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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 415 DE 13 DE JULHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 415 |13 de julho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo perde força

Em São Paulo, a referência de preço não se altera e segue em R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilha gordas saem por R$ 212 e R$ 235/@ (valores brutos e a prazo), informou a Scot Consultoria


A quarta-feira (12/7) foi marcada por ajustes negativos nos preços da arroba em algumas praças brasileiras, informou a S&P Global Commodity Insights. “O mercado perdeu liquidez”, afirma a consultoria, que acrescenta: “As altas acumuladas nas últimas semanas permitiram avanço nas escalas de abate, diminuindo a necessidade de novas aquisições de boiadas gordas”. A posição de cautela entre os frigoríficos leva em conta principalmente o fraco consumo interno de carne bovina, resultado do baixo poder aquisitivo da população, sobretudo nas próximas duas últimas semanas de julho/23, quando há um maior distanciamento das datas de pagamento dos salários aos trabalhadores, sempre no início do mês. Segundo levantamento da Scot Consultoria, as escalas de abate seguem tranquilas no mercado paulista, o que resultou em estabilidade nos preços do boi gordo nesta quarta-feira (12). Porém, diz a Scot, há relatos de que os compradores estão ofertando preços abaixo da referência, porém sem negócios efetivados. Com isso, em São Paulo, a referência de preço para o boi gordo está em R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 212 e R$ 235/@ (valores brutos e a prazo). A arroba do “boi-China” está apregoada em R$ 255, no prazo, valor bruto (base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o valor do animal “comum”, acrescenta a Scot. Nesta semana, a Secretaria de Comercio Exterior (Secex) divulgou os dados de embarque de carne bovina in natura brasileira, que apresentaram um arrefecimento no ritmo diário na primeira semana de julho, em relação ao mês anterior e aos resultados obtidos em igual período do ano passado “Além do menor ritmo, outro ponto de destaque é a queda no preço médio da tonelada da carne bovina exportada, hoje em US$ 4.862,82, o que significa um recuo de 4% frente ao valor médio de junho/23 e queda de 26% sobre a cotação média de julho/22”, relatou a S&P Global. Segundo a consultoria, há alegações de que a China voltou a ajustar o ritmo de compra de carne bovina no Brasil em função de questões econômicas no País. Pela apuração da S&P Global, o mercado abriu espaço para ajustes negativos nos preços do boi gordo em importantes praças pecuárias. Em SP e MS, cresce a sinalização de preços inferiores às máximas vigentes, embora a oferta enxuta de animais terminados limite movimentos baixistas mais consistentes. Em Minas Gerais, continua a S&P Global, com escala acima de 9 dias, as indústrias saíram das compras e passaram a ajustar preços do boi gordo. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 225/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca R$ 207/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 264/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 197/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Preços do suíno vivo avançam

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 126,00/R$ 129,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,70/kg/R$ 10,00/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (11), houve alta de 1,82% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,26/kg, elevação de 3,36% no Paraná, atingindo R$ 6,46/kg, incremento de 0,82% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,18/kg, valorização de 0,97% em Santa Catarina, precificado em R$ 6,26/kg, e de 2,55% em São Paulo, fechando em R$ 6,83/kg.

Cepea/Esalq


CEPEA: BOLETIM SUÍNO

Apesar da reação dos valores pagos pelo suíno vivo (posto na indústria) e pela carne na segunda quinzena de junho, as médias mensais dos preços do animal e da proteína ficaram abaixo das registradas em maio; no comparativo anual, as variações (em termos reais) seguiram direções opostas nas praças acompanhadas pelo Cepea


Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), de maio a junho, o suíno se desvalorizou 8,6%, negociado à média de R$ 6,03/kg no último mês. Frente a junho/22, o preço do suíno paulista teve leve baixa de 0,1%, em termos reais (deflacionado pelo IGP-DI de junho/23). Na Grande Belo Horizonte (MG), a desvalorização mensal foi de 7,4%, com o animal comercializado a R$ 6,48/kg em junho, 4,8% inferior à média do mesmo período de 2022, em termos reais. Na região Sul, o valor do animal caiu 7,6% no Oeste Catarinense (SC) entre maio e junho, passando para R$ 5,89/kg no último mês, ainda 7,7% superior no comparativo anual, em termos reais. No Sudoeste Paranaense, o preço do suíno registrou baixa de 4,4% no comparativo mensal, indo para R$ 6,36/kg em junho. Em termos reais, essa média é expressivos 10,2% superior à de junho de 2022. No Vale do Taquari (RS), o preço do animal caiu fortes 8,8% frente a maio, mas subiu 5,4% frente a junho/22, em termos reais, para R$ 5,90/kg no último mês. As desvalorizações estiveram atreladas às elevadas ofertas de suínos em peso ideal para abate e também da carne – principalmente nas regiões produtoras – a preços competitivos, cenário observado na segunda quinzena de maio e em boa parte de junho. No mercado atacadista da carne, as cotações da carcaça acompanharam o movimento de baixa verificado para o suíno vivo. De maio a junho, na Grande São Paulo (SP), as cotações da carcaça especial caíram 7,3%, para a média de R$ 8,95/kg no último mês, patamar 3,8% superior ao registrado em junho de 2022, em termos reais. Dentre os cortes, a paleta desossada comercializada no estado de São Paulo foi o que teve a desvalorização mais expressiva, de 10,6% no comparativo mensal, com a média passando para R$ 10,45/kg em junho, ainda 3,83% superior à de jun/22, em termos reais.

Cepea


FRANGOS


Frango congelado ou resfriado sobem em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 5,30/kg.


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço subiu 8,90%, alcançando R$ 4,65/kg; já no Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,46/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (11), a ave congelada teve aumento de 2,42%, alcançando R$ 5,92/kg, enquanto o frango resfriado subiu 3,18/kg, fechando em R$ 5,84/kg.

Cepea/Esalq


Praia Grande (SP) confirmou ocorrência de gripe aviária e Brasil soma agora 63 casos

A mais recente atualização sobre os casos de influenza aviária de alta patogenicidade no Brasil mostra 63 casos, sendo o mais recente deles registrado em um Trinta-reis-real, no munícipio de Praia Grande, no Estado de São Paulo


A informação foi confirmada pela atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar os dados sobre influenza aviária no país, e também pela Secretaria Estadual de Agricultura de São Paulo. Segundo o órgão estadual, a partir desta nova confirmação, São Paulo tem oito casos, todos em aves silvestres, registrados nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, Guarujá, Santos, São Sebastião, São Paulo e agora, Praia Grande. Os 63 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a tarde de 12 de julho: Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 13 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre) São Paulo: 08 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 07 (aves silvestres). Santa Catarina: 01 (ave silvestre). Ainda há cinco investigações de casos suspeitos em andamento até o momento.

MAPA


EMPRESAS


Frimesa almeja crescimento de 14% na produção de leite

Com atuação nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, a Frimesa processou 249,4 milhões de litros de leite, ou seja, 683 mil litros/dia, em 2022. A expectativa, para este ano, é que a empresa obtenha um crescimento de 14,5%.


A Frimesa recebe o leite nas plataformas das suas indústrias para processar e comercializar toda a produção. Os produtores produzem a partir das cooperativas e entregam o leite para a indústria. A empresa tem cinco cooperativas filiadas, que envolvem 2.190 produtores. O presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, afirmou que a indústria tem investido em tecnologia nos processos, na pesquisa, no desenvolvimento e na inovação dos produtos. “Os investimentos estruturai foram realizados e, em 2023, deverá se investir R$ 50 milhões em melhorias contínuas de seus processos”.

GAZETA DO POVO


Alegra firma compromissos voltados ao bem-estar animal na produção de suínos

Conjunto de normas reafirma preocupações da empresa em garantir a qualidade de vida dos animais do campo até a indústria


