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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 432 DE 07 DE AGOSTO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 432 |07 de agosto de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Virada de mês marcada por frouxidão no mercado brasileiro do boi gordo

Demanda doméstica fraca pela carne bovina e competição com outras carnes mantêm o viés baixista na arroba, relata Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria


No interior de São Paulo, a cotação do boi destinado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) e a do “boi China” (abatido com até 30 meses de idade) recuaram R$ 5/@ na semana, fechando a sexta-feira (4/8) em R$ 230/@ e R$ 235/@, respectivamente (valores brutos e no prazo), segundo dados apurados pela Scot Consultoria. Na avaliação do zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, a demanda fraca pela carne bovina e a competição com outras proteínas (frango e suíno), mais baratas, mantêm o viés baixista na arroba. Segundo a S&P Global Commodity Insights, a sexta-feira registrou baixa movimentação de negócios nas principais regiões pecuárias e, com isso, os preços do boi gordo ficaram estáveis na maior parte das praças pecuárias monitoradas pela consultoria. Porém, diz S&P Global, a especulação de baixista permanece fortemente ativa, refletindo a inconsistência no escoamento da produção de carne bovina, tanto no ambiente doméstico como no mercado externo. A ausência de compradores pressionou os preços da arroba nesta primeira semana de agosto, sobretudo em Mato Grosso, tendência que deve se manter ao longo do mês caso não haja uma melhor resposta do escoamento da produção, acrescentaram os analistas. Na opinião de Felipe Fabbri, porém, após um julho fraco, o curto prazo traz um horizonte de boa perspectiva para o escoamento da proteína bovina, visando a virada de mês (período de recebimento dos salários) e o Dia dos Pais (próximo domingo). Além disso, continua Fabbri, tradicionalmente, nos últimos meses do ano, a demanda interna pela carne bovina e as exportações tendem a ficar mais aquecidas, o que pode contribuir para uma recuperação nos preços da arroba. Apesar da expectativa de melhora do consumo doméstico nos próximos meses, Fabbri recomenda atenção por parte dos pecuaristas, citando três outros fatores, além da demanda, que deverão ditar o compasso no mercado do boi: “A oferta de boiadas terminadas (com destaque aos animais confinados, que vive momento de incógnita); o comportamento do dólar; e a oferta de carnes concorrentes, com destaque para a carne de frango (que está mais competitiva no mercado atacadista e cujo risco da gripe aviária pode elevar a oferta pontualmente)”. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 232/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 177/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 172/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 214/@(prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); PR-Maringá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); RS-Fronteira: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 228/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); PA- Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Estatística da pecuária (Noroeste - PR)

Ao longo da semana, a cotação do boi gordo, na praça paranaense, apresentou recuo de R$7,00/@


Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Noroeste do Paraná, a arroba do boi gordo é negociada em R$231,50, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo, em relação a São Paulo, está em 2,16%, ou R$5,00/@ a mais, com o boi gordo na praça paulista cotado em R$226,50/@, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). A cotação da novilha gorda se manteve estável ao longo da semana, sendo negociada em R$226,50/@, a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). No curto prazo, com boa parte das indústrias frigoríficas fora das compras e baixo escoamento da carne bovina no varejo, a expectativa é de estabilidade com tendência baixista prevalecendo na região.

SCOT CONSULTORIA


Brasil conquista novo mercado para exportação de carnes

Singapura será o novo destino de carnes bovina e suína processadas


Após as negociações realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto à Singapure Food Agency (SFA), o Brasil conquistou um novo mercado para produtos agropecuários. Com as propostas de ajustes no Certificado Sanitário Internacional (CSI), os estabelecimentos brasileiros já podem ser habilitar para exportação de carne bovina e carne suína processadas. “É mais uma importante conquista para a agropecuária brasileira, pois ampliamos as nossas relações comerciais com um mercado relevante e exportando produtos de maior valor agregado”, comentou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Singapura foi o sétimo destino das exportações brasileiras em 2022. Os produtos cárneos são o segundo principal grupo de exportados para o país, representando 7% do total (sendo produtos aviários 4%, suínos 2% e bovinos 1%). No ano passado as exportações para Singapura atingiram recorde e chegaram a U$ 8,3 bilhões. Poderão ser exportadas carnes bovinas e suínas processadas, não submetidas à esterilização comercial, após a acreditação do estabelecimento pela SFA. Agora são 26 mercados abertos para diferentes produtos da agropecuária brasileira somente neste ano.

