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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 428 DE 01 DE AGOSTO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 428 |01 de agosto de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado segue em ritmo lento

Os frigoríficos seguem manifestando certa frustração com relação ao comportamento do consumo da carne bovina, tanto no mercado interno quanto nas vendas ao exterior. Na região Noroeste do Paraná, os preços estão estáveis na comparação diária


“O escoamento da produção no mercado doméstico permanece mais fraco que o observado em meses anteriores, indicando que, mesmo com o recuo dos preços dos cortes bovinos no varejo, a população permanece optando pela busca de proteínas economicamente mais baratas (frango e suíno)”, afirmou a S&P Global. Na ponta internacional, o ritmo também é de cautela entre os exportadores brasileiros. “Após a liberação das cargas de proteína brasileira que estavam aguardando desembaraços aduaneiros nos portos chineses, compradores do gigante asiático se abstiveram em efetivar novos contratos, bem como postergaram as negociações em curso”, afirmaram os analistas da S&P Global. O dólar em queda frente ao real, situação que reduz a competitividade da commodity brasileira, também permanece pressionando as margens das indústrias, acrescentou a consultoria. Em São Paulo, boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras e as escalas de abate estão alongadas, informou a Scot Consultoria. Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$ 235/@, porém há negócios ocorrendo abaixo da referência, relata a Scot. Na praça paulista, a vaca está sendo negociada em R$ 207/@, enquanto a novilha gorda vale R$ 225/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 240/@ (preço bruto e a prazo), base São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta Scot. A virada do mês abriu possibilidades para ajustes positivos no mercado atacadista de carne com osso, diz a Scot. No comparativo semanal, as cotações da vaca e da novilha casadas subiram 1,5% e 2,1%, precificadas em R$ 13,70/kg e R$14,55/kg, respectivamente. Para os machos, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados subiu 0,3% em igual período de comparação, negociada em R$ 15,64/kg. Para a carcaça de bovinos inteiros, informa a Scot, a alta foi de 0,1%, precificada em R$ 13,94/kg. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista; SP-Noroeste: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 232/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca R$ 197/@ (prazo); PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); RS-Fronteira: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 228/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 194/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo); vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: preços estáveis no PR E SC na segunda-feira (31)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve baixa de 2,59%/2,50%, chegando a R$ 113,00/R$ 117,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 8,90/kg/R$ 9,30/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (28), foram registradas baixas em Minas Gerais, na ordem de 0,62%, atingindo R$ 6,42/kg, retração de 0,34% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,90/kg, e recuo de 1,37% em São Paulo, alcançando R$ 6,47/kh. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,02/kg) e Santa Catarina (R$ 5,76/kg).

Cepea/Esalq


FRANGOS


Estabilidade para o frango no PR E SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aumento de 2,22%, na segunda-feira, chegando a R$ 4,0/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,50%, valendo R$ 5,50/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), a ave congelada teve aumento de 0,68%, chegando a R$ 5,93/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,51%, fechando em R$ 5,92/kg.

Cepea/Esalq


MEIO AMBIENTE


Com queda de 54%, Paraná foi o estado que mais reduziu desmatamento na Mata Atlântica

Nos primeiros cinco meses de 2023 a área de vegetação suprimida passou de 1,8 mil hectares para 860 hectares no comparativo com o mesmo período do ano passado, uma queda de 54%. Minas Gerais (47%), Santa Catarina (46%) e Bahia (43%) também apresentaram diminuições significativas


Na média, a área desflorestada do bioma no Brasil foi de 7.088 hectares, ante 12.166 hectares registrados entre janeiro e maio de 2022, uma redução de 42%. O levantamento é do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, uma parceria da Fundação SOS Mata Atlântica, Arcplan e a plataforma colaborativa Mapbiomas, especializada em meio ambiente. As análises mensais do Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do instituto já vinham apontando a curva descendente da supressão vegetativa no Paraná. O relatório divulgado no mês passado pelo mesmo MapBiomas, mostrou a diminuição de 42% entre 2021 e 2022 no Estado, a segunda maior redução do País. De acordo com o levantamento, Paraná perdeu 4.069 hectares de área com vegetação nativa em 2022, 0,2% do total do Brasil, contra 7.031 hectares em 2021. O número também é inferior a 2020 (5.770 hectares). O combate ao desmatamento se tornou muito mais intenso nos últimos anos no Paraná, realizado diariamente por cerca de 600 pessoas em todo o Estado, sob a coordenação do IAT. De 2018 a junho de 2023 foram expedidos 14.822 Autos de Infração Ambiental (AIA), com multas que somam R$ 350 milhões – pouco mais de R$ 55 milhões apenas nos primeiros três meses deste ano. Os números mostram uma evolução ano a ano, saltando de 1.168 AIA em 2018 para 3.433 em 2022. Foram outros 2.117 apenas no primeiro semestre deste ano. Perto de 300 pessoas foram presas em flagrante nos últimos três anos, segundo levantamento da Polícia Ambiental-Força Verde. O valor das multas é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000. O cuidado com o bioma natural paranaense ganhou apoio significativo da tecnologia nos últimos anos. O instituto ambiental do Estado passou a fiscalizar supressões de floresta natural a partir de alertas gerados por imagens de satélite.