A Alegra estabeleceu sete compromissos para a promoção do bem-estar animal (BEA) na produção de suínos, informou a empresa na terça-feira (11). Os cuidados com a qualidade de vida dos animais começam ainda nas granjas das cooperativas produtoras, passando pelo transporte e chegando até a preparação para o abate. “Nós trabalhamos com produção de alimentos e nunca podemos esquecer a origem deles, com os animais sendo tratados com dignidade desde a criação até a produção no frigorífico. Nós nos preocupamos com a saúde, bem-estar e conforto, porque eles não são apenas uma matéria-prima”, disse em nota Bruna Rafaely Vicente da Silva, supervisora de fomento suíno da Alegra. O primeiro passo dado pela Alegra para estabelecer uma política de bem-estar animal foi assumir um compromisso de banir em 100% as gaiolas de gestação, realizando a transição total da sua produção para gestação coletiva até 2029. Com isso, a empresa busca criar um ambiente em baias coletivas fomentando o comportamento natural dos animais. A companhia, então, buscou investir e pesquisar para coibir outras práticas que coloquem o bem-estar animal em xeque. Exemplos são o corte de dentes, a identificação dos suínos através de mossa (cortes nas orelhas) e a castração cirúrgica. Todos esses pontos ainda são comuns na suinocultura, mas a Alegra optou por encerrá-los em prol da qualidade de vida dos animais, segundo a empresa. A promoção do bem-estar animal executada pela Alegra tem reconhecimento mundial. Desde 2017, a empresa conta com o Selo WQS que atesta as boas práticas da cooperativa no transporte e abate dos animais. A WQS atua há mais de 20 anos no setor de certificação de segurança alimentar e conta com auditores reconhecidos pela Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO). “É uma entidade de renome que valida o nosso processo, o que dá um peso maior para garantirmos ao consumidor que nós promovemos o bem-estar animal na empresa. Temos clientes que entram em contato com a gente e perguntam se somos certificados, então isto nos ajuda, sim, a abrir mercados”, finalizou a supervisora de fomento suíno da Alegra. Os 7 compromissos promovidos pela Alegra na área de BEA: 1) Realizar em 100% a transição da produção para gestação coletiva até 2029 respeitando o disposto na IN 113/2020, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Atualmente, 41,5% da produção já atende a esse requisito. A Alegra também se preocupa em reduzir o tempo de permanência em alojamento individual das fêmeas após a inseminação artificial e parte da produção adota o sistema Cobre e Solta, onde as fêmeas permanecem apenas sete dias alojadas individualmente. 2) Continuar garantindo que todas as plantas novas de alojamento de matrizes sejam projetadas para o modelo de gestação coletiva respeitando o disposto na IN 113/2020. Desde 2013, todas as plantas novas estão sendo projetadas de acordo com esse modelo. 3) Banir a prática de castração cirúrgica sem analgesia em 100% da produção até 2025. Hoje, 77% da produção já atende a esse requisito, utilizando castração por meio de vacina (imunocastração). 4) Manter com rigor a prática de não realizar o corte de dentes nos leitões e realizar o desgaste apenas quando houver comprometimento do bem-estar animal da matriz ou dos leitões, conforme orientação técnica. 100% das granjas já atendem a esse requisito. 5) Banir a prática da mossa (cortes nas orelhas) como forma de identificação dos suínos até o fim de 2023. 73% da produção atende, atualmente, ao requisito. 6) Continuar a realizar estudos na busca por alternativas para banir o uso de antibióticos não terapêuticos. Todas as granjas são monitoradas quanto ao uso racional mediante indicação do médico-veterinário responsável. A empresa está constantemente investindo em melhorias nas questões ambientais, a fim de manter a evolução em saúde. 7) Continuar a realizar estudos sobre o manejo de cauda ideal respeitando o disposto na IN 113/2020 para atender à melhor condição de bem-estar animal.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Setor de serviços cresce 11,2% no Paraná nos primeiros cinco meses do ano

Desempenho do Estado foi mais que o dobro da média nacional, que avançou 4,8% no período. O Paraná ficou atrás apenas do Mato Grosso (11,9%), Paraíba (11,8%) e Tocantins (11,3%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada na quarta (12)


O setor de serviços cresceu 11,2% no Paraná entre janeiro e maio, na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. É o quarto melhor do País para o período, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná também teve um bom desempenho nos outros recortes analisados pelo IBGE – cresceu o dobro da média nacional em maio, em relação a abril. O volume de serviços aumentou 1,7% no Estado, enquanto no País a expansão foi de 0,9%. Já no acumulado de 12 meses, os serviços no Paraná tiveram expansão de 6,7% entre junho de 2022 e maio de 2023 ante os 12 meses anteriores. O bom desempenho no acumulado do ano foi puxado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, que tiveram crescimento de 16,8% no volume e de 23,9% nas receitas na comparação com os primeiros cinco meses de 2022. Na sequência estão os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (13%), serviços de informação e comunicação (5,7%), serviços prestados às famílias (5,5%) e outros serviços (0,6%). Em relação a maio do ano passado, todos os segmentos que envolvem o setor tiveram um bom desempenho. O que mais cresceu foi o setor de transportes, com aumento de 17,9%. Com crescimento de 11,9% no volume e de 18,8% nas receitas, os serviços profissionais, administrativos e complementares também se destacaram no período. Na sequência estão outros serviços (8,8%), serviços de informação e comunicação (7,1%) e serviços prestados à família (4,7%). Na variação de 12 meses, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 12,5%; os serviços prestados às famílias avançaram, 11,5%; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, 6,2%; outros serviços, 2,3%; e serviços de informação e comunicação, 2,1%.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Após briga de 30 anos, SC, PR e SP têm novos limites marítimos e divisão de royalties de petróleo