MAPA


SUÍNOS


Mercado de suínos teve alta de preços em junho

De acordo com análise do Cepea/Esalq, o valor médio mensal do suíno vivo registrou alta em julho em relação ao de junho. A sustentação veio do incremento sazonal na procura por carne suína observada no início de julho, o que, por sua vez, levou frigoríficos a intensificarem as compras de lotes de animais para abate naquele período


"Esse contexto elevou os preços de negociação do setor nas primeiras semanas do mês. No mercado atacadista da carne, a boa liquidez das vendas no início de julho também sustentou a média mensal, mesmo com as consecutivas desvalorizações da proteína no encerramento do mês", completa a análise do órgão. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de 1,79%/0,86%, chegando a R$ 114,00/R$ 117,00, enquanto a carcaça especial se elevou em 2,27%/2,17%, valendo R$ 9,00/kg/R$ 9,40/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (3), houve queda somente em Santa Catarina, na ordem de 0,18%, com preço de R$ 5,70/kg. Foram registrados aumentos, 0,81% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,21/kg, e de 0,34% no Paraná, fechando em R$ 5,99/kg. As cotações não mudaram no Rio Grande do Sul nem em São Paulo, fixadas, respectivamente, em R$ 5,82/kg e R$ 6,06/kg.

Cepea/Esalq


Singapura libera embarques de carne suína processada do Brasil

Mercado já é o quinto principal importador de carne suína in natura do Brasil; Setor espera significativos incrementos nas compras do país asiático


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aplaudiu o anúncio feito na sexta pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre a abertura do mercado de Singapura para a carne suína processada do Brasil. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a oportunidade gerada a partir das tratativas concluídas pelo Governo Brasileiro deverá proporcionar significativo incremento nas exportações de carne suína do Brasil. “Singapura é um país com elevados níveis de consumo per capita de carne suína. Há uma notável demanda por produtos de maior valor agregado, o que deverá gerar resultados diretos na receita das exportações para o destino”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Singapura, uma cidade-estado localizada na ponta-sul da Península Malaia, possui uma população total de 5,6 milhões de habitantes e uma das mais elevadas rendas per capita anuais do planeta, com US$ 82,8 mil, conforme dados do Banco Mundial. Atualmente, Singapura já importa carne suína in natura do Brasil e tem incrementado a demanda pelo produto brasileiro. É o quinto principal destino das exportações, com 34,7 mil toneladas importadas no primeiro semestre deste ano, número 9,2% superior aos embarques registrados em 2022. Os embarques para o país asiático geraram US$ 91,7 milhões no período.

ABPA


Preços da carne suína na China sobem na última semana

Os preços da carne suína na China registraram um aumento semanal entre 24 a 28 de julho, mostraram dados oficiais


Durante este período, o preço médio da carne suína em 16 regiões provinciais monitoradas pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais ficou em 19,52 yuans (cerca de US$ 2,73) por quilo, um aumento de 6,6% em relação à semana anterior. Algumas fazendas de grande escala aumentaram os preços dos suínos à medida que a demanda por suínos pesados se expandiu e a relutância dos suinocultores individuais em vender aumentou, de acordo com o ministério. O preço caiu 29,5% em termos anuais, diminuindo 9 pontos percentuais em relação à semana anterior, revelaram os dados. "Com a redução gradual da capacidade de produção das suínas, a oferta de leitões diminuiu no primeiro trimestre, e espera-se que a situação de excesso de oferta seja aliviada no terceiro trimestre", disse Zhu Zengyong, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrárias.