Agência Estadual de Notícias


EMPRESAS


Pecuária procura novos destinos

Cerca de 80% do rebanho bovino de corte é formado pela raça nelore cujo valor de arroba comercial começa a perder força


Com um rebanho de 225 milhões de cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil lidera o ranking mundial dos exportadores de carne bovina. Cerca de 80% do rebanho bovino de corte brasileiro é formado pela raça nelore. De acordo com a Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a partir do segundo semestre de 2022, o valor da arroba do nelore comercial começou a perder força, caindo mais de 23,5%, de R$ 340 para os atuais R$ 260. Neste último mês, houve uma discreta elevação dos preços, mas longe do patamar anterior, diz Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB. “Com a entressafra, teremos uma melhora nos preços da arroba, mas longe da condição no início do ano passado. Acreditamos em uma maior recuperação só a partir de 2024.” O consumo de carne bovina vem caindo internamente. De 40 kg per capita/ano há alguns anos, hoje está pouco acima de 24 kg per capita/ano. Para Aouar, existem várias razões para isso, especialmente a crise econômica e a pandemia. “Apesar dessa queda importante de preço para o produtor, nos açougues e supermercados, os valores permanecem os mesmos, o que contribui para a redução da demanda.” Mesmo com as altas e baixas dos preços e do consumo nos mercados interno e mundial, grandes empresas do setor estão otimistas. Edison Ticle, CFO da Minerva Foods, diz que a oferta global de carne bovina segue cada vez mais restrita, o que deve se acentuar ainda mais com a queda prevista na produção americana nos próximos anos. Em contrapartida, segundo ele, o aumento na disponibilidade de gado no Brasil, reflexo da retomada do ciclo bovino, tendência que deve permanecer no biênio 2023/2024, também contribui para um cenário mais positivo. Cerca de 70% da receita bruta da Minerva Foods vem das vendas no mercado externo, com 20% de market share na América do Sul. O foco da empresa é voltado para mercados emergentes e de nichos, com envio de carne orgânica para EUA e Europa, e cortes especiais (incluindo kosher e halal) para o Oriente Médio, entre outros. No Brasil, a companhia prioriza mercados de nicho, ganhando market share, rentabilidade e crescimento em marcas premium. Preocupada em zerar as emissões de CO2 até 2035, a Minerva assumiu o Compromisso com a Sustentabilidade, que tem como meta desmatamento ilegal zero em toda a cadeia produtiva da América do Sul até 2030. “Entendemos que a sustentabilidade do nosso negócio depende da manutenção dos ecossistemas que sustentam a produção agrícola, especialmente no que se refere à proteção florestal e o combate ao desmatamento ilegal. No Brasil e no Paraguai, por exemplo, já possuímos 100% de monitoramento dos fornecedores diretos”, afirma o CFO da Minerva Foods. Posicionada entre as maiores produtoras de alimentos do mundo, a JBS faz há 15 anos o monitoramento socioambiental de toda a sua rede de mais de 70 mil produtores de gado pelo país, informa Maria Paula Silveira Bibar, gerente de sustentabilidade da JBS Brasil. “Utilizamos bases de dados oficiais e imagens de satélite para observar se as atividades desses fornecedores estão em conformidade socioambiental e em linha com a nossa política de compra responsável de matéria-prima”, afirma. Atualmente, cerca de 71 milhões de hectares são monitorados diariamente. Como resultado desse trabalho, 12 mil fazendas foram bloqueadas da base de fornecedores, uma vez que os produtores não estavam alinhados com os critérios da empresa, conta Bibar. Para aprimorar as normas de transparência na cadeia produtiva, em 2021, a JBS lançou a Plataforma Pecuária Transparente. “A proposta é que nossos fornecedores também consigam realizar o monitoramento de critérios socioambientais de seus próprios fornecedores, utilizando a tecnologia blockchain para contribuir com a rastreabilidade do gado.” Os dados cadastrados na plataforma são mantidos em confidencialidade, segundo ela, e fornecedores diretos analisam, caso a caso, os dados dos parceiros. “Já temos 45% de nossos fornecedores diretos e indiretos inscritos na plataforma. A partir de 1º de janeiro de 2026, o produtor rural que não fizer parte da plataforma não mais poderá comercializar com a JBS.” A Marfrig também monitora seus fornecedores (fazendas) de gado, que são homologados e verificados regularmente, atendendo aos critérios socioambientais estabelecidos pela companhia. De acordo com Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade e comunicação corporativa da Marfrig, a empresa trabalha para ter toda a cadeia de produção identificada e rastreada, desde o abate dos animais. Para a companhia, o mercado neste semestre está favorável, e vem sendo favorecido pela diversificação de exportação para novos países, como Canadá e Singapura. “Começamos a exportar também para o México”, diz Rui Mendonça, CEO da operação América do Sul da Marfrig. Outro fator positivo é a participação de industrializados, que tem crescido e hoje representa 15% do faturamento da Marfrig na América do Sul, em comparação a 5% há cinco anos. “O mesmo movimento ocorre com carne in natura com marcas (especialmente Bassi e Montana Steakhouse), que respondem por 30% do faturamento. São produtos com maior valor agregado e melhor rentabilidade”, afirma. No primeiro trimestre, a operação América do Sul exportou 33% de sua produção, o que equivale a 118 mil toneladas de carne e geração de receita líquida de R$ 2,89 bilhões. Os principais destinos foram China e Hong Kong (63% das exportações), União Europeia (16%), Estados Unidos (10%) e Oriente Médio (9%).