Valor devido ao estado de Santa Catarina deve ser divulgado nos próximos dias


Uma briga de mais de 30 anos no STF (Supremo Tribunal Federal) chega ao capítulo final nos próximos dias, quando deve ser divulgado o valor devido ao estado de Santa Catarina por royalties de petróleo não recebidos. Em função de um traçado marítimo feito em 1986 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o STF entendeu que campos de petróleo ficaram equivocadamente fora das águas de Santa Catarina. A disputa judicial começou em 1991, quando o governo de SC protocolou uma ação cível originária no STF. Em 2020, a Corte deu razão a SC e determinou que o IBGE fizesse um novo traçado marítimo - o último recurso contra tal decisão foi rejeitado em 2022. Neste ano, em maio último, o novo traçado do IBGE, envolvendo os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, foi homologado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso. Na mesma decisão que determinou a realização de um novo traçado no mar, o STF também condenou o Paraná a fazer um ressarcimento a Santa Catarina, pelos royalties recebidos de forma equivocada. Há cerca de 15 dias, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apresentou tabelas com as cifras milionárias pagas desde a década de 1990 até maio de 2023 para os estados do Paraná e São Paulo. Agora, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) de SC informou ao Painel que está analisando os números das tabelas, para sugerir o valor final do ressarcimento. Já a PGE do Paraná disse ao Painel que acompanha o processo, mas que, até o momento, "não houve definição de montante e como se dará o pagamento". Santa Catarina sustenta que a projeção marítima fez com que o Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul. A PGE de São Paulo afirmou ao Painel que os novos limites marítimos estabelecidos pelo STF não abrangem nenhum dos campos atualmente pertencentes a São Paulo. Na nova configuração, São Paulo não apenas mantém seus campos, mas também passará a ter exclusividade sobre o campo de Tubarão, que atualmente pertence ao Paraná.

Além disso, de acordo com a PGE, SP também assume, de forma compartilhada com SC, o campo de Estrela do Mar, que atualmente também está com o Paraná.

FOLHA DE SÃO PAULO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai ante real com perspectiva de que juros subam apenas uma vez nos EUA

O dólar à vista fechou em baixa ante o real pela segunda sessão consecutiva, em sintonia com a queda da moeda norte-americana no exterior, após dados de inflação nos Estados Unidos aumentarem a percepção de que o Federal Reserve poderá subir seus juros apenas mais uma vez -- e não duas vezes, como originalmente previsto


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8174 reais na venda, com baixa de 0,92%. Na B3, às 17:24 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,77%, a 4,8330 reais. Entre os profissionais, permanece a percepção de que, ainda que os juros subam nos EUA e caíam no Brasil – como vem sendo precificado na curva a termo – o diferencial de juros brasileiro seguirá atrativo ao capital internacional. Com isso, haveria pouco espaço para uma elevação mais consistente do dólar. Mesmo porque, o governo segue obtendo vitórias: a reforma tributária foi aprovada na Câmara, assim como o projeto que trata de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), enquanto o novo arcabouço fiscal aguarda apenas uma segunda votação pelos deputados. Neste cenário, a avaliação positiva do trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pelo mercado financeiro mais que dobrou em julho na comparação com maio, passando a 65%, mostrou pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira. “Temos uma conjuntura de inflação em queda, juros em queda, avanço de reformas relevantes... Algumas coisas não são ideais, mas já são muito melhores do que o mercado visualizava”, comentou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, ao justificar o viés recente de baixa para o dólar ante o real.