Xinhua


FRANGOS


Frango: altas em São Paulo para ave na granja e no atacado

As cotações para o mercado do frango encerram esta sexta-feira (4) com altas localizadas para o mercado paulista e estabilidade nas demais praças.


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve alta de 2,08%, chegando em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,19%, valendo R$ 5,95/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, valendo, ambos, R$ 6,10/kg.

Cepea/Esalq


Embarques de carne de frango crescem 6,6% em julho

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 432,1 mil toneladas em julho. O número supera em 6,6% o volume embarcado no sétimo mês de 2022, com 405,3 mil toneladas.


A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 858,7 milhões, número 3,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 892 milhões. No acumulado do ano (janeiro a julho), as exportações de carne de frango totalizaram 3,061 milhões de toneladas, volume 8,2% maior que o saldo registrado em 2022, com 2,828 milhões de toneladas. Em receita, as vendas do setor nos sete primeiros meses do ano chegam a US$ 6,027 bilhões, desempenho 7,2% maior que o total registrado em 2022, com US$ 5,620 bilhões. Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a China importou 50,8 mil toneladas no mês de julho, número 35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida vieram os Emirados Árabes Unidos importaram 46,4 mil toneladas (+23%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+7%). Também foram destaque no mês as vendas para a África do Sul, com total de 25,7 mil toneladas (+73%). “O fluxo para os principais mercados da carne de frango do Brasil segue em ritmo positivo e com perspectiva de saldos históricos. Temos registrado embarques mensais médios acima de 435 mil toneladas e receita mensal acima de US$ 860 milhões. São números que confirmam as expectativas da ABPA para o ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Maior exportador do Brasil, o Paraná embarcou 179,3 mil toneladas em julho, número 14,6% maior em relação ao mesmo período de 2022. Em segundo lugar, Santa Catarina exportou 90,3 mil toneladas (+3,4%). Em seguida, vieram Rio Grande do Sul, com 63,8 mil toneladas (+3,5%), São Paulo, com 23 mil toneladas (-3,1%), Goiás, com 18,9 mil toneladas (+12,9%) e Mato Grosso do Sul, com 13,5 mil toneladas (-1,7%).

ABPA


Frango/Cepea: Com oferta elevada, preços da carne caem

Os preços da carne de frango recuaram em julho no mercado interno


Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada de proteína no mercado doméstico, em decorrência da queda nas exportações. Além disso, a demanda nacional também esteve baixa no último mês, reforçando a queda nos preços. Levantamento do Cepea mostra que, no atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado teve média de R$ 5,60/kg em julho, baixa de fortes 6,8% frente à de junho. Quanto às exportações da carne de frango in natura, somaram 404,6 mil toneladas em julho, baixa de 3,5% frente a junho, mas 7% acima do escoado em julho de 2022, conforme dados da Secex.

Cepea


Paraná registra mais um caso de gripe aviária e Brasil chega a 77

Caso mais recente foi detectado no sábado (5/8) em uma ave silvestre no município de Guaratuba


O Brasil registrou até domingo (6/8), 77 casos de gripe aviária de alto potencial transmissivo, depois do registro de um foco no Paraná, no sábado (5/8). A doença foi confirmada em uma ave silvestre da espécie trinta-reis-debando, no município de Guaratuba. A informação está na plataforma de dados do Ministério da Agricultura. Desde o primeiro caso confirmado no país, em 15 de maio, são 75 registros de infecção de aves silvestres. Outros dois foram registrados em criações domésticas de subsistência no Espírito Santo e em Santa Catarina, que motivaram a suspensão de importações de aves dos dois estados pelo Japão. Nenhum caso foi confirmado até o momento em criações comerciais, o que mantém o Brasil com o status de livre de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP). Recentemente, o Ministério da Agricultura recomendou aos governos estaduais a decretação de emergência zoosanitária, o que foi feito por unidades da federação.