Valor Econômico


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Balanço das exportações do primeiro semestre, com resultados do agronegócio e do Paraná

Em relação à balança comercial paranaense, foi registrada a movimentação de U$ 12,1 bilhões em exportações no fechamento do primeiro semestre de 2023. Esse é o melhor resultado para o período na história do estado


O montante representa um avanço de 14,2% em comparação com os primeiros seis meses do ano passado, que somaram U$ 10,6 bilhões. Este é o terceiro ano consecutivo em que o Paraná renova o seu recorde de exportações totais entre janeiro e junho. No mesmo período, as importações movimentaram U$ 9, 03 bilhões, 15% a menos do que no primeiro semestre de 2022, garantindo superávit de mais de U$ 3 bilhões no período. A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) publicou mais uma edição do Informe Mercado Internacional, com o fechamento das exportações brasileiras referente ao primeiro semestre do ano. “Nesse período, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 45,5 bilhões, representando um aumento de 32,9% em comparação com a primeira metade de 2022. O resultado é, em uma análise geral, muito positivo, e deve se em grande parte ao sólido desempenho do agronegócio e à produção de petróleo nas reservas do pré-sal”, inicia o boletim. O informativo da Getec destaca ainda que, no segundo trimestre de 2023, o saldo do mês de abril obteve um superávit de US$ 8,3 bilhões, em maio um superávit de US$ 11,4 bilhões e em junho o superávit comercial foi de US$ 10,6 bilhões, marcando assim o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1989. Já o agronegócio, encerrou os seis primeiros meses do ano registrando superávit acumulado de US$ 74 bilhões um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2022.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar comercial fecha sessão em queda e termina julho com recuo de 1,25%

Moeda americana registrou bastante volatilidade na segunda-feira


O dólar comercial encerrou a segunda-feira em leve queda depois de ter registrado bastante volatilidade ao longo da sessão, principalmente no fim das negociações. A moeda teve depreciação de 0,05%, a R$ 4,7289, depois de ter encostado na mínima de R$ 4,7136 e na máxima de R$ 4,7595. No mês de julho a moeda americana acumulou queda de 1,25%. Ao longo da manhã, a moeda americana mostrou alguma resistência frente ao real, mas passado o horário da formação da ptax de fim de mês (que cria uma disputa Dólar comercial fecha sessão em queda e termina julho com recuo de 1,25%. Entre comprados e vendidos em dólar, a divisa começou a perder força. Perto das 17h10, o dólar futuro para setembro operava em queda de 0,17%, a R$ 4,7590. Já o índice DXY avançava 0,28%, a 101,902 pontos.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha sessão em alta com Petrobras e Vale em destaque e acumula ganhos de 3,27% em julho

No fim do dia, o índice subiu 1,46%, aos 121.943 pontos


O Ibovespa registrou alta firme na segunda-feira e retomou o patamar dos 121 mil pontos. Para isso, o índice contou com o avanço de empresas sensíveis aos juros, em dia de fechamento das taxas conforme o mercado precifica cortes mais agressivos da Selic pelo Banco Central. E, principalmente, com altas de Petrobras, que divulgou nova política de distribuição de dividendos, e Vale, se recuperando parcialmente da queda de sexta-feira. No fim do dia, o Ibovespa subiu 1,46%, aos 121.943 pontos, encerrando o mês de julho com ganhos de 3,27%. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 120.188 pontos e, na máxima, os 122.149 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até às 17h15) foi de R$ 14,17 bilhões no Ibovespa e R$ 21,13 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,15%, aos 4.588 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,28%, aos 35.559 pontos e Nasdaq registrou ganhos de 0,21%, aos 14.346 pontos.