REUTERS


Ibovespa fecha quase estável em dia com JBS e inflação dos EUA sob holofotes

JBS ON saltou 9,05%, a 18,8 reais, após a maior produtora de carnes do mundo retomar planos de listar suas ações nos Estados Unidos, buscando ampliar sua capacidade para investir e crescer com menor custo de capital. No melhor momento, o papel chegou a 18,95 reais, máxima intradia desde março


O Ibovespa fechou quase estável na quarta-feira, com pregão marcado por salto de JBS após retomar planos de listar suas ações em Nova York e dados de inflação dos Estados Unidos corroborando expectativas de que o Federal Reserve pode estar perto de encerrar o ciclo de alta dos juros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,09 %, a 117.666,49 pontos, refletindo movimentos de realização de lucros. O volume financeiro somou 55,5 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI na sigla em inglês) subiu 0,2% em junho, abaixo da previsão de economistas de alta de 0,3%, com uma taxa de 3% em 12 meses, enquanto o núcleo desacelerou para 0,2%. De acordo com o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, o CPI mostrou a continuidade da desaceleração da inflação pelo décimo mês consecutivo e isso é uma boa notícia para ativos de risco e a aposta de fim do ciclo de aperto monetário. No entanto, ressaltou, o crescimento dos salários está em ritmo superior à inflação o que dificulta o controle dos preços. Ele também destacou que, apesar da trajetória de queda, o CPI permanece acima da meta de longo prazo do Fed (2%). Na visão do economista do Banco Modal Rafael Rondinelli, apesar do alívio, o núcleo de inflação permanece elevado e bem acima da meta de inflação, mantendo a expectativa de que o Fed deve aumentar os juros em 0,25 ponto. Para a equipe da Franklin Templeton do Brasil, conforme relatório enviado a clientes, mesmo com a recuperação recente do mercado brasileiro, ainda há espaço para as ações continuarem avançando. "No curto prazo, entretanto, os resultados corporativos ainda devem refletir um cenário desafiador e de baixo crescimento", afirmaram Frederico Sampaio, CIO de renda variável e Eduardo Bopp, VP e gestor de portfólio de renda variável. "Além disso, a grande quantidade de ofertas de follow-on que têm vindo ao mercado em um curto espaço de tempo é outro fator que pode, ao menos momentaneamente, limitar um pouco o ritmo de recuperação das cotações", acrescentaram.

REUTERS


Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$706 mi na semana passada

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 706 milhões de dólares em julho até o dia 7, em movimento garantido pela via comercial, informou na quarta-feira o Banco Central. O período corresponde à semana passada, primeira do mês de julho


Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,644 bilhão de dólares em julho até o dia 7. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de julho até o dia 7 foi positivo em 2,350 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 7 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 15,756 bilhões de dólares.

REUTERS


Setor de serviços supera expectativas em maio e cresce com impulso de transportes

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu bem mais do que o esperado em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira, com forte impulso do setor de transportes


No período, o volume de serviços cresceu 0,9%, recuperando-se da queda de 1,5% vista em abril, superando com folga a projeção de economistas consultados pela Reuters de ganho de 0,3% no mês. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume de serviços avançou 4,7%, contra expectativa de taxa de 3,8%. Com esse resultado, o setor de serviços opera 11,5% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e apenas 2,0% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado em dezembro do ano passado. De acordo com o IBGE, o maior impacto na leitura de serviços de maio veio dos transportes, que avançaram 2,2%, recuperando parte da perda de 4,3% registrada em abril. Dentro desse segmento, o transporte de cargas avançou 3,7%, alcançando o maior patamar de sua série histórica, iniciada em 2011, o que o IBGE associou ao recente bom desempenho do agronegócio. "Os recordes da safra de grãos acabam influenciando os transportes, especialmente o rodoviário de cargas", explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. "Esse impacto não é de agora. A partir de maio de 2020, ainda no início da pandemia, houve um crescimento importante desse setor, muito ligado ao aumento na produção agrícola e também ao boom do comércio eletrônico, com a migração em larga escala das vendas em lojas físicas para as plataformas online." Entre os outros quatro grupamentos de atividades analisados pela pesquisa, o setor de serviços prestados às famílias avançou 1,1% em maio, enquanto os outros serviços subiram 0,6% e o segmento de informação e comunicação ganhou 0,2%. A única atividade que recuou foi a de serviços profissionais, administrativos e complementares, com baixa de 1,0%. "Nesse setor, houve impacto das empresas de intermediação de negócios, de atividades jurídicas e de cobranças e informações cadastrais", disse Lobo.

REUTERS


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