GLOBO RURAL


EMPRESAS


JPMorgan assume "overweight" para BRF, com preço-alvo de R$12

Analistas do JPMorgan estabeleceram uma recomendação "overweight" para as ações da BRF, após um período de restrição em que não tinham nenhuma classificação, com preço-alvo de 12 reais para o final de 2024. Antes do período de restrição, eles tinham recomendação "neutra" e preço-alvo de 6,50 reais para dezembro de 2023


"Vemos o recente aumento de capital, possíveis desinvestimentos, iniciativas de corte de custos e redução dos custos de ração colocando a alavancagem e a lucratividade da empresa de volta nos trilhos após alguns anos de fraco desempenho de ganhos e consumo de fluxo de caixa (FCF)", afirmaram Lucas Ferreira e equipe em relatório a clientes. Eles citam que a BRF é um caso de "de-risking" a valuations atrativas, negociando com múltiplo EV/Ebitda 2024 de 4,8 vezes versus média de 5 anos de 6,5 vezes. "Vemos 'upside' da ação em uma meta EV/EBITDA 2025 de 5,5 vezes, mesmo assumindo preços conservadores e tendências de capex à frente."

A equipe do banco também revisou para cima suas previsões de Ebitda para a empresa em 2024, para 6 bilhões de reais, com uma margem de 10,7%. Também estimaram que o aumento de capital deve permitir que a alavancagem medida pela dívida líquida/Ebitda caia para 2,2 vezes no final de 2023. "Após dois anos de queima de caixa significativa, a empresa agora se vê em uma tendência de FCF positivo começando com geração de caixa de 601 milhões de reais (estimados) para 2024, com um FCF Yield (ex-crescimento) de 9%", acrescentaram no relatório com data de quinta-feira. Na B3, as ações da BRF avançavam 3,1%, a 9,98 reais, entre os melhores desempenhos do Ibovespa, que cedia 0,64%. Os papéis da Marfrig, maior acionista da companhia, tinham elevação de 2,37%.

REUTERS


INTERNACIONAL


Consumo de carnes na China: potencial de crescimento no ponto de vista do USDA

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acaba de divulgar relatório de pesquisa econômica em que avalia o potencial de crescimento do consumo de carnes da China.


É um estudo aprofundado, com 59 páginas, em que técnicos do USDA – após indagarem: o consumo chinês atingiu o teto ou há espaço para mais crescimento? – respondem a essa questão mostrando tendências na produção e nas compras externas de carnes pela China, discutindo inconsistências nos dados existentes, analisando a evolução da população e estimando como renda e preços devem influenciar o consumo. Trata-se de matéria produzida com o objetivo de demonstrar o potencial chinês para os exportadores norte-americanos das carnes bovina, suína e de frango. Mas seu teor não pode ser ignorado por quem tem a China como seu principal mercado de carnes. A tabela da evolução da disponibilidade per capita de carnes na China entre 2000 e 2021 mostra que o maior aumento no período foi o da carne de frango. Efeito, sem dúvida, da ocorrência da peste suína africana, que abriu espaço para a expansão da avicultura de corte e modificou parcialmente os hábitos de consumo dos chineses, antes fortemente concentrado na carne suína. A tabela é mostra também o percentual importado que complementa a disponibilidade das três carnes onde a maior expansão ocorreu com a carne suína, em decorrência da peste suína africana. Assim, próximas de zero em 2000, as importações de 2021 representaram 6,25% do total disponível naquele ano. As importações de carne de frango aumentaram 23% e passaram a corresponder a pouco mais de 5% da disponibilidade per capita do produto. Parece pouco, mas lembrando que esse é o volume per capita disponível para mais de 1,4 bilhão de pessoas, representa mais de 1 milhão de toneladas de carne de frango – o que faz da China o maior importador mundial do produto. Mas o destaque recai sobre as importações das carnes bovina e ovina, inexistentes nos primeiros dos anos 2000, pelos dados do USDA. No estudo divulgado, elas só começam a aparecer no início da década passada e, pelos valores apontados, alcançam volume que já supera as importações de carne de frango. Efeito, sem dúvida, do aumento do poder aquisitivo do consumidor chinês.