VALOR ECONÔMICO


IPCA para 2023 cede de 4,90% a 4,84% e para 2024 baixa de 3,90% a 3,89%, aponta Focus

Conforme o Boletim Focus divulgado na segunda-feira, 31, a projeção para a inflação oficial - IPCA - em 2023 voltou a recuar ante a semana anterior, de 4,90% para 4,84% - apenas 0,09 ponto porcentual acima do teto da meta deste ano (4,75%). Um mês antes, a mediana era de 4,98%


Para 2024, foco da política monetária, a projeção baixou marginalmente, de 3,90% para 3,89%. Há um mês, era de 3,92%. A expectativa para 2025, que deve passar a ter peso minoritário nas decisões do Copom a partir desta semana, seguiu em 3,50%, contra 3,60% de quatro semanas antes. No Copom anterior, em junho, as medianas eram de 5,12%, 4,00% e 3,80% para os três anos, respectivamente. O comitê se reúne nos dois próximos dias, com a divulgação da decisão a partir de 18h30 de quarta-feira (2). No mercado financeiro, há consenso que o comitê iniciará os cortes da taxa Selic, hoje em 13,75%, mas os economistas estão divididos sobre o ritmo que será adotado. Na Focus, considerando somente as 100 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 variou de 4,90% para 4,83%. Para 2024, a projeção de alta cedeu de 3,90% para 3,88%, considerando 99 atualizações no período. No horizonte mais longo, de 2026, houve manutenção na estimativa em 3,50%, repetindo o porcentual de um mês antes. No fim de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta inflacionária de 2026 em 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%, assim como nos anos de 2024 e 2025 - o que despertou um movimento de reancoragem, especialmente em prazos mais longos. Para 2023, o alvo central é de 3,25%, com piso de 1,75% e teto de 4,75%. Após a surpresa favorável com o IPCA-15 de julho (-0,07%), os economistas reduziram marginalmente a expectativa de inflação do IPCA do mês no Boletim Focus da segunda. A mediana passou de 0,10% para 0,09%. Há um mês, a expectativa era de 0,26%. Para o IPCA de agosto, a estimativa também cedeu ligeiramente, de 0,31% para 0,30%, contra a mediana de 0,25% um mês antes. Já para setembro, a previsão para o indicador continuou em 0,28%, de 0,29% há quatro semanas. Os economistas do mercado financeiro atualizaram no Boletim Focus a expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses, de 4,18% para 4,11%, de 4,18% há um mês.

ESTADÃO CONTEÚDO


FGV: Brasil tem menor nível de incerteza econômica desde 2017

O nível de incerteza da economia do país é o menor desde novembro de 2017. É o que aponta o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), divulgado na segunda-feira (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre)


O IIE-Br caiu 4,12 pontos em julho, atingindo 103,5 pontos. Em novembro de 2017, o índice estava em 103,21. Nos últimos quatro meses, o indicador acumula recuo de 13,2 pontos.

Esse indicador é uma média ponderada de dois componentes: o IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nos principais jornais do país; e o IIE-Br Expectativa, obtido a partir de previsões do mercado financeiro para a taxa de câmbio, juros e inflação. “Enquanto nos três meses anteriores a queda do IIE-Br havia sido determinada exclusivamente pelo componente de mídia, em julho o resultado é influenciado também pelo componente de expectativas. Com a desaceleração da inflação ficando mais clara, observa-se redução da heterogeneidade nas previsões de 12 meses tanto para o IPCA [considerado a inflação oficial do país] quanto para a [taxa] Selic”, explica Anna Carolina Gouveia, economista da FGV IBRE. Em julho, o componente de Mídia caiu 2,6 pontos, menor nível desde fevereiro de 2015. Já o componente de Expectativas recuou 8,2 pontos. Para a pesquisadora, a queda do IIE-Br nos últimos meses tem relação com a melhoria das perspectivas para o cenário macroeconômico do país, com redução também das incertezas fiscais e políticas. “A continuidade desse quadro dependerá tanto da recuperação da atividade econômica quanto da manutenção de uma relação colaborativa e sinérgica entre as esferas do governo”, conclui. O termômetro usado pelo IIE-Br para medir a expectativa do mercado é o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. A edição desta segunda-feira traz expectativa de queda da inflação e da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.

Agência Brasil


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