu caixa, ganhando fôlego para fazer frente aos investimentos já contratados e levou R$ 2,04 bilhões da operação. Com esses recursos, a companhia pagará o bônus de outorga para renovação das concessões à União. Foram coordenadores da oferta o BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley e UBS BB. O governo do Paraná partiu antes da oferta de uma fatia de 69,7% do capital ordinário, ou seja, com direito a voto e de 31% do total. Como foram vendidos todos os lotes, o governo ficou com uma participação de cerca de 27% do capital com direito a voto e 15,6% do capital total. Ele deixou, assim, o controle para ser um acionista de referência.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fica estável com realização de lucros

Após ganhos firmes verificados pela manhã, na esteira do movimento de busca por proteção nos mercados globais, o dólar à vista perdeu força ante o real à tarde e encerrou a terça-feira praticamente estável no Brasil, com investidores realizando parte dos lucros recentes e exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender divisas


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8983 reais na venda, com variação positiva de 0,04%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,05%, a 4,9190 reais. O dólar iniciou o dia com alta firme ante o real, na esteira do noticiário internacional. As moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, eram penalizadas pelos dados fracos da balança comercial chinesa. As importações da China caíram 12,4% em julho na comparação anual, conforme dados da alfândega, um resultado bem pior que a previsão de queda de 5% da pesquisa da Reuters e do declínio de 6,8% em junho. Já as exportações recuaram 14,5%, em movimento mais forte do que a queda esperada de 12,5% e a baixa de 12,4% do mês anterior. O cenário negativo era reforçado pelo corte, pela Moody’s, da nota de crédito de vários bancos pequenos e médios dos EUA e pela indicação de que a agência de rating pode rebaixar a recomendação também de instituições maiores. Para completar, a cobrança de um imposto sobre o lucro dos bancos na Itália e dados de inflação considerados elevados na Alemanha ajudaram a direcionar os investidores a ativos de menor risco como o dólar, em detrimento das demais moedas. O viés de alta para a moeda norte-americana se sobrepôs a eventuais pressões contrárias vindas da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central também pela manhã. No documento da terça-feira, o Copom avaliou ser pouco provável uma intensificação dos cortes na Selic à frente, porque tal decisão exigiria “surpresas positivas substanciais”. "O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva", apontou a ata. A venda de moeda à vista por exportadores e a realização de lucros no mercado futuro reconduziram as cotações para perto da estabilidade.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda discreta

O Ibovespa fechou com um declínio discreto na terça-feira, distante da mínima da sessão, uma vez que o alívio na curva de juros brasileira impulsionou papéis sensíveis à economia doméstica, atenuando a pressão de baixa do cenário externo, após dados mais fracos da China


A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também ocupou as atenções, assim como uma série de resultados corporativos e previsões, incluindo os números de Itaú Unibanco e Eletrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 119.090,24 pontos. O volume financeiro somou 22 bilhões de reais, contra média diária em 2023 de 25,76 bilhões de reais. O Banco Central (BC) afirmou na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta manhã, que "julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes". A instituição monetária reduziu na semana passada a Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. Na visão do estrategista-chefe da Warren Rena, Sérgio Goldenstein, o BC buscou conter um excesso de otimismo do mercado com relação à trajetória da política monetária, ao julgar como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes e ao apontar a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista pelo horizonte relevante. Após a ata, Goldenstein revisou sua projeção para uma Selic de 11,50% no final de 2023, com aceleração do ritmo para 0,75 ponto em dezembro e taxa de 9,0% no final do ciclo. Ainda no cenário brasileiro, uma série de balanços repercutiu nos negócios, entre eles os resultados de Itaú Unibanco e Eletrobras, que têm ações no Ibovespa, mas também os números de small caps como Grupo SBF, Vivara, Pague Menos, Direcional, entre outras. No exterior, as importações e exportações da China caíram muito mais do que o esperado em julho, 12,4% e 14,5%, respectivamente, ante previsões de queda de 5% e 12,5%, reforçando expectativas de que a atividade econômica pode desacelerar ainda mais no terceiro trimestre.

REUTERS


Juros futuros têm baixa firme após dados externos e ata do Copom

As taxas dos contratos futuros de juros no Brasil tiveram baixa firme na terça-feira, em um dia marcado pela aversão global a ativos de risco, após divulgação de dados econômicos ruins da China e corte da nota de crédito de bancos dos EUA, com os DIs reagindo ainda à ata do último encontro do Copom.


Os mercados globais iniciaram o dia reagindo aos novos números sobre a economia chinesa, que decepcionaram. As importações da China caíram 12,4% em julho na comparação anual, conforme dados da alfândega, um resultado bem pior que a previsão de queda de 5% da pesquisa da Reuters e do declínio de 6,8% em junho. Neste cenário, os rendimentos dos títulos norte-americanos cediam desde o início do dia, em movimento acompanhado pelas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) no Brasil. Os recuos das taxas futuras, verificados em toda a curva a termo, acabaram se sobrepondo à ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, considerada por muitos economistas como mais hawkish (dura). Na semana passada, o colegiado havia reduzido a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, indicando que este também deve ser o corte aplicado nos próximos encontros. No documento desta terça-feira, o Copom avaliou ser pouco provável uma intensificação dos cortes na Selic à frente, porque tal decisão exigiria “surpresas positivas substanciais”. “A ata foi hawkish no sentido de reduzir a probabilidade de aumentar o nível do corte. O cenário base é de 50 pontos-base de redução. Para cortar 75 pontos-base, teria que haver uma combinação de fatores”, pontuou o economista-chefe do banco Bmg, Flavio Serrano. Entre estes fatores, foram citados pelo BC a reancoragem “bem mais sólida” das expectativas, uma abertura “contundente” do hiato do produto e a melhora da inflação de serviços. “O Copom avalia como baixa a probabilidade de isso acontecer. A visão do comitê pode mudar? Obviamente pode; mas é importante destacar neste momento a transparência na comunicação”, disse o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, em comentário enviado a clientes. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 12,455%, ante 12,483% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,445%, ante 10,539% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 9,865%, ante 9,998% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,975%, ante 10,115%.

REUTERS


Produção industrial recuou em 9 de 15 locais em junho, diz IBGE

Na média brasileira, a indústria teve alta de 0,1% em junho, frente a maio. As quedas mais intensas foram no Ceará (-6,4%), Região Nordeste (-4,5%), Amazonas (-4,0%) e Paraná (-3,3%)


A produção da indústria brasileira teve queda em nove dos 15 locais pesquisados em junho, ante maio, pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada na terça-feira (08) pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média brasileira, a indústria teve alta de 0,1% em junho, frente a maio, segundo o resultado divulgado pelo IBGE há alguns dias. Ontem, o instituto detalhou o resultado pelos diferentes locais acompanhados pela pesquisa. As quedas mais intensas foram no Ceará (-6,4%), Região Nordeste (-4,5%), Amazonas (-4,0%) e Paraná (-3,3%). Principal parque industrial do país, São Paulo teve retração de 2,7% de sua produção em junho, frente a maio. Por outro lado, foram seis taxas positivas. As maiores altas foram no Espírito Santo (4,6%), Rio de Janeiro (3,2%) e em Santa Catarina (2,6%). Frente a junho de 2022, a produção industrial subiu em nove dos 18 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional avançou 0,3%. As maiores altas foram no Rio Grande do Norte (16,5%), Espírito Santo (11,8%), Rio de Janeiro (11,7%) e Mato Grosso (10,5%). Por outro lado, Ceará (-14,6%) e Maranhão (-8,5%) assinalaram os recuos mais acentuados nesse mês.

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