BEEF POINT


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Petrobras conclui neste mês estudo para retomada de unidade de fertilizantes no Paraná

A Petrobras deverá terminar ainda neste mês estudo de viabilidade econômica para a retomada da unidade industrial de fertilizantes nitrogenados do Paraná (Ansa), que poderia reiniciar operações após um trabalho de oito meses, afirmou na sexta-feira o presidente da companhia, Jean Paul Prates


A Ansa está hibernada atualmente e tem capacidade de produção de 1.975 toneladas por dia de ureia e 1.303 toneladas por dia de amônia. A Petrobras tentou vender a unidade anteriormente, com o processo chegando à fase vinculante, mas o processo não chegou a ser concluído. Prates afirmou que a empresa também avalia investimentos em outras unidades de fertilizantes e que o retorno da empresa para o segmento, que havia sido descartado em gestões anteriores, seguirá uma ótica modernizada e em linha com a sustentabilidade.

REUTERS


Com demanda acima de R$ 10 bi, Copel faz oferta rumo à privatização

Empresa deve estipular preço da ação na terça (8) e transação pode movimentar até R$ 5,3 bi esta semana


A Companhia Paranaense de Energia (Copel) terá semana decisiva no processo de privatização. Com uma demanda que já supera os R$ 10 bilhões, segundo apurou o Valor, a empresa do setor elétrico precifica a ação no âmbito da oferta da estatal na terça-feira (8), uma transação que pode movimentar até R$ 5,3 bilhões. A oferta já foi lançada plenamente coberta. Significa que tem demanda suficiente para o sucesso da operação, conforme fontes. Fundos estrangeiros, que nas últimas semanas têm aumentado o interesse em Brasil, têm se comprometido com o investimento, como a GQG e Zimmer Partners, disseram interlocutores, que falaram na condição de anonimato. A transação é primária, para injetar recursos no caixa da empresa, mas também secundária, com o governo do Paraná vendendo ações e, com isso, deixando o controle da companhia. O BTG Pactual é o coordenador líder da transação. O grupo é ainda formado pelo Itaú BBA, Bradesco BBI, o Morgan Stanley e o UBS BB. Na semana passada, a Copel solucionou o último empecilho do processo. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a liberação de R$ 3,7 bilhões, definido pelos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, para pagamento da outorga de concessão de geração de energia elétrica do conjunto das Usinas Hidrelétricas (UHEs) Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias. “Follow-on” O “follow-on” da Copel segue os mesmos parâmetros do adotado pela Eletrobras, como o aumento do capital social da empresa, limitação do poder de voto dos acionistas ordinaristas a no máximo 10%, exclusão dos dispositivos da lei das estatais e a criação de uma “golden share”, ação de classe especial de titularidade do Estado do Paraná. Para isso, a energética entrou com pedido de registro automático de oferta pública de distribuição primária e secundária de, inicialmente, 549.171.000 ações ordinárias. Para a emissão primária, serão 229.886.000 ações a serem emitidas pela companhia, que resultará em injeção de capital no caixa da empresa e também servirá para pagar à União o bônus de outorga para renovação das concessões. Já a oferta secundária será, inicialmente, de 319.285.000 ações detidas a serem alienadas pelo Estado do Paraná, o acionista vendedor, e realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, com esforços de colocação das ações no exterior. O anúncio do plano do governo do Paraná em transformar a Copel em empresa de capital disperso e sem acionista controlador (corporação) ocorreu num contexto de que seria para levantar recursos para financiar um pacote de investimentos. A quantidade de ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida de lote suplementar equivalente a até 15% do total inicialmente ofertado, ou seja, em até 82.375.650 papéis, nas mesmas condições e pelo mesmo preço das ações inicialmente ofertadas – das quais até 18.518.650 a serem emitidas pela companhia e até 63.857.000 detidas e a serem alienadas pelo acionista vendedor, conforme opção a ser outorgada pela companhia e pelo acionista vendedor ao agente estabilizador. O processo contará ainda com uma tranche prioritária para acionistas da companhia, bem como alocação para empregados e aposentados da companhia e também para investidores de varejo. A empresa informa ainda que seus administradores e Estado do Paraná assumiram o compromisso de não vender ações de emissão da companhia pelo período de 180 dias contados da data de divulgação do anúncio de início da oferta. Resta ainda a definição do preço mínimo pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE), o que deve ocorrer até o dia da fixação do preço da ação no âmbito da oferta subsequente. Ainda em julho, um pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acionista minoritário da companhia através do BNDESpar, fez com que a Copel voltasse atrás em dois pontos do processo: a conversão de ações preferenciais classes A e B em ações ordinárias e a subsequente migração da companhia para o Novo Mercado da B3. O BNDES não queria que acontecesse na Copel o que se verificou na Eletrobras, empresa na qual a União tem 43% do capital, mas só vota com 10% das ações. Esse aspecto da privatização da Eletrobras é, inclusive, questionado pelo governo no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo fontes que acompanham a transação, apesar de ter sido melhor que a oferta fosse acompanhada da migração simultânea ao Novo Mercado, que se trata do segmento de mais exigências em termos de governança corporativa, esse não foi um impeditivo para o andamento do processo. A expectativa é que esse movimento ocorra em um momento após a privatização.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai com dados de emprego nos EUA

Após três dias de alta, o dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa ante o real, com as cotações sendo conduzidas pelo exterior, onde dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos elevaram as apostas de que o Federal Reserve pode não subir mais os juros em 2023


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8748 reais na venda, com baixa de 0,51%. Apesar do movimento da sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a semana com alta de 3,03%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,03%, a 4,8930 reais. A divulgação de novos dados de emprego nos EUA às 9h30 mudou o cenário. O Departamento do Trabalho informou que a economia dos EUA gerou 187 mil postos de trabalho em julho, abaixo dos 200 mil postos projetados por economistas ouvidos na pesquisa Reuters. O setor privado gerou 172 mil vagas, ante 179 mil esperadas, enquanto o setor público abriu 15 mil novos postos. Apesar de os dados mostrarem ganhos salariais fortes, o resultado reforçou as dúvidas sobre a necessidade de mais uma elevação de juros pelo Federal Reserve este ano. No Brasil, o movimento de baixa da divisa foi intensificado pelo fato de, na véspera, o dólar ter subido quase 2%, influenciado pela decisão de política monetária do Banco Central na quarta-feira, que cortou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Na mínima do dia, às 12h07, o dólar foi cotado a 4,8455 reais (-1,11%). “O movimento no câmbio é exacerbado por conta da forte desvalorização que o real teve ao longo da semana. Então, isso abriu espaço para uma realização de lucros na sexta-feira, com forte valorização do real”, comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. Para José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, o índice do dólar vai cair de fato “quando o mercado entender que o Fed parou mesmo de subir juros”. Neste caso, segundo ele, o dólar vai experimentar novas mínimas ante o real.

REUTERS


Ibovespa cai após decepção com Bradesco e Petrobras

No setor de proteínas, BRF ON disparou 6,1%, a 10,27 reais, tendo como pano de fundo relatório do JPMorgan estabelecendo recomendação "overweight" para as ações da companhia, com preço-alvo de 12 reais para o final de 2024. "Vemos o recente aumento de capital, possíveis desinvestimentos, iniciativas de corte de custos e redução dos custos de ração colocando a alavancagem e a lucratividade da empresa de volta nos trilhos", afirmaram os analistas. MARFRIG ON, maior acionista da BRF, subiu 5,66%.


O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, em meio a uma série de balanços corporativos, com Bradesco e Petrobras entre as maiores quedas após números mais fracos no segundo trimestre, enquanto Lojas Renner saltou quase 6% diante de expectativas melhores para o segundo semestre. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,89 %, a 119.507,68 pontos, mantendo o viés de baixa que marcou os primeiros pregões de agosto. Na semana, contabilizou um decréscimo de 0,57%. O volume financeiro somou 30,3 bilhões de reais. O Ibovespa chegou a flertar com o terreno positivo, marcando 121.442,02 pontos na máxima da sessão, apoiado principalmente pelo desempenho das ações da Vale, bem como melhora de vários papéis, mas perdeu o fôlego, chegando a 119.215,02 pontos na mínima da sessão na segunda etapa do pregão. A piora na B3 acompanhou o movimento do mercado acionário norte-americano, que também reverteu os ganhos das primeiras horas do pregão, em sessão marcada pela divulgação de dados do mercado de trabalho, com criação menor do que o previsto nas vagas de emprego, mas queda no desemprego e alta nos salários. De acordo com análise técnica do Itaú BBA enquanto o Ibovespa negociar acima de 115.700 pontos, a esperança de uma retomada da alta a qualquer momento continuará. Mas, conforme relatório a clientes mais cedo, um fechamento abaixo de 119.700 pontos poderia desencadear um movimento de realização de lucros.

REUTERS


Preços globais de alimentos subiram 1,3% em julho

O resultado é 11,8% menor se comparado com o índice observado em julho de 2022


Em julho, o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve uma média de 123,9 pontos, com alta de 1,3% em relação a junho. No entanto, o resultado é 11,8% menor se comparado com o índice observado em julho de 2022. A alta nos preços na comparação com junho foi impulsionada pelo aumento das cotações dos óleos vegetais, mas acabou compensada por um recuo significativo no índice de preços do açúcar, enquanto os cereais caíram levemente. No caso do índice de preços dos óleos vegetais, houve uma alta de 12,1% em relação a junho, a primeira elevação após sete meses consecutivos de queda. O resultado foi impulsionado pelas cotações mundiais mais altas dos óleos de girassol, palma, soja e canola. “Os preços internacionais do óleo de girassol se recuperaram mais de 15% na comparação mensal, sustentados principalmente por incertezas renovadas em torno dos suprimentos exportáveis ​​da região do Mar Negro após a decisão tomada pela Rússia de encerrar a implementação da Iniciativa de Grãos do Mar Negro”, disse a FAO, em nota. Já os preços dos cereais caíram 0,5% na comparação mensal, e estão 14,5% menores em relação há um ano. A FAO lembra que os preços internacionais do milho continuaram sua tendência de queda devido ao aumento da oferta sazonal das safras em andamento na Argentina e no Brasil. “Também pesou nas cotações a produção potencialmente maior do que inicialmente esperado nos Estados Unidos, onde as condições de clima melhoraram ligeiramente e a área plantada foi revisada para cima”. Por outro lado, os preços internacionais do trigo subiram 1,6% em julho, o primeiro aumento mensal em nove meses, impulsionado principalmente pela incerteza sobre as exportações da Ucrânia após a saída russa do acordo do Mar Negro e os danos após ataques à infraestrutura portuária da Ucrânia no Mar Negro e no rio Danúbio. Para o índice de preços do açúcar, a FAO apontou queda de 3,9% em julho, devido, principalmente, ao bom andamento da safra de cana-de-açúcar no Brasil em 2023/24. Os preços dos lácteos mantiveram a tendência de queda, com recuo de 0,4% em julho e a sétima queda consecutiva. Em relação às carnes, o índice da FAO caiu 0,3% em julho em relação ao mês anterior, refletindo aumento da exportação na Oceania, que coincidiu com a demanda de importação moderada nos mercados asiáticos em meio a estoques mais altos e vendas internas lentas.